EntreContos

Detox Literário.

Eles Não São Feitos de Carne (Don Ferreira)

— Para falar a verdade, você não acha o lugar calmo demais? – O amigo não responde. Continua encarando o nada, distante como se ela não existisse.

— Acho que se fosse eu, já tinha surtado aqui. – Nem mesmo um sorriso de canto de boca. Ao que parecia, ele ficaria mais duas horas sem nem a olhar, se necessário fosse.

— E essas roupas… quem veste você? Ou você se veste? – Envoltos às árvores, vento, folhas, vegetação rasteira, roupas brancas, vários enfermeiros, muitos visitantes e até mesmo um laguinho com peixinhos e patos, ela se incomodava. Com uma naturalidade que a espanta, em um canto distante um homem desce com a boca até o chão. Magro, careca, olhar perdido. Ele come um pouco de grama e terra antes de ser impedido. Aquilo a faz ter uma ânsia de vômito. E aquele era apenas um dos pacientes, o que os outros muitos não faziam?

— Não vai dizer nada? – Diz a amiga se levantando, colocando-se na frente dele e abrindo os braços mostrando o local: – Você sabe que eu não gosto desse tipo de lugar. Eu já te contei que foi em um lugar assim que meu pai…

De uma face totalmente perdida, vazia, um sorriso emerge, um olhar profundo. Nic se levanta, faz uns alongamentos, vira de costas, analisa a árvore que lhe fazia sombra. Com alguma dificuldade começa a agarrar os galhos, subir.

— Jackson! – Sem reação ela olha para os lados procurando quem pudesse ajudá-la. Ao longe uma enfermeira aponta para aquele específico lado do manicômio e dois grandes homens se apressam em alcançá-los.

No alto de um galho firme, de pé, o vento soprando contra sua face. As folhas dançam ao seu redor.

— Nic, o que você está fazendo!? Desce daí! – Ele olha para baixo e dá um sorrisinho de canto de boca. Tira a camisa, a calça, a cueca, quase se desequilibra, mas consegue manter-se firme, nu. O corpo feio, flácido. Ele segura seu pênis, mira para cima e começa a urinar.

— Mas o que você…? – O choque entupiu o fluxo de ideias.

O homem urina para cima e o vento faz o líquido cair sobre seu rosto e corpo. Aquele absurdo total termina, ele olha para baixo, para os enfermeiros. Dá duas sacudidas, talvez pensando que as últimas gotas podiam manchar… a roupa? Jackson Nícolas assente com a cabeça, como se dissesse “terminei, já vou descer”.

Eles o seguram com violência, o imobilizam no chão enquanto outros dois homens puxam seu braço e aplicam o sedativo.

— Nos encontramos quando eu acordar? – Ele diz para ela.

Tudo preto.

Quando abre os olhos está preso, amarrado numa cama de hospital. Um quarto branco acolchoado, pé direito duplo, câmeras de segurança nos quatro vértices do teto. Ela está lá, ao seu lado. Em sua camiseta preta, uma ilustração de um “cérebro ” com os dizeres. “Real Brains Have Curves”. Aquela era outra roupa. Era outro dia? Com certeza.

— “Eles” não são feitos de carne.

Ela fica em silêncio enquanto ele parece se acostumar com a claridade, piscando os olhos.

— Camiseta legal – diz ele.

— Obrigado. – Ela responde olhando-a. – Ideia do pessoal do laboratório.

— Você está na mesma linha de pesquisa? – Ele parece sorridente, alegre. Menos nos olhos, tinha aquela coisa nos olhos.

— Da última vez que nos falamos era o que? – Ela pergunta.

— Psicologia comportamental.

— Mas isso faz tempo. Fui para psicobiologia e depois para a neurobio.

— Nossa. Parabéns. São campos… menos… subjetivos, né?

— Podemos dizer que se complementam.

— Certo.

— E você? Ainda no SETI?

— EU PAREÇO ESTAR EM ALGUM LABORATÓRIO PARA VOCÊ SUA PIRANHA?! – Ele explode em fúria enquanto força as amarras.

Ela se assusta, chega para trás. Eles ficam em silêncio por uns instantes. Ele respira ofegante, franze o cenho, mostra os dentes, grita, rosna. Quando os enfermeiros entram no quarto ele recobra totalmente o controle:

— Estou bem… estou bem. Mas se acharem necessário me fazer dormir de novo eu entendo. Talvez devessem fazer isso de um jeito definitivo. – A voz parecia muito triste, desolada, melancólica.

Os enfermeiros param. A enfermeira chefe parece colocar a mão no ouvido, como se prestasse atenção a um ponto eletrônico. Ela impede os brutamontes de o tocarem, olha o paciente e a visitante com desdém e sai.

Eles ficam calados um instante e a dama cria uma certa coragem.

— E que loucura foi aquela?

— Sim!

— O que?

— O que, o que?

— Eu perguntei que loucura foi aquela.

— Tenho certeza de que, o que quer que você esteja se referindo, está se referindo a mim desde que chegou aqui. Então tudo que tenho a dizer é “sim”, o que quer que tenha sido foi loucura, apenas loucura. – E depois continua – e “eles” não são feitos de carne.

— Quem?

Ele pigarreia e ela fica em alerta. Ele cospe bem no meio da cara dela. Mas ela desvia no último instante.

— Você sempre teve a mira ruim.

— É, mas não seria a primeira vez que trocaríamos fluídos. Já fizemos pior ou melhor.

Ela treme, tenta disfarçar, olha apenas com os olhos para câmera no alto.

— Não se preocupe, os homens atrás das câmeras sabem. A essa altura eles já sabem de tudo.  – Ela se afasta para uma posição mais segura. – E sobre mira ruim, há coisas que sei acertar. Eu sei acertar números.

Ela não faz pergunta nenhuma…

— E eles, os invasores, não são feitos de carne.

Cautelosa, arrisca. Talvez seja hora de um teste.

— Que números? – Ela pergunta enquanto ele abre um sorriso largo, contente.

— Na verdade nós somos só a placenta da verdadeira forma de vida que “eles” querem. É como se “eles” se alimentassem, vivessem, se multiplicassem usando cérebros. Mas sabe como é né? Cabeças são coisas falhas, frágeis. “Eles” não podem vir ainda, então “eles” têm agido do outro lado de forma que… que ensinemos as máquinas a pensar. Se você estivesse do outro lado, como eu, saberia… Pedaços de carne que falam, andam, pensam, que se esfregam contra o ar, dentro de outros pedaços de carne, em um tubo ligado a mais outros pedaços de carne chamados de boca, para produzir uma coisa tão simplória quanto isso que a gente chama de língua. Se tivesse visto o outro lado… ia entender.

— “Eles” são invasores? – Ela pergunta enquanto ele peida, e, ao que tudo indicava, fazia mais do que isso nas calças. E então o silêncio. Parecia que quando ela tentava perguntar sobre o que ele estava dizendo, ele não respondia. E que se ela tentasse repetir a estratégia de falar do penúltimo assunto, também não daria mais certo. Talvez a chave seja apenas não ser óbvia. Talvez até aleatória, não seguindo padrão nenhum. E o que seria menos óbvio do que repetir uma estratégia que tinha acabado de dar errado? Então:

— “Eles” são invasores?

— Eu já te disse que sempre amei sua capacidade de compreender o que está ao seu redor?

— J… – Quase responde, mas pensa melhor.

— Números, placenta e invasores? – Ela pergunta fazendo um malabarismo mental enquanto ele fecha os olhos. Ela aguarda algo estranho, mas nada ocorre. Ele apenas continua. Estava dando certo.

— No Experimento Filadélfia, na época da guerra, os militares tentaram fazer um navio inteiro ficar invisível, mas ele sumiu. De verdade. Desapareceu de lá, foi avistado em outro lugar e quando voltou as pessoas estavam com a mente aos pedaços, os corpos aos pedaços e alguns nem voltaram. Talvez eu tenha tentado reproduzir algumas dessas condições no meu laboratório.

Ela pensa um pouco, mas não diz nada. O Silêncio se prolonga absolutamente, um minuto, dois. Mas depois:

— Vou abrir a porta. O cheiro está incomodando bastante. – Levanta-se, abre a porta, a deixa aberta e troca algumas palavras com a enfermeira chefe, que parece não gostar daquilo.

— Perdão Alê, por não conseguir me fazer entender da mesma forma, mas você já parou para pensar no por que de a velocidade da luz ser absoluta?

— Não. – Diz ela soltando o ar que segurava por causa do cheiro. E ele, por sua vez, se rebate com todas as forças na maca. O primeiro impulso dela foi de se afastar, mas ela se levanta, vai até ele e dá um tapa forte na cara. O que o faz parar.

— Está tudo muito bem interligado. – Ele diz após o tapa, como se nada de diferente tivesse ocorrido. – O que a gente pode ver é resultado de uma confluência de infinitas energias que ocorrem do outro lado. Pode-se dizer até que o livre arbítrio, nem é livre, nem arbítrio e que a luz é a velocidade do pensamento dos mais elevados.

Quando ela se preparava para dizer algo ele continua.

— Erasmo de Roterdã nos elogiaria. Enfim, qual a velocidade do pensamento? Bom… a do impulso nervoso, me corrija, ou não… – e ele lhe lançou um olhar muito estranho, algo que, por algum motivo, queria dizer exatamente: “no entanto esteja preparada para as consequências se fizer o óbvio que é o ato de me corrigir. Mesmo assim não precisa ficar com medo, estou muito bem amarrado nessa cama”. Aquela sensação a fez gelar a espinha, mas disfarçou e continuou ouvindo. – Se eu não estiver errado, 400 Km/h. Mas só podemos medir algo se tivermos outro algo para comparar, não é?

— É. – ela respondeu insegura, mas seguir o óbvio, justamente por que deixar de segui-lo o tempo todo seria óbvio demais, funcionara dessa vez.

— Se uma mente não tem como se testar com coisas exteriores, não é racional esperar que ela reconheça sua própria variação. Um espelho não ajuda em nada quando o que se quer examinar são seus dois próprios olhos doentes. É isso que ocorre… a velocidade da luz não é constante, mas, e do outro lado conseguimos ver isso, quando ela desacelera, todo o resto desse lado também, quando ela acelera, o resto também. Salvas em raríssimas ocasiões. Tão raras que “eles” nem se preocuparam de nos isolar… Bom… Nessas ocasiões e na matéria escura que está por toda parte, mas somos cegos para ela. Assim como para “eles”. É como se tudo fosse uma grande mente, partes das energias das estrelas seriam impulsos elétricos e fragmentos de matéria e energia escura são os receptores. E tem os cabos que ligam umas coisas nas outras também. Mas isso é mais complicado.

Um pouco assustada, ela se levanta, vira sua cadeira e se senta de costas para ele. Ele parece aprovar essa reação.

— A chave então é parar as IAs. Todas e de todo tipo. Isso, é claro, se quisermos continuar vivendo. Ia fazer atrasar a vontade deles de vir e nossa espécie podia encontrar outro jeito bobo de se exterminar, mas mais tarde. Não que mereçamos viver de verdade. No fundo somos apenas maquininhas copiadoras de ideias. Somos arremedos de sistemas reprodutores de seres mais elevados, preparando o local para a chegada deles.

“Foi por isso que você explodiu os servidores, e… atirou naquelas pessoas?” Sentiu vontade de perguntar.

— Eu não fiz nada disso. – Disse ele assustando-a, por responder uma pergunta que ela apenas pensou. – Talvez alguém mais tenha feito, ou talvez amanhã, antes de morrer, alguém o faça, mas em proporções globais. Mas não estou preso aqui por isso. Não há nada que me ligue a crime algum. O motivo é outro. Por falar nisso, agora que percebi. Já passou das doze. E, nas quartas-feiras, eu só fico louco até o meio-dia. Acho que podemos agir normalmente, isto é, se as vozes da esquizofrenia de quarta a tarde não gritarem alto demais.

Ela, vagarosamente, se levanta, vira a cadeira, está de frente agora. Parece estar tudo bem, então arrisca:

— Você entende que…

— Que nada disso faz sentido? Claro… – Ele olha as câmeras ao redor. – Mesmo assim, quantos presidentes você acha que estão nos assistindo agora? Eu acho que são uns cinco, e dos grandes: EUA, Rússia, Alemanha, Japão e Wakanda.

—  “Wakanda”? – Ela pergunta ainda com medo, reticente.

— Foi só uma piada. – Ele responde. – Mas o motivo de eu estar aqui de verdade são números. Você lembra que eu os memorizo bem, não é?

— Sim. – Diz ela com cautela, mas aprendendo a se soltar.

— Lá não existe isso de passado e futuro, mas eu não consegui ver muito longe, só olhei em algumas direções e decorei os números dos cem sorteios desde que… – Ele para sem dizer nada. Uns instantes de silêncio.

— Desde? – Ela parecia fazer um esforço consciente para agir normalmente com ele, sem esperar uma reação estranha.

— Quando acordei, no laboratório, eu anotei umas sequências de números em um papel. Um montão delas. Sabe quando você sonha e se não anotar rápido você esquece?

— Sei.

— Pois é. Estava anotando uns números, umas contas. Até que senti uma coisa quente escorrer do meu rosto. Achei que era suor até ver a gota de sangue cair e manchar o papel. Fui no espelho e tinha uma barra de ferro atravessada daqui até aqui. – Ele aponta com os olhos e ela vê a marca dos pontos, já retirados. Os cortes pareciam recentes, mas bem cicatrizados e estavam na parte da frente da testa. Pareciam ser em um local não fatal do cérebro, se aquilo fosse verdade.

— E o que tinha nesses números?

O homem ri:

— O resultado das próximas loterias. Acho que quando desmaiei, antes da cirurgia para retirar a barra, devia estar na minha mão. Algum médico ou enfermeiro deve ter visto, ligado os pontos depois de um tempo e cometido a estupidez de ganhar mais de um prêmio seguido, ou dar os números para pessoas conhecidas.

— Entendo. Você disse que no experimento do navio, alguns não voltaram, por quê?

— Eu não sei. Não pude ver tudo, e ainda que pudesse, quando decaísse não ia caber tudo aqui nessa cabeça de carne.

— Preciso perguntar? – Diz ela testando outro algo.

— “Não”. – Diz ele sem mexer os lábios, assustando-a, sabendo o que ela tenta fazer. – Não precisa. Eu disse decaimento por que é como se lá eu fosse radioativo, como se precisasse voltar ao chumbo. Eu perdi energia e voltei para o estado menos organizado. Foi assim que voltei. Só precisei fazer força para cair no lugar correto. Mas errei por pouco, por isso a barra na cabeça quando voltei.

Ela fica parada, pensa por uns instantes.

— Entendo, mas ainda me resta uma dúvida. Aquilo na árvore, tinha uma razão?

Hoc est simplicissimum, eu sou louco. – Ele ri um pouco.

Ela olha para ele com desdém:

— Até os loucos tem seus motivos, mesmo que tolos. – Explica ela, insatisfeita com a resposta.

— Bom, você está certa. Olhando na direção correta, ou errada, tudo e todos, tem razão. Mas nesse caso não dá para falar. Isto é, se meus outros eus que sabem o resto da história não estivessem dormindo. – Ele fica com um olhar distante. – É estranho ter essa consciência, ver a guerra eterna de todos os seus eus lutando pelo “controle”. – Sacode a cabeça com violência, como se quisesse afastar pensamentos – Mas estou divagando. Enfim, eu contaria a você, se não fosse pelos presidentes ouvindo.

— Obrigado pela confiança. – Ela sussurrou se inclinando, sorrindo e olhando para as câmeras.

— Não é confiança – disse sério – amanhã você já vai estar morta mesmo. – Dá um sorriso largo. – Parabéns.

De fora do quarto dele ela é acompanhada por alguém que se diz o diretor da clínica.

— Obrigado por ter vindo. Achamos que sua visita foi de grande valia. Ele foi achado no laboratório, algo explodiu, prejudicou a cabeça dele. Não se preocupe com nada do que ele disse.

Ela sai olhando para uma a TV na sala de espera. Na tela o último número da loteria era sorteado: 22. Ali estavam, todos eles, toda aquela sequência. Eram todos os números que ele disse para ela enquanto piscava em Código Morse, repetidamente, assim que acordara. Os números da loteria, ele tinha lhe dado os números da loteria antes de serem sorteados.

O diretor se afasta de costas e ela consegue, com medo, ver dentro da cabeça dele: “Algo nas câmeras? O que? Enquanto piscava? Certo, vigiem-na. Vamos preparar a operação para amanhã”.

 

Em choque, pensativa, ela entra em seu carro, dá a partida e assim que sai dos muros ele surge, no banco de trás. Não se preocupe, não é hoje que você morre. Talvez nem amanhã. O alarme do lugar é acionado, sirenes são ouvidas. Ele olha para trás, pelo vidro.

— Eu dei uma forcinha para um dos enfermeiros desenvolver hipocondria. Tiveram de me amarrar na maca sem me dar banho antes. Ele fez um trabalho mal feito. Você deixou a porta aberta, tornou aquilo uma situação usual para quem visse de fora. Agora vamos, temos um hacker para encontrar.

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Sobre Fabio Baptista

64 comentários em “Eles Não São Feitos de Carne (Don Ferreira)

  1. Dônovan Ferreira Rodrigues
    14 de outubro de 2018

    Agora que acabou… me sinto mais liberto pra comentar e responder.

  2. Alessandro Diniz
    13 de outubro de 2018

    Oi, Ezequiel! Muito bom seu conto! Gostei muito! O modo como você escreve é simples e direto. Achei muito legais as ideias que você usou, a referência à experiência do navio (gostei muito de lembrar. Alguns dos soldados tiveram seus corpos fundidos ao navio), a ideia de multiverso com outras de nós, etc. O texto é bem escrito e seu domínio do português é ótimo. Não encontrei erros, apenas uma vírgula faltando aqui e ali. O texto flui muito bem. É bem coeso e segue contínuo, sem transições. Muito bom mesmo! Parabéns!

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      14 de outubro de 2018

      Obrigado. prestarei mais atenção às vírgulas, inclusive. XD
      Sobre as referências… não teve como não flar dela, essa história dói no peito de tanto mistério até hoje. XD.
      Obrigado pelos elogios com relação ao português. XD
      E obrigado sobre ser coeso e fluído.
      Agora é tentar pegar todas essas boas coisas e aprender a juntar elas com coisas melhores ainda. Muito obrigado.
      S2 ^^

  3. Fil Felix
    13 de outubro de 2018

    Bom dia! O estilo da narrativa me lembrou histórias como Hannibal (a policial e o canibal) e Alice no País das Maravilhas (Alice e o Gato), nessa pegada de diálogo onde um quer entrar na mente do outro, permeado pela loucura. A história alienígena fica de pano de fundo, servindo como uma espécie de paranoia ou conspiração governamental. Um conto interessante, mas acho que ficou um pouco vago em alguns momentos.

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      14 de outubro de 2018

      Relendo depois de um tempo (devia ter feito isso… reli muito em cima… na minha mente ficou fácil entender… devia ter esquecido esse conto uns dias) concordo plenamente com vc… quem sabe eu não melhoro ele agora.
      Obrigado pelo feedback.
      Paz. ^^

  4. Daniel Reis
    12 de outubro de 2018

    Prezado Autor: inicialmente, esclareço que, neste Desafio, dividi a análise em duas etapas – primeira e segunda (ou até terceira e quarta) leitura, com um certo espaçamento. Vamos às impressões:

    PRIMEIRA LEITURA: um texto repleto de referências eruditas, apesar da narrativa fragmentada e dos diálogos com excesso de informação. Esse é meu grilo com Ficção Científica: cada vez que os personagens conversam, tem que explicar um montão de coisas daquele universo imaginário. E que, quando a gente não se conecta, passam batido.

    LEITURAS ADICIONAIS: na segunda leitura, o que mais me chamou a atenção foi o final em aberto, como se continuasse no próximo capítulo. E a inconstância dos protagonistas. Sinto muito, não é meu estilo de leitura.

    Desejo a você, e a todos os participantes, sucesso no desafio e em seus futuros projetos literários!

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      14 de outubro de 2018

      Obrigado pelo feedback… prestarei mais atenção sobre as referências pra tentar não ser “o erudito” do rolê. XD
      Sobre esse final ser aberto… isso foi bom ou ruim?
      Obrigado novamente e até a próxima.

  5. Marco Saraiva
    12 de outubro de 2018

    O início do conto é difícil de ler por causa da naturalidade da loucura que você descreve. Tudo muito cru e visceral. Os discursos do personagem não fazem sentido e, mesmo sabendo que ele era um louco, a leitura fica um tanto incômoda.

    Mas depois o conto pega ritmo, é claro, já que ele perde a esquizofrenia dele (ou seriam vários “ele” dentro dele mesmo?). O problema é que parte da explicação do background do conto está no meio da loucura de Jackson então tive que voltar para reler e tentar pescar o que fazia sentido no meio das frases sem nexo.

    Seu estilo é bem trabalhado e direto. Simples, mas que mantém o leitor preso e curioso. Não perde tempo com besteiras nem se demora demais no que não é necessário.

    Foi uma pena o final não ser mesmo uma conclusão, tornando o conto inteiro uma óbvia introdução a algo muito maior. Isso é um erro comum, mas que acredito que deva sempre ser evitado. Um conto PRECISA de uma conclusão, especialmente por que o leitor sabe que nunca mais lerá nada daquele universo.

    Resumindo: um conto um pouco fatigante no início mas que engrena no meio, com uma escrita muito boa e um final que deixou um pouco a desejar.

    PS: estou escrevendo do celular então perdão se meu comentário não for muito completo. É difícil tomar notas e escrever nisso aqui, rsrsrsrs

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      14 de outubro de 2018

      Sem problemas sobre o comentário. Eu que agradeço DEMAIS seu feedback. Ficarei mais atento e obrigado pelo acréscimo.
      Paz. ^^

  6. Bruna Francielle
    12 de outubro de 2018

    Bem, eu gostei da sua história, principalmente por ela não ser óbvia nem complexa demais, tornando-a diferente e acessível.
    Pelo que entendi do final, o tempo todo o cara estava fingindo ser louco, como quando subiu na árvore. Teria sido um teatro pra enganar os funcionários do local. Depois ele conseguiu escapar do manicômio para concluir seu plano de salvação da humanidade.
    Um dos fortes do conto são as descrições a cada diálogo, não só dos dois que estavam conversando, mas da movimentação de enfermeiros e diretor ao redor, que auxiliaram na ambientação.
    Outro ponto forte foi a forma não óbvia como o tema do desafio foi incluído na história. Nada de clichês por aqui,
    Parabéns

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      14 de outubro de 2018

      Nossa. Sua opinião é uma surpresa até para mim. Que bom que não achou conto difícil demais. Agora que passou todo o rolê acho que compensa dar um background de mim… Eu sou biólogo e iniciei um mestrado em genética e biologia molecular… por isso, sem ver e sem me atentar para o público alvo, acho que peguei pesadíssimo no entrelaçar das ideias e na “hard science”. Relendo depois eu percebi tudo isso. Eu queria que realmente não fosse “simples acompanhar” (pq… bom… o cara é louco, né?) mas acho que pesei a mão. Que bom que curtiu, dama… que bom de verdade. Fico feliz que tenha feito você passar alguns momentos agradáveis com essa escrita.
      Sobre os diálogos… nossa… não sei se fiz isso bem, mas o que mais me incomoda em uma obra são os diálogos. Se eles não parecem fluir reais, isso anula minha suspensão de descrença NA HORA. Obrigado, também , por notar as mudanças sutis no comportamento dos que estavam ao redor. Elas, aos pouquinhos, constroem a saída dele.
      E por ultimo… sim eu tentei não ser óbvio msm, mas acho que há uma linha tênue entre não ser óbvio e ser esquisito. Rsrsr.
      Obrigado de verdade e até a próxima.
      ^^

  7. angst447
    12 de outubro de 2018

    Olá, autor, tudo bem?
    Um conto que desafia a inteligência do leitor. E acho que perdi este desafio. 😦
    A narrativa parece-me muito bem estruturada, os diálogos agilizam a leitura, o ritmo dos acontecimentos é constante. Tudo parece ter sido bem orquestrado pelo autor para levar a uma descoberta final. No entanto, fiquei bem confusa quanto ao que o protagonista estava se referindo – hacker? Um ataque alienígena? Gostaria muito se pudesse me esclarecer o final. Mas gostei bastante do desfecho com a fuga do louquinho e a insinuação de uma aventura por vir.
    Boa sorte!

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      14 de outubro de 2018

      Olá leitora… pesei a mão, né? Ficou meio hard demais a loucura… Kkkk. Fui notar isso só bem depois de ter escrito e lendo os comentários. Rrsrsrs
      Enfim… não perdeu nada moça. É obrigação do escritor, se fazer entender e não o contrário (pelo menos pra mim). Sobre as estrutura, que bom que conseguiu abstrair a dificuldade e observar a estrutura… e ainda gostar dela. Isso denota uma capacidade foda. As vezes quando uma coisa nos desagrada é difícil ver o lado bom.
      Digo o mesmo sobre a observação dos diálogos… massa que conseguiu achar bom. Não sei se consigo escrever eles bem de verdade, mas a conversa entre dois seres sempre me soa como a coisa mais importante de um texto… um dia eu aprendo a fazer eles bem feitos DE VERDADE.
      Tá… tem gente que não gosta de explicar o que escreve mas eu… quem sou eu pra não responder uma pergunta feita diretamente… explico sim essa doidera que saiu da minha cabeça:

      – Tá… partamos do pressuposto de ele foi mesmo a essa outra dimensão… o que ele viu?
      — Ele viu que os aliens não eram feitos de carne e sim de informação e o que é a mente humana senão apenas um reprodutor de informação? Uma forma de eles se reproduzirem? Mas a mente humana ainda é muito falha e ineficiente nisso, então, agindo nas sombras eles introduziram, no decorrer da história, nossa capacidade de produzir computadores e IAs. Assim que tais inteligências artificiais alcançassem certa capacidade a humanidade poderia e seria descartada pelos (“eles”) aliens dessa outra dimensão. O que o protagonista queria era apenas atrasar o processo. Por isso ele precisava de um hacker, para hackeá-los e/ou destruí-los, atrasando o processo de evolução de IAs e assim dando mais sobrevida á humanidade.

      Bom, acho que é isso. Espero ter explicado algo.
      Paz, luz e muito obrigado pelo feedback.

  8. Miquéias Dell'Orti
    8 de outubro de 2018

    Oi,

    Olha… gostei bastante desse conto. Tem um escrita direta, o que deixa a leitura mais ágil, e tem uma trama que podia cair muito bem num clichê, mas que, graças ao autor, não perde força em momento algum, pelo menos pra mim.

    No início a coisa parece bem maluca e nonsense (confusa, até) mas depois ela toma um rumo e vai se fechando em algo coerente, nos relevando o que realmente está acontecendo no meio daquela doideira.

    Curti principalmente os diálogos. A forma como ela se inicia, totalmente sem coerência, mas mostrando aos poucos qual o motivo de tudo aquilo. Ficou muito bem, mesmo.

    Também gostei do final aberto, com aquele toque de “quero saber o que acontece depois”. Um bom preparo para um continuação.

    Parabéns pelo trabalho!

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      14 de outubro de 2018

      Opa… muito obrigado.
      Que bom, de verdade, que curtiu, principalmente os diálogos, não sei se estou no caminho certo, mas me preocupo com eles. XD
      Obrigado pelo incentivo e buscarei melhorar.

  9. Amanda Gomez
    8 de outubro de 2018

    Olá,

    Um texto confuso… Quase em sua totalidade se trata de uma divagação, acho que o uso de diálogos para expor toda a história por trás do louco não foi muito feliz . Ficou sem profundidade e confesso que entendi pouco sobre o que ele estava falando. Não entendi o propósito. A personagem também tem pouco carisma, estava ali apenas pra ser ouvinte, tanto do personagem quanto do autor.

    A escrita é boa, achei algumas descrições inseguras, mas foram ok. Por não ter me apegado a história ou o personagem a leitura não foi tão incrível pra mim, mas ainda assim o parabenizo pelo trabalho.

    Boa sorte no desafio.

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      14 de outubro de 2018

      Sim… uma divagação meio doida. Muito obrigado pelo feedback.
      Prestarei mais atenção aos personagens “orelha”.
      Obrigado.
      Paz.

  10. Emanuel Maurin
    7 de outubro de 2018

    Gostei de seu conto, me perdi um pouco no começo, mas depois a história foi me envolvendo. Muita ação e loucura, misturado a frases inteligentes, o final foi surpreendente.

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      14 de outubro de 2018

      Eita… melhor resumo EVER.
      Muito obrigado pelo feedback. XD

  11. Dônovan Ferreira Rodrigues
    7 de outubro de 2018

    Olá, autor.

    Bom, trabalhar com protagonistas excêntricos tem seu apelo e eu curti a escolha. Acho que curti muito também não apenas o fato de mostrar que ele é louco, mas a forma de escrever faz pensar que estamos conversando com ele, com dificuldade. Como… se estivéssemos na sala também? Se foi a intenção, parabéns, eu acho. XD. Estou um pouco confuso. Tipo quando assisti Donnie Darko.

    Bom, vamos lá, agora mais sério. Se a intenção do texto era mesmo deixar a coisa um pouco doidinha demais não há o que dizer. O objetivo foi alcançado e, numa segunda leitura tudo fica um pouco mais claro, talvez em uma terceira fique mais claro ainda e mais camadas surjam, mas como talvez eu não seja exatamente o público alvo, (não curti muito Donnie Darko) fiquei na segundo leitura mesmo e confesso que a coisa melhora.

    Sobre os diálogos, achei os eles críveis. Isso foi nice.

    Gostei das referências à parada Filadélfia lá (gosto quando uma história coloca um pé na realidade, dá mais imersão).

    Algumas anotações:

    “Aquele absurdo total termina, ele olha para baixo, para os enfermeiros. Dá duas sacudidas, talvez pensando que as últimas gotas podiam manchar… a roupa?” Umas gotas (pun intended XD) de humor. Nice.

    “Ela está lá, ao seu lado. Em sua camiseta preta, uma ilustração de um “cérebro ” com os dizeres. “Real Brains Have Curves” que nice cara XD. Outra gotinha de humor.

    “— Erasmo de Roterdã nos elogiaria. Enfim, qual a velocidade do pensamento? Bom… a do impulso nervoso, me corrija, ou não… – e ele lhe lançou um olhar muito estranho, algo que, por algum motivo, queria dizer exatamente: “no entanto esteja preparada para as consequências se fizer o óbvio que é o ato de me corrigir. Mesmo assim não precisa ficar com medo, estou muito bem amarrado nessa cama”. Aquela sensação a fez gelar a espinha, mas disfarçou e continuou ouvindo. – Se eu não estiver errado, 400 Km/h. Mas só podemos medir algo se tivermos outro algo para comparar, não é?”.
    Alguns pontos:

    1 – Em geral eu diria que essa referência do Erasmo talvez, veja bem, apenas talvez, estivesse sobrando. Mas com um personagem louco desses, acho que fica factível sim.

    2 – No começo achei meio estranho ele dizer tudo isso com um olhar, mas… depois, relendo, eu saquei o que estava acontecendo. E talvez essa seja a possível fragilidade. Quem sabe se o texto fosse dito de uma forma mais simples, ficasse mais fácil de acompanhar. Ou talvez a onda não seja ficar “fácil” de acompanhar, não é? Cada autor com sua obra. ^^

    “— Se uma mente não tem como se testar com coisas exteriores, não é racional esperar que ela reconheça sua própria variação”. Nice. Tipo… não dá pra se auto-diagnosticar.

    “— Que nada disso faz sentido? Claro…” curti o autor reconhecer a falta de sentido. Falar do texto sem forçar a barra dele. pareceu nice. Parabéns.

    “– Ele olha as câmeras ao redor. – Mesmo assim, quantos presidentes você acha que estão nos assistindo agora? Eu acho que são uns cinco, e dos grandes: EUA, Rússia, Alemanha, Japão e Wakanda”. Opa, saca só. Na minha opinião, que é só uma opinião, talvez usar referências atuais demais deixe o texto menos universal e perene. Ele fica meio datado. Mas… posso estar enganado, não é?

    “Hoc est simplicissimum, eu sou louco.” Rá, que nice, Cem Anos de Solidão, justamente a parte do louco. Legal cara. Legal de verdade.

    “se meus outros eus que sabem o resto da história não estivessem dormindo. Ele fica com um olhar distante. – É estranho ter essa consciência, ver a guerra eterna de todos os seus eus lutando pelo “controle”. Caralho mano, acho que… entendi a ideia. E, se for isso, legal o jeito de apresentar ela assim tão rápido e com poucas palavras. Tipo… como se a consciência fosse a eterna luta de vocalistas pelo microfone… referência à Divertidamente?

    “— Não é confiança – disse sério – amanhã você já vai estar morta mesmo. – Dá um sorriso largo. – Parabéns.” Porrã… curti essa. E ainda parabeniza. Muito doido.

    “22” – O número do louco. Boa…

    “— Eu dei uma forcinha para um dos enfermeiros desenvolver hipocondria.” isso aqui me lembrou “O Silêncio dos Inocentes”, mas acho que, talvez, quem sabe, mesmo que eu não tivesse visto o filme, seria factível devido a esse “poder”(?) da mente dele. Acho legal isso. Quem pega a referência mergulha, quem não pega surfa, os dois se divertem. Camadas.

    “Tiveram de me amarrar na maca sem me dar banho antes. Ele fez um trabalho mal feito. Você deixou a porta aberta, tornou aquilo uma situação usual para quem visse de fora. Agora vamos, temos um hacker para encontrar” Hm… final legal, não termina clássico como um conto e um plot twist, mas legal. Ele planejando a parada toda, como se visse mesmo o futuro.

    Assim, esse conto é muito doido cara. Muito doido mesmo. Parece ser uma daquelas coisas feitas em camadas, embora eu ache que nenhuma delas seja acessível pra mim. Talvez passe do nível aceitável, talvez não, depende do seu público alvo. Mas eu curti o Nic, e a trama parece ser maior do que isso… parece que a história chama mais. Talvez, apenas talvez, se a coisa for revista mais vezes. Não sei se teve algum leitor beta, mas se pá, acho que ajudaria. Tenho certeza de que na sua cabeça tudo isso faz todo sentido (talvez não, talvez você seja o Nic, rsrsrs…) mas, como disse em outro conto, o difícil não é imaginar a história, o difícil é colocar ela no papel para que suba para mente do leitor com a mesma beleza que quisemos pintá-la.

    Bom. É isso.
    Paz.

  12. Fabio D'Oliveira
    6 de outubro de 2018

    Acho justo esclarecer como avalio cada texto. Eu tento enxergar a essência do escritor e de sua escrita. Eu tento sentir o que o escritor sentia ao escrever. Eu tento entender a mensagem do conto. Eu tento mergulhar naquela história que o autor quis passar. Apenas ler o que está ali, apreciar o que foi oferecido, procurar entrar na história. Assim como todo bom leitor. Mas mantenho a atenção e meu sentido crítico. Então, já peço desculpas por qualquer coisa que fale que te cause alguma dor. Um texto que criamos é como um filho.

    – O que vi: Nota-se, logo no início, que o autor é um pouco inexperiente. Ou está estagnado em alguns erros e manias de escrita. Vai saber, né? Muitas frases foram construídas de forma precária, ruim, dificultando o completo entendimento delas na primeira lida. Isso deixou a leitura um pouco travada. O autor troca o tempo verbal toda hora. Por vezes, está escrevendo no presente, em outros momentos, está escrevendo no passado. Isso é uma falha grosseira. O ritmo do conto não pausa, mesmo nas mudanças de cenas, e isso dificulta uma localização tranquila por parte do leitor. Quando Nic desperta, por exemplo, tive que parar pra pensar se era outro dia mesmo ou não. Uma coisa é parar pra refletir uma ideia, outra coisa é parar pra pensar sobre o que está acontecendo de fato. O autor tem potencial, pois parece escrever com paixão. Com mais prática, poderá escrever bem e rir desse texto no futuro. Eu tenho alguns que dou risada até hoje, hahaha. Penso: “O que passava na minha cabeça pra achar que isso é bom?”.

    – O que senti: Além da confusão causada pela escrita imatura, fiquei muito incomodado com a “loucura” de Nic. Ficou forçado demais. Não há realismo nesta loucura. Nem um pouco. Entre lapsos de sanidade e insanidade, ele faz coisas sem sentido e, acredite, toda loucura tem um sentido, por menos que seja. Acredite nisso e nas palavras de um estudante de Psicologia. Para encontrar um ponto de equilíbrio na loucura do Nic, seria necessário estabelecer com objetividade o que causou isso nele, expor no texto e fundamentar suas ações nisso. O conto também sofre com a “Síndrome do Gigante Pequeno”. Uma história de grandes proporções num corpo textual diminuto. Existem muitas subtramas e coisas que ainda iriam acontecer, e isso, num conto que deveria ser redondo (não precisa ter final fechado, mas precisa funcionar sozinho e por conta própria), é ruim. Antes de escrever um conto para um desafio ou concurso com determinadas limitações, pergunte-se: dá pra realmente contar tudo que preciso?

    – O que entendi: Um louco que não é tão louco. E uma amante que insiste em visitá-lo. Nessas visitas, ela aprende um pouco mais sobre sua loucura e a causa dela. E se envolve numa conspiração alienígena. No final, os dois partem em busca de uma solução para salvar a humanidade. Por um tempo, claro. A ideia não é original. Sua execução é bem precária. Não posso falar que gostei do conto, mas também não detestei. Só posso afirmar que a leitura não foi muito agradável, hahaha. A história é muito grande para esse conto pequeno e não se sustenta sozinho. É um trecho de uma aventura muito maior. Em alguns momentos, o autor parece mais preocupado em inserir ideias aleatórias, dignas de um papo de boteco, do que seguir uma linha de raciocínio única e sólida. Não é um conto bom. Ele é ruim, da forma como está. Isso acontece. Escrevemos coisas boas e ruins. Alguns, tecnicamente falando, sempre escreverão bem, mas sempre terão seus contos ruins, de qualquer forma. Não desista e continue escrevendo.

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      14 de outubro de 2018

      Muitíssimo obrigado pelo feedback. Seguirei olhando os pontos destacados e melhorarei. Obrigado também pelas palavras de incentivo.
      A história é maior do que o conto mesmo, a coisa é meio louca demais e os tempos verbais… MEO DEOS. rsrsr.
      Enfim… obrigado e seguirei melhorando.

  13. Priscila Pereira
    5 de outubro de 2018

    Olá Ezequiel, eu não gostei muito do seu conto… sabe por quê? Porque ele fez eu me sentir burra… poxa cara, não entendi nada… Aí fui ver os comentários dos coleguinhas e vi que muitos não entenderam também, aí me senti melhor.. kkkk
    Bem , brincadeiras a parte, eu gosto muito do tema da loucura, hospícios e tal, mas aqui pareceu tudo jogado sem lógica. Ficou muito louco mesmo. Vê se o que eu entendi tá certo…
    Uma moça, amiga ou ex colega de trabalho, vai visitar um cara que está no hospício porque explodiu o laboratório e atirou nos colegas (?).
    Ela precisa arrancar algumas informações dele, aí ele conta que somos só a placenta de uma grande civilização e que ele de alguma forma foi parar nessa dimensão ou planta, sei lá, aí lá ele viu muitas coisas, inclusive os números da loteria… que ele passa pra ela em piscadas em código morse. Aí o governo (?) descobre e quer matar ela, quando ela sai do hospício o cara louco conseguiu sair tb e está no carro dela. Bem,… foi tudo o que consegui entender… me desculpe a ignorância, se havia mais para entender, por favor me explique.
    Boa sorte!
    Até mais!

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      14 de outubro de 2018

      Kkkkk
      Muito doido, né? Pesei a mão no absurdo. Rsrsr
      Enfim… mais ou menos isso mesmo.
      Ele “vai” pra outra dimensão,
      Tem essa epifania sobre os aliens serem feitos de informação e não de matéria.
      Nessa outra dimensão ele vê o futuro e vê que a humanidade está fadada a ser extinta.
      Mesmo sendo meio misantropo ele decide que salvar a humanidade é uma boa coisa a se fazer… (uma das contradições, aliás de um personagem louco).
      Sua ex vai visitá-lo e ele conta o que viu a ela, mas só o necessário para que, seguindo um fluxo exato de atos e palavras, ele consiga fugir.
      Foge com intenção de destruir as IAs que estão sendo criadas, pois sem essas inteligências artificiais, inspiradas pelos aliens, a mente humana continuaria sendo a forma melhor forma de reproduzir informação, ou seja, continuaríamos sendo úteis para eles.
      Acho que é isso… Obrigado pelo feedback e vou tentar melhorar.
      Paz. ^^

  14. Jorge Santos
    3 de outubro de 2018

    Neste conto, são abordados temas científicos sob a forma de teorias da conspiração. O leitor nunca sabe as respostas, apenas um conjunto de perguntas e teorias. O final fica em aberto, com o leitor à espera de uma continuação, ou talvez não. O texto nunca chega a gerar massa crítica ou tensão suficiente para provocar no leitor a ansiedade necessária para procurar o desfecho, e é essa a grande fragilidade do texto.

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      14 de outubro de 2018

      Tem toda razão. Muito obrigado pelo feedback.
      Tentarei melhorar e espero receber um parecer mais favorável da próxima vez.
      Obrigado.

  15. José Geraldo Gouvêa
    29 de setembro de 2018

    De todos os contos que li no desafio até agora este foi o único que não teve nenhum erro óbvio que me fez parar durante a leitura, é o que apresenta a história mais bem estruturada, revelando maturidade do autor. O início pareceu-me um pouco arrastado, mas, em uma segunda leitura, percebi que isso foi por eu ter lido já com um pouco de sono em um sábado à noite, no rescaldo do #EleNão. A verdade é que o conto engrena depois de alguns parágrafos e enfeitiça completamente o leitor que gosta do gênero. Não há neste texto sobra alguma. Tudo está perfeito, em minha opinião, e este conto merece notas mais altas que o meu, inclusive. Embora eu tenha vindo para ganhar desta vez (ao contŕario de todas as outras), tenho a humildade de reconhecer que perder para um conto deste naipe não me deixará triste. Triste eu fico se perder para um conto ruim.

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      14 de outubro de 2018

      Muito obrigado, de verdade.
      E continuarei melhorando para sempre passar essa impressão de um bom conto.

  16. Paula Giannini
    24 de setembro de 2018

    Olá autor(a),

    Tudo bem?

    Seu texto aposta em uma trama fantástica que, de alguma forma, me remeteu ao filme Efeito Borboleta.

    Aqui, claramente, temos um(a) autor(a) com o dom de contar histórias e, mais ainda, histórias para jovens, cheias de aventuras e ação.

    É interessante notar a mescla de loucura, teorias da conspiração, espionagem, viagem no tempo e extraterrestres. Do modo como o autor desenvolve a narrativa, embora exponha a loucura do personagem em situações diversas, deixa aberto à imaginação do leitor a decisão de até que ponto o protagonista é louco, enlouqueceu com todo o processo pelo qual passou ao longo dos anos ou está fingindo. Esse, para mim, é o ponto alto da trama.

    O fato de ele acertar nos números finais, talvez, e apenas talvez, defina o questionamento acima. Ele estaria apenas fingindo loucura. Entretanto, uma mentira contada muitas vezes, pode se transformar em uma verdade e, dessa forma, talvez este tenha sido um jeito de o autor tratar o personagem como um gênio-louco e assumido.

    Parabéns por escrever.

    Beijos e boa sorte no desafio.

    Paula Giannini

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      14 de outubro de 2018

      Muito obrigado, dama.
      Continuarei tentando e que obrigado pelo feedback e observações.
      Paz.

  17. Fabio Baptista
    21 de setembro de 2018

    “E, nas quartas-feiras, eu só fico louco até o meio-dia”. Pra mim essa foi a melhor frase do conto e, infelizmente, uma das poucas coisas que gostei.

    Tudo bem, entendo que provavelmente a intenção do(a) autor(a) foi mergulhar o leitor na loucura. Esse objetivo foi atingido com sucesso, sem dúvida. Mas uma coisa é deixar dúvidas sobre o que é real e o que é delírio dentro de uma narrativa estruturada onde o leitor tenha onde se apoiar. Outra é deixar o leitor no escuro, tentando encontrar alguma lógica para seguir. A loucura ficou mais com cara de confusão, dificultando muito o acompanhamento da história.

    Certas particularidades no modo de contar também contribuíram para deixar as coisas ainda mais nebulosas. A começar pela narração no presente, que sempre, ou quase sempre, causa confusão de tempos verbais e traz um ar de estranheza. Não é errado, mas exige um tempo de assimilação e se não for muito bem aplicado, vai mais atrapalhar do que ajudar. A marcação dos diálogos também não ajudou. Por exemplo:

    — Para falar a verdade, você não acha o lugar calmo demais? – O amigo não responde.

    Esse “o amigo não responde” deveria estar em outra linha, ou então ser algo tipo: “ela pergunta, mas o amigo não não responde”. Essas sentenças pós-diálogo em geral não apontavam o autor da fala e me perdi várias vezes.

    Alguns dos assuntos foram interessantes, fui até pesquisar sobre o experimento Filadélfia, por exemplo. E essas discussões sobre matéria escura, velocidades, etc. me agradam bastante, mas aqui apareceram apenas de relance, assim como a presença do tema do desafio. Talvez tudo isso que senti falta esteja aí, mas não fui capaz de entender.

    De qualquer forma, desculpe pela minha chatice, mas realmente não curti.

    Abraço!

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      14 de outubro de 2018

      Olar.
      Muitíssimo obrigado pelo parecer. Eu os levarei em conta nas minhas próximas escritas e espero conseguir melhorar em breve. Talvez até para o próximo desafio.
      Paz. ^^

  18. Fheluany Nogueira
    20 de setembro de 2018

    O conto me lembrou “O Alienista”, de Machado de Assis, com análises do comportamento humano (e alienígena?), por mostrar com ironia a fronteira da loucura e normalidade e por montar uma caricatura da tirania da ciência que deixa o leitor baralhado.

    Toda essa reflexão, mais o envolvimento com doido tão cativante e a extensão dos diálogos fizeram-me acreditar que o tema do Desafio foi abandonado. O ambiente da narrativa está bem construído e o protagonista muito bem trabalhado, mas não entendi bem o papel da mulher. Era uma visita? O desfecho, também ficou meio nebuloso e os deslizes com tempos verbais incomodaram um pouco.

    No todo, é um bom trabalho! Parabéns pela participação. Abraço.

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      14 de outubro de 2018

      Obrigado pelo feedback, pessoa.
      Espero poder melhorar para uma próxima.
      Paz.

  19. Victor O. de Faria
    20 de setembro de 2018

    ET (Enredo, Texto)
    E: Alienígenas etéreos, de outra dimensão, abordados de uma forma bem diferente do usual. Enredo interessantíssimo, mas com um final confuso. A tensão cresce e a “loucura com motivo” instiga a leitura. Um suspense muito bom, com partes escatológicas um tanto desnecessárias, com toques de física quântica e “bobagens” técnicas para dar cabo da verossimilhança. Gostei bastante, mas não entendi se o oficial perto do fim era um “deles”, pois conseguiu ouvir seus pensamentos, ou foi ela que adquiriu consciência de si mesma. Isso não ficou bem claro. Já o “jump” do personagem principal saiu um pouco do escopo realista em que o texto estava se direcionando. Termina bem, mas ainda pairam muitas dúvidas no ar.
    T: Bem escrito, com uma ou outra coisinha sem revisão, pois o texto se inicia no presente e termina no tempo verbal passado.

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      14 de outubro de 2018

      Olá…
      Em primeiro lugar…
      “A tensão cresce e a “loucura com motivo” instiga a leitura. Um suspense muito bom, com partes escatológicas um tanto desnecessárias, com toques de física quântica e “bobagens” técnicas para dar cabo da verossimilhança.” Se… possível for… e não der canseira procurar… is ser legal eu saber os exemplos de onde isso acontece pra não repetir mais o erro. Desculpe o incômodo e obrigado.

      De resto:
      Ela acaba conseguindo ler mentes também… ou é infectada pela loucura dele que o faz achar que lê… não sei a verdade ainda.

      E prestarei mais atenção aos tempos. Muito obrigado pelo feedback.^^
      Paz.

  20. Wilson Barros
    18 de setembro de 2018

    Há frases muito bem elaboradas, “Talvez devessem fazer isso de um jeito definitivo” ou “Erasmo de Roterdã nos elogiaria”. Todo um clima de “Lost”, com números de loteria, viagens no tempo, universos paralelos, experiências científicas… IA e o Matrix também estão misturados, causando um bom efeito. Gostei quando o louco se finge de mais louco ainda e menciona Wakanda, a nação africana do Pantera Negra. Por falar nisso, uma aluno recentemente fez uma professora de boba, apresentando um trabalho sobre “As disputas do poder em Wakanda”, levando-a a crer que o país realmente existia http://www.leiaja.com/cultura/2018/06/06/aluno-engana-professora-e-faz-apresentacao-sobre-wakanda/
    . As menções à matéria escura e à física quântica remetem ao excelente livro do “Blake crouch” e do Michio Kaku. O estilo é daqueles bem explicado e claro, que prima também pela correção. Resumindo, um conto bem instigante e agradável de ler. Sugestão: “Envoltos às àrvores”, é isso mesmo?

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      14 de outubro de 2018

      Obrigado. Que bom que pude tornar sua experiência legal com esse conto.
      Sobre “envoltos às árvores” está errado? XD

  21. Rafael Penha
    14 de setembro de 2018

    Olá, Ezequiel!

    Um conto louco!

    Pontos Positivos: A loucura demonstrada por Nic é contagiante e extremamente vívida. De fato, a oscilação entre loucura e sanidade flutuam numa linha tênue e misteriosa, que confunde o leitor, que é a intenção do conto. Ponto muito bem desenvolvido.

    Pontos Negativos: A princípio, o tema da história fica praticamente morto, visto que em poucos momtentos é sugerido na trama. O enredo também é carente de uma linha dedesenvolvimento que prenda o leitor. As passagens de diálogos são muito longas e, devido a loucura do personagem, cansativas e entediantes. Uma sugestão seria tentar dar menos palavras aos diálogos.

    Infelizmente, o conto não me agradou, pois não me prendeu.

    Abraço!

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      14 de outubro de 2018

      Muito obrigado.
      Prestarei mais atenção e melhorarei

  22. Higor Benízio
    13 de setembro de 2018

    Tem muitas passagens com problemas no tempo verbal, tantas que incomada um bocado, e confundi a leitura. O tema do desafio não tem protagonismo nenhum, e tira-lo dai não mudaria nada. Espera mais de conversas e situações com um maluco, mas o exagero nas falas e talvez a falta de descrições, tenham matado o que seria o único potencial do texto.

  23. Evandro Furtado
    13 de setembro de 2018

    Pontos Negativos

    – Alguns probleminhas de paralelismo verbal ao longo do texto, com passado e presente misturando-se;
    – O final da história ficou meio confuso;

    Pontos Positivos

    – Gostei da ambientação, da ideia do que parecem ser dimensões paralelas. A loucura da história também é muito bem suportada pelo discurso maluco de Jackson;

    Balanço Final: Average

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      14 de outubro de 2018

      Obrigado pelo feedback. Prestarei mais atenção e melhorarei.
      Paz.

  24. Antonio Stegues Batista
    11 de setembro de 2018

    Para mim a história ficou bem confusa, não tenho certeza da conclusão a que cheguei. O enredo conta a história de um homem que consegue se teletransportar, mas ele fica com a mente danificada e é analisado por uma psiquiatra. Ela e Ele tem algumas conversas confusas e loucas que a gente perde o fio da meada. Há muita divagação que não leva a lugar nenhum e a nada explica. Desculpe, mas entendi pouca coisa, ou nada, não sei! Boa sorte.

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      14 de outubro de 2018

      Obrigado pelo feedback.
      De agora em diante observarei seus pontos e melhorarei.
      Paz.

  25. iolandinhapinheiro
    10 de setembro de 2018

    Olá, autor!

    Seu texto me fez lembrar de um filme que assisti recentemente, onde um rapaz trabalhava com espionagem industrial e usava a própria inteligência para roubar segredos e depois apagava as lembranças de dias, meses, anos de sua vida. Quando terminava o trabalho deixava pistas para si mesmo, de modo a lembrar do que era importante dentro do tempo que passou pelo processo. Acho que associei o seu conto ao filme citado porque também havia uma parte do filme onde ele tinha os números da loteria antes mesmo que fosse feito o sorteio, Gosto destas histórias que brincam com o que é real e o que só está na mente de alguém, e o seu conto faz isso, no início vc pensa que o personagem Nic é apenas uma pessoa perturbada mas ao longo do conto ele vai ficando cada vez mais lúcido e no fim tudo faz parte de um plano, encaixando as peças do conto. Parabéns e boa sorte

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      15 de outubro de 2018

      Que bom que agradei em alguns pontos e…vc lembra o nome do filme? Não seria Johnny Mnemoni?

      • iolandinhapinheiro
        16 de outubro de 2018

        Olá, Dônovan, o nome do Filme é O Pagamento, do diretor John Woo, com Ben Affleck e Uma Thurman (2003). Assista, vc vai gostar.

  26. Ricardo Gnecco Falco
    10 de setembro de 2018

    Olá, Ezequiel! Tudo bem? Terminei agora a leitura do seu conto e o que mais gostei foi a dinâmica que você conseguiu imprimir às falas das ‘personagens’. Isso deixou o seu texto ágil e fez a história chegar ao final sem que percebesse o tempo (e as linhas) passar(em). Como a história de Nic e sua relação com a (in)sanidade foi apresentada através de longos (e bem críveis) ‘diálogos’, a loucura de alguns fatos narrados não chegam a causar (uma esperada) estranheza. Quem de nós pode/poderia dizer que é 100% são em 100% do tempo? Enfim… Gostei da viagem e espero que ela não morra (tão) cedo… Boa sorte no Desafio! Saudações insanas,
    Paz e Bem!

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      15 de outubro de 2018

      Olá. obrigado pelo feedback.
      Que bom que curtiu.
      Paz.

  27. Anderson Roberto do Rosario
    9 de setembro de 2018

    Uma trama inteligente, bem desenvolvida. A referência ao Projeto Philadelphia foi brilhante e casou no enredo da história. Temos uma confluência entre realidade e alucinação, verdades e mentiras, tanto da parte dela quanto da parte dele. Mas acho que você deixou muitas brechas. Talvez a intenção fosse essa, mas a meu ver acabou atrapalhando no entendimento do conto. Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      15 de outubro de 2018

      Obrigado pelo feedback. Estarei mais atento para melhorar.
      Paz.

  28. Pedro Paulo
    8 de setembro de 2018

    Antes de começar, esclarecerei alguns dos critérios a partir dos quais estarei avaliando, ainda que a nota não vá estar totalmente definida antes do desafio. Avaliarei o conto a partir do domínio da língua portuguesa, da estruturação da narrativa, da adequação ao tema e, enfim, mas não menos importante, da criatividade. Vê-se que são critérios interligados. Vamos lá!

    Um conto interessante cujo enredo se demonstra nos diálogos, estes marcando uma oposição entre a sanidade e uma misteriosa loucura. É um mistério porque pelo próprio tema do desafio e pelas coisas que fala, sabe-se que a loucura do homem esconde algo mais sinistro, ainda mais quando ele é o único que conhece uma porção ou a integridade da verdade. Por isso, a protagonista se torna mais identificável na medida que ficamos junto dela tentando decifrar o que ele quer dizer no final das contas. Foi uma ótima escolha fazer referência a algum tipo de relacionamento entre eles dois, pois aí nos fez entender porque a personagem está disposta a entende-lo. Portanto, assino que o autor soube escrever com agilidade, com descrições acertadas e momentos em que soube incluir nuances nas personagens. O defeito maior do conto é justamente porque o enredo não se desdobrou para além desse “jogo” entre as personagens, apontando no final um possível desdobramento, mas nem chegando perto de resolvê-lo, dando um aspecto de “prólogo” ao conto. Outro problema é que, narrado no presente, há mais de uma ocasião em que trocou para o passado ou futuro-do-pretérito, confundindo a concordância. É uma leitura que entretém, mas faltante em causar um impacto por não trazer uma conclusão satisfatória (até porque não houve tempo para tanto, o “jogo” dos diálogos consumindo a maior parte da leitura).

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      15 de outubro de 2018

      Obrigado pelo feedback. Presterie mais atenção e procurarei melhorar.
      Paz.

  29. Caio Freitas
    7 de setembro de 2018

    Olá, ezequiel. Falando sinceramente, não entendi nada do texto. Não entendi qual a dos números da loteria, nem o que toda a divagação sobre a velocidade da luz tem a ver com a história. Achei que você poderia ter explorado melhor o passado deles, ou o que foi que o cara fez, tipo, em quem ele atirou. Me senti decepcionado pois estava gostando da perspectiva de descobrir o que o tinha colocado naquele hospício, o que não se concretizou. Boa sorte.

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      15 de outubro de 2018

      Opa… perdão. XD
      Juro que vou levar em conta e pesar menos a mão no non sense.
      Obrigado e… até. ^^

  30. Evelyn Postali
    4 de setembro de 2018

    Eu gostei do final: ele fugindo com ela. A sensação que ficou – talvez porque eu me deixei levar pela leitura e me desliguei um pouco – foi de cumplicidade, ou algo como confiança. Não sei explicar. Isso porque, no meu entendimento, ele não poderia ficar naquele lugar. Apesar de ser maluco – também não sei o quão maluco ele era – não parecia ter muita loucura. Questiono muito essa coisa de loucura/sanidade. Tudo é tão relativo nesse mundo. Se nada é certo, tudo pode ser possível. Quem garante?
    A escrita está ok e apesar de considerar os diálogos muito longos, ou em grande número – eu achei que poderiam ser reduzidos – acho que eles podem ficar do jeito que estão.
    Boa sorte no desafio. Abraços!

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      15 de outubro de 2018

      Muito obrigado pelo feedback. Ficarei mais atento… obrigado.

  31. Sarah Nascimento
    31 de agosto de 2018

    Olá! Em primeiro lugar acho que você escreve bem. Gostei de como ficaram todas as cenas e descrições de lugares na história. Tem bastante diálogo, mas acho que eles são necessários, afinal é uma conversa o tempo todo.
    Eu fiquei aflita durante a história, o clima do conto faz isso com a gente.
    Interessante sua ideia de colocar os alienígenas como sendo algo da loucura do Nick, confesso que no começo demorou um pouco para eu entender que aquela moça não estava no hospício junto com o Nick.
    Gostei principalmente do final, não esperava que ele iria fugir com ela! Foi uma surpresa bem legal, parabéns.
    Minha dica só seria para tomar cuidado com o sentido do texto, ele é um pouco difícil de entender, já me deram essa dica dizendo pra não deixar uma história muito enigmática.
    Tem alguns detalhes que não fizeram sentido para mim, por exemplo, a explicação do Nick sobre como o universo funciona, os pensamentos e sobre os próprios alienígenas que ele fala tanto. De qualquer forma ficou uma boa história. Outro ponto que eu queria comentar é a falta de delicadeza dessa moça, digo, o Nick tem um surto e ela vai lá e dá um tapa nele. Isso não foi algo ruim, na verdade isso deixa a história bem mais real e forte.

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      15 de outubro de 2018

      Olá, autora.
      Muito obrigado pelo feedback. Que bom que pude causar experiências agradáveis com o texto…
      Enfim… prestarei mais atenção sobre ser muito enigmático.
      Muito obrigado e paz.

  32. Nilza AA de Souza
    31 de agosto de 2018

    Achei longo, não gostei de algumas passagens que se excluídas não alterariam o sentido. Talvez eu desse uma nota 3

    • Fabio Baptista
      31 de agosto de 2018

      Prezada participante, favor realizar comentários mais detalhados e não expor as notas.

      Obrigado.

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Informação

Publicado em 31 de agosto de 2018 por em Alienígenas.