EntreContos

Detox Literário.

A Lenda de Aylana (Givago Thimoti)

A Floresta dos Sonhos era uma simples floresta com um nome mais caprichado, dado pelos habitantes do vilarejo Aurora. Era comum que alguns se embrenhassem no matagal a fim de procurar mantimentos ou caçar animais. Porém, um medo epidêmico pairou sobre as Terras dos Oito Clãs quando humanos e bruxos entraram em guerra. O ambiente tornou-se tão hostil ao ponto do simples ato de ir até a floresta se tornou uma ação quase suicida.

Como um contraponto à atmosfera ameaçadora que se instalava, Aylana surgiu naquela Floresta, numa noite chuvosa. O farfalhar das árvores anunciava para os animais e criaturas mágicas da região a chegada da mais nova Bruxa da Luz, aquela responsável por carregar a benção da deusa Lux.

A Floresta assumiu a incumbência de criar a bruxa. As corujas e raposas guardavam a garota tais como seus filhotes, prontas para atacar ao menor sinal de perigo. A névoa constante servia como um véu, camuflando e transformando o bosque num lugar muito mais poderoso do que realmente era, numa tentativa de afastar quaisquer pessoas que ousassem atentar contra a vida da garota.

Enquanto a criança se desenvolvia, as árvores murmurinhavam histórias tão antigas quanto elas, ensinando Aylana à cerca de seu destino e como os homens funcionavam. Incentivavam também a garota a usar os seus poderes. Até os treze anos, a bruxinha já possuía um controle impressionante para as bruxas da sua idade sobre os elementos da natureza, além de ter uma habilidade exímia em poções e curas. Também não era raro encontrá-la impressionando os animais com suas peripécias mágicas ou conjurando espécies de flores de inúmeras cores, cheiros e texturas.

Aos dezesseis anos, finalmente chegou a hora de Aylana ter contato com o exterior. A ansiedade causada pelo momento inundava o peito da jovem. O simples fato de conhecer os tais humanos das histórias causava dois sentimentos conflitantes; preocupação e curiosidade. Mesmo assim, a jovem bruxa caminhava apressadamente em direção ao vilarejo. Sentia que seria ali o rebento de sua jornada.

A bruxa se surpreendeu com o que viu. A vila sofria com os efeitos da Guerra. Muitos homens foram convocados para o Exército da Aliança. Famílias eram despedaçadas todos os dias, seja com a chegada da noticia da morte de um parente, seja com mais uma convocação.    

Escondida debaixo de um capuz, ela apiedava-se da miséria angustiante que assolava a região. Uma criança perdida estava sentada no soslaio de uma casa, segurando fracamente um galho frágil, seco e retorcido. Parecia tão fraca que não conseguiria nem mesmo quebrar aquela madeira. A jovem bruxa se aproximou do menino.

Gentilmente, tomou da criança o galho. Concentrou-se um pouco até sentir um breve calor na palma da sua mão direita. A sensação foi brevemente substituída pela textura firme de uma maçã. Apertou, constatando a suculência da fruta. Então, ergueu os olhos nos do menino. Estupefato, olhava para o rosto da bruxa, tentando entender como ela tinha feito aquilo. Aylana esboçou um sorriso faceiro, para então, erguer o dedo indicador, pedindo discrição. Encantado, o menino assentiu agradecido, guardando o segredo para si.

Mesmo sendo jovem, Aylana chamou a atenção dos bruxos que viviam na Colina Salem. Seus talentos para curar eram muito importantes, principalmente levando-se em conta a guerra pela qual passavam. A jovem foi contratada para trabalhar como curandeira da vila.

Ainda vivia na Floresta. Entendia que era um lugar mais seguro do que a própria Colina. Era uma bruxa tão discreta. Nenhum humano conseguiria encontrá-la com facilidade, devido às inúmeras proteções implantadas por sua Deusa-Mãe.

Numa tarde fria e nublada, Aylana misturava os ingredientes para uma poção de cura mais eficaz. Seu foco estava totalmente voltado para o aspecto do liquido verde-musgo. Se não fosse pela movimentação estranha de algumas raposas, a bruxa não teria notado o jovem que havia acabado de desmaiar no regato.

Estava gravemente ferido, além de muito fraco. Boa parte de suas vestes jaziam fumegadas. O alforje que carregava alguns suprimentos do forasteiro caiu arrebentado. Algumas peças de carne eram disputadas pelas raposas. A pele pálida contrastava em inúmeros pontos espalhados pelo seu corpo com a carne viva e vermelha. Bolinhas de pus começavam a se formar na coxa direita.

A bruxa colocou a cabeça do jovem em seu colo. Com um toque carinhoso na testa, o feitiço colocou o debilitado num sono profundo.

– Aylana, você sabe que esses ferimentos…

– Foram provocados por uma bruxa? Sim, mamãe.  

– Ele poderia ser um caçador, minha filha. Você ainda vai salvar a vida dele? – O cochicho da Floresta causou nela dúvida.

Aylana olhou para o rosto do jovem. Nada indicava que era um caçador de bruxas. Podia sentir a dor, a angústia e a desesperança que dominavam o corpo inerte.

– Eu não consigo não salvá-lo. Sendo um caçador ou não. – Ela respondeu numa mistura de culpa e revolta.

Mesmo com a reprovação da Floresta, a jovem bruxa se empenhou em curar o forasteiro. Aquela era a primeira vez que Aylana transgredia um pedido de sua mãe.

Por cinco dias, a jovem despendeu o máximo de sua atenção ao estranho. Sua vida inteira, ela havia se preparado para aquele momento. Mal podia esconder o sorriso de satisfação ao ver que suas poções funcionavam perfeitamente. Sem contar os emplastros, os quais ajudavam a acelerar o processo de regeneração da pele.

O despertar do forasteiro foi suave. Sentia dor em cada parte de seu corpo. Demorou a abrir os olhos, incerto do que encontraria ali. Ouvia o correr do vento pelas copas das árvores, além do canto enigmático das corujas. Naquele aparente ar de calmaria, tão distinto da violência que presenciou em toda sua vida, Ivo procurava por qualquer sinal de pessoa ao redor dele.

Saiu da cabana improvisada com dificuldade, ainda tentando se acostumar com as limitações do corpo. O riacho, sua última memória antes de desmaiar, continuava cortando calmamente a floresta. Porém dessa vez, uma jovem com a idade próxima da sua, jazia sentada às margens, cuidando do que parecia ser um peixe assado em cima de uma fogueira.

Aproximou-se devagar, tentando esconder o receio que sentia da desconhecida. Ela não parecia oferecer perigo. Seria um pecado divino alguém tão belo ser perigoso. Sob o brilho do luar, a pele da jovem brilhava. Exibia um sorriso bondoso como a da Virgem Maria. A cor de seu cabelo lembrava o céu noturno um pouco antes do amanhecer.

– Pode ficar tranquilo. Não vou lhe fazer mal. – Ivo limitou-se a assentir. – Sabe, não faria muito sentido salvar a sua vida se eu quisesse o seu mal, não acha?

Depois de alguns dias a mais recebendo os cuidados de Aylana, Ivo retornou para sua casa vazia. Entretanto, ele tinha a sensação que havia perdido algo na Floresta. Cada vez que voltava dos encontros com Aylana, aumentava o forte sentimento em relação à jovem. Jamais suspeitou do fato de ninguém no Vilarejo conhecer a mulher de cabelos crepúsculo. Ou dela morar sozinha, num bosque conhecido por conter animais extremamente ferozes. Também para quê desconfiar? Ela sempre dizia que a Floresta era o lugar mais seguro da Terra dos Oito Clãs.

Os encontros dos dois causavam em Aylana uma sensação de culpa doce-amarga. Ouvia todos os dias o quão errado era um amor entre um bruxo e um humano. E as histórias da Guerra justificavam esse sentimento antagônico em relação aos seres não-mágicos. Ainda assim, a jovem não conseguia afastar o fogo que acendia em seu peito toda vez na qual Ivo relava em sua pele. Ela já sabia como era ineficaz tentar disfarçar o sorriso quando o comerciante contava alguma história boba sobre uma venda ou ocultar o rubor provocado por algum elogio singelo proferido à bruxa.

Aylana se preocupava cegamente por Ivo. Temia pela vida do amado. Era um simples comerciante, tentando fazer sua vida indo e vindo pelas estradas perigosas. O clima de catarse social elevava a tensão de todos. Bastava esbarrar no grupo errado, num dia de má sorte, que sua vida correria um grave perigo.

A bruxa nem pensou duas vezes. Conjurou o Feitiço da Benção sobre o amado. Dormiu com a consciência limpa dos sonhos trágicos os quais assolavam sua cabeça. Jamais carregaria outra vez a vida de Ivo em suas mãos.

– Ayla, vou precisar fazer uma viagem longa. Achei o tecido que um cliente quer e o sujeito me prometeu muito dinheiro. – O comerciante disse, tentando manter a neutralidade ao máximo em sua expressão.

Mesmo com o feitiço protetor, o mau pressentimento pairava sobre ela. Aylana tirou do pescoço um colar que ganhou de seu companheiro. Entregou a ele, dizendo:

– Caso você se meta em confusão, basta cochichar meu nome para essa pedra. Vou aparecer o mais rápido possível.

***

Quando soube do ataque, Aylana correu para atender os feridos. Mesmo com o ataque de quase quatrocentos homens, a Colina Salem havia sobrevivido. Não havia vencedores naquele massacre.

Enquanto a bruxa se preocupava em salvar o máximo de bruxos possíveis, os lideres da Vila se juntaram para encontrar o culpado pela invasão. Não foi uma tarefa difícil. Os inimigos que não conseguiram retornar foram levados às masmorras. Resistiram à tortura por quase uma hora.

– O arqueiro Ivo tem um relacionamento com uma de vocês. Ela confiou demais nele.

O julgamento de Aylana foi o último grande ato da Colina Salem antes da diáspora. Durante a decisão dos chefes, a jovem bruxa se sentia a maior derrotada de toda a história. Em seu coração, todo aquele bom sentimento que aquecia o seu coração havia se tornado em cinzas.

– Você está banida do convívio do nosso povo. Viverá como a pária que mostrou ser.

***

No inicio, o exílio pareceu-lhe como uma punição leve. Entenderia se a condenassem à morte. Porém, o isolamento marcou a bruxa com o passar dos anos. Suas tentativas de se misturar ao Vilarejo Aurora mostravam-se infrutíferas. Teria ficado louca se não tivesse largado o lado mais perigoso daquela guerra.

Abandonou a Floresta. Lembrava demais o caçador o qual a traiu. Fixou residência nas Veredas dos Indesejáveis. Ali não havia julgamentos, todos tinham um passado e não precisavam ser lembrados disso. Cada um vivia com suas dores, tentando não provocar mais feridas.

Aylana, vez ou outra, dava espaço para o seu talento. Não sofria preconceito ou recebia olhares de canto. Mesmo que para poucos, ainda cumpria seu papel como filha da Deusa Lux. Usava seus dons para o bem, assim como suas mães desejavam.

Tinha tudo para ser um dia tranquilo, quando a bruxa percebeu o chamado da pedra sem brilho. Sorriu diante da traquinagem do destino; seja homem, bruxo, elfo ou sátiro, sempre acaba tendo que arcar as contas.

***

Enquanto Aylana caminhava nas ruas do mundo que odiava seu povo, sentia a expectativa causada pela vinda do momento que tanto fugiu.  Mais uma vez, o destino de Ivo estava em suas mãos.

Não tinha muito o quê fazer em relação ao quadro de saúde do caçador. Pelos boatos que ouviu, a doença havia sido fruto de uma maldição muito poderosa. Sofreria a dor de todos aqueles que foram feridos por suas armas. Nada que a medicina humana ou bruxa poderiam fazer para reverter isso.

Bateu na porta da residência dos Levesque. Ao passar pelo portal, a bruxa sentiu os descendentes do caçador a observavam com bastante cuidado, já sabendo da periculosidade de Aylana. Dos quatro filhos de Ivo, a mais nova era a que exibia mais claramente o medo.

A esposa chegou logo depois. Sua preocupação com o estado do marido era muito maior que a presença do nemêsis do caçador.

– Ele está aqui no quarto principal. Por favor, me acompanhe.

Aylana se assustou ao entrar no cômodo. O cheiro de carne podre parecia impregnado em todo o recinto. Ivo a encarava, como se tentasse decifrar o enigma escondido por trás da expressão da bruxa. O caçador entenderia qualquer que fosse o sentimento escondido atrás daquela dureza indecifrável.

A bruxa puxou de sua bolsa dois frascos. Enquanto media as doses para ministrá-las ao moribundo, Aylana começou a explicar como seria o procedimento:

– Eu tenho aqui duas poções; a do Sono Eterno e a da Ilusão. A primeira poção coloca a pessoa em coma, enquanto a segunda permite a uma bruxa manipular o sonho da pessoa da forma que bem entende. Depois que surtirem efeito no Ivo, ele jamais despertará do sono. Morrerá em paz, sem sentir dor e imerso num sonho.

– O que garante que não fará mal ao meu pai? – O mais velho se pronunciou, pousando a mão instintivamente na besta que carregava ao lado do corpo.

– Eu confio… – Ivo se pronunciou pela primeira vez em dias. Sua voz fraca denunciava que, aos poucos, a maldição devastou sua alma e seu corpo. O caçador deixava para a bruxa decidir o seu destino final.

Aylana saiu do quarto para que todos se despedissem. Do lado de fora, mentalizava a ilusão na qual Ivo viveria. Evitava, com todas as forças, dar vazão à sensação constante de vingança que vivia em seu peito desde a traição do caçador. Não fazia parte dela.

Mais ou menos uma hora depois, a bruxa retornou ao cômodo. Enquanto os familiares rezavam, Aylana colocava a mistura na boca do caçador.  

 Antes de dormir Ivo olhou arrependido uma última vez para a bruxa. Aylana possuía a aparência de uma mulher na flor da sua idade, mais ou menos, na mesma época que ele partiu, deixando a dócil bruxa sozinha na Floresta. O tempo não a castigou como fazia com os humanos. Ainda não conseguia decifrar os olhos lilás dela. O respirar fundo trouxe consigo sua maior dor; o fim de sua existência se daria pelas mãos da mulher que mais amou na vida.

***

O peito subia e descia com dificuldades. Cada golfada de ar aproximava Ivo do desfecho.

Sempre pensou que se desesperaria em seus momentos finais. Choraria diante da incerteza, apelaria a Deus por clemência e temeria. Contudo, tal convicção transformou-se em apenas mais um erro de inúmeros equívocos. Sorriu diante de sua humanidade.

Provavelmente, Aylana era a última ligação com aquele mundo. Ergueu os olhos para a esposa. Sentia a mão quente de sua companheira, tentava gravar o toque dela em sua memória final. As rugas e o cabelo grisalho a tornavam mais bela do que no dia o qual a conheceu. Ela havia sido a pessoa mais importante de sua vida.

A última sensação que experimentou foi o companheirismo, traduzido pelo carinhoso beijo de Aylana em sua testa.

Partiu com a certeza de que viveria em sua esposa e filhos.

31 comentários em “A Lenda de Aylana (Givago Thimoti)

  1. Fil Felix
    30 de março de 2019

    Resumo: Aylana é uma bruxa da luz, nascida e criada numa floresta distante do vilarejo principal. Um caçador ferido acaba caindo em seu caminho, ela o ajuda e se apaixona por ele. Depois de conseguir sua confiança, a floresta é atacada e Aylana exilada. Os anos passam e, no leito da morte, ele chama por ela.

    Considerações: é um conto muito bonito e bem escrito, desenvolvendo as situações de maneira segura e calma. O encontro entre a bruxa e o humano, assim como o amor proibido entre eles, é algo que já está presente em nosso imaginário popular, bastante comum nas histórias. Mas a maneira como foi levando merece destaque. Um ponto que gostei bastante é que ela não se vinga, dá o sono e a paz eterna. E mesmo na morte, ele reconhece a importância da esposa, com quem teve filhos, assim como da ex-paixão, que o libertou da doença.

  2. Wender Lemes
    30 de março de 2019

    Resumo: a humanidade está em guerra com os bruxos e Aylana nasce como um ponto de equilíbrio entre os dois lados, visto que é uma bruxa que não odeia humanos – a certa altura, chega a amar um deles, inclusive. Infelizmente, não temos aqui um final muito feliz, a figura de Aylana não é capaz de colocar um fim à guerra e acaba sendo engolida por ela. Por querer o bem aos dois povos, ao ponto de ser enganada por Ivo, a bruxa é excluída do convívio dos bruxos e vive o resto de sua vida em exílio. Como ironia final, Aylana é a responsável por acalentar os últimos suspiros daquele que um dia a traiu.

    Técnica: não consegui perceber nenhum problema persistente de ortografia, ou mesmo alguma falha na coerência do episódio narrado. As descrições foram precisas e cheias de detalhes, ajudando muito na construção do cenário.

    Conjunto da obra: fiquei com a lembrança de uma tragédia do Shakespeare, acho que por causa do amor entre os dois personagens, que não pode se concretizar porque a história e a guerra os fizeram inimigos. Foi uma leitura agradável.

    Parabéns, bom trabalho!

  3. Marco Aurélio Saraiva
    29 de março de 2019

    Aylana é uma bruxa inocente que foi criada pela própria natureza. Ela acaba se apaixonando por um caçador de bruxos. Eles, apesar de se amarem, têm um fim trágico: Ivo a trai, levando seu povo caçador até o povoado dos bruxos para conquistá-lo. Aylana acaba exilada e tem a chance, algum tempo depois, de se vingar: Ivo está morrendo e precisa que alguém acabe com o seu sofrimento. Aylana poderia fazê-lo viver em um eterno sonho de sofrimento mas, ao invés disso, decide dá-lo um fim digno e pacífico.

    Esta é uma fábula bonita de ler. Há muita magia aqui: o cenário todo que você descreve lembra muito um conto de fadas. O enredo é simples: a premissa é o amor proibido, mas aqui explorado de forma inversa: o casal, ao invés de ficar eternamente junto, rompe o relacionamento em uma traição abrupta. Como toda boa fábula, esta tem uma lição no final: a de que a vingança nunca vale mesmo a pena. Perdoar é a melhor forma de redenção.

    Gostei da leitura. Sua escrita é simples e fácil de ler, mas tem alguns erros que exigem atenção. Sugiro uma boa revisão. Tirando isso, é uma fábula muito bonita =)

  4. rsollberg
    28 de março de 2019

    Resumo: A história de uma Bruxa e seu amadurecimento, amor proibido, banimento, traição e redenção.

    O primeiro paragrafo é bem condensado, com boas informações e, por isso, instiga o leitor.
    Em seguida, vamos observando as fases dos estágios da jornada do herói tão esmiuçado por Vogler:
    1 – um mundo comum: a bruxinha da floresta.
    2 – Chamado a aventura: a guerra entre bruxos e homens.
    3 – recusa ao chamado – não vai direto, seu lugar é na floresta
    4 – Encontro com o Mentor: aqui representado pela mãe natureza, a Floresta.
    5 – Travessia do primeiro limiar: trabalho no vilarejo.
    6- Testes, aliados e amigos: animais e natureza, magia com o menino.
    7 – aproximação da caverna oculta: encontro com o caçador, amor proibido
    8 – Provação: ajuda ao caçador/banimento
    9- Recompensa: entendendo seu papel, o que ela é, magia.
    10 – Caminho de Volta: retorno as origens
    11 – Ressurreição: o passado volta a assombrar, noticias do caçador
    12 – retorno com o elixir – o ato final, ela dá a cura para o seu grande amor.

    Gostei do lance da “Colina Salem” boa referência. Não curti o lance dela ser contratada, pois contrato depende de um pagamento pelo serviço, pressupõe algo em troca, o que costuma ser inibidos dos poderes de bruxos.
    A história pede mais espaço. “Era um bruxa tão discreta” caso clássico do “show dont tell”, pq não deixar as ações falarem, o jeito para guiar o leitor para essa conclusão. Tira um pouco do nosso papel, inferir certas coisas. Pode pegar os grandes autores, de Dostoievsky a Gabo, na maioria maciça irão te mostrar pq que certo personagem era distraído, ao invés de simplesmente mencionar isso solto. Sacou?

    O tal amor bandido que pensei ter mais de Crepúsculo do que Romeu e Julieta, no fim teve um recurso muito interessante, um feliz para sempre mais ousado. Sim, temos a tal escolha, o vazio existencial ou a ilusão confortável.

    Na parte técnica, o que mais me incomodou foram as inúmeras repetições, “bruxa” 26X (sem as variáveis; bruxinha, bruxos.,,) “Floresta” 12X “Caçador” 10X (esse em especial nos últimos parágrafos) Ou seja, há uma pontuação excessiva para o leitor no caso da protagonista, e nos outros casos o uso comedido dos sinônimos. Sem que pode parecer cri cri, mas isso é o que talvez pese na hora de um editor analisar o original. Não é só história, é forma e técnica também.

    Por fim, parabéns pela lógica narrativa (não sei se conhecia a tal jornada do escritor) e pelo desfecho mais ousado.

    • Givago Domingues Thimoti
      31 de março de 2019

      Olá, Rafa, tudo bem?

      Muito obrigado pelo comentário construtivo. Quanto à construção da jornada do herói, eu já sabia da existência dessa “fórmula”. Mas, sendo bastante sincero contigo, em nenhum momento quis me espelhar nisso. Mais por não ver a Aylana como uma heroína guerreira, e sim como um produto da guerra (no caso, um contra ponto ao ambiente hostil). Acho que como Harry Potter e outras histórias do tipo sempre foram meu gênero favorito na adolescência, a Jornada do Herói se impregnou em mim, sem eu notar.

      Já, falando de gramática, esse é meu calcanhar de Aquiles, em especial, as repetições. Particularmente, achei bastante difícil não repetir os termos, ou substituir com sinônimos. Caso haja alguma estratégia que dê para fugir disso, ficarei muito contente se puder compartilhar comigo!

      Att,

      Givago

  5. Jowilton Amaral da Costa
    27 de março de 2019

    O conto de fantasia que narra a história de Aylana, uma bruxa que foi criada pelos espírito da Floresta dos Sonhos, que tem o dom da cura, e que vive num mundo em guerra. Ela acaba se apaixonado pelo arqueiro Ivo, que se apresentou com um simples comerciante, conquistando a confiança da jovem bruxa, para depois atacar o vilarejo em que ela vivia, ocasionando o exílio de Aylana.

    Achei o conto médio. A escrita precisa se aprimorar um pouco, ao meu ver. A narrativa me pareceu pouco fluida e achei que algumas frases estão mal construídas. Eu enxugaria mais o texto, tirando algumas partes, como por exemplo, a parte em que ela encontra um menino, na primeira vez que ela vai ao vilarejo e faz uma maçã aparecer na mão do garoto. Achei que isso não influencia em nada na trama. A trama é simples, com uma reviravolta interessante. No entanto, não é o tipo de conto que me agrade, não ocasionou um grande impacto em mim e achei a criatividade média. Boa sorte no desafio.

  6. Daniel Reis
    26 de março de 2019

    BREVE RESUMO: na Terra dos Oito Clãs, humanos e bruxos entraram em guerra. No vilarejo de Aurora, os habitantes não mais se arriscavam a ir na floresta. Porém, Aylana surgiu, uma bruxa de luz, criada ali, e que se desenvolveu, com seus dons, em meio à natureza. Aos 16 anos, tomou contato com os humanos do vilarejo. Ajudou um menino com uma maçã. Mas voltou para o floresta, onde encontrou um jovem desmaiado. Cuidou dele, apesar do aviso de sua mãe que podia ser um caçador (de bruxas). Curou-o e ele veio falar com ela. Ivo, o rapaz, começou a visitá-la, até que sua história de amor foi interrompida por uma viagem do amado, que disse ir comerciar. Houve o ataque à Colina Salém, acusaram-na de confraternizar com o inimigo, e a julgaram, banindo-a. Exilada, encontrou novamente o caçador, que estava doente e deu à família a opção dele tomar a poção do Sono Eterno e da Ilusão. Ele morreu em seus braços, velho, junto à sua família.
    PREMISSA: uma história de amor proibido, entre uma bruxa e seu caçador, que não termina com os dois juntos.
    TÉCNICA: a história é narrada com clareza, direto ao ponto, porém o enredo frouxo prejudicou um pouco a execução da escrita.
    EFEITO: uma história de amor, contada com segurança, mas que poderia ser melhor desenvolvida, até numa história maior.

  7. Rodrigues
    20 de março de 2019

    Bruxa criada e protegida pela floresta acaba conhecendo um forasteiro por quem se apaixona. Ajuda o cara a se recuperar, mas é traída por ele, que tenta acabar com a floresta. Depois, é excluída por ter traído e floresta, mas mesmo assim vai ao encontro de seu algoz para salvá-lo de um doença.

    Achei que ao final deu-se muita importância para o caçador, ele me pareceu uma figura muito apagada no conto, sem desenvolvimento, para ganhar tanta atenção assim na conclusão, deixando até mesmo a simpática e corajosa bruxa como secundária. Obviamente que ela, criada por um ambiente mágico e sem o convívio humano, cairia em qualquer manipulação, e isso demonstra uma personagem bastante verossímil. Gostei do tom fabulesco usado por quem escreveu, aliando à forma com o conteúdo do texto, mas achei que faltou um pouco de desenvolvimento na relação dela com esta floresta, que depois acabou selando seu destino. Novamente sobre o final, o fechamento do penúltimo trecho dá a entender que o caçador morreu pelas mãos da mulher que mais amou na vida, que seria a bruxa? Bom, se for isso, que amor, hein?

    • Givago Domingues Thimoti
      31 de março de 2019

      Olá, Rodrigues, tudo bem?

      Bom, optei por fazer um final aberto, para provocar múltiplas conclusões. O universo de Aylana é bem maior que o espaço de 2500 palavras do Desafio (erro meu, acredito). Por isso, a história não é tão redonda quanto eu gostaria.

      Aylana amava o Ivo. Não foi ela quem o amaldiçoou. Não tinha o que fazer para salvá-lo (inclusive, essa parte pensei ter deixado claro.). Restava à ela uma escolha; o destino do amado. A bruxa podia, muito bem, ter feito uma ilusão na qual Ivo vivia seus piores pesadelos, passando por uma tortura mental que seus familiares nada poderiam fazer para tirá-lo dessa situação. Porém, ela tece uma ilusão diferente, na qual ele morre pacificamente, ao lado da esposa e dos filhos.

      No meu final, a esposa seria a própria Aylana, humana tal qual Ivo.

  8. Fernando Cyrino
    4 de março de 2019

    Ola, Mãe Natureza, vim aqui conhe er seu conto. A fantasia que me apresenta. Obrigado por te-la escrito. Pudesse te dar duas dicas, diria que avaliasse a sua trama. Em vários momentos ela perde a clareza. Um exemplo: o Ivo não era comerciante? E se torna caçador? Acho que faltou explicar pontos assim. Outra coisa é evitar repetições de palavras. No primeiro parágrafo, que precisa ser impecável, você repete, bem próximo um do outro, o verbo tornar. Algumas palavras não batem, no meu modo de ver, com o sentido mais bem requerido, mas, Mãe, acho que pode relevar tudo isto. Hoje estou um leitor meio chato. Outros devem tercenconyrado muito mais encantos na sua narrativa. Abraço fraterno.

  9. Gustavo Araujo
    28 de fevereiro de 2019

    Resumo: Num mundo em que bruxo e humanos são inimigos e vivem em guerra, a jovem bruxa Aylana, que tem o dom de curar, se apaixona pelo humano-caçador-de-bruxas Ivo. Depois de uma batalha, Ivo entrega Aylana às autoridades e ela é proscrita par o vale dos indesejados. Contudo, depois de um tempo, ela recebe um chamado de Ivo, que está à beira da morte. Ela vai até a casa dele e, diante de sua família, o ajuda a morrer em paz.

    Impressões: a boa notícia é que a história é bastante criativa, com idas e vindas interessantes e também com algumas questões filosóficas que convidam à meditação, como o perdão e o recomeçar. Contudo, desculpe-me a franqueza, a execução do conto não ficou legal. Há inúmeros erros gramaticais, palavras faltando, uso de expressões de modo equivocado, com um sentido por outro. O desenvolvimento é muito plano e repleto de clichês. O antídoto para isso é continuar escrevendo, lendo e aprendendo. Imagino que a pessoa que escreveu este conto está no início do caminho literário, onde tudo ainda é possível. Faço votos no sentido de que, apesar das críticas, você tenha a perseverança e a calma para prosseguir nessa jornada.

    • Givago Domingues Thimoti
      31 de março de 2019

      Olá, Gustavo, tudo bem?

      Vivendo e aprendendo, não é mesmo?

      O senhor sabe que sou um grande admirador seu? Sim, um dia espero escrever tão bem quanto você, porém, mantendo meu estilo. Entendo que minha execução, de fato, foi bastante falha. Acho que tentei sair da minha zona de conforto, focando mais numa tentativa de escrever de uma forma mais “culta” e acabei me esborrachando no chão. Vida que segue, ler mais e escrever tentando corrigir os erros.

      Porém, se me permite discordar, não entendi que o meu desenvolvimento tenha sido tão plano e clichê assim. Talvez seja o tríplice choque entre visão do escritor, do leitor e do que ambos entenderam do que foi escrito.

      Mas, sim, vou continuar participando, contanto que os compromissos me permitam “competir” num nível aceitável.

      Muito obrigado pela crítica!

  10. Evandro Furtado
    25 de fevereiro de 2019

    A história de uma bruxa que se apaixona por um caçador e, como é de se supôr, isso termina em merda.

    Bem, acho que a ideia é interessante, mas a execução deixou um pouco a desejar. Creio que faltou densidade na história. Há saltos temporais muito grandes que acabam por impedir um desenvolvimento de personagem mais profundo, e isso afeta o impacto final.

  11. Catarina Cunha
    25 de fevereiro de 2019

    O que entendi: Diante de uma guerra sangrenta entre bruxos e humanos, uma deusa traz ao mundo uma bruxa do bem, sob a proteção da floresta. Adolescente enfim conhece os humanos e decide salvar um humano gravemente ferido; mesmo avisada do perigo. Eles se apaixonam, ele mente ser comerciante e parte para uma longa viagem. Ela blinda o cara com um feitiço de proteção, o que ferra tudo com a traição do caçador da confiança da bobinha. O cara era do mal e a bruxinha é banida por traição. Mesmo assim, anos depois, volta para salvar-lhe a alma ou coisa parecida.

    Técnica: O texto é denso e a técnica apurada. Mas senti falta de um foco maior na trama. Tive a impressão que o clímax (a traição e o chamado da pedra) foi meio corrido.

    Criatividade: Embora não seja uma premissa inédita, ela é muito boa e a personagem principal bem construída.

    Impacto: Talvez por ter sentido falta de “ação”, não me emocionei muito; embora esteja muito bem escrito.

    Destaque: “– Eu não consigo não salvá-lo. Sendo um caçador ou não. – Ela respondeu numa mistura de culpa e revolta.”

    Sugestão: Dar uma movimentada dramática ou mágica.

  12. Fabio Baptista
    24 de fevereiro de 2019

    ———————–
    RESUMO
    ———————–
    Em meio à guerra entre humanos e bruxos, Aylana nasce na floresta dos sonhos. Ao crescer, se mostra talentosa nas artes da cura e usa seus conhecimentos para salvar um humano que apareceu ferido por ali.
    Esse humano, Ivo, se mostra um traidor e ataca os bruxos. Aylana é banida por isso. Muito tempo depois, ela volta a encontrá-lo. Ele está agonizando e ela dá a ele a poção do sono eterno e também um sonho bom.

    ———————–
    ANOTAÇÕES AUXILIARES DO RESUMO DURANTE A LEITURA:
    ———————–
    Descrição de cenário e contexto – guerra humanos x bruxos (Harry Potter?)
    Aylana – bruxa da luz. Criada na floresta e protegida por ela.
    Aos 16, Aylana sai para conhecer os humanos (não estavam em guerra?)
    Entra disfarçada na vila e vê a miséria dos homens
    Faz uma maçã para um menino (atitude não muito esperta para quem quer permanecer em modo stealth…)
    Corte brusco para o conselho de bruxos que moravam na colina com nome do gato da Sabrina. Aylana contratada como curandeira na vila (não tô entendendo muito bem essa guerra…)
    Jovem aparece ferido nas imediações (estamos shippando Aylana com o jovem? Sim ou com certeza?)
    Aylana fica no dilema de ajudar ou não, pois pode ser um caçador.
    Ajuda.
    O cara se recupera e se apaixona… (shipp concluído com sucesso! :D)
    “Jamais suspeitou do fato de ninguém no Vilarejo conhecer a mulher de cabelos crepúsculo” (agora fiquei em dúvida sobre como era o trabalho de curandeira)
    O cara vai vender tecido num lugar distante. Aylana dá a ele uma pedra de proteção (todo mundo já sabe que a pedra será usada em breve kkkkk).
    Eita… o carinha era um espião. Aylana é exilada.
    Um dia, muito tempo depois, é chamada através da pedra (não foi do jeito que imaginei, mas chamou! rsrs).
    Ivo estava acamado, vítima de uma maldição.
    Aylana apresenta duas poções, mas pelo que entendi não será uma escolha, mas as duas serão ministradas
    O que garante que não fará mal ao meu pai? (mais?)
    No final, Aylana dá a ele um sonho bom.

    ———————–
    SOBRE A TÉCNICA:
    ———————–

    A técnica é competente, escrita leve, faz o texto correr sem entraves. Isso é ótimo.
    Talvez poderia ter arriscado umas frases mais elaboradas aqui e ali.

    A ambientação, porém, deixou um pouco a desejar. Tudo ficou muito genérico: floresta, vila, montanha…

    Alguns deslizes:

    – ensinando Aylana à cerca
    >>> acerca

    – Sentia que seria ali o rebento de sua jornada.
    >>> não sei se esse “rebento” foi usado de maneira correta

    – O clima de catarse social elevava a tensão de todos.
    >>> essa frase destoou completamente da pegada narrativa até então

    – sonhos trágicos os quais assolavam sua cabeça
    >>> que assolavam

    – manipular o sonho da pessoa da forma que bem entende
    >>> entender

    – decifrar os olhos lilás dela
    >>> tem uma regra especial de concordância com cores, mas olhando assim a frase parece errada. Além que “lilás dela” soou estranho.

    ———————–
    SOBRE A TRAMA
    ———————–
    Aqui, o ponto fraco.
    O plot de guerra humanos x criaturas fantásticas é meio batido, mas esse nem foi tanto o problema.
    Pelo menos no meu entendimento, ocorreram algumas incoerências na lógica interna da história. Primeiro que Aylana apareceu meio do nada e me deu a entender (até com base no título do conto) que faria o papel de “A escolhida” que daria fim à guerra ou algo do tipo. No decorrer, ela se revela apenas uma curandeira talentosa (sem desmerecer as curandeiras, mas não me parece o caso de merecer o título de “a lenda”).
    Daí tem o lance de se misturar aos humanos disfarçada, trabalhar como curandeira (no final meio que entendi que era na vila dos bruxos, é isso? Ficou meio confusa essa denominação vila para dois lugares, se for o caso).
    A floresta era protegida, mas o cara aparece ferido lá. Vivem o dilema Romeu e Julieta e o narrador onisciente nos leva a crer que o cara estava apaixonado mesmo, mas depois vem o plot twist.

    Enfim… vejo alguns pontos que precisam ser melhor trabalhados.

    ———————–
    CONSIDERAÇÕES FINAIS
    ———————–
    Foi uma leitura bem gostosa. Infelizmente, para ser justo dentro de meus critérios de avaliação no desafio, terei que descontar pontos pelos deslizes (pelo menos entendi assim) apontados acima.

    NOTA: 3,5

  13. Rubem Cabral
    23 de fevereiro de 2019

    Olá, Mãe Natureza.

    Resumo da história: Aylana é uma bruxa boa, que nasceu na floresta e foi criada e protegida pelos animais e elementos. Certa vez curou um rapaz chamado Ivo e que mais tarde descobriu-se ser um arqueiro do ataque aos bruxos da Colina Salem. Foi julgada e expulsa da ordem e, anos depois, reencontrou Ivo, moribundo e o ajudou outra vez, desta vez a ter uma morte indolor junto de sua família.

    Prós: uma fantasia com elementos criados pelo próprio autor. A história é simples, namorando com o infanto-juvenil. As descrições são belas e a narração é ágil.

    Contras: não há muita trama ou desenvolvimento dos personagens, que são planos. O uso econômico de diálogos e o excesso de “contar” (vs. mostrar), não me permitiu muita empatia ou sequer visualização das cenas descritas.

    Nota: 3

  14. angst447
    22 de fevereiro de 2019

    RESUMO: Aylana é uma bruxa que foi criada na Floresta dos Sonhos, sendo protegida pela mãe Natureza. Um dia, conhece Ivo, por quem nutre confiança e afeto. Ivo tem que partir para realizar uma transação comercial e deixa Aylana, levando um colar com uma pedra enfeitiçada por ela. Com o tempo, a bruxa descobre que ela e o seu povo foram traídos por aquele em quem confiara cegamente. É banida e passa seus dias tentando ajudar a todos.No final, é chamada para aliviar a dor de Ivo em seu leito de morte. Com uma poção mágica, Aylana manipula seus sonhos e ele parte feliz.

    AVALIAÇÃO: Conto com temática fantasia, bem escrito, sem grandes falhas de revisão:
    – […]ensinando Aylana à cerca de seu destino. > […] acerca de seu destino… “Acerca de” tem significado de “a respeito de” ou “sobre”
    – Também para quê desconfiar?> Também para QUE desconfiar?
    A narrativa flui com facilidade e prende a atenção do leitor. A história da bruxa Aylana revela magia, romance, traição, hesitação entre o bem e o mal. O final traz a possibilidade de mais de uma interpretação. Aylana manipulou o sonho de Ivo para ser confundida com a esposa? Ou para ele se recordar dela como seu único amor?
    O texto me fez pensar em um conto de fadas, com suas reviravoltas e até uma finalização com toque de lição de vida. Achei bonito.
    Até a próxima rodada. Boa sorte!

    • Givago Domingues Thimoti
      31 de março de 2019

      Olá, Claúdia, tudo bem?

      Acho que a senhora conseguiu resumir bem o final. Quis deixar aberto para que o leitor pudesse escolher o final. Na minha cabeça, Aylana faz Ivo sonhar com uma vida na qual eles ficaram juntos. Ambos humanos, com uma vida com seus percalços, mas felizes, com uma família formada.

      Que bom que consegui passar a atmosfera fabulesca, com algum toque de beleza! Muito obrigado pelo seu comentário.

      Att

      Givago

  15. Paula Giannini
    21 de fevereiro de 2019

    Olá, autor(a),
    Tudo bem?

    Resumo:
    Uma bruxa traída permanece fiel a seu amor durante toda a vida, ajudando-o na hora de sua morte.

    Meu Ponto de Vista:
    Se há uma mensagem neste conto, e há, é a de que um coração pacato, assim sempre o será. A bruxa, não uma criatura maligna, mas a personificação da mulher, do bom e do belo, segue fiel durante toda a vida de seu amado, inclusive, na hora de sua morte.

    Ao ler, confesso, torci para que ela criasse para o homem, em seu feitiço de boa morte, uma ilusão onde ele pudesse vislumbrar aquilo que perdeu, ou melhor, ela. No entanto, Aylana, não só o ajuda, como ainda permite que o velho escolha aquilo que deseja para si no momento do fim.

    E o que ele deseja? A própria esposa.

    Se por um lado, este homem trai a bruxa até na hora do último suspiro, por outro, permanece fiel à esposa.

    É um conto de desapego e auto anulação total da protagonista. Aqui, o poder não está na vingança, mas, na capacidade de se manter firme ao propósito de não prejudicar o próximo, ainda que o próximo seja um infame que a baniu do convívio com os seus.

    Desejo sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

    • Givago Domingues Thimoti
      31 de março de 2019

      Olá, Paula, tudo bem?

      Muito obrigado pelo seu comentário, antes de mais nada. Acho que a senhora conseguiu resumir, com uma quase exatidão assustadora, meu conto. O final ficou em aberto para provocar essas interpretações que surgem de acordo com o leitor e suas convicções, paixões… Mas, o que eu realmente queria mostrar está próximo do que foi interpretado pela senhora. Aylana ESCOLHE (acho muito importante essa ideia, nesse conto) manter-se fiel em seu propósito, tal como foi ensinada pela Mãe-Natureza. Sim, muitos podem achar que Ivo mereceria passar pela tormenta. Aylana é diferente e, mesmo com todo o sofrimento que passou, não conseguiria se vingar.

      Talvez, a única coisa que “discordo” da senhora seria a auto anulação da protagonista. De novo, varia de pessoa em pessoa o final. Para mim, Aylana faz um sonho no qual ela e Ivo viveram juntos, não felizes para sempre. Não sei se ela se anula totalmente, nesse desfecho. Mas, como disse algumas vezes, varia.

      Paula, mais uma vez, agradeço seu comentário. Provocou em mim muitas reflexões sobre meu próprio trabalho. Isso é indescritível!

      • Paula Giannini
        4 de abril de 2019

        Oi, querido, fico feliz que meu comentário tenha causado reflexão. Tenha certeza que minha intenção foi ajudar, mas, que também aprendi muito com seu texto.
        Beijos
        Paula Giannini

  16. Leo Jardim
    20 de fevereiro de 2019

    🗒 Resumo: uma bruxa, concebida pela própria mãe natureza, conhece um rapaz muito ferido e decide curá-lo. Eles se apaixonam, mas o rapaz acaba traindo-a. Ela é banida da colina das bruxas e, no leito de morte de seu amado e traidor, decide colocá-lo numa eterna ilusão para aliviar sua morte.

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): a trama se desenha bem na apresentação da protagonista e na relação com o rapaz, apesar de ser um tema comum essa paixão entre dois mundos. A parte da traição ficou entranha, corrida, não ficou muito clara à princípio. Talvez por isso, não senti a raiva, deceppppção ou qualquer outra reação que a bruxa teve após a traição. A parte do exílio e todo o restante acabou sendo muito corrido também e o final não me tocou, pois eu esperava mais uma vingança que uma redenção para o traidor.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): é possível identificar um certo esmero do(a) autor(a) para levar a trama e descrever as cenas. Prestando mais um pouquinho de atenção na revisão ortográfica e, talvez, trabalhando algumas metáforas, tem tudo pra ser um ótima técnica.

    ▪ ao ponto do simples ato de ir até a floresta se *tornou* (tornar) uma ação quase suicida

    ▪ ensinando Aylana *à cerca* (acerca) de seu destino

    ▪ afastar o fogo que acendia em seu peito toda vez *na qual* (que) Ivo relava em sua pele

    ▪ a bruxa sentiu (que) os descendentes do caçador a observavam com bastante cuidado

    ▪ Antes de dormir *vírgula* Ivo olhou arrependido 

    🎯 Tema (⭐⭐): bruxas e feitiços [✔]

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): o mundo apresentado, com os nomes dos locais, cidades, reinos, seus habitantes, a guerra… tudo isso com certeza veio de uma mente criativa que desejava colocar no conto tudo o que tinha imaginado para aquele mundo. Mas, com o pouco espaço que o desafio delimita, acabou sobrando muita coisa e as coisas ficaram meio genéricas, já que não tiveram espaço para serem melhor desenvolvidas.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): é uma história com muitas emoções envolvidas, mas preciso confessar que não senti nenhuma delas. É um texto agradável de ler, os personagens têm bastante potencial, mas, como já citei acima, acabou que as coisas ficaram muito corridas, então não tive tempo para me apegar a o que ocorria, nem sentir melhor o final. Com alguns ajustes e maior espaço, este, porém, tem tudo para ser um ótimo conto.

    • Givago Domingues Thimoti
      31 de março de 2019

      Olá, Léo, tudo bem?

      O conto veio de um universo que eu já havia criado. Por n motivos, desisti de criar uma trilogia sobre esse mundo. Mas o tema do Desafio me permitiu voltar. E sofri bastante com o espaço. Mandei o conto mais para ter um feedback e tentar melhorar do que para ganhar (aliás, meu objetivo aqui é aprender ).

      Para mim, ficou as críticas, + ou -, que recebi. Vou me debruçar e tentar melhorar ao máximo o conto. Quando eu finalizar, espero receber, mais uma vez, seu feedback. Apenas lamento que dessa vez o senhor não tenha se envolvido como o último.

      Muito obrigado pelo comentário!

      • Leo Jardim
        31 de março de 2019

        “Apenas lamento que dessa vez o senhor não tenha se envolvido como o último.”

        Não entendi essa parte. Pode me explicar melhor, por favor?

    • Givago Domingues Thimoti
      31 de março de 2019

      É que no último desafio o senhor gostou do meu conto. “O Lírico Poder Transformador da Majestade”

      • Leo Jardim
        2 de abril de 2019

        Ah, sim. Naquele ocorreu aquela ligação mágica tão rara e tão desejada entre texto e leitor. Quem sabe no próximo? 🙂

      • Leo Jardim
        2 de abril de 2019

        E não me chame de “senhor”, por favor 😅

  17. Victor O. de Faria
    20 de fevereiro de 2019

    RATO (Resumo, Adequação, Texto, Ordenação)
    R: A floresta teve uma filha. Essa filha vive isolado do mundo exterior. O mundo exterior está em guerra; mesmo assim ela sai quando cresce. Ao entrar no novo mundo, permanece ali por um tempo ajudando as pessoas de forma discreta. Depois volta. Ajuda um homem doente que passou ali perto e passa a cuidar dele. Ele não menciona que já é casado (o texto não trata disso, mas dá a entender que sua família pode achar que ele morreu na guerra). Apaixonam-se depois de um tempo. Ele tem uma crise de consciência (eu acho) e parte, a deixando sozinha. Sem notícias, a (ainda) moça recebe o pedido de ajuda e dá a ele um final tranquilo, diante da outra família. Bruxa blasé é a primeira que vejo.
    A: A ambientação é muito boa, apesar da troca de períodos de tempo não ter uma marcação mais específica, como utilizado do meio para o fim. Achei que a história se desenvolveria com mais elementos fantásticos, mas o autor preferiu mantê-la mundana. A parte em que ela ajuda a criança poderia ser melhor explorada, bem como da curandeira da vila. Apesar de bem escrito, está um pouco entediante. Não acontece nada demais, a não ser a pulada de cerca com final agridoce. Poderia focar mais nos conflitos internos e menos no romance, mas isso também é gosto pessoal. – 4,0
    T: O início é muito bom, instiga. Já o final foi decepcionante. Não houve uma transformação na personagem principal, mesmo depois de ter vivenciado todas aquelas experiências. Tirando alguns equívocos temporais aqui e ali, e certas virgulas deslocadas, o texto flui muito bem. – 3,0
    O: Queria ter gostado mais. Acho que se o escopo fosse um pouco menor e não tentasse abraçar tantos anos/passagens em pouco tempo, o resultado seria outro. A escrita tem um certo estilo poético e é agradável de se ler, porém, como disse ali em cima, é uma história de uma linha reta, sem sobressaltos tão necessários em jornadas de descoberta. – 3,0
    [3,3]

  18. Ricardo Gnecco Falco
    19 de fevereiro de 2019

    Olá Mãe Natureza; tudo bem? 😉

    O seu conto é o terceiro trabalho que eu estou lendo e avaliando. Gostei do clima épico que imprimiu ao conto e da construção da protagonista-bruxa. Consegui visualizar as cenas descritas no texto e não notei grandes problemas na acentuação que chegassem a causar alguma ruptura na imersão. Li sem entraves e foi um processo gostoso. Creio que o limite de palavras tenha cortado as asas do que você gostaria de contar com mais detalhes, mas nem por isso senti que a história tenha ficado corrida. Parabéns pelo trabalho e boa sorte no Desafio!

    Regras são regras e elas, assim como exigem um limite de palavras ao texto, pedem que eu faça um resumo da história lida, para exatamente provar que eu a li. Então vamos lá:

    ————————————-
    RESUMO DA HISTÓRIA:
    ————————————-

    O conto traz a figura de uma bruxa com o poder de cura, que nasce em um mundo de guerras entre clãs e, mesmo vivendo boa parte de sua vida na segurança de uma floresta, decide salvar o maior número de vidas que conseguir. A protagonista-bruxa acaba se apaixonando por um humano que a trai e, mesmo isso custando sua expulsão da floresta, e um coração partido, ao final da história ela ainda acaba sendo a responsável por trazer alívio à dor de seu moribundo traidor, dando-lhe uma boa morte.

    • Givago Domingues Thimoti
      31 de março de 2019

      Obrigado pelo feedback, Ricardo!

      Que bom que conseguiu curtir a história. Caso se interessar e quiser, estou tentando aumentar esse universo da Aylana. Tentarei mandar aqui mesmo uma versão mais aprofundada e serei muitíssimo grato com um comentário seu!

  19. Davenir da Silveira Viganon
    19 de fevereiro de 2019

    A Lenda de Aylana (Mãe Natureza):
    – Conto conta sobre Aylana, uma bruxa que ajuda uma vila e que encontra um forasteiro chamado Ivo. Este a traí, abandonando-a e Aylana é exilada pela Floresta (como entidade), depois de muitos anos, a bruxa encontra Ivo doente e amaldiçoado e lhe concede um ultimo conforto, contendo seu desejo de vingança.
    – Com bruxas, feitiços e espíritos da Floresta, caracteriza o conto como Fantasia. O conto parecia ser uma Fantasia com romance mas enveredou para a compaixão. Achei bem escrito, mas um pouco arrastado porque os conflitos foram pouco trabalhados e passou pouco as emoções da bruxa em detrimento de descrições pesadas. E descrever tanto achei desnecessário porque o conto não é baseado na construção de um mundo complexo e cheio de regras de magia mas na construção dos personagens. A história é simples e despretensiosa e o resultado geral e bom.

E Então? O que achou?

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Informação

Publicado às 17 de fevereiro de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 1, Série B e marcado .