EntreContos

Detox Literário.

Salvaguardia (Luciana Merley)

Quase perdi a hora procurando o braço esquerdo nessa manhã. Desde a última exposição eu me lembro de tê-lo deixado debaixo das rendas do vestido de princesa e não o encontrei a tempo. O jeito foi me unir à fila dos desmembrados e esperar uma família para a qual a missão de ter um filho significasse mais do que só ter um filho. Como sempre até agora, não fui escolhida. Apenas um casal passou em revista na nossa seção. Acabaram por adquirir um garoto numa cadeira de rodas e que movia apenas os olhos e alguns dedos da mão direita no controle remoto da braçadeira. “Sortudo aquele” comentaram todos. Tetraplégicos dificilmente são devolvidos já que a imobilidade leva a menores preocupações em eventos sociais e ainda confere aos detentores da guarda um duradouro status de abdicação e altruísmo.

A ExpoChild acontece a cada 15 dias.  A gerência da fábrica nos deixa uma tabela com as opções de fenótipo disponíveis e de acordo com as intenções dos possíveis compradores. Altivo, tímido, asiático, serelepe, negro africano, branco latino, inteligente, branco nórdico, Asperger, mas que seja calado, surdo-mudo… O dia em que estive mais próxima de ser escolhida foi quando consegui pegar o feno pele preta de alta pigmentação com cabelos naturais. Esse é um dos mais disputados e concorre páreo com as chatíssimas anti-heroínas da Disney. O que aconteceu foi que o homem gostou do que viu, mas a sua senhora, uma branca de cabelos crespos exasperou-se ao me ver. Disse em alto e péssimo tom que o pedido aos fabricantes tinha sido claro –   “Quero uma pele preta mas com cabelo escorrido” – porque de trabalheira com cabelo já bastava o dela. 

Nós fomos criados com uma enorme capacidade de transmutação corpórea. Nos primeiros 6 meses de fabricação é possível migrar a cor da pele, o cabelo, o tom da voz, a cor dos olhos, os gostos… Nas semanas iniciais conseguimos passar de uma estridente criança atrapalhada a uma introspectiva e exímia tocadora de piano clássico aos 12 anos. Conforme o tempo passa, nossas opções de diversidade físico-intelecto-emocionais vão perdendo “vidas” e resta-nos apenas as características elementares das crianças de fora do perímetro da Salvaguardia. Quanto mais tempo na fila de espera, mais normais e desinteressantes nós ficamos.

O maior medo desse nosso lote é o da não escolha. Isso porque a política da empresa mudou, e após 2 anos os rejeitados e devolvidos vão para os trituradores que foram instalados bem aqui atrás do galpão onde dormimos. Não nos permitem envelhecer como acontecia com os modelos anteriores. Fizeram as contas e descobriram que fabricar novos elementos em cada fase da infância e da adolescência custa menos do que nos manter em franca capacidade de mutação. O barulho do descarte é de fazer arrepios. Ouvimos gritos. Nos informaram que acontecem quando a parte do pescoço passa pela máquina e as cordas vocais são esmagadas. Dizem que apesar do som muito real, não há dor, porque antes de iniciar o processo eles desconectam as terminações sensitivas. 

O intervalo dos 15 em 15 são sempre monótonos e cheios de angústia. Por vezes nos reunimos na área comum entre os blocos e acabamos por trocar alguns devaneios. Sim, nos permitem imaginar. Dizem que a maioria dos pais apreciam essa capacidade humana nas suas crias originais e por isso nos planejam o mais próximo da realidade. Conversamos sobre como deve ser a existência dos que já foram salvaguardados. Nos perguntamos se desejariam voltar ou permanecer com seus pais. Alguns vão além do limite esperado e juram saber como é a vida lá fora. Encontrei noutro dia um adolescente que dizia ter na memória cenas de um quarto fechado em que outras crianças o empurravam e atiravam-lhe coisas. Outro disse saber que isso acontece porque em tempos de baixa vendagem, partes preservadas de modelos devolvidos podem ser reaproveitadas, e com isso algumas configurações de memória podem manter-se intactas.

Amanhã é domingo, dia 26 de outubro de 2098. Dia do meu quadragésimo ciclo quinzenal. Esse é um ciclo muito importante para quem permanece por aqui. A partir dele as nossas opções de fenótipos são reduzidas drasticamente e com isso as chances de sermos salvaguardados tornam-se remotíssimas. A decisão de hoje pode ser de vida ou descarte. Não ganhei no sorteio e terei que esperar a fila da escolha dos caracteres. Como os mais jovens escolhem primeiro, restou-me apenas 3: a asiática magérrima, uma desmembrada sem pernas e uma outra com cabelo desfiado, pintado em cores róseas, olhos com rímel puro e roupas curtíssimas com barriga e pernas à mostra. Essa! Esse mesmo. Um tipo que nem de longe nunca tentei.

Fui escolhida de cara. E para nossa maior surpresa, inclusive dos vendedores, por um casal que foge muito ao padrão dos prováveis aquisidores desse feno. Ela alta magra, de salto fino, elegantíssima, nem um fio de cabelo fora de lugar, com andar e jeito impafioso. Ele sem nenhuma intenção de interferir nas escolhas dela. Imaginei que pudessem ser do tipo que apreciam a pluralidade e que por essa razão escolheram a mais riponga e desleixada entre todas as opções. 

Descobri na correspondência que ela se chama Verônica. O nome do pai, provavelmente não saberei. Ele deixou a casa no dia seguinte com a promessa de nunca mais voltar. Parece que a combinação era que ele permanecesse somente até ela ter uma outra companhia. 

No terceiro dia Verônica mostrou-me uma lista curta de nomes e eu escolhi chamar-me Lisa. Levou-me a lojas e a centros de beleza. Pediu que eu escolhesse o que queria vestir, o corte do cabelo, a cor das unhas, qual tatuagem e em qual lugar do corpo fazer. Eu tenho a idade programada de 8 anos. Não importa. As leis não incidem sobre as crianças geradas por Salvaguardia. E as nossas escolhas, quando nos é concedido pelos pais, obedecem às tendências do fenótipo básico, a não ser que os detentores da guarda solicitem à fábrica uma reprogramação. Custa caro, porém muitos fazem isso quando se cansam da cara, das caretas, da má criação ou até mesmo do comportamento sempre cortês e obediente de seus filhos adquiridos. No meu caso, parece que eu serei uma típica geração Z com saudades do Woodstock. Estou sempre com um fone de ouvido em uma batida de rap escapando pelas abas. Não dou atenção a nada do que me dizem, considero a todos como imperfeitos imbecis e muito provavelmente começarei a fumar escondido aos 10.

Eu fico a maior parte do tempo em casa. Não preciso frequentar a escola porque Verônica fez a opção pelo pacote com atualizações anuais de conteúdo educacional. Fomos algumas vezes ao parque público e ao centro de compras em saídas rápidas e repletas de chateação. Minha mãe sempre se irritava com as outras mães de filhos naturais que, mal descobriam a nova aquisidora e já vinham lamentar-se por não ter record financeiro suficiente para tornarem-se clientes também. Entretanto, os tipos que mais estressavam Verônica eram as outras mães salvaguardianas que insistiam em trocar figurinhas sobre suas pseudocrias. Me lembro de ela ter ficado especialmente enojada quando uma mulher que se apresentou como Terapeuta Social veio lhe aconselhar a pedir a reprogramação fenotípica a cada ano, pois assim, segundo a tal, a variação de experiências com os filhos acabaria por tornar a sociedade mais tolerante. Nessas poucas vezes não consegui encontrar nenhum dos meus companheiros de lote. Tive a impressão de que o mundo além Salvaguardia é mesmo muito maior do que imaginávamos. Quanto às outras crianças, é impossível saber quem veio da fábrica ou dos úteros maternos, a não ser pelo fato de uma mãe aparecer no parque com uma cria de 90 centímetros que ela não tinha até ontem.

O único compromisso social que Verônica mantém, além das 60 horas no escritório, são as reuniões quinzenais na sede do clube Victoriano. Algumas dezenas de mulheres que tem em comum uma vida inteira dedicada ao trabalho e a opção por não ter filhos naturais. Muitas recorreram à Salvaguardia após os 50 como é o caso de Verônica, outras optaram por continuar sozinhas ou com os maridos que restaram. Enquanto elas conversam, bebem, fumam e choram, nós ficamos do lado de fora numa espera que às vezes dura uma noite inteira. Algumas crianças brincam, outras falam, outras desligam-se. Eu só fico num canto escutando aquela música interminável e sentindo gelar o vento nas pernas de quem se negou por teimosia originária a colocar um agasalho. 

Tenho hoje 14 anos e 12 centímetros a mais. Verônica acabou de chegar da sua vigésima aplicação de enzimas antitumorais. Ela já está muito emagrecida por causa da multiplicação celular descontrolada que começou no intestino há mais ou menos 7 anos. Nas várias conversas que agora já temos como mãe e filha, ela me contou que resolveu me ter (não fala mais “adquirir” por achar que isso pode me magoar de alguma forma) na época em que descobriu a doença e por conselho das membras do Clube. Pois, segundo a visão delas, a morte solitária feriria profundamente o legado das mulheres que corajosamente optaram por viver para si. – Foi o melhor conselho que recebi em toda a minha vida – confessou numa noite, no meu colo frio de quem não foi programada para saber dar colo.

Minha mãe foi cremada alguns dias após minha fabricação completar 15 anos. Como consta no contrato de cessão de direitos, Salvaguardia veio me recolher. Se aquele garoto de anos atrás, que naquela ocasião nos explicou a origem das memórias, não for um dos criados com fenótipo de super fantasioso, quem sabe Verônica ainda possa continuar a existir em algum lugar.

54 comentários em “Salvaguardia (Luciana Merley)

  1. Everton Messias
    21 de setembro de 2019

    O conto ficou ótimo, simbólico, fantástico, porém assemelha-se ao estado de coisas da modernidade: se o ser humano pudesse terceirizar a concepção e a criação dos filhos, assim faria.

    • Luciana Merley
      1 de outubro de 2019

      Obrigada por sua leitura meu caro.

  2. Fil Felix
    18 de setembro de 2019

    Um conto sombrio e futurista. Não cria uma ambientação ou contexto dessa civilização e a graça é justamente essa. O conto nos entrega a situação das máquinas crianças e cabe ao leitor interpretar esse mundo, preencher e desenvolver as lacunas. É uma realidade fria, como o colo da garota, preocupada em aparência e adoção por status, até mesmo a maneira como descreve os fenotipos possuem esse lado frio, sem muitos floreios. Um outro ponto interessante é que vemos como essa indústria/ empresa de uma maneira distante, através da história da garota, sem aquele teor propagandista que algumas histórias que abordam o gênero possui. Sem contar que a situacao é ate real, levando em consideraçao que recentemente fizeram um desfile de crianças que estavam pra adotar. Muito bom.

    • Luciana Merley
      1 de outubro de 2019

      Olha, eu não sabia dessa coisa de desfile. Meu Deus! Mais sombrio que isso impossível né? Obrigada por sua leitura carinhosa e avaliação. Muito bacana mesmo. Legal saber que consegui manter a frieza robótica.

  3. elyninphadora
    17 de setembro de 2019

    Poxa, muito curioso. Uma pegada humanóide para suprir as ausências humanas!? Gostei da ideia, e acho que viria a ser um conteúdo interessante para um romance.
    Por um instante, achei que fosse um conto reencarnacionista…. Kkkkkkkkkkk
    Parabéns!

    • Luciana Merley
      17 de setembro de 2019

      As percepções dos leitores são mesmo muito bacanas. Obrigada. Sim, vai virar um livro.

  4. Marcos Cestari
    17 de setembro de 2019

    Resumo: Humanoide feminina descreve sua rotina à espera da adoção no seu pequeno mundo interior da fabrica de crianças robóticas. Ao ser adotada tem a percepção de um mundo exterior pelos conflitos da sua mãe humana. Ao retornar à fábrica por motivos detalhados no conto tem a possibilidade de contrastar os seu dois mundos.

    O que achei:

    Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley. Enquanto no livro citado é o humano que tem as suas percepções e causa um estranhamento quando importado ao mundo das castas criadas e condicionadas em tubos de ensaio, aqui é o despertar de uma consciência humanoide com relação à humanidade. Conto repleto de simbologias que completamos ao imaginar as situações nos propondo uma estranha reflexão acerca do que seria o sentimento nesse mundo tão absurdo que a autora criou. O começo traz uma certa ironia e desperta uma curiosidade ao ato de ler. Parabéns.

    • Luciana Merley
      17 de setembro de 2019

      Obrigada querido Cestari. Sua opinião é muito importante e como sempre você traz elementos novos. O livro está aqui na minha frente, na minha fila prioritária. Grande beijo.

  5. Celma Lucia Belmiro
    17 de setembro de 2019

    Luciana, o conto ficou excelente! Convida à leitura do começo ao fim! Parabéns pelo talento!

    • Luciana Merley
      17 de setembro de 2019

      Obrigada querida leitora.

  6. Ana Carolina Machado
    15 de setembro de 2019

    Oiiii. Um conto sobre uma sociedade em que as pessoas literalmente compram os próprios filhos e é nesse cenário que somos apresentados a Lisa , uma criança artificial que é adquirida por uma senhora chamada Verônica, sua nova mãe. Depois descobrimos que essa mulher está doente e que ela adquiriu Lisa para que não morresse sozinha. No fim dona Verônica morre e a Lisa é recolhida, mas ela ainda tem a esperança que pelo menos uma parte dela reste para que dona Verônica continue sendo lembrada. Gostei muito do conto, principalmente a forma como a sociedade foi construída. Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio.

    • Luciana Merley
      16 de setembro de 2019

      Obrigada querida.

  7. Jowilton Amaral da Costa
    15 de setembro de 2019

    O conto narra a história de Lisa, uma menina fabricada em Salvaguardia, um lugar especializado em construir crianças robôs para serem adotadas. Lisa é adquirida por Verônica, uma mulher de cinquenta anos que sofre com uma doença terminal.

    Gostei do conto. O começo é bem bizarro, digamos assim, com a menina procurando seu braço embaixo da cama. A narrativa em primeira pessoa foi muito bem aplicada. Sentimo-nos próximos de Lisa e de todo seu humor ácido, algumas vezes negro. O texto faz crítica aos esteriótipos de crianças que são adotadas. A achei o conto bastante original. Boa sorte no desafio.

    • Luciana Merley
      16 de setembro de 2019

      Obrigada pela sua avaliação.

  8. M. A. Thompson
    15 de setembro de 2019

    Olá escritor(a). Parabéns pelo seu conto.

    TÍTULO: Salvaguardia

    GÊNERO:
    [ X ] Ficção Científica

    RESUMO: Mulher que decidiu não ter filhos adquire um androide até morrer alguns anos depois e o androide ser devolvido à fábrica.

    ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA: O revisor ortográfico mandou lembranças: “super-fantasioso”, “concorre pário com”, “preta mas com, instrospectiva”, “aquisidores”, “impafioso”, “record financeiro”, “companherios”, “anti-tumorais”, “pegar o feno pele preta”.

    O QUE ACHEI DA HISTÓRIA:
    Uma boa história de ficção científica e apesar de a semelhança com A.I. – Inteligência Artificial (2001), as diferenças são apenas na temática da adoção da criança robô. É um conto curto: a menina robô é adotada, criada como filha até que a mãe morre e ela é devolvida. Curto e convincente como conto de ficção científica. Parabéns!

    Desejo sorte e torça por mim também. 🙂

    Abçs.

    • Luciana Merley
      16 de setembro de 2019

      Oh! Valeu pela avaliação. Escrevi no Libreoffice e ele não nos lembra como o Word desses detalhes ortográficos. Obrigada

  9. Vladmir Campos Leão
    14 de setembro de 2019

    Resumo – Crianças robóticas esperam ser adotadas. A protagonista consegue e então vemos o que ela passa desempenhando o papel de filha.

    O que achei – Fiquei intrigado pelo fato das crianças saberem que podem ser descartadas e ainda assim não se rebelam e fogem.
    Fiquei pensando também sobre a Lei não amparar elas. Eis um detalhe que poderia ter sido mais bem explorado.
    O final é agridoce. Realmente não sei se o considero triste ou não.
    Parabéns pelo conto! Está ótimo.

    • Luciana Merley
      16 de setembro de 2019

      Obrigada pela dica com relação à lei. Vou aproveitar. Valeu!

  10. Adauri Jose Santos Santos
    12 de setembro de 2019

    Resumo: Garota robô espera ser adotada por uma família de humanos. Enquanto aguarda, ela descreve seus medos e suas experiências com as pessoas que chegam para adotar um robô. Até que um dia ela é adotada, mas depois de alguns anos sua (dona) mãe morre.
    Considerações: Muito boa estória! Enredo bem construído, o ritmo do texto é bom. O conto é simples sem ser chato. Há uma ou duas frases um pouco sem sentido, mas em nenhum momento tira o brilho da estória. É um misto dos filmes Eu Robô com Inteligência Artificial. A ideia de explorar a complexidade e as mazelas que envolvem os órfãos é brilhante. Alguns erros de revisão. Parabéns e boa sorte!

    • Luciana Merley
      16 de setembro de 2019

      Obrigada pela sua avaliação. Gostaria de saber quais frases ficaram sem sentido.

  11. Tiago Volpato
    12 de setembro de 2019

    Resumo:

    São robôs metamorfos criados para adoção (acho que é isso). O texto segue a história de uma garota que se transforma em uma desmembrada, uma afro-brasileira de cabelo natural e uma punk de cabelo rosa com maquiagem e roupas sensuais (que acaba sendo adotada).
    Então ela é adotada por uma mulher quando tem 8 anos e aos 14 a mulher que a adotou morre. E aí diz que ela só adotou porque já sabia que ia morrer, que não tava afim de morrer sozinha.

    Comentários:

    Sinceramente eu não sei o que comentar. Não gostei muito do texto, ele tem seus méritos. Achei que acontece muita pouca coisa pra pouco texto e pra mim isso fica cansativo. Basicamente o texto é a robô contando as coisas e eu não consigo não lembrar do lance “mostre, não conte”, talvez se você tivesse mostrado as coisas ao invés de só ter contado, eu tivesse gostado mais.
    O mundo que você criou é interessante, a ideia de robôs para serem adotados achei bacana. A ideia de “reencarnação” robótica é boa e vale a pena ser trabalhada.
    Só não gostei mesmo da forma como você desenvolveu, mas isso não quer dizer que seu texto esteja ruim e tenho certeza que outras pessoas vão melhor avaliá-lo.

    • Luciana Merley
      16 de setembro de 2019

      Obrigada por sua avaliação. “muita pouca coisa pra pouco texto” – eu não entendi essa parte.
      Com relação ao “mostre, não conte” é uma avaliação que me surpreende, já que tenho muito cuidado com essa regra básica da escrita. São lembranças, é impossível que uma narradora em primeira pessoa não conte. Há um jeito de se contar sem ser óbvio. Lisa não diz por ex: que Verônica “nem sequer disse-lhe seu nome”, ela contou que descobriu o nome na caixa de correspondência.
      Mas veja, o leitor tem que sentir o texto, se não sentiu é porque não o alçançou e isso é culpa do escritor. Obrigada por sua sinceridade.

      • Luciana Merley
        16 de setembro de 2019

        corrigindo – “alcançou”

  12. Rafael Penha
    12 de setembro de 2019

    RESUMO: Num futuro, uma jovem que vive numa espécie de orfanato narra sua história de vida até que é finalmente adotada. A partir dali, passa a narrar seu vida em família até o fatídico fim de sua mãe, e o seu inevitável destino.

    COMETÁRIOS: O conto é interessante. não explicar exatamente o que é a protagonista é um aspecto positivo, o leitor fica na duvida se é uma humana engenhada, um clone, um androide completo… A ideia não é totalmente original, mas foi trabalhada de forma inovadora, trazendo aspectos novos ao tema. O tema custou para entrar, mas no decorrer do texto, tive certeza de que a tecnologia em questão é a própria Salvaguardia e suas crianças, assim, se encaixou à ficção científica.
    A personagem principal é apática, praticamente uma narradora em terceira pessoa, isso de certa forma distancia o leitor, entretanto, sua situação é dramática e o absurdo desse universo nos mantém fiéis à leitura. Talvez, o autor pudesse investir em explorar um pouco mais os sentimentos (se é que existem) e desenvolver a personalidade da protagonista, ou, caso seja mesmo apenas um robô sem alma, mostrar isso de forma mais clara.
    A narrativa é muito boa, o texto é bem escrito e de maneira geral, fluido. O problema aqui são os novos conceitos, que aparecem em abundância. Eles são palavras complexas, que definem conceitos que não conhecemos, isto traz estranheza. Se houvessem menos deles talvez eu não teria sentido este estranhamento. Na minha opinião, o grande problema do conto é a ausência de conflito. É apenas uma história totalmente linear, sem muitos altos e baixos, o que mantém a leitura morna. A leitura é mais induzida pela apresentação deste curioso e terrível universo do que realmente a história da protagonista.
    Ainda assim, é um bom conto, com um conceito profundo.
    Um grande abraço!

    • Luciana Merley
      16 de setembro de 2019

      Obrigada pela sua avaliação bem criteriosa e cuidadosa. Os termos que você não compreendeu foram os parecidos com “fenótipo” ou “salvaguardados” por ex?
      E com relação ao conflito, tento retratá-lo através do risco da não escolha e a percepção imóvel e impotente de uma criança robô de que ela é uma robô. Ou seja, há uma contradição explícita.
      Obrigada mais uma vez. Um abraço.

  13. Fabio
    11 de setembro de 2019

    Salvaguardia

    Resumo: Uma geração de pessoas que são desenvolvidas, ou escolhidas, através de criações de transmutação corpórea. A personagem que narra a história conta que passa por situações onde as escolhas influenciam nas capacidades humanas de todas a formas, desde a infância ate a fase adulta. E, quanto mais tempo fica na lista de espera, menos interesse pelas tais características transmutadas as pessoas tem.

    Ponto Fraco: Faltam algumas pontuações. Isto dificulta o entendimento do texto.

    Ponto Forte: Usa de uma estratégia de SCI-FI que acredito que não será explorada.

    Comentário Geral: Cenário surreal de difícil entendimento. Li duas vezes para tentar entender se o que são transmutados são apenas as características humanas já existentes ou, se são transmutações de características para pessoas a serem concebidas. Na terceira leitura percebo que se trata da segunda opção. É como se estas características humanas (se é que posso chamar assim) tivessem vida. De fato, no texto, elas tem.

    • Luciana Merley
      16 de setembro de 2019

      Obrigada. Escrevi pelo Libre e ele não dá aquela ajudinha com a revisão, mas claro que a culpa é toda minha (rsrs). Salvaguardia será transformado num livro, logo, fico feliz com sua avaliação sobre a estratégia. Valeu!

    • Luciana Merley
      16 de setembro de 2019

      Obrigada. Escrevi no Libre e ele não dá aquela ajudinha com a ortografia, mas claro que a culpa é toda minha (rsrs). Salvaguardia vai virar livro, logo, seu comentário acerca da estratégia é bem valioso. Valeu!

  14. Miquéias Dell'Orti
    10 de setembro de 2019

    RESUMO

    Em um mundo onde ciborgues (ou robôs) são usados para substituir os filhos, uma dessas máquinas relata sua trajetória na busca por uma família. A cada quinze dias, em um evento chamado de ExpoChild, esses exemplares são postos em exibição para serem adquiridos por casais, um ato chamado de Salvaguardia.

    Essas máquinas também possuem particularidades, como a capacidade de mutação. Elas podem escolher quais serão suas características físicas (fenótipos) em cada ExpoChild.

    Depois de se atrasar para um dos dias de exposição, a narradora acaba ficando ente os últimos na escolha de fenótipos e tem que escolher um tipo fora dos padrões mais procurados. Mesmo assim, é “salvaguardada” por um casal.

    Ficamos sabendo, então, que o casal resolveu salvaguardar nossa narradora, pois a mulher, Verônica, contraiu um câncer no intestino e não possui muito tempo de vida. O marido a deixou no dia seguinte e as duas conviveram sozinhas. Verônica trabalhava incansavelmente e frequentava um clube de mulheres que também optaram por não terem filhos de verdade.

    Verônica conta a filha artificial que resolveu tê-la devido a um conselho recebido no clube e deixou claro que aquela foi a melhor coisa que ela poderia ter feito. Então, ela morreu, foi cremada e a criança-robô foi recolhida pela Salvaguardia.

    MINHA OPINIÃO

    Olá,

    Um sci-fi que fala sobre a superficialidade das relações humanas, ao meu ver. Esse distanciamento da realidade que comumente vemos ocorre bastante e pode muito bem remeter a um futuro como esse, em que as pessoas preferem filhos artificiais do que crianças de verdade. Me lembrou um pouco o filme IA (Inteligência Artificial) do Spielberg.

    Quanto a parte técnica, não vi erros e a leitura se mostrou bastante fluida.

    Um bom trabalho. Parabens!

    • Luciana Merley
      16 de setembro de 2019

      Obrigada meu caro. Você captou bem a ideia.

  15. Gustavo Araujo
    10 de setembro de 2019

    Resumo: a cada 15 dias, crianças androides, fabricadas por uma empresa chamada Salvaguardia, escolhem fenótipos diferentes para tentar conquistar possíveis compradores. Nossa narradora, após alguns ciclos quinzenais, é adquirida por uma mulher de meia idade chamada Verônica, a quem faz companhia como filha. No fim, Verônica tem câncer e acaba morrendo. Lisa, a narradora, deve voltar à Salvaguardia para ser desmontada, mas talvez, só talvez, sua memória seja aproveitada em um novo androide, permitindo que a lembrança de Verônica se perpetue.

    Impressões: Li praticamente todos os contos do desafio e este, seguramente, é um dos que mais gostei. Talvez seja meu favorito, mas indiscutivelmente é o que mais me fez pensar, meditar e filosofar. Já faz alguns dias que li e retornei agora para a releitura, deixando-me imergir nesse universo distópico, melancólico e ainda assim possível.

    É um contexto que me lembra muito do livro do Ishiguro, “Não me abandone jamais”, transformado num filme fantástico com a Carey Mulligan no papel principal. Lá naquele romance, crianças são clonadas para servir como doadoras de órgãos. Não têm pai, mãe ou irmãos. Mas estabelecem laços de amizade, amam-se, mesmo sabendo que em pouco tempo, quando forem jovens adultos, serão chamadas para a mesas de operações, onde tudo há de terminar.

    Seu conto me fez lembrar do livro/filme porque há nele essa resignação, essa aceitação de uma final inevitavelmente — me falta a palavra agora, mas acho que “técnico” acaba servindo. As crianças androides têm consciência dos motivos pelos quais são criadas, sabem que suas relações com seus compradores poderá durar pouco, que talvez sejam devolvidas prematuramente, mas mesmo assim prosseguem nessa existência estóica, de abnegação — embora Lisa, ao menos, manifeste o desejo de continuar a existir como memória nos circuitos de um outro androide no futuro.

    Esse existencialismo também aproxima o conto daquela que para mim é a obra máxima de Camus, “O Estrangeiro”, em que o protagonista assiste a vida passar diante de si, cumprindo seu papel, mas sem questionar os motivos. Exatamente como Lisa. Ela nos descreve o contexto terrível em que existe, mas não faz juízo de valor se ele é ou não justo. Ela simplesmente vive dia após dia, ciente de que a morte de Verônica levará ela própria a deixar de existir.

    Há aí uma espécie de amor embutido. Talvez Lisa tenha sido programada para isso, já que deseja que a memória de sua mãe permaneça existindo quando ela mesma for desmontada. Ou talvez ela, Lisa, tenha desenvolvido esse afeto – essa é uma questão que o conto deixa em aberto, mas gosto da ideia de que o amor estava programado como semente, mas que se desenvolveu, algo como o que ocorre com o garotinho de Inteligência Artificial, o filme do Spielberg.

    Também me chamou o ambiente distópico descrito no conto, com mulheres que são deixadas por maridos e que optam por buscar a maternidade na Salvaguardia. Interessante perceber o ambiente de competição entre essas mulheres. De certa forma, os pecados em que estamos enterrados até o pescoço em nossa realidade se repetem ali, como a inveja, o ciúme, os falsos conselhos… E as crianças-robô? A maneira como elas se comportam diante dessa dicotomia de sentimentos que suas mães lhes dispensam é algo tocante, especialmente com aquelas que chegam a se desligar diante da demora em receber atenção.

    O bacana é perceber que essa construção toda se deu em poucas palavras. Ou seja, o conto é curto, mas diz muito. Está bem escrito e com ótima gramática (embora um ou outro errinho tenha escapado), favorecendo a leitura.
    Enfim, um conto que me disse muito enquanto obra. É instigante, triste e por isso mesmo marcante. Mais: mexe com o psicológico, obriga o leitor a pensar fora da casinha. Em suma, é o tipo de literatura que me atrai.

    Parabenizo o(a) autor(a) pela obra e desejo que outros textos de sua autoria façam parte do nosso universo entrecontista. Você tem muito talento. Escreve com a alma. Isso não se vê em qualquer lugar.

    Boa sorte no desafio!

    • Luciana Merley
      16 de setembro de 2019

      Estou profundamente emocionada com sua avaliação. Não só porque abraçou a ideia com emoção, mas porque fez questão de detalhar respeitosamente os pontos fortes e fracos. Confesso que não li o livro que você citou e agora quero ler. O filme do Spielberg, eu assisti há muitos anos atrás, mas nem lembrei-me dele na hora da composição. Contudo, suas dicas são boas porque pretendo transformar Salvaguardia em um livro e quero fugir de um possível plágio.
      Fico muito surpresa porque é a primeira Sci que ouso escrever na vida e confesso que gostei. Um abraço

  16. jetonon
    10 de setembro de 2019

    O lugar é um orfanato de seres incompletos que estão à mercê de serem adotados.
    Até Até que a meninas se completam para doação.

    Comentários: é um conto difícil de ser entendido.

    • Luciana Merley
      16 de setembro de 2019

      Obrigada por sua avaliação.

  17. Gustavo Aquino Dos Reis
    10 de setembro de 2019

    Resumo “Salvaguardia”: Uma fábrica com andróides crianças (??) realiza ocasionalmente um evento chamado “ExpoChild” onde compradores podem adquiri-los. Todos esses andróides tem a capacidade de mudar o seu fenótipo para que possam atender os gostos de cada comprador. Entretanto, com o passar do tempo, essa opção diminui drasticamente e pode fazer com que o andróide, ao ser rejeitado, seja encaminhado ao descarte. Lisa, uma andróide recém-adquirida por uma compradora, escapa desse destino trágico e começa a ter uma relação mais “humana” com a sua mãe.

    Considerações: Autor(a), é um conto inovador. Bem escrito, competente na condução do enredo e sério. Só sinto que tudo é abrupto demais, principalmente o final, e isso nos deixa com uma sensação de que algo não foi completado devidamente. Não sei. Essa é minha impressão. Sinto que faltou dar mais manga para essa roupa tão bonita e cheia de crítica que você estava criando. No mais, parabéns.

    • Luciana Merley
      16 de setembro de 2019

      Bacana seu comentário. Eu costumo ser sucinta demais por vezes. Obrigada.

  18. Luis Guilherme Banzi Florido
    9 de setembro de 2019

    Boa tarde, amigo. Tudo bem?

    Conto número 48 (estou lendo em ordem de postagem)
    Pra começar, devo dizer que não sei ainda quais contos devo ler, mas como quer ler todos, dessa vez, vou comentar todos do mesmo modo, como se fossem do meu grupo de leitura.

    Vamos lá:

    Resumo:uma espécie de criança-androide, criada numa fábrica que vende essas crianças-androide, conta sua experiência, desde a dúvida sobre ser ou não comprada a tempo, até o encontro com sua mãe-compradora, e a morte da mãe po câncer, fazendo a menina voltar à fábrica para descarte.

    Comentário:

    Caramba, que conto criativo, bizarro e triste.

    Vamos por partes:

    Criativo, pois é uma história diferente e uma ótima ideia de FC! um fábrica que produz crianças para pais que não podem/não quiseram ter filhos. Muito louco! Não lembro de já ter lido ou assistido algo assim. Gostei bastante da ideia.

    Bizarro, pq fiqei imaginando a loucura que isso é, tanto na questão da tecnologia em si, quanto na questão moral/ética. Tipo, as criançs parecem ser programadas para sentir, pensar, ter opinião propria, sentir dor e sensações físicas. Então, se tornam uma espécie de escravos, que ficam à mercê da empresa, e posteriormente dos pais.

    Eles não tem liberdade, nem mesmo para ter uma única personalidade, sendo obrigados a se adaptar e transformar constantemente, de acordo com o desejo dos pais. Muito louco e insano!

    Depois de tudo que falei, é facil entender pq achei triste. Caramba, a forma como a menina descreveu sua vida e chocou e entrsiteceu profundamente. Saber que ia ser recolhida e descartada, sem ter vivido uma vida livre em que pudesse ser ela mesma e viver o que queria viver, é algo muito triste.

    Enfim, é um conto muito criativo, com uma temática pesada, que causa uma certa angústia e tristeza no leitor. Algo que certamente foi planejada e muito bem executado pelo autor. Parabéns e boa sorte!

    • Luciana Merley
      16 de setembro de 2019

      Obrigada meu caro por sua avaliação tão cuidadosa. Você captou muito bem a ideia.

  19. Cicero Gilmar lopes
    6 de setembro de 2019

    Resumo: Existe essa organização científica e comercial a SALVAGUARDIA, que fornece crianças androides, robôs, autômatos para famílias que não queiram ter filhos pelas ditas vias normais e que possam pagar o alto valor. A personagem narradora é adquirida por uma mulher de nome Verônica que descobrimos depois está num estágio terminal de vida.

    Considerações: A escrita é muito boa. Ótimo vocabulário, aprendi palavras novas, por exemplo: “fenótipo”. A ideia do conto é muito original e interessante, mas, não curti o desenvolvimento. Faltou mais tempero na história, umas viradas, um clímax… Não sei. Para mim, esse enredo – que é muito bom – poderia render bem mais. Deixo essa reflexão como sugestão. No mais parabéns ao autor(a)!

    • Luciana Merley
      16 de setembro de 2019

      Obrigada por suas sugestões. É que penso no conto como a escrita de “um tapa só”. Mas como disse, agradeço pela dica.

  20. Jorge Santos
    2 de setembro de 2019

    Resumo:
    No futuro, um robot androide com a forma de criança de 8 anos é adoptado por uma mulher que tem cancro/câncer. Depois dela falecer, passados 14 anos, ela é devolvida ao centro, esperando que permitam manter as suas memórias.
    Comentário:
    Gostei muito do conto. É bastante forte, com uma componente de crítica social à forma como as crianças mais desprotegidas são tratadas. O arco narrativo é fechado, embora o destino final da criança permaneça em aberto. Em termos de linguagem e ritmo, nada a apontar. O autor revela já bastante maturidade literária.

    • Luciana Merley
      16 de setembro de 2019

      Obrigada meu caro por sua avaliação. Gostei de saber que tenho “maturidade literária” (rsrs)

  21. Fernanda Caleffi Barbetta
    30 de agosto de 2019

    Bastante criativo o seu conto, além de sensível e inteligente. Parabéns.

    • Luciana Merley
      16 de setembro de 2019

      Obrigada querida.

  22. Lucas Cassule
    30 de agosto de 2019

    Um ângulo de narrativa diferente sobre a utilização de inteligencia artificial em robôs para substituírem os “lugares” dos filhos ou crianças, num ponto de vista do pensamento dos próprios robôs.

    Uma bela criatividade, um final triste daquela portadora com câncer

    • Luciana Merley
      16 de setembro de 2019

      Obrigada por sua avaliação meu caro.

  23. Emanuel Maurin
    26 de agosto de 2019

    Um autômato quebrado vai para o fila de doação para tentar ser adotado por alguma família humana e tenta se livrar do desmanche sem dor, não dói porque são desligadas as partes sensíveis da máquina. Mas tinham esperança de existir após serem destruídos.
    Achei a narrativa amarrada e de difícil entendimento. Achei que a criatividade do autor é muito boa, não encontrei erros de gramática.

    • Luciana Merley
      16 de setembro de 2019

      Obrigada por sua avaliação sincera. Vou tentar desamarrar (rsrs)

  24. Vanessa Honorato
    18 de agosto de 2019

    Olá.
    Um protótipo contando sua história. Menina feita e adquirida por uma “mãe” que não queria morrer sozinha. O que é a maternidade/ paternidade se não um ato de puro egoísmo? Seja na vida real ou ficcional, uma pai/ mãe trás ao mundo um filho não pensando nele, ou jamais o teria, mas pensando em si mesmo, para se sentir feliz, para ter “com quem contar na velhice”, para que SUA vida tenha sentido, ou simplesmente, porque ‘aconteceu’. Um conto triste, mas que não difere muito da realidade, já que muitos humanos usam os próprios filhos como seres descartáveis e os relegam, abandonam se não são como queriam que fosse. Essa trama daria perfeitamente para alongar-se e virar um romance. Gostei bastante da ambientação, das sutilezas das descrições e a profunda crítica ao ser humano.
    Abraços.

    • Luciana Merley
      16 de setembro de 2019

      Obrigada querida. Sim, vai virar livro, já está no projeto mental (rssr).

  25. Claudinei Novais
    16 de agosto de 2019

    RESUMO: Num futuro distante, são fabricadas crianças para serem adquiridas por pessoas normais. Esses seres criados têm consciência e, até certo ponto, vontade própria. A protagonista, posteriormente chamada de Lisa, é uma desses seres criados e foi adquirida por Verônica, uma mulher já passando dos 50 anos. Lisa não sabia, mas Verônica estava doente, vindo a falecer 7 anos depois, sendo cremada após a morte. Após o falecimento de Verônica, a empresa Salvaguardia, responsável pela criação desses seres, recolheu Lisa e restou-lhe a esperança que de alguma forma Verônica continuasse a existir em algum lugar.

    CONSIDERAÇÕES: Conto FC bem interessante. Linguagem clara e sequência lógica, sem se perder na narração. Não percebi erros gramaticais. Como comentei em outro conto, este conto é digno de uma produção da Netflix. Gostei.

    • Luciana Merley
      16 de setembro de 2019

      Obrigadíssima. Quem sabe a NetFlix nos ache no futuro hein?

  26. Evelyn Postali
    9 de agosto de 2019

    Caro(a) escritor(a)…
    Resumo: Lisa é um robô/androide criança adotada por uma mulher cujo tempo de vida é curto devido a um câncer.
    Narrativa em primeira pessoa, bem cuidada, sem rodeios, ou ideias repetidas, ora objetiva, ora mais introspectiva, com pitadas de dor. Não percebi erro algum de escrita, e a construção é apurada. Conto linear.
    Ficção científica bem trabalhada e criativa, apesar de eu me lembrar de Inteligência Artificial em alguns momentos, um filme maravilhoso cuja poética nos encanta. Aqui também temos um final poético, melancólico e triste.
    Boa sorte no desafio.

    • Luciana Merley
      16 de setembro de 2019

      Muito feliz com seu comentário curto e repleto de análise. Concisa como eu, ao que percebo. Obrigada.

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Informação

Publicado às 1 de agosto de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 3, R3 - Série C e marcado .