EntreContos

Detox Literário.

Análise e Reconhecimento: Terra (Estela Goulart)

O Pa garantiu que a nave era segura. Confere. E eu sei disso porque ouvi ele dizer aos outros encarregados, quando ainda estávamos no solo de Retiaviv. O problema foram as atenções de todos comigo. Creio que, de certa forma, eles se enganaram. E me perderam. 

Conheci aquele planeta numa situação ensolarada, e também fui esquecido do resto da tripulação abaixo daquela mesma claridade. Se eu fosse menor e sem experiência, diria que daria vazão ao meu desespero. Mas, no futuro, seria eu a líder de Qiroifàn, além do mais meu senso de equilíbrio era incrível. Apesar de eu ter me locomovido o suficiente em meio àquele solo peludo, ralo e verde, meus sentidos reconheciam com dificuldade o ar enevoado e roxo que me preenchia. Era um tipo de gás pesado, concordo, pois atravessavam minhas articulações internas com lentidão. Mas eu conseguiria sobreviver. 

Earita, meu sensor de análise e reconhecimento de regiões desconhecidas, estava atordoada com aquela atmosfera tão diferente e… abafada. Em meu busto, ouvia as vibrações do equipamento e tentativas falhas de recuperação e atualização de dados. 

Somente quando abaixei-me para tocar o solo, consegui ouvir: 

Análise e reconhecimento: espécie de planta briófita para os alienígenas desse… (falha) Terra. Chamada comumente (falha) grama. Espécime inofensivo… 

Era a falta dos meus satélites. Tão longe da capital Retiaviv, eu não compreendia como ainda estava sã. Desde que a nave seguiu viagem e mal me recordava, sem muitos sucessos, nenhuma informação espacial era detectada em meus sentidos. Como eles me esqueceram? O pouso na Terra era apenas provisório, umas duas horas turísticas para que nós conhecêssemos essa nova existência terrestre. Até eu precisava admitir: o serviço de turismo interespacial de Pa e Ma eram incríveis. Muitos Ratiavianos conheciam os planetas próximos. 

Mas eles precisavam de mais atenção. 

Por alguns segundos, observei o céu. Não poderia negar que era deslumbrante o modo como eu enxergava a estrela tão magistral e pequena (se eu comparasse às outras em que estive, claro) dentro naquela atmosfera azul límpida e da substância roxa ao redor. Havia não mais do que uma luz branca lá no alto, tão longe de quem já esteve tão perto. Pouca lúcida para o nível máximo que um Retiaviano poderia aguentar. 

— Você vai ficar cega. — ouvi uma voz passar ao meu lado. Não entendi aquelas palavras. Deveria ser a língua local? Conferi Earita. 

Em tradução: a alienígena lhe advertiu sobre os perigos de olhar diretamente para a Estrela Solar. Aparentemente, os seres deste planeta não suportam o nível de luminosidade ultravioleta em seus globos oculares…” 

Minhas coordenadas ainda estavam confusas, mas decidi continuar me locomovendo por aquele local tão distinto. Saí daquela imensidão verde e arbustiva até avistar algumas construções acizentadas e altas. O solo terroso empoeirado grudava em meus pés. Ao mesmo tempo, meus ouvidos captavam um barulho enérgico por inúmeras direções. Encontrei com uma outra espécie de concreto no chão, substituindo a tal grama e terra por um solo quente. 

— O que é isso? — saí o mais rápido daquele novo solo, seguindo entre as construções acizentadas. 

Análise e reconhecimento: asfalto. Os seres deste planeta utilizam dessa composição para a travessia de veículos, locomoção (falha) chamados comumente de carros, automóveis…” 

E fui atenta ao notar que aquela não era passagem para mim antes que alguma voz me alertasse. Cabines de variados estilos e cores atravessavam por ali, em velocidades lentas. Será que eles não se irritavam com aquela lentidão? Por um segundo lembrei-me de nossas naves. Segui em direção a alguns aliens locomovendo-se num solo de concreto ao lado da estrada. Logo, alguns esbarrões e murmúrios naquela língua local tão sublime e estranha. O céu era minha única referência… 

Maravilhas de Érina! 

Aqueles seres totalmente minúsculos voando em céu livre. O movimento de suas alças móveis de cima para baixo e vice-versa, causando um voo perfeito há uma distância nada segura. Minha Ma costumava dizer que nós, seres pensantes, não podíamos sequer ousar em voar àquela altura sem o maquinário correto. Seria doidice. 

Mas, curiosamente, aqueles seres voadores eram sem dúvida um tanto diferentes daqueles aliens próximos a mim. Suas faces possuíam dois globos oculares simétricos, uma montanha encurvada com dois furos ao centro e uma abertura em fenda larga abaixo de tudo isso. O topo de seus corpos era recheado de fios, eu poderia contar bilhões por cada um que passava ao meu lado, mas nenhum parava para que eu confirmasse essa certeza. Seus corpos, assim como os globos oculares, eram simétricos. Dois braços e duas pernas bem medidas. Alguns eram mais altos, outros mais magros, inúmeros com a cor bege e outros batalhões de cor marrom, mas sempre nessa faixa de cores. 

Ainda usavam pedaços de tecidos coloridos em todo o corpo, mas como não sentiam calor? Aquela estreita faixa de concreto por onde caminhava estava aglomerada de aliens semelhantes. Os sons eram diversos, e todos que esbarravam em mim diziam frases estranhas como “Sai daqui, mal-educado!”, “Passa por cima, porra!”, “Pede licença, né?”. Obviamente, eu não os compreendia e nem Earita era capaz de traduzir tantos sons. Meus perdões eram abafados por mais entonações esbaforidas por todos os lados. 

Minha mais clara lembrança foi quando adentrei um estabelecimento fechado sem nenhuma intenção. Em meio aos empurrões que eu sofria por tentar me locomover, encontrei uma espécie de muro transparente. Acredita que dentro dele haviam outros aliens semelhantes aos que eu via do lado de fora? A maioria encontrava-se sentada à beira de estruturas de madeira que iam até as cinturas e, pelo que pude observar, ingeriam alimentos diversos. O muro transparente em que me apoiava se movimentou e, por Érina, os sons ensurdecedores preencheram meus ouvidos dentro daquele novo ambiente pouco clareado. 

Minhas órbitas se ajustaram à luminosidade e recuperei os sentidos. Como antes, mais alienígenas esbarrarem em mim entoando algumas respostas que não identifiquei. Mas eu era uma atenção especial por alguma razão. 

— Cosplay legal. 

Virei-me a tempo de encontrar uma alien ao meu lado, me observando. Pelo que podia entender, parecia ser do sexo feminino igual a mim. A pele era do mesmo marrom semelhante aos aliens dali, e suas orbes escuras não passavam de duas linhas cortando o rosto. Sua voz era fina, além dos curiosos fios emaranhados negros e longos que começavam em cima da cabeça e caíam pelos ombros numa cascata negra e sublime. 

Pela minha inferência, aquela alien estava falando comigo. Eu precisava achar alguma maneira de me expressar. Quando Earita traduziu, não soube o que dizer. Meus sensos de comunicação estavam perdidos, minhas mãos inquietas. 

— Ah, você… é estrangeira…? Do you speak English? 

A alienígena questiona se Éffy é natural dessa sociedade ou de uma sociedade de cultura discrepante. O idioma dela (falha) é o português, utilizado em países como Portugal, Brasil (falha)…” 

— Por… tuguês. — entoei, tentando me enturmar. Por Érina, ela tinha que compreender! — Por… Portugal. 

— Sério? Que legal… você está perdida? Ou perdido? — começou uns sons alegres que identifiquei como risada. — Espera, desculpa, com essa sua roupa não sei se você é menino ou menina. 

Earita traduzia nosso diálogo em meu ouvido de modo rápido. 

— Menina. 

Alguns segundos em silêncio. — Eu sou a Alicia. Muito prazer. 

Ergueu aquilo que identifiquei como sua mão direita em um gesto aleatório. Pelo seu olhar de expectativa, supus que eu deveria fazer o mesmo e apenas imitei. A alien exibiu seus dentes em um sorriso pequeno e segurou minha mão. Balançou levemente e soltou. 

— Boa sorte na viagem. — ela tinha expressões faciais engraçadas. Earita vibrava e traduzia tudo o que eu via, dizendo que ela estava mais assustada com meu jeito, além de estar em dúvida se saía de perto de mim ou não. 

A alienígena está considerando que Éffy seja deficiente mental ou tenha alguma deficiência auditiva. Segundo meus dados de análise, ela está com os batimentos acelerados e uma pressa para tentar se afastar de você. Sugiro que pare de encará-la”. Obedeci, sem muita cordialidade, mas entoei: 

— Eu sou Éffy. 

— Isso é apelido, não é? — questionou. 

Não soube responder, mas creio que fui convincente na movimentação facial. Ela apenas ergueu o canto da boca num gesto bonito. 

— Creio que deva estar perdida. 

— Sim. — meus sentidos se exaltaram ao notar que poderia finalmente expor meu desconhecimento terrestre. — Gostaria de saber onde estou, e quando vou poder voltar para casa. 

— Eu posso ajudar, se quiser. Mostro onde é o aeroporto… 

— Não precisa. Meu resgate está além de qualquer ajuda humana ou de qualquer esforço oferecido. 

A alien Alicia manteve as órbitas fixas em mim. Quase senti que tinha entoado algo de errado, mas ela apenas ergueu os canto da boca novamente. 

— Você é engraçada. Está cursando filosofia? 

— A única filosofia que tenho consciência é a de minha natureza. Quando nasci, fui levada ao ritual de minha apresentação ao mundo. Todos iguais à mim têm noção do quanto são descendentes de uma linhagem forte. Retiaviv não sobreviveria tanto tempo se não fosse por nós, seres pensantes. 

Novamente, a alien Alicia permaneceu sem dizer uma entonação sequer. Mantive a expressão facial fixa, tentando imitar aqueles outros aliens tão estranhos. Alicia fechou ainda mais os olhos, mas tive noção de que estava me encarando. 

— Acho que você está precisando de um ar fresco. 

Sem esperar que eu concordasse ou não, sem entender muito suas palavras, ela me guiou para fora do estabelecimento. Reencontrei-me com o céu azul entre as tantas construções cinzas ao redor. 

— Beba. 

Alicia me oferecia um cilindro transparente de um material peculiar. Era gelado, minhas mãos contrataram do quente ao frio tão rápido que e eu quase larguei aquele instrumento. 

“Análise e reconhecimento: garrafa plástica contendo água, substância química de moléculas formadas por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio. Necessária à vida terrestre…” 

Devolvi a garrafa sem saber o que fazer, mas felizmente Alicia não debateu a respeito.  Estava preocupada observando seu pequeno aparelho metálico em mãos, como muitos outros aliens que passavam por nós. 

— Posso levar você ao aeroporto. Ou à delegacia, ser estiver perdida. Eles vão saber…  

— Não. — respondi. — Agradeço, mas meu resgate chegará em breve. Não há preocupação. Gostaria apenas de conhecer esse lugar. 

— Ah, por que não me disse logo? Posso mostrar os pontos turísticos à você. Vamos. 

Aqueles aliens não eram nada receptivos. Não lembravam em nada o planeta Qiroifàn, cuja habitação era o mais simpática possível. Esses terráqueos eram estranhos. Nem sequer miravam seus globos oculares em minha direção ou de Alicia, no que considerava um desrespeito, afinal eram visivelmente diferentes. A maioria se concentrava mais nos seus dispositivos metálicos em mãos. Será que não achavam curioso um ser inédito em sua atmosfera? Não cumprimentavam nem mesmo outra semelhante visivelmente meiga e simpática como Alicia. 

Lembro que em nosso passeio, como ela denominou, nos locomovemos entre várias construções semelhantes, além de pequenas florestas artificiais entre tanta imensidão de concreto. Havia também pedras decorativas esculpidas em pedestais que, segundo Alicia, eram homenagens à aliens importantes. 

— Se você soubesse o quanto de gente é homenageada no Brasil sem merecer, ficaríamos dias conversando. 

Aquele tempo foi o suficiente para meus sentidos inferiores arderem. Era a mesma sensação de desgaste, eu precisava de uma nave próxima. 

— Eu não quero mais me locomover. 

— Deixa de ser sedentária, garota. — seu tom era mais forte, imperativo. Não quis contra-argumentar. Então, sorriu. — Você tem razão, vamos sentar. 

O ar fresco percorria meus sentidos, alimentava meu desconforto e eu me sentia tão lúcida. Era uma corrente daquele ar roxo tão peculiar que, apesar de tao pesado, me agradava. Aliás, a visão de Alicia ao meu lado, tão próxima, era sublime. Paisagens naturais como aquela, enquanto ela apenas admirava a cena à nossa frente, eram belas. Incríveis. Aquela alien era deslumbrante. 

— Gostei deste local. — entoei, sem muito controle. Earita traduzia cada situação ao redor. Descobri alguns aliens à beira de um lago, outros correndo, outros se locomovendo em cima de barras de metal com duas rodas emborrachadas. Curioso. 

Alicia novamente sorriu. Por um instante, meus sentidos internos se ansiaram ao encontrar aquelas orbes escuras da alien. Ela se aproximava, deixando sua face simétrica à vista nítida e clara. Meus membros pareciam saltar numa centrífuga, aliados aos sentidos completamente desnorteados em falta de ordem. Simples e vulnerável. Eu a ansiava de todas as formas possíveis. A imitei, num gesto curto, mas, por grande azar de Érina, não chegamos a nos tocar. 

***

— Ma, o que aconteceu? — perguntei, ainda um pouco tonta. O ambiente claro e o cheiro de sempre me deixavam com a sensação familiar, ainda que mal enxergasse claramente. Uma face conhecida estava próxima, eu estava em leito.  

— Esquecemos você no planeta Terra, minha Éffy. Sugiro que continue repousada. Não se mova. Ingeriu demais aquela substância roxa horrorosa, um tal de Oxigênio. 

— Então… foi verdade. Vocês demoraram para voltar. 

— Seu Pa e eu logo notamos que você tinha ficado para trás. Avisamos os turistas, mas a velocidade de rotação da Terra é muito maior do que a nossa velocidade da nave. Creio que devam ter passado algumas horas… 

Minhas memórias voltavam em lapsos. Talvez eu tenha dormido a maior parte do tempo. 

— É um lugar estranho, minha Ma. 

— Por que diz isso? 

Poderia dizer várias situações, mas havia a falta de consideração que eu notava naqueles seres. Minha aparente e superficial visão era escassa, eu era apenas uma visitante sem causa. Porém, não esqueceria da beleza daquele local. 

— Existe muita beleza no planeta deles, mas parece que poucos realmente se importam. Muitos sequer me encaravam, compreende, Ma? 

— Compreendo. Pelo que pude observar, você tem razão. Earita registrou algumas imagens da sua experiência. Quem é aquela alien que tanto estava perto de você? 

— Alicia. — meus sentidos pareceram se expandir ao nome dela. 

— Ela não pareceu ignorar você. 

Ma sorriu, sem dizer nada. Eu sabia que ela queria supor algo provavelmente romântico vindo de mim. Foi quando pensei naquela alienígena com um resquício de incômodo… algo bom. Uma atração. Deveria ser a falta que ela fazia. 

Análise e reconhecimento: Éffy, seus sentidos internos demonstram alteração de sinais emocionais. Desconforto interno. 

— Concordo. Alicia realmente mexeu comigo, Earita. — novamente, um incômodo surgiu. Esse era ruim, apertava minhas entranhas e meus sentidos mais curiosos. Tão rápido e tão belo. Mirava o teto com um resquício de falta que aquela alien faria à mim. — Será que ela me aceitará? 

— Você mesma deveria perguntar a ela quando acordar, Éffy. — Ma respondeu. 

Não compreendi o que falavam. Quando minha visão voltou ao foco, acompanhei Ma se aproximar de outro leito próximo ao meu. 

Por Érina. 

Foi meu único pensamento, única reação possível. Ela estava ali, desacordada, repleta de tubos respiratórios com a aparência roxa de Oxigênio. Tão bela quanto antes.

19 comentários em “Análise e Reconhecimento: Terra (Estela Goulart)

  1. Ricardo Gnecco Falco
    15 de setembro de 2019

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    CONTO AVALIADO: Análise e Reconhecimento: Terra
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    Olá Éffy; tudo bem?
    O seu conto é o quinto trabalho da Série B que eu estou lendo e avaliando.
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    O QUE ACHEI DO SEU TEXTO
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    Gostei bastante da sensibilidade de sua escrita.
    Gostei da forma com que você descreveu a visão do nosso planeta pelos olhos de uma alienígena; tanto no que temos de positivo quanto o que, infelizmente, possuímos de pontos negativos, como a pressa e a indiferença tão presentes em nossa sociedade, principalmente nos grandes centros urbanos.
    Achei muito legal a decisão de acrescentar à história uma temática afetiva envolvendo duas espécies tão diferentes com algo em comum: o mesmo gênero/sexo; o feminino no caso. Ficou bem interessante!
    Parabéns pelo seu bom trabalho e desejo-lhe boa sorte do Desafio!
    Bem, pra finalizar… As regras do Certame exigem que eu faça um resuminho da história avaliada, para comprovar minha leitura. Então, vamos lá:
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    RESUMO DA HISTÓRIA
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    Alienígena em viagem turística acaba sendo esquecida na Terra por seus pais e se apaixona por terrestre do mesmo gênero/sexo, sendo resgatada após algum tempo e então percebendo que a terráquea pela qual se descobrira atraída afetivamente também foi levada do planeta junto com ela. (Nota: 4,4)

  2. Fil Felix
    15 de setembro de 2019

    Uma alienígena é esquecida na Terra, sendo obrigada a se misturar aos terráqueos, conhecendo Alicia e um pouco mais da cultura terrestre. Apesar das diferenças, a alien se afeiçoa a menina, ficando surpresa que as duas foram resgatadas.

    Diferente de outros contos do gênero, aqui temos um contato imediato mais sublime. Tanto a terráquea quanto a alienígena não possuem um confronto muito grande, elas se entendem da maneira delas, fazendo surgir uma espécie de amizade. Perto do fim a gente percebe aquela ideia de mostrar o quanto há de belo no planeta, mas que não somos capaz de ver, é um ponto meio comum essa parte mais moral, mas a história não perde a força por isso. O final, com a subida da menina, acaba gerando várias interpretações e até margem para novas histórias envolvendo essas duas culturas tao distintas. Um conto leve e divertido.

  3. Daniel Reis
    14 de setembro de 2019

    Categoria: FC (com pitadinha Sabrinesca)
    Effy, uma alienígena, descreve seu périplo por um planeta distante, que pelas pistas sabemos tratar-se da Terra. Ela encontra Alicia, e a conversa é pautada pelo conhecimento mútuo, inclusive da realidade local (passa-se no Brasil). Effy quer voltar para seu planeta. Encanta-se com a terrestre. Mas é resgatada, e descobre que Alicia foi abduzida com ela.
    PREMISSA: ET , o extraterrestre, é uma referência muito forte para quem leu o romance de Melissa Mathisson sobre o filme. Nele, o abandono do ET e sua paixão pela mãe de Eliott ficam muito mais claras. Por isso, gostei da premissa que, se não é original, é encantadora e foi subvertida.
    TÉCNICA: essa foi a parte a melhorar, e muito da história. Algumas partes ficaram bem truncadas, com excesso de explicações sobre o universo em questão e alguns diálogos bem simplórios, que poderiam ser melhor trabalhados.
    EFEITO: Uma história a melhorar, ainda que simpática. Boa sorte no desafio.

  4. Shay Soares
    14 de setembro de 2019

    Resumo
    Uma extraterrestre tem uma experiência terráquea onde é percebida como uma jovem de fantasia.

    Sensação
    Achei a história meio lenta e demorada demais.

    Execução
    Não diria que foi mal escrito, foi mais uma falta de conexão com a personagem, achei ela chata e como todo o texto se tratava dela em primeira pessoa, acabei achando o conto maçante.

    O desenrolar foi meio lento, para mim o conto pareceu se arrastar. O final foi um tanto forçado, e na velocidade lenta de todo o texto, não consegui nem sentir alguma emoção sobre o que aconteceu. .

    Achei o tom “sem noção” do alienígena interessante, como quando Alicia pergunta se ela estuda filosofia hehe

  5. rsollberg
    13 de setembro de 2019

    Análise e Reconhecimento: Terra (Éffy)

    Resumo: A história de uma alienígena que é esquecida no planeta terra e é guiada em sua curta jornada por Alicia, uma humana espontânea e encantadora.

    O conto se traduz num olhar de uma alienígena sobre a humanidade. Nesse sentido, o autor brinca com a fórmula do estrangeiro que se vê atordoado pelo contato com o novo e desconhecido. Esse terreno fora do mundo comum do protagonista inevitavelmente rende situações cômicas e inusitadas. Ao mesmo tempo, é terreno fértil para críticas ao nosso modo de viver e ao comportamento gregário. Através de perguntas, conseguimos refletir trazendo as questões axiais e buscando sentido nas coisas. Lembro-me que o Falco fez algo parecido, só que no dele a parte cômica estava mais presenta, um tom mais mordaz e sarcástico.

    Em suma, um conto despretensioso que se apresenta de maneira bem divertida e com muita leveza. Um bom entretenimento no quesito ficção cientifica.
    Parabéns e boa sorte.

  6. Fabio Baptista
    12 de setembro de 2019

    RESUMO: Alienígena Éffy é esquecida pelos pais na Terra. Dando umas voltas por aí para fazer a análise e reconhecimento do planeta, ela conhece Alicia que faz o papel de guia turística.
    Éffy é resgatada e descobre que Alicia está lá com ela (abduzida! kkkkkk).

    COMENTÁRIO: a linguagem é simples (de um modo bom) o que torna o conto gostoso de ler. Só curiosidade: eu escrevi um conto mais ou menos nessa linha no desafio alienígenas e durante a leitura percebi que esse lance da análise e reconhecimento foi uma boa sacada que eu poderia ter usado lá.
    Enfim, apesar de legal, o recurso foi muito utilizado, perdendo o impacto e ficando cansativo. Talvez porque o “segredo” de que era uma alien na Terra e não o contrário tenha sido revelado muito cedo.
    Outra coisa que me incomodou foi um certo ar de lição de moral dada pelas observações dos humanos com os celulares. Talvez houvesse um modo mais sutil de fazer essa crítica.
    O romance também foi muito abrupto e soou um pouco forçado. No final, eu não esperava pela abdução, o que teve um impacto positivo.

    NOTA: 3

  7. Catarina Cunha
    7 de setembro de 2019

    O que entendi: Turista de um planeta distante é esquecida no planeta Terra. Enquanto aguarda o resgate resolve explorar o local e se surpreende com várias características dos nativos e seu entorno. Conhece uma terráquea, se apaixona e sua nave resgate abduz a brasileirinha.

    Técnica: Acho que se der uma enxugada poderá dar mais velocidade ao conto. Mas a escrita é envolvente.

    Criatividade: O relevante aqui está nas impressões sensoriais de Éffy e sua tradutora. É um texto intrigante e levinho. Cai bem para FC juvenil.

    Impacto: Confesso que o sequestro da terráquea foi inesperado, inusitado, esquisitão. Gostei.

    Destaque: “Descobri alguns aliens à beira de um lago, outros correndo, outros se locomovendo em cima de barras de metal com duas rodas emborrachadas.” – Não conhecia as maravilhas de uma bicicleta!

    Sugestão: Rever a frase “Apesar de eu ter me locomovido o suficiente em meio àquele solo peludo, ralo e verde, …” porque peludo = quem tem pelo abundante, antônimo de ralo = que existe em pouca quantidade. E cabe revisão, principalmente concordância verbal; pouca coisa.

  8. Marco Aurélio Saraiva
    6 de setembro de 2019

    Éffy é uma extraterrestre que foi esquecida na Terra após uma viagem de turismo. Curiosa, ela vai até a cidade grande e tem uma experiência singular ao lado daqueles “alienígenas”: os humanos. Éffy conhece Alicia, e acaba se apaixonado. Para a sua alegria, tanto ela quanto Alicia são resgatadas pelos pais de Éffy e levadas para o espaço.

    O conto segue uma vereda comum no mundo da ficção científica: o da narrativa em primeira pessoa de um alienígena, curioso na tentativa de entender a raça humana e seus erros pitorescos. É sempre uma leitura interessante por quê fica fácil remover todo o sentimento da observação dos nossos costumes e fazer uma análise fria de coisas que até o momento da leitura sequer cogitamos analisar.

    Por isso mesmo não acho que a leitura foi muito inovadora. O final trouxe uma reviravolta interessante, mas eu só consigo pensar no desespero de Alicia ao descobrir que foi abduzida por alienígenas e no desespero de seus pais procurando por sua filha perdida (o que, com certeza, não era o sentimento que você queria passar no conto, rs)

    Sua escrita é ótima. Simples, sucinta, moderna. Foi uma leitura agradável, em um conto agradável, faltando apenas um pouco de criatividade.

    PS: O que me chamou a atenção foram as observações de Éffy. “Eu não quero mais me locomover”, “Ergueu aquilo que identifiquei como sua mão direita em um gesto aleatório”, “Devolvi a garrafa sem saber o que fazer, mas felizmente Alicia não debateu a respeito”. Você fez um excelente trabalho desenvolvendo a personalidade dela!

  9. Cirineu Pereira
    5 de setembro de 2019

    RESUMO: História de Éffy, jovem alienígena esquecida na Terra durante um passeio turístico, oportunidade em que faz contato e acaba por se apaixonar por Alicia, uma humana vista por Éffy como alienígena.

    TÍTULO E INTRODUÇÃO: Mesmo sem grandes atrativos, o título cumpre a função de incitar a curiosidade sobre o texto. A abertura, por sua vez, tem o mérito de iniciar a história de forma relativamente abrupta (pelo meio), sem preâmbulos ou apresentações – ponto favorável. Nota: 7

    PERSONAGENS: Ao optar por narrar em primeira pessoa, através de um protagonista/narrador, o autor leva grande vantagem na construção do personagem. Aqui, no entanto, esta oportunidade é, em sua maior parte desperdiçada em razão das construções fracas e confusas. A personagem coadjuvante é apresentada pelo olhar da protagonista, bem como por suas próprias ações e falas, no entanto, de forma geral, os personagens não recebem grande enfoque, a contextualização FC é conduzida como prioridade, resultando, via de regra, em personagens rasos. Nota: 6

    TEMPO E ESPAÇO: O tempo parece ser o presente e o espaço, a Terra e alguma metrópole brasileira. O autor não demonstra grande preocupação em contextualizar temporal e historicamente o conto. Nota: 6

    ENREDO CONFLITO E CLÍMAX: Enredo frágil, praticamente sem trama, o clímax é pouco enaltecido e o resultado é uma narrativa linear, sem enlevos. Nota: 6

    TÉCNICA E APLICAÇÃO DO IDIOMA: A escrita é repleta de erros de concordância e frases mal construídas. Erros que não se justificam mesmo considerado que o conto é narrado por um ser alienígena. Nota: 5

    VALOR AGREGADO: Não pude identificar valor para além do entretenimento e mesmo essa função é prejudicada pelas deficiências técnicas. Nota: 4

    ADEQUAÇÃO À TEMÁTICA: Arrisco afirmar que a história é mais adequada ao gênero infantil que de ficção científica, no entanto não se pode negar que possui afinidade com essa temática. Nota: 4

  10. Priscila Pereira
    2 de setembro de 2019

    Resumo: Uma alien é esquecida na Terra por sua nave e faz amizade com uma moradora local que acaba sendo abduzida quando a nave volta para buscar a alien.

    Olá, Effy, seu conto está muito gostoso de ler, muito bem escrito e com uma história interessante, principalmente as interações do dispositivo de análise explicando as coisas para ela, muito legal. As personagens estão bem fundamentadas, dá para sentir empatia por elas mesmo em uma narrativa curta, e o pequeno toque sabrinesco ficou muito bom, nos leva a imaginar o que acontecerá quando a Alicia acordar e perceber que foi abduzida e que sua amiga é uma alien e está interessada nela, isso dá uma continuação, heim… pense nisso.
    Bem, um ótimo conto! Parabéns e boa sorte!

  11. Evelyn Postali
    1 de setembro de 2019

    Caro(a) escritor(a)…
    Resumo: Uma alienígena é esquecida no planeta Terra e conhece Alícia, apaixonando-se por ela. Os pais da alien voltam e a resgatam juntamente com a terrestre.
    Técnica: Ficção científica. Narrativa linear de linguagem simples, mas bem trabalhada. Palavras criadas para dar suporte à tecnologia imaginada. Sem erros de escrita ou construção.
    Avaliação: Um conto leve, de leitura agradável. Talvez pudesse ter havido algum conflito, ou alguma surpresa para dar mais tempero à história, mas de qualquer maneira, gostei muito do conto. O final ficou em aberto. Talvez possa escrever uma continuação ou prolongar essa história. Quem sabe, ao acordar, Alícia não se sinta tão confortável estando fora de casa. Gostei muito do conto.
    Boa sorte no desafio.

  12. Elisa Ribeiro
    24 de agosto de 2019

    A Alienígena Effy é abandonada inadvertidamente na Terra. Em meio ao estranhamento com o planeta que desconhece, interage com uma terráquea pela qual se sente atraída. Antes que consiga tocar na terráquea, Effy é recolhida por seus pares alienígenas. Para sua surpresa, a terráquea por quem se sentiu atraída foi abduzida junto com ela.

    Aqui temos mais um SCiFi-Sabrinesco. O enredo é muito simples e aposta nos estranhamentos da alienígena como os costumes da Terra. Pareceu-me que o autor usou o truque de interromper o romance entre as garotas para fugir da descrição de cenas mais picantes.

    A linguagem me pareceu adequada à proposta e o texto está bem revisado. A escolha estratégica do autor pela narrativa em primeira pessoa, para mim, foi o grande acerto do conto. Desfocou a descrição dos artefatos tecnológicos, que poderiam cansar o leitor, optando por uma abordagem crítica de alguns maus costumes atualmente em voga. Uma saída inteligente para uma composição em um gênero que costuma requerer bem mais do que 2500 palavras. .

    A impressão final foi de um texto em que o autor se valeu de sua inteligência para escapar das armadilhas dos dois gêneros propostos no desafio. O resultado foi um conto agradável de ler, mas que não surpreende como FC nem empolga como Sabrinesco.

    Desejo boa sorte no desafio e em tudo mais. Um abraço.

  13. Gustavo Araujo
    21 de agosto de 2019

    Resumo: Éffy é uma alienígena — aparentemente criança — esquecida na Terra por pais relapsos. No nosso planeta ela trava contato com a vegetação, com as cidades e com as pessoas, achando tudo muito estranho. Por sorte, ela tem Earita, um dispositivo ultra-mega-power para traduzir e explicar nosso estranho mundo a ela. Então Éffy faz amizade com Alicia, uma terráquea, e acaba gostando dela. No fim, ao ser resgatada, os pais trazem a terráquea junto, para agradar a pequenina (e talvez para mitigar o sentimento de culpa que nós, pais, sempre temos conosco).

    Impressões: Este conto me deixou meio dividido. Aparentemente é um conto dirigido ao público infantil, pois pelos olhos da pequena Éffy nosso mundo é descrito de forma simples e pueril, como se parece a uma criança. Achei, porém, que essas descrições ficaram demasiado longas e cansativas, já que abordam a grama, o asfalto, as pessoas, os carros, os restaurantes, os pássaros… O conto melhora quando surge Alícia e Éffy passa a nutrir sentimentos por ela. Não fica bem claro o motivo ou como isso ocorre, já que só se menciona a beleza da terráquea, mas, se realmente o conto se destina ao público infanto-juvenil, isso é algo de menor relevância. De todo modo, também depois do encontro as descrições do desconhecido se sucedem, não havendo algo de novo na trama.

    Quero dizer que à exceção de Alícia, o texto é, de fato, uma longa descrição do nosso planeta. Há uma certa recuperação no fim, com o resgate de Éffy e a abdução de Alícia, mas isso é infelizmente pouco explorado. Bacana seria ver a reação da terráquea ao despertar na nave de Ma e Pa.

    Embora descritivo em excesso, o conto é bem escrito e faz bom uso da gramática. O(A) autor(a) tem ótima criatividade e sabe explorar suas ideias. Acho que só faltou um tantinho de ousadia.

    Em todo caso, parabéns e boa sorte no desafio.

  14. Fheluany Nogueira
    19 de agosto de 2019

    Uma alienígena vem à Terra e, esquecida do resto da tripulação, sobrevive graças ao sensor Earita, que “traduzia cada situação ao redor”. Durante o tempo que esteve no planeta, faz uma análise, com uma visão negativa dos humanos; a não ser Alícia, que a confundindo com um fã que representava seu personagem, tratou-a bem. A terráquea, imaginando que estava com uma turista, torna-se a guia de reconhecimento da alienígena. A alien é resgatada por sua equipe e fica feliz ao perceber que Alícia, também, está na nave, já que sentira algo especial por ela.

    A narrativa tem um núcleo pequeno, mas consegue apresentar uma série de situações identificáveis ao leitor e criar um ambiente adequado. A visão sobre o planeta e seus habitantes pareceu-me um tanto ingênua, sobretudo quando a extraterrestre fica admirada por não despertar a atenção dos seres nativos. Enfim uma ficção científica, com alguns toques sabrinescos que me fez lembrar o filme “Perdido em Marte”, (história sobre um astronauta abandonado acidentalmente no planeta vermelho), mas, aqui, uma alienígena perdida na Terra.

    O ritmo é tranquilo e constante, não confere tanto impacto e tenho a sensação de ver a intenção de emotividade, mas não chego a sentir. Contudo, traz algum envolvimento, mais por ser um tema que desperta a curiosidade.

    A estrutura funciona, o vocabulário está adequado para o gênero, os diálogos são críveis, o texto está bem escrito, exceto por alguns deslizes: “eu sei disso porque ouvi ele dizer” (PORQUE O OUVIU DIZER); mostrar os pontos turísticos à você (sem crase), por exemplo. O texto não me agradou como um todo, mas convence.

    Parabéns pelo trabalho! Boa sorte! Abraço.

  15. Regina Ruth Rincon Caires
    18 de agosto de 2019

    Análise e Reconhecimento: Terra (Éffy)

    Resumo:

    A história de Éffy, Alícia, Pa, Ma, e a Earita (sensor de análise e reconhecimento do planeta visitado). Uma nave do serviço de turismo Pa e Ma, que trouxe visitantes ao planeta Terra para um passeio de mais ou menos duas horas, por descuido, esqueceu a “turista” Éffy por aqui. E ela conhece Alícia, uma terráquea que se torna amiga e pela qual Éffy se apaixona. No desfecho, a nave volta para resgatar a turista e, junto, leva Alícia.

    Comentário:

    Um texto de ficção científica, de enredo leve, agradável de ser lido. Narrativa linear, de linguagem simples. A história é contada de maneira célere, aos montes. O texto é permeado de informações, algumas gírias, algumas palavras estrangeiras. Tudo pertinente. Interessante observar as descrições que o alien faz dos carros, da grama, do asfalto, dos prédios, do celular. O autor quis inserir alguma coisa de “erótico” na “engrenagem” do alien, soou estranho. Enfim, um texto que distrai.

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

  16. Fernanda Caleffi Barbetta
    16 de agosto de 2019

    Resumo
    Éffy, moradora do planeta Retiaviv, faz uma viagem à Terra e acaba sendo esquecida no planeta, onde deveria permanecer apenas cerca de duas horas turistando. Ela carrega consigo Earita, um sensor de análise e reconhecimento de regiões desconhecidas, que apesar das falhas, vai explicando tudo o que há no planeta e traduzindo a língua dos nativos. Éffy acaba sendo empurrada para dentro de um ônibus onde conhece Alicia, que acaba a levando para conhecer a cidade e desperta nela uma atração inesperada. Quando a nave resgata Éffy e a leva para o seu planeta, ela acorda sentindo falta da nova amiga, que logo ela descobre estar em Retoaviv.

    Comentário
    O texto é criativo, mas um pouco cansativo. Não gostei do final porque achei forçado levar a terráquea para morar em outro planeta apenas por causa da atração de Éffy que nem estava acordada para demonstrar esse interesse. O conto é bastante descritivo, o que é feito de uma maneira muito boa, mas senti falta de uma descrição da Éffy, até para nos convencer de que ela pudesse se apaixonar por uma terráquea.
    Em alguns pontos houve uma falha na coerência, por exemplo, Earita é apresentada como um sensor de análise e reconhecimento de regiões desconhecidas, mas falha estando longe de casa, além do fato dela aparecer no final do conto como um acompanhante constante da Éffy, falando de suas emoções, mesmo não estando em regiões desconhecidas.
    Na minha opinião, este trecho ficou sem coesão: “Conheci aquele planeta numa situação ensolarada, e também fui esquecido (a) do (pelo) resto da tripulação abaixo daquela mesma claridade. Se eu fosse menor e sem experiência, diria que daria vazão ao meu desespero. Mas, no futuro, seria eu a líder de Qiroifàn, além do mais meu senso de equilíbrio era incrível.” Traz como informação o planeta ensolarado, ter sido esquecida, falta de experiência, possibilidade de ser líder de Qiroifàn e senso de equilíbrio… é muita informação desconexa num mesmo parágrafo: Ainda no mesmo parágrafo, a descrição do novo planeta.
    Frase confusa: “Desde que a nave seguiu viagem e mal me recordava, sem muitos sucessos, nenhuma informação espacial era detectada em meus sentidos.”
    Neste trecho, dá a impressão que está descrevendo os seres voadores: “Mas, curiosamente, aqueles seres voadores eram sem dúvida um tanto diferentes daqueles aliens próximos a mim. Suas faces possuíam dois globos oculares simétricos, uma montanha encurvada com dois furos ao centro e uma abertura em fenda larga abaixo de tudo isso.”
    Não entendi porque isso seria algo surpreendente: “Acredita que dentro dele haviam outros aliens semelhantes aos que eu via do lado de fora?”
    Ficou um pouco incoerente ela estar com medo e querer se afastar, mas continuar conversando, puxando assunto (parte da Filosofia) e se oferecendo para ser sua guia turística.
    dentro naquela (daquela)
    Pouca (pouco) lúcida
    saí o mais rápido (possível) daquele novo solo
    causando um voo perfeito há (a) uma distância nada segura
    sequer ousar em (tirar o em) voar àquela
    Acredita que dentro dele haviam (havia) outros aliens
    algumas respostas (respostas?) que
    eu estava em (um) leito

  17. angst447
    9 de agosto de 2019

    RESUMO:
    Éffy é uma garota extraterrestre vinda de Retiaviv. Seus pais – Pa e Ma – acabam se esquecendo dela na Terra,pouso provisório para exploração turística. Enquanto espera ser resgatada pela nave, Éffy começa a explorar o território, curiosa com a diferença entre os planetas e seus habitantes. Conhece Alicia, e com ela conhece os pontos turísticos daquele local. Surge alteração dos seus sinais emocionais e Éffy se sente muito atraída e envolvida pela nova amiga. Ao ser resgatada, Éffy se recupera por ter respirado muito oxigênio. Lembra-se do que aconteceu e sente a dor da saudade. No entanto, repara que Alícia está ali também, recebendo oxigênio e tão linda como antes.

    AVALIAÇÃO:
    Conto FC com toques românticos sabrinescos. Achei fofa a história da alienígena com a terráquea. Sem erotização desnecessária.
    O conto está bem escrito, embora no começo eu tenha sentido o texto um tanto entroncado.
    “O problema foram as atenções de todos comigo.” – Você quis dizer que o problema foi a FALTA de atenção de todos para com ela?
    Outra coisa que não entendi direito: Éffy conseguia olhar direto para o sol sem se incomodar ou ficar cega, mas quando entrou no restaurante, shopping, ela estranhou a luminosidade. Por serem fontes diferentes de luz?
    Quanto à revisão, percebi pequenas falhas:
    – Pouca lúcida > POUCO lúcida (e aqui, acho que você quis dizer “pouco luminosa”)
    – há uma distância > A uma distância
    – haviam outros aliens > HAVIA outros aliens – sempre que o verbo HAVER for empregado no sentido de EXISTIR, ficará no singular (impessoal)
    – iguais à mim > iguais A mim
    – à você > A você
    – no que considerava > O que considerava
    – à aliens > a aliens
    – sentidos internos se ansiaram ao encontrar > sentidos internos ANSIARAM ENCONTRAR (o verbo ANSIAR significa provocar ou sentir ânsia) No caso, você poderia dizer ” meus sentidos internos se perturbaram ao encontrar…”)
    – Por Érina. > Não era ALICIA?
    Enfim, achei o conto interessante, delicado e com potencial para desenvolver. Vale a pena retrabalhar alguns pontos e lapidar esse texto.
    Parabéns pela sua participação no certame. Boa sorte!

  18. Luis Guilherme Banzi Florido
    9 de agosto de 2019

    Boa tarde, amigo. Tudo bem?

    Conto número 11 (estou lendo em ordem de postagem)
    Pra começar, devo dizer que não sei ainda quais contos devo ler, mas como quer ler todos, dessa vez, vou comentar todos do mesmo modo, como se fossem do meu grupo de leitura.

    Vamos lá:

    Resumo: extraterrestre é esquecida na terra, e sai conhecendo o local desconhecido. Se apaixona por humana, que leva embora.

    Comentário: gostei!

    O conto começa meio lento, e eu tava um pouco preocupado, achando que seria simplesmente um relato da percepções dela sobre a terra e os humanos. Isso seria um pouco chato, pq eu já conheço a terra e os humanos… kkkkkk

    Esse tipo de história funciona melhor quando retrata uma forma de vida fictícia, e o leitor vai aos poucos descobrindo o novo mundo e se surpreendendo. Então, conforme eu lia, eu pensava: tomara que tenha uma história, e não seja literalmente apenas uma análise e reconhecimento da terra.

    E não foi! à partir do encontro com a humana, a história ganhou fôlego e se tornou bem boa. Gostei muito do tom humorístico da relação delas. Imaginei uma criatura bizarra, falando coisas sem sentido. à principio, pensei: “mas como não perceberiam alguém tão estranho assim?”. Mas daí pensei bem, e aqui em volta do meu trampo tem tanta gente bizarra, que realmente não seria nada fora do comum.. hahahahaha

    A parte que a menina pergunta se ela é um cosplay, eu ri alto hahhaah. Gostei bastante desse tom divertido da história.

    A descoberta da humossexualidade-interespécie tbm foi bem daora. Gostei muito de como ela começa a despertar para sensações estranhas com a humana. Foi a parte alta do conto, achei.

    E o desfecho também foi mto bom. Tadinha da humana, pq foi ser tão simpática? Acabou abduzida hahahah.

    A parte cultural da extraterrestre também me agradou. Você não precisou ficar explicando quem era o que, na cultura dela. Simplesmente foi introduzindo e deixando o leitor entender e contextualizar.

    Resumindo: um conto que demorou um pouco pra ganhar minha atenção, mas quando ganhou, gostei muito.

    parabens e boa sorte!

  19. Angelo Rodrigues
    5 de agosto de 2019

    Análise e Reconhecimento: Terra

    Resumo:
    Caro Éffy,
    Conto satírico com viés de Ficção Científica.
    O alienígena Effy experimenta viver algum tempo na Terra e percebe as incongruências e inconsistências de nosso povo e de nosso planeta. Entra em contato com a “alien” Alicia e com ela incursiona por paisagens do nosso mundo. Está perdida em outro planeta e espera ser resgatada.

    Comentários:
    Creio que seja um conto satírico, crítico acerca do modo humano de existir visto pelos “olhos” de uma alienígena.
    Um conto interessante, embora a ficção não se tenha conjugado com o científico. Se encarado como tal, como ficção científica, não há realmente essa revelação, restringindo-se ao discurso de que há uma nave, um intercomunicador, um amorfismo que pode lembrar um cosplay etc etc., embora a aventura diferenciadamente científica não tenha existido.
    Diria que o conto se mostra uma forma de crítica social e de costumes sob a máscara de uma alienígena. Resumindo: tirando a máscara e colocando no lugar de Effy um ser humano normal, não haveria diferenças significativas na narrativa.
    Um “conto infantil”, por exemplo, não é aquele que tem crianças, mas que fala às crianças, cuja mensagem seja, em princípio, dirigida às crianças. No caso presente, o conto fala de tecnologia, embora não haja efetivamente a ficção científica.
    Não cheguei a ver isso como um problema para avaliar o conto, que é bem legal, divertido, mostrando as diversas facetas dos humanos. Legal isso.
    Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio.

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Informação

Publicado às 1 de agosto de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 3, R3 - Série B e marcado .