EntreContos

Detox Literário.

Magnum Opus (Leonardo Jardim)

 

Se eu imaginasse como aquele projeto terminaria, nem teria começado.

Estávamos numa época de vício em RPG. Daqueles de mesa mesmo, D&D raiz, quando Daniel teve a ideia.

— E se fizéssemos um castelo igual ao do jogo? — ele disse eufórico, como somente crianças daquela idade conseguem ficar. — Meu tio pode nos ajudar.

Parecia, realmente, uma ótima ideia. Estudávamos em salas separadas, mas trabalharíamos num projeto de artes juntos. O tio Sérgio era professor de Educação Artística numa escola particular. Ele estava disponível sempre que precisávamos. Uma vez, ajudou a galera inteira a construir raquetes de ping-pong e até organizou um campeonato. Foi muito divertido. Eu cheguei à final e só perdi para o japonês. Ninguém nunca ganhou dele, então me considerei campeão moral. A gente o chamava de japonês, mas anos depois descobri que era chinês. Não pude me desculpar, pois nunca mais o vi.

No sábado, parei em frente à casa do Daniel e gritei o nome dele. Ele apareceu na janela e disse que eu podia entrar. O portão estava aberto e, na varanda, tio Sérgio organizava umas caixas de papelão e os materiais de arte.

— Oi, Chico — ele disse. — Daniel falou pra gente ir começando. Ele tá terminando o café.

Ele me mostrou a ideia que tinha e iniciamos os recortes das torres do castelo. Tio Sérgio era daqueles que conseguia nos colocar a ilusão de que estávamos fazendo sozinhos, mas sem ele, na realidade, ficaria horrível.

Em determinado momento, percebi que estávamos muito próximos. Afastei-me um pouco e ele, minutos depois, aproximou-se novamente. Quando o entreguei um pedaço recortado, ele segurou minha mão, me olhou de um jeito estranho e sorriu. Fiquei sem graça, puxei a mão e não soube o que fazer nem dizer. Por sorte, Daniel logo apareceu.

Terminamos de montar o castelo e precisávamos esperar secar para então pintar. Daniel disse que ia buscar alguma coisa, então eu me levantei e falei que tinha que ir embora.

— Ué, achei que a gente ia pintar hoje ainda — ele estranhou.

— Você pode pintar — eu disse. — Eu que fiz todo o trabalho até aqui mesmo — brinquei, tentando quebrar a tensão.

Desde então, passei a evitar o tio Sérgio. O problema é que, meio sem querer, comecei a esquivar-me do Daniel também. Eu não podia contar para ele, porque meu amigo havia perdido os pais e era criado pelo tio. Era seu super-herói. Não podia estragar isso.

Vários dias depois, estava jogando videogame quando ouvi Daniel me chamando.

— Chega aí — ele gritou e eu resolvi descer.

— Jogaram RPG ontem? — perguntei mais para puxar assunto.

— Não. Você não apareceu nem o Jonas.

— Estranho. — Jonas não costumava faltar.

— É. Não consegui falar com ele ainda. — Ele me olhou, sem graça. — Você não foi por quê?

— Não tava me sentindo bem — menti. — Uma diarreia braba.

— Quer ir ver o castelo? Ficou maneiro.

— Seu tio tá em casa? — acabei perguntando.

— Tá.

— Entendi. — Tentei pensar em alguma coisa. — Aluguei Battletoads. Bora jogar? Aquela fase das motos é impossível…

O jogo dos sapos radicais serviu para distrair, mas eu sabia que teria que ir buscar o castelo em breve. A apresentação do projeto era naquela semana.

Quando o dia chegou, chamei Daniel e o tio atendeu.

— Ele já vem. Quer entrar?

— Não. Espero aqui fora.

— Você entendeu errado aquele dia — se aproximou e segurou meu ombro.

— Vou contar pra ele! — ameacei.

— Nem pensar! — a expressão dele se fechou.

Apertou meu ombro com força. Tentei tirar, mas não consegui. Percebi que suas mãos estavam manchadas de vermelho. Senti-me impotente e comecei a chorar. Logo em seguida, meu amigo abriu a porta carregando o castelo. Sérgio, me soltou e deu uns tapinhas nas costas.

— Viu como ficou maneiro… — Daniel veio dizendo até perceber meu rosto. — O que foi? Tava chorando?

— Não…

— Ele só estava engasgado, né, Chico? — Sérgio disse.

— É.

Daniel foi contando várias coisas no caminho da escola e eu só fingindo escutar.

— Já conseguiu falar com o Jonas? — perguntei de repente.

— Não… deve estar doente.

— Qual foi a última vez que viu ele?

— Lá em casa.

— Na sua casa?!?

— É, por quê?

— O que ele tava fazendo lá?

— Jogando videogame… tá com ciuminho?

— Que mané, ciúme…

— Foi naquele dia que te chamei e você não podia ir, lembra?

— Que horas ele foi embora?

— Por que essas perguntas?

— Sei lá, quero saber… — um medo enorme caminhou lentamente pela minha espinha.

— Eu não vi ele indo embora.

— Deixou ele sozinho com seu tio?!?

— Deixei. Por quê?

— Por nada…

— Chico, tu sempre foi estranho, mas piorou bastante.

— Estranho é você, seu Zé Ruela!

Tentei trocar de assunto, mas assim que chegamos à escola, bateu o desespero: um cartaz de desaparecido exibia a cara cheia de espinhas do Jonas! Tamanho foi o susto que acabei soltando o castelo. A maquete caiu no chão e amassou toda.

Daniel me xingou de um monte de nome, mas não dei atenção. A data do desaparecimento escrito no cartaz era justamente o dia em que Jonas ficou sozinho com o Sérgio.

— Daniel — iniciei com cautela —, seu tio tem algum lugar que não deixa você entrar?

— O ateliê, por quê? Como vamos levar esse castelo destruído? Pô, deu um trabalhão…

— Esquece esse castelo!

— Como assim, Chico? E a amostra? Como vamos fazer?

— Cara, nosso amigo sumiu, pode estar morto! E você preocupado com o castelo.

— Foi mal… Ei! Espera aí. Você acha que meu tio tem alguma coisa a ver com isso?

— Er… não… por quê?

— Você me perguntou do ateliê dele…

— Cara, foi mal… sei que gosta dele… mas acho, sim, que foi seu tio.

— Ele não faria isso…

— Hoje ele tava com as mãos sujas de sangue.

— Que, sangue, Chico! Era tinta vermelha…

— Ele é estranho…

— Ele é muito legal! Lembra do campeonato de ping-pong?

— Caramba! — eu gelei. — Você viu o japonês depois daquele dia?

— O que isso tem a ver? Acha que meu tio é o quê? Um serial killer?

— Na verdade, eu achava que ele era um vampiro… ou um devorador de mentes. Mas serial killer também serve.

— Você tá maluco. Isso, sim! — Ele saiu bem chateado, carregando o que restou do castelo, que até parecia o estado de nossa amizade.

Eu talvez devesse ter contado a alguém, mas confesso que fiquei com medo de estar errado e queimar o tio do meu melhor amigo à toa. De qualquer forma, não conseguia pensar em outra coisa. Decidi espionar a casa deles logo depois da aula, enquanto ainda estava vazia.

Um pouco antes de o sinal bater, pedi para ir ao banheiro e fiquei circulando pelo pátio. Assim que o barulho ensurdecedor se fez ouvir e o portão abriu, fui o primeiro a sair.

Tinha pouco tempo. Sabia como entrar na casa do Daniel pelo telhado. Ele me ensinou num dia que havia esquecido a chave. Quando cheguei, escondi minha mochila embaixo de um Fusca e comecei a escalar a árvore em frente. Não era muito fácil, mas eu era bom nisso e já tinha feito antes. Lá de cima, era só pular no telhado.

Eu quase escorreguei nesse processo e acabei derrubando um pedaço da calha da chuva. Fez um barulhão. Torci para ninguém ter escutado e me encaminhei ao outro lado, onde ficava o banheiro, pisando com calma nas telhas de amianto. A única forma de entrar era pela báscula, que sempre ficava aberta.

Da última vez que fiz isso, eu era bem menor. Por isso, acabei entalando. Bateu um desespero. Pensei naquelas histórias de ladrões que ficavam presos e não conseguiam roubar. Sempre achei que eram uns imbecis e morria de rir, mas me colocando no lugar deles não parecia tão engraçado assim.

Para piorar a situação, eu comecei a ouvir uns passos pela casa. Eram de um adulto. Só podia ser o Sérgio. Ou ele havia chegado cedo ou faltado ao trabalho. Se me encontrasse ali, estaria morto. A melhor saída seria voltar ao telhado, mas entalado como estava, só consegui forçar para dentro.

Os passos se aproximaram. Eu precisava me esconder, mas não havia muitas opções disponíveis: fiquei atrás da porta. Aquele era o banheiro do Daniel, então achei que o tio não entraria ali.

Não tive essa sorte. Provavelmente atraído pelo barulho, ele resolveu olhar no banheiro. Vestia um avental branco manchado de vermelho. Suas mãos também estavam sujas da mesma cor. Meu coração acelerou, o sangue gelou. Foram os segundos mais longos da minha vida.

Ele, porém, não olhou atrás da porta. Quando saiu, esperei um tempo antes de fazer o mesmo. Eu queria investigar melhor, descobrir se aquele vermelho era tinta. Mas também tinha muito medo. Pouco depois, ouvi a porta da frente abrindo e o jeito espalhafatoso com que Daniel jogava a mochila no sofá. Como eu faria para sair de lá sem ele me ver? Se me visse, o que eu diria?

Essas dúvidas me deram um pouquinho de coragem e eu acabei decidindo dar uma olhadinha de leve no ateliê. Achei que talvez eu conseguisse uma prova e o meu amigo ficaria do meu lado contra o tio que tanto amava.

Caminhei lentamente até o local que um dia foi o quarto dos pais de Daniel, o maior da casa. Pelas minhas lembranças, era o único lugar onde seria possível montar um ateliê de artes ou, talvez, cometer crimes contra crianças.

A porta estava entreaberta. Cheguei perto e avistei algumas telas de pintura, umas esculturas estranhas, muito lixo e um tonel azul bem grande. Daqueles de plástico que são usados para combustíveis, grãos ou sei-lá-o-quê. Estava bem iluminado e era possível ver que, em volta do tonel, acumulavam-se poças de um líquido vermelho bem escuro, quase preto.

Naquela época, a única forma de assistir filmes era alugando na locadora, mas eles não me deixavam pegar os de terror. Também nunca havia visto sangue acumulado. Mas, mesmo assim, eu sabia que tinta vermelha não era daquela cor.

— Chico — uma voz me chamou —, o que tá fazendo aqui?

— E-e-eu — Gelei por completo.

A porta abriu e Sérgio olhava para mim. Ele secava as mãos sujas… de vermelho, no avental.

— Quer conhecer meu ateliê? Vamos, entre.

Eu pensei em correr, gritar, bater nele. Mas acabei entrando. Provavelmente por medo. Fui direto de encontro ao tonel. Estava bem fechado com uma tampa transparente. Algumas coisas boiavam num líquido escuro e viscoso.

— Cuidado para não derrubar. Deu um trabalhão conseguir tudo isso.

Na parede oposta ao tonel, no único canto do quarto que não conseguia ver da fresta da porta, avistei uma imagem que carrego até hoje em meus pesadelos e noites constantes de insônia: um painel fortemente marcado de vermelho ocupava toda a parede. Era em alto relevo. Quando me aproximei, percebi que era feito de ossos humanos. De crianças. Contei três crânios, um em cada canto. Para ficar totalmente simétrico, faltava um. Faltava o meu.

Não sabia o que fazer contra aquele monstro que usava crianças mortas em suas obras de arte. Era pior que qualquer vilão de RPG. Um daqueles crânios era de Jonas, um de meus melhores amigos, com quem jogava toda semana. A mãe era dona de casa e o pai, motorista de ônibus. Deviam estar arrasados com o desaparecimento do filho único. E aquela pessoa que há pouco eu achava o adulto mais legal do mundo estava sorrindo para mim. Eu comecei a chorar.

— Maldito! — gritei bem alto.

— Shhh… — ele me calou, segurando minha boca.

Tentei continuar berrando, mas os sons saíram abafados. Debatia-me, mas ele era mais forte.

— Logo isso vai acabar. Prometo que não vai doer.

Ele me arrastou até um canto, onde descansava uma pequena faca, daquelas finas e muito afiadas. Preparou-se, então, para cortar minha garganta com certo cuidado…

— Tio, tem alguém aí? — Daniel perguntou, do lado de fora do ateliê.

— Não, querido. Tá tudo bem. Já almoçou?

— Estava esperando você… mas ouvi uns barulhos, uns gritos…

— Deve ter sido o vizinho.

— Parecia a voz do Chico…

Aproveitei a deixa e pisei no pé do canalha. Ele não chegou a me soltar, mas afrouxou o suficiente para que eu conseguisse gritar:

— Socorro!

Meu amigo abriu a porta. Sérgio me soltou na mesma hora. Eu, chorando abertamente, engatinhei até bem perto do Daniel, que ali parecia um imponente Paladino dos Deuses.

— Tio, o que você tava fazendo? — ele também tinha lágrimas nos olhos. Não era como nos jogos, mas ainda assim era meu herói.

— Calma, que eu vou te explicar…

Então ele viu o painel. Era como se o seu mundo tivesse desmoronado. Para alguém que ficou sem os pais tão cedo, perder o tio daquela forma era ainda mais doloroso.

Sérgio tentou aproximar-se, mas ele recuou.

— Tira a mão de mim!

— Desculpa… eu não queria ter feito isso com seus amigos…

— E faria com quem?

— Essas obras valem muito dinheiro, acredite em mim! Tem gente que paga caro por isso… Como acha que tiro nosso sustento? Dando aula?

— Não fala mais nada… não quero ouvir — meu amigo chorava e parecia tonto com tanta informação nefasta.

— Vem, Daniel — eu disse —, vamos chamar a polícia.

— Não, vocês não podem fazer isso!

Sérgio tentou nos segurar, mas Daniel o empurrou. Eles caíram, com o tio ainda de posse da arma. Eu tentei chutá-lo, mas ele se defendeu. A faca rasgou minha perna e eu caí. Foi a primeira vez que vi tanto sangue saindo de mim. Era escuro como aquele no chão.

Daniel gritou de raiva e passou a esmurrar o tio. Rolou por cima dele e ficaram se engalfiando. Minha visão começou a se turvar e as coisas a se embaralhar. A dor que sentia era indescritível.

— Nãoooo! — A voz de Sérgio me tirou do torpor. — Não… Daniel, não!

A lâmina estava vermelha e uma poça escura se formava abaixo do sobrinho. Daniel ainda mantinha os olhos abertos, mas já não olhavam para lugar algum. O tio, agachado, chorava como um bebê.

Arrumando forças que achei que não tinha, mancando, peguei a faca, esquecida ao lado. Sem dó ou medo, enfiei várias vezes nas costas daquele monstro.

Ao contrário das partidas de RPG, eu não ganhei XP, pontos de experiência, nem tesouro. Na vida real, eu venci o vilão, mas perdi meu amigo e o bem mais precioso que alguém pode ter: a inocência infantil.

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22 comentários em “Magnum Opus (Leonardo Jardim)

  1. Gustavo Azure
    15 de junho de 2019

    RESUMO Chico decide fazer uma obra para seu trabalho na escola, enquanto Sergio também faz uma obra para sustentar a casa, esta, porém, é macabra, pois se utiliza de restos mortais de crianças. Chico escapa de fazer parte dessa obra, mas perde um amigo.
    CONSIDERAÇÕES A história é interessante, mas em alguns momentos, há uma quebra de ritmo (na escola, quando Chico conversa com Sergio pela segunda vez, etc) que incomoda um pouco. Não sei se a intenção do autor foi criar essa quebra.
    NOTA 3,7

  2. Ana Carolina Machado
    15 de junho de 2019

    Oiiii. Um conto sobre dois amigos(Daniel e Chico) que tem a ideia de fazer um castelinho que nem de um jogo, com o auxilio do tio de Daniel que parecia ser boa gente, mas que de boa gente não tinha nada Chico logo percebe isso e evita ir na casa do amigo. Mas com o tempo o Chico começou a suspeitar que o tio estava envolvido com mais coisa estranha, como o sumiço de alguns garotos e quando ele entra no ateliê tem a confirmação de que a situação é bem mais macabra do que pensava. Descobriu que ele fazia obra de arte com ossos de crianças que ele matava. No fim o Daniel aparece e acaba morrendo, assim como a inocencia da infância que se perdeu em meio a toda história sangrenta que o garoto viveu. O final foi impactante, pois desde o começo sentimos que não vai ter um final feliz, que o tio tem realmente alguma coisa a esconder, mas o fato dele usar os ossos pra fazer obra de arte foi bem macabro. Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio.

  3. Cirineu Pereira
    15 de junho de 2019

    Resumo
    Ao descobrir que o, até então suspeito e forçosamente simpático, tio de seu amigo órfão é um assassino de crianças, garoto se torna uma potencial vítima.

    Aplicação do idioma
    Algumas frases mal construídas e raros erros gramaticais. Vocabulário simples, por vezes coloquial, mas adequado ao contexto.

    Técnica
    Narrativa fluída e repleta de diálogos, eventos bem encaixados, porém sem maiores artifícios técnicos ou riqueza de recursos, a trama é deveras explícita, sem o devido clima de mistério requerido pelo enredo.

    Título
    O uso da expressão latina incita a curiosidade, independente do leitor conhecê-la ou não e, considerado o público alvo, tem inclusive efeito didático.

    Introdução
    A frase de abertura é boa, ainda que de correção questionável. Provavelmente mereceria uma construção mais adequada, mas é realmente eficaz apesar de pouco original.

    Enredo
    Enredo bom, criativo, porém sem maior complexidade.

    Conflito
    Bom conflito, além da perspectiva do risco iminente vivido pelo protagonista narrador, há a questão ética que envolve a acusação leviana com consequente risco à amizade entre os garotos.

    Ritmo
    A narrativa em si é bem fluída e beneficiada pela qualidade dos diálogos, porém isso foi enaltecido no quesito técnica. Em se tratando do ritmo, o autor peca pela ineficácia em incitar suspense e cadenciar o clima de mistério inerente ao conto.

    Clímax
    Desfecho válido, ainda que previsível, porém mal narrado.

    Personagens
    Personagens psicologicamente bem delineados, seriam mais que medianos se o autor os caracterizasse fisicamente, colaborando para com o imaginário do leitor.

    Tempo
    Narrativa, em sua maior parte, linear. É retroativa na introdução e possui algumas outras menções a eventos passados inseridas com o propósito de solidificar a trama. Sem grandes artifícios, mas com bom uso do tempo.

    Espaço
    Cenários satisfatoriamente descritos. O episódio da invasão, por parte do protagonista, à casa do antagonista é rico em ambientação e detalhes. Peca tão somente pela quase total ausência de caracterização física dos personagens.

    Valor agregado
    O conto aparenta ter, sobretudo, um propósito recreativo, porém há referências sociais no órfão criado pelo tio, na amizade entre os garotos, na questão ética antes citada. Considerado o público alvo, o valor agregado é bom.

    Adequação ao Tema
    Não obstante a carga de terror e mistério, é definitivamente um conto infanto-juvenil, logo adequado aos requisitos temáticos.

  4. Gustavo Azure
    15 de junho de 2019

    RESUMO Chico decide fazer uma obra para seu trabalho na escola, enquanto Sergio também faz uma obra, esta, porém, é macabra.
    CONSIDERAÇÕES A história é interessante, mas em alguns momentos, há uma quebra de ritmo (na escola, quando Chico conversa com Sergio pela segunda vez, etc) que incomoda um pouco. Não sei se a intenção do autor foi criar essa quebra.
    NOTA 3,7

  5. Estela Goulart
    14 de junho de 2019

    Tendo como ponto de vista de Chico,o conto começa de forma simples,três amigos viciados em RPG decidem recriar um castelo igual o a de um jogo.Como a ideia inicial foi de Daniel, ele resolve pedir ajuda ao tio Sergio,que era professor de Educação Artística. De inicio parecia uma boa decisão, mas acaba trazendo uma certa indecisão de Chico, quando o homem começa a agir de forma suspeita em relação a ele.As coisas começam a ficar estranhas quando um de seus amigos,Jonas, acaba desaparecendo. As desconfianças de Chico só aumentam quando Sergio aparace com as mãos sujas de vermelho, no mesmo dia
    em que sentem falta do amigo. Com o desaparecimento de Jonas confirmado,Chico decide investigar sozinho, porém acaba sendo descoberto e começa a se desesperar. Mas os planos são interrompidos ao ouvir a voz do sobrinho lhe chamando. Chico consegue soltar um pedido de socorro, fazendo com que o amigo invada o local. Há um sentimento de raiva no final.

    Uma história bem escrita, nada a comentar sobre a gramática ou afins. Porém, você explorou pouco os personagens, e todos os que apareceram tiveram uma voz superficial. Poderia trabalhar isso no próximo certame. Ainda assim, é um conto mediano.

  6. Priscila Pereira
    14 de junho de 2019

    Magnum Opus (Devorador de Mentes)

    Resumo: Três amigos, Daniel, Chico e Jonas, vão fazer um trabalho de artes na casa de um deles, Daniel, que mora só com o tio, lá Chico nota um comportamento estranho no tio do amigo o levando a se afastar da casa do amigo. Quando Jonas desaparece, logo Chico desconfia do tio de Daniel e vai investigar a casa. Lá ele acaba encontrando no ateliê do tio, os restos mortais de Jonas e mais alguns outros, Daniel chega na hora em que o tio vai matar Chico, começa uma luta entre eles e Daniel morre, Chico, também ferido, consegue matar o tio.

    Olá Autor(a), pelo seu pseudônimo já desconfiei de que não seria um simples conto infantil. Vamos dizer que é um terror infantil… a história tinha tudo pra ser um ótimo infantil, sem terror, mas você decidiu juntar os temas, mas, pra mim, não conseguiu casar os dois temas muito bem, não sei como explicar, acabou não ficando nem terror nem infantil. Apesar da falta de clima de terror, é óbvio que está bem escrito, foi bem pensado, os personagens são muito ricos e os diálogos são verossímeis, o conto é muito gostoso de ler, como já disse, tinha todos os elementos de um ótimo infantil sobre amizades e aventuras, sem precisar recorrer à junção dos temas. Estava torcendo para tudo ser a imaginação do Chico e o final ser uma comédia, mas não rolou, pena… Parabéns pelo conto. Até mais!

  7. Sarah
    14 de junho de 2019

    Um garoto percebe que o tio de um dos amigos da escola começa a agir de modo incomum com ele. No início dá a entender que o adulto tem intenções de se relacionar mais intimamente com o menino.
    Após um projeto da escola onde o garoto e o sobrinho desse homem trabalham juntos, descobrem todos que um outro amigo em comum desapareceu. O menino então decide entrar escondido na casa do colega e investigar o único cômodo onde o adulto não deixava o sobrinho entrar.
    Ao fazê-lo o garoto é surpreendido pelo adulto que o impede de fugir. Nesse meio tempo o garoto vê um painel que continha os crânios das crianças mortas.
    O sobrinho do homem chega em casa e acaba ouvindo os barulhos vindos do ateliê do tio, entra no local, se depara com o horror da cena, salva o amigo e acaba morrendo no processo.
    O menino então mata o cruel homem em um momento em que ele estava distraído, sobrevivendo no final.

    Logo no início temos essa aproximação estranha do tio do Daniel. Já pensei: vai disso pra coisa pior.
    Eu não estava errada! Mas pensei que ele era outro tipo de monstro. De qualquer forma a revelação sobre o que ele fazia com as crianças mortas foi o que mais me chocou.
    Principalmente a frase em que ele declara que há muitas pessoas que pagam caro pelo tipo de arte que ele fazia. Terrível e assustador.
    O fato do personagem principal tentar se afastar do amigo foi bem adequado e podemos ver e sentir como as suspeitas dele só crescem em relação ao tio de Daniel.
    O desfecho foi inesperado. Na minha opinião um tantinho exagerado, mas compreensível. O menino só conseguiu matar o homem, porque ele estava disprevinido chorando pelo sobrinho.
    Uma excelente história! Outro ponto que achei interessante foram as citações e referências a rpgs, ficou bem encaixado e deu um toque de originalidade incrível, parabéns.

  8. Antonio Stegues Batista
    12 de junho de 2019

    Achei um bom enredo e o ruim é que há muito diálogo e pouca ação. O interessante da história, é só o final. Um bom conto deve despertar o interesse no leitor desde o início, já com bastante ação e suspense, as tramas se desenrolando para um gran finale.

  9. Shay Soares
    2 de junho de 2019

    Um garoto descobre que o tio de um colega é, também, um serial killer com veia artística.

    Achei o título bem fraquinho em relação a história, a impressão é que era um feitiço (que até faria sentido se o conto falasse de magia), mas nesse caso ficou deslocado. Até fui procurar para ver se era algum desses jogos de RPG, mas o único que eu achei é tipo um jogo de circuito? =X

    A história em si é interessante, inicialmente eu achei que fosse tratar de abuso quando o tio se aproximou e, particularmente, acho que ficaria mais provável do que assassinato dos amigos do sobrinho. Além de quê, como uma criança não volta da casa de um amigo e os pais não ligam para o amigo? Mesmo que a criança não tivesse dito onde ia, comportamento padrão dos pais é conferir com os melhores amigos, né?

    Eu realmente não gosto de moral da história, parece explicação de piada :/

    Achei que o Chico foi bem desenvolvido, acompanhar a linha de raciocínio dele foi bem convincente, principalmente os pensamentos não tão relacionados ao que estava se passando, independente da intensidade da realidade. Do tipo: estou vendo um tonel de sangue humano | quando eu era criança não me deixavam ir na locadora e pegar filmes de terror haha Acho que me identifiquei rs

  10. Paulo Luís
    2 de junho de 2019

    Olá, Devorador de Mentes, boa sorte no desafio. Eis minhas impressões sobre seu conto.

    Resumo: Um grupo de crianças amigas costumam jogar vídeo game, um deles tem um tio, professor de artes, que os ajudam em algumas atividades com o intuito de cativá-los e assassiná-los para criar suas obras de arte com os cadáveres e seu sangue. Uma das crianças desconfia e passa a investigar o desaparecimento dos amigos, desmascarando o assassino.

    Gramática: A leitura flui bem. Não percebi nada que desabone quanto a gramática.

    Tema/Enredo: Mais um conto que trata das duas temáticas do desafio: terror/infantil que, talvez por isso, não consiga desenvolver os dois temas a contento, pois de uma forma ou de outra, um fica prejudicado em detrimento do outro. É o que acontece a este conto em questão. O terror nele contido, ao meu entender, ficou muito a desejar. Pois não há muito fundamentação no enredo criado, e da mesma forma, o núcleo infanto/ juvenil não se firmou como tema. Acredito que, se o autor se empenhar na opção de apenas um dos temas, obterá um melhor resultado.

  11. Sidney Muniz (@SidneyMuniz_)
    23 de maio de 2019

    Resumo: Magnum Opus (Devorador de Mentes)

    O conto acompanha a Chico, um garoto que se vê em meio a um risco iminente de ser assassinado pelo tio de seu melhor amigo, tio esse que até então parecia ser uma pessoa muito bacana. O menino vai investigando a vida do assassino até entrar na casa e confirmar suas suspeitas no ateliê dele, o cara realmente era um maldito assassino serial. Depois de uma discussão, Chico, seu amigo Daniel e o tio se debatem, Daniel é ferido mortalmente em um embate com o tio e ao fim Chico mata o vilão, fim da história!

    Avaliação: (Para os contos da Série A-B não considerarei o título, as notas serão divididas por 5 para encontrarmos a média. Porém teremos uma ordem de peso para avaliação caso tenha empates… Categoria/ Enredo / Narrativa / Personagens / Gramática.

    Terror/Infantil ou Infanto Juvenil: de 1 a 5 – Terror: Nota 1,5 Infanto Juvenil Nota: 2 (Não é bem um conto de terror, ou talvez seja, mas é leve o bastante para ser mais engraçado que aterrorizante apesar de algumas mortes e cenas emblemáticas.)

    Gramática – de 1 a 5 – Nota 5 (Sem erros)

    Narrativa – de 1 a 5 – Nota 5 (Gostei!)

    Enredo – de 1 a 5 – Nota 3 (Muito interessante, mas achei a luta com o tio longa demais e o motivo para matar as crianças meio surreal, preferia que ele assumisse que gostava daquilo e pronto)

    Personagens – de 1 a 5 – Nota 3,5 (O fato do motivo dos assassinatos enfraqueceu o tio, os outros personagens ficaram muito bons)

    Total: 20,0 / 5 = 4,0

  12. Luis Guilherme Banzi Florido
    23 de maio de 2019

    Bom diaaa. Tudo bem?

    Resumo: menino suspeita que o tio do amigo é um psicopata que tem matado seus amigos. No fim, descobre que suas suspeitas eram verdadeiras, e no embate final, seu amigo caba sendo morto acidentalmente pelo tio. O protagonista, então, aproveita a brecha e mata o psicopata.

    Comentário:

    Pelo estilo de escrita e o modo como o conto é construído e conduzido, com o protagonista narrador usando linguagem infantil, a gente fica o conto todo em dúvida se vai ser um infantil ou um terror. Isso ajuda muito na construção do mistério que conduz a trama: o cara é mesmo um psicopata, ou é tudo imaginação infantil?

    Essa dúvida serve de alicerce pro enredo, e nos conduz até o clímax, quando o menino chega ao ateliê. Acabei me enganando, tinha quase certeza que ia ser só coisa da cabeça dele, e que o tio, na verdade, mostraria alguma obra de arte. Me pegou! Hahahaha

    Esse é o ponto forte do conto. É uma história simples e meio despretensiosa, até. Isso acaba trabalhando a favor e contra. A favor, pois combina com o estilo escolhido e, como falei, acaba sustentando bem o enredo. Contra, pois a história acaba não ficando muito marcante ou emocionante.

    Enfim, é um bom conto, com uma ideia legal bem sustentada pelo estilo, constroi bem o mistério, mas acabou não me ganhando totalmente, pois carece de um pouco mais do suspense ou emoção que o gênero pediria.

    Parabéns e boa sorte!

  13. Davenir Viganon
    22 de maio de 2019

    Chico e Daniel foram fazer um trabalho de artes da escola na casa de Daniel, onde mora com seu tio Sérgio. Este demonstra ser estranho e Chico suspeita que ele possa ser o assassino de alguns colegas seus desaparecidos. Chico vai escondido na casa do amigo e flagra Sérgio com as ossadas e sangue das crianças. Após uma luta corporal, Daniel é morto pelo tio Sérgio e Chico mata Sérgio.
    Uma mistura dos temas Terror e Infantil, só poderia resultar num conto de Terror, no máximo Terror adolescente. A narrativa condiz com uma criança e conseguiu me prender ao suspense relativo ao que Sérgio estava fazendo. A luta corporal achei o ponto fraco, poderia ter um fim melhor com menos cara de filme do Supercine. Bom conto.

  14. Evandro Furtado
    18 de maio de 2019

    A história de um garoto que descobre que o tio do melhor amigo é um serial-killer, e precisa encontrar uma forma de prová-lo.

    Em primeiro lugar, acho que a história é fantástica. Ela realmente me prendeu a atenção até o final e me deixou ansioso para ver o que iria acontecer. Tudo foi desenvolvido naturalmente com nada parecendo forçado. Talvez a única coisa que eu tentaria melhoras um pouco seria a narrativa no que toca o vocabulário. Talvez adaptá-lo um pouco ao de uma criança. O último parágrafo também poderia ser melhorado, achei meio piegas com todo o negócio de “bem mais precioso” e tal. Isso, especificamente, soou barato. O restante, no entanto, foi de fato muito bom.

  15. Elisa Ribeiro
    18 de maio de 2019

    O jovem protagonista Chico narra em primeira pessoa o episódio em que ele e o amigo Daniel resolveram construir um castelo como o do jogo RPG em que eram viciados com a ajuda do tio Sergio, tio e tutor de Daniel depois da morte de seus pais. Acontecimentos sinistros, entretanto, acabam interferindo no sucesso do projeto.

    Até o momento, o primeiro conto que misturou os dois temas do desafio. Parabéns! Lembrou os episódios de uma série, cujo nome não recordo, de terror/suspense adolescente que assisti faz algum tempo.

    O enredo tem os elementos típicos desse tipo de narrativa, desenvolvidos de forma eficiente pelo autor. Destaco as pistas falsas que valorizam a trama e contribuem para o engajamento do leitor. Há bastante ação, sangue e cenários bem nojentos também.

    A linguagem está bem adequada e o equilíbrio entre narração e diálogos contribui para a agilidade e fluidez do texto.

    O final — os três últimos parágrafos sendo precisa — não me soou muito bem. Depois de uma sequência de ação tão detalhada, esses parágrafos me pareceram um pouco, digamos, bruscos.

    No geral, um bom trabalho. Parabéns e sucesso, amigo/a entrecontista. Abraço.

  16. Fernanda Caleffi Barbetta
    16 de maio de 2019

    Resumo
    Dois amigos viciados em RPG, Daniel e Chico, resolvem montar um castelo igual ao do jogo e pedem a ajuda de Sérgio, tio de Daniel, que o cria desde a morte dos pais do garoto. Quando se reúnem para iniciar o projeto artístico, Chico sente-se incomodado com o modo como Sérgio se aproxima dele e o encara quando estão sozinhos. Aquele receio faz com que Chico evite o tio e acabe se afastando de Daniel também. Quando um amigo em comum, Jonas, some após permanecer sozinho com Sérgio, Chico fica ainda mais desconfiado e conta suas suspeitas a Daniel, que não acredita. Imaginando que poderia salvar Jonas e descobrir o que havia acontecido com outro amigo desaparecido há mais tempo, Chico entra sorrateiramente na casa de Daniel. Ele é surpreendido por Sérgio e descobre que ele havia realmente matado os amigos e feito uma obra de arte com seus ossos. Sérgio pega uma faca e parte para cima de Chico que é salvo graças à chegada de Daniel, que luta com o tio e acaba tirando a própria vida. Chico pega a faca e mata Sérgio.

    Comentário
    Gostei do conto, mas foi um texto sem surpresas, o que o tornou, de certa forma, previsível. No início, quando Chico diz: “Se eu imaginasse como aquele projeto terminaria, nem teria começado” nossa atenção é voltada para o projeto, para o castelo, acreditando que ele será o causador de toda a história trágica. Mas depois descobrimos que o ponto central é, o tio, o causador do terror no conto, não o projeto. Não estou dizendo que é errado, mas me senti enganada e tive a sensação de falta de coerência.

    Gramática
    Terminamos de montar o castelo e precisávamos esperar secar para então pintar. Daniel disse que ia buscar alguma coisa, então (repetição da palavra então. Eu traria o primeiro, que julgo desnecessário)
    — Chega aí — ele gritou (vírgula) e eu resolvi descer.
    Quando o dia chegou, chamei Daniel (vírgula) e o tio atendeu.
    A data do desaparecimento escrito no cartaz era justamente o dia em que Jonas ficou (tinha ficado) sozinho com o Sérgio.
    Achei o uso de reticências nos diálogos excessivo
    E aquela pessoa que há pouco eu achava (ser) o adulto mais legal do mundo estava sorrindo para mim
    — Tio, o que você tava fazendo? — ele também tinha lágrimas nos olhos. (faltou o travessão aqui) Não era como nos jogos, mas ainda assim era meu herói.
    Eles caíram, com o tio ainda de posse da arma. (sei que faca também é arma, mas confunde porque logo relacionamos arma a uma pistola, o que quebra a leitura)
    Minha visão começou a se turvar (vírgula) e (vírgula) as coisas (vírgula) a se embaralhar

  17. George Armado
    15 de maio de 2019

    Sinopse: Chico é um jovem RPGista que adora se reunir com seus amigos e vivenciar grandes aventuras. Daniel é o seu melhor amigo, o órfão de pai e mãe é criado pelo tio Sérgio, professor de Educação Artística em sua escola. Para Chico, aquele homem gentil e familiar esconde uma personalidade perigosa e só ele pode desvendar esse mistério.

    Comentário: o terror que envolve o corpo é bem agressivo a nossa consciência, pois o nosso corpo é o único bem real que possuímos. A violência ao corpo transcende a alma. Certa vez assisti ao trailer de um filme em que um ex-policial investiga o desaparecimento do seu filho único no exterior enquanto é atormentado pela imagem do serial killer que ele mesmo matou, um homem que usava o corpo de suas vítimas para criar esculturas. Era belo… mas aterrorizante. Esse conto me evocou aquelas horripilantes imagens, quanto homens como Sérgio estão por aí com sua violência projetada? Muito assustador esse conto.

    A Árvore que Divide o Mundo – NOTA: 1,0
    Amarga Travessia – NOTA: 5,0
    Aquilo – NOTA: 4,5
    Capitão Ventania – NOTA: 4,0
    Demasiado Humano – NOTA: 4,5
    Lobo Mau, A Garota da Capa Vermelha e os 3 Malvados – NOTA: 1,9
    Magnum Opus – NOTA: 4,0
    O Fim de Miss Bathory – NOTA: 5,0
    O Jardim da Infância – NOTA: 5,0
    O Ônibus, a Estrada e o Menino – NOTA: 3,5
    O Parque – NOTA: 1,0
    Penumbra – NOTA: 1,5
    Prisão de Carne – NOTA: 3,5
    Rato Rei – NOTA: 3,0
    Seus olhos – NOTA: 4,0
    Troca-troca Estelar – NOTA: 5,0
    Variante Amarela – NOTA: 1,0
    Vim, Vi e Perdi – NOTA: 1,0
    ——————————–
    Melhor técnica: Aquilo
    Conto mais criativo: Amarga Travessia
    Conto mais impactante: O Jardim da Infância
    Melhor conto: Troca-Troca Estelar
    ——————————–

  18. Fheluany Nogueira
    11 de maio de 2019

    Menino estranha as intenções do tio que cria o amigo-órfão ao frequentar a casa deles para execução de um projeto escolar. Essa desconfiança acaba se concretizando, não em pedofilia, mas em assassinato de outros colegas, cujos corpos e sangue são usados para comporem uma obra de arte.

    “Se eu imaginasse como aquele projeto terminaria, nem teria começado.” A narrativa já se inicia com movimentação, o foco em primeira pessoa. De início, pela linguagem adotada e pelo ponto de vista do menino-detetive, acreditamos estar lendo um texto infanto-juvenil, depois pensamos em abuso sexual e, ao final somos surpreendidos com a Magnum Opus.

    De certa forma, lembrei-me do filme PARANOIA em que o garoto sob prisão domiciliar espiona as pessoas pela janela do seu quarto e acaba por descobrir que um dos vizinhos é, na verdade, um assassino — aí foi um “Deus-nos-acuda”, como nessa história que termina com mais mortes e a “perda da inocência” de criança.

    DICA: “Quando o (LHE- OBJETO INDIRETO) entreguei um pedaço recortado, ele segurou minha mão, me olhou (OLHOU-ME – NÂO INICIAR ORAÇÃO COM PRONOME ÁTONO) de um jeito estranho e sorriu.” A segunda nota pode ser justificada pela proximidade com o coloquial, próprio do menino-narrador.

    É uma composição que me agradou muito, um dos meus favoritos até agora. Parabéns pelo bom trabalho. Um abraço.

  19. Cicero Gilmar lopes
    9 de maio de 2019

    Resumo:
    Chico e Daniel são dois adolescentes (?) amantes de RPG que decidem fazer um castelo igual ao do jogo. Para isso pedem ajuda ao Sérgio, tio de Daniel que é professor de artes numa escola particular. O tio Sergio é o adulto “gente boa” que já havia até, organizado um campeonato de Ping pong e ajudado a fazer as raquetes. O campeonato foi vencido pelo “japonês” que na verdade era chinês e que sumira da turma fazia um tempo. Durante o processo Chico estranha o comportamento e o assedio do tio e passa a evitá-lo e por consequência o amigo também. Nesse intervalo desaparece Jonas outro amigo de Chico. Desconfiado, nosso pequeno detetive conta ao amigo suas desconfianças, o amigo não acredita e Chico resolve investigar sozinho. Pego em flagrante pelo tio Sérgio, quando descobre que o professor e serial killer nas horas vagas, fazia obras de artes com restos mortais dos meninos que matava, Chico se vê também morto, mas é salvo pelo amigo Daniel. Há uma luta sangrenta entre tio, sobrinho e amigo e no final restam dois mortos – Sergio e Daniel e nenhum ponto extra no jogo da vida

    Considerações:
    Tenho notado, nos contos que li, que os autores têm classificado qualquer história que tenha sangue, assassinato como “terror” – na minha opinião há controvérsias. Creio que, embora qualquer experiência que traga a possibilidade de morte seja de fato um terror, o gênero “terror” tem algumas singularidades que não vejo contempladas nesse conto e em outros que li. Apenas esse reparo ao excelente conto que li, mas que para mim está mais para um thriller de suspense que para terror.

  20. neusafontolan
    8 de maio de 2019

    Uau! Que sufoco!
    Pobres meninos.
    Parabéns, é um bom conto.

  21. Emanuel Maurin
    5 de maio de 2019

    Devorador de Mentes, paz e bem.
    O conto fala sobre um menino que gosta de jogos, ele tem um tio doente que da aula de educação artística numa escola e ajuda as crianças a construírem um castelo. O menino nota que o tio manipula as mentes e é um assassino que faz arte com crânio e ossos de crianças. Ao descobrir a monstruosidade do tio o menino perde a inocência.

    Não encontrei erros, conto de fácil entendimento e bem estruturado, flui bem e de fácil entendimento.
    Boa sorte.

  22. angst447
    2 de maio de 2019

    RESUMO:
    Chico e seus amigos costumavam jogar RPG, misturando elementos de realidade e fantasia. Um dia, enquanto construíam uma maquete de castelo com a ajuda do tio de Daniel, o professor Sérgio, Chico percebeu que o sujeito tinha atitudes suspeitas. Com o tempo, ligou o sumiço do seu melhor amigo e um outro colega com a “arte” de Sérgio. No final, acaba descobrindo tudo, que Sérgio atraía e matava os meninos para obter seu sangue e ossos, a fim de confeccionar quadros vendidos a alto preço. Em um embate, o assassino mata o próprio sobrinho, mas Chico acaba esfaqueando-o até a morte, e assim perde a inocência infantil.
    AVALIAÇÃO:
    Conto com carinha de infanto-juvenil, mas que revela terror. Ou seja, é uma mistura dos dois. A trama, a princípio, dá a impressão de que se trata de um caso de pedofilia, mas depois se descobre algo mais macabro.
    A presença de diálogos e várias passagens de ação agilizam a leitura, não cansando o leitor.
    Percebi alguns errinhos bobos que podem ser facilmente consertados:
    >conseguia nos colocar a ilusão > conseguia nos PASSAR/DAR/TRANSIMITIR a ilusão
    >Quando o entreguei um pedaço > Quando LHE entreguei um pedaço
    >comecei a esquivar-me > comecei a ME esquivar (a preposição A funciona como partícula atrativa do pronome oblíquo ME)
    A trama até que se revela bem convincente por causa da naturalidade envolvendo o cotidiano dos garotos. O final é mais corrido, mas acredito que seja para emprestar à passagem um ritmo mais apropriado à sequência de ações.
    Boa metáfora – o castelo (que não era de areia, mas…) desfeito como a inocência do menino (ao descobrir a verdade sobre tio Sérgio).
    Conclusão após a leitura: tudo vale a pena para desmascarar um assassino. Até destruir a maquete do castelo!
    Boa sorte no desafio!

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Informação

Publicado às 1 de maio de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 2, Série A e marcado .