EntreContos

Detox Literário.

Duas bocas, uma nojeira (Porco Dio)

Depois da transformação, assaltei o cofre da casa onde eu morava e fugi.

Com muito dinheiro, passei um tempo imitando o que os outros faziam e vendo o que viam. Arrumei documentos falsos e comecei uma aventura completamente diferente.

Adaptado a meu novo estilo de vida, sentei-me no balcão de um boteco encardido. Olhei para o enorme nariz escorrendo de uma mulher risonha durante algum tempo. Ela fez um desajeitado aceno de mão. Convidei-a para comer um bom petisco e beber uma deliciosa cachaça. Ela aceitou de imediato. Limpou o nariz na manga da blusa e disse que era recém-chegada na cidade. Não afirmaria o que ela era exatamente, mas havia nela algo de excêntrico, de misterioso, e, para tentar compreendê-la, comecei a bebericar em silêncio… Ela quebrou o silêncio e falou que estava saturada de ser venerada e que a partir de agora queria ser ela mesma e, mudando completamente de assunto, começou a falar de vermes e mosquitos. O assunto estava gostoso. Enchi a boca de coxinha e, enquanto mastigava, perguntei de onde ela veio. Ela falou balançando a cabeça que não queria falar sobre o passado. Embora contrariado, não insisti, pois o medo de ser investigado sobre o meu foi mais forte que minha curiosidade, assim, novas afinidades e costumes começaram a brotar em nosso bate-papo.

Acreditava que ela, assim como eu, não tinha passado por nenhuma experiência amorosa, porque mesmo sem me conhecer com profundidade, logo ficamos namorados e começamos a viajar pelo Brasil…

Até que ela fez algo terrível!

Aconteceu no Rio de Janeiro. Havíamos acabado de chegar à segunda parte de nosso passeio emocionante. A primeira se encerrara no Cristo Redentor, com vista para o mar balançante, onde acontecera a troca de alianças e promessas de casamento.

Do pé do morro com ventos uivantes, víamos o céu límpido e as árvores a balançar como bonecos de posto, além de vários turistas falando palavras ininteligíveis na fila da bilheteria do bondinho.

Todo o frescor do início de noivado ainda nos cercava; a emoção era tanta, que uma flor desabrochou no local mais escuro do meu corpo, fazendo a minha arruela arder sem sentir dor. Era um contentamento descontente.

Minha alma grunhia, baixo e voraz, quando via aquela deusa de asas abertas sovaco afora, que manchavam a blusa preta de branco. Assim se acendeu o fogo do desejo.

Necbete era linda, tinha olhos rapinos, pele, cabelo, pernas e braços. Quando ela falava com alguém, cuspia micropartículas de saliva. Ah! Tinha também boca bicuda e sumarenta e, dentro dessa, dentes. Era exótica, usava uma tiara egípcia de ouro e se vestia como a bailarina do balé Cisne Negro, cheia de penas pretas grudadas na roupa. 

Antes do acontecido, ficamos quase meia hora nos beijando; foi tão longo o beijo, que fomos interrompidos pelo pigarrear indiscreto de um senhor com rugas. O homem tinha cabeça, braço e corpo completo. Ele ria muito, mas quando fez o “hã-hã”, sua dentadura saltou da boca e caiu no chão, então parou de rir sem motivos aparentes.

A paixão era tamanha que o ignoramos e continuamos a lutar esgrima com as línguas. A língua de minha amada era vermelha e pontiaguda igual a de um urubu lambendo a carniça. A minha era rosa e macia, como a língua de um porco lambendo lavagem.

Os olhos fechados não nos permitiam olhar o movimento externo. O beijo estava tão intenso que fazia escorrer baba morna no canto das duas bocas. De vez em quando, eu dava um chupão na saliva, que fazia um barulhinho igual ao de quem chupa sopa quente com colher.

Outra vez fomos interrompidos, desta vez por um sussurro sonoro desafinado que parecia falar pelo nariz: “Que pouca vergonha!”

Sorrimos e nos descolamos. Virei de lado e encaixei meu dente postiço, que tinha caído durante os movimentos linguais.

O céu azul anunciava o acasalamento, e a fila do bondinho começou a andar. Eu e a paixão andávamos cada um com suas próprias pernas, e nos beijávamos. Desta vez, porém, olhei de rabo de olho e notei umas pessoas com calça, camisa e sapato, e outras com saia, sapato e bolsa. Eram homens, mulheres e crianças. As crianças tinham cabelos e olhos iguais aos dos adultos. Achei bonito ver gente me olhando com cara de humano.

Entreguei o bilhete de papel da minha amada e fiz questão de deixá-la entrar na minha frente.

Era um cavalheiro.

Ela entrou puxando conversa com os passageiros, sempre simpática e alegre. Eu, risonho, lembrava dos beijos de nossas bocas com gosto de porco e urubu. Duas bocas, uma nojeira.

O anel de noivado estava reluzindo paixão no meu dedo, que tinha a unha sem fazer e suja de fezes por causa da última vez que fui evacuar. Para piorar, estava encravada. Tentei apertar, mas o pus não saiu e a ponta do dedo ficou vermelha como hemorroida estourada.

Entre sorrisos e beijos úmidos igual saliva de vaca mascando no pasto, fizemos planos para fazer amor no topo do Pão de Açúcar. O banheiro seria nosso motel de luxo. Meu membro, que se chama Parafuso, estava ereto e rosqueável. Pela cara de Necbete, eu suspeitava que sua calcinha preta, enfiada na bunda em forma de triângulo, estava babada.

Ela me olhava com seus olhos. Eu retribuía seu olhar com os meus. Quatro olhos, um destino. Trepar no Pão de Açúcar. Faríamos inveja às outras pessoas do Instagram. Necbete era influencer, tinha mil seguidores e, no máximo, seis ou sete curtidas em cada post. Eu era um que curtia tudo com o “ameizinho” de coração.

Dentro do bondinho, nos ajeitamos perto da janela.

Enquanto eu sorria com meus dezesseis dentes verdadeiros e dois falsos, senti um cheiro de amônia.

Olhei para a cara das pessoas e vi olhos lacrimejantes. Necbete ria.

— Que diabos você comeu, desgraçada? — perguntei com minha própria boca.

— Carniça — ela respondeu, com a boca cheia d’água e dando uma risada igual a de ave de rapina com os vinte e oito dentes de verdade. Pelo menos, na boca, ela não tinha nada estragado. Mesmo assim, confesso que fiquei intrigado com aquela risada estranha que mais parecia um chilrear. Não era latido nem miado, tinha certeza. Mas que era de bicho, era, isso sim.

Um turista que gostava de passear — senão não era turista — desmaiou. A mulher que lhe fazia companhia abanou o rosto dele, que tinha cara de gente com boca, dois olhos e um nariz. Tinha também sobrancelha e cabelos.

Por alguns instantes, as pessoas viram bosta; o cheiro do peido estava intoxicando todo mundo. Outro turista, que passeava de roupa, tirou uma caixa de fósforos do bolso e  riscou um palito para acender um cigarro. O fogo deu ignição a uma explosão que estourou os vidros das janelas do bondinho e salpicou de fuligem todos os passageiros.

Falei a Necbete que estava tudo acabado. Arranquei a aliança do dedo e joguei em sua cara risonha. Saiu o pus do dedo inchado, e ela disse que eu era porco.

Chegamos brigando em cima do morro.

Foram os três minutos mais difíceis da minha vida, mas peguei a aliança de volta da mão da Necbete, que, mesmo fedendo, continuava linda.

O socorro médico, que veio de helicóptero, que girava as hélices, colocou oxigênio nas pessoas que estavam desmaiadas.

Largamos o tumulto e entramos no banheiro para fazer as pazes e transar como cães vadios engatados na rua.

Necbete arrancou a calça cheia de penas pretas, depois a calcinha triângulo da mesma cor; meu pinto rosqueado estava mais duro do que parafuso temperado. “Agora a gente faz amor”, pensei. Ela sentou com cara de tarada no vaso, e escutei o barulho da merda saindo do cu, batendo na água e a água batendo na bunda. Fedeu muito mais que no bondinho. Tive que sair do banheiro pra não vomitar.

Depois que ouvi a descarga, voltei a entrar no banheiro, que ainda fedia a carniça, e nos amamos como Julia Roberts e Richerd Gere no filme “Uma linda mulher”.

Saciados, saímos do banheiro, demos alguns passos com os pés de gente e nos debruçamos no parapeito da grade do morro. A vista era para a mata. O dia, antes azul e lindo, se tornou deplorável. O céu, cinza merda escuro, dava a impressão de que nunca voltaria a clarear. Alguns urubus começaram a nos rodear. Quando chegaram perto, Necbete fez algo mencionado no começo desse conto. Confessou que não me amava. Era uma deusa urubu do antigo Egito, e tinha feito uma aposta com os parentes de pena preta que ficaria noiva de um homem esporcatião.

Mexeu os braços igual a Kate Bush dançando enquanto cantava a música do livro O morro dos ventos uivantes e, bem na hora que falou o nome do Heathcliff, as penas pretas começaram a crescer por todo seu corpo; no lugar da boca que eu tanto beijava, nasceu um bico. Transformada, ela pulou de cima do morro e começou a voar.

Foi embora sem olhar para trás.

Fiquei torturado por um romance cuja intensidade da paixão destruiu meu intestino.

E, ainda naquele momento, me deu a louca de pensar com o meu cérebro ainda humano de virar urubu para voar atrás de Necbete, ou de pular morro abaixo para morrer e virar carniça. Assim, quem sabe, ela me comeria e me levaria na barriga para longe dali.

Fiquei remoendo as lembranças daquele exemplar de femme fatale igual a um animal homem agonizante, percebendo que ela não era uma mamífera sentada em cima de mim na privada. Uma vez no meu colo, ela mexia a bunda penosa bem devagar. Eu não deveria ter me entregado de corpo e alma até ter a certeza de que Necbete me amava com a mesma intensidade que eu a amava, porque a intensidade da minha paixão antes do bico na bunda tinha, naquele momento, a mesma intensidade de dor.

Então, remoí outra coisa para tentar conter o sofrimento: “Por que não contei a ela que sou um porco que passou a maior parte da vida assistindo filmes e vídeos no YouTube na casa de gente de verdade, que se transformou em humano por encantamento para não virar assado no final do ano?”. Fui besta mesmo. Não sabia por que estava a remoer isso. Na certa, Necbete pensaria que minha história era mito. Quer saber? Não ficaria ruminando o passado, partiria para o “tudo ou nada”. Foi, portanto, no meio daquele caos e desordem mental, que pensei numa ideia de trazer minha amada de volta. Por isso, levantei uma perna mais alta que a outra com a intenção de desencostar as nádegas e abrir o rego, e, ainda com o coração saltitante, soltei um peido. Meu cu assoviou super rápido e balançou meu calção em torno das pernas magras; pena que não fedeu o suficiente para que ela, ao longe, sentisse o aroma.

Um turista escutou o barulho do peido, sentiu o odor e me perguntou se era mercaptano. Com o sorriso amarelo, tentei mostrar certa etiqueta para ele não repetir a pergunta. Em vão. Ele tornou falar mercaptano. Aquela palavra dita duas vezes seguidas sobre o odor do meu peido disparou o gatilho emocional que traria de volta minha divindade. Meu rosto começou a esticar para frente e o nariz virou focinho. Dos meus olhos caramelos, escorreu um líquido gosmento. Minha boca tremeu, mas eu não conseguia dizer nada. Com raiva, fiquei de quatro no chão, rasguei meu calção e minha camiseta com os dentes pontiagudos. Pulei pelado o parapeito num salto igual de meus parentes leitões que saem cheios de fome quando a mão que os alimenta bate no cocho, e desci grunhindo morro abaixo.

Ninguém entendia o meu lamento, mas, na minha mente, eu gritava apaixonado: “Volta, Necbete! Eu não vivo sem você. Te amo!”

11 comentários em “Duas bocas, uma nojeira (Porco Dio)

  1. fabiodoliveirato
    1 de dezembro de 2021

    Buenas!
    Nesse desafio, irei avaliar quatro fatores: aparência, essência, autenticidade e considerações pessoais.
    O que ele veste, o que ele comunica, o que ele tenta ser é e o que eu vejo.
    É uma visão particular, totalmente subjetiva, mas procuro ser sincero. E o intuito é tentar entender o texto em sua totalidade, mesmo tendo minhas limitações.
    Vamos lá!
    APARÊNCIA
    O conto é feito pra chocar. E faz muito bem. Isso é um problema? Depende do leitor. É uma aposta. Funciona para alguns. E não funciona para outros. O incomodo é proposital e um dos objetivos do conto e, por isso, incomodar o leitor é uma vitória.
    É um conto corajoso. Admiro isso. O ar de experimentalismo é evidente, algo como “vou medir até onde o leitor aceita”, além da paixão da escrita. O intuito é fazer um texto forte, então, dependendo do tema e proposta, pode se algo longe da nojeira deste conto (nojo num bom sentido, claro). Com isso em mente, vejo um autor em amadurecimento, pelo menos quando se trata de saber o que quer escrever.
    O corpo do conto segue essa lógica, sendo fiel até o final.
    ESSÊNCIA
    Um porco metamorfoseado. E uma deusa suja. Pra ela, uma aventura, para ele, o primeiro amor. O conto faz questão de mostrar um amor sujo e fadado ao fracasso, desenvolvendo o protagonista no decorrer do texto. Ele quer ser humano, mas não se sente como um. E, em contato com Necbet, retorna ao estado animal, de pura paixão, sem questionar, apenas correndo atrás do que deseja: amor, talvez aquele representado no Morro dos Ventos Uivantes, cruel e doloroso, ou algo mais puro, da parte do porco-homem, claro (admirou-a de verdade, por ser quem ela é sem medo).
    Admito que o choque é maior do que a mensagem, nublando-a, e poderia ter sido desenvolvido de forma estratégica para chocar e passar a mensagem de forma eficiente. Alguns leitores irão enxergar apenas a sujeira.
    É o risco.
    AUTENTICIDADE
    Sinceramente, gostei de um detalhe, não sei se foi proposital, mas Necbet é a deusa protetora do renascimento e das guerras.
    Isso se encaixa bem com o enredo: o porco está perdido, tentando ser humano, encaixar no mundo novo, e a conhece, começando um novo ciclo. Aí está o renascimento. E a guerra, representada no conflito constante dos personagens, numa paixão avassaladora. No final, transforma-se em porco, novamente, quando percebe quem realmente é.
    Não sei, mas parece uma característica racional, mesmo que seja subconsciente. Fazemos isso o tempo todo.
    É um conto autêntico, ao meu ver.
    CONSIDERAÇÕES PESSOAIS
    O conto poderia maneirar nas nojeira, mas se for realmente experimental, faz parte.
    Gostaria de ver um conto mais centrado desde autor, pois ele tem potencial. Admiro essa coragem. Não a largue por nada.

  2. Kelly Hatanaka
    28 de novembro de 2021

    Oi Porco Dio.
    Minha avaliação será feita com quatro critérios: tema (2 pontos), correção/escrita (2 pontos), criatividade (3 pontos), personagens (3 pontos).
    Tema (1): O tema está presente, no mito de Necbete e na ideia de um deus porco. Mas, fiquei com a impressão de que estes elementos só foram incluídos para poder atender ao tema, sem que se ligassem necessariamente à história. Se Necbete não fosse uma deusa, a história continuaria a mesma. E o narrador não é necessariamente um deus. Ele era apenas um porco que se metamorfoseou. (Ou era um deus? Fiquei mesmo na duvida)
    Correção/escrita(1): Escrita muito segura e correta. Minha crítica aqui, fica na forma. O texto, como um todo, é escatológico e tudo nele parece estar voltado a isso mesmo: ser escatológico. Talvez o objetivo tenha sido justamente chocar. Mas acho que a “mão pesou”, sabe como é? A intenção de chocar ficou muito explícita, logo de cara e o tempo todo. Então eu, como leitora, entendi “ok, estou aqui para ser chocada e sentir nojo”. Se este era seu objetivo, ok, missão cumprida. Mas, pessoalmente, acho que um pouco de contraste faria bem a um texto forte como o seu.
    Criatividade(3): Uma história criativa, focada na escatologia. Não é do meu gosto, me incomodou. Mas a qualidade é inegável e um texto que incomoda é sempre muito bem-vindo.
    Personagens(2): O narrador é muito interessante e bem desenhado. A dúvida sobre quem é ele é bem colocada e realmente, fiquei o tempo todo imaginando quem seria esta figura. A coisa fica meio sem explicação. Como ele se metamorfoseou? E isso não é ruim. Acho interessante quando as coisas não ficam todas explicadinhas. Ele se autointitula um deus e isso me intrigou. Ele conclui que era um deus devido à metamorfose? Ou ele era mesmo um deus porco de alguma mitologia? As descrições de Necbete também foram muito interessantes: é inesperado ver um elemento divino relacionado com detritos e dejetos e ela demonstrou, além do deboche, um certo encanto inusitado.
    Geral: um conto que não me agradou, exatamente, mas que, certamente, me intrigou. Tenho vontade de ler e reler? Não, sinceramente. Mas é um ótimo texto, bem escrito e cheio de personalidade.
    Parabéns e boa sorte!

    • Necbete Silva
      28 de novembro de 2021

      Se vc acha que a história inventada por mim não é mito, é o que? VC acredita que mulher vira urubu e homem porco, como num passe de mágica? O que é Mito? Sobre a escrita vc fez crítica, mas não apontou erros, se dizer que não gostou fica mais bonito. E no texto não tem nada de escatológico, não sei de onde tirou isso. O conto tá martelando na sua cabeça, pode dar zero se quiser, mas fale com autoridade.

      • Kelly Hatanaka
        28 de novembro de 2021

        Oi Necbete.
        Nao entendo sua raiva. Eu disse que nao gostei, com todas as letras. Mas também disse que a qualidade é inegável, e que é um ótimo texto, bem escrito e cheio de personalidade. Minha nota, somando os quesitos no comentário é 7. Porque, apesar de eu nao ter gostado, o que é um direito meu, reconheco que é um texto excelente e não merece uma nota baixa por uma mera questao de gosto pessoal.
        Tentei ser justa em minhas avaliações.
        Não acho certo, por exemplo dar nota baixa pq nao concordo com a mensagem do texto (só um exemplo, ok?). Meus criterios estão no comentário e são objetivos.
        Também não disse que não é um mito. Aliás, disse exatamente o contrário:”O tema está presente, no mito de Necbete e na ideia de um deus porco”.
        E não, não quero dar zero porque este conto não merece um zero. Quanto à autoridade, não tenho nenhuma.

      • Necbete Silva
        28 de novembro de 2021

        Kelly, agora entendi seu comentário. Eu realmente estava estressada, foi aquele lindo do Andersom Prado que me tirou do sério, eu apaixonei nas ideias dele e fui induzida a ignorância. Sou nojenta, mas não estressada, por favor, reveja sua nota, me de um 8, assim ficarei tranquila. Vc é muito legal e sei que vai dar um pontinho amais. Sua linda.

    • Necbete Silva
      28 de novembro de 2021

      Kelly, agora entendi seu comentário. Eu realmente estava estressada, foi aquele lindo do Andersom Prado que me tirou do sério, eu apaixonei nas ideias dele e fui induzida a ignorância. Sou nojenta, mas não estressada, por favor, reveja sua nota, me de um 8, assim ficarei tranquila. Vc é muito legal e sei que vai dar um pontinho amais. Sua linda.

      • Kelly Hatanaka
        29 de novembro de 2021

        É Necbete, o Anderson tem este efeito sobre as pesssoas. Mas as críticas dele costumam ser construtivas e pertinentes…

  3. Emanuel Maurin
    28 de novembro de 2021

    Porco Dio, olá. Tudo de bom para você.
    O conto passa no Brasil atual e narra a transformação de dois personagens que vivem uma imunda história de amor. Está bem escrita, tem fluidez e boa estrutura. Atende os quesitos mitológicos do certame e é bem nojento de ler. Boa sorte no desafio.

  4. Antonio Stegues Batista
    19 de novembro de 2021

    O conto tem mais comédia do que Mitologia. Nécbet era uma deusa do Antigo Egito. Se a história se passasse lá, em vez de no Rio de Janeiro, teria um ambiente mais autêntico. Nojeira em literatura é arte, assim como em Artes Plásticas; Como a obra Oxidations(1977) do artista plástico, Andy Warhol. Primeiro ele pintou 12 telas comuns com tintas metálicas feitas a partir de cobre. Depois, foi chamando os amigos para mijar em cima delas. Existem outras obras nojentas de outros pintores famosos.
    Voltando ao conto, ele passa raspando pelo tema, pois de mitologia só tem o nome da personagem. Não estou defendendo, nem concordando como processo de incluir nojeiras num texto de arte literária. Acho que é um terreno infértil. Mas no enredo há algumas cenas normais e muito bem-criadas, formando boas imagens surreais.

    • Lucas Suzigan Nachtigall
      26 de novembro de 2021

      Eu concordo com o Antonio no tocante ao conto ter mais comédia de Mitologia. Acho que, fora o detalhe do nome da personagem e algumas referências, pouco tem de mitologia. Discordo, entretanto, da questão do conto ter que se passar no Egito para ser mais autêntico. Acho que a autenticidade está mais no espírito do mito e das personagens representadas. Acho que sim, um conto poderia trazer os mitos de outros povos para o Brasil e construir a narrativa a partir daqui, como é o caso do excelente Deuses Americanos, muito bem citado pelo Eduardo no outro conto. Ou mesmo ir além, que é o caso de referenciar o espírito do mito, mesmo que com outros nomes (tipo Mary Shelley em “Frankenstein ou o Prometeu Moderno”, embora eu ache que o exemplo não foi tão feliz).
      De qualquer forma, conto divertido.

      • Lucas Suzigan Nachtigall
        26 de novembro de 2021

        Duas correções:
        1-muito bem citado pelo Eduardo nos COMENTÁRIOS DO OUTRO CONTO
        2-embora eu ache que A MINHA ESCOLHA DE EXEMPLOS NÃO TENHA SIDO TÃO FELIZ

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Publicado em 11 de novembro de 2021 por em Mitologias.
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