EntreContos

Detox Literário.

Um Céu Diferente (Valentina)

 

Sonhava com a Terra e lá estava, em meio a terráqueos, em um disfarce perfeito, em integração harmoniosa com engenheiros, técnicos aeroespaciais, toda a sorte de cientistas, pesquisadores. A cereja do bolo. Já pensava em expressões usadas pela raça humana. Interagia como se um deles fosse.

— Como consegue? — A voz de Marco fez o silêncio se dissipar e a atenção voltou-se para o jovem homem, vestido em um macacão inteiro, cujo distintivo colado do lado esquerdo do peito indicava pertencer à Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço. Tudo o que sempre desejou. NASA. Estar lá. Vivendo a emoção dos filmes.

— Como consegue o quê?

— Consertar e fazer essas engenhocas funcionarem, Adriel.

— É um motor de propulsão por reação. Esses circuitos estão integrados, percebe? — respondeu com sinceridade, porque considerava todo o sistema construído pelos cientistas da Agência de extrema simplicidade. Estavam muito longe de desenvolverem tecnologias iguais às de Agra. Se conseguisse infiltrar-se sem chamar muita atenção por mais tempo, talvez pudesse desenvolver algumas melhorias, apresentando algum estudo despretensioso para algum cientista de renome e, dessa maneira, proporcionar um avanço significativo dentro dos anseios daquela raça sonhadora. Porque, desconsiderando todas as demais necessidades humanas de sobrevivência, os terráqueos queriam mesmo era um CI-4, não importava muito com que civilização. Muito acima de vencer os limites do espaço, de desenvolver viagens seguras e rápidas, da exploração de novos mundos, estava a comunicação com raças extraterrestres. — O mecanismo é simples. — O que mais poderia dizer sem parecer pretensão de alguém novo, admitido sabe-se lá por qual empregado descuidado.

— Simples? Tá de brincadeira? Isto aqui é um foguete — bateu na lataria. — Vai levar um ônibus espacial.

— E é que pergunto. Você dirige esse ônibus espacial. Como consegue?

— É simples.

— Viu? É exatamente disso que falo.

Ambos riram. O trabalho não era fácil, mas compensador. Além do mais, estava na América, na tão sonhada América, muito perto dos hollywoodianos! Perto daquela cidade maravilhosa cujo objetivo era criar mundos imaginários. Os habitantes de Agra não tinham noção de diversão. O céu era azul, o mar era denso e o canto dos pássaros encantava seus ouvidos. Já estudara vários idiomas e falava fluentemente mais línguas do que tinha em sua boca, ao menos aquela que deixava visível.

— Está livre nesse final de semana? Estava pensando em fazer uma maratona de filmes de ficção científica. O que me diz?

— Tô dentro.

— Junte o básico. Serão três dias inesquecíveis.

Adriel alargou o sorriso só depois que Marco se afastou. Aquilo era mesmo um sonho.

 

 

Sonhava com a Terra, com aquele distante, insignificante e pré-histórico corpo celeste de tonalidade azul, orbitando uma estrela decadente, habitado por seres estranhos e pouco sensíveis, cujo único prazer parecia ser a guerra. Definição dada pelo Governo Central, da qual discordava com veemência. Esse era o fato desestabilizador na vida de Adriel Alix. Fator de desajustes mínimos, no começo, e de disfunções físicas e emocionais, no ciclo atual. Sonhar com a Terra era seu céu e seu inferno.

Em frente à máquina, com as mãos apoiadas em seu corpo roliço e confragoso, Adriel olhava para as peças de uniforme em cima do suporte horizontal e batia o desalento. Tantas mãos e nenhuma vontade. Talvez fosse aquele serviço subserviente. Vestimentas e mais vestimentas. Uma dúzia de trajes sujos, camisetas com o Pato Donald, bonés com a estampa de Laika, Gagarin estampado nos agasalhos de mão.  Pensava em ter menos pares de luvas para lavar, ou pés de meia. Ao menos isso. Mas não… À sua frente, dezenas de pares de meia e luvas.

A condição na qual se encontrava não era favorável. A música de fundo, a trilha sonora de 2001, não poderia ser mais deprimente. Nenhuma odisseia no espaço superava o serviço doméstico e o atual envolvimento amoroso: consorte de oficial do grupamento tático aeroespacial, um Tenente-Coronel, membro honorável de um departamento do GC. Seu copulador era um sujeito importante.

Passava os dias com insatisfação latente, e carregava consigo o perturbado pensamento de arrastar-se por outras paragens, tão veloz quanto uma daquelas naves intergalácticas, mudando de condomínio. Nem as chuvas de meteoros perenes reluzindo no Sul, nem os eclipses sequenciais, ou as explosões multicoloridas e visíveis da nebulosa de Ensis conseguiam encantar de forma tão pungente quanto a Terra.

— O que tanto pensa? — Merabe, a vizinha de área de serviço, do compartimento superior da estrutura Vega8, possuidora de olhar intenso e de andar mirabolante, escorou-se no parapeito. Esticou o pescoço e esperou por uma resposta. Dona de peitos volumosos e de fala macia, ela carregava a fama de encantadora de mentes no turno da noite, na agência de marketing intergaláctico, onde sustentava, com orgulho, recordes imbatíveis de venda.

O suspiro de muitos pulmões saiu junto com o cansaço de eras. Adriel imaginava ganhar o universo se saísse daquela área na encosta superior do hemisfério norte de Agra onde os luxuosos edifícios empinavam seu nariz para a estratosfera. Uma perda de tempo pensar que o cônjuge poderia querer tal feito, já acostumado às missões aéreas extra-atmosféricas de última hora e o trabalho na Agência de Contra Inteligência Cósmica.

— Em nada, não — disfarçou o desgosto e tocou os botões de luz, fazendo o engenho funcionar.

— Não pode mentir para mim, amor. Sou especialista na minha área e meus dezoito sentidos me dizem que você ou está infeliz, ou está infeliz — e abriu um enorme sorriso, estampado em uma face pálida translúcida de olhar faiscante.

Adriel puxou o ar como se quisesse lançar toda a área de serviço em um vácuo silencioso eterno. Poderia continuar com a mentira, dizendo ser insatisfação pelo tanto de serviço. Não seria de todo uma mentira, porque odiava com todos os tentáculos lavar aquele tanto de roupa, mas de nada adiantaria. Até porque Merabe saberia.

— Estou infeliz e não há nada mesmo a ser feito. Você, provavelmente não entenda os motivos, mesmo lançando mão da empatia automática, porque eles dizem respeito a toda uma situação irreversível.

— Nada é irreversível no universo, meu bem. Isso já é matéria comprovada. E sou uma boa ouvinte. Talvez minha farta audição possa lhe trazer algum ânimo.

O som agudo do mecanismo a fez apertar o temporizador. Tempo suficiente para encontrar alento naquelas palavras e considerar a possibilidade de se abrir com a nem-tão-completamente-estranha vizinha.

— Sou uma criatura insatisfeita. Nasci no lugar errado. Meu mundo não é esse. Não gosto desse marasmo, dessa falta de aventura ou qualquer emoção; não pertenço a este lugar isento de ousadia, de paixão.

— Já entendi. Você quer é movimentar suas entranhas. — Merabe suspirou também, lembrando-se de quando a juventude a fazia estremecer, arrepiar as escamas, e pensar na eternidade sendo muito mais divertida com o passar do tempo. — Minha amiga Leonor, que morava na segunda lua de Myra, mudou-se para o interior da lua seguinte, para viver uma aventura nas profundezas da terra. Estava assim, igual a você. Desgostosa. Agora, copula com um único escavador há três ciclos e parece satisfeita. Talvez você deva fazer o contrário: encontrar vários copuladores.

— Não acredito que seja isso…

— Já pensou em inverter a polaridade do seu compartimento? Às vezes, funciona.

— Já completou dois ciclos da última inversão e nada mudou — disse e debruçou-se sobre a divisória e contemplou o horizonte. As muralhas e bolhas de proteção reluziam na passagem das luas.

— Você poderia trabalhar no setor de distribuição, onde teria acesso à reprodução dos produtos vindos de outras paragens. Armas analógicas, ajustadores de uniformes, aqueles incríveis capacetes de camuflagem do setor Sirius.  Esses dias andavam distribuindo gratuitamente uma cópia de um registro fonográfico, um disco de cobre folheado a ouro de 1.2 ESPs, com sons e imagens terráqueas. Eu considerei arcaico, mas os estudiosos apontam aquilo como uma raridade, pela variedade de combinações sonoras e ao pelo que denominaram idiomas.

— Interessante.

— Talvez, até, pudesse trabalhar no setor de arquivamento, na última lua — sugeriu, por fim. — As patrulhas cósmicas trazem coisas de todo o universo. Não sei se o seu copulador conta, mas meus clientes governamentais dizem que nunca se trouxe tanto objeto não identificado. Exploram os setores do leste e sul simultaneamente e em grande escala com espectógrafos e lançam as patrulhas de reconhecimento quando confirmam a existência de vida inteligente. Meu amigo Mical disse que a última leva foi trazida em caixas, e adivinha de onde? Da Terra. Centenas delas. Dessa vez, ao invés de estampas do pato falante, todas continham os tais objetos retangulares de um material identificado como C6H10O5, um tanto frágil em nossas mãos, com códigos gravados, e variados, alguns chamados de ideogramas, os tais livros.

— O pessoal da tradução sempre leva dois ou três ciclos para transcrever.

— Mas ele decodificou um a meu pedido e emprestou para mim. Não é nada demais. Uma história de um terráqueo solitário, um engenheiro especializado em consertar estações de locomoção, apaixonado por máquinas analógicas e digitais que correm sobre trilhos. Segundo Mical, uma viagem rumo à autodescoberta, uma espécie de história de nível psicológico avançado.

— Seu amigo deve gostar mesmo disso…

— Se pensar bem, cada um tem seu lugar nesse tempo-espaço, mesmo se considerar os desdobramentos e as camadas dimensionais. Impossível não haver um ponto específico para cada uma das criaturas existentes nesse mundão sem fim.

— Ainda não encontrei o meu lugar, então…

Comunicação para Adriel.

Uma tela transparente materializou-se bem à frente e, à medida que os pontos digitais uniram-se em tríade após tríade, a imagem de Alix, seu consorte, foi se completando.

Ainda estou distante, Adriel. Missão de averiguação. Não me espere para as trocas.

Fim da comunicação.

A tela se desfez e um tom escuro assombrou o semblante de Adriel. Pensativa, esqueceu-se de Merabe e divagou sobre as distâncias entre seus desejos e a existência, ali, em Agra, um planeta de muitas luas, ao redor de uma estrela anã vermelha.

— Talvez esse anseio por mudança seja decorrente da nossa posição solar, da palidez da luz de nosso astro.

— Pode ser, mas mudar-me para uma das luas ou para outro sol não me fará mais feliz. Quero ares novos, cores novas, um céu diferente. Não quero ser mais um número, mais uma estatística, mais do mesmo. Pouco a pouco, fui percebendo essa despersonalização. Somos peças iguais de um mesmo tabuleiro. Ou seja, todas as nossas características são suplantadas pelo GC.

— O Governo Central faz o que pode.

— Mentira! — exaltou-se e, no mesmo minuto arrependeu-se e se recompôs. — Eu quero dizer… Veja por você. Quem realmente conhece você? Quem sabe exatamente o que faz, o que sente, o que deseja? É suportável se somos nós mesmos, então, mudar deve ser natural. Eu quero mais!

— Não me diga que andou fazendo maratona de filmes terráqueos. Isso não é bom, sabia?

— Por que diz isso?

— Você assistiu ao último filme do que eles chamam de ficção científica terrestre? Aquele sobre um primeiro encontro, onde lançam uma teoria na qual a estrutura e o vocabulário de uma língua são capazes de moldar os pensamentos e percepções de seus falantes e, por consequência, a cognição e a língua são inseparáveis? — Ela ficou verde depois da longa fala. Logo, puxou o ar de forma barulhenta e soltou: — Que viagem!

— É por isso que quero mudar.

— Por causa da língua?

— Não, oras! Por causa da emoção.

— Não se iluda. Terráqueos são uma raça destruidora. Não conseguem sustentar o equilíbrio entre as naturezas. Não são pacíficos, tampouco tolerantes. Por que acha que nossos líderes apenas se divertem com as ideias tidas por eles sobre seres vindos do espaço? É só diversão. Seria uma perda de tempo interagir. Além do mais, nenhum dos que ousaram se misturar com eles voltou.

— Porque devem estar felizes — Adriel respondeu com a ansiedade apertando um dos compartimentos do estômago.

— Ou mortos.

Fim de discussão. Merabe retirou-se alegando compromissos inadiáveis e Adriel ficou a olhar para as roupas através do visor líquido da máquina sendo descontaminadas pelo plasma e, a seguir, pela luz de gás de núcleo de estrelas, de reação termonuclear, a iluminar cada partícula do material liberando o uso. Talvez não houvesse mesmo como aplacar seus desejos, e não poderia esperar que qualquer morador de Agra entendesse. Se tivesse vários copuladores, um deles poderia se sensibilizar com suas ambições, mas Alix não condescendia com suas ideias de viajar pelo universo ou instalar-se em qualquer planeta outro que fosse.

 

 

A ajuda recebida de um subalterno de Alix traria consequências desastrosas para o consorte. Isso não intimidou a vontade. Tampouco a tremedeira inicial, advinda do medo de não conseguir camuflar-se o bastante e passar pelos detectores do campo de aterragem da base aérea militar, quando a espaçonave cruzasse o espaço, afugentou a emoção de seguir em frente.  O corpo se moldava ao ambiente apertado daquele compartimento. Contava com a ajuda de seus braços e pernas flexíveis.

Com um dos olhos grudados na pequena abertura circular, viu Agra em sua plenitude, com suas mechas de nuvens brancas cintilantes adornarem a extremidade oeste. Observou como a luz da estrela anã moldava a superfície em tons claros e escuros.  As luas surgiam enfileiradas, gasosas, sólidas, exuberantes em suas diferentes formas, com seus anéis, mantos gelados, crateras e partes brilhantes pela formação de compostos metálicos.

Não se esqueceria daquele cenário, afinal, era sua casa. Porém, a imagem da Terra e as possibilidades de existências e experiências suplantavam os muitos ciclos vividos aí.

— Hasta la vista, baby — pronunciou, imitando a voz de T-800 ao perceber que o piloto acionara a sequência de pulsos. A nave sairia daquele setor em questão de segundos.

Daquele momento em diante estava por sua conta e risco, como diriam os personagens. Não havia ponto de retorno. Sentiu o alívio esquentar suas entranhas. Não conseguiu pensar em nada mais cliché do que a frase de aquela da última projeção:

— Despite knowing the journey… and where it leads… I embrace it… and I welcome every moment of it.

Depois de algum tempo, parou completamente suas funções, entrando no modo de reposição de energia.

Sonhou com a Terra.

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Sobre Fabio Baptista

15 comentários em “Um Céu Diferente (Valentina)

  1. Fheluany Nogueira
    21 de setembro de 2018

    “Apesar de conhecer a jornada e aonde ela leva, eu a abraço e saúdo cada momento.” Assim pensa e se emociona a simpática protagonista da narrativa, numa trama inspirada por alguns filmes de ficção. Ambiente de insatisfação, de busca foi bem construído; o antagonismo entre as duas aliens colaborou para isso e para que fosse mostrada a anatomia e a filosofia diferentes, o modo de vida em Agro.

    A linguagem está bem amarrada com o assunto ( que vocabulário criativo, hein?) e os diálogos bastante críveis, naturais.

    Leitura agradável, fluente, bom uso da Língua. Alguns trechos ficaram um pouco confusos, por exemplo, na segunda parte, somente lá pelo meio que entendi se tratar de outro planeta, de onde Adriel viera.

    Parabéns pelo bom trabalho. Abraço.

  2. Higor Benízio
    20 de setembro de 2018

    A frase “Adriel puxou o ar … eterno” é a melhor coisa desde texto. Gostaria de ter visto mais construções assim. Fica estranho os extraterrestres estranharem a tendência do homem para guerra, quando eles mesmos tem bases militares. O diálogo de Adriel com Mirabe também deixar a desejar, visto que supostamente são seres mais evoluídos, essa evolução não aparece, pelo contrário. No mais, achei a ideia bacana, no geral é um bom texto.

  3. Victor O. de Faria
    20 de setembro de 2018

    ET (Enredo, Texto)
    E: Gostei. Melancólico e romântico, quase sabrinesco (no bom sentido). Uma abordagem mais existencial, bem conduzida, com loopings suaves e muita imaginação. Antropomorfizar seres distantes é uma tarefa ingrata, mas aqui convence bem, com seus trejeitos e traquitanas absurdas, mas compreensíveis. O texto evoca muitas imagens bonitas e deixa uma sensação gostosa ao final.
    T: Escrita suave, bem cadenciada, com certo ar de nostalgia inexplicável.

  4. Rafael Penha
    19 de setembro de 2018

    Olá,
    Parece que a ficção científica é capaz de abalar até os extrsterrenos não é?

    Pontos positivos:
    A protagonista é bem desenvolvida e explorada. O elo torna se forte com o leitor que se vê torcendo por ela. A linguagem é simples e poética na medida certa, ser precisar de malabares gramaticais. A cultura extraterrestre criada pelo autor é interessante e ficamos com vontade de conhecer mais sobre.

    Pontos negativos: achei que o final no início não foi uma boa sacada, pois torna o texto um pouco confuso a princípio, e tira a graça do final. A cultura estabelecida pelo autor é a anatomia dos extraterrestre poderiam ter sido um pouco menos “não detalhadas”. Não chega a incomodar, mas as vezes parece que o autor só inventou nomes pra colocar nos lugares dos nomes normais, mas não incomoda mesmo.
    Achei os parágrafos explicativos um pouco extensos, o que da certo desânimo de ler na primeira abordagem, pelo menos isso é balanceado pela escrita simples e fluída do autor.

    Afinal, um conto diferente dos que tenho visto, faz o leitor se sentir feliz ao final.

    Abraço!

  5. Emanuel Maurin
    17 de setembro de 2018

    Eu gostei da história, da interação do extraterrestre com a terra, achei boa a ambientação da narrativa. — Hasta la vista, baby, imitou o exterminador do futuro e ficou muito bom. Também devo salientar que os diálogos ficaram bem construídos, enfim, seu conto esta entre os melhores que li até agora, parabéns.

  6. Evandro Furtado
    14 de setembro de 2018

    Pontos Negativos

    – A história demora um pouco a pegar, sobretudo no início, onde tudo parece um pouco confuso;

    Pontos Positivos

    – Há um aspecto bem contemplativo Asimov/Bradbury, uma ambientação bastante melancólica, cheia de ausências;
    – Acho interessante a conexão entre a personagem e a Terra, um laço invisível que une aos dois. O interessante da história é o não dito, o que está por trás de tudo isso. Apesar de querer sair desse planeta, há algo de especial nele;
    – O vocabulário utilizado é bastante singular, e faz muito sentido no contexto da história.

    Balanço Final: Good

  7. Antonio Stegues Batista
    11 de setembro de 2018

    Achei legal o conto, uma visão da vida na Terra sob a perspectiva alienígena, eu ia escrever alienado rsrs. Talvez a ideia dos aliens seja essa mesma, já que nós terráqueos temos um sistema de vida muito estranho, bonito e agradável para eles. Parece que copular não tem nada de transcendental, mesmo. Aliás, se fosse apenas pra fazer filho teria muito menos gente na Terra. Mas isso já é outro assunto. Então, colocar o final no início foi legal, gosto de usar esse recurso para fazer uma estrutura diferente. Também gostei do diálogos dos aliens. tem até o Hasta la Vista Baby, do Schwarznegger, o T-800, Terminator! Muito bom. Boa sorte.

  8. iolandinhapinheiro
    10 de setembro de 2018

    Olá, autor!

    Para vc ver as ironias da vida! Eu sonhando em me picar para outro planeta e esta moça Adriel feliz por morar nesta desgraça! Tem gosto para tudo!

    O conto é bom, bem escrito, criativo demais, e o céu de Agra tem muitas luas (adorei isso). O autor tem a capacidade de fazer a gente simpatizar com a protagonista, torcer por ela, querer que as coisas deem certo (e deram, né?), só achei que colocar o fim no começo cortou um pouco o suspense que poderia ter sido criado sobre o plano da Alien funcionar ou não.

    Odeio diálogos e achei a conversa com Merabe um pouco cansativa, mas entendi que esta parte serviria para mostrar ao leitor como funcionava o planeta Agra. Foi um recurso inteligente, em todo o caso.

    Não percebi erros e o conto foi quase todo muito fluído, beijos para vc e sorte no desafio

  9. Ricardo Gnecco Falco
    8 de setembro de 2018

    Olá, Valentina! Gostei da leitura! Achei bem legal o formato que deu para a narrativa, meio que ‘humanizando’ o dia a dia de duas aliens com pensamentos diametralmente opostos. Ficou muito boa essa abordagem e tirou a história do lugar comum. Essa roupagem diferenciada foi muito bem-vinda, levando-se em conta que todos os contos participantes do Desafio possuem a mesma temática. Gostei do estilo sonhador de Adriel e de sua antagonista, a colega Merabe, (bem) mais pé no chão. Ou seria pé no espaço? (rs). Parabéns pelo trabalho e desejo-lhe boa sorte no Desafio! Obrigado por compartilhar sua criação! Saudações Hollywoodianas,
    Paz e Bem!

  10. Pedro Paulo
    8 de setembro de 2018

    Antes de começar, esclarecerei alguns dos critérios a partir dos quais estarei avaliando, ainda que a nota não vá estar totalmente definida antes do desafio. Avaliarei o conto a partir do domínio da língua portuguesa, da estruturação da narrativa, da adequação ao tema e, enfim, mas não menos importante, da criatividade. Vê-se que são critérios interligados. Vamos lá!

    O conto é um exercício de deslocamento de perspectiva, em que acompanhamos o diálogo entre duas alienígenas que vivem num contexto diferentíssimo do meio terráqueo. A ironia que torna este diálogo tão interessante de se acompanhar é justamente a sua qualidade humana, as reflexões internas que fazem a personagem e o constante sentimento de “inadequação” que a consome. Dessa maneira, os assuntos da conversa não nos são tão estranhos, restando ao leitor se manter atento para compreender as dispersas menções ao contexto específico em que vivem, pois é aí que ficamos sabendo do Governo Central, do sistema de copulação e das inúmeras variantes desse austero regime. Muitas das falas das personagens espelham esse paralelo humano, um dos momentos mais expressivos sendo quando a vizinha alega que fazer maratona de filmes terráqueos “não é bom, sabia?” Aqui, vemos um comportamento comum do humano de não questionar e preferir a comodidade, inibindo também quaisquer atividades que levem ao questionamento. O fim, embora resolvendo o conflito da trama, me deixou um pouco em dúvida, o que penso que talvez seja a intenção da autora. Não sei se ela se lançou à reposição de energia para adentrar uma longa viagem ou para sonhar. Denoto que esse final “aberto” ficou melhor estruturado ao remontar ao início, que também se apresentou como um sonho. Mostra atenção da autora ao interligar diferentes pontos do enredo. Parabéns!

  11. Caio Freitas
    7 de setembro de 2018

    Olá, valentina. Gostei de como você soube trabalhar os sentimentos de Adriel, mostrando seu lado sonhador de experimentar novos ares, apesar de saber que os humanos não são criaturas muito confiáveis. Geralmente, quando contam a história do ponto de vista dos aliens, ficam batendo direto na tecla de como os humanos só sabem guerrear. No seu conto você soube explorar isso sem tornar o tema repetitivo, na medida perfeita. parabéns e boa sorte.

  12. Sarah Nascimento
    1 de setembro de 2018

    Olá! Que história bonita! Acho que o detalhe que eu mais gostei foi um alienígena sonhando com a Terra. Foi uma ideia bem original!
    Achei muito interessante todos os detalhes sobre o planeta natal da personagem principal, essas luas, o sol sendo uma estrela vermelha, os relacionamentos diferentes, os dezoito sentidos, cada detalhe contribuindo para deixar a história perfeita.
    Eu iria sugerir que deixasse mais clara a mudança da história do presente para história no passado. Só percebi que o ambiente agora era no planeta de origem da Adriel quando citou o nome dele.
    Mas a história toda ficou excelente, parabéns. Gostei muito da citação do disco com as imagens e idiomas da Terra, achei que ninguém ia colocar esse objeto em uma história! Interessante e meio uim o modo como o governo desse planeta falava dos seres humanos e outro detalhe que achei maravilhoso foi a questão dos livros e sua “tradução”.

  13. Priscila Pereira
    31 de agosto de 2018

    Olá Valentina, eu gostei bastante do seu conto! Adriel é uma simpatia, com os anseios por ares diferentes que todas as pessoas tem, humanos ou alienígenas…kkk
    Gostei do cotidiano misturado com uma fc bem dosada. Está interessante, bem escrito ( só notei algumas falhas na revisão como:” e é que pergunto”. E : ” a frase de aquela da última…”), tem ótimas descrições com um enredo simples mas eficiente. Espero que ela tenha conseguido chegar em segurança na Terra😁
    Parabéns e boa sorte!!

  14. Nilza AA de Souza
    31 de agosto de 2018

    Estou achando os contos muito parecidos, o enfoque vem sendo repetido, talvez por ser um único tema.Enfim dos que eu li até agora, o nível é o mesmo

    • Fabio Baptista
      31 de agosto de 2018

      Prezada participante, favor realizar comentários mais detalhados.

      Obrigado.

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Informação

Publicado em 31 de agosto de 2018 por em Alienígenas.