EntreContos

Detox Literário.

A derrocada dos deuses (Cícero Lopes)

Não é possível afirmar que ele tenha acordado. Nem há sinais de luta. Considera-se, pois, que foi golpeado enquanto dormia. Sua máscara facial mostra a boca retorcida e os olhos abertos, mas não é certo apostar que ele sofreu. “O Sueco”, também reconhecido pelo nome de Thor Alexander, teve seu crânio perfurado por um prego imenso, que transpassou sua caixa craniana e se fincou na cabeceira da cama. Outro prego de igual tamanho foi enterrado em seu coração e assim, morreu “O Sueco”, o deus do trovão.

Por mais que se coma o fruto da vida eterna, um dia, ficamos cansados e este era o caso, d’O Sueco. Cansou-se das batalhas. Abandonou o reino do seu pai e exilou-se na Suécia, terra dos seus imaginativos, mas aquela região da escandinávia havia se tornado pacífica demais e se “O Sueco” estava cansado das batalhas, também não era o caso de ficar em casa engordando e criando barriga, daí, resolveu se movimentar um pouco; da leitura de uma publicação de uma revista econômica, descobriu uma oportunidade para investir o ouro acumulado das pilhagens e dos seus espólios de guerra. A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas estava se desmatelando como um navio, que atingido por um bambardeio, começa a afundar e todos se convulsionam para buscar um modo de escapar ao naufrágio iminente. O Sueco” resolveu investir na especulação imobiliária. Gostou da brincadeira e expandiu seus investimentos e seus negócios para outros países e republiquetas. Comprou uma grande corporação da área de comunicação e cinema, nos Estados Unidos; adquiriu terras de pecuária na Argentina; associou-se a quase todos os empreendimentos de risco calculado e de lucros indecorosos, nos paises Africanos. A fortuna de O Sueco” era incomensurável quando morreu.

— O deus que empunhava um martelo foi morto por pregos enterrados em seu corpo; não parece uma anedota?

Foi muita audácia da repórter perguntar aquilo, mas John Liar não se intimidou e de fato pareceu se divertir com a provocação da pequena repórter.

— Sim. Foram usados pregos e… Provavelmente, um martelo para espetá-lo na cachola do meu sobrinho: “O Sueco”. Foi sem dúvida um traço irônico, usar estes instrumentos, considerando os símbolos e a marca registrada do falecido filho d’O Velhote. Diante da cara de interrogação da repórter — Liar Complementou: É como, nós da família, chamamos o velho Odin. Sei que sou conhecido por minhas palhaçadas e senso de humor excêntrico, mas nada tive a ver com o assassinato d’O Sueco. Se é esse o ponto em que a menina quer chegar! Nunca fomos fraternos, mas, no momento, ele não me incomodava em nada, se não o matei durantes todas as batalhas épicas que disputamos, por que faria isso agora, em nossa merecida aposentadoria?

CORTA PARA:

Entrar em A.S. Garden tem suas dificuldades. Na primeira recepção do edifício sede, verificam se o seu nome consta do cadastro, caso contrário, lhe entregam uma papelada volumosa que deverá ser preenchida em todos os seus 3006 itens, após assinar eletrônicamente essas infomações, o sujeito tem que arrumar três oficiais de cartório, mais cinco testemunhas para certificar o que foi declarado. Felizmente, John Liar está cadastrado, então, dalí, é encaminhado a segunda recepção, lugar onde vão exigir que tire toda a roupa para realização de um exame minucioso, a fim de verificar se o indivíduo porta armas ou substâncias não permitidas. Passado esse portão, o visitante é conduzido a uma sala de espera, lugar onde será avaliado remotamente, via câmeras de vídeo, por uma junta de psicólogos, que observarão o indivíduo e a reação deste, aos estímulos que aquela sala oferece.

CORTA PARA:

Em seu suntuoso escritório, o Velhote fuma um cigarro eletrônico, enquanto seu homem de ‘marketing’ faz uma apresentação do que seria o Ragnarök.

Munido de um power point e utilizando imagens e pequenos vídeos com animações bem produzidas, ele disserta sobre o ácido no pudim real:

— “E então, o Velhote liderará! Vem lá, o maior dos deuses, o pai de todos, cavalgando seu grande corcel negro! O sol bate brilhantemente contra seu elmo e essa luz dourada, banha a trama de sua malha de aço. Contra ele, surge o Lobo Fenrir. Não vemos “O Sueco”, porque ele caiu ao lutar contra a Serpente de Midgard. Por conta do veneno que a cobra jorrou nele. Então, o cão Garmr será solto, da caverna de Gnipa. É ele, o maior monstro concebido pelo mal. O cão batalhará com Týr, e cada um tornar-se-á o assassino do outro. Próximo a eles, também se encerra a mãe de todas as batalhas, a epopéia que será cantada por séculos e séculos! E no aguardado epílogo, os mundos, verão que apesar de toda a sua força e valentia… No final, o Lobo engolirá o Velhote e esse será seu fim”.

— Eu morro? Pergunta o velhote, cuspindo uma casca de uva.

— Morre, nobre deus! É o ragnarok!

— Reformule isso, eu não posso morrer! Mas que… Que cheiro nauseabundo é este? Pergunta, o Velhote e passa a procurar a fonte da catinga que invadiu seu nariz.

À porta surge Liar, portando um sorriso sem graça e faz um aceno disparatado.

— Eis que surge a serpente!

— Meu irmão, meu peito regozija, só por vê-lo! Diz John Liar fazendo uma reverência patética.

— O que você quer? Estou no meio de uma nova campanha!

— Vim chorar o Sueco, meu sobrinho, seu filho, morto! Vim saber que planos temos para vingá-lo?

— O Sueco me abandonou há tempos! Seu sobrinho, para mim, morreu no dia em desceu à Terra, indo viver como um simples valete dos mortais. Já o planteei o suficiente!

— Poderoso e orgulhoso Velhote, peço, humildemente, que me explique como vai tolerar esse ataque a um membro de sua família? Ataque ao seu brasão e a sua casa! Ataques que despejam à sua porta, o desrespeito e a humilhação sobre o seu nome? Como Tu, poderoso, podes suportar tamanha ofensa?

Até o palestrante, suspendeu sua respiração para aguardar a resposta do deus maior!

O Velhote elevou seu tamanho e sua massa aos quase cinco metros de altura e, nesse molde de gigante, ele apanhou Liar na palma de uma das mãos e o trouxe próximo ao seu rosto.

— Eu sou o admirável, o extraordinário, o magnífico! Todos sabem que posso aumentar, fazer crescer o meu corpo a uma altura que este palácio não acomodaria, maior que este planeta! Eu preencheria o cosmo… Eu o completaria em sua longa tentativa de expansão! Sou o grande Velhote, e por tanta altura, às vezes, não percebo o todo… É preciso que tu, que vives junto dos insignificantes, me previna! Tens razão minha serpente. Não posso permitir que o covarde ataque a casa do Velhote, passe impune.

CORTA PARA:

O senhor Ameba tem um lugar preferido em seu castelo, não é a piscina com borda infinita que parece se ligar ao Oceano Pacífico. Não é a sauna, território de tantas orgias, com as mulheres mais desejadas de Terra Brasilis. Tampouco, é a sala de jantar onde são servidos as carnes mais nobres, as frutas mais exóticas e os doces caros… Seu lugar de preferência é o curral, lugar que guarda um cheiro ocre de fezes e urina dos cavalos e bois que o curral abriga, são apenas uns vinte animais, mais o que produzem de merda é uma grandeza. É ali, que o Senhor Ameba ensaia seus discursos à nação. Os equinos e bovinos parecem entender o que ele diz, mugem, relicham, baixam e murcham as orelhas enormes para receberem as doses diárias do profeta que deu voz aos idiotas. E nesse chiqueiro que o Imperador de Terra Brasilis costuma receber, também, os seus aliados.

Inserido nessa pocilga, por um auxiliar de gabinete do imperador, John Mercado quase desfalece, o seu olfato acostumado com perfumes delicados e sutis, tendo se deliciado há pouco, com pétalas de manacás, que temperavam a carne fatiada de um peixe só encontrado nas águas ferventes de um vulcão adormecido na Islândia, o qual se completava com a cobertura de ovas desse mesmo espécime. Uma refeição tão regalada e agradável que ele chegou flutuando ao palácio do imperador. Mas, agora seu estômago frágil se revirava e o vômito abria frente para uma erupção ruidosa e nojenta.

Passados os espasmos e seco de todo o requintoso fausto que o alimentara, Mercado, pálido e arquejante, declarou:

— Puta que o pariu! Nossa conversa não podia ser em outro lugar, um banheiro público do metrô teria cheiro mais agradável!

— Deixa de ser mariquinhas! O que você quer agora?

— Venho avisar-lhe do perigo! O Velhote está vindo! O poderoso Velhote, o pica-grossa, o matador de gigantes, leões e dragões… está vindo cobrar a fatura, trocar olhos por dentes… Vem vingar o filho mais amado. Vem te matar!

Mister Pig, também chamado Senhor Ameba, também chamado imperador de Terra Brasilis, sentiu um tremor nas pregas mais recônditas do seu ser, subiu nas tamancas e soltou um sonoro — Puta que me pariu! E agora?

— Agora é morrer com honra ou fugir como as galinhas fazem, reagindo à invasão de uma raposa faminta.

— Será que ele não aceita uma propinazinha?

— O Velhote é incorruptível!

— Meu super-humano não conseguiria detê-lo?

CORTA PARA

Sobre o Super-humano sabemos que ele não nasceu super, não veio de Kripton, não correu pelos campos do Kansas. Adam nasceu com uma doença degenerativa rara que não lhe permitia um pleno desenvolvimento físico.

A criança viveu os primeiros dois anos de vida, condenado a prisão em um berço high tech e uma alimentação por sondas. Diante de um diagnóstico de curta sobrevivência — afirmavam que morreria antes de completar os seis anos de vida, seus pais, o oficial da Força Área, Major Custódio e a mãe, a astronauta Vivian — primeira mulher a tripular uma missão a Marte, não se deram por vencidos e inscreveram o garoto num programa científico de regeneração celular. De todas as cobaias, Adam foi o único que sobreviveu aos implantes e medicamentos e se tornou super.

VOLTA PARA:

— Meu super-humano não conseguiria detê-lo?

— O Velhote é invencível! Com um estalar de dedos, reduziria a pó o seu campeão!

Enquanto confabulava com John Mercado, Mister Pig não perdia tempo e já corria em direção à torre principal do seu castelo, seguido as duras penas pelo seu delicado aliado. Chegaram ao escritório, onde o aguardavam: John Lapsed, Mary Mídia e John Depression.

— O que esta mulher faz aqui? Veio assistir a minha derrocada, maldita? Disse o imperador avançando contra Mary Mídia.

— Eu sempre ocupo o papel de testemunha ocular da história e faço os registros para a posteridade. Redarguiu a mulher, procurando se abrigar em algum lugar seguro.

— Foi essa… essa… Não achou palavras que adjetivasse aquela figura, para ele, odiosa. — Foi essa… que me convenceu a dar fim aos antigos deuses… Olha a encrenca em que me meti! Mister Pig dá as costas para Mary Mídia e retorna a preocupar-se com a sua maior urgência. — Lapsed, junte os documentos que possam nos comprometer e incriminar e dê um fim neles! Depression, transfira os valores disponíveis para a minha conta!

— Não sei se posso! — Disse Depression sentido peso de um elefante em suas costas.

— Ânimo, homem! Isso representa meu futuro! Claro que você terá uma comissão considerável! Agiliza isso aí!

— Senhor, há informações que o Velhote já é ouvido, próximo daqui. — Alertou alguém.

Chegaram ao elevador e subiram para a cobertura, no teto, um giroplano, preparado e destinado para essas situações, os aguardava. O rato sempre precisa ter um plano de fuga, uma rota escolhida e os meios, Pig sabia disso.

— Esse castelo possui um quarto do pânico, e se eu me escondesse até que a ira desse velho cesse? — Pig perguntou a Mercado.

— N’o Velhote tudo é eterno! Sua vontade, seu ódio, suas armas… O tempo para ele, passa de forma desigual, o senhor morreria pela ação dos anos ou enlouqueceria pela solidão, antes que O Velhote conclui-se três níveis do Candy Crush.

— E você não poderia me ajudar?

— John Mercado não se envolve nessas tretas, isto sempre esteve explícito em nossa relação.

Nesse instante, o poderoso Velhote se materializou sobre o transporte, amassando-o com seu peso.

Foi uma entrada apoteótica: trovões retumbantes iguais os tambores taikós, surdos, sinos e tímpanos, num bombardeio ensurdecedor, raios e luzes de cores nunca vistas, um espetáculo chamado “O Velhote”!

A gentalha correu, o senhor Ameba se escondeu numa reentrância, numa fresta, uma quina, um buraco qualquer.

Impávido, o Velhote caminhou solene em sua direção.

— Não podes esconder-te de mim! Finalmente, farei o que devia ter feito em seu nascimento. Vou matá-lo, desgraçado.

Apenas a sombra daquele Deus, cobrindo o patife, encolhido e mijado, era suficiente para, achatá-lo, sufocá-lo e tensioná-lo a ponto de rebentar. Cada passo em sua direção, parecia que se fechava uma válvula em seu corpo, se apagava uma luz, se desfazia uma linha, se partia um nervo ou um osso…

O Velhote o pegou e o levantou acima da sua cabeçorra como quem levanta um saco de lixo.

A ameba tonteou e perdeu os sentidos. Desfaleceu.

Antes que o Velhote decidisse o que fazer com aquele traste, alguém, um jovenzinho com a face pálida e o cabelo pintado de verde, lhe cutucou a batata da perna.

— Mas quem? Com mil verrugas de sogra! — Disse o Velhote sem acreditar em tamanha petulância.

— Solte meu amigo, ancião! Bradou o rapazote.

— Quem é este?

— É o campeão dele! Informou um rato, saindo do seu esconderijo

Adam com suas espinhas de estudante do segundo grau e o olhar de um gótico fora de moda, não se mostrava capaz de inspirar nenhuma séria ameaça ao poderoso deus, Odin.

— Ah! O “tampinha”! Aquele que chamam super-humano. Como ousa? Não sabe que se eu estalar os dedos vo…

Não completou a frase, antes, o rapaz classificado como super-humano, deu um salto para ganhar altura e enfiou-lhe o punho no peito do Velhote, como quem enfia um dedo numa fruta podre. De saída, a mão trouxe o coração do velho deus. O Velhote, permaneceu em pé por mais alguns segundos, parecia surpreso demais para admitir estar morto

12 comentários em “A derrocada dos deuses (Cícero Lopes)

  1. Renato Silva
    11 de dezembro de 2021

    Olá, tudo bem?

    Achei o conto bastante criativo, faz uma releitura de alguns dos principais personagens da mitologia nórdica (da Marvel? Que seja), aí mistura com alguns problemas da nossa política atual (por uma questão de gosto, eu preferia ter deixado de fora). O texto é divertido. Sarcasmo permeando o conto do início ao fim. E um final que não decepcionou.

    Achei estranho aquele negócio de “corta para”. Poderia usar asteriscos para mudar de cena, a não ser que você tenha feito isso para parecer algum tipo de roteiro eu não entendi a sacada.

    Boa sorte.

  2. opedropaulo
    11 de dezembro de 2021

    Gostei desse conto. Parece abordar “Deuses Americanos” de forma satírica, incorporando o panteão nórdico em uma trama humana, mas surreal, que repete a guerra entre antigos e novos deuses, trazendo novas personalidades para esses últimos e as incorporando ao redor do antagonista que é o “imperador”. A escrita é fluida e garante uma leitura tranquila, mas o conto é estruturado em idas e voltas em que uma profusão de personagens nos bombardeia sem nos situar exatamente que história está sendo contada e o que vai acontecer. Ao mesmo tempo que enriquece a história com uma autenticidade que é coerente com o tom e o tema, tira um pouco do apelo no quesito trama. Apesar disso, a conclusão é satisfatória, surpreende e mantém-se fiel à característica zombeteira com a qual a história é contada.

  3. Felipe Lomar
    11 de dezembro de 2021

    Um conto muito criativo e bem humorado, com várias referências a personagens da mitologia nórdica e da política brasileira. Para bom entendedor, meia palavra basta. É necessária uma boa rrevisão de escrita e pontuação, pois há erros que prejudicam um bocado a leitura.
    Boa sorte!

  4. Jorge Santos
    10 de dezembro de 2021

    Olá, Odin ao contrário. Gostei desta sua abordagem à mitologia nórdica. Só faltou o ironman e o capitão América para a festa ser completa. Notei algumas falhas de pontuação, principalmente (por exemplo nas aspas em o sueco), mas no geral é um texto bem humorado com requintes de malvadez no final. A última frase é de génio. Parabéns.

  5. Cícero G Lopes
    10 de dezembro de 2021

    Serei telegráfico. É uma imitação requentada de Americans Gods. ponto. Retrato, sem muito foco, da política do Brasil. ponto. Utiliza recursos próprios da escrita de roteiro. ponto. Sai de lugar algum para lugar nenhum, decerto, é apenas um quadro de uma exposição maior. boa sorte no desafio! exclamação.

  6. Lucas Suzigan Nachtigall
    5 de dezembro de 2021

    Bom… revendo os meus comentários, acho que seria legal eu fazer um comentário um pouco mais detido, já que o meu anterior tava muito curto e vago.
    Em primeiro lugar, eu gostei do feeling do conto. Soou uma mistura de um American Gods menos sério com Korean Odyssey, mas mantendo elementos de epicidade (se é que essa palavra existe). A história flui legal, e eu confesso que eu amei os “CORTA PARA/VOLTA PARA”. Eu sei que não foi a intenção do autor, mas me deu muito aquele clima de novela. E eu gostei. Tornou esse conto bastante único pra mim, mesmo que pela minha leitura bem particular.
    De resto, leitura prazerosa, fluida, animada. Gostei das representações dos deuses, gostei da forma de amarrar a história, gostei dos CORTA/VOLTA.
    Está de parabéns

  7. Sidney Muniz
    29 de novembro de 2021

    Notas:

    Título –> 4
    Enredo –> 4
    Personagens –> 3,5
    Originalidade –> 4
    Gramática –> 5
    Impacto –> 3
    Ambientação –> 5
    Narrativa –> 5
    Extra –> 0
    Dentro do tema? Sim! –> 5
    Total: 38,5 de 45,0

  8. Sidney Muniz
    29 de novembro de 2021

    Bem, antes de começar deixarei aqui como estarei avaliando cada conto:
    Distribuirei 40 pontos em minha avaliação da seguinte forma: As notas estarão em um comentário separado em cada texto.

    Título: 3

    Enredo: 5

    Personagens: 5

    Originalidade: 5

    Gramática: 5

    Impacto: 5

    Ambientação: 5

    Narrativa: 5

    Extra: 2 ( A cada uma nota máxima o autor recebe extra 0,4, ou seja se eu julgar que o desenvolvimento dos personagens é nota 5, ganha 0,4. Para ganhar os 2 pontos tem que ganhar 5 notas 5, título não conta para o extra.)

    Com relação adequação do tema será acrescido a nota 0 caso eu julgue não se enquadrar no tema e 5 caso se enquadre em minha opinião. 8 ou 80!

    —————————————————————————————————————-

    Vamos para minha avaliação, lembrando que ela é apenas pessoal e não tem o intuito de denegrir a imagem do autor(a), apenas quero ser sincero e mostrar no que pode melhorar, afinal estamos em constante evolução:

    Título: A derrocada dos deuses (Nido) Gostei do título, não sei, fiquei com uma birrazinha com a palavra “derrocada”, mas é um excelente título.

    Enredo: Um enredo bastante original, mesmo que já conheçamos a mitologia nórdica fica evidente que seus acréscimos deram um tom cômico, que foi pensado antecipadamente com o devido zelo de quem cria uma história. A forma como o Thor morre é muito interessante, ou melhor; como ironicamente ele é assassinado. No mais fica a frustração pelo final que “corta” do nada. Entendi sua intenção, mas para mim poderia ser abrupto sim, mas o conto termina parecendo que está incompleto e não nos deixando imaginar mais do enredo, isso é uma pena, pois estava ótimo até lá!

    Personagens: Bons personagens, mas muitos em minha opinião, e isso tirou um pouco a qualidade do conto em si, quando pensamos na construção dos mesmos. Thor ficou muito bem descrito, lembrei um pouco do personagem de Ultimato, isso não gostei. O pai de todos, também ficou bem interessante, são personagens sem muitas camadas na sua história, mas como alivio cômico funcionaram muito bem, faltou algo para que eu me afeiçoasse um pouco mais aos personagens. Ameba por exemplo foi pouco explorado, queria saber mais dele, mas lhe faltou um pouco de tempo para isso.

    Originalidade: O conto é bastante original sim, principalmente a forma como você brinca com toda a história, personagens, cenários, regras, etc… Não dá para negar isso.

    Gramática: Para mim mesmo com pequenos equívocos está perfeita. Nota: 5,0

    Impacto: Então, sinceramente não é um conto impactante a meu ver, mas é um excelente trabalho. É cômico, mas não me fez rir. Sinto que faltou um algo a mais para me fisgar nesse quesito.

    Ambientação: Excelente ambientação, isso começa com a cena do cadáver do herói aposentado, de Asgard, de cada pedaço de sua história e dos personagens, achei que nesse ponto você foi muito eficiente!

    Narrativa: Ainda que não tenha me divertido tanto, é inegável que sua narrativa foi muito boa, diria que é uma das melhores até aqui. Está dentro da sua proposta e isso é suficiente para mim!

    —————————————————————————————————————-

    Considerações finais:

    No mais desejo sorte no desafio, fico feliz que esteja escrevendo e buscando esse tipo de certame onde aprendemos e ajudamos dando a opinião sincera de nosso “eu leitor” a respeito do trabalho de colegas escritores! Obrigado pela oportunidade de ler e opinar a respeito de seu trabalho!

  9. Kelly Hatanaka
    28 de novembro de 2021

    Oi Nido,
    Minha avaliação será feita com quatro critérios: tema (2 pontos), correção/escrita (2 pontos), criatividade (3 pontos), personagens (3 pontos).
    Tema (2): Totalmente dentro do tema. Traz a mitologia nórdica para os dias atuais, com muita graça.
    Correção/escrita(1): Uma escrita muito segura e cheia de personalidade com poucos erros, como “plantear” no lugar de “prantear”. O ponto fraco foi o final, um tanto abrupto e solto. Um conto tão bom merecia um final mais contundente.
    Criatividade(3): Conto muito criativo, em que o imperador de terra brasilis teria mandado matar os deuses, por sugestão de uma assessora. Quais teriam sido os motivos de tal sugestão? E, o fato de Odin ter morrido, significa que este evento foi o Ragnarok? E o campeão do imperador era o Lobo? Interessante.
    Personagens(3): Muito bem desenhados. Odin, o imperador, as ratazanas em volta do poder, todos muito bem descritos.
    Geral: Gostei muito, uma ótima história, inventiva e interessante!
    Parabéns e boa sorte.

  10. Emanuel Maurin
    28 de novembro de 2021

    Nido, olá. Tudo de bom para você.
    Há autores que escrevem como se estivessem vendo um filme na cabeça. Às vezes, não entendo o que querem dizer. Mas o texto é bom e depois de ter lido duas vezes, entendi. O conto é visual, ler é como estar num filme. As cenas estão bem escritas e o autor tem muita imaginação e humor. A mistura de mitologia antiga com os dias atuais, ficou legal. Muitos autores tentam fazer essas descrições, mas fracassam e não conseguem sustentar a trama. Não foi seu caso. Gostei do final, principalmente quando Odin toma um “Fatalite” igual do final das lutas do Mortal Combate, nossa, vi o deus em pé sem coração. Boa sorte no desafio.

  11. Antonio Stegues Batista
    24 de novembro de 2021

    O conto é uma comédia sobre Odin e outros deuses nórdicos, transportada para os dias atuais. Gostei do enredo bem-humorado, das situações absurdas e cômicas, e da estrutura inovadora que separa os parágrafos, a divisão de tempo e lugar, corta para:
    A criação das cenas é excelente. Houve um erro de digitação na palavra, Planteei, que é do verbo Plantar. Trocou o érre pelo éle, detalhe que não afeta em nada o valor do conto. Mesmo sendo uma comédia, está no tema. Muito bom.

    • Lucas Suzigan Nachtigall
      27 de novembro de 2021

      Concordo com o geral da fala do Antonio. Acho que ficou legal o “CORTA PARA/VOLTA PARA”. Me lembrou American Gods, mas em um tom mais cômico e menos “sério”. Valeu a leitura.

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Publicado às 19 de novembro de 2021 por em Mitologias e marcado .
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