EntreContos

Detox Literário.

Show Time (Fernanda Babertta)

— Nós vamos matar a Elise — avisa Sarah, assim que a imagem de Lori surge em sua tela.

— O quê? Como assim? — pergunta Lori, franzindo a testa. — Mas ela ainda vai ser um character ativo? 

— Lógico que não, Lori, a restrição continua.

— Mas o enredo já não tava aprovado?

— Não tem nada de errado com o enredo. Você só precisa mudar o final.

— Só mudar o final? — Lori aumenta a voz, e seu tom é de deboche.

— É coisa simples. Troca a parte em que ela consegue fugir do marido por uma empolgante cena de assassinato Os users vão enlouquecer. 

Lori encara a tela sem disfarçar a raiva estampada em seu rosto. 

— Eu não posso matar a Elise. Você sabe que já abri mão de muita coisa. Desta vez eu queria fazer um roteiro sem agressão, traição, essas coisas. E o marido não era para ser um psicopata. 

— Por isso não aceitaram sua primeira sugestão — rebate Sarah, ignorando o olhar de ódio sobre ela. — São ordens lá de cima.  

— Então eu faço novos personagens e a gente deixa a Elise e o Luca para outro roteiro.

— Ficou louca, Lori? A equipe já está trabalhando no design. É só o final. E eles têm pressa.

— Não acredito — Lori resmunga, balançando a cabeça.

— O You Celebrity anunciou um lançamento e queremos disparar o seu antes. Ah, o nome agora é Show Time, e isso tem que aparecer na cena final. Bye.

Quando Sarah some da tela, Lori coloca as mãos sobre o rosto e abaixa a cabeça até encostar a testa sobre a mesa de vidro. Então, a imagem de um garotinho correndo atrás de uma bola surge em sua mente e ela não consegue evitar que seus olhos se encham de lágrimas. Levanta a cabeça e a chacoalha como se quisesse espantar a terrível lembrança. “Você não pode cair de novo, Lori”, pensa, enquanto enxuga o rosto. Inspira fundo e dá novos comandos ao computador:

— Abrir arquivo bad choices versão final.

Num ritmo frenético, Lori dita e deleta frases até concluir o novo desfecho para o seu roteiro. Solta um longo suspiro, fica em pé e, já de costas, dá o último comando:

— Enviar arquivo show time para Sarah Character Alive.

Então, Lori vai até a sala e encontra o marido cochilando no sofá. Senta-se ao lado dele e dá um cutucão em sua perna.

— Hã?

— A Sarah lá da produtora ligou.

— E? — pergunta Dan, coçando os olhos.

— Pediu para alterar o final e matar a Elise, minha melhor personagem.

— Não quer matar não mata. — Dan se ajeita no sofá. — Não é você a roteirista?

— Não é assim, você sabe. Quem manda é a produtora. Quer dizer, os usuários. E os pervertidos só querem acessar os characters assassinos. Quanto mais sangue, melhor. 

— Mas o seu último virtual teve até serial killer. — desafia Dan, enquanto boceja. — Qual é o problema agora? 

Lori o encara, irritada.

— Eu não me importo com os assassinatos nos virtuais. Não é esse o ponto. 

— Hum.

— O problema é que desde o caso da Scene Extreme, tem aquela restrição que impede que personagem que morre no virtual seja acessada. Ou seja, a Elise não vai mais ser um character ativo. 

— Ah, entendi.

— Pra mim isso é bobagem, o cara já devia ser um esquizofrênico. Mas a produtora não se arriscaria. E ela nem conseguiria a licença. 

Lori se levanta e caminha pela sala, gesticulando. Dan tenta acompanhar seus gestos e seu raciocínio. 

— A verdade é que agora nenhuma produtora está matando protagonistas, só secundários. A morte da Elise vai ser um apelo e tanto. 

— Money, baby. — Dan se levanta. — Vamos dormir que tá tarde. — Dá um beijo na testa da esposa e se arrasta escada acima. 

Lori pensa em dizer que não está com sono e sugerir que abram um vinho, mas percebe que Dan não aguentaria a primeira taça. 

Na cama, o sono demora para chegar. As imagens da virtual e a lembrança da criança atravessando a rua atrás de uma bola se revezam na mente de Lori, se repetindo noite adentro. 

 

Quando Show Time fica pronto, Lori recebe em casa um pequeno dispositivo com a versão teste para encarnar Owen Walsh, o marido assassino. Assim que ela coloca o dispositivo na têmpora, seu cérebro começa a receber impulsos que a levam a agir de acordo com o roteiro programado, vivenciando as experiências e sensações da personagem ativa. Apesar de imersa na trama, Lori consegue reconhecer e antever os eventos criados por ela, retornando repetidas vezes, como observador, às cenas onde Elise e Luca compartilham momentos de carinho. Quando finalmente se aproxima do assassinato, Lori hesita e retrocede para a passagem anterior em que, na pele de Owen, ela observa Elise preparando o café da manhã. Ele está à espreita, vigilante, e a esposa não percebe a sua presença. 

Luca, o filho de três anos do casal, entra pela porta lateral e corre na direção da mãe, que logo se agacha para receber seu abraço. 

— Dormiu bem, meu amor? — pergunta, enquanto alisa o rosto da criança. 

O menino faz que sim com a cabeça. 

— Laranja ou maçã? 

— Maçã, mamãe.

Elise coloca o suco em um copo de plástico e o entrega ao filho.

— Vai se sentar. Leva com cuidado! Você quer torrada?

— Quero, duas — responde, enquanto caminha para a mesa.

Owen coloca um falso sorriso no rosto e entra na cozinha, sentando-se ao lado de Luca.

— Quem quer dormir na casa da vovó hoje?

— Eu! — grita o menino, levantando o dedo indicador.

— Não precisa, já falei — diz Elise, com a voz levemente tremida.

— Como não? Temos que comemorar nosso casamento feliz, querida. — Então, ele se vira para a criança. — Você quer dormir na vovó Lucy? 

— Eu quero, eu quero! Posso mamãe? — pergunta, balançando as perninhas.

Elise vai até a mesa, coloca as torradas no prato e se agacha para alcançar os olhinhos azuis de Luca. 

— Claro que pode. Te amo, meu filho.

— Também te amo, mamãe.

Então, Lori dá o comando para sair do virtual:

— Leave.

Após alguns instantes de confusão e desorientação, ela recobra a consciência e leva as mãos ao rosto, tentando sufocar o choro. Abraçando o próprio ventre, ela se contorce na poltrona, num pranto seco, rouco. Quando a compaixão se torna raiva, Lori se sente pronta para vivenciar a cena final. Na pele de Owen, ela entra no quarto e encontra Elise se arrumando para irem jantar.

Show Time! — grita Owen, com os olhos estalados e gestos exagerados, exibindo uma faca na mão direita. Seu coração saltita dentro do peito ao ver o olhar de pavor da esposa, que grita e corre na direção do banheiro. Owen se coloca rapidamente na sua frente, agarra seu braço e a arremessa com violência contra o piso. Aos berros, Elise engatinha, tentando se afastar do marido, mas ele chuta suas costas, fazendo com que ela bata o queixo no chão e comece a sangrar. Ela implora por sua vida, e Owen sente prazer ao ouvir seu desespero. Apoiando os braços no chão, Elise dá impulso para se levantar, mas Owen entrelaça os dedos em seus cabelos e puxa sua cabeça para trás, enquanto firma, com força, o joelho em seu quadril. Ouve-se um estalo, e ela solta um gemido. Owen chega bem perto e a fareja, sentindo o cheiro do medo que exala de seu suor e, com a boca encostada ao seu ouvido, pede silêncio. — Shhh.E sorri, debochado. Elise engole os gritos, mas não os gemidos. Num movimento brusco, ele ergue a cabeça da esposa em um tranco e passa a faca em seu pescoço, de um lado ao outro, de forma lenta e precisa. Ela engasga com o próprio sangue, enquanto seu corpo se debate.

Assim que o virtual acaba, Lori é desconectada, mas, por alguns instantes, sente que ainda segura a faca ensanguentada e comprime, com o joelho, um corpo que se debate, indefeso. Batidas insistentes na porta a trazem de supetão à realidade. Ela olha para as mãos, balança a cabeça e corre para abrir a porta.

— Tá tudo bem? Você não respondia. Por que trancou a porta? — pergunta Dan, visivelmente aflito.

— Não vai começar, eu tô bem, você precisa confiar em mim. — responde, incomodada com o excesso de preocupação do marido. — Eu estava testando o virtual.

Constrangido por sua reação exagerada, Dan se esforça para parecer tranquilo e descontraído.

— E aí, como foi? Não me diga que deu um jeitinho de encarnar a Elise?

Lori fica pensativa por um instante e, então, deixa um sorriso despontar em seus lábios.

— Você me deu uma ideia — fala, estalando os dedos no ar.

— Dei?

— O jeitinho, tem um cara que dá um jeitinho.

— Que cara? Que jeitinho?

— Um hacker. A Jana falou que ele consegue destravar characters.

— Tá louca? E se for perigoso mesmo?

— É só eu sair antes da cena final — diz, com ar de superioridade, dando um tapinha no ombro do marido. 

Dan ameaça expor seus argumentos para persuadi-la a desistir, mas Lori se volta para o computador e ordena que ele faça contato com Jana. 

— Preciso de sua ajuda! — diz, sem rodeios, assim que a imagem da amiga aparece.

— Oi, Lori, boa noite pra você também.

— Aquele hacker. Me passa o contato dele.

— O quê?

— O com nome daquela bala antiga.

— O Jelly Belly?

— Isso. Ou você conhece outro hacker?

— O que você quer com ele?

— Quero que ele destrave uma personagem pra mim.

— Do seu virtual? Tá pronto?

— Tô com a versão teste, quando lançar eu te empresto. Mas me dá logo esse contato.

— Calma. — Silêncio. — Mandei pra sua lista.

— Tchau.

— Espera! Tem a senha.

— Senha?

— Sim, você precisa falar “Eu gosto da azul clara”.

— Hã?

Jana dá o comando para desligar a comunicação, e Lori repete a senha para si mesma para memorizá-la. Então, faz mais um contato. 

Assim que o hacker atende, Lori vê um fundo preto com uma linha azul surgirem em sua tela.

— Senhor Belly? — pergunta, meio atrapalhada, já arrependida de ter se referido a ele daquela maneira estúpida.

— A senha — a linha azul se movimenta.

— É… Eu gosto da… azul clara?

— Quem está falando e como conseguiu meu contato?

— Jana. Não, Lori. Eu sou a Lori. A Jana me deu seu contato — responde, sem certeza se deveria ter inventado um nome fictício também.

— Jana?

— Do Kubo. A Jana do Kubo.

— Ah. O que você quer?  

— Quero que destrave um character.

— Tem o arquivo? Está protegido, licenciado? Se estiver, vai custar bem mais e vai demorar.

— Não. Eu tenho o arquivo teste, aberto, sem proteção — fala, empolgada.  

— Traz aqui amanhã.

— Onde?

A linha azul escreve um endereço na tela, e a comunicação acaba antes que ela pergunte quanto aquele servicinho ilegal vai lhe custar. 

 

No dia seguinte, Lori dirige por quase uma hora antes de estacionar no local indicado. Um portão de madeira se abre assim que ela sai do carro, e ela o atravessa olhando para os lados, como se fosse uma criminosa. Dentro da casa, organizada e bem decorada, o hacker a aguarda, em pé, no meio da sala. Ele é um homem esbelto e bem-vestido, o que causa estranhamento em Lori, que imaginava que o apelido Jelly Belly se referisse não apenas à bala, mas a uma barriga mole e saliente caindo para fora da calça. Após um silêncio constrangedor, eles se sentam frente a frente em uma mesa redonda, e Lori se apressa para expor sua urgente necessidade. Depois, tenta ir mais além:

— Tem jeito de dar liberdade pra personagem? 

— Livre-arbítrio? — Jelly pergunta, soltando uma sonora gargalhada.

Lori fica sem graça.

— Isso não é pra agora. Mas estou trabalhando nisso — responde, retomando sua pose de homem de negócios.

Após chegarem a um acordo, Lori faz uma transferência não identificada que desfalca sua conta além do que ela imaginava. 

 

Na data prometida, Lori recebe o dispositivo em sua casa. Entra no escritório, tranca a porta e inicia a sua experiência na pele de Elise. Pouco antes do fatídico final, Lori vivencia a passagem em que Luca entra na cozinha e corre na direção da mãe, que logo se agacha para receber seu abraço, desejando que o momento se estendesse por mais alguns minutos. 

— Dormiu bem, meu amor? 

O menino faz que sim com a cabeça. 

Elisa olha para a porta e vê o marido os observando com um olhar de reprovação e ódio. Surpreso, Owen recua, se escondendo atrás da parede. Elise fica paralisada, confusa.

— Maçã, mamãe — fala Luca, olhando para a mãe, que mantém os olhos fixos na porta.

Owen volta a espiá-la, agora com um sorriso sarcástico. 

— Leave! — Ela dá o comando para sair do virtual, mas continua na cozinha, em pé ao lado da pia. Abre a gaveta e pega uma faca, a maior que seus dedos trêmulos conseguem tatear. 

— Quero, duas diz o menino, levando um copo imaginário até a mesa.

Owen entra na cozinha com o passo apressado na direção de Elise.

— Leave! Leave!!! — ela grita, desesperada.

— Eu! — diz o menino, levantando o dedo indicador.

Já bem perto da esposa, Owen encosta a boca em seu ouvido:

— Show Time!

Elise tenta cravar a faca na barriga do marido, mas ele a impede, segurando firme em sua mão antes que a lâmina o atinja. 

Na mesa, Luca grita, balançando as perninhas:

— Eu quero, eu quero! Posso mamãe?

Owen se distrai com os gritos do menino, e Elise aproveita para pegar uma das jarras de suco e golpear a cabeça do marido. Ele cai no chão, gemendo.

 Elise avança até a mesa, pega o filho no colo e corre para fora da cozinha.

— Leave! Socorro! Leave!

— Também te amo, mamãe — fala Luca.

Ela sobe as escadas, pulando degraus.

— Leave! 

Ouve os passos apressados indo atrás dela.

— Leave! Pelo amor de Deus! O que aconteceu?Leave!

Entra no escritório e tranca a porta. Seu coração parece que vai sair pela boca. Tentando controlar o tremor das mãos, pega a arma escondida em cima do armário. Fora do escritório, um silêncio assustador. Com o revólver carregado, ela coloca o dedo no gatilho e mira para a porta. Então, olha para trás para ver se o filho está seguro. Não o encontra e começa a chamar por ele, revezando sua atenção na porta e na busca pela criança. De repente, ouve socos na porta e a voz do marido ordenando que ela a abra. Suas mãos estão trêmulas e o suor chega a escorrer pelo rosto. Grita pelo filho, percebendo que a porta está a ponto de ser arrombada. Um forte golpe finalmente a abre. Ela coloca o esposo na mira e atira três vezes, uma bala atinge o tórax e as outras duas, o braço. Ele cai no chão, se contorcendo de dor, e ela avança em sua direção:

— Cadê o Luca. Cadê ele? O que você fez com ele?

— Que Luca? — A voz sai com dificuldade.

— Nosso filho, meu Deus do céu, nosso filho!

O sangue começa a escorrer pela boca e ele quase se engasga para responder:

— Nosso filho morreu, Lori. O Johnny morreu. O que você fez?

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46 comentários em “Show Time (Fernanda Babertta)

  1. Luciana Merley
    17 de setembro de 2019

    Fernanda, amei o conto. É sensível e com um final muito forte. Admiro quem usa o diálogo como estratégia principal de narração, pois acho muito difícil. Confesso que tive que ler 2 vezes para captar a história, mas isso é normal em enredo complexos. E o seu é muito complexo. A única observação é sobre a morte do filho. A compreensão só no final de que ele morreu de verdade, pode ter sido tardia para o texto. Outra coisa é a frieza do Dan em relação ao assunto morte, já que ele também perdera um filho. Mas, concordo com os avaliadores do Entre Contos, você foi uma das campeãs.

    • Fernanda Caleffi Barbetta
      18 de setembro de 2019

      Oi, Lu, muito obrigada pelo seu comentário, tão generoso. É sempre bom saber a opinião do leitor, porque para mim a morte da criança tinha ficado bem clara sem que eu precisasse escrever. Confesso que não valorizei muito mesmo o aprofundamento psicológico das personagens, mas na verdade eu não vejo problema em o Dan ser um homem não expõe seus sentimentos. Obrigada pelas dicas e pela leitura. Bjs

  2. Bruna
    17 de setembro de 2019

    Muito bom. Um suspense bem virtual, ótimo.

    • Fernanda Caleffi Barbetta
      18 de setembro de 2019

      Obrigada por ter lido, Bruna. Que bom que tenha gostado.

  3. Marcos Cestari
    17 de setembro de 2019

    Fernanda, eu achei que o desenvolvimento inicial ficou meio falho e comprometeu o meu entendimento posterior. Pra mim faltou uma maior ambientação e exposição dessa tecnologia que envolve a trama. Não compreendendo ao certo como funcionavam esses personagens virtuais que ela podia ter as sensações, destravar e afins viraram um balaio na minha cabeça. Porém eu acho que resolvido esse começo o resto fluiria muito bem. Parabéns =-0)

    • Fernanda Caleffi Barbetta
      18 de setembro de 2019

      Oi, Marcos, que bom que leu, apesar de seu comentário não ter sido muito bem o que eu gostaria de ler rsrs. Sim, não tenho muita paciência para descrições de ambiente e, com poucas palavras em mãos,, eu acabei sacrificando esta parte. Apesar de acreditar que isso é uma escolha do escritor, que nem todo texto precisa se ater a isso, quando a falta de ambientação atrapalha a compreensão do texto, ela talvez seja um problema. Obrigada.

  4. Renan de Carvalho
    15 de setembro de 2019

    Uma roteirista sente-se chateada ao receber da empresa para qual desenvolve o texto que altere o final e mate a personagem principal. Ao receber o tester ela decidi procurar alguém que possa destravar o uso da personagem que ela gostaria de viver, mas algo dá errado e ela não consegue desativar a realidade virtual.

    Conto muito bom. Um balanço suave de que dá vontade de chegar ao fim se m perceber, e quando se chega gostaria de ir desacelerando para continuar na história. Muito bom! Um abraço.

    • Fernanda Caleffi Barbetta
      18 de setembro de 2019

      Olá, Renan. Que legal saber que curtiu a leitura. Abralo e obrigada.

  5. tikkunolam90
    15 de setembro de 2019

    Resumo: Lori é uma roteirista que trabalha em cima de seus personagens com paixão, mas odeia quando precisa dar um final injusto para eles, seguindo a ordem da produtora. Usando-se de um serviço ilegal, com a ajuda de um hacker, procura reverter a situação em que estava, quando precisava matar uma personagem que gosta.

    Então, terei que ser bem sincero e direto: foi o pior conto que li no certame. E olha que falta só um…

    Você soube escrever bem no tempo do presente, sendo uma escrita mais difícil que a ambientada no passado, mas se perdeu um pouco na pontuação. A narrativa é pouco natural, infelizmente, aproveitando-se pouco das oportunidades de revelar mais fatores importantes do mundo criado.

    O enredo é claro, mas recheado de subtramas que não ajudam a sustentar o conto. Não sabemos exatamente quem é Lori e Dan, sabemos apenas que ela quer salvar uma personagem que criou da produtora em que trabalha. Temos pequenas informações sobre seu passado e presente. Não sabemos do que realmente se trata o programa e como a realidade virtual está presente no cotidiano deles. É tudo tão mal explicado, mal apresentado, mal ambientado; que a leitura remete ao rabisco de uma ideia pouco madura.

    Terminei a leitura com muitas perguntas…

    Um conto, para ser bem sucedido, precisa ter harmonia. Ter uma ambientação sólida, ter personagens bem explorados e desenvolvidos, ter a situação explorada ao máximo enquanto insere informações importantes.

    Talvez seja uma limitação da sua escrita, que não soube lidar com o limite de palavras, imaginou algo que não se encaixou na forma que o desafio tinha. Já fiz isso muitas vezes… Se você está começando a escrever agora (menos de dez anos, bem, é muito pouco tempo para amadurecer realmente a escrita), é normal cometer esses erros. Eu ainda estou na busca do aperfeiçoamento. Algumas vezes acerto o ponto, muitas vezes, infelizmente, não.

    Faz parte da vida, né?

    Mas, assim, não desanime porque uma pessoa não gostou. Alguém com certeza poderá ter uma visão mais positiva. Eu costumo exigir o melhor de mim e dos outros, mesmo ainda não sendo o melhor de mim. Não sei bem se é um defeito, mas não consigo mudar por completo isso. Faz parte de mim.

    Se a escrita faz parte de você, te deixa realizado, continue escrevendo! Eu ainda estou na busca, mesmo com os sopapos que levo sempre. Acho que isso é importante: continuar mesmo levando uma bela banda!

    • Fernanda Caleffi Barbetta
      18 de setembro de 2019

      Estava quase indo buscar a faquinha do bolo pulman após ler “foi o pior conto que li no certame. E olha que falta só um…” Brincadeira rsrs. Obrigada pela leitura e pelo comentário, que, apesar de não muito animador para mim, foi muito respeitoso e interessante. Talvez eu tenha tido uma ideia muito mirabolante para um conto de 2500 palavras, talvez eu não saiba mesmo escrever.FC… mas não desistirei, não. Obrigada e abraço.

  6. Thiago Barba
    15 de setembro de 2019

    Roteirista de uma realidade virtual, é comandada pela produção, matar sua personagem que ela tem forte apego. Decidida a não se desfazer da personagem, procura um hacker para poder destravar a personagem. Ao final, achando que está na realidade virtual, atira em seu marido na vida real.

    Tem uma escrita simples, mas que é superada por uma ótima história, gostei muito da finalização. Acredito que o ritmo do texto também está bom, os acontecimentos foram se desenrolando de maneira agradável e não tenho, realmente muito o que falar do texto. Pelo meu gosto pessoal, gosto de linguagens e técnicas um pouco mais rebuscadas, portanto neste quesito deixou um pouco a desejar para mim, as também não vi nada de errado na maneira de escrita, acredito inclusive, que a estética da linguagem veio bem a calhar com a história e tema.

    • Fernanda Caleffi Barbetta
      18 de setembro de 2019

      Olá Thiago, muito obrigada pelo comentário. Minha escrita é simples mesmo, é o que consigo fazer. Mas vou me esforçar para conseguir escrever tb algo mais rebuscado num futuro. Obrigada pela dica.

  7. Leo Jardim
    15 de setembro de 2019

    🗒 Resumo: Lori é roteirista de um jogo de realidade virtual. Ela escreve uma história e tem que alterá-la para introduzir o assassinato da personagem principal no fim. Ela consegue, com um hacker, destravar a personagem assassinada, mas algo dá muito errado e ela fica presa no jogo. Confundindo real e virtual, acaba atirando no próprio marido.

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): a ideia é boa e a reviravolta no fim é bastante inteligente. Acho, porém, que o desenvolvimento poderia ter sido um pouco mais apurado para melhorar o impacto do fim.

    Por exemplo:

    ▪ Trabalhar melhor o trauma de perder um filho.

    ▪ Trabalhar melhor a relação do casal e a repercussão da perda do filho na vida deles…

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): os estrangeirismos ficaram meio estranhos, meio forçados… Além disso, a narrativa no presente deu um jeitão de roteiro. Funcionou bem na parte em itálico e não tão bem na vida real. Aliás, o itálico acabou ajudando na compreensão do fim, foi um recurso bem utilizado.

    Afora esses pontos, é uma boa técnica.

    ▪ Troca a parte em que ela consegue fugir do marido por uma empolgante cena de assassinato *ponto* Os users vão enlouquecer

    🎯 Tema (⭐⭐): FC [✔]

    💡 Criatividade (⭐⭐🔸): apesar de não ser um mote totalmente criativo (vários outros contos vieram com essa de realidade virtual), mas está bem longe de ser clichê. Não achei suficiente para três estrelas, mas também é injusto ganhar apenas duas, por isso considere que ganhou 2,5 estrelas 🙂

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫): o impacto no fim é muito bom! Tão bom que poderia ser melhor aproveitado se o desenvolvimento tivesse mais foco emotivo. Eu não entrei tanto na mente da protagonista para entender as ações que ela tomou. Eu entendi, mas não senti.

    • Fernanda Caleffi Barbetta
      18 de setembro de 2019

      Oi, Leo. Nossa, vou conseguir aproveitar muitas dicas deste seu comentário. Talvez eu tenha deixado o desenvolvimento psicológico das personagens um pouco de lado na ânsia de fazer caber minha ideia em 2500 palavras…Obrigada pelas dicas.

  8. Amanda Gomez
    14 de setembro de 2019

    Resumo 📝 A história de uma programadora de jogo que está criando seu mais novo suporte e fica contrariada quando a empresa em que trabalha quer que ela mude alguns conceitos entre ele a morte da protagonista. Inconformada ela procura um hacker pra colocar uma brecha no jogo. Ao experimentar o jogo hackeado ela perde a noção de realidade e uma tragédia acontece.

    Enredo🧐 Primeiramente eu espero ter entendido a história, que seja mais ou menos isso no resumo, tenho a impressão que deixei algo passar. O conto tem um começo muito bom, instigante, bem escrito, a personagem cativa de imediato… As cenas do jogo em ação são muito bem feitas, deu pra sentir o desespero da personagem, tanto como gamer quanto o “avatar.” A cena com o Hacker foi um tanto sobressalente, quebrou um pouco o ritmo e ele não teve uma importância muito definida na história. O final eu entendi que ela ficou muito abalada com a história do próprio jogo por ele de algum modo de autoral, ela atirar no marido foi uma surpresa, embora não tenha sido a opção mais interessante.

    Gostei 😁👍 Gostei muito das cenas do jogo, ficou muito bom o suspense.

    Não gostei🙄👎 Acho que foi abrupta a cena final. Mas nada de muito sério, só perdeu um pouco do pique do início.

    Impacto (😕😐😯😲🤩)😲 O texto me surpreendeu em vários pontos, as cenas causaram emoções. Fiquei com vontade de ler mais.

    Tema (🤦🤷🙋) 🙋Adequado.

    Destaque📌 “Após alguns instantes de confusão e desorientação, ela recobra a consciência e leva as mãos ao rosto, tentando sufocar o choro. Abraçando o próprio ventre, ela se contorce na poltrona, num pranto seco, rouco. Quando a compaixão se torna raiva, Lori se sente pronta para vivenciar a cena final.”

    Conclusão ( 😒🤔🙂😃😍) =😃 Um conto bem pensado e executado, entretém e tem boas doses de emoção.

    Parabéns!

    • Fernanda Caleffi Barbetta
      18 de setembro de 2019

      Oi, Amanda. Que bom ler o seu comentário e saber que gostou do meu conto. O seu está espetacular. Muito obrigada.

  9. Gustavo Azure
    14 de setembro de 2019

    RESUMO
    A roteirista de um algum tipo de série fica apegada a um personagem que a produtora insistiu que deveria morrer, pois as pessoas gostavam disso. Entretanto, ao bular as regras, algo ruim ocorre com o marido da roteirista.

    CONSIDERAÇÕES
    A protagonista é uma personagem interessante, mas os outros personagens parecem estar na história apenas para ajudá-la a matar seu marido no final; o próprio marido parece ter sido criado somente para morrer.
    A modalidade de “assistir” mostrada no conto é extramente interessante, embora pudesse ter sido mais bem utilizado na trama para ir além da tragédia, e o ambiente é bem descrito.
    A trama se mostra meio óbvia, pois quando se trata de realidade virtual dois fins são comuns: ficar preso nela, matar alguém na realidade. No conto tem (quase) ambas. Embora tenha sido criado um artifício bem interessante no âmbito social, a narrativa se limitou a um lugar comum.
    O conto apresenta um ritmo bom, sem parecer lento demais ou rápido demais.
    NOTA 3,9

    • Fernanda Caleffi Barbetta
      18 de setembro de 2019

      Olá, Gustavo. Agradeço seu comentário e levarei sua dica sobre a atenção aos demais personagens em consideração. Obrigada

  10. Elisabeth Lorena
    12 de setembro de 2019

    Show Time (Ludwig van Beethoven)
    Conto. Ficção Científica.
    Resumo
    Uma atribulada roteirista de conteúdo virtual entra em conflito com a produtora sobre a possibilidade de matar uma de suas personagens e descobre que não é lenda urbana o aviso que alerta que usar software pirata pode causar danos irreparáveis.

    Comentário
    Estrutura: Imprecisa, apesar disso, funciona bem. A Introdução apresenta o problema gerador do conflito, mas peca em não dar pistas sobre a condição psiquiátrica/psicológica da personagem principal.
    O Conflito se fixa na busca em manter uma personagem de trama virtual como caractere ativo e faz com que a personagem busque solução não usual, contratando para isso um hacker para manipular um arquivo. A narrativa, feita excessivamente de diálogos, faz com que o texto se desenvolva lentamente, perdendo o pique.
    A personagem começa a ser definida depois que a apresentação do conflito é apresentada. As sugestões sobre o seu estado começam aparecer na primeira vez em que ela acessa o final não desejado. Dan, o marido demonstra preocupação com seu estado: “Tá tudo bem? Você não respondia. Por que trancou a porta? — pergunta Dan, visivelmente aflito.”; Lori oprime os cuidados do marido: “Constrangido por sua reação exagerada, Dan se esforça para parecer tranquilo e descontraído”; ela se conecta com sua dor para assistir o final do episódio; ela se mostra ainda envolvida com o bem estar do caractere e tem a ideia de procurar ajuda ilegal e de novo Dan se preocupa com ela, agora pensando nas consequências da interferência do hacker. O Clímax e Desfecho estão muito próximos, embora não comprometa o final da narrativa.
    As Personagens Reais são nitidamente diferentes das virtuais, que funcionam como secundárias, e o espaço, a princípio, é mostrado como diferente e acessível apenas pelo comando – fato que muda depois, quando Lori perde sua capacidade de enfrentar a realidade, por causa de sua paranóia.
    A apresentação da redatora-escritora-autora começa ser delineada quando o narrador nos mostra o apego excessivo dela ao trabalho, informações vagas sobre sua psique aparecem nos flashback que surgem em seus momentos de aperto, sendo notadas no parágrafo que trata do conflito. A Linguagem não apresenta grandes surpresas, embora esteja falando de algo relativamente novo, não foi criado nenhum novo vocábulo ou feito alguma mudança de sentido de tornar a narrativa crível. E saliento aqui que isso não foi um erro.
    Quanto ao Foco Narrativo, o narrador é onisciente, mas prefere contar a história utilizando o discurso direto de cada personagem. Apesar de conhecer os pensamentos da personagem não usa desse saber para ampliar o enredo, mantém a narrativa na rédea curta, dando ao leitor apenas o mínimo possível para criar identificação.
    Em relação ao espaço, ele pode ser caracterizado como ambiente fantástico, mesmo tendo um momento em que brinque com a realidade ao falar da bala que dá nome ao hacker – produto que eu desconhecia mas que estava vendendo nos comerciais do Entrecontos. O tempo é histórico, acontece no nosso mundo, vide informação no quesito anterior sobre produto real, porém retrata um futuro próximo – e assustador. Os problemas de usuário/leitor/produtor interferindo em “obra aberta” continuam e ainda existe uma vontade superior que investe na “sociedade de espetáculo (Llosa)” dando “o circo” desejado para, provavelmente, continuar se nutrindo dos incautos.
    O Desfecho é doloroso. A mulher acessa o final pela perspectiva de Luci, a personagem, tenta sair do programa sem sucesso, porque o lado sombrio de Lori vem à tona e faz com que a mistura de realidade e virtualidade sejam condensadas em uma verdade só e ela acaba por matar o marido real e não o personagem de sua ficção.
    Só depois que o marido, já morrendo, informa que eles não têm mais o filho: “Nosso filho morreu, Lori. O Johnny morreu. (…)” é que a narrativa faz sentido e as informações esparsas se encontrem e se fecham. A parte final das palavras do moribundo processam o motivo de ela ter problemas para dormir em determinada noite: “As imagens da virtual e a lembrança da criança atravessando a rua atrás de uma bola se revezam na mente de Lori, se repetindo noite adentro.” e mais para a frente sofrer, “Abraçando o próprio ventre, ela se contorce na poltrona, num pranto seco, rouco” antes de assistir ao final da trama a cena assassina. Aqui fica óbvio que ela se culpa pela perda do filho, tanto que tem compaixão por si mesma – fato que o narrador omite ao não acrescentar o prefixo “auto” antes da palavra compaixão. Um acerto enorme do autor de Show Time.
    Aqui vale verificar algumas possibilidades sobre a existência de uma Paranóia: incapacidade de diferenciar realidade de imaginário; distúrbio do sono; rompante desejo-necessidade de afeto e consequente negação: “Lori pensa em dizer que não está com sono e sugerir que abram um vinho, mas percebe que Dan não aguentaria a primeira taça (.)”; sensibilidade emocional exacerbada e mudança de humor; convívio social restrito – todo o contato externo, menos a visita ao hacker/empresário. O contato com o marido é sempre de choques e a única vez em que se dirige a ele é para falar de sua “obsessão”; sentimento de onipotência – ela usa de artifícios – contrata o serviço do hacker – para conseguir valer sua vontade sobre a personagem criada por ela e, por último, não reconhece sua limitação: o poder de criação dela esbarra na idéia de produto-lucro de outro, logo não tem a autonomia que ela acredita ter: “— Por isso não aceitaram sua primeira sugestão — rebate Sarah, ignorando o olhar de ódio sobre ela. — São ordens lá de cima”.
    A produtora é a cópia fiel de alguns editores e revisores do mercado editorial, sua fala, ao conversarem sobre o enredo, os retrata bem: “— Não tem nada de errado com o enredo. Você só precisa mudar o final.” Para esses seres mudar o final não interfere no enredo. Sempre me pergunto o que eles leram na vida para chegarem à essa conclusão!
    A título de moral da história, a desorientação psicológica de Lori; sua inabilidade de transitar entre mundo concreto e virtual; sua incapacidade de gerir seus conflitos internos; a pouca atenção que dava às preocupações do marido tornaram realizável a dúvida profética de Dan: “Tá louca? E se for perigoso mesmo?”. E era perigoso mesmo, ou melhor, foi e ele acabou sendo vítima da ansiedade-loucura da mulher. Por aproximação também é válido lembrar que muitos fatalistas contrários ao desenvolvimento das ciências da computação desde os Anos Noventa profetizam um destino desastroso para o mundo da informática. Para eles o uso das tecnologias estão destruindo a humanidade e o planeta. Mas o homem está se destruindo desde que inventou a roda, como diria minha avó Eulina. Então, segue a trama e faz a costura final: O Conto é bom e eu acabei melhorando a nota dele depois de analisar.

    *Aqui vai uma dica para outros desafios e trabalhos: trabalhar um pouco mais os pontos altos e aprimorar a narrativa no sentido de mostrar melhor a índole e a psique da personagem, para ela ser mais acessível à compreensão – o leitor precisa amar ou odiar a personagem sob foco. Lori não consegue segurar nossa atenção em uma única leitura…

    • Fernanda Caleffi Barbetta
      18 de setembro de 2019

      Elisabeth, nossa, que cuidado e atenção. Vou ler e reler várias vezes para aproveitar seu comentário ao máximo. Muito obrigada.

  11. Elisa Ribeiro
    12 de setembro de 2019

    Destaco aqui a competência em fazer essa história complexa caber de forma inteligível no limite de palavras aqui do desafio. E, veja bem, li seu conto morrendo de sono e já deitada. Ótima técnica. Bons diálogos e cenas de ação empolgantes escritas com maestria.

    Não diria que o enredo de confusão de vida real com joguinhos virtuais seja lá dos mais criativos. Mesmo sem ser muito fã de FC, já vi algumas histórias que exploram esse tema. O que eu achei mais inovador no seu enredo foi o conflito da Lori/Elise (se é que entendi mesmo o conto). Isso de Lori ter perdido o filho e se angustiar com a hipótese de o filho da Elise virtual perder a mãe, achei muito inteligente. Infelizmente, porém, pareceu-me que a exploração desse conflito restou meio ofuscada pela ênfase na ação, talvez, ou prejudicada pelo limite de palavras.

    Finalizo dizendo que gostei bastante do seu conto. Teria minha nota máxima e talvez um bônus de melhor técnica.

    Abraço.

    • Fernanda Caleffi Barbetta
      18 de setembro de 2019

      Oi, Elisa. Sim, eu queria mesmo contar a história com ação e fazer com que ela coubesse no espaço, o que me fez sacrificar os conflitos psicológicos… cobre-se a cabeça e deixa-se os pés de fora. É a vida. Mas acho que gostou. Obrigada

  12. Carolina Pires
    12 de setembro de 2019

    Resumo: Uma roteirista se vê obrigada a matar uma personagem de sua história devido à exigência da produtora. Ao contrário de um livro ou novela, a plataforma parece permitir que o usuário ocupe o lugar do personagem dentro da história. Lori não vê outra saída do que contratar um hacker para alterar o código e dar liberdade à personagem. No programa teste, Lori fica temporariamente presa no programa e não se dá conta quando sai dele, assassinando o marido na vida real, pensando ser o assassino de sua personagem.

    Eu achei o conto um pouco confuso, talvez pelo limite de palavras e a necessidade de discorrer sobre todos os eventos e ações dos personagens. Mas eu não posso deixar de falar que o enredo, a história, é muito interessante! Muito criativa, diferente, pareceu um episódio de “Black Mirror”.

    Novamente essa coisa de criação de personagens, a possibilidade de se colocar no lugar deles (nós que escrevemos sabemos muito bem disso) dá um ar bem curioso e interessante ao seu conto. Parece que a autora projetou na personagem principal a sua própria vida, na felicidade que seria se não tivesse perdido seu filho. A tragédia no final me deixou triste, de verdade. Acho que me apeguei mais ao marido dela do que na Lori, personagem principal.

    Achei bem legal a forma como você passou do evento ‘imaginário” para a vida real de Lori: utilização da letra em itálico. Isso facilitou com que eu percebesse logo quando ela saiu do programa teste e voltou para vida real. Ali mesmo eu pensei: vai dar merda! (rsrsrsrs)

    Realmente, bem interessante seu conto. Gostei muito. Parabéns!

    • Fernanda Caleffi Barbetta
      18 de setembro de 2019

      Oi, Carolina, que bom que gostou do meu conto, apesar das falhas apontadas. Eu agradeço seu comentário cuidadoso. Abraço.

  13. Estela Goulart
    11 de setembro de 2019

    Lori é uma roteirista casada que perdeu o filho. Numa conversa com Jana, decide entrar no próprio jogo e tentar destravar.

    Ficou bem confusa algumas explicações. Você poderia ter dado mais ênfase nisso. Acho que o leitor só entende a parte da mistura da realidade e do virtual. Bem, não sei ao certo sua intenção na escrita desse conto, mas está dentro do desafio de ficção científica. Apenas podia ter deixado mais claro, e lembro que essa é só a minha opinião. Você escreve bem, mas é um conto mediano.

    • Fernanda Caleffi Barbetta
      18 de setembro de 2019

      Oi, Estela. Agradeço sua leitura e comentário. Realmente é um texto complicado e talvez eu não tenha explicado tudo tão claramente, mas os leitores estão convidados a preencher as lacunas, sempre. Obrigada.

  14. Luis Guilherme Banzi Florido
    10 de setembro de 2019

    Boa tarde, amigo. Tudo bem?

    Conto número 51 (estou lendo em ordem de postagem)
    Pra começar, devo dizer que não sei ainda quais contos devo ler, mas como quer ler todos, dessa vez, vou comentar todos do mesmo modo, como se fossem do meu grupo de leitura.

    Vamos lá:

    Resumo: mulher trabalha desenvolvendo histórias para uma espécie de contador de histórias em primeira pessoa – em VR. Não aceitando a ideia de deixar sua protagonista morrer, procura um hacker, que a permite controlar a protagonista. Incapaz de discernir realidade de ilusão, acaba matando o marido da vida real.

    Comentário:

    Um conto muito interessante! Gostei!

    A história começa um pouco confusa, e demorei um pouco pra me localizar. Porém, logo comecei a entender a situação. Sua ideia de FC para o conto foi muito interessante: um aparelho de realidade virtual, em que o espectador assiste, em primeira pessoa, a história, pelo ponto de vista de um dos personagens.

    A principio, achei um pouco forçada a ideia de que não fosse possível vivenciar a história do ponto de vista de alguém que morre. Parecia só algo que você teve que inventar pra não deixar buraco na história. Mas, pensando bem, podia ser traumático vivenciar alguém morrendo, mesmo. Faz sentido.

    Por outro lado, isso meio que serviria de spoiler, né? Tipo, não poder vivenciar um personagem seria um sinal de que ele morre, e vice-versa. Você chegou a pensar nisso?

    De qualquer forma, a história se desenrola super bem e interessante, especialmente na segunda metade.

    Em alguns momentos, achei que você usou diálogos longos demais, e um pouco robóticos. Nada que chegue a atrapalhar a narrativa, já que li o conto todo com bastante interesse. Mas talvez fosse legal repensar um pouco e condensar os diálogos. Claro que isso é só opinião.

    A escrita é boa, apesar de alguns errinhos de pontuação ou revisão, ao longo do conto. Nada comprometedor.

    Por fim, o desfecho é a cereja no bolo. Gostei muito! Ficou muito legal a forma como você confundiu o leitor entre realidade e ficção. Eu meio que tive um palpite de que isso aconteceria quando a letra mudou de itálico pra normal. Ali, uma luz se acendeu na minha cabeça, e previ que algo assim aconteceria. Ainda assim, o impacto final foi muito bom.

    Fiquei com pena do marido.

    No fim, a cena de fundo, da perda do filho, acabou servindo muito bem ao enredo. Você construiu muito bem o sofrimento da protagonista pela perda do filho, se manifestando como a recusa em “perder a personagem”. Tipo, a perda da personagem remetendo à perda do filho. Isso foi bem criado, e no fim, teve uma grande importância ao enredo.

    A última frase, porém, o lamento do marido, achei que soou um pouco mecânico. Não imagino aquela frase vindo de alguém morrendo. Poderia ser algo mais curto, mais lamentoso ou algo assim. Novamente, isso não atrapalha, o desfecho continua sendo ótimo, é só um apontamento que faço.

    De qualquer forma, gostei! Parabéns e boa sorte!

    • Fernanda Caleffi Barbetta
      18 de setembro de 2019

      Olá, Luis. Fico contente que tenha gostado do conto, apesar das falhas apontadas. Sua opinião é importante para mim. Vou levar em conta suas dicas. Abraço.

  15. Fernando Cyrino
    9 de setembro de 2019

    Em um tempo futuro uma roteirista recebe ordens para matar uma personagem a qual se afeiçoara e ao seu filho. A questão é que ela termina por misturar a sua vida pessoal com a vida dos personagens criados. Essa confusão termina por fazer com que, ao final da história, ela fique embaraçada, misturando aquilo que é real e a virtualidade no seu trabalho, o que faz com que provoque uma tremenda tragédia, assassinando seu marido. Um conto extremamente bem escrito, uma história instigante, um enredo bastante bem elaborado. Parabéns, você me envolveu com a sua narrativa intensa. Está tudo muito legal e veja que sinto dificuldades em me envolver com ficção científica. Grande abraço, Fernando.

    • Fernanda Caleffi Barbetta
      18 de setembro de 2019

      Oi, xará, que legal o seu comentário, bastante animador. Muito obrigada.

  16. Evandro Furtado
    7 de setembro de 2019

    A história de uma criadora de jogos extremamente apegada às suas personagens. Buscando proteger uma delas, ela procura um hacker pra criar um bug no jogo. Isso faz com que a experiência virtual saia de controle, provocando problemas maiores na vida real.

    O grande ponto positivo do conto é a formo como o(a) autor(a) administra o suspense. As descrições são precisas e geram um incômodo no leitor. Tudo é muito bem cadenciado de forma a deixar a sensação de claustrofobia em quem lê.

    • Fernanda Caleffi Barbetta
      18 de setembro de 2019

      Oi, Evandro, muito bom saber a opinião do leitor, principalmente quando é algo positivo rsrs. Muito obrigada.

  17. Paulo Luís
    4 de setembro de 2019

    Olá, Ludwig Van Beethoven , boa sorte no desafio. Eis minhas impressões sobre seu conto.

    Resumo: Roteirista discute com diretor (Produtor?) mudança de cena final de certo filme, (seriado?) em que trabalha para que final se adéque a gosto do usuário. Quando busca a ajuda de uma hacker para finalizar seu enredo final.

    Gramática: Nada perceptível de erro gramatical. Entretanto os termos em inglês atrapalham um pouco a fluidez da leitura.

    Comentário crítico: O enredo trata de uma ficção em um futuro não tão longe dos nossos dias, onde roteiro de um programa virtual é interativo com os usuários, compartilhamento este que irrita o roteirista. Junto com programa computadorizado interage com certo dispositivo e recria um novo final. Quando passa a vivenciar virtualmente através de circuitos o provável final do programa, que enfim, a trama entrelaça a personagem com a roteirista e o enredo do programa. Chegando a tornar nebuloso o entendimento real da trama. É um enredo um tanto complexo ao misturar realidade virtual com ficção e realidade, mas bem interessante a ideia como conto de ficção científica, acredito que faltou um pouco mais de aprimoramento do argumento em si. Se o autor trabalhar com um pouco mais de tempo e empenho poderá melhorar muito esse tema.

    • Fernanda Caleffi Barbetta
      18 de setembro de 2019

      Olá, Paulo. Obrigada pelo comentário. Quem sabe eu ainda não pego novamente este conto e o amplio e o melhoro, conforme sua sugestão… obrigada

  18. Antonio Stegues Batista
    19 de agosto de 2019

    SHOW TIME

    Resumo;

    Roteirista de jogos virtuais, sofre com a perda do filho morto. Ela precisa dar continuidade a um roteiro, mas acaba confundindo ficção com realidade e tenta matar o marido.

    Comentário:

    Achei um bom argumento, diferente do que já li e assisti sobre realidade virtual. A história não é fantástica de boa, apenas boa, mas gostei da escrita, dos diálogos. Pelos termos técnico, se percebe o conhecimento do autor sobre o assunto. Foi uma boa ideia, muito bem construída. Não percebi falhas. O final é um pouco confuso, não se sabe se é o roteiro ou realidade, mas notei que é realidade, quando o marido chama a esposa de Lori e não, Elisa.

    • Fernanda Caleffi Barbetta
      18 de setembro de 2019

      Oi, Antônio. Muito obrigada pelas suas impresões sobre meu conto. O final eu dei até uma ajudinha com a utilização do itálico.. mas vc entendeu sim, é isso mesmo. Obrigada.

  19. Show Time

    Lori é uma roteirista de uma produção virtual. O conto começa quando Sarah, sua superior, informa que ela deverá mudar o fim da história e matar a personagem Elise. Lori fica contrariada, mas, como informa Sarah, os users adoram finais com assassinatos. Imagens de um garoto correndo atrás da bola assombram Lori. Ela refaz o final, mas compartilha sua contrariedade com o marido. Lori recebe o dispositivo para vivenciar a versão teste da história, participa da morte da personagem Elise. Então, ela procura um hacker para desbloquear a personagem morta. Contrata o serviço e entra na simulação. Algo, porém, sai errado. O dispositivo não aceita seus comandos para sair da simulação. Ela vê o potencial assassinato ocorrer, mas atira no marido. Ela grita pelo filho e vê que diante de si não está o marido da personagem Elise, mas o seu, Dan, que a lembra que Johnny, filho deles, morreu.

    História bem escrita. Beethoven optou por um conto de ficção científica, que foi a minoria na Série A. É curioso como o tema da confusão entre vida virtual e a real tem aparecido nas FCs do Entrecontos. Indica, obviamente, que esse é um perigo que, no presente, estamos projetando para o futuro. Possivelmente, por percebermos que esse dilema já está em progresso. A história, em si, não é muito cativante. O desenvolvimento dos personagens não é bem explorado. Fica, também, um pouco vago a razão de ser tão ruim a morte de uma personagem fictícia. É possível que, sem o limite de palavras do certame, a história fosse melhor explorada. Escrever um conto de FC é um desafio, é difícil apresentar um ambiente, personagens e, ainda por cima, desenvolver um climax na narrativa. Beethoven parece ser um escritor habilidoso, mas essas dificuldades acabaram deixando a história um pouco truncada.

    Originalidade: 4
    Domínio da escrita: 5
    Adequação ao tema: 5
    Narrativa: 4
    Desenvolvimento de personagens: 4
    Enredo: 4

    Total: 4,3

    • Fernanda Caleffi Barbetta
      18 de setembro de 2019

      Oi, Fernando. Obrigada pelo comentário. Realmente escrever FC não é facil e eu pequei em varios aspectos, mas tentarei melhorar. Agradeço suas dicas.

  20. Gustavo Araujo
    16 de agosto de 2019

    Resumo: Lori é uma roteirista de histórias virtuais que, diante da imposição de sua editora, vê-se obrigada a matar uma de suas personagens — assassinada pelo marido. Irresignada, pois quer dar à personagem outro destino, procura um hacker para que ele a ajude a mantê-la viva, à revelia das ordens que recebera. No final, essa atitude acaba fazendo com que o virtual e o real se confundam e Lori termina assassinando seu próprio marido.

    Impressões: repleto de diálogos, este é um conto aparentemente simples, mas que guarda nas entrelinhas uma carga complexa bastante interessante. Lori, a protagonista, é casada com Dan e teve seu filho morto há algum tempo; como a vida segue, dedica-se a roteirizar histórias para um mundo virtual, em que o “leitor” pode se inserir no universo criado sob a pele de algum dos personagens. Eis que vem a ordem da editora, para que Lori dê cabo de Elise, sua personagem favorita. A ordem é para que Lori roteirize o assassinato de maneira clichê, executado pelo marido psicopata. Lori não quer fazer isso e, sorrateiramente, contrata um hacker para burlar a ordem. Algo dá errado porque quando ela acessa o mundo virtual, na pele de Elise, e tenta matar o marido psicopata, acaba se confundindo e, na realidade, mata Dan.

    Creio que foi uma boa sacada essa mistura, ainda que não se trate de algo novo (o que é novo, afinal?). A ideia foi bem trabalhada e bem executada, explorando com virtuosismo o trauma psicológico relativo à perda do filho. Elise não deixava de ser um alter ego de Lori, a meu ver, daí a insistência para mantê-la viva. Ou seja, ao menos no mundo virtual, na pele de Elisa, ela poderia ser feliz, com marido e filho. Mas então veio a ordem do escalão superior e ela, Lori, viu-se compelida a encontrar uma alternativa. Claro, não tinha como dar certo.

    O final do conto é muito bom, com um suspense crescente daqueles que fazem o leitor grudar na cadeira. Li num fôlego só, querendo saber, afinal, se Lori escaparia, ou se o marido a pegaria – mais ou menos como o final de “O Iluminado”. O fato de ter sido Dan a morrer foi uma ótima saída para encerrar o conto, aproveitando bem — como poucos aliás — o limite imposto pelas regras do certame.

    Enfim, uma trama bem montada e bem desenvolvida. Uma ótima ideia de sci-fi. Parabenizo o(a) autor(a) pelo trabalho e desejo boa sorte no desafio.

    • Fernanda Caleffi Barbetta
      18 de setembro de 2019

      Puxa chefe-mor, o que dizer de um comentário deste vindo de vc? Obrigada, muito obrigada. é um incentivo para que eu continue aprendendo. Obrigada.

  21. Pedro Paulo
    15 de agosto de 2019

    RESUMO: Lori trabalha na produção de jogos eletrônicos de simulação e recebeu a notícia ruim de que seria obrigada a mudar o fim do roteiro que escrevera para atender ao grande público. Indignada, decide contatar um hacker para burlar a regra de perder a jogabilidade da personagem que criara com tanto afeto. O truque, no entanto, acaba diluindo sua percepção da realidade e, tentando evitar a virtualidade do jogo, arruína a própria realidade.

    COMENTÁRIO: Acredito que o autor tenha gasto muito tempo com explicações, ainda que não diretas. O diálogo inicial, por exemplo, poderia ter sido substituído por menções à situação em uma conversa com marido, na qual teríamos chance de ver com maior profundidade o relacionamento entre Lori e o Marido e, quem sabe, aí descobrir sobre o filho falecido. Apesar de ter sido uma surpresa, a morte do filho pareceu também aleatório, como se fosse uma tentativa de associar jogo e realidade, mas sem o impacto por não ter havido nenhuma construção preexistente.

    Desse modo, o encontro com o hacker e o diálogo inicial foram cenas um tanto vazias, porque o único incremento ao enredo foi colocá-lo para frente. A história poderia ter focado no relacionamento entre marido e esposa, no qual o final é decisivo e também se trata de algo que fica presente durante toda a história. A premissa não é novidade, mas acredito que poderia ter sido mais envolvente, essa confusão entre virtual e real. Deveríamos saber mais sobre o real da personagem, pois o que parecia era apenas uma criadora tentando a todo custo salvaguardar sua criação, o motivo desconhecido e o leitor não cativado a querer conhecê-lo.

    Boa sorte!

    • Fernanda Caleffi Barbetta
      18 de setembro de 2019

      Oi, Pedro, que pena que tenha apontado tantos problemas no meu conto… mas críticas respeitosas são bem-vindas. Eu optei realmente pela trama e não pelas personagens…há quem diga que eu tenha explicado pouco, vc achou que expliquei demais… realmente escrever é sempre uma luta inglória. Abraço.

  22. Contra-analógico
    13 de agosto de 2019

    Sinopse: Lori é uma roteirista de simuladores virtuais, equipamentos que promovem projeções em primeira pessoa de personagens com um roteiro pré-determinado. É nesse novo simulador que Lori escreve a história de um feminicídio, mais pela pressão da produtora do que de alguma vontade sua. Entretanto, ela condena o fato de que uma mulher tenha que morrer para divertir os usuários. Então decide burlar o programa contratando um hacker. O que ela não esperava era que as coisas fugissem do seu controle.

    Comentário: Sem sombra de dúvidas esse foi o melhor conto. Reconheço um campeão quando vejo um! O conto mescla cyberpunk e terror psicológico, gosto de ambos os gêneros e saber que o autor conseguiu unir os dois de forma tão magistral me agradou e muito. O conto tem a melhor reviravolta de enredo, dinâmico e perturbador em toda a sua desenvoltura. Que o autor o publique em alguma antologia quando lhe for possível e divida esse trabalho com os leitores. Meus parabéns! Recomendo um estudo de quando deve-se colocar maiúsculas em diálogos.

    Notas de Contra-analógico:
    – A Bruxa: 1,0
    – A Hora Certa de Dizer “Eu te Amo”: 4,5
    – A Obradora e a Onça: 3,5
    – Às Cegas: 3,8
    – As Lobas do Homem: 3,0
    – De Forma Natural: 2,0
    – Espectros da Salvação: 3,5
    – Folhas de Outono: 2,0
    – Humanidade: 4,0
    – Love in the Afternoon: 3,0
    – Neo: 2,5
    – O Buquê Jamais Recebido: 2,5
    – O Dia Em Que a Terra Não Parou: 1,0
    – O Touro Mecânico: 2,0
    – Poá: 2,0
    – Rosas Roubadas: 1,5
    – Show Time: 5,0
    – Sob um Céu de Vigilância: 4,0

    Contos Favoritos
    Melhor técnica: A Hora Certa de Dizer “Eu te Amo”
    Mais criativo: Show Time
    Mais impactante: Show Time
    Melhor conto: Show Time

    • Fernanda Caleffi Barbetta
      18 de setembro de 2019

      Caliel, tô aqui pulando de alegria mais uma vez após ler seu comentário tão generoso sobre meu conto. Fico imensamente feliz com o que escreveu e agradeço o incentivo. Muito obrigada.

  23. Higor Benízio
    8 de agosto de 2019

    Lori é aparentemente uma roteirista de narrativas para a realidade virtual. Quando percebe que seu editores querem um desfecho diferente para um de seus personagens, ela decide modificar a versão teste, entrando em contato com um hacker. No fim, ao testar ela mesma a nova versão, Lori acaba matando o marido.

    O conto ficou entregue né? Talvez esse itálicos não fossem a melhor maneira de dividir as coisas, poderia usar núcleos mesmo.

    • Fernanda Caleffi Barbetta
      18 de setembro de 2019

      Puxa, que pena que a justificativa para a nota baixa tenha sido tão breve. Mas obrigada pela dica.

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Publicado às 1 de agosto de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 3, R3 - Série A e marcado .