EntreContos

Detox Literário.

Um Goblin Sonhador (Leonardo Jardim)

Uma algazarra daquelas de acordar até princesa enfeitiçada tomava conta da taverna. Não era um cavaleiro recrutando guerreiros para uma aventura, nem uma jovem de cabelos esvoaçantes cantando por ajuda para realizar seu sonho. Até porque aquela taverna escondia-se no beco mais escuro do pior bairro da cidade e dificilmente belas jovens ou cavaleiros brilhantes chegariam vivos e inteiros ali. Aquele antro era frequentado apenas por criaturas que costumam povoar os pesadelos das crianças do reino.

A gritaria fora causada, na verdade, por um pequeno goblin.

— Não acredito, Kobain. — Um grande orc babão gritou. — Você, um cavaleiro?!

Todos no recinto riram e urraram muito, até mesmo aqueles bêbados demais para entender — um monstro esquisito com tentáculos na cabeça sacudia bastante, então vamos considerar que ele sorria também. Mas o pequenino, de pé sobre a mesa, mantinha-se em sua pose imponente, com a caneca de cerveja desproporcional ao seu corpo fazendo as vezes de espada mágica.

— Isso mesmo! Esse sempre foi o meu maior desejo: ser ordenado Cavaleiro do Rei.

— Sonhar não custa nada — um kobold engraçadinho latiu lá de trás. Muitos riram. Outros três fizeram a mesma piada, até que ficou sem graça.

— Vocês sabem — o pequeno continuou, ignorando-os —, eu nasci numa família de ladrões.

— Todos os goblins são ladrões! — o orc, berrou, cuspindo quase um litro de cerveja, banhando a pobre criatura verde que tentava iniciar sua história.

— Deixa ele falar, Hohg! — o taverneiro, um enorme ogro, reclamou com a voz extremamente fina.

— Obrigado, querido. Nós goblins somos, sim, muito ágeis e, por isso, roubar é um caminho comum. Mas aquela não era minha vocação.

***

Eu nasci para ser um cavaleiro. Sou o maior dos meus 36 irmãos. O fato de ser o mais velho pode até ter a ver com isso, mas tenho talento para combate, acreditem em mim.

Como vocês devem imaginar, porém, meu pai nunca me incentivou.

— Que cavaleiro o quê, rapá! Vai roubar que precisamos alimentar seus irmãos.

— Mas é meu sonho…

— Que mané, sonho? Onde ‘cê viu essa parada aí? Andou lendo de novo?

— Mas, pai, ler é a melh… — fui interrompido com um socão que me fez perder esse dente aqui, ó.

Por muito tempo, tive que fazer as vontades do meu pai e roubar moedas no Centro, desarmar armadilhas, arrombar baús e fechaduras e essas coisas chatas que ele me ensinou.

Mas, por coincidência — ou não — foi por causa do meu pai que minha vida mudou. Em seu leito de morte, ele me puxou para perto e, com a voz engasgada, disse:

— Ko-kobaia…

— Sou o Kobain, pai…

— Que seja! cof… aqui… cof cof… aquela parada de sonho…

— Sim, pai, diga.

— Sobre seu sonho de ser cavaleiro… cof cof cof

— Fala, pai.

— Seu s-sonho… cof cof

— Fala logo, pô!

— Olha o respeito, menino…

— Desculpa.

— Esquece!

— Esquece o quê?

— Esquece seu sonh… cof cof… Você tem que roubar pra sustentar seus irmãos… Promete?

Morreu nos meus braços. O melhor ladrão de todo o reino acabou envenenado ao tentar arrombar um baú. Uma armadilha simples, agulha com veneno, encerrou sua carreira de roubos. Coisas da idade.

Depois de limpar as lágrimas — e o amaldiçoar por toda sua pós-vida —, lembrei que estávamos roubando uma casa de um bairro nobre. Tinha que completar a missão. Removi a maldita agulha e destravei a fechadura do baú. Mas dentro, ao invés de ouro, encontrei apenas alguns pergaminhos. A ironia do momento só não era maior que minha satisfação. Guardei os papéis e arrastei o corpo do meu genitor até nossa casa para que pudéssemos fazer a despedida tradicional da família: um ensopado do luto. De barriga cheia e roendo um osso, comecei a ler os papéis.

Eram cartas. Cartas de amor.

***

— O que isso tem a ver com ser cavaleiro? — Hohg, sempre impaciente, perguntou. A maioria estava entretida e reclamou da interrupção. Exceto aqueles que jaziam de coma alcóolico.

— Toda boa história precisa de uma dose de paciência, meu amigo. Já vou chegar lá.

***

As correspondências eram escritas por uma donzela de bela caligrafia que gostava de desenhar coraçõezinhos e estava numa torre num local litorâneo — as ondas do mar e as gaivotas eram temas recorrentes. Ela se correspondia com seu amado sempre que ele precisava vir à cidade. Até aí nada demais. Mas fiquei tão encantado — e também, confesso, excitado — com aquela comunicação, que resolvi investigar para saber mais.

Na noite seguinte, escondi-me num local onde poderia observar a casa em que roubamos o baú. Era na Cidade Alta, bairro de comerciantes e nobres menores. A rua era calçada com pedras e possuía muros bem altos — conhecia cada canto dali, pois era onde operávamos nossos melhores roubos.

Assim que o dono do imóvel entrou, esgueirei-me até a janela do quarto — onde ficava o baú. Ele parecia feliz e radiante enquanto lia um pergaminho semelhante àqueles que roubei. Quando abriu o baú para guardá-lo, levou um susto:

— Oh, meus deuses… as cartas! Não, não, não, não, não! As cartas da princesa, NÃO!!! — gritou, levando as mãos à cabeça.

E foi aí que a história começou a ficar interessante.

— Então é você que tá pegando a princesa, hein?— eu disse, entrando pela janela.

— Q-quem és tu?

— Eu roubei as cartas. E li todas. — Fiz cara de malícia. — Danadinhos!

Ele puxou uma espada curta da cintura e apontou para mim. Foi quando percebi o brilho de um anel dourado com o rubi da cavalaria.

— Um Cavaleiro do Rei traindo a confiança de Sua Majestade. Acredito que a morte é pouco para esses casos.

— Entrega-me as cartas, seu ladrãozinho… ou, ou…

— Ou o quê, garanhão? Se eu não voltar, meus irmãos vão levar as cartas para o Rei. A única forma de sair bem dessa é cooperando comigo.

— Estás mentindo! — A troca de olhares durou alguns longos segundos. Eu mantive minha expressão confiante e, logo, ele começou a entrar em desespero. — Oh, cáspita! Digas, criatura. O que queres?

— O que mais, meu amigo? Quero a princesa, claro.

Dois dias de cavalgada e estávamos na torre à beira-mar, uma daquelas de observação de navios, mas que estava abandonada devido a mudança da rota marítima que passava ali. O cavaleiro — que descobrir chamar-se Sir Lance Grann — me levou até um aposento no alto da torre e bateu na porta numa melodia conhecida. Após alguns segundos, ouvimos a fechadura abrir por dentro.

— Meu amor! — a donzela gritou e correu para abraçar e beijar seu amado. Já estava com as pernas enlaçadas nas dele quando percebeu minha presença.

— Paixão, apresento-lhe o Kaboin.

— Kobain — eu corrigi —, ao seu dispor, princesa.

— O que ele tá fazendo aqui, chuchu?

— Então, coração. — Ele coçou a cabeça. — Ele sabe de tudo e está a nos chantagear.

— Deixa que eu falo, chuchu — interrompi. — Princesa, sendo bem direto: Preciso levar você para o seu pai.

— NÃO! Por favor! Não gosto do castelo. Não me leve pra lá.

— Por que não? Posso saber?

— Papai não me deixar fazer nada que eu quero… — disse, agarrando com força a mão do amado.

— Então… É pedir muito que confiem em mim?

***

Quando avistaram eu e a princesa caminhando em direção aos portões do castelo, os guardas baixaram a ponte. E assim, sem festa ou cerimônia, mas alvos de centenas de olhares e cochichos, fomos até uma sala que ficava ao lado do belíssimo trono. O Rei estava sentado atrás de uma mesa assinando e carimbando uns papéis. Ergueu os olhos e, tentando esconder a surpresa, disse:

— Filha! Posso saber onde esteve?

— Presa no covil de um terrível monstro, pai. Não está feliz em me ver?

— Claro que estou, meu amor. — Segurou a mão dela com carinho. — Me conta. Como conseguiu sair de lá?

— Fui salva, papai.

— E onde está esse fabuloso herói que a trouxe de volta?

— Aqui. — Apontou para mim.

O Rei precisou erguer-se de sua mesa para conseguir me ver.

— Seu herói é esse… esse…

— Goblin, papai. Ele é um goblin.

— Ah, sim, eu sei. — Limpou a garganta. — Caro goblin…

— Kobain — eu disse —, meu nome é Kobain.

— Certo. Kobain, acredito que deseja uma recompensa por ter resgatado minha filha.

— Longe de mim, majestade. Não o fiz com essas intenções.

— Então tá. Muito obrigado…

— PAI! — a princesa ralhou.

— Ah, claro. — Pai e filha trocaram olhares inquisidores. — Kobain, não existe algo que você queira? Você sabe. Sou o Rei e posso fazer qualquer coisa.

— Bem, já que perguntou — fiz uma pausa como se estivesse pensando —, quero que me ordene cavaleiro.

— Ordene… o quê?!

— Cavaleiro.

— Bem… er… não esperava por isso. Como dizer?… bem… Um goblin na cavalaria? — Ele coçou a barba de nervoso. — Não prefere ouro, rapaz? Você tem filhos? — perguntou.

— Só irmãos…

— Então… Posso te dar dinheiro suficiente para sustentar você e seus irmãos por toda a sua vida. Uma mesada… Isso!… Posso te dar uma mesada em ouro.

***

— Caramba, Kobain — Hohg exclamou bem alto. — E o quê ‘cê respondeu?

— O que vocês acham? — ele perguntou, levando a manga da blusa, revelando um anel dourado com o rubi da cavalaria vestido como um bracelete no seu braço fino. — Estão olhando para Sir Kobain, o primeiro e único goblin cavaleiro do reino!

A ovação foi geral. Todos aqueles que não dormiram durante a história gritaram e gargalharam em homenagem ao goblin cavaleiro — alguns acordaram naquela hora e comemoram mesmo sem saber o motivo. O ogro taberneiro ofereceu, em homenagem ao ilustre visitante, com sua voz muito fina, uma rodada grátis para todo mundo.

O sol raiou e os bêbados, aos poucos, começaram a abandonar a taverna. Kobain foi um dos últimos — talvez os demais estivessem em coma… ou mortos, nunca vamos saber. Ele caminhou lentamente até sua casa, enquanto admirava, de olhos marejados, o anel que apenas aqueles ordenados pelo Rei recebiam.

— Demorou, hein — uma voz feminina o tirou do transe, assim que chegou.

— Sim, princesa. Todos amam a minha história.

Sir Lance Grann desceu as escadas arrumando os cabelos molhados e deu um beijo apaixonado na princesa. Dezenas de pequenos goblins riram e zombaram do casal enamorado.

— Tenho que ir — Sir Lance disse. — Obrigado, Kobain, uma vez mais, pela hospitalidade.

— Não precisa agradecer, chuchu. Até a próxima.

— Ah, Kobain — o cavaleiro se conteve antes de sair pela porta —, por acaso, pegaste emprestado algo que me pertence?

O goblin sorriu sem graça, retirou o anel do pulso e o entregou para seu amigo. Sir Lance agradeceu, pôs o elo dourado com rubi no dedo, cobriu a cabeça com um capuz e, escondido, voltou à sua vida normal de cavaleiro. A princesa, também muito grata, despediu-se dando um beijinho em cada goblinzinho e saiu alguns minutos depois.

Kobain, que já não precisava mais roubar para sustentar seus muitos irmãos, pegou um livro na estante e, antes de começar a ler, lembrou-se do pai.

— ‘Cê deve tá feliz, né, seu velho safado? — pensou em voz alta.

Provavelmente foi alguma alucinação alcoólica, mas ele jura que ouviu em resposta:

— Olha o respeito, moleque!

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20 comentários em “Um Goblin Sonhador (Leonardo Jardim)

  1. Leandro Soares Barreiros
    29 de março de 2019

    Em uma Taverna num reino mágico, um pequeno Goblin conta como conseguiu se tornar um cavaleiro. Há uma revelação no final, apontando que a criatura não recebeu de fato o título, pois preferiu ajudar os irmãos. Contudo, se é dever de um cavaleiro ajudar os indefesos, o Goblin tornou-se de fato um, ainda que não tenha sido nomeado.

    Gostei do conto, uma narrativa bem humorada de uma aventura medieval. A história flui muito bem e a maior parte das piadas parecem naturais, por conta da personalidade do Goblin-Narrador. A técnica do falso final ficou bem encaixada. Como o texto tem um tom humorístico, é divertida e aceitável a ideia da criatura ter escolhido o caminho fácil, por isso há uma boa surpresa com a revelação final.

    Só senti falta de um conflito maior na história. Como não houve um grande conflito, também não senti um bom clímax. Isso acaba impactando consideravelmente em um texto que, apesar de bem humorado, trata de uma aventura.

    Apesar disso, gostei do conto.

  2. Fabio D'Oliveira
    29 de março de 2019

    O corpo é a beleza, a forma, o mensurável, o moldável. A alma é a sensibilidade, os sentimentos, as ideias, as máscaras. O espírito é a essência, o imutável, o destino, a musa. E com esses elementos, junto com meu ego, analiso esse texto, humildemente. Não sou dono da verdade, apenas um leitor. Posso causar dor, posso causar alegria, como todo ser humano.

    – Resumo: Kobain sonha em ser cavaleiro do Rei. Porém, infelizmente, o destino não lhe foi gentil: nasceu goblin, destinado à vida gatuna e sacana. Precisando roubar para sustentar seus irmãos, principalmente depois da morte do pai, ele mantém o sonho em mente. Até que aparece a oportunidade perfeita para ser ordenado cavaleiro. Descobriu que um cavaleiro do Rei tinha um caso com a princesa. Chantageou os dois e tentou negociar com o soberano seu lugar na corte, pois fingiu salvar a donzela de um monstro. No final de tudo, cantou vantagem na taverna dos monstros, mas era tudo mentira: preferiu o ouro pra sustentar seus irmãos e a si mesmo. Pelo menos tornou-se amigo do cavaleiro e da princesa, guardando o segredo deles. Assim termina a história, com o goblin meio realizado, mas ainda mantendo o sonho vivo.

    – Corpo: Escrita limpa, que acompanha o tom do conto, ou seja, divertida. Acho incrível quando o escritor acompanha a própria história, moldando-se à ela. Parabéns! Foi um trabalho e tanto. O estilo, porém, apesar da escrita de boa qualidade e narrativa concisa e bem executada, não brilhou tanto. Não teve um fator que determinasse a velha expressão: “esse é o cara!”. É um conto bem escrito, bem planejado, mas sem identidade própria. Eu costumo admirar autores que possuem seu estilo próprio. Você lê algo dele e já sabe, de fato, que é dele antes mesmo de confirmar o autor. Insisto nisso apenas naqueles que enxergo potencial. E você tem, de fato, muito potencial.

    – Alma: A história está impecável. Todos os personagens me pareceram verossímeis, levando em consideração a ambientação e situação. Talvez o ogro da taverna que pegava no pé de Kobain não tenha fica TÃO bom assim, mas ainda foi uma adição razoável. O resto dos personagens foram essenciais. Adorei o Rei ausente e indiferente, aliás. Gostei, também, do final: fez total sentido Kobain ter escolhido o dinheiro, pois ele foi criado dessa forma. Enfim, está de parabéns, é o último conto que avalio e, felizmente, o melhor que li na séria A.

    – Espírito: Fantasia e comédia, os dois elementos bem aplicados. Alguns contos tentaram fazer isso, mas somente esse conseguiu fazer isso com propriedade. Parabéns! Você é extremamente talentoso!

    – Conceito: Platina!

  3. MARIANA CAROLO SENANDES
    28 de março de 2019

    Resumo: Um Goblin chamado Kobain sonha em ser cavaleiro. Um dia, ao roubar uma residência, descobre um caso de amor que pode mudar a sua vida.

    É um conto bastante divertido, foi uma grata surpresa. Estranhei a linguagem informal, mas, com o desenvolvimento do texto, entrei na brincadeira e comecei a imaginar o Kobain como um malandro, cabelin na régua… O final, a solução encontrada para os três, é muito esperta. Se o autor pretende desenvolver ainda mais o conto, foque na interação entre o goblin e o cavaleiro – daria quase um buddy cop. Parabéns pelo trabalho leve e despretensioso!

  4. Pedro Paulo
    27 de março de 2019

    RESUMO: Um Goblin conta uma história no bar, querendo explicar como foi ordenado cavaleiro. Depois da morte do pai e tendo 35 irmãos para cuidar, descobre as cartas entre a princesa e um cavaleiro, chantageando os dois de modo a chegar até o rei, diante do qual fica entre ser ordenado ou ganhar ouro para sustentar seus irmãos. Para os colegas de álcool, encerra a história como o único goblin cavaleiro, enquanto em casa, despedindo-se dos seus amigos, a princesa e o cavaleiro, regozija-se em poder ler e não precisar roubar mais.

    COMENTÁRIO: Um conto que mescla fantasia e comédia, escrito de forma leve, em que o próprio protagonista narra a sua história. O enredo em si não é complexo, mas o que intriga é justamente como se trata de um plano do personagem, em que se fica querendo saber onde ele vai nos levar no fim das contas. A narrativa corre rapidamente e os diálogos, também sucintos, demonstram a habilidade do autor de ser sucinto, em poucas palavras mostrando a pompa do cavaleiro, os sentimentos da princesa, o desinteresse do rei e as rudezas dos companheiros de bar de Kobain. Tudo isso não só coloca a história para frente, mas constrói uma digna ambientação de fantasia, nos moldes que somos acostumados a ver como em Senhor dos Anéis. Então apesar de uma história não tão inspirada, é com certeza bem desenvolvido. Boa sorte!

  5. RenataRothstein
    27 de março de 2019

    Comédia fantástica muito fofa sobre as andanças e histórias de um pequeno goblin, que tinha como grande sonho ler, mas que recebe do pai ladrão à beira da morte o dever de dar continuidade ao seu “serviço “.
    O texto é ágil, prende a atenção, muito bem escrito e divertido.
    Leve, bem leve. Me diverti muito.
    Parabéns e boa sorte!

  6. Tiago Volpato
    27 de março de 2019

    Resumão:

    É a história dentro da história de um goblin que se tornou cavaleiro. Em um boteco, ele conta que, um belo dia, ele e seu pai estavam praticando um simples assalto, seu pai fez cagada e não consegue desarmar uma simples armadilha de um baú e bate a cachuleta. Antes de fazer a passagem, ele puxa Kobain (nosso herói) e diz: “lembra o seu sonho de ser caveleiro? Enfia na ‘guela’ e vai trabalhar pra sustentar seus 36 irmãos”. No caso trabalhar pra ele é roubar (assalto mesmo, não política).
    Kobain então abre o baú e encontra cartas de amor que são trocadas por uma princesa (que está presa em uma torre aí) e um cavaleiro. Kobain então chantageia o rapaz (carcar a princesa da cadeia triste), os dois tramam uma parada, Kobain faz de conta que salvou a princesa, assim o rei vai fazer dele um cavaleiro, seu grande sonho. Só que o rei fala um “nem fodendo” e oferece uma grana preta de recompensa para Kobain.
    Kobain então termina de contar a história, mostra o anel (de cavaleiro) e a galera do boteco fica alvoroçada, achando que ele realmente virou cavaleiro. Mas era potoca, ele deu uma miguelada no anel do cavaleiro, que agora se encontra com a princesa na casa de Kobain e seus 36 irmãos. E todos vivem felizes para sempre. Fim.

    Considerações:

    A história tá bem escrita. Você conseguiu montar um universo bacana que deixou o texto mais interessante. As piadas já não gostei muito, fazer piada com o nome do herói tá um pouco batido, e aconteceu três vezes na história. Mas tudo bem. O enredo apesar de carregado no clichê eu achei bacana. Percebi dois erros no texto, mas é caso de revisão, uma letra a mais que saiu em dois verbos, nada que prejudique. O texto é bem fluido e bem escrito. Ele segue uma linha lógica e bem pensada. Gostei do texto, não achei super fantástico, mas cumpriu bem o desafio.

  7. Priscila Pereira
    26 de março de 2019

    Um Goblin Sonhador (Kobain)

    Sinopse:Um goblin, seja lá o que isso for, está contando sua história em uma taverna, contou que precisava roubar para sobreviver, mas que não queria, sempre sonhou em ser cavaleiro do rei. Em um roubo, que levou seu pai à morte, roubou cartas de amor entre a princesa e um cavaleiro. Então chantageou o cavaleiro e conseguiu ver a princesa e levar a cabo um plano de conseguir falar com o rei. Foi recompensado pelo rei com muito ouro, então não precisaria mais roubar para viver, mas não contou isso aos amigos na taverna, antes, mostrou o anel que roubou do cavaleiro.

    Olá Autor(a)!

    Embora seu conto se enquadre mais em fantasia do que em comédia, foi o único que arrancou um sorriso ao final da leitura. Só por isso, Parabéns!! rsrsrssr
    Esse goblin, é uma gracinha! Um personagem muito bem explorado e verossímil, ele tem muito carisma. A história é bem pensada e executada. O conto é muito bem escrito e fluido, mas me lembrou o conto o dragão e a princesa (acho que é isso) que o Fabio postou esses dias aí… mas fique calmo, deve ser só coincidência, aliás, esse é bem melhor que aquele. Bom, acho que é só.Ótimo conto! Parabéns!!

  8. Luis Guilherme Banzi Florido
    26 de março de 2019

    Boa tarrrde! Td bem?

    Resumo: história de um goblin que sonha ser cavaleiro, e relata para o incrédulo público da taverna sobre sua aventura que o garantiu o título de cavaleiro, “salvando” a princesa do Reino. Ao fim, descobrimos que tudo não passava de uma história de pescador do sapequinha.

    Comentario:

    Gostei do conto!

    A escrita é muito agradável e gostosa, tanto que mal percebi o conto passando, e quando notei, ja tinha terminado. Normalmente, isso acontece com os contos mais gostosos de ler. Pontos por isso!

    A gramática é muito Boa e segura. A estrutura também está legal,os diálogos são bem estruturados e convincentes, e a boa ambientação ajudou bastante. Parecia até que eu ouvia a história junto às criaturas.. kkkkk

    O enredo também é bom e me deixou entretido. Porém, devo dizer que achei o desfecho um pouco fraco. Talvez pela expectativa que o próprio conto tenha me criado, me deixando bem curioso, não sei. Fato é que terminei de ler com uma sensação de que, à partir da chegada do goblin à casa, algo tinha faltado, não sei explicar. Enfim, isso é opinião pessoal.

    Concluindo, é um conto bem agradável e gostoso de ler a bem escrito e fluido, mas com um desfecho que não me agradou tanto quanto o desenrolar da história.

    Parabéns e boa sorte!

  9. Gustavo Araujo
    23 de março de 2019

    Resumo: Um goblin conta aos amigos como se tornou cavaleiro, enganando o rei ao levar a ele a filha princesa. No fim, descobrimos que não houve ordenação alguma, mas um teatro do próprio goblin, que em vez de cavaleiro ganhou do rei riqueza suficiente para sustentar sua família.

    Impressões: é um conto divertido que mistura comédia e fantasia, usando propositalmente (a seu favor) os clichês do gênero – reis, princesas, seres fantásticos. Além disso, usa o velho jargão do pai-no-leito-de-morte, como explicação para a suposta reviravolta na vida do protagonista. O que vemos, em verdade, é uma releitura do gênero capa e espada, só que com um ser que normalmente é coadjuvante alçado a personagem principal, enquanto que o cavaleiro e a princesa é que caem para o segundo escalão. Nesse aspecto, o conto inevitavelmente lembra o Shrek, seja pela subversão, seja pela graça que consegue produzir. Não é nenhuma obra brilhante ou que vá ser lembrada nos anos por vir, mas é um conto competente e que cumpre bem o objetivo a que se propõe. De fato, não parece ter a intenção de se levar a sério, mas de funcionar como bom entretenimento, uma diversão fugaz que deixa uma boa sensação no final. Parabéns e boa sorte no desafio.

  10. Jorge Santos
    17 de março de 2019

    Resumo: Goblin sonha em tornar-se cavaleiro, contrariando a suposta fama goblineana de ladrões. Este conto está ajustado a ambos temas, fantasia e comédia. Não apresenta problemas ao nível da narrativa e tem um final com a reviravolta esperada. No entanto, sabe a pouco.

  11. Rafael Penha
    12 de março de 2019

    RESUMO – Numa taverna do reino, Kobain, um goblin malandro e falante conta aos presentes a história de como teria se tornado cavaleiro do Rei, envolvendo uma promessa ao pai e um guarda e uma princesa amantes .

    COMENTÁRIO- O clichê de uma história sendo contada numa taverna se choca com a originalidade de um goblin protagonista e mais, querendo ser cavaleiro. Kobain é interessante e aos detalhes da história dão a dimensão de como as coisas funcionam nesse mundo de forma bem legal. A técnica é simples e eficaz e não encontrei problemas gramaticais. Achei o meio do conto meio esquisito, com a princesa presa numa torre e um rei meio alheio às coisas. Não entendi bem o motivo por trás destes elementos, mas não atrapalham a narrativa. O enredo é divertido, e a conclusão, apesar de um pouco frustrante, é inesperada e verossímil.

  12. Rafael Penha
    12 de março de 2019

    RESUMO – Numa taverna do reino, Kobain, um goblin malandro e falante conta aos presentes a história de como teria se tornado cavaleiro do Rei, envolvendo uma promessa ao pai e um guarda e uma princesa amantes.

    COMENTÁRIO- O clichê de uma história sendo contada numa taverna se choca com a originalidade de um goblin protagonista e mais, querendo ser cavaleiro. Kobain é interessante e aos detalhes da história dão a dimensão de como as coisas funcionam nesse mundo de forma bem legal. A técnica é simples e eficaz e não encontrei problemas gramaticais. Achei o meio do conto meio esquisito, com a princesa presa numa torre e um rei meio alheio às coisas. Não entendi bem o motivo por trás destes elementos, mas não atrapalham a narrativa. O enredo é divertido, e a conclusão, apesar de um pouco frustrante, é inesperada e verossímil.

    Um abraço!

  13. Givago Domingues Thimoti
    6 de março de 2019

    ERRATA: O TÍTULO SAIU ERRADO, MIL PERDÕES… SONO DE FOLIÃO

  14. Givago Domingues Thimoti
    6 de março de 2019

    Uai, Hoje é Dia de Rock, Bebê!
    Caro(a) autor(a),

    Desejo, primeiramente, uma boa primeira rodada da Liga Entrecontos a você! Ao participar de um desafio como esse, é necessária muita coragem, já que receberá alguns tapas ardidos. Por isso, meus parabéns!

    Meu objetivo ao fazer o comentário de teu conto é fundamentar minha nota, além de apontar pontos nos quais precisam ser trabalhados, para melhorar sua escrita. Por isso, tentarei ser o mais claro possível.

    Obviamente, peço desculpas de forma maneira antecipada por quaisquer criticas que lhe pareçam exageradas ou descabidas de fundamento. Nessa avaliação, expresso somente minha opinião de um leitor/escritor iniciante, tentando melhorar, assim como você.

    PS:Meus apontamentos no quesito “gramática” podem estar errados, considerando que também não sou um expert na área.
    RESUMO: O conto “Um Goblin Sonhador” aborda a história de Kobain, um goblin que sonha em ser cavaleiro e, por meio do relacionamento do Sir Lance Grann e a Princesa, a ascensão sócio-econômica dele e sua família

    IMPRESSÃO PESSOAL: Mais um conto de comédia muito bem escrita, sem aqueles arrojos literários, porém, com uma história simples o qual prende a atenção do leitor, divertindo-o. Muitas quebras de expectativas, como um bar numa área perigosa com elfos, orcs em um clima bastante divertido.

    ENREDO: Um enredo simples, repleto de quebras de expectativas, redondinho, com uma fluência incrível e original.
    GRAMÁTICA: Não notei nenhum erro gramatical.
    PONTOS POSITIVOS
    • Comédia simples, com uma linguagem divertida e um enredo ideal para o humor.
    • O(a) autor(a) demonstrou um muito talento com essa história

    PONTOS NEGATIVOS
    • Não notei nada que valha a pena ser mencionado

  15. Fernando Cyrino
    4 de março de 2019

    Eis-me aqui, Kobain, às voltas com a sua fantasia. Como todo Goblin, seu xará Kobain é muito ágil e também ladrão. Seu sonho é ser sagrado cavaleiro real. Ao roubar uma casa em um bairro nobre, abre o cofre e ao invés de dinheiro, ouro e joias, lá dentro ele encontra cartas de uma princesa. Dá um jeito de descobrir quem é a princesa e para isto volta à casa. Chantageia o dono, o amante da tal princesa das cartas, e termina levando a tal moça para o seu pai, o rei. Ele lhe oferece ouro, ou uma mesada para sustentar a penca de irmãos. Kobain aceita a grana, mas pega o anel de cavaleiro do homem roubado para contar vantagem para os amigos na taverna, afinal, ele agora pode dizer que é cavaleiro. Termina a tramoia e ele devolve o anel ao verdadeiro dono. Um conto gostoso de ler, uma fantasia leve e muito bem contada. Você escreve bem, tem as manhas da escrita dos contos. A trama está legal e o conto, que ia sem grandes mudanças, ao final me impacta bastante com a virada final. Ele, Kobain, não se tornara cavaleiro, mas havia pego o dinheiro para manter os manos. O anel que usava na taverna era emprestado (não roubado, diga-se de passagem) do homem que ele havia roubado. Gostei bastante do seu conto. parabéns e um abraço.

  16. Antonio Stegues Batista
    3 de março de 2019

    Um Goblin Sonhador- conta a história de Kobain que sonhava em ser cavaleiro. Certo dia ele descobre umas cartas num baú, correspondência de um casal de enamorados, a filha do rei e um cavaleiro. Ele faz chantagem ao cavaleiro e pede o anel emprestado, para mostrar aos amigos e dizer que se tornou cavaleiro.

    O enredo é bem simples, não é ruim, a escrita é boa e os diálogos também, mas a história com tema fantasia e comédia.O argumento é fraco, sem as batalhas medievais, sem magia, sem intrigas palacianas, e mistérios a ser descobertos, sem fadas perversas, bruxas horripilantes e princesas indefesas, o que tornaria a história mais interessante. Além do mais, foi escrita com bom humor, mas a intensão de fazer rir, falhou. Pelo menos comigo. No Desafio, é preciso escrever algo que impressione. O diferente e o impressionante na história, é que ganha ponto alto. Boa sorte no próximo tema.

  17. Regina Ruth Rincon Caires
    2 de março de 2019

    Um Goblin Sonhador (Kobain)

    Resumo:

    A história de Kobain, um pequeno goblin (parecido com duende), que tem o sonho de ser cavaleiro do reino. Mas, na realidade, o pai o ensinara a ser ladrão, roubava para sustentar os irmãos menores. Com a morte do pai, descobriu o segredo de um cavaleiro (o romance dele com a princesa que fugiu de casa e vive em uma torre), e passou a chantageá-lo. Enfim, o pequeno goblin consegue entrar num acordo, leva a princesa de volta para o reino e o rei oferece a ele uma gratificação. Ele pediu para ser cavaleiro, mas, diante da impossibilidade, aceitou uma polpuda pensão para cuidar dos irmãos pela vida toda. E, na casa em que vivia com a “molecadinha”, proporcionava o encontro da princesa com o cavaleiro. Usando o anel do “amigo”, como se cavaleiro fosse, construiu toda a narrativa na taverna, onde o conto começa…

    Comentário:

    Conto muito bem escrito, de boa construção, muito fluente. O autor fez uma mistura inteligente de linguagem, o uso de gírias deixou a narrativa bem alegre. Digo que a história tem os pés em duas canoas. O autor brinca, inteligentemente, com a fantasia e a comédia. Ficou interessante e juvenil. Foi uma leitura bem prazerosa, percebe-se que o autor é muito criativo. Não gargalhei, mas sorri muito.

    Parabéns pelo trabalho, boa sorte no desafio!

    Abraços…

  18. Angelo Rodrigues
    21 de fevereiro de 2019

    Caro Kobain,

    Resumo:
    goblin conta aos amigos na taverna que frequenta, sua história acerca de se tornar um cavaleiro do reino. Uma fábula acerca da esperteza dos goblins, da (falsa) ingenuidade das princesas e da pureza dos amantes.

    Avaliação:
    história bem estruturada, disruptiva quando subverte o curso clássico das histórias: o mundo dos goblins, o mundo dos humanos, dos reinos etc.
    Não encontrei desvios de linguagem, a trama flui sem qualquer problema de compreensão, entretanto, há problemas:
    A força da fantasia em que o conto se posiciona, não explora o mundo em que as personagens se encontram. Explico: onde há um goblin, um orc, um kobold, gnomo, poderia haver humanos, cães falantes ou qualquer outro animal que ao humanos se mimetizasse.
    Acredito que o posicionamento de personagens sobre uma estrutura ideal de contar, deva, necessariamente, explorar esse universo, o que não aconteceu.
    Imagine-se: um humano jovens pequeno e fraco, oriundo de uma família de ladrões, encontra cartas e com elas faz uma chantagem para se tornar cavaleiro do reino. Essa poderia ser a história e estaria bem posta. A mimetização em direção à estrutura fabular escolhida não explorou (havia possibilidade pois o texto foi resolvido com apenas cerca de 1800 palavras) as possibilidades inerentes àquela realidade, tornando-se linear em direção à trapaça imaginada pelo pequeno protagonista.
    Acredito que o conto, embora interessante, ficou a dever essa descida ao fundo da fantasia que o autor escolheu desenvolver, e me pareceu apressada, sem o glacê das histórias do gênero.
    Parabéns e boa sorte na Liga!!

  19. Fheluany Nogueira
    19 de fevereiro de 2019

    Os Goblins são pequenos seres malignos que gostam de fazer brincadeiras de mau gosto. Um deles chega à taberna se dizendo “sir”, um cavaleiro do rei e é aclamado pelos presentes. A narrativa leva o leitor a acreditar que ele chantageou a princesa e por isso alcançou tal posição. Mas, Kobain deu foi abrigo para os encontros do cavaleiro com a princesa, depois que descobriu os amores deles, através de cartas tomadas em um roubo. E, naquele dia usou o anel dele para se exibir.

    Uma divertida história de fantasia, transcorrida em ambiente medieval, de certa forma, bem inocente, com ares de contos infantis. Os personagens estão bem construídos, interessante o relacionamento do protagonista com o pai que o incentiva a continuar do “mal”.

    O título está bem de acordo com a trama; o foco narrativo de primeira pessoa traz mais verossimilhança; os diálogos são críveis, mas ocorrem alguns que acaba atrapalhando um pouco a percepção do todo, porque há uma dificuldade em saber quem disse o quê. Reafirmo que é um texto muito bem escrito e interessante, mas a estória não me impactou tanto. Achei a criatividade média.

    Boa sorte na Liga. Parabéns pela participação

  20. Matheus Pacheco
    19 de fevereiro de 2019

    RESUMO: O conto é sobre a trajetória, em primeira pessoa, de um Goblin sonhador chamado Kobain descrevendo como havia conseguido o título de Cavaleiro do Rei depois de convencer a Princesa do Reina a voltar para o castelo.
    Comentário: Um mistura de fantasia e comédia, ouso dizer que o escritor já teve muitas partidas de D&D, pela inspiração de Nomes e de criaturas, um conto divertido, não muito extenso, nem um pouco cansativo e bem gostoso de se ler.
    ótimo conto, um abração!!!!

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Informação

Publicado às 17 de fevereiro de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 1, Série A e marcado .