EntreContos

Detox Literário.

Anti-santos (Fernando Abreu)

goateye“(…) a máquina do tempo explodiu após milênios de utilização ininterrupta”. Após essa frase, Amando jogou a revista no chão e se ateve ao noticiário. A repórter loirinha, de terno rosa e cabelo cacheado, apresentava uma matéria sobre um recente assassinato. O tal “sérial-kílle”, como pronunciou a boneca, tinha agido novamente. Outro taxista morto na zona oeste. Com a bunda cansada do sofá, Amando foi até a cômoda, retirou o 38 e colocou no coldre direito. Ajeitou o segundo 38 no esquerdo, bateu os pelos de cachorro do paletó e colocou um chapéu preto, que ornou com o seu terno verde escuro. Alinhado, estalou o sapato brilhoso até a cozinha e lavou as mãos. Deu um peteleco no vaso de pimentinhas do reino e tomou meia dose de pinga com café preto. Rosnou com a garganta fazendo aquele “arrrrgh” tradicional dos caba machos, bateu a mão esquerda na coxa com força e acendeu um fósforo pro cigarrinho.

Entrou no Fusca 59, zerinho, zerinho. “DENÚNCIA!”. O rádio avisava. Ouvintes tinham visto o assassino zanzando pelo bairro do Carrasco. Violentos crimes atribuídos ao homem mais procurado de Natal. Então o solavanco na lombada inverteu-lhe as ideias. Pelo ouvido esquerdo, escutava um zunido das ruas. Parecia que todo cidadão estava comentando sobre o maldito. Que isso e aquilo. A fama do indivíduo era sem limites e os policiais… Uns frouxos! Acelerou a traseira do fusca até o motor quase fundir. Estacionou em frente à delegacia, abriu a porta, mas não saiu do carro sem antes ajeitar o bigode no espelho e dizer com um sorriso amarelo dental: “É hoje que eu capo esse Baracho”.

Já em sua mesa, que revelava o rosto severo de uma cabrocha atrás do vidro de um retrato, Amando fuçava entre documentos e algumas cartas que lhe foram repassadas pela emissora de rádio. Numa delas, uma tal de Luana do Rei relatava que tinha visto o bandido comendo bananas-maçã sentado na beira da calçada enquanto cantava mulheres na rua. A dona o qualificava como “sem-vergonha” e “ousado”. Nervoso com aquele porcaria toda, tacou os papéis no lixo e olhou fixamente para a imagem da formosa. “Essa aí deve gostar de ser cantada, nunca mais olho na cara…”. “Amando! Chegue já pra minha sala!”, o coronel interrompeu-lhe o dócil pensamento.

“Tô trabalhando aqui é com um bando de afolozado, é?”, perguntou-lhe o velho gordo de barba mostarda. Amando balançou a cabeça e olhou de esguelha para as mãos vazias. O coronel imitou-o ironicamente. “Aonde é que vocês estão com a cabeça? Vem cá”, puxou o caba até um jornal em sua mesa. “Tá vendo isso aqui, tá vendo? JUMENTOS FARDADOS! Um peba de um jornalista escreveu isso aqui, falando da gente. E tudo por quê? Por que tem um outro filho da égua solto por aí, matando motorista de táxi toda noite e ninguém se mexe, diabo!”. Na tentativa de uma explicação, Amando se perdeu entre os estilhaços de saliva que voaram pela boca nervosa do coronel. Depois de ser xingado e semi-cuspido, saiu da sala do bicho bravo com o resto de amor-próprio que ainda lhe cabia. Sentou em sua mesa novamente e, ao levantar a cabeça, deu com a ex-mulher lhe encarando.

———-

Fernando Ferreira Sabres fazia uma pesquisa de campo no cemitério do Bom Pastor II, no Dia de Finados. Os devotos de São João Baracho visitavam o túmulo do divino malfeitor potiguar. “Eu tinha uma dor no peito, pensava que era um caroço, então pedi a ele a cura e minha graça foi alcançada. Depois desse dia, venho sempre visitar ele”, Fernando ouviu em seu gravador a última declaração. Era da dona Maria de Lourdes Silva, dona também de casa, e de 72 anos.

Fazia um levantamento sobre bandidos que tinham ganhado santidade pela boca do povo. Do cangaceiro Jararaca aos mais modernos, como Zé-Sem-Raça, que nos anos 1990 matara mais de 30 atendentes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) antes de ir pro aconchego do além. Ele ganhara um mausoléu gigante feito por um grupo de 600 populares. No alto do monumento sepulcral, lia-se num mosaico de pedras e conchas coloridas: “José Benedito matou e morreu, mas é santo porque vingou o povo todo”. Mais abaixo, numa inscrição menor: “E não tem Papa nem padre que dele tira isso (três exclamações)”.

Mas o interesse de Fernando, naquele momento, era mesmo no “Santo” João Baracho. Com a pouca informação que achara na internet e nos arquivos da polícia e da imprensa potiguar, buscava nos devotos mais referências que pudessem enriquecer seu estudo. Depois de falar com Maria Francisca, Joana Joaquina, José Adelmo, Mateu Painho, Rubina Gonzaga e Afonsina do Mar, viu-se com um boloado de anotações nas mãos e um emaranhado de dúvidas na cabeça.

Ninguém sabia direito da vida do bandido, mas todos tinham sido atendidos por ele. Baracho tinha curado asma, chieira, sinusite, coceira, pneumonia, cegueira, impotência, barriga-dura, choradeira, bebedeira, mau olhado e até dor de corno. Deu dois títulos estaduais para o Santa Cruz e três nacionais para o Corintians de Caicó. Entre outras fábulas, alguns diziam que ele repartia o que roubava com os pobres. Falavam que ele só matava caba ruim. Nada de concreto, exceto pelo conteúdo que preenchia a tal barriga-dura.

Meio satisfeito, meio desconsolado, o estudioso sentou-se em uma pedra rodeada por diversas garrafas PETs cheias d’água. Viu um senhorzinho negro de chapéu de palha subindo pela trilha em sua direção. “Será que esse aí sabe de alguma coisa?”, pensou. Em passos lentos, o velho se aproximou de Fernando. “Sai de perto dessas macumba, menino”, disse ele.

Macumba por quê?

É. Esse povo deixa essa água aí pro São Baracho. Diz que é pra não faltar pra ele lá onde ele tá… Diz que ele é santo…

Sim, claro. Pois morreu com sede antes de tomar 22 tiros, 7 que lhe atravessaram o corpo, 8 que lhe mataram e mais 7 que pegaram de raspão. Todos de armas calibre 38.

Isso eu já num sei, mas cê entende disso memo, é? Só sei qui água num si nega…

Sim, claro. Mas acho que de santo ele não tinha nada. Pura crendice. Pra mim é João-Borracho, isso sim! – riu sozinho, depois fingiu uma tosse.

Se é ou não é, eu também num sei não, viu? Só vim aqui pedi uma ajuda, já pedi ali pro Zé-D’areia, pro João-Joelho, mas num custa nada pedi mais um poco aqui também pra esse caba, né não…? Poblema nos rim é uma dureza, menino.

Entendo, senhor. E o que tem a me dizer? Sabe de algo mais sobre ele?

Já falei que num sei, seu galado…

Desculpe, é que sou um pesquisa…

Fernando se calou. O senhorzinho fazia uma espécie de reverência com o chapéu. Depois pegou um galão de água quase podre, lutou contra a pressão da tampa e abriu. Esguichou o líquido na barriga e a acariciou acima dos rins por 22 vezes, 11 em cada um. “Um cafuné pra cada bala que acertou o caba, é assim que mandam fazê…”. Devolveu o recipiente. “Agora vai ficá tinindo”. Como reação, o pesquisador fez um sinal de positivo com o polegar. O velho passou devagar ao lado do rapaz e deu um tapinha em seu ombro esquerdo. “Qué sabê duma coisa? Falam que quem bebe isso aí… Quem bebe isso volta praquele tempo e dá de cara com o peba do Baracho… Hahaha! Cê num tá querendo sabê, sabê? Vô chegá é lá pra fora…”.

“Dessa água não beberei eu nunca disse, mesmo…”, pensou Fernando antes de abrir uma garrafinha de plástico verde onde se lia: “Guaraná Jesus”.

———-

Amando entrou na viatura com um policial novato e um sub-tenente. Das milhares de denúncias que alardeavam pela cidade, fazendo Baracho quase onipresente, uma chamou a atenção dos policiais. Uma moradora da favela do Carrasco, onde o procurado ficava com uma amasia, fez uma descrição bastante próxima do bandido. “Moreno, cabelo crespo, meio careca na frente, nariz pontudo, apontando pra baixo, orelhas de fusca, boca fina e olhos grandes”. Após procurarem a localização exata no guia, rumaram em velocidade para o local indicado.

Pararam perto da favela. Alguns “doutores” enchiam a fuça de cerveja em mesas de bar. As quengas dançavam num rito quase tribal, tentando a sorte de conseguir algum dinheiro na penteadeira. Uma chuva ia se esboçando. Amando pegou o novato olhando para as ancas de uma. Repreendeu-o com um solavanco nas costas. Pensou na esposa. Apertou o cabo do 38. “Vamos chegar lá pra cima! Pegar esse diabo!”. Entricheiraram-se por uma infinidade de barracos. Favelados mangavam da procissão patética.

“É ali, me dá cobertura, novato, vamos ver se você serve pra coisa que preste”. Os dois foram seguindo por um caminho de barro, ladeando uma sequência de tapumes de madeira cobertas por uns desenhos mal feitos de bandeiras do Brasil e bolas de futebol. Chegaram a um portão e pararam. Escutaram um grito de mulher. “Some daqui, ordinário! Vai morrê hoje na mão da lei!”. Amando agachou e olhou através dos ferros retorcidos do portão. Era Baracho. “O matador de motorista” pedia abrigo para a vizinha.

O sub-tenente correu e se juntou a Amando e ao calouro. Os três invadiram a casa e toparam com um Baracho pasmo segurando um copo de vidro vazio na mão. Amando tomou a frente e mirou o bandido. “Mãos pra cima, João! Acabou a festa!”. Baracho foi descendo o copo bem devagar, mas não colocou no chão. “Se oriente, seu frouxo! Vou lhe encher de pipôco! “, gritou o policial. O bandoleiro subiu seus olhos vermelhos de uma poça escura e os enterrou nos olhos de Amando. A chuva apertou. “Veje si num é o capitãozinho chifrudo!? Hahahaha!”. Amando cerrou os dentes. Uma lágrima tentou nascer no seu olho esquerdo. Secou. O capitão alvejou Baracho com dois tiros, um de cada 38 de cada mão. O bandido ainda rolou para dentro da casa da vizinha. Caído no chão da cozinha, sangue preto escorrendo pela camiseta, levantou o copo e pediu água para a mulher. “Não lhe dou”, respondeu a senhora, saindo dali e vendo os policiais entrarem. Jogaram-no pelo barranco.

Caído no barro, Baracho riu novamente. Os canos cantaram mais 20 balas.

———-

Fernando acordou ainda entre velas e vasos de plantas, mas ao redor nada mais era parecido. Faltava a lápide amarelada de Baracho, entre outras tantas. Confuso, caminhou algumas quadras até se juntar à turba que cruzava a praça. A fileira de pés desembocava em uma entrada ampla e iluminada. DELEGACIA, lia-se no letreiro vermelho. Cambaleou um pouco, observando o populacho. Praguejavam contra o assassino que “ia mofar na cadeia” e “sentar no colo do capeta”, cujos pés “Belzebu ia amputar “.

Caminhou até a porta do distrito policial e entrou sem ser notado. Aquele aranzel todo lhe fazia doer a cabeça. Lá dentro cheirava a queimado, e uma frase desconexa era repetida com algumas alterações por trás das grades. “Eu não vou pro céu. Não vou pro paraíso, não”. Era Baracho, em um breve momento de lucidez.

Fernando olhou por cima da mesa dos policiais. Havia um pôster do América na parede: “Campeão Potiguar – 1957”. Um grupo de beatas com vestidos longos e rabos de cavalo enormes falavam aos montes e confundiam o rapaz. Homens mascavam fumo, queimavam palha por baixo dos chapéus e caçoavam. Planejavam um linchamento.

O jovem passou por dentro dos grupos correndo, invocado. “Baracho não é mais aquele…”, alguém cantava. Sentiu o calor de uma luminária, que brilhava acima da cabeça do condenado dentro da cela. Algemado, ele tremia e tentava xingar os presentes, mas só balbuciava entredentes. Estava ali fazia mais de uma semana, a luz incandescente impedindo o sono. Suando em bicas, conseguiu gritar outra vez.

Uma aberração de circo: Homem-Elefante ou a Mulher de Quatro Pernas. A boca abrindo laranja debaixo da iluminação grotesca. Sua voz flanava e ganhava toda a cidade. Um cordel de chamas voando das ventas. “O Jararaca, velho cangaceiro, era muito pior do que eu. O caba era ruim demais, jogou uma criança pro alto e aparou no bico do facão. Só pra provar que era macho!”. Num mal-estar, os populares começaram a deixar a delegacia. Fernando não viu mais nada.

———-

No cemitério, o velho tentava acordar o pesquisador. Jogava água em sua cara enquanto esfumaçava um charuto. “Acorda, seu xôxo! Acorda!”. Fernando despertou e olhou para ele. Deu-lhe um abraço de susto. “Sai pra lá!”. O jovem recolheu as anotações e o gravador. Agradeceu ao homem pela vigília enquanto esteve inconsciente e lhe deu alguns trocados. “Preciso disso não…”. O rapaz caminhou pela necrópole, viu uma família jogando pétalas de rosa em cima de duas sepulturas. Um grupo de religiosos julgava os devotos dos defuntos sem choro. Passou pelos portões. Aliviado, achou fácil seu Golzinho vermelho e deu a partida. Sumiu dali como se algo o perseguisse.

Ao chegar em casa, arquivou as anotações dentro de uma pasta, separando os documentos pelo nome das pessoas entrevistadas. Atirou-se na cama e, numa espreguiçadela, esticou o braço até o rádio, encaixando a fitinha no toca-fitas e apertando o “play”. Começou a rodar. Após um tempo de silêncio, rodou para frente, voltou. Nada. Inconformado, virou-se de lado, encarando o aparelho. O botão “play” misteriosamente começou a funcionar. Fernando deu um pulo pra fora da cama. Já saía correndo, quando, do rádio, saiu a voz do velho negro.

“Dizem por aí que tanto o Baracho quanto o Jararaca viraram santos por não ter nenhuma santidade. Viraram santos porque assustaram o povo um tanto, um tanto tão grande, quase igual Jesus assustou todo mundo transformando água em pinga. Viraram santos porque morreram sofrendo, o Baracho de sede, o Jararaca enterrado vivo. Dizem também que santo que é santo mesmo nem vê a cara da gente, fica andando lá pelo céu com aquele saião branco e a cara barbada. São Pedro, os querubim, todos eles… Isso é porque eles deixam uns caba que nem o Baracho aqui, fazendo o serviço deles.

Parece que o Baracho, a cada milagre que atende, tira o pé da mão do Belzebu e sobe um degrauzinho a mais pra chegar no céu. O Jararaca já tá quase lá, o anjo Gabriel se retorce de nojo quando olha aquele tanto de feiúra amontoada chegando pra perto do Paraíso. Mas o Baracho ainda tem um longo caminho pela frente, só que ele não precisa se preocupar, não… O povo pede coisa pra ele porque ele é parecido com o povo. E o povo se parece muito com ele…”.

“Clec”.

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31 comentários em “Anti-santos (Fernando Abreu)

  1. fernandoabreude88
    31 de outubro de 2013

    Muito obrigado a todos que leram, comentaram e votaram!

  2. José Geraldo Gouvêa
    29 de outubro de 2013

    Se as primeiras frases não estivessem lá… Poxa vida, por que às vezes a gente insiste em inserir num texto frases que o estragam de forma tão irremediável. Este texto é um dos melhores do concurso, mas sofre nas mãos destas malditas primeiras palavras jogadas a esmo.

    Acho que ainda terá o meu voto, mas deve perder o concurso por causa delas.

    Até o fim o texto é bom. Baseia-se numa premissa totalmente crível, apresentando de forma confiável o caráter do povo, sem recorrer a exotismos baratos.

    Obra de alguém que sabe o que faz.

  3. fcoglaucobastos
    29 de outubro de 2013

    Gostei da ambientação no Rio Grande do Norte, o que permitiu a dicotomia do conto entre santidade x perversidade, característica bastante presente na religiosidade nordestina com santos populares não reconhecidos pela Igreja. Parabéns!

  4. charlesdias
    29 de outubro de 2013

    O regionalismo caiu bem … mas ficou confuso em várias partes.

  5. patriciario
    27 de outubro de 2013

    O conto é realmente excelente, mas fique bastante perdida em alguns momentos, principalmente no final. A regionalização da narrativa me surpreendeu bastante, e eu acho super difícil escrever assim, então meus parabéns.

  6. fernandoabreude88
    23 de outubro de 2013

    Realmente. Essa viagem no tempo bêbada é interessante, assim como o regionalismo e os personagens. Acho que poderia ser um pouco maior.

  7. Juliano Gadêlha
    22 de outubro de 2013

    Excelente texto, muito bem escrito. Prende bastante a atenção do leitor e tem um bom ritmo. Gostei da temática regionalista, na medida, sem exageros, e a viagem no tempo menos convencional enriquece a história. Bom trabalho.

  8. Andrey Coutinho
    21 de outubro de 2013

    Excelente conto! Nem me arrisco a apontar falhas, está muito bem escrito. Curti muito o regionalismo, o aspecto mitológico e até meio sobrenatural do “Santo Baracho”, em contraste com as circunstâncias reais do personagem. O ritmo do conto é bem frenético, apesar de pouco descritivo… Isso não é uma desvantagem, já que favorece o próprio ritmo da leitura. Eu acharia muito interessante assistir uma versão visual dessa história. Parabéns!

  9. Elton Menezes
    20 de outubro de 2013

    Sobre a história… Muito bem bolada a formação de dupla temporalidade se entremeando. Deu um ar muito legal ao texto. No início fica difícil de entender, mas o objetivo é esse mesmo, pois é nesse pouco entendimento que a história se constroi e se fortalece. O teor muito regionalista deu um ar classudo ao narrador, o que foi muito bom, ao mesmo tempo que tornou o texto mais longo do que realmente é, já que muitas vezes a pessoa tem que reler para entender. Nada de crítica nisso: enriqueceu o texto e o concurso.
    Sobre a técnica… O regionalismo, já citado, foi muito além das expressões nos diálogos e mergulhou fundo no texto em si. Se assusta de início, aos poucos mostra a força de coesão do autor, e merece mérito por usar coloquialismos de uma forma exata, sem tornar o texto chulo. Perfeito.
    Sobre o título… Embora inteligente, revela um pouco do texto, e só por isso eu sugiro mudar. Eu retiraria o “anti”, e deixaria o título paradoxal Santos.

  10. Alan Machado de Almeida
    20 de outubro de 2013

    Certas particularidades de um lugar só quem mora lá conhece. Com contos regionais a gente acaba descobrindo um pouco mais das outras regiões do país pelo olhar do escritor, já que o que aparece na tv geralmente é algo superficial ou caricato. Gostaria de ler mais textos regionais aqui. Quanto a gírias eu não vejo problema. Dá para pegar pelo contexto.

  11. Sérgio Ferrari
    17 de outubro de 2013

    Ah….interessantíssima premissa:

    “(…) a máquina do tempo explodiu após milênios de utilização ininterrupta”.

    “Cadelê” aplicação?????

  12. Sérgio Ferrari
    17 de outubro de 2013

    Cigarrinho no final do paragrafo perfeito que começou, foi um revés. Ainda mais seguido de “zerinho, zerinho”. Bom….de modo geral, precisa rever os adjetivos….pra dar uma limpada mesmo. Eu senti falta de mais narrativa direta. Como disseram acima, tbm achei meio truncado. Nem falo do regionalismo, eu adoro e uso e abuso. Seria interessante saber depois q o autor(a) não pertence a região da qual pertencem as girias…ai ficaria positivamente surpreso. No mais…os personagens tem carisma, ta tudo ok…mas sei lá…faltou algo, nem sei dizer.

  13. Claudia Roberta Angst (C.R.Angst)
    17 de outubro de 2013

    Como já comentaram, a caracterização dos personagens e o emprego de regionalismos beiraram à perfeição. Narrativa divertida, bem elaborada e estruturada. Ótimo conto!

  14. Isabella Beatriz Fernandes Rocha
    17 de outubro de 2013

    Gostei bastante. Achei bem estruturado em todos os aspectos na trama.
    Mas só tome cuidado porque, já que se trata se um conto regionalista, a linguagem acaba se tornando um pouco difícil de entender em outras áreas do Brasil.

  15. Marcellus
    17 de outubro de 2013

    Excelente texto! Regionalista sem ser apelativo, fez uma “viagem no tempo” discutível, mas bem acertada com a trama. Parabéns!

  16. selma
    16 de outubro de 2013

    tambem gostei. parabens!

  17. dibenedetto
    14 de outubro de 2013

    Não me considero exatamente um fã de histórias com vibe regionalista, mas olha aí… gostei. Curti, tanto como a história foi organizada, quanto o fundo de comentário social. E encaixou viagem do tempo no meio disso de uma maneira criativa.

    Legal.

    Só duas “coisinhas”: parágrafos muito longos, acho. (Fica truncado pra ler.) E o conto também é grandinho pra quem vai ler no PC. (Como eu fiz).

  18. Di Benedetto
    14 de outubro de 2013

    Não me considero exatamente um fã de histórias com vibe regionalista, mas olha aí… gostei. Curti, tanto como a história foi organizada, quanto o fundo de comentário social. E encaixou viagem do tempo no meio disso de uma maneira criativa.

    Legal.

    Só duas “coisinhas”: parágrafos muito longos, acho. (Fica truncado pra ler.) E o conto também é grandinho pra quem vai ler no PC (Como eu fiz).

  19. Jefferson Lemos
    11 de outubro de 2013

    Achei um conto muito interessante. Estou no começo agora, então sou a pessoa menos confiável a apontar erros, apesar de não ter achado nenhum ai. Meus parabéns!

  20. Rodrigues Araujo
    11 de outubro de 2013

    Gostei do conto. As histórias e descrições intercalam-se bem, há personagens cativantes, além dos diálogos com palavras regionais. Senti um quê de velho oeste no começo, que some nas passagens do pesquisador e volta na caçada ao “bandoleiro”. Fora isso, o final impagável com todo o poder de análise e sabedoria popular do velho matreiro. Há aridez e umidade entremeando a história. Pão velho ressecado molhado no café, algo bem brasileiro.

  21. Arnold Arg
    9 de outubro de 2013

    É um “contão” tradicional com a cara do Brasil. Muito interessante a divisão do conto que se entrelaça mutuamente. Criou um nexo bacana para o leitor.

  22. rubemcabral
    9 de outubro de 2013

    Ótimo texto; muito divertido. Gostei da viagem temporal “alternativa” e do regionalismo.

  23. Sandra
    8 de outubro de 2013

    Caramba, que escrita! Confesso que desfoquei um pouquinho da história para reler algumas descrições do ambiente ou dos personagens… Muito bommm! Esse final com Baracho e Jararaca galgando os degraus para o paraíso os céus foi muito feliz… Um desfecho ótimo para um conto acima da média.

  24. Gilnei
    8 de outubro de 2013

    Um conto bem contado soa bem nos sentidos do leitor. Muito bom.

  25. Gustavo Araujo
    8 de outubro de 2013

    Um conto que se aproxima da perfeição em termos gramaticais. E que foge do lugar comum ao tratar de temas regionalistas sem soar forçado. Gostei bastante do que li – sai da mesmice que permeia o assunto “viagem no tempo”, com tipos bem brasileiros sem soar demasiado caricato. Ótimo conto.

  26. Bia Machado
    6 de outubro de 2013

    Fui levada por essa viagem toda, rs! Gostei da ambientação, da linguagem usando esse termos regionais, parecia que podia ouvir as personagens falando, cada um com seu tom de voz característico! Parabéns pelo bom trabalho!

  27. Thata Pereira
    5 de outubro de 2013

    Visualizei perfeitamente todo cenário e cada personagem. Esse conto é bem brasileiro, eu considero muito difícil escrever assim – pelo menos para mim.
    Gostei muito! Parabéns!!

  28. Ricardo
    5 de outubro de 2013

    Visualizei o conto como se o mesmo fosse uma minissérie de tv, daquelas regionais, com tipos caricatos e um sarcasmo político mambembe flutuando por todo o roteiro. Um texto, aliás, muito bem redigido, ambientado e que leva o leitor de carona num tipo de “carro-de-boi”, aberto, um pouco lento, porém exatamente por isso permitindo ao mesmo (leitor) sentir na pele a poeira da árida estrada percorrida pelo autor, neste conto prá lá de Deus-me-livre…
    😉

  29. Frank
    4 de outubro de 2013

    A descrição dos personagens e ambientação, conforme mencionado, realmente está primorosa. Achei bem criativo e a cara do anjo no final, impagável. Parabéns!

  30. L.
    3 de outubro de 2013

    Eu não sou especialista ou tenho talento literário suficiente para apontar erros ou acertos, apenas sei de uma coisa: Me diverti lendo!

    Achei muito legal! Parabens! 🙂

  31. mportonet
    3 de outubro de 2013

    Muito bom. A ambientação é perfeita e os personagens também.

    Fui obrigado a reler algumas vezes. Gosto dessa “desmaquinização” da viagem no tempo, o surto, ou devaneio no passado ficou interessante.

    Achei o terceiro ato confuso, percebi que se passava antes dos atos anteriores (acho eu,) mas precisei retornar na leitura para deduzir isso.

    Um bom conto.

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Publicado às 2 de outubro de 2013 por em Viagem no Tempo e marcado .