EntreContos

Detox Literário.

Desconectado (Elisabeth Lorena Alves)

Não há o que fazer quando alguém quer criar e a Literatura e a Tapeçaria se interpõem em seu caminho. Nem mesmo a paisagem bucólica ajuda. E é fácil se questionar e encarar suas dúvidas. Queria estar em outro lugar.

Queria mesmo era ser uma pessoa mais normal, levantar cedo, entrar em um ônibus lotado e ser esmagado por algumas horas até o escritório, como suas irmãs. Ou ser um professor que se esmaga entre Planejamentos e projetos de EVA e TNT em um celta velhinho, como seus irmãos, talvez. Mas não! Nascido o caçula, ou melhor, o décimo sexto filho de uma prole onde doze eram mulheres, vivendo entre a oficina da avó e o ateliê das tias, cercado por um bando de irmãs, primas e sobrinhas, ele acabou se tornando um homem prendado.

Viver assim rodeado de afazeres comuns ao universo feminino e vendo pai e tios a correr, nas horas vagas, entre prateleiras e corredores de Lojas de armarinho para ajudarem as mulheres da família, ele acabou se tornando um escritor que borda, pinta e até tece tapeçarias típicas de seus ancestrais.

Só que hoje ele precisa parar tudo e correr porque precisa enviar o livro para a Editora e ainda lhe faltavam dois contos dos prometidos. Não que a nuvem não esteja repleta de textos prontos, inéditos até. Entretanto, em sua costumeira mania de exigir demais de si, resolveu que precisaria seguir um tema na nova Antologia e não tem absolutamente nada pronto.

E, hoje, ele sonhou com tio Euclides. No sonho, o velho bonachão lhe disse que executasse, com pressa, uma tela mortuária espanhola. E ele não entendeu a mensagem. Porém, a imagem está presa em seus olhos: o lobo chorando sob o corpo do filhote, enquanto a loba olha o nada. Nuvens escuras acobertam o sol vermelho que se esvai em sangue pelo horizonte. Os pássaros sombrios tentam se aproximar do lobinho sem vida. E, ao fundo, o inevitável caçador que se afasta levando no ombro uma montanha de peles indecifráveis.

É fechar os olhos e ouvir tio Euclides. Mas ele sabe que não vai conseguir fazer nem isso e nem os contos. Olha para o espaço e pensa na cena que se repete em sua mente. E tudo o que ele lembra é que não tem tecido egípcio no ateliê. O que fazer?

Sentado à frente do computador, o documento em branco não lhe chama. Faltam-lhe: tema, coragem, inspiração, assunto… 

.
De repente, como vindo do nada, uma flecha ultrapassa a janela da varanda e se deposita exatamente ao seu lado. Ao fundo, seus ouvidos captam o urro de um lobo. Ele reconhece o choro. Tarde demais entende o aviso.

38 comentários em “Desconectado (Elisabeth Lorena Alves)

  1. Luciana Merley
    27 de julho de 2021

    Li agora. Gostei demais da ideia (segundo minha interpretação, que por vezes é bem alucinada) do talento e da arte enquanto uma prisão. Algo do qual não se escapa. A imaginação como aqueles seres no ombros dizendo “e aí, que tal essa história? AGORA!” 😄Muito bonito e muito difícil também. Sua imaginação é compatível com a incrível capacidade de extrapolação do comum que você tem, a reparar nos seus comentários inimagináveis nos nossos pobres textos. Talvez too much para um miniconto, mas num contão gigante, estaria em casa. Parabéns, querida Elisabeth Lorena Alves

  2. Elisabeth Lorena
    25 de julho de 2021

    Grata pela leitura!

  3. Matheus Pacheco
    18 de julho de 2021

    Resumo: O texto conta a história de um caçula, irmão de 16 irmãs, que tecia tapeçarias e tinha o sonho de escrever. Tecia as histórias como tecia as tapeçarias de seus ancestrais. Buscando inspirações em suas memórias e no lobo que estava em sua mente e morto na montanha.

    Coisas que gostei: Gostei da ambientação e da temática e de todo o desenvolvimento da trama em si.

    Coisas que não gostei: Apesar dos pontos positivos citados acima, eu não gostei do cerne da história, eu, para mim, achei a história meio entediante, acho que foi pelo desfecho, não sei.

  4. Ana Carolina Machado
    18 de julho de 2021

    Oiiii. Um miniconto enigmático sobre um escritor que tem vários irmãos e irmãs e que sente dificuldades de concluir um livro que tinha prometido entregar. Um sonho que ele teve torna tudo ainda mais enigmático e misterioso, pois de alguma forma o sonho parecia ser um aviso que ele não conseguiu entender. Tenho a teoria que ele começou a misturar ficção com realidade devido ao fato de não conseguir escrever e talvez a flecha citada no fim seja uma metáfora. Parabéns pelo texto e boa sorte no desafio.

    • Elisabeth Lorena
      25 de julho de 2021

      kkkkkkkkkkkk
      Não pensei na flecha como metáfora, mas vendo por seu ângulo, é legal…
      Grata pela leitura!

  5. Regina Ruth Rincon Caires
    18 de julho de 2021

    Desconectado (Norfolk Shaun)

    Comentário:

    Da primeira vez que li esse texto, pensei que seria apenas uma descrição da “árdua” tarefa de criar textos, a luta do autor que busca a perfeição, a exigência de não falhar. Depois, quando reli, percebi as outras realidades que alimentaram a imaginação do “artista”, a sua escolha (bravamente defendida).

    O mundo imaginário é incontrolável. Retira o foco, empurra a lógica pro canto, embola-se com a poesia e, não há o que fazer, somos rendidos.

    Texto bem escrito, descrições simples que tornam a leitura fluente. Se há deslizes, não os percebi.

    Agora, pesquisei Norfolk: uma ilha na Oceania. Pesquisei Shaun: nome (pensei no Shaun, o Carneiro!). Aí, pensei: não fecha. Coloquei o pseudônimo no Google, mais livro – lobo. Pronto: “O homem que vivia com lobos” – Shaun Ellis. Se não ajudou muito na resolução da charada, li um pouquinho sobre a história do livro. Muito legal.

    Sir Norfolk Shaun, parabéns pelo trabalho!

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

    • Elisabeth Lorena
      25 de julho de 2021

      Regina!
      Ouvi do livro justo na aula de Tapeçaria que tentei ter, logo depois de escrever o texto. Estava sem ideias para seudônimo e fui relaxar no meet de artesanato. Nunca funciona, eu sei. Tentei, juro, mas o povo fala mais de Literatura que eu não consegui nem copiar o molde do lobo na montanha que vi por lá. Usei assim mesmo, sem pensar em nexo, já que meu conto tinha lobos.
      Grata pela leitura!
      E Parabéns pelo pódio!

  6. Andre Brizola
    17 de julho de 2021

    Olá, Norfolk!

    Conto que, de forma ampla, aborda o ato de escrever, a criatividade (e a falta dela), e as relações editoriais do autor para consigo mesmo. É um tema que eu gosto, uso e acho que deveria ser mais valorizado.

    Mas fiquei confuso, sinceramente. Acredito que a concisão do desafio não permitiu um aprofundamento das ideias que o conto queria passar, e algo se perdeu dentro do enredo. Trata-se de um personagem que é descrito como criado dentro de um universo feminino, mas, ao mesmo tempo, cita irmãos, pai, tios, sendo um deles bem específico, Euclides. Me pareceu uma justificativa fraca para um personagem que saberia bordar, por exemplo.

    Há algumas confusões com os tempos verbais, que atrapalharam o bom andamento da leitura. No quarto parágrafo, por exemplo, ele “precisa parar” e “precisa enviar”, ao mesmo tempo em que “ainda lhe faltavam” contos (e aí o tempo verbal volta ao presente com “nuvem esteja repleta”). São detalhes pequenos, mas que somados fazem ruir a experiência de uma primeira leitura.

    Não é um conto ruim, longe disso, mas quando chegamos no final, que é quando podemos refletir sobre o que foi contado até então, a confusão já está mais ou menos estabelecida. Acho que caberia, pelo menos, uma revisão mais apurada.

    Bom, é isso. Boa sorte no desafio!

  7. Fabiano Sorbara
    16 de julho de 2021

    Não sei se foi minha leitura ou a sua intenção, mas logo no início eu li o texto como se ele fosse uma crônica e depois li como se fosse um conto, entretanto finalizei, novamente como se fosse uma crônica.
    Quem é escritor logo se identifica com uma parte do texto, principalmente quando você cita o término dos prazos e a falta de assunto ou uma boa história.
    O título “Desconectado” está realmente dentro do texto. Acredito que esses muitos caminhos, essas muitas pontas soltas me deixaram disperso, assim não consegui criar ligação com algo presente na narrativa ou expectativa para o desfecho.

    • Elisabeth Lorena
      25 de julho de 2021

      Não sei se justifica, mas escrevi um texto muito maior em um espaço muito menor; Fiquei triste só por ter visto como crônica… hehehe. No mais, estou grata pela leitura!

  8. Catarina Cunha
    16 de julho de 2021

    MINI – Embora pequeno, o conto está meio vacilante entre o conto em si e a insegurança do escritor. Merece ser mais trabalhado, com bastante carinho.

    CONTO – A ideia do escritor prendado em uma enorme família estava bem legal, mas a guinada para o tio e o lobo não me encantou.

    DESTAQUE – “Faltam-lhe: tema, coragem, inspiração, assunto… “ – Sei bem como é escrever sobre não conseguir escrever.

  9. DAYANNE DE LIMA PINHEIRO
    15 de julho de 2021

    É um cenário diferente, um cotidiano que não consegui identificar como pertencente a nenhum lugar ou espaço. O final também de deixou um tanto desorientada, é um final um tanto quando aberto demais.
    Sucesso no concurso.

  10. Fernanda Caleffi Barbetta
    13 de julho de 2021

    Olá, Norfolk Shaun, seu texto me enganou, não imaginava, no início da leitura, que fosse finalizar com algo sobrenatural.

    ”Ou ser um professor que se esmaga entre Planejamentos (planejamentos) e projetos de EVA e TNT” em um celta velhinho, como seus irmãos” – demorou para eu entender o que você queria dizer com Planejamento de EVA e TNT. E tb fiquei pensando num velhinho celta…

    As palavras Loja, Planejamento, Editora, da forma como foram usadas, são em caixa baixa

    Em alguns momentos, os tempos verbais se alternam sem justificativa. Exemplo: “Só que hoje ele precisa parar tudo e correr porque precisa enviar o livro para a Editora e ainda lhe faltavam dois contos dos prometidos. Não que a nuvem não esteja repleta de textos prontos, inéditos até. Entretanto, em sua costumeira mania de exigir demais de si, resolveu que precisaria seguir um tema na nova Antologia e não tem absolutamente nada pronto.”

    “Tarde demais (vírgula) entende o aviso”

  11. Giovani Roehrs Gelati
    12 de julho de 2021

    O conto não começou muito bem e seguiu nessa toada até o fim. Foi instigante a possível relação entre literatura e tapeçaria, mas não se sustentou durante a história. Apesar de ter sido feita a relação, essa relação pouco tinha a contribuir ao enredo.
    Não me agradou também os esterótipos apresentados como naturalizados, do professor que trabalha com EVA e TNT e tem m Celta; nem das mulheres que têm a tarefa obrigatória dos afazeres domésticos. Ainda que seja uma realidade as mulheres assumirem a maioria desses papéis sociais, o autor acaba validando essa relação, o que também pouco enobrece o texto.

    • Elisabeth Lorena
      25 de julho de 2021

      O celta é um trocadilho, não tem muito a ver com carro e coloquei TNT e EVA porque são coisas que odeio e se alguém pensasse em mim como autora, esses elementos terminariam com as dúvidas.
      Grata pela leitura!

  12. Paulo Luís Ferreira
    12 de julho de 2021

    Resumo: O eterno dilema do escritor e inspiração.
    Gramática: Nada que desabone a escrita, corre fluída.
    Comentário: Um conto, onde o título é o retrato fiel do enredo. Realmente parece ter dois seguimentos de tema, começa com uma visão trivial de uma família de grande prole e finaliza com a busca, de um escritor, pelo seu instante da criação literária. Tornando uma narrativa dúbia de entendimento.

  13. Kelly Hatanaka
    11 de julho de 2021

    Oi Norfolk.

    Gostei muito de sua escrita, muito correta e limpa, mas vou confessar que não entendi a história. Curti a descrição do personagem, compreendi seu bloqueio em escrever o que precisava, gostei do sonho com o tio Euclides. Mas não entendi a flecha e muito menos qual era o aviso.

    E sinto, com isso, que perdi alguma coisa muito importante. Por favor, me explique que aviso era esse, fiquei intrigada.

    Boa sorte no desafio!

    • Elisabeth Lorena
      25 de julho de 2021

      Uma pena… Talvez se visse a informação do bucólico como uma seta sobre o espaço, entenderia que desde o início ele estava em um lugar afastado da cidade… O aviso era o sonho. Ele não se conectou e seu lar foi atacado. Ele vive em uma área de proteção animal. Grata pela leitura!

  14. iolandinhapinheiro
    10 de julho de 2021

    Olá, sr. Shaun, o Carneiro.

    O melhor tema é nenhum tema. Se lhe falta ideia, abra uma revista, vá a um café, ouça a conversa do povo em um coletivo. Os temas estão voando por aí, é só pegar um.

    Seu conto é exatamente o drama de vários escritores, a inspiração. Com tema ou sem ele, quem está sem inspiração perece e nada produz. E não tendo história faz da dor de não escrever, a própria história.

    A parte melhor era a história que não foi desenvolvida, aquela do lobinho morto, e seus pais. Aquela do desalmado caçador e suas mil peles arrancadas. Fiquei na expectativa de que alguma coisa nasceria dali.

    Poderia ainda ter explorado o lado artístico do personagem. Enfim. Lembrei do homem que diante de vários doces deliciosos que não conseguia se decidir por nenhum.

    Uma pena.

    De qualquer forma, boa sorte no desafio.

    • Elisabeth Lorena
      25 de julho de 2021

      kkkkkkkkkkkk
      Escrevi a história e ela se alongou. Uma pena porque o espaço era menor. E esse nem foi meu primeiro texto… Mas depois vejo o que faço. Grata pela leitura!

      • iolandinhapinheiro
        26 de julho de 2021

        Meu texto também foi fulminado pelo limite das palavras. Vou aproveitar a liberdade recém adquirida de poder aumentá-lo e enriquecê-lo com emoções e entendimento. Que bom que não se aborreceu com o meu comentário. Isso mostra a sua maturidade. Amo gente madura. Beijos.

  15. Júlio Alves
    10 de julho de 2021

    Um bom conto. A construção da personagem é boa, e embora não afete o que acontece na trama, é interessante como os traços da personagem são formados e delineados para quem lê. Não entendi muito bem o final, li e reli, entendi um pouco mas não a flecha.

    Não curti muito o comentário sobre como ele se tornou uma pessoa que faz esses trabalhos. Não digo que deveria apagar ou algo do tipo (até mesmo porque faz parte da trama), mas que fosse exposto de uma forma menos “direta”, para que esse trabalho não recaía em argumentos de gênero.

    • Elisabeth Lorena
      25 de julho de 2021

      kkkkkkkkkkk
      Odeio essa coisa de forçar, mas dessa vez fiz de propósito. Vou diminuir o impacto. A flecha é resultado da invasão ao espaço dos lobos.
      Agradeço a leitura.

  16. claudiaangst
    10 de julho de 2021

    Acho que ando com dificuldade de entender as camadas de minicontos mais elaborados. Temos um artista aqui, um escritor que se divide entre tapeçaria e a falta de inspiração. Estou realmente tentando decifrar o sonho com tio Euclides. Um casal de lobos perde o seu filhote, morto por um caçador que coleciona peles?
    O texto está bem escrito, a linguagem acessível e a leitura flui fácil. O difícil foi captar o significado da flecha no final. Onde estava vivendo esse sujeito? E por que o lobo urra ao invés de uivar? O sonho era um aviso, provavelmente de um massacre… mas … sei lá, Depois me explica, por favor.
    Parabéns pela participação e boa sorte no desafio.

  17. Victor O. de Faria
    9 de julho de 2021

    BOI (Base, Ortografia, Interesse)
    B: Um pouco de metalinguagem aqui, um pouco de metalinguagem acolá. É um bom conto de um escritor costureiro dedicado aos afazeres da vida. Tem um “qzinho” de autobiografia, mas que escapa pelos outros acontecimentos. Tem uma boa narração de um cotidiano, apesar de excesso de virgulas em certas passagens.
    O: Começa no passado e volta para o presente. Aqui isso acontece até de forma mais sutil, mas acontece. Quebra um pouco o ritmo. Contudo, a passagem final recompensa o leitor. Dá para entender perfeitamente que as ideias se mesclam ao cotidiano, quase num tom esquizofrênico.
    I: Um texto que tem uma pegada interessante, quase se perde ali no meio, mas mantém o interesse até o fim. É simples, tem umas passagens forçadas, mas funciona.
    Nota: 8

  18. Priscila Pereira
    8 de julho de 2021

    Olá, Norfolk!
    Li duas vezes seu mini, com muita atenção, mas o final continua inexplicável pra mim… 🤔
    Me parece um texto autobiográfico, e até o final estava até bem interessante, mas esse final me deixou sem entender nada…
    Do que entendi, gostei. Um cotidiano bem escrito, descritivo, um enredo gostosinho, sem surpresas e um final que parece não ter nada a ver com o resto. Depois, por gentileza, me explique o que aconteceu, tá bom?
    Parabéns!
    Boa sorte! Até mais!

    • Elisabeth Lorena
      25 de julho de 2021

      O sonho não é uma metáfora. Ele foi avisado, mas como estava com muitas preocupações não se conectou com a possibilidade. Valeu sua leitura.

  19. Eduardo Fernandes
    6 de julho de 2021

    Acho que há um verdadeiro abismo entre o início e o fim do texto. Começas a falar que ele é um escritor que borda e limpa a casa e depois, do nada, ele tem que enviar um livro para a editora e depois, do nada, ele recebe um aviso do além que vai morre.

    Qual é o conflito? Não percebi. Seria muito anticlimático, mas nem mesmo percebi o que é que ele precisa superar para haver um climax.

    Acho que o problema aqui é que há muita ideia para muito poucas palavras. Textos pequenos têm dessas coisas.

  20. Anderson Prado
    5 de julho de 2021

    Escritor ressentido lamenta a falta de inspiração.

    É um meta-texto. Trata do próprio desafio. Está bem escrito. “celta” é um nome próprio e deveria ser grafado em maiúsculo. Por outro lado, há um excesso de maiúsculas aqui: “Lojas”, “Editora”, “Antologia”. O enredo, em si, sobre lobo e tal, me escapou. Talvez mereça uma releitura. Estou cansado. Último texto de hoje. Boa noite, EntreContos.

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Informação

Publicado às 5 de julho de 2021 por em Minicontos 2021, Minicontos 2021 - Grupo Pinscher e marcado .
%d blogueiros gostam disto: