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Detox Literário.

Não seria hoje (Alice Castro)

Não seria hoje nem agora que ela iria embora. Mas já havia dito que ia, porque estava muito braba. Zangada e enfezada. Ameaçava, batia o pé e até gritava. Mas nada adiantava. 

Ela não entendia mais nada. 

Ela era sua, só sua. Dormia com ela. Aonde ia, a levava. Gostava de cuidar dela, pentear seus cabelos, dar banho. Deixá-la linda para passear. Estavam até vestidas iguais. E elas queriam ir juntas.

Na porta, sendo levada à força no colo, chorou mais uma vez sofrendo a despedida. Porque aquela moça chata dizia que lugar de boneca não é na escolinha.

103 comentários em “Não seria hoje (Alice Castro)

  1. Gio Gomes
    1 de fevereiro de 2020

    Reviravolta quase bem sucedida, não sei ao certo pq, mas adivinhei que era uma boneca. Parabéns, Quinha, tá no top 20.

  2. Quinha
    1 de fevereiro de 2020

    Amigos!
    Peço desculpas por não estar conseguindo agradecer a tempo cada um dos comentários que me foram dados. Apreciei imensamente todos os posts que até agora consegui ler.
    Muito bacana a oportunidade de ouvir dos meus leitores o que acharam do meu conto.
    Inclusive, é a primeira vez que passo por algo assim!!!
    Muito grata por fazer parte!

  3. Daniel Reis
    1 de fevereiro de 2020

    O que a princípio parecia uma relação entre duas mulheres, passa a ter outra leitura entre uma menina e sua boneca. Não há, no texto, a relação maternal que se esperava, e isso é que surpreende. Parabéns, boa sorte!

    • Quinha
      1 de fevereiro de 2020

      Obrigada! 🙂

  4. Tom Lima
    1 de fevereiro de 2020

    O primeiro parágrafo está muito confuso. É difícil ver até a ligação dele com o resto do conto. Depois dele temos uma história interessante, com uma escolha de ponto de vista que faz ter seus efeitos. Ficamos até o fim questionando o que ela não quer deixar para trás. Mas o peso do primeiro parágrafo fez a leitura ficar arrastada, um pouco mais fraca do que deveria, e podia.
    Abraços.

  5. Ana Maria Monteiro
    1 de fevereiro de 2020

    Olá, Quinha, bonequinha. A birra da menina pela bonequinha está uma fofura, mas eu percebi antes da revelação, naquela parte de “vestidas de igual” só podia ser uma irmã gémea ou uma bonequinha e logo deu para perceber que não podia ser a primeira opção. A construção está um pouco confusa, mas retratou bem uma situação muito comum: crescer é difícil. Parabéns e boa sorte no desafio.

  6. Matheus Pacheco
    1 de fevereiro de 2020

    O final me deu um sorrisinho, eu acho impressionante como a galera desses contos consegue subverter tudo que foi escrito com uma só frase.
    Um conto muito bom sobre uma menina que começou na escolinha.
    Um abraço.

    • Quinha
      1 de fevereiro de 2020

      Nossa!
      Você me entendeu perfeitamente!
      Amei seu feedback!

  7. M. A. Thompson
    1 de fevereiro de 2020

    Excelente narrativa sobre algo cotidiano, que é a criança querendo levar algo a mais para a escola: brinquedos, animais, etc. Parabéns.

  8. Anorkinda Neide
    1 de fevereiro de 2020

    Vim refazer o comentario porque decidi votar.
    .
    Quando eu dava aula em escolinha, deixávamos trazer boneca sim, tem crianças muito apegadas, não é saudável separá-las dos brinquedos favoritos.
    Mas eu senti uma certa confusão no texto, há muitos ‘ela’ e eu não percebi bem quando falava da criança e quando falava da boneca.
    E quem iria embora? A boneca? A criança? Iria embora da escolinha? Eu não entendi… entendi apenas o sofrimento da criança que é desumano, isso não se faz.
    Boa sorte, autor(a)

  9. Gustavo Azure
    1 de fevereiro de 2020

    Gostei do conto e como foi trabalhado a separação entre as duas personagens, pois para ela, isso era algo bem sério. Bem escrito e interessante com um final surpreendente sem usar de artifícios exagerados. Boa sorte

  10. Renata Rothstein
    31 de janeiro de 2020

    Que bonito e nostálgico seu micro…
    Bom, estava, claro, imaginando que fosse mais um conto de violência, mas aí vem o final, me surpreendo e me fazendo sorrir.
    Parabéns pelo micro, boa sorte!

  11. Andreza Araujo
    30 de janeiro de 2020

    Gosto do modo como você brinca com as cenas, nos deixando longe da realidade da história. Leitura fluida e de fácil compreensão. O final foi uma surpresa, mas nada que tenha me causado grande impacto. Ainda assim, um excelente conto, sem dúvida. Boa sorte!

  12. Carlos Vieira
    30 de janeiro de 2020

    Oi, bone…Quinha! Um conto com uma sensibilidade sutil para demonstrar o apego e a importância dos afetos, no caso abordados a partir de uma criança e uma boneca. A narrativa achei interessante, pois em alguns momentos me confundi sobre qual das duas se tratava a história. Parabéns e boa sorte.

  13. Angela Cristina
    30 de janeiro de 2020

    Olá!
    Ah, essas professoras…
    Leve e gostoso de ler, com um final não previsível.
    Parabéns!

    • Quinha
      30 de janeiro de 2020

      Obrigada!

    • Quinha
      31 de janeiro de 2020

      Obrigada!

  14. Vanilla
    30 de janeiro de 2020

    Que divertido essa história, sem apelos emocionais ou trágicos, gostei bastante, parabéns!

    • Quinha
      30 de janeiro de 2020

      Obrigada! 🙂

  15. Thata Pereira
    29 de janeiro de 2020

    Há! Esse conto é a prova vivíssima que um conto não precisa ter apelo emocional ou ser trágico para ser bem escrito e envolver. Sem mais. Nem tem mais o que dizer.
    Boa sorte!!

    • Quinha
      30 de janeiro de 2020

      Nossa! Obrigada!

  16. Fil Felix
    29 de janeiro de 2020

    Boa tarde! É um conto leve e bonito, sem tragédias ou grandes mensagens filosóficas, mas divertido. Retrata questões de apego infantil, nos faz lembrar dos nossos brinquedos preferidos do passado, de quando sofríamos pra ir pra escola.

    • Quinha
      30 de janeiro de 2020

      Isso mesmo. Na infância nossos brinquedos ganham vida, assim como no desenhos da Pixar.
      No meu conto, ela e sua boneca são inseparáveis, e a menina fica “braba”, ameaça sair de casa, ir embora, faz pirraça porque quer que sua amiga vá junto para onde ela for.
      Chora pela despedida tão sofrida, porque não seria hoje o dia… que as duas poderiam passear juntas.

  17. Cicero G Lopes
    29 de janeiro de 2020

    A descoberta que a vida é uma sucessão de regras, começando na porta da creche. Boa sorte no concurso.

    • Quinha
      30 de janeiro de 2020

      Obrigada!

  18. Catarina Cunha
    29 de janeiro de 2020

    Menina se revolta por não poder levar a boneca para a escola.

    Elementos fundamentais do microconto:

    Técnica — muito boa. Acessível como deve ser um conto infantil.
    Impacto —muito bom. Surpresa em conto infantil é difícil.
    Trama — boa. Poderia ser melhor explorada.
    Objetividade — boa. As rimas e palavras similares travaram um pouco o texto.

    • Quinha
      30 de janeiro de 2020

      Obrigada pelo feedback! Apreciei as sugestões!
      ☺️🙌😊✌️❤️

  19. Amanda Gomez
    29 de janeiro de 2020

    Olá,
    Mais um texto que engana, a gente vai pensando um monte de possibilidades e todas ruins, gostei do resultado. É bem cotidiano, a menina engenhosa, a bonequinha esquecida no rolé. É simples, mas o autor conseguiu brincar com as palavras e fazer uma pequena reviravolta muitas vezes necessária em microcontos.
    Boa sorte!

    • Quinha
      30 de janeiro de 2020

      Obrigada!! 🙂

  20. Marco Aurélio Saraiva
    29 de janeiro de 2020

    Gostei! Sua escrita já dita o tom do conto; dá para notar senta infantilidade logo no início com o bater de pés e comportamento infantil da personagem. Eu imaginei ser mesmo uma boneca desde as primeiras linhas, mas mesmo assim o conto está muito bem escrito. Foi um mergulho nos pensamentos de uma criança e de que como este é um grande drama para ela, mesmo que para nós seja algo trivial.
    Escrita: Muito boa
    Conto: Bom

    • Quinha
      30 de janeiro de 2020

      Muito agradecida pelo feedback!
      🙂
      Apreciei o retorno!

  21. Givago Domingues Thimoti
    28 de janeiro de 2020

    Surpresaaaaaaaaaaa!!
    Gostei da reviravolta e do tema, a obsessão infantil por seu brinquedo favorito e da condução do narrador. Parabéns

    • Quinha
      30 de janeiro de 2020

      Muito obrigada!
      :))))

  22. Sarah S Nascimento
    28 de janeiro de 2020

    A primeira coisa q falei ao terminar seu microconto foi: “oh, que fofura!”.
    Adorei a história, no início pensei que ia falar de uma mulher, depois fiquei um pouco confusa com as explicações. Mas seu microconto é aquele tipo que a gente só compreende no fim.
    Maravilhoso, que jeito incrível de descrever a cena e os sentimentos da garotinha, ficou perfeito.

    • Quinha
      30 de janeiro de 2020

      Nossa!
      Muito obrigada pelo retorno!
      Apreciei suas palavras!
      :))))

    • Quinha
      30 de janeiro de 2020

      Nossa!
      Muito obrigada pelas palavras! Apreciei o seu retorno!
      :)))

  23. Rubem Cabral
    28 de janeiro de 2020

    Olá, Quinha.
    Um bom microconto. Eu imaginei depois de algumas linhas que poderia ser uma criança, mas isso não estragou a experiência.
    Boa sorte no desafio!

    • Quinha
      31 de janeiro de 2020

      Muito obrigada! :)))

  24. jowilton
    28 de janeiro de 2020

    Um conto guti-guti. Eu consegui sacar de cara que era uma criança e sua boneca. A narrativa poderia ser melhor trabalhada, ao meu ver. Não me impactou o suficiente. Boa sorte no desafio.

    • Quinha
      31 de janeiro de 2020

      Obrigada pela sinceridade. Apreciei.
      🙂

  25. Andre Brizola
    28 de janeiro de 2020

    Olá, Quinha! Um tema infantil que aparece para dar uma aliviada no clima pesado que este desafio se encontra! É bom encontrar algo singelo e inocente no meio de tanta violência. Achei bem legal o uso de frases curtas para mostrar a indignação da garotinha. Funcionou muito bem. Boa sorte no desafio!

    • Quinha
      31 de janeiro de 2020

      Obrigada pelo retorno e atenção. Gostei do feedback!
      Abraços!

  26. Gustavo Araujo
    27 de janeiro de 2020

    Um microconto infantil bastante engenhoso. Tem tudo para conquistar a criançada. Não é porém daqueles textos que também tocam os adultos e, por isso, falha para este tipo de público. Mas é bacana ler algo leve e descompromissado. Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Quinha
      31 de janeiro de 2020

      Obrigada!!! 🙂

  27. Ana Carolina Machado
    27 de janeiro de 2020

    Oiiii. Um microconto sobre uma menina e uma boneca muito querida da qual não quer ser separada. Achei bonito pois quando somos crianças geralmente somos apegados aos nossos brinquedos, principalmente a um especifico. Na minha escola onde fiz a alfabetização lembro que tinha até um dia em que todos podiam levar seu brinquedo favorito, o seu texto me lembrou disso e meu uma nostalgia gostosa da infância. Parabéns pelo texto e boa sorte

    • Quinha
      31 de janeiro de 2020

      Obrigada!!! Exatamente assim!!! ☺️❤️

    • Quinha
      31 de janeiro de 2020

      Sim sim sim!
      Exatamente!
      Muito obrigada pelo feedback!

  28. brunafrancielle
    27 de janeiro de 2020

    Uma história inocente.
    Eu jamais teria pensado em escrever algo assim.
    Descreve uma cena de cotidiano
    Os pronomes me atrapalharam um pouco pra saber em que momento se fala da menina e em qual se fala da boneca da menina.

    • Quinha
      31 de janeiro de 2020

      Obrigada!!! Exatamente assim!!! ☺️❤️

  29. Bia Machado
    27 de janeiro de 2020

    Olá, Quinha, tudo ok? Eu achei boa a quebra de expectativa no seu conto, eu aguardava uma coisa e, ao final, era outra. Fiquei imaginando a guriazinha brava, e não com razão, como assim, escola não é lugar de boneca? Claro que é rs. Talvez, foi a impressão que me deu, os três primeiros parágrafos pudessem ser enxugados, da forma como estão tive a sensação um pouco de uma “enrolaçãozinha básica” do autor/autora, com a intenção de criar ainda mais suspense. Mas é só uma dica. Obrigada!

  30. Davenir Viganon
    26 de janeiro de 2020

    Conto que parecia ser sobre uma separação, mas que graças a habilidade do autor, em manipular impressões, ganhou um significado novo no final. Gostei bastante!

    • Quinha
      31 de janeiro de 2020

      Obrigada!

  31. Marília Marques Ramos
    26 de janeiro de 2020

    Texto super interessante! Fiquei surpreso com o final dele! Da para visualizar muito bem sua descrição! Boa sorte!

  32. Evandro Furtado
    26 de janeiro de 2020

    O conto gira em torno da reviravolta final, que, sem dúvidas, é imprevisível. A construção em direção à ela é muito bem feita, revelando a qualidade técnica do(a) autor(a).

  33. Sabrina Dalbelo
    26 de janeiro de 2020

    Olá,
    A surpresa no final é bem intetessante. Eu fiquei feliz com ela, foi boa.
    Eu só cuidaria se todos os “ela” referem-se a mesma pessoa (menininha ou boneca). Pareceu-me que não, e isso pode truncar e confundir a leitura. Às vezes nomear um dos personagens é preciso.
    Um abraço!

  34. Raione LP
    26 de janeiro de 2020

    Conto bem escrito, com uma revelação (trata-se afinal de uma boneca) da qual a gente suspeita já ao terminar o primeiro parágrafo.

  35. Rafael Carvalho
    26 de janeiro de 2020

    Então… Achei bem interessante a ideia do conto e dentro do que se propõe bem escrito também. No começo Representa bem o que um micro conto pode ser. Parabéns pelo conto, boa sorte.

  36. Rozemar Messias
    24 de janeiro de 2020

    Tema interessante, conto simples, o final podia ter algo mais. Boa sorte no desafio!

  37. Pedro Paulo
    24 de janeiro de 2020

    É a perspectiva de uma boneca, a revelação efetiva dada no final. O decorrer do texto demonstra uma relação que é meio ternura, mas meio obsessão também, o que parece condizente com a vida “limitada” de uma boneca.

    Boa sorte!

  38. Fabio D'Oliveira
    24 de janeiro de 2020

    Olá, Quinha.

    Vou ser bem sincero: se tentou inserir elementos de suspense no micro, que acho que foi o caso, falhou miseravelmente (desculpe o termo). É o tipo de texto que deixa você esperando por algo, pela revelação, e a forma como você conduz a narrativa, ao invés de tentar confundir o leitor, como um bom suspense, deixa ainda mais claro sobre o que se trata.

    Não me entenda mal, pois você escreve bem. Uns deslizes, aqui e acolá, coisa que todos cometemos, mas está bem escrito e conduzido.

    O problema mesmo foi a forma como escolheu conduzir a história. Para mim, claro. Não adianta inserir elementos de suspense e não criar artifícios para confundir o leitor. Não tem lógica, haha, então, por isso, pela capacidade descritiva e afins, creio que foi só uma falta de atenção ou péssima decisão.

    Enfim, é isso!

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  39. Luiz Eduardo Domingues
    23 de janeiro de 2020

    Texto bem escrito, porém me parece que o principal elemento seria a revelação em relação à boneca no final. Por outro lado, pelo menos para mim, já parecia desde o inicio que era disso que a personagem tratava. Acho que o fator “surpresa” acabou não funcionando como deveria. Boa sorte!

  40. Regina Ruth Rincon Caires
    23 de janeiro de 2020

    Maria, Mariquinha, Quinha… Seria isso o pseudônimo? Diminutivo sincopado de Maria?! Tenho uma tia Quinha querida, daí a associação.
    Texto que parece inocente. Sei lá, acho que carrega mais significados do que aparenta. O início cadenciado, “solfejado”, com rima em cada frase, é bem gostoso de ler. Soa como cantiga de roda. Talvez o teor da mensagem seja o início do caminhar pela vida. Não podemos levar tudo e nem todos, há separação, e muitas vezes não temos a graça da escolha. Conviver exige regras. Uma história que pode ser infantil, mas não é necessariamente infantil. Traz reflexão. O texto ficaria mais vistoso após uma leve revisão.
    Parabéns, Quinha!
    Boa sorte no desafio!
    Abraços…

  41. Fabio Monteiro
    23 de janeiro de 2020

    Por incrivel que pareça fiz alusão a boneca logo no inicio do conto. Mas, voce a mascarou bem. Acredito que tiveram pessoas que não imaginavam tal objeto. Texto bom. Boa Sorte.

  42. Claudio Alves
    22 de janeiro de 2020

    Lembrou minhas filhas. E elas ficavam brabas mesmo! Gostei. Boa sorte no desafio.

  43. antoniosbatista
    22 de janeiro de 2020

    Logo que comecei a ler o conto, percebi que não era nada daquilo que eu pensava. A insistência de certas palavras já revelaram que era uma camuflagem.. é um conto infanto/juvenil. Achei muito simples e previsível.

  44. Anderson Góes
    22 de janeiro de 2020

    Um conto fofo e muito bem construído… Inocente e terno!
    Tem seu mistério, mas o desfecho acaba indo para um lado totalmente diferente do que o leitor possa imaginar, uma grande virada!
    Parabéns!

  45. Luciana Merley
    22 de janeiro de 2020

    Olá, Quinha. Confesso que li várias vezes e fiquei bastante confusa com os muitos “elas” de modo a não mais saber de quem você estava falando. No final, entendi que era mesmo a menina, mas ainda assim, do modo vai e vem como foi escrito me causou um desconforto na leitura. A ideia é muito interessante, mas acho que mais simplificado, com menor uso do pronome ficaria mais claro. Um abraço.

  46. Valéria Vianna
    22 de janeiro de 2020

    Você me deu a pista de leitura na seguinte frase: “Estavam até vestidas iguais.” Aí, percebi se tratar de uma boneca. Gosto de texto com viradas. E você soube usá-la. Concordo com Fernanda Caleffi no tocante às frases soltas. No mais, parabéns.

  47. Maria Alice Zocchio
    22 de janeiro de 2020

    Ô moça chata ! A gente pensa tanta coisa e só descobre no final. O texto evolui muito bem para então explicar . Passou emoção e leveza. Gostei.

  48. Sandra Teixeira
    22 de janeiro de 2020

    Adorei! Principalmente porque nos faz refletir nos sentimentos das crianças frente as situações que passam. Não é raro observarmos adultos ignorando-os como se os mesmos não importassem ou mesmo não existissem. Parabéns e boa sorte no desafio.

  49. Fernando Cyrino
    22 de janeiro de 2020

    Ei, Quinha, um conto tão gostoso você me traz. Que legal, você me enganou e gostei disso. Achei que teríamos um final de tragédia (apesar de que essa separação da menina e sua boneca tenha sido terrível). Gostei do uso do braba ao invés da palavra brava usual. Acho, como você, que criança costuma ficar mais braba do que brava também. Pois é, ficou bem legal o efeito que você provocou. Parabéns.

  50. Elisa Ribeiro
    21 de janeiro de 2020

    Interessante seu micro. Na primeira leitura fui sentindo um enjoo enquanto avançava até descobrir que se tratava da birra de uma menina. Você conseguiu representar muito bem essa chatice infantil. Fiz duas releituras, achando o conto melhor a cada vez. A mudança de perspectiva do narrador ficou muito boa. Muito eficiente. Parabéns!

  51. Angelo Rodrigues
    21 de janeiro de 2020

    Caro escritor, conto legal, que se constrói com a intenção de iludir o leitor, levando-o em uma direção para, lá adiante, trazê-lo de volta ao leito do discurso.
    Trabalha bem com o discurso indireto da garota quando diz que ambas queriam ir juntas.
    Ao final, a revelação: era uma menina e sua boneca.
    Gostei do conto.
    Boa sorte no desafio.

  52. Augusto Schroeder Brock
    21 de janeiro de 2020

    Olá!
    O primeiro parágrafo planta na cabeça uma ideia que vai se transformando de algo tenso para inocente. Gostei do seu texto! Parabéns!

  53. Paulo Luís
    21 de janeiro de 2020

    Um conto infantil, do qual não tem que se dizer muito. Leve e delicioso de se ler, nem precisa pensar nada. Tá tudo lá. O singelo, a poesia, a sutileza do desfecho e o zangadamente engraçado.

  54. Vitor De Lerbo
    21 de janeiro de 2020

    Texto leve e singelo. Aborda, de uma certa maneira, a questão da maturidade imposta pela sociedade desde tão cedo – e como somos programados para não gostar de mudanças em nossas rotinas.
    Boa sorte!

  55. Fheluany Nogueira
    21 de janeiro de 2020

    Texto com jeito de letra de música, cadenciado na sonoridade e no desenvolvimento até a virada final. Ritmo leve, divertido. Gostei: ingênuo e cativante. O título é bem sugestivo.

    Parabéns! Boa sorte. Abraço.

  56. Fernanda Caleffi Barbetta
    21 de janeiro de 2020

    Olá, Quinha, o seu microconto trata de algo muito gostoso que é a infância, boa escolha. Foi boa também a ideia de nos enganar com o primeiro parágrafo.Achei que fosse uma mulher adulta brigando com o marido. Algumas sugestões: No trecho inicial: “Não seria hoje nem agora”, não seria melhor agora nem hoje?, do menor para o maior? Braba, zangada e enfezada.são sinônimos, portanto, redundantes, talvez fosse melhor usar outras palavras que exprimam outros sentimentos. NPrincipalmente em um texto curto, toda palavra conta. As frases “Mas nada adiantava” e “Ela não entendia mais nada” pareceram soltas para mim, sem sentido. Entendo que foram usadas na transição entre a primeira ideia, criada no primeiro parágrafo, e a revelação que veio a seguir, mas acho que ficaram confusas, perdidas no contexto. Boa sorte no desafio.

  57. Rodrigo Fernando Salomone
    21 de janeiro de 2020

    Descreveu muito bem uma fase da vida dos pequenos e pequenas que é essa separação das coisas que eles gostam. Texto leve, delicado, muito bonito. Parabéns e boa sorte.

  58. Claudio Alves
    21 de janeiro de 2020

    Vejo essa cena todo o dia. A menina fica é “braba” mesmo, porque quer sua companheirinha. Texto bem escrito. Parabéns!

    • Claudio Alves
      28 de janeiro de 2020

      Esse anônimo sou eu, apanhando do laptop da filha. kkkk

  59. Cilas Medi
    20 de janeiro de 2020

    Um pedaço querido da infância de uma menina, escrito com graça, suavidade e gentileza, mesmo brava e irritadiça. Parabéns e boa sorte!

  60. Fabiano Sorbara
    20 de janeiro de 2020

    Olá, Quinha! Seu micro é bem legal. O desenrolar é gradativo até o ponto de virada, que é simples, mas funciona e mostra a ingenuidade das crianças. Eu só mudaria a palavra braba por brava.
    Desejo boa sorte no desafio. Abraços.

  61. Emanuel Maurin
    20 de janeiro de 2020

    Penso que “braba (aliás não seria brava?). Zangada e enfezada” são três palavras que tem o mesmo significado, bem, isso vai do gosto do autor. Achei legal a narrativa e o desfecho do seu conto. Boa sorte.

    • Quinha
      1 de fevereiro de 2020

      Para uma criança, é uma forma de expressão. A brabeza, o enfezamento e a birra, tudo junto ainda é pouco quando dela é tomada a certeza que tinha do que lhe pertence.
      Brava não me expressaria tão bem quando braba. Na minha terra, quer dizer que ela está muito além da chateação…
      Heheheheheheh
      Obrigada pelo retorno.
      :)))

  62. Jorge Miranda
    20 de janeiro de 2020

    * Percebi que haveria uma… Parabéns pelo conto.

  63. Jorge Miranda
    20 de janeiro de 2020

    Gostei, Quinha! Ao iniciar o texto perdi que haveria uma mudança no desenrolar da história, nada que tire a graça do seu conto. Você nos entregou um texto bem escrito e que funciona muito bem.

  64. Eder Capobianco
    20 de janeiro de 2020

    A metáfora funciona de um jeito engraçado as vezes…………quando se pensa que ela vai apontar para oeste, ela aponta para leste………….este movimento acontece pelo talento do escritor……….a destreza com que ele constrói a narrativa………..parabéns!

  65. Nelson Freiria
    20 de janeiro de 2020

    No terceiro parágrafo, já fica claro do que se trata, tornando o desfecho do último parágrafo um tanto quanto esperado. Mas o texto funciona muito bem como micro conto.
    O título poderia ter sido melhor pensado, já que não passa de uma repetição das 3 primeiras letras do conto. Os três adjetivos consecutivos foram bem escolhidos, pois realmente parecem estar caracterizando uma reação infantil.
    No mais, conseguiu passar sua mensagem.

  66. angst447
    20 de janeiro de 2020

    Também já estava imaginando algo ainda mais triste do que a separação de uma boneca e sua dona. O conto fala de uma nova etapa de vida que requer adaptações nem sempre fáceis. Conseguiu criar um rápido suspense que valorizou seu texto. Boa sorte!

  67. leandrociccarelli2
    20 de janeiro de 2020

    Eu gostei bastante, muito bem construído e o final bem legal. Esse conto é simples, singelo e bem feito. Parabéns e boa sorte!

  68. Luiza Moura
    20 de janeiro de 2020

    Texto simples, mas passa de forma engraçada uma situação vivida por muitas crianças. Gostei! Fiquei tensa no início, mas o final me deixou aliviada.

  69. drshadowshow
    19 de janeiro de 2020

    O conto trata de momentos de crescimento na vida, nos quais devemos deixar para trás muitas das coisas que amamos. Mas não tem jeito. Gostei. Singelo e tocante.

  70. Nilo Paraná
    19 de janeiro de 2020

    Irônico, bem humorado e muito bem escrito. parabéns Quinha. ótimo micro conto.

  71. jetonon
    19 de janeiro de 2020

    O autor não deveria dizer sobre a boneca. Tirou a graça do microconto. Me decepcionou.
    Boa sorte!

    • Quinha
      1 de fevereiro de 2020

      Obrigada pelo retorno.
      🙂

  72. Anorkinda Neide
    19 de janeiro de 2020

    que moça chata!!!
    Muito bonitinho o seu conto.

    • Quinha
      1 de fevereiro de 2020

      No universo infantil os adultos são às vezes bem chatos, né?! Uma hora podemos ter com a gente tudo o que amamos. Em outras, nos tomam as alegrias e isso não faz sentido.
      Foi o que quis dizer.
      A boneca era usa melhor amiga. Por isso a menininha estava brava. E ameaçou ir embora, sair de casa…
      Obrigada pelo carinho ao entender!
      🙂

  73. Anônimo
    19 de janeiro de 2020

    kkkkkk
    Qual o problema de levar boneca para a escolinha? Nem no recreio?! D:
    Gostei da escrita, bem envolvente e carismática.

    • Carolina Langoni
      19 de janeiro de 2020

      Eu de novo.

    • Quinha!!!!
      1 de fevereiro de 2020

      E mão é?! 😉
      Hihihihihihihihi
      Obrigada pelo feedback!

  74. Priscila Pereira
    19 de janeiro de 2020

    Oi, Quinha!
    Já estava imaginando algo trágico e sinistro e me surpreendi com uma menina e sua boneca, ufa!
    Gostei, bonitinho e fofo. Atei visualizei a menina fazendo pirraça.
    Parabéns e boa sorte!

    • Quinha
      1 de fevereiro de 2020

      Obrigada!!! :))))

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Publicado às 19 de janeiro de 2020 por em Microcontos 2020 e marcado .