EntreContos

Detox Literário.

O Jardim da Infância (Daniel Reis)

As primeiras lembranças que tenho, e que mantenho muito bem guardadas desde os meus cinco anos sob uma grossa camada de medo e saudade, são apenas sensações: o frio do metal das correntes enferrujadas, por entre meus pequenos dedos, e o enjoo do movimento no balanço. Havíamos nos mudado no final do inverno, minha mãe e eu, para o subúrbio daquela vila, fugindo do caos da cidade; a vida ali deveria ser mais tranquila. De qualquer forma, mamãe ficava preocupada por não termos mais ninguém por perto; porém, ali havia emprego e era preciso trabalhar. Permitiu aos poucos que eu descesse para brincar, sozinha, pelas redondezas, mesmo quando ela não estivesse em casa.

Da janela do quarto onde morávamos, um velho prédio descuidado e cheio de marcas, era possível ver o bosque de coníferas bem próximo; e, na quadra ao lado, havia um jardim público onde azaleias em arbustos altos cercavam um pequeno parque de brinquedos abandonados. Entre balanços, o carrossel enferrujado e um escorregador, vivi minhas primeiras aventuras. Não havia muitas crianças na vizinhança mas, a princípio, eu não me importava muito com isso. Já estava acostumada – somente a gangorra permaneceria inútil.

Aquele jardim era o meu refúgio, santuário para onde eu ia quando não queria estar perto de nada ou ninguém. Passava horas e horas brincando na areia, até pouco antes do horário em que mamãe voltaria para casa. Foi ali que conheci Ilana, minha primeira melhor amiga.

 

Uma tarde, a menina apareceu, de mansinho, perguntando se eu queria brincar com ela. Pode ser, eu disse. Ilana era um pouco mais velha do que eu, e também não ia à escola. Nem sei o que aconteceu naquele dia, mas nos tornamos, na hora, amigas desde sempre. O parquinho era nosso castelo. Inventávamos histórias de princesas, cozinhávamos pedras e lama, e até nos escondíamos quando era necessário, da realidade dura e incompreensível daqueles dias. Mas ela sempre ia embora mais cedo.

Pois um dia Ilana teve a ideia de explorar o que havia além do jardim, na floresta. A princípio, senti medo, mas ela me desafiou, correndo na minha frente. Depois de alcançá-la, caminhamos de mãos dadas por entre as árvores despedaçadas e quase mortas. Uma densa fumaça cinza subia do outro lado do bosque, espalhando-se pelo céu e em todas as direções. Ruídos que ao longe pareciam gritos de pássaros agourentos, e tornavam-se cada vez mais nítidos e aterradores.

Surgiu então, detrás de uma árvore, um espectro sinistro, velho, muito magro, quase um esqueleto branco, completamente nu. Movia-se devagar, mas certamente vinha em nossa direção.

Ilana largou a minha mão, paralisada. Eu queria gritar mas a voz continuava presa na garganta, estrangulada. Naquele momento, tive a certeza de que o monstro teria de escolher entre uma de nós.

Caí no chão, indefesa, protegendo meu rosto com os braços, enquanto Ilana continuava em pé, sem reação.

O espectro, ofegante, parou bem próximo à minha amiga, fixando seus olhos encovados diretamente nos olhos dela, e exibiu os dentes podres no que poderia ser um sorriso maligno. Alguma coisa o fez mudar de ideia. Desviou-se e seguiu na direção oposta, sumindo assim como havia chegado, por entre as árvores.

Ilana virou-se, impressionantemente calma, mas quase tão branca quanto o espectro, perguntou se eu estava bem, enquanto me ajudava a levantar. Nisso, ouvimos um rosnado horrível, bem próximo, e vozes de homens. Resolvemos sair dali o mais rápido possível.

Se eu estivesse sozinha, não teria acreditado. Mas Ilana estava comigo e tinha visto o espectro também. Como nos separamos na fuga, não pude conversar com ela na hora. Mas fiquei tão nervosa que decidi conversar com mamãe, assim que ela chegasse em casa.

 

Ela chegou da fábrica na hora do jantar. Estava cada vez mais cansada, tinha pouca vontade e muito pouco o que cozinhar. Por isso, na maioria das vezes, trazia um pão com salame seco, que comíamos juntas, em silêncio.

– Mamãe, fantasma é gente que morre?

– Que história é essa, Elsie? Onde você ouviu isso?

– É que eu acho que eu vi um deles hoje.

– Pare com isso, menina. Não existem fantasmas aqui.

– A Ilana também viu, quando ele apareceu, do nada…

– Ilana? Quem é Ilana? – mamãe estranhou aquele nome.

Fiquei sem jeito por não ter contado antes sobre a menina do jardim.

– Ilana é minha melhor amiga.

Mamãe deveria ter entendido.

– Ah, que bom, Elsie, que você tem uma amiguinha agora para brincar…

– Pois é, nós duas estávamos…

(Percebi que não podia contar que tínhamos ido ao bosque sozinhas.)

– … brincando no parquinho, quando surgiu um vulto branco, um esqueleto. Fiquei com muito, muito medo, mas ele deu meia volta e foi embora. Acho que foi a Ilana que assustou ele.

Apesar de achar a história absurda, mamãe ficou preocupada comigo.

– Elsie, querida, você passa o dia inteiro por aí – por favor, fique no apartamento, não saia. Eu sei que o jardim é pertinho, mas se acontecer alguma coisa…

Ela começou a chorar, escondendo o rosto. Fiquei triste, mas entendi. Coisas estranhas aconteciam em toda parte. Garanti que iria obedecer e mamãe me abraçou, mais controlada:

– Fantasmas são coisas do passado, Elsie.

 

Nem preciso dizer que quebrei a promessa já no dia seguinte. Estava ansiosa por conversar com Ilana sobre a aparição. Quando cheguei na gangorra, ela já estava lá, pensativa, me esperando. Perguntei, enquanto subia no brinquedo:

– E o fantasma de ontem?

Ilana, lá de cima, deu de ombros, indiferente.

– Aquilo não foi nada.

Nossa, pensei. Como é que ela poderia falar uma coisa daquelas?

– Como não foi nada? Você não acredita em fantasmas?

Ilana, agora descendo, balançou a cabeça.

– Elsie, você também é bem grandinha, já deveria saber.

– Saber o que?

– O que está acontecendo agora. Sinta esse cheiro, ao redor.

Era verdade. Havia sempre um cheiro ocre naquela vila. Mas, assim como a fumaça e o barulho, a gente acabava se acostumando.

– O que é que tem?

Ilana desceu da gangorra devagar, segurando o assento para eu descer também, e saímos do brinquedo.

– Venha. Quero te mostrar mais uma coisa.

 

Caminhávamos novamente pelo bosque, agora não mais de mãos dadas. Ilana ia à frente, desviando dos galhos caídos e das crateras no solo, mas com confiança absoluta sobre a direção em que deveríamos seguir. Percebi que os ruídos agourentos pouco a pouco se transformavam em murmúrios quase humanos. Finalmente, chegamos a uma clareira onde estava escondida a resposta: nos troncos das árvores ao redor, pendurados a dois metros de altura, pendiam vários homens nus, pregados pelos punhos e tornozelos. O sangue que escorria dos corpos manchava a neve ao redor das raízes das árvores. Alguns deles ainda gemiam. Outros já estavam mortos.

Um ruído aterrador parecia vir dos céus.

Fugi dali o mais rápido que pude, deixando Ilana para trás.

 

À noite, mamãe chegou apavorada e eu continuava escondida, embaixo da cama. As imagens tornavam a aparecer, mesmo quando eu fechava os olhos. Mamãe não sabia onde estava e preocupou-se que algo houvesse me atingido. Mas, ao me ouvir soluçar, acabou me encontrando. Preferi não contar para ela o motivo do meu medo, e acabei dormindo sem jantar.

Durante a semana, fiquei sozinha e trancada em casa, observando pela janela o movimento fora do comum de caminhões e veículos pela cidade. Mamãe continuava indo à fábrica, mas voltava mais cedo do que antes. Continuava com semblante preocupado. Eu não tinha vontade de fazer nada. Nem mesmo de ir ao jardim onde permaneciam vazios as balanças, a gangorra, o carrossel e o escorregador. Sentia vergonha por ter abandonado Ilana, sozinha, no meio do bosque. Mas não tinha a coragem de pedir desculpas.

No sábado, bem cedo, todos foram convocados através do sistema de som a comparecerem à praça central. Mamãe me levou pela mão, assustada, em meio a uma densa neblina. Eu ainda estava sonolenta, mas tive a esperança de encontrar Ilana. Talvez ela pudesse me desculpar. Só que não conseguimos nos encontrar, no meio daquela multidão. Em poucos minutos, uma fila enorme de pessoas seguia pela estrada, caminhando em meio bosque maldito. Senti um arrepio. Sabia que não iríamos muito longe.

O sol tímido dissipou a neblina, tornando o clima mais ameno durante quase todo o percurso. Mulheres conversavam em voz baixa, dividindo fofocas cotidianas. Os homens cumprimentavam-se, circunspectos, em seus melhores ternos. Outros deles, militares, trajavam uniformes de gala, sérios e empertigados. Mamãe permanecia em silêncio.

Atravessamos sem incidentes o bosque, agora estranhamente quieto, e chegamos ao portão de madeira na cerca de arame farpado, que se estendia ao redor do grande galpão. As chaminés da fábrica ainda fumegavam. Do outro lado da grade, espectros e seus guardiões abriram passagem para que nós, que éramos vizinhos deles e nada sabíamos, pudéssemos testemunhar todo o horror daquele lugar.

Mulheres choravam. Homens tentavam se conter, ao receber as pás e reconhecer a tarefa que lhes fora designada. Oficiais e soldados, derrotados, tiveram que arrastar para valas comuns centenas de cadáveres putrefatos.

Dentre eles, Ilana, minha amiga, jogada no topo de uma enorme pilha de corpos. Mamãe, já acostumada a ver todos os dias aquela atividade de arrastar os mortos, teve de trabalhar sob o olhar de dezenas de sobreviventes. Dentre eles, o espectro que encontramos no bosque. Ele havia sido capturado naquela tentativa de fuga e reconduzido ao inferno. Agora, havia suportado o suficiente para testemunhar a libertação do campo pelos exércitos aliados. Um dos poucos sobreviventes daqueles dias em Nordhausen.

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23 comentários em “O Jardim da Infância (Daniel Reis)

  1. Ana Carolina Machado
    15 de junho de 2019

    Oiiii. Um dos contos mais surpreendentes do desafio. Tudo começa com uma menina e a mãe que se mudam para um lugar novo, a menina passava o tempo brincando sozinha até que um dia conheceu uma amiga nova chamada Ilana. Um dia as duas vão até a floresta e vem o que elas pensam ser um fantasma, o que assusta muito a menina. Mal sabia ela que em outra ida a floresta veria algo mais assustador ainda: pessoas pregadas pelos punhos e tornozelos . Como Ilana dizia tinha alguma coisa acontecendo que Elsie não percebia. No fim descobrimos que o local além do bosque era um campo de concentração e que toda a população da proximidade foi obrigada a ver os horrores que ocorriam na dentro por não verem (ou fingirem) o que ocorria a apenas alguns metros de suas casas. Foi um dos finais mais surpreendentes, pois em nenhum momento passou pela minha cabeça que a ambientação era a segunda guerra mundial. Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio.

  2. Gustavo Azure
    15 de junho de 2019

    RESUMO Memórias de um episódio da infância vivida em Nordhausen, onde o medo de fantasmas esconde algo mais real e tenebroso. Uma menina brinca sozinha até que sua recente amiga, Ilama, mostra a verdade: fantasmas não existem, mas o horror sim.
    CONSIDERAÇÕES Apresenta de uma forma sutil a transição da visão fantasiosa da infância sobre os fatos até ser apresentada uma realidade cruel. Talvez esse elemento podia ser mais explorado. No mais, um bom conto.
    NOTA 4,3

  3. Estela Goulart
    15 de junho de 2019

    Resumo: Elsie é uma menina que lembra bastante da sua infância, mas prefere esconder. Ela não tinha amigos para brincar, quando conhece Ilana. Um dia, as duas caminham pela floresta quando acham um espectro de luz. Elsie fica assustada, mas Ilana acha normal. Assustada demais, a garota conta para a mãe e as duas vão até uma realidade sombria de se viver.

    Um conto muito bem escrito, com um pouquinho de terror. Acho que você foi simples, não apelou para o “macabrismo”. Gostei da maneira fácil e simples com que escreveu, seu muitas firulas ou palavras difíceis para tentar engrandecer seu conto. Foi sucinto. A história deixou a esperar, mas ainda assim você escreveu bem.

  4. Cirineu Pereira
    15 de junho de 2019

    Resumo
    Durante a Segunda Guerra Mundial uma garota de apenas 5 anos, criada pela mãe nos arredores de um campo de concentração, conhece os horrores do extermínio nazista.

    Aplicação do idioma
    Poucos erros gramaticais, de concordância e de estruturação das frases, porém figuras de linguagem ou elementos de estilo notáveis.

    Técnica
    O texto parece retratar um estilo em início de construção, bem povoado por bons diálogos e eventos menores, concedendo à narrativa uma fluidez agradável e dinâmica, porém sem antecipar revelações e desfecho. Não é uma leitura prazerosa pelo estilo em si, mas pela cadência.

    Título
    O título é adequado ao enredo, uma vez considerado seu caráter irônico, no entanto é pouco atrativo.

    Introdução
    Há algumas incongruências desestimulantes como memórias claras que reportam aos cinco anos de idade da protagonista apenas e o fato da mãe, mesmo à época implícita, deixá-la sair à rua, reduzindo a expectativa do leitor. De resto, é uma abertura bastante tradicional, sem qualquer elemento mais incitante.

    Enredo
    O enredo aborda o extermínio nos campos de concentração, o que por si só já é suficientemente horrível e, em teoria, seria potencializado quando narrado sob a perspectiva inocente de uma protagonista então ingênua. No entanto, infelizmente, apesar de ser eficaz em atribuir uma carga de mistério à narrativa, o elemento horror não é devidamente transmitido ao leitor.

    Conflito
    A desobediência da filha para com a mãe, a situação de penúria generalizada, o medo, a curiosidade… Há mais de um elemento conflituoso no conto, sendo o principal, o mistério. Porém nenhum deles forte o bastante para contaminar e apreender o leitor.

    Ritmo
    Apesar da evolução dos fatos e progressão da trama, o autor não foi capaz de, através de sua narrativa, acompanhar e atribuir a devida dimensão às diversas etapas da história incitando no leitor sensações como curiosidade, expectativa, horror, apreensão, etc.

    Clímax
    Bom clímax, com caráter de revelação tão somente, uma vez que até então, o conflito principal é o mistério que ronda as aparições estranhas e mesmo a atmosfera de desalento social pintada pela narrativa.

    Personagens
    Provavelmente a incoerência dos personagens seja o maior pecado dessa narrativa. A protagonista, por seus diálogos e narrativa baseada em memórias incompatíveis com sua idade, passa pouca ou nenhuma credibilidade. Falta verossimilhança.

    Tempo
    Tempo bem marcado, apesar da linearidade cronológica.

    Espaço
    Boa ambientação e cenários bem descritos.

    Valor agregado
    O conto, aparentemente, utiliza a perspectiva de uma criança para narrar eventos da segunda guerra mundial e dos campos de concentração, incitando a curiosidade histórica, logo, possui carga didático, apesar da narrativa não ser adequada ao público adulto e a história imprópria ao público infantil.

    Adequação ao Tema
    Um horror infantil? Aparentemente o autor não foi sucedido em enquadrar seu conto a nenhum dos gêneros, tão pouco foi feliz em fundi-los na mesma narrativa, nem por isso se pode afirmar que o conto não atende à temática proposta.

  5. Estela Goulart
    15 de junho de 2019

    Resumo: Elsie é uma menina que lembra bastante da sua infância, mas prefere esconder. Ela não tinha amigos para brincar, quando conhece Ilana. Um dia, as duas caminham pela floresta quando acham um espectro de luz. Elsie fica assustada, mas Ilana acha normal. Assustada demais, a garota conta para a mãe e as duas vão até uma realidade sombria de se viver.

    Um conto muito bem escrito. Gostei da maneira fácil e simples com que escreveu, seu muitas firulas ou palavras difíceis para tentar engrandecer seu conto. Foi sucinto. A história deixou a esperar, mas ainda assim você escreveu bem.

  6. Gustavo Azure
    15 de junho de 2019

    RESUMO Memórias de um episódio da infância vivida em Nordhausen.
    CONSIDERAÇÕES Apresenta de uma forma sutil a transição da visão fantasiosa da infância sobre os fatos até ser apresentada uma realidade cruel. Talvez esse elemento podia ser mais explorado. No mais, um bom conto.
    NOTA 4,3

  7. Priscila Pereira
    14 de junho de 2019

    O Jardim da Infância (Kindergaarten)

    Resumo:Uma menininha faz uma nova amiga e em uma expedição pelo bosque elas se deparam com um fantasma, depois ficamos sabendo que o fantasma era um dos sobreviventes de um campo de concentração nazista.

    Olá, Autor(a), seu conto tem um clima de terror muito bom, ficamos apreensivos sobre o que vai acontecer com a garotinha, ao longo da história eu imaginei os possíveis encerramentos para o conto, entre eles, que elas estavam mortas e presas em um limbo, que era uma cidade assombrada por fantasmas realmente, mas nunca imaginei esse final… Muito bom! O que mais gostei no seu conto foi o clima que você conseguiu passar, esse mistério, que instiga a imaginação. Ficou bem visual, o que ajudou bastante a dar o tom de terror. Parabéns! Até mais!

  8. Sarah
    14 de junho de 2019

    Uma garotinha se muda com a mãe para um bairro mais rural. Ela permanece muito tempo sozinha, pois a mãe trabalha bastante.
    Conhece então uma outra menina e ambas brincam em um parquinho isolado perto da floresta.
    Certo dia ambas se deparam com uma criatura horrenda que felizmente não as machuca.
    A garotinha retorna para casa e tempos depois são todos chamados para ir à cidade. A menina vê sua amiga morta juntamente com um monte de outros cadáveres e a história termina com um ar de que não é a primeira vez que algo estranho como aquilo acontecia.

    Durante a primeira cena deu a entender que a Ilana era mais corajosa, por isso o tal espectro não fez nada com ela. Mas, eu desconfiada do jeito que sou, suspeitei da pobre garota.
    Gostei de como mostrou a amizade que a personagem principal desenvolveu com a outra menina. Após o trecho que a Ilana mostra os homens mortos para a amiga fiquei me perguntando se a causadora daquilo não seria a própria personagem principal.
    O final do conto foi um pouco confuso para mim, mas após pensar um pouco tenho a teoria de que realmente algo tinha haver com a menina, pois a mãe dela diz que os fantasmas estão no passado. Outro trecho que não compreendi exatamente é quando ela cita que os espectros e seus guardiões abriam passagem para a multidão e que um dos espectros fora capturado de volta. Então ele de fato era um fantasma? Todos ao redor da menina podiam vê-los?
    Talvez eu esteja supondo errado, talvez eu não tenha entendido bem o contexto da história, mesmo assim foi um conto interessante.

  9. Antonio Stegues Batista
    12 de junho de 2019

    Nem todo conto que contém criança é infantil. Esse certamente é de terror. Episódio de um campo de concentração nazista, na Segunda Guerra Mundial. Um conto bem escrito, com boa ambientação e tudo mais.

  10. George Armado
    11 de junho de 2019

    Sinopse: uma jovem vive com sua mãe numa vila operária. Em sua ingenuidade ela acredita estar vivendo e aproveitando sua infância como uma garota normal. Ao conhecer sua amiga Ilana, ela sofre uma terrível experiência ao adentrar no bosque. Desde esse dia, sua infância foi tragada pelo pesadelo social.

    Comentário: um dos contos mais assustadores desse certame, em sentido lato mesmo. O autor conseguiu surpreender com o uso de situações corriqueiras que acabam por se tornar traumáticas. O final é belíssimo, e arranca uma náusea da gente, melhor seria que a garota estivesse mergulhada no sobrenatural.

    A Árvore que Divide o Mundo – NOTA: 1,0
    Amarga Travessia – NOTA: 5,0
    Aquilo – NOTA: 4,5
    Capitão Ventania – NOTA: 4,0
    Demasiado Humano – NOTA: 4,5
    Lobo Mau, A Garota da Capa Vermelha e os 3 Malvados – NOTA: 1,9
    Magnum Opus – NOTA: 4,0
    O Fim de Miss Bathory – NOTA: 5,0
    O Jardim da Infância – NOTA: 5,0
    O Ônibus, a Estrada e o Menino – NOTA: 3,5
    O Parque – NOTA: 1,0
    Penumbra – NOTA: 1,5
    Prisão de Carne – NOTA: 3,5
    Rato Rei – NOTA: 3,0
    Seus olhos – NOTA: 4,0
    Troca-troca Estelar – NOTA: 5,0
    Variante Amarela – NOTA: 1,0
    Vim, Vi e Perdi – NOTA: 1,0
    ——————————–
    Melhor técnica: Aquilo
    Conto mais criativo: Amarga Travessia
    Conto mais impactante: O Jardim da Infância
    Melhor conto: Troca-Troca Estelar
    ——————————–

  11. Shay Soares
    2 de junho de 2019

    Uma menina fica sozinha em casa enquanto a mãe está no trabalho. Um dia encontra algo indesejado no meio do bosque.

    Essa ideia de retratar o terror da realidade é uma das poucas coisas que realmente aprecio nesse gênero, para mim soa até poético. Justamente por isso, gostei muito das figuras de linguagem utilizadas no texto, elas reforçam esse olhar que eu tenho.

    Me identifiquei com alguns trechos que retratam a infância da Elsie e acabei eu própria relembrando o passado. Logo no começo do texto o autor fala que uma das lembranças daquela época era a corrente fria do balanço e o enjoo, por ser uma lembrança tão marcante, senti falta de um reforço sobre isso (ela não usa o balanço em nenhum momento).

    A história, de maneira geral, é muito triste, acho que justamente por todo esse peso romântico sobre o que estava acontecendo, para mim ele soa mais como um drama do que um terror. A passagem do espectro acaba se perdendo na melancolia da narrativa (ou na melancolia da minha voz interior narradora haha).

    Para mim o final poderia ter aproveitado melhor o horror da menina ao ver a amiga no topo dos corpos, talvez alguma memória distorcida de como ela guardou aquela lembrança fosse servir muito bem aqui também.

  12. Paulo Luís
    2 de junho de 2019

    Olá, kindergaarten, boa sorte no desafio. Eis minhas impressões sobre seu conto.

    Resumo: Uma criança se muda para uma pequena cidade, no parque ela faz amizade com outra menina, quando se deparam com um provável fantasma em plena luz do dia, depois adentram um bosque misterioso onde encontram-se com cadáveres dependurados em árvores. A amiga some do local onde se encontravam. Só aparecendo já morta sobre um amontoado de cadáveres

    Gramática: Algumas frases mal formuladas, assim como estas: (Mamãe não sabia onde estava e preocupou-se que algo houvesse me atingido – caminhando em meio bosque maldito)

    Tema/Enredo: Mais um conto com dupla identidade: terror/infantil. Situações de terror que brotam do nada, sem nenhuma fundamentação de sua existência. Cadáveres são encontrados por crianças em um bosque próximo a praça onde brincavam. Numa convocação por alto-falantes, em um sábado, homens de terno e gravata e militares em trajes de gala, se juntam a população para a função de limpar uma fábrica da cidade cheia de corpos mortos putrefatos. Enfim, um enredo muito bem inventado, mas totalmente despropositado. Muita invenção, mas nenhum argumento crível.

  13. Luis Guilherme Banzi Florido
    27 de maio de 2019

    Bom diaaa. Belezura?

    Resumo: garota e sua mãe se mudam para lugar desolado,a menina encontra uma amiga no parquinho, as das encontram uma espécie de assombração e descobrem homens pendurados pelos punhos em árvores. Num belo desfecho, descobrimos que se tratava de um campo de concentração.

    Comentário:

    Uau, que belo desfecho! Não desconfiei disso. Sabia que tinha algo suspeito, ali, e que algo me surpreenderia sobre o local, mas não cheguei a suspeitar disso. Após terminar, dei risada de perceber a dica no pseudônimo. Muito bom!

    Mas vamos por partes. Primeiro, a escrita é boa e segura, proporcionando uma leitura agradável, que flui bem e não apresenta entraves ou erros significativos. A ambientação é muito boa, fiquei o tempo todo lendo o conto e imaginando um cenário meio cinzento e mórbido. A protagonista também tem um certo carisma, causando um pouco de pena.

    Mas o ponto alto do conto certamente é o desfecho. Isso pq o desfecho acaba ressignificando toda a história. É muito legar ver como a mente infantil da menina criou personagens para facilitar sua compreensão da situação que vivia. O monstro ou assombração representando o soldado alemão, por exemplo. Muito interessante.

    Acho que retratou com fidelidade a forma como as crianças (e mesmo os assuntos), recriam o mundo para melhor digerir a realidade.

    Enfim, muito bom, parabéns e boa sorte!

  14. Evandro Furtado
    24 de maio de 2019

    A história de uma menina que vive sozinha com a mãe e acaba fazendo amizade com uma garota que aparece por ali. Mais tarde, descobre-se que ela vive perto de um campo de concentração.

    Acho que a grande virtude do conto é a trama que vai se adensando e prendendo o leitor. O(a) autor(a) consegue gerar uma expectativa em quem lê com pequenos hints ao longo do texto. Infelizmente, sofre com algo que não é exatamente sua culpa. De certa forma, já espera-se algo que tenha a ver com campos de concentração. Ainda assim, é algo que impacta ao final.

  15. Davenir Viganon
    24 de maio de 2019

    Elsie vive com a mãe que trabalha numa fábrica. Enquanto a mãe trabalha Elsie brinca com usa nova amiga Ilana e ambas encontram um fantasma no bosque. Elsie encontra mais fantasmas depois de sair do apartamento sem permissão da mãe. Ao final, os fantasmas não são fantasmas mas fugitivos de um campo de concentração nazista nos momentos finais antes da libertação pelo exército soviético.
    Achei a história muito boa, usou a visão infantil de forma que surpreende no fim, pois o fantasma seria melhor que a realidade terrível do holocausto. Comigo funcionou.

  16. Sidney Muniz (@SidneyMuniz_)
    23 de maio de 2019

    Resumo: O Jardim da Infância (Kindergaarten)

    Um conto com um “q” de menino de pijama listrado. Interessante, carregado de drama. Há uma premissa boa, a fantasminha que acompanha a menina, tudo muito bem escrito e delineando a história, nos convidando com uma narrativa bem eficaz. Ao final a menina e a mãe encontram o local onde os corpos são deixados, onde as almas tentam descansar, ou ao menos partir. Bom conto!

    Avaliação: (Para os contos da Série A-B não considerarei o título, as notas serão divididas por 5 para encontrarmos a média. Porém teremos uma ordem de peso para avaliação caso tenha empates… Categoria/ Enredo / Narrativa / Personagens / Gramática.

    Terror/ Infanto Juvenil: de 1 a 5 – Terror: Nota 2,0 Infanto Juvenil Nota: 1,5 (Não é bem um conto de terror, ou talvez seja, mas é leve o bastante para ser mais engraçado que aterrorizante apesar de algumas mortes e cenas emblemáticas.)

    Gramática – de 1 a 5 – Nota 5 (Sem erros)

    Narrativa – de 1 a 5 – Nota 4,0 (Achei maçante!)

    Enredo – de 1 a 5 – Nota 3,5 (Um bom enredo, estilo batido de história, mas boa)

    Personagens – de 1 a 5 – Nota 4 (Bons personagens)

    Total: 20,0 / 5 = 4,0

  17. Elisa Ribeiro
    18 de maio de 2019

    A menina Elsie e sua mãe mudam-se para um subúrbio. Enquanto a mãe sai para trabalhar a menina brinca em um jardim público, a princípio sozinha e logo na companhia de outra menina mais velha de nome Ilana. As duas fazem incursões pela floresta em torno do jardim e se deparam com criaturas e situações assustadoras. Ao final do conto, a natureza das circunstâncias narradas e das criaturas descritas é revelada.

    O conto traz o horror real de um campo de concentração nazista. Explora, pois, o terror de uma lamentável circunstância histórica.

    O principal mérito da narrativa para mim está no suspense habilmente construído pelo autor. É somente no final do conto que a solidão de Elsie é explicada e a natureza de suas visões é revelada. A ambientação do conto também ficou muito boa: tanto a solidão da menina brincando no jardim como suas incursões pela floresta ficaram bem caracterizadas e contribuíram para a construção da atmosfera gótica essencial para o efeito pretendido de suspense e temor.

    A revisar, a expressão “cheiro ocre”. Acredito que a intenção tenha sido “cheiro acre”.

    Um bom conto de terror! Parabéns e sucesso! Um abraço.

  18. Fernanda Caleffi Barbetta
    16 de maio de 2019

    Resumo
    Elsie conta sobre as lembranças de quando tinha cinco anos, quando ela e a mãe se mudaram para o subúrbio, fugindo do caos da cidade. Aos poucos, sua mãe permitiu que ela brincasse na vizinhança sozinha e ela começou a frequentar um parquinho com brinquedos abandonados, onde acabou conhecendo Ilana, que logo se tornou uma grande amiga. Um dia, Ilana a convidou para desbravarem um bosque que ia além do jardim, e ela aceitou. Em meio às árvores, elas avistaram uma espécie de homem velho, muito magro e branco que se aproximou delas, mas não as atacou, sumindo como havia aparecido. Elsie questiona a mãe sobre a existência de fantasmas e conta o ocorrido, mas, mesmo não acreditando na história do fantasma, ela pede que a filha fique em casa em sua ausência. Quebrando a promessa, Elsie vai ao encontro da amiga e, ao comentar sobre o fantasma, percebe que Ilana sabe bem mais do que ela sobre o que acontecia no bosque. A amiga mostra a ela um lugar no meio do bosque com homens nus pregados pelos tornozelos e pulsos, com sangue sendo drenado de seus corpos. Ilana não conta nada à mãe e não sai mais de casa. Um dia, os auto-falantes da cidade convocam todos a comparecerem à praça central, de onde caminham até o bosque. Então, revelam que naquele bosque, homens capturados na guerra eram torturados e mortos. Agora, o exército aliado os retirava do campo de concentração.

    Comentário
    Gostei bastante do conto, da trama, da forma como foi contado. Muito bem escrito, flui muito bem, nos levando até o final sem imaginarmos o desfecho. Eu realmente não imaginava que seria aquele final. Parabéns.
    Apenas poucas sugestões no que se refere à gramática:
    Saber o que (quê)?
    Mamãe não sabia onde (eu) estava e preocupou-se
    caminhando em meio (ao) bosque maldito

  19. C. G. Lopes
    13 de maio de 2019

    O JARDIM DA INFÂNCIA
    RESUMO:
    Elsie tem 05 anos e mudou-se com sua mãe para uma vizinhança estranha. Enquanto sua mãe trabalha numa fábrica, Elsie costuma brincar em um jardim público, é onde conhece Ilana e de imediato se tornam amigas inseparáveis. Um dia Ilana tem a ideia de explorar o terreno além do jardim que é uma floresta com assustadores sons de pássaros e tomada por uma fumaça densa. Encontram um velho senhor muito magro, muito pálido e completamente nu. Este é o incidente que inicia a travessia de Elsie para a dura realidade. Ela e sua mãe estavam em Nordhausen, cidade que entre os anos da segunda guerra recebeu cerca de 60.000 presos, dos quais cerca de 20.000 morreram de más condições de trabalho, fome e doenças, ou foram assassinados e também cerca de 10 mil trabalhadores forçados foram empregados em várias fábricas dentro da cidade.

    CONSIDERAÇÕES
    Uma excelente história, uma boa virada em um conto que não consigo classificar como terror nem infanto-juvenil, mas essa é somente a minha opinião.
    Talvez, eu esteja preso as características do terror clássico e talvez o autor (a) esteja criando um novo subgênero.

  20. Fheluany Nogueira
    12 de maio de 2019

    A mãe e a menina-narradora mudaram para o subúrbio de uma vila, onde havia emprego. Mesmo preocupada com o isolamento, mãe acabou permitindo que a menina brincasse nas redondezas, em um parquinho. Ali ela fez amizade com outra menina e foram até a mata onde encontraram um espectro, que nada fez contra elas.
    Mal contou a aventura para a mãe e, aos poucos voltou a sair. A amiga levou-a para ver corpos mutilados presos nas árvores da mata. Fugiu e deixou a amiga ali. Não mais saiu do apartamento até que todos foram convocados à fábrica. Deveriam arrastar para valas comuns centenas de cadáveres putrefatos (era este o trabalho da mãe). Dentre eles, a garota notou a amiga e o espectro que encontrara no bosque, recapturado depois da tentativa de fuga.
    Como última palavra do texto vem o nome da localidade: Nordhausen, um cruel e desumano campo de trabalho forçado da Alemanha Nazista, para fornecer trabalhadores para a construção de foguetes. O leitor compreende, então, a totalidade do texto: os presos tinham que, literalmente, trabalhar até a morte, ou trabalhar até a exaustão física, quando seriam assassinados.

    Bem escrito, envolvente, narrativa bem amarrada, ainda que lenta nos acontecimentos. Acho que é um dos contos com mais aspecto de terror desse desafio, e a ambientação tem papel fundamental nisso, com alguns detalhes bem interessantes que nos coloca dentro da atmosfera, como as correntes, amiga misteriosa, a mãe descontente com o trabalho de que precisava, fumaça da chaminé. A informação final deu um impactante sentido conclusivo à trama — a cereja do bolo na trama. O terror vem mais em forma de angústia, mas funciona do mesmo modo. É o terror de realidade, do holocausto provocado pelo nazismo.

    Parabéns trabalho de qualidade e boa sorte. Um abraço!

  21. neusafontolan
    7 de maio de 2019

    Estas cenas sempre é um terror e uma grande tristeza em saber que foi real.
    bom conto
    parabéns.

  22. Emanuel Maurin
    5 de maio de 2019

    Kindergaarten, paz e bem.

    O conto fala sobre uma menina que foi brincar no parque, lá conheceu uma outra menina um pouco mais velha e se tornaram amigas instantaneamente. Então a menina mais velha a convidou para ir até a floresta, estava frio e encontraram um homem velho e acabado em forma de espectro. A menina, com nome de Elsie, voltou para casa traumatizada pelo medo, mesmo assim não falou nada a sua mãe sobre o acontecido.
    Depois voltou ao bosque, agora de mãos dadas as amigas estavam seguras de qual caminho deveriam ir. E encontraram uma clareira onde tinha homens sendo torturados nus, alguns gemiam e outros estavam mortos. Elsie, ficou uma semana trancada em casa, sentiu vergonha de abandonar a amiga sozinha. Em certo sábado foram chamadas para irem a praça se reunir com outras pessoas, e foram em direção a uma fábrica, que tinha muitos corpos mortos.

    Não encontrei erros, boa estrutura e boa argumentação, fácil de entender e a narrativa flui bem.

    Boa sorte.

  23. angst447
    2 de maio de 2019

    RESUMO:
    Elsie é uma menina que mora com a mãe e passa o dia inteiro sozinha. Há um pequeno parque com brinquedos enferrujados perto de sua casa. Lá, Elsie conhece Ilana, que se torna a sua melhor amiga. As duas aventuram-se pelo bosque e se deparam com um espectro assustador. Ilana mostra algo bem terrível para a amiga: homens pendurados em árvores, crucificados, alguns ainda vivos. As duas se perdem uma da outra. Dias depois, Elsie e sua mãe seguem junto a um grupo ao local onde há uma pilha de corpos, entre eles o de Ilana. Então, tudo fica claro: ali havia um campo de concentração, agora liberado pelos exércitos aliados.

    AVALIAÇÃO:
    O conto que começa de forma até lúdica, torna-se aos poucos pesado e com tons de terror. A pura amizade entre as duas meninas se choca com uma realidade devastadora que as faz fugir, mas sem ter para onde ir.
    Se houve falhas de revisão, não percebi ou me esqueci delas.
    A trama, muito bem elaborada, forma uma rede de pontos bem apertados que seguram a atenção do leitor. O que acontecerá com essas duas meninas?
    Quando foi mencionado o cheiro ocre, relacionei com o abandono ao redor e depois com o espectro, aí cheguei a possibilidade de ser um campo de concentração. Nada de parque de infância – o Kindergarten – estava mais para parque de horrores mesmo. Os poucos diálogos estão bem pontuados e trazem a narradora mais perto do leitor.
    Conclusão após a leitura: há infâncias que nunca puderam ser infâncias. O terror tem muitas formas de manifestar. E o ser humano é, sem dúvida, capaz de grandes terrores.
    Boa sorte no desafio!

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Informação

Publicado às 1 de maio de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 2, Série A e marcado .