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Detox Literário.

O Animalismo (Cícero Lopes)

Sobre quem sou eu nesse mundo cada vez mais extraórdinário e bizarro; a memória que tenho mais fresca é a de tocar bateria no trio muito famoso, em ao menos, na maioria dos botecos da Baixada. Outra lembrança é que nas horas amargas, pedalo uma bike da Nautica até a Unidade de Saúde da Família, além dos tambores que marcam a divisa Santos/São Vicente, onde tomo conta, das 08:00hs as 17:00hs, da farmácia do posto, com acesso as maravilhosas drogas da indústria farmaceutica. Lembro ainda que foi numa sexta-feira final de expediente que me enchi de um princípio ativo que deveria deixar-me excitado e feliz, mas, que talvez, não tenha harmonizado-se com o volume de alcool que ingeri à hora do almoço, fato é, que já na bike voltando para casa, cruzando a Imigrantes fui atropelado por um jaguar. E agora, abro o olho me vejo meio sentado, meio caído aos pés de um balcão de bar, feito em madeira.

A iluminação não é das mais claras, então, minha visão do todo está prejudicada, mas juro que vi um urso polar vir se aproximando do balcão onde estou, apoiado nas patas traseiras, com um tapa olho e usando uma jaquetas jeans sobre uma camiseta com a estampa do Motorhead e logo me vem a mente os versos de “As of Spade” – “Jogando pela mais alta, dançando com o diabo, indo com o fluxo, é tudo um jogo pra mim”. Definitivamente o urso aproxima-se do balcão e sem me dá qualquer importância, me espreme com seu corpanzil contra o balcão de madeira, de modo que a minha cara fica desgraçadamente espremida contra as partes genitais do animal, li em algum lugar que um estudo revelou que os órgãos genitais dos ursos estão encolhendo de tamanho ano após ano, mas, para minha derrota completa, não era o caso desse espécime especifico. “Não há mal que perdure mais que uma noite”, Churchil dizia, então a sorte foi que o Urso roqueiro não demorou a ser atendido e devolve-me a condição de respirar em paz.

Levanto com dificuldade e só agora reparo no ambiente em que me encontro, é um bar bem decadente e talvez por isso mesmo, é bem estiloso, o estranho é que além do urso polar, também vislumbro na penumbra serpetinada pela fumaça dos cigarros, outros animais replicando o comportamento humano. Por exemplo um cachorro São Bernardo com o copo suspenso e o olhar perdido em algum lugar obscuro da sua memória, sem dúvida algo muito triste de ver, mais adiante um rinoceronte bate com o punho, digo, com a pata na mesa, provocando seus camaradas, uma lebre, um sapo e um bode e na sequência recolhe as fichas do jogo, que aparentemente acabara de ganhar.

Tonto e com um gosto azedo na boca, balanço minha cabeça e pisco os olhos procurando afastar aquelas visões da minha provável loucura. Uma voz estrondosa me tira dessa confusão mental, – Eu conheço você!

Me volto e encontro o urso me medindo dos pés a cabeça. – Você tocou aqui, no mês passado, nessa espelunca! Você toca bem, cara! Se não estivessem fechando, eu pediria que fizessemos um som! E o ursão bonachão me apresenta sua gaita de boca. – Mas, nasce um novo dia, a noite acabou! Vamos! Eu pago um pingado com um pão na chapa, na padaria ao lado. Venha, rapaz! Vamos conversar. Eu fiz uma canção…

Antes que possa responder ou me aprumar direito, o meu mais novo amigo me arrasta para as ruas. O dia está deveras claro, o sol fere os meus olhos e… Mas que droga alucinógena é essa que eu tomei? Passeando nas ruas ou correndo contra a rotina diária, nos pontos de ônibus, dentro dos carros, caminhando apressados eu os vejo de novo, os animais imitando os humanos e outros humanos como eu, que seguem pacificamente o estapafúrdio circo sem nenhuma reação a anomalia que eu testemunho.

Em todo lugar, em qualquer direção que eu olho eu vejo essa mistura de homens e animais. Na padaria mastigando sem sentir o gosto do pão, estão dois leões vestidos em ternos caros, uma girafa retocando o seu batom, três ratos contando as moedas que cada um carrega nos bolsinhos, uma dúzia de ovelhas na fila… Enlouqueci. O urso manda pendurar a conta e me puxa – Vou te mostrar uma coisa! Diz o urso.

– Voce votou no presidente asno?

Diante da minha cara repleta de interrogações, o urso explica.

– Elegemos o senhor Walmir Bolseiro para presidente da Gremio Recreativo, Esportivo e Escola de Samba das Camisas Amarelas. Ele é um asno de primeira grandeza!

Sem muita cerimônia arranca um jornal em exposição na banca de jornal e me mostra a cara do asno com a faixa presidencial.

– Particurlarmente, acho que foi a melhor escolha. Esse país precisava de uma chacoalhada. Você não acha?

Na foto, o jegue exibe boa parte de sua dentição num sorriso forçado.

– Venha vou lhe mostrar uma coisa! Diz o urso que continua me arrastando como a uma leve trouxa, não demora e estamos no alto de um pequeno edifício.

– É aqui que me divirto, ele diz. Eu o sigo até a borda do teto edificio, de onde é possível ver a circulação das pessoas lá embaixo. Demoro a perceber o que está acontecendo. Estou de fato, muito perturbado, somente com o som do primeiro disparo, que vejo o rifle de repetição nas mãos do urso, digo patas do urso… Horrorizado percebo que ele atira contra um grupo de veados que passavam. Uns após outro, os pobres animais vão sendo abatidos. Os tiros explodem seus cérebros. A pontaria do urso é de dar inveja!

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37 comentários em “O Animalismo (Cícero Lopes)

  1. Ana Carolina Machado
    29 de março de 2019

    Oiiii. Um conto sobre um rapaz que após ser atropelado acorda em um mundo em que humanos e animais convivem de forma aparentemente harmoniosa. Ele repara que tem animais agindo como humanos em todos os lugares. Ele cria um tipo de amizade com o urso com aparência de rockeiro e eles conversam sobre um asno que votaram para ser presidente. E no fim o urso mostra para ele que gosta de atirar em outros animais, como o grupo de veados que se tornam vítima de sua mira. O interessante é que o suspense segue até o final. Tipo não sabemos o que realmente ocorreu com a mente dele. Se ele está em um estado de coma, se é um universo paralelo ou se estilo Alice no país das maravilhas a subtância alucinógena o fez ir para aquela realidade. E no fim o ato do urso atira em outros animais que são semelhantes a ele faz uma reflexão sobre a caça esportiva. Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio.

    • Cicero Gilmar lopes
      1 de abril de 2019

      GRATO PELO SEU COMENTÁRIO! ABRAÇO.

  2. Gustavo Araujo
    29 de março de 2019

    Resumo: rapaz que trabalha em uma farmácia — não tendo medo de experimentar ele mesmo os remédios — retorna para casa depois do expediente e para num bar, onde enxerga seres humanos como se animais fossem. Segue seu caminho com essas visões até encontrar alguém, ou algum bicho, que do alto de um edifício, dispara contra uma multidão, ou um bando, de veados.

    Impressões: o conto é uma alegoria sobre o comportamento humano, permeado por forte crítica social, contrária, evidentemente, ao governo atual. Não tem medo de soar panfletário e acusar aqueles que levaram o hoje presidente ao Planalto de, no mínimo, conivência com a violência autorizada nas entrelinhas e nas linhas propriamente ditas. Como peça política que é, não se preocupa em dar explicações e muito menos se parece unilateral demais. É um texto que seguramente agradará aqueles que professam a mesma corrente ideológica do autor, mas que, por outro lado, cairá em desgraça com os leitores que, digamos assim, seguem pela margem contrária do rio.

    Pessoalmente, vejo este tipo de texto como um vetor para que a pessoa que escreve destile suas convicções doa a quem doer. Não há, por isso, uma história a ser contada, mas uma espécie de parábola maniqueísta, em que há os bons, os guerreiros da virtude, e os maus, aqueles que merecem a ojeriza. Como peça literária, soa pobre, rasa e pretensiosa. Como peça política, porém, surgirá como uma ode ao progressismo, merecedora do máximo de atenção. Aposta, portanto, numa vertente que considera “a correta”, em busca dos aplausos fáceis, pouco se importando com as eventuais críticas que advirão do lado diverso — como é típico dos textos que levantam bandeiras.

    Por um lado, há que se parabenizar o autor pela coragem em defender a causa pela qual acredita, mas por outro, há que se lamentar essa opção, eis que reflete uma corrente de pensamento que, refratária ao consenso, preocupa-se muito mais em soar irônica e sarcástica, como quem busca admirar o próprio umbigo.

    • Cicero Gilmar lopes
      1 de abril de 2019

      Obrigadíssimo pelo comentário!

      • Gustavo Araujo
        1 de abril de 2019

        Caro Cicero, relendo meu comentário sou obrigado a admitir que fui açodado ao fazê-lo. Quero pedir desculpas pela minha falta de educação por permitir que as críticas ao texto transbordassem para a pessoa que o escreveu – você. Sim, há que se ter coragem para defender um ponto de vista em que se acredita, mas isso não significa necessariamente falta de visão abrangente. Se admiração ao próprio umbigo houve, receio que foi de minha parte. Espero vê-lo por aqui mais vezes. Um abraço.

  3. Shay Soares
    27 de março de 2019

    O Animalismo – Aparentemente um cara envolve-se em um acidente e foi transportado para uma outra realidade quando acordou.

    Pena que o conto chegou ao fim tão cedo. Apesar do no-sense o conto traz toda a adversidade de uma maneira fácil de interpretar e aceitar.

    Fiquei me perguntando se o urso atirar nos veados seria algo dentro da lei ou se ele estava cometendo algum assassinato. Se fosse assassinato imagino que ele não teria “O” lugar para se divertir (digo como sendo um único lugar onde ele vai de maneira recorrente) e se não fosse assassinato o fato de um rinoceronte ter amigos tão mais frágeis que ele próprio soa improvável. Se fossem apenas companheiros de jogo até poderia aceitar, mas acho difícil aceitar uma lebre e um sapo querendo entrar num jogo de azar com o rinoceronte. Mas sei lá, não há como saber hahaha

    Obrigada pelo texto!

    • Cicero Gilmar lopes
      1 de abril de 2019

      Grato por sua leitura e comentários!

  4. Estela Goulart
    25 de março de 2019

    Resumo: um homem, após tomar um dos remédios alucinógenos (ou não) se encontra em um mundo com humanos e animais vivendo em harmonia. Encontra um Urso que o indaga sobre certas questões.

    Comentários da história: no início, comecei a ler com tédio, afinal era muita informação misturada e aleatória; mas você se superou nas referências. Pensando aqui, comecei a achar milhões de significados para seu conto. A comparação com a esfera social e política brasileira, além do fato de que, num mundo entre humanos e animais, há muitas discrepâncias implícitas. Você deixou as discrepâncias explícitas na forma de animais. Interessante história.

    Comentários da narrativa: bem conciso, soube progredir a história bem apesar do excesso de informações. Você poderia apenas ter estendido mais a história. Havia palavras de sobra restando.

    Comentários da gramática: nada a acrescentar. Revisão deve ser feita, mas, no caso, coisas poucas que não atrapalharam na história.

    • Cicero Gilmar lopes
      1 de abril de 2019

      obrigado por sua leitura e seus comentários

  5. Gustavo Azure
    25 de março de 2019

    RESUMO: Um homem sob efeito de drogas é atropelado por um jaguar e acorda em um bar cheio de animais acometidos por prosopopeia.

    CONSIDERAÇÕES: No início do conto, em que o protagonista é atropelado pelo jaguar, pareceu-me um jogo de palavras que torna tudo um pouco ambíguo (mas que o espanto do homem ao longo da história remove um pouco a ambiguidade), pois é explícito que tipo de jaguar o atropelou, ou talvez esse duplo sentido no jaguar é que tenha feito o homem ter esse suposto sonho. Achei um conto interessante e bem crítico.

    • Cicero Gilmar lopes
      1 de abril de 2019

      obrigado Gustavo por dedicar seu tempo a esta leitura.

    • Cicero Gilmar lopes
      1 de abril de 2019

      obrigado Gustavo, por dedicar seu tempo a essa leitura!

  6. Elisa Ribeiro
    24 de março de 2019

    Personagem funcionário de uma farmácia e ciclista mistura certa droga ingerida na farmácia com álcool e sofre um acidente ao voltar para casa em sua bike. Ao despertar, percebe-se em meio a uma situação insólita dentro de um bar onde animais se comportam como se humanos fossem.

    Uma comédia com elementos fantásticos e de crítica política/social, soou-me assim a intenção do autor. Gostei da ideia e da pegada nonsense do seu texto. Os comentários críticos me pareceram um pouco, digamos, diretos demais.
    Seu texto precisa de revisão, notei deslizes de ortografia, acentuação, uso de crase e verbos. Nada muito grave, entretanto.

    O que mais gostei no seu texto foi a situação insólita dos animais se comportando como humanos, mas acho que a boa ideia poderia ter rendido um pouco mais.

    Boa sorte e sucesso. Um abraço.

    • Cicero Gilmar lopes
      1 de abril de 2019

      realmente podia ter rendido, mais, fui preguiçoso, me perdoe.

  7. Paulo Luís
    22 de março de 2019

    Olá, Ajax Bandeira, boa sorte no desafio. Eis minhas impressões sobre seu conto.

    Resumo: Um individuo, funcionário de uma farmácia de um posto de saúde, toma um alucinógeno. Sofre um hipotético atropelamento. Que o leva a viver alucinações, onde humanos transformam-se em animais. Cujo enredo é aproveitado para fazer uma paródia política/social.

    Gramática: Nada de Muito grave. Exceção essas construções de frase: (a memória que tenho mais fresca é a de tocar bateria no trio (não seria em um trio?) muito famoso). (em ao menos, na maioria (não há uma discrepância nesta frase?) dos botecos da Baixada). (usando uma jaquetas – Falta concordância-singular/plural) No mais a leitura flui sem percalços.

    Tema/Enredo: É um conto conciso. Ficou a sensação de que o enredo acabou antes do tempo. Parece que ficou na metade. Ficou na alucinação pela alucinação simplesmente. Usou um entremeio para uma leve paródia política. Tentou ser uma comédia, mas ao meu ver não atingiu seu intuito. Se o autor se debruçar com mais vontade ao tema vai ter um enredo mais definido. Pois a linha adotada em satirizar a sociedade votante em um asno, tem tudo para uma crítica mais consistente e tem uma veia cômica com certeza. O que me levou a sensação de que ficou faltando história. O final ficou parecendo coisa arrumada de emergência, um engendrada de qualquer forma que sirva como final, sem uma fundamentação no contexto do conto. Será que foi preguiça ou falta de tempo? E Ainda senti uma indefinição do tema proposto: Fantasia ou Comédia?

    • Cicero Gilmar lopes
      1 de abril de 2019

      Belíssima análise Paulo. Vc matou a charada e está coberto de razão; faltou maior comprometimento ao autor. mil perdões.

  8. Fernanda Caleffi Barbetta
    20 de março de 2019

    Resumo
    Protagonista está contando sobre lembranças interessantes e fala sobre um dia em que acordou em um bar repleto de animais agindo como se fossem humanos. Ele conversa com os animais. No dia seguinte, ele sai do bar para dar uma volta pela cidade com o urso e vê que fora do bar também existem animais se comportando como humanos. Pensa ter feito uso de algum alucinógeno. Ele e o urso conversam sobre política e eles sobem no alto de um prédio, onde o urso começa a atirar contra veados na rua.

    Comentário
    Em grande parte do texto o mote principal parecia ser o fato de o protagonista ver os animais se comportando como humanos, mas no final vem uma crítica política e social. Não que seja um erro, mas não gostei da forma como a trama se desenrolou. Acho que a intenção deveria ter sido apresentada antes do final, com alguns sinais.
    O que mais me incomodou foi o tempo verbal. Está contando uma lembrança e os verbos, que estavam no passado, de repente, aparecem no presente. Depois, toda a história passa a ser contada no presente, inclusive, com o uso da palavra agora.
    “atropelado por um jaguar” – me deixou confusa se seria um animal ou um carro.
    Alguns problemas com a acentuação:
    As (às) maravilhosas drogas da indústria farmaceutica (farmacêutica)
    alcool (álcool)
    me vem (vêm) a (à) mente os versos
    dos pés a (à) cabeça.
    Fizéssemos (fizéssemos)
    reação a (à) anomalia
    Voce (você)
    Também notei algumas falhas no uso das vírgulas:
    Vírgulas: famoso, (tirar a vírgula) em (vírgula) ao menos, na maioria
    excitado e feliz, mas, (tirar a vírgula) que (vírgula) talvez, não tenha
    fato é, (tirar a vírgula) que (vírgula) já na bike voltando a imigrantes (vírgula) fui e (vírgula) sem me dá qualquer importância,
    bem decadente e (vírgula) talvez por isso mesmo, é bem estiloso
    o estranho é que (vírgula) além do urso polar, também
    Por exemplo (vírgula) um cachorro
    camaradas, uma lebre, um sapo e um bode e (vírgula) na sequência (vírgula) recolhe
    Estou (vírgula) de fato, muito perturbado,
    Sugiro substituir algumas vírgulas por pontos para dar mais fluidez ao texto. Exemplo: é bem estiloso,(ponto) o estranho é que, além do urso polar, também vislumbro
    Alguns verbos também apresentaram problemas:
    enchi de um princípio ativo que deveria deixar-me excitado e feliz, mas, que talvez, não tenha harmonizado-se com o volume de alcool que ingeri (havia ingerido) à hora do almoço
    e vi um urso polar vir se aproximando do balcão onde estou (estava)
    sem me dá (dar) qualquer importância,
    ser atendido e devolve-me (devolver-me) a condição
    Uso exagerado de exclamações nas falas. Esse diálogo está mal pontuado, causando confusão: Me volto e encontro o urso me medindo dos pés a cabeça. – Você tocou aqui, no mês passado, nessa espelunca! Você toca bem, cara! Se não estivessem fechando, eu pediria que fizessemos um som! E o ursão bonachão me apresenta sua gaita de boca. – Mas, nasce um novo dia, a noite acabou! Vamos! Eu pago um pingado com um pão na chapa, na padaria ao lado. Venha, rapaz! Vamos conversar. Eu fiz uma canção…
    Nesse mesmo parágrafo, achei muito abrupta essa mudança para o outro dia: “E o ursão bonachão me apresenta sua gaita de boca. – Mas, nasce um novo dia, a noite acabou!”. Talvez, se tivesse colocado em outro parágrafo, ficasse melhor.

    • Cicero Gilmar lopes
      1 de abril de 2019

      “atropelado por um jaguar” – me deixou confusa se seria um animal ou um carro. – o leitor decide.

      No mais, obrigado pela leitura, análise profunda e… caramba! quero vc para ser minha revisora! quanto vc cobra a página? rs obrigado

      • Fernanda Caleffi Barbetta
        2 de abril de 2019

        kkkk prefiro o animal então. Obrigada.

  9. Felipe Takashi
    18 de março de 2019

    Sinopse: Após uma intoxicação alimentar, o protagonista vive uma louca experiência onde sonho e realidade se cruzam de modo assustador. Chegando num bar, um urso roqueiro leva o homem por uma noite alucinante, onde animais encarnam personalidades de grupos sociais, com graves consequências!

    Comentários: O autor não gosta de acentuar palavras! A ideia é original, um humor negro escrachado, com uma ironia política muito grande. É o tipo de conto que mexe regurgita nossa hipocrisia humana.

    Lista de contos Felipe Takashi

    1º – A Dama Rubra
    2º- O Dia Em Que Acordei Morto
    3º – Betiron, um Reino
    4º- Os Dois Lados da Penteadeira
    5º- Dezembro
    6º – Sensitu
    7º- Uma Canção Para Nara
    8º – O Animalismo
    9º- Lúcia no Mundo das Coisas
    10º- Passageiro 3J
    11º- Apenas Um Dia Comum

    • Cicero Gilmar lopes
      1 de abril de 2019

      grato pelos seus comentários!
      sou um péssimo digitador! e minha máquina não tá acentuando, tá me sacaneando, rsrsrs

  10. Mc
    10 de março de 2019

    O conto descreve um personagem musico e ciclista sob efeito de remédios onde se ve interagindo com animais.

    Não gostei! Confuso e esperava outro final.

  11. Elisabeth Lorena Alves
    10 de março de 2019

    O Animalismo
    Ajax Bandeira

    Resumo:
    Depois do acidente homem sofre um trauma alienígena típico de MIB, que o faz ver animais no lugar de pessoas, com os mesmos vícios, anseios e hobbies humanos.

    Comentário.
    Bom. E abre uma reflexão possível sobre o aproveitamento que os animais fariam caso estivessem em nosso lugar.

    • Cicero Gilmar lopes
      1 de abril de 2019

      grato pela leitura, mas eu, miseravelmente, falhei com vc… mil perdões!

  12. Fabio Monteiro
    8 de março de 2019

    Resumo: Um personagem que tem hábitos e rotinas que aos poucos vão surgindo conforme as suas lembranças. Por ex: pedalar de bike da náutica até uma unidade de saúde da família. Possui acesso ao acervo de medicamentos e deixa claro fazer uso de alguns.
    Faz uso de um composto e acorda num bar vivenciando situações estranhas. Um urso o pressiona, tecnicamente com sua genitálias. Outros animais vão compondo a história. Um jogo de mesa é vivenciado por animais.
    Aos poucos o personagem vai se questionando sobre a droga que fez uso.
    Um presidente asno faz o fechamento da narrativa deixando o enredo um tanto confuso.

    Comentários.
    Li e reli três a quatro vezes para entender se, de fato, a droga provocou essa situação ou se era apenas uma fantasia de sua mente.
    Texto confuso e um pouco sem nexo . Infelizmente, não gostei muito do fechamento. O inicio me prendeu bem mais.

  13. anasophyalinares
    8 de março de 2019

    A história de um homem que ou tomou LSD ou entrou noutra dimensão ou está simplesmente sonhando. Encontra um urso que o leva a ver outro local (a padaria) para comerem. E, depois, sem sentido, dispara contra um grupo de veados. Esta história só peca por não ter continuação.
    Adequação ao tema: Muito fantasioso, muito bom.
    Aplicação do idioma: Muito boa.
    Técnica: Boa, gostei.
    Trama: Envolvente, queria mais.
    Impacto: Positivo.
    Nota 5

    • Cicero Gilmar lopes
      1 de abril de 2019

      Vc está certa, minha querida, o autor é preguiçoso, relapso e procrastinador! deveria ter entregue algo com mais polimento, me perdoe por isso, prometo caprichar mais numa próxima vez! obrigado pela leitura e críticas.

  14. LUCIANO
    7 de março de 2019

    RESUMO:
    O mundo que já era extraordinário e bizarro, ficou um pouco pior, ao menos na visão do nosso amigo desconhecido, que permanece assim até o final do texto. Após um acidente “ciclo-automotivo” o nosso amigo oculto, descobre-se em um mundo às avessas onde os animais agem como seres humanos e tudo é encarado de forma naturalmente. Ele cita uma girafa retocando o batom (pude visualizar a cena), e outras façanhas que só os humanos produzem. Conversa com um urso (aparentemente o dono do Bar onde ele acordou) que se mostra amistoso, e aparentemente conhecido. Faz algumas críticas políticas (o Jegue e seus dentes num sorriso falso é um quadro bem pertinente à nossa manada de políticos, não importa a bandeira). Por fim é levado ao topo de um edifício de onde o urso abate alguns veados a tiros de rifle. Ao que se constata, fato corriqueiro e motivo de diversão do amigo urso. Como ele está matando animais, que no enredo seriam humanos, teríamos ali um serial killer sendo aceito naturalmente naquele mundo insano (talvez não estejamos longe disso).

    CONSIDERAÇÕES:
    Texto bacana, com toques de comédia e uma linha única de enredo. Prendendo o leitor com a curiosidade. Mas não tem um desfecho explicativo, fica parecendo que não foi finalizado, e nem será.

    • Cicero Gilmar lopes
      1 de abril de 2019

      Vou finalizar, sim! rsrsrs obrigado pela leitura e análise crítica!

  15. Cirineu Pereira
    3 de março de 2019

    Resumo
    O protagonista narrador, sob efeito de drogas, narra suas últimas horas antes de ser atropelado e, ao recuperar a consciência, dar-se conta de estar num bar de segunda categoria, rodeado literalmente por animais, tais como ursos, rinocerontes, cães, lebres, sapos e bodes. De fato, o mundo em que acorda é povoado por esses animais.

    1. Aplicação do idioma
    Pleno domínio do idioma, com predominância de estilo.

    2. Técnica
    Boa técnica, com alternância harmoniosa de relatos, descrições, diálogos e reflexões próprias, porém com narrativa linear.

    3. Título
    Título pertinente, com referência metalinguística, uma vez que o animalismo remete à corrente artística que adota animais como tema. Porém tal atrativo tem efeitos um tanto quanto limitados.

    4. Introdução
    Parágrafo introdutório clássico e literal, muito bem construído, atrai até pela força do estilo.

    5. Enredo
    Criativo, ainda que não tão original. Um tanto quanto simplório, apesar da crítica social implícita.

    6. Conflito
    O conflito perde importância, uma vez que já na introdução se explícita que o protagonista está sob efeito de alucinógenos, logo fica implícito que sua alucinação é passageira, não sendo propriamente um problema.

    7. Ritmo
    O ritmo é bom, a narrativa tem excelente capacidade “plástica”, tudo parece acontecer “ao vivo”, porém a história não possui grandes enlevos.

    8. Clímax
    O desfecho trás o ápice do que propõe o conto, crítica social sutil, ainda que superficial, com temática óbvia e desgastada.

    9. Personagens
    O conto tem um caráter “psicodélico”(?), logo não requer personagens necessariamente coerentes, não obstante, os personagens são sólidos o bastante para os requisitos do contexto.

    10. Tempo
    Bem inserido e administrado, ainda que absolutamente linear

    11. Espaço
    O espaço é habilmente descrito, sem que lhe seja dada importância maior que a necessária.

    12. Valor agregado
    Uma crítica social sutil, ainda que superficial, com temática óbvia e desgastada, numa narrativa bastante irônica.

    13. Adequação ao Tema
    Apesar dos devaneios fantasiosos causados por drogas, o conto se encaixaria no gênero comédia, ainda que com efeitos questionáveis

    • Cicero Gilmar lopes
      1 de abril de 2019

      Obrigado por suas palavras, me servirão de incentivo. gratidão.

  16. Roque Aloisio Weschenfelder
    1 de março de 2019

    A personagem acorda de um devaneio em que estava envolvido por ter sofrido um acidente automobilístico. Encontra o amigo uso que o leva a vários ambientes. Enquanto isso, repassam os últimos fatos históricos do Brasil em uma forma metafórica: a eleição de Valmir Bolseiro.

    O texto é muito bom, afora mínimos percalços de redação é uma bela metáfora. Um conto bastante bom.

    • Cicero Gilmar lopes
      2 de abril de 2019

      obrigado pela leitura observações!

  17. Vera Marta Reis
    28 de fevereiro de 2019

    O animalismo. Ajax Bandeira.
    Lembrança de tocar bateria em botecos da periferia de Santos.
    Durante o trajeto da Náutica até Unidade de saúde familiar onde trabalha, na farmácia, após ingerir algumas substâncias, pedalando sua bicicleta, é atropelado por jaguar.
    Logo depois se vê num bar decadente, frequentado por urso polar e outros animais que replicam o comportamento humano.

    Convivendo sem nenhum constrangimento, falam do presidente asno, É levado a sua rotineira prática de tiro ao alvo, matando animais que passam, com pontaria de dar inveja.
    Considerações.
    Usa metáfora e traz à tona acontecimentos atuais. Muito bem redigido e elaborado.
    Crítica de forma velada a situação vigente.

  18. Virgílio Gabriel
    24 de fevereiro de 2019

    Um rapaz vê animais agindo como humanos por todos os lados. Pensa que está louco. Faz amizade com um urso roqueiro, e este lhe mostra que um presidente asno foi eleito. Sobe em um prédio e atira em veados para se divertir.

    É uma metáfora do que o autor/a entende da política atual. Faz uma crítica ao Bolsonaro e seus eleitores. Além disso, simboliza os homossexuais como veados. O urso, provavelmente deve ser algo relacionado com ursal, não sei.

    Detesto contos em que o autor tenta impor a sua visão ideológica como se fosse a única correta. Para mim soa como arrogância e prepotência. Acredito que um desafio onde há variados tipos de escritores, com diferentes pensamentos, não seria o local mais adequado para impor a sua visão, ofendendo os que pensam diferente. Espero que não passe para a próxima etapa.

    • Cicero Gilmar lopes
      2 de abril de 2019

      não passei… rsrsrs

  19. Felipe Takashi
    20 de fevereiro de 2019

    Sinopse: Homem alcoolizado sofre um acidente e acorda num bar com um urso. Nesse mundo, animais falam e tem comportamento humano.

    Considerações: pareceu um caso de zoofilia no início, achei que o urso iria terminar com o narrador-personagem no fim da noite. O conto é estranho, mas tem lá o seu humor ácido, porém forçado a exaustão. O autor parece que não gosta de corrigir os próprios textos, não acentua as palavras, nem flexiona os verbos e os gêneros.

    Nota: 2

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Informação

Publicado às 17 de fevereiro de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 1, Série C-Final, Série C2 e marcado .