EntreContos

Detox Literário.

Maria Fumaça (Marco Piscies)

Era um cemitério de trens no extremo norte da Paraíba. Tinha o aspecto de qualquer cemitério comum: deserto, silencioso e sombrio. Arthur podia até mesmo sentir ali o ar de tristeza que costuma cercar as lápides enfileiradas, demarcando o local de descanso final de tantas pessoas.

No entanto, aquele cemitério era de trens.

***

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Primeira Antologia EntreContos, cujo download gratuito pode ser feito AQUI.

20 comentários em “Maria Fumaça (Marco Piscies)

  1. TranslationCraft
    8 de fevereiro de 2014

    Oi Marco, foi realmente um grande prazer para mim traduzir o seu conto para o inglês como “The Iron Horse”, na revista “Contemporary Brazilian Short Stories”! Espero que escreva mais contos para a gente traduzir! Abraços, Catherine

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  3. Diogo Bernadelli
    29 de setembro de 2013

    Este conto me atingiu num ponto fraco: adoro trens, adoro linhas férreas e, sempre que posso, procuro ambientar uma história em contextos ferroviários. Eles são ótimos, pois conservam uma particular desolação, certa tensão misteriosa, a promessa de algo gotejante e escuro aproximando-se pelos trilhos. É predileção, pura e simplesmente. Naturalmente por vezes o texto se arrasta e o protagonista denota alguma burrice (hahaha!, lamento minha rigidez), mas a atmosfera resultante da mistura completa não me decepcionou. Grande história!

  4. Felipe Holloway
    29 de setembro de 2013

    Bom, já faz um tempinho que li este conto, mas como o curto prazo não vai me permitir uma releitura, vou comentar confiando no que dele sobrou na memória.

    Lembro que curti, claro, a interpretação heterodoxa do tema. A ambientação quase onírica da segunda parte, quando o fotógrafo (Arthur, revi agora) se vê no deserto. A sobriedade das descrições. A leve perturbação labiríntica transmitida ao leitor quando Arthur se perde em meio às locomotivas. Lembro que minha nota mental pro conto foi 7,5. E que os dois pontos e meio restantes foram debitados na conta da previsibilidade do terceiro ato, e da dificuldade em aceitar que alguém que aparentava certo pragmatismo confiaria no testemunho de um sujeito como o velho, sem falar no dos próprios sentidos. Não que Arthur tivesse muita opção, considerando-se o contexto. Só que sua credulidade pareceu vir demasiado “fácil”, e isso me incomodou.

  5. Claudia Roberta Angst
    29 de setembro de 2013

    Adorei a ideia de um cemitério de trens. Bastante criativo o desenvolvimento do tema. Uso das palavras de forma clara, concisa, diria precisa. Como apontado anteriormente, o diálogo não se encaixou muito bem na narrativa. Foi um prazer ler este conto. Parabéns.

  6. vitorts
    28 de setembro de 2013

    Muito bom, mesmo! Foi uma ótima leitura. Texto bem escrito e com uma ambientação de dar gosto. Torci um pouco de nariz para o diálogo, ainda mais quando soube que Eugênio era de 1800 e tanto. Acho que a forma como ele falava divergia de quem ele era. Também fiquei meio incomodado com os corvos na Paraíba, mas depois vi que isso poderia ser um artifício para o paranormal.

    Bem, parabéns pelo texto! Gostei bastante.

  7. Martha Angelo
    28 de setembro de 2013

    Adorei este conto, já desponta como um dos meus preferidos! Incrível! A única ressalva é a que o Gustavo já apontou sobre o diálogo de Eugênio com Arthur…mas isso é apenas um detalhe muito fácil de ser corrigido! Uma grande viagem! Curti demais!

  8. Rubem Cabral
    27 de setembro de 2013

    Muito boa a sacada do cemitério de trens. Bonitas as descrições do cenário, interessante o personagem do velho. Gostei.

  9. Sandra
    24 de setembro de 2013

    Acabou por nos tirar do lugar comum. Nos leva a um momento de suspense ao final. Leitura agradável, linguagem simples, direta. Muito bom!

  10. Marcelo Porto
    24 de setembro de 2013

    Um conto envolvente e uma boa narrativa. Ao contrário da maioria não curti tanto essa história, por não conseguir situar a ação num lugar real.

    Na minha opinião, seria mais impactante se o autor(a) esquecesse a ambientação num lugar real e apostasse tudo na fantasia, pra mim ficou um pouco anacrônico. Mas é um grande candidato a estar entre os melhores.

  11. feliper.
    24 de setembro de 2013

    Conto legal, uma longa viagem pelos confins do nada. Gostei do pequeno senhor que cuida dos velhos trens, mas achei meio cansativas algumas descrições das viagens. A originalidade do tema é outro êxito do escritor. Há uma contradição – começa como um conto meio de terror e vira um conto de fadas. Isso me desagrada um pouco. Outras coisas me agradam, enfim.

  12. Emerson Braga
    23 de setembro de 2013

    Os poucos deslizes podem ser perdoados devido à originalidade de seu conto. Merecia um pouco mais de atenção, mas isto não o desqualifica. Parabéns!

  13. José Geraldo Gouvêa
    22 de setembro de 2013

    O conto é bom, e não precisa de muitos adjetivos. Tem seus defeitos, alguns já apontados pelo Gustavo, mas se sobressai pela originalidade do tema. Este, aliás, é uma transgressão que funcionou. Embora a intenção do desafio fosse falar de cemitérios de verdade, não de cemitérios metafóricos, este perverteu o conceito de forma legítima e criou uma obra de qualidade.

    Entre os defeitos que vale a pena mencionar estão a falta de pesquisa para a ambientação. Não existe uma cidade chamada “Tucunhas” no “extremo norte da Paraíba” e nem existe deserto com poeira por lá. Suspeito (mas não fui checar) que tampouco existiu ferrovia.

    Parece-me que o conto fora originalmente ambientado nos Estados Unidos, em um cenário de faroeste, e transplantado para o Brasil por qualquer razão, mas de forma necessariamente incompleta.

  14. Bia Machado
    22 de setembro de 2013

    Acho que foi o conto de que mais gostei até agora! Por ter abordado o tema de uma forma diferente, por me surpreender em vários aspectos! Talvez a parte da explicação, do motivo, e a falta de aviso para quem vai até o cemitério tenha me incomodado um pouco, não sei se compreendeu, mas não quero dar spoiler, então depois da votação posso explicar melhor, rs…
    Mesmo assim, uau!

  15. Thais Lemes Pereira (@ThataLPereira)
    20 de setembro de 2013

    Demais!! Esperava encontrar uma história assim: você pegou o tema e o transformou em algo completamente diferente e isso o faz empolgante!! Parabéns, principalmente pelo fim.

  16. selma
    15 de setembro de 2013

    gostei muito! bem escrito, envolvente, mantem o suspense e i final é interessante. gostei da frase: cemiterios é sobre lembranças e não sobre mortos…muito original. parabens!

  17. Reury Bacurau
    14 de setembro de 2013

    Gostei muito da originalidade e da escrita. Deixa a gente pensando num monte de coisas…rs. Parabéns…

  18. Fernando Abreu
    14 de setembro de 2013

    Gostei do começo, da originalidade de um cemitério de trens. As descrições sobre as maquinarias abandonadas dão o tom inicial da narrativa. Em relação ao elemento fantástico, achei interessante mas teve o impacto que eu esperava na história. O personagem do velho é muito bem construído, argh! (rs). Também não me agradou a conclusão.

    • Fernando Abreu
      14 de setembro de 2013

      mas (não) teve o impacto que eu esperava na história.

  19. Gustavo Araujo
    14 de setembro de 2013

    Excelente conto. Original, criativo. Mantém o suspense até o fim. Não é do tipo que permite adivinhar o que vai acontecer. Escrita simples, direta, impecável. Sem rebuscamentos desnecessários. Só não gostei muito de um trecho diálogo de Eugênio com Arthur, quando aquele diz “Recente é um conceito que muda se você for novo ou velho, criança.” – para mim, Arthur é quase um matuto, alguém que seria incapaz de falar dessa forma. Outra coisa que eu mudaria: “fechar com chave ouro” – entendo a ideia, mas a frase é batida, surrada mesmo. Uma outra metáfora cairia melhor. De todo modo, para mim, foi uma leitura muito prazerosa. Parabéns e obrigado por compartilhá-la conosco.

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Informação

Publicado às 13 de setembro de 2013 por em Cemitérios e marcado .