EntreContos

Detox Literário.

Anéis (Elisabete Rosa Neto)

As bombas de gás fizeram um arco no céu pálido de São Paulo e caíram como batatas esfumaçadas na multidão reunida no Vale do Anhangabaú. Quinze soldados faziam a investida do alto do Viaduto do Chá. Um veículo militar estava estacionado ao lado deles e havia uma metralhadora acoplada na sua traseira, para casos extremos.

Uma revolta havia explodido. Grupos cada vez maiores de pessoas enfurecidas surgiam pelas ruas. Eram vistos destruindo lojas e queimando carros, atacando — e matando — quem cruzasse o seu caminho.

Os governantes diziam não saber do que se tratava tudo aquilo. Não houve tempo para um diálogo. Num estalar de dedos tudo se tornou um caos e um contra-ataque militar robusto foi posto em ação, como se já esperassem algo assim acontecer.

José filmava tudo. Usava uma Nikon D3400 que “não é das boas, mas, com a mixaria que sobrou, é sua melhor opção”, como sugeriu Raul quando soube que José caçaria furos de reportagem por conta própria.

Ele estava no terraço do prédio da prefeitura, escondido entre os arbustos do jardim suspenso, e controlava a câmera acompanhando as pessoas fugindo do ataque. Enquanto observava a retirada, notou algo fora do seu campo de visão, desviou a câmera para o viaduto e viu os militares sendo cercados.

Das extremidades do elevado, centenas de manifestantes apareceram. Uma batelada de gente mascarada segurando todo tipo de objeto que pudesse ser usado como arma. Sem saída, os soldados atiraram. Um deles tentou correr para o veículo, mas foi engolido pela multidão antes de alcançá-lo. Quando o grupo dispersou, os corpos dos militares jaziam espalhados pela rua.

Assustado, José olhou para o anel dourado na sua mão esquerda e se perguntou como Raul reagiria se visse uma cena daquelas. Lembrou do último feriado que passaram juntos. Ele o encontrara enfurnado no escritório, bem cedo. Raul raramente trazia trabalho para casa, mas naquele dia estava com a cópia de uma transcrição, revisando cada palavra.

“Que Deus, nosso único porto seguro? Tá transcrevendo o quê? Uma bíblia?”, perguntou José na ocasião, abraçando-o por trás e lendo o que estava na tela.

“O nome é degravação”, respondeu Raul. “E é confidencial, José. Quantas vezes vou ter que explicar sobre a ética desse trabalho?”, disse fechando o arquivo.

José sabia sobre o sigilo, mas gostava de ouvir as explicações de Raul. Sentia-se parte da sua vida quando ele comentava sobre o trabalho — fato raro depois que ele foi promovido a primeiro-tenente. Desde aquela época, José sentia que algo o atormentava, mas preferia não questionar nada. Lembrava das palavras duras que ouvira quando questionou sobre o motivo do seu aborrecimento: “Ouvimos coisas abomináveis lá. Realmente terríveis. Eu fiz um juramento… você não pode e nem gostaria de saber o que eu sei. Deixe-me lidar com isso do meu jeito.”.

Uma movimentação suspeita chamou a atenção de José de volta ao viaduto. Ele aproximou a imagem e viu um manifestante abaixar-se sobre o corpo de um soldado. Quando deu conta do que estava presenciando, suas mãos vacilaram e ele começou a tremer.

Esforçou-se para manter a posição e recuou a imagem, mas não acreditou em seus próprios olhos quando viu os rebeldes, estáticos, olhando para o alto junto com todos os quinze policiais que foram atacados. Eles estavam ali, em pé, observando debilmente o céu.

Enquanto tentava processar aquilo, um vento forte atingiu José e, com terror, o jovem viu surgir entre as nuvens a ponta cinzenta de algo que pairava nos céus.

— Não. — Disse a si mesmo. — De novo não! — E correu até a porta que dava acesso à escadaria. — Julia, abra agora! — Gritou desesperado, dando na chapa de metal até uma voz feminina gritar do outro lado.

— Calma, calma. Desse jeito você vai derrubar a porta, guri. — Disse Julia puxando o ferrolho. Ela surgiu no corredor e ergueu as sobrancelhas quando viu José. — Minha nossa, que cara é essa? Parece que viu um fantasm…

José passou correndo por ela e puxou-a pelo braço.

— Temos que sair daqui. Agora!

— Está todo desesperado por quê? — Perguntou Julia se livrando dele. — O que você… — Ela não conseguiu continuar quando olhou para o céu. — O que é aquilo?

Havia um objeto sobrevoando o vale. Tinha o tamanho de um helicóptero, mas o design era diferente. Diversas protuberâncias de formato piramidal cobriam a superfície de uma cápsula arredondada, que se deslocava lentamente, planando no meio do lugar.

Os homens que estavam no viaduto começaram a caminhar na direção daquilo, saltando do parapeito e estatelando-se no chão. Uma nova multidão reuniu-se embaixo da nave.

Julia começou a filmar com o celular.

— O que diabos é isso?  — Ela perguntou filmando a multidão se aglomerar novamente. — Olha aquelas pessoas. Parecem zumbis.

— Vamos, Julia. — José insistiu, já dentro do corredor. — Vamos embora.. isso é…

— Talvez seja um novo tipo de drone. É incrível. Será que ele hipnotiza as pessoas com um tipo de frequência maluca?

Julia continuou filmando. O objeto, impassível, flutuava por cima da multidão catatônica quando outro veículo militar dobrou a esquina do prédio da prefeitura e parou no meio do viaduto. Um dos homens saltou e correu até a metralhadora. Subiu nele, apontou para o objeto voador e disparou quase no mesmo instante. A descarga de tiros atingiu a nave em cheio, que se pôs a trepidar e desabou, indo de encontro a José e Julia.

— Vai cair aqui! — Ela gritou.

Os dois correram pelas escadas. Quando a nave atingiu o prédio, o impacto fez com que fossem arremessados no chão. Uma fumaça espessa cobriu o corredor. José, atordoado, se arrastou até a garota.

— Julia. — Disse, balançando-a. — Você está bem?

Ela não se mexeu. O rapaz levantou com dificuldade e caminhou até a escada. A nave havia se chocado contra a porta, bloqueando a saída para o terraço. A carcaça estava destruída e era possível ver seu interior. José se aproximou, a curiosidade fazendo seus pés se moverem no sentido contrário ao que a razão ordenava.

Entrou no que parecia ser uma cabine. Abaixou para não encostar nos fios expostos e ficou de frente para uma coluna com um metro de altura que se elevava no meio do lugar. Tinha um formato hexagonal e no centro dela havia um buraco. José olhou para o seu interior, havia um líquido viscoso nas bordas. Fez menção de tocar a substância quando algo o atingiu pelas costas. A dor foi tão forte que, no mesmo instante, seu corpo inteiro se contraiu. José colocou as mãos na barriga e sentiu, antes de desfalecer, um corpo estranho deslizando por baixo da sua pele. Então, tudo escureceu.

José estava sonhando. Sonhava com o dia do incidente e via tudo a distância, como o espectador de um filme. Ele e Raul caminhavam pela madrugada fria do centro, que espantara até os mendigos, escondidos embaixo dos viadutos ou em algum albergue.

Raul não falara a noite inteira e José sabia que algo estava errado. Eles pararam em uma esquina, duas quadras antes do apartamento. Raul segurou suas mãos e disse:

—  As coisas vão ficar… estranhas. Não sei direito como vai ser, nem quando. Só posso afirmar que está próximo. Nós descobrimos algo, José. Vou enviar ao alto comando e é certo que ficarei fora por um tempo. Olha, se algo acontecer eu quero que procure um lugar seguro, ok? Você pode tentar aquele seu contato da prefeitura, como é o nome dela? Julia, não é? Ligue para ela. Fique próximo dessa gente, elas saberão onde se esconder.

José se viu soltando a mão de Raul e sentiu raiva de si mesmo.

— Como assim você vai ficar fora um tempo? — Perguntou José, indignado. — O que vai estourar, Raul? Você fala essas coisas e acha que eu vou balançar a cabeça e sorrir sem perguntar nada? Escuta, eu aturo sua frieza há muito tempo. Eu te amo e sei que não é fácil para você. Mas eu preciso da verdade, Raul. No que você se envolveu? O que está havendo? — José ouviu sua própria voz carregada de raiva.

— Eu preciso que você faça isso para sobreviver! — Raul gritou.

— Então me diz o que está acontecendo, caralho!

Raul abaixou a cabeça e respirou profundamente.

— Você tem razão. — Concordou. — Vou te contar tudo… — Raul consentiu, mas não conseguiu terminar. Nunca conseguiria.  José quis correr até ele, pegá-lo pela mão e fugir dali. Mas era prisioneiro do seu próprio sonho e teve que presenciar, de novo, tudo o que aconteceu.

Ele e Raul perceberam algo descendo dos céus, planando por cima dos fios de alta tensão. Raul puxou a arma e gritou para que ele fugisse e José viu seu próprio eu correndo dali, com o medo, perverso e intransigente, fazendo com que se movesse o mais rápido possível, ausente ao amor que sentia e considerando apenas a sobrevivência.

Raul atirou na nave, sem efeito. Depois foi atingido no peito por um cabo que saiu de dentro dela. Ele foi puxado como um boneco de pano e engolido pelo óvni, que rodou sobre o próprio eixo e disparou para o céu.

Escuridão.

José estava deitado na sua cama. Ao seu lado, o calor e o cheiro de Raul o reconfortavam. Sentia-se protegido ali. Virou-se para abraçá-lo. Envolveu o braço por cima do seu corpo e tocou seu peito. Estava quente e ele sentiu as batidas descansadas do seu coração. Sentiu como se fosse parte dele e quis que aquilo durasse para sempre.

Num piscar de olhos, Raul não estava mais em seus braços, mas sentado na beira da cama, de costas para ele, os músculos do antebraço tremendo, forçando o colchão.

Uma mancha surgiu no meio de suas costas e o líquido escuro escorreu pela cama. José levantou a mão para tocar Raul, que se virou, mas seu rosto não era mais o mesmo. Estava deformado, a boca escancarada e os olhos saltando das órbitas. Raul emitiu um som gutural e algo se mexeu dentro da sua garganta, até que uma criatura anelídea escapou pela sua boca e tudo ficou escuro novamente.

Quando José despertou, Julia estava ao seu lado. Ela segurava a câmera nas mãos e assistia ao que o rapaz havia filmado: o corpo do militar estava com as costas voltadas para o céu. O manifestante caminhou até ele e se ajoelhou. Algo fez com que se contorcesse, o pescoço inchou como se fosse explodir e ele expeliu uma criatura. Tinha o aspecto de um verme, o corpo gelatinoso e acinzentado pulsava como um coração. Ele caiu nas costas do soldado e com um movimento rápido penetrou em seu corpo, rasgando a carne — afundando nele como uma larva afunda na terra —, e deixou um buraco empapado de sangue no local.

Julia segurava a câmera com força, as pontas dos dedos brancas, as mãos tremiam.

— O que é isso? — Ela disse ao rapaz que se levantou sem dizer nada. — Isso aqui é inacreditável, eu… José? Você está sangrando! O que houve? Ei… me solta, o que você está fazendo? O que é isso? Não… OH, MEU DEUS… NÃO, POR F….

 

***

Ministério da Aeronáutica

IV Comando Aéreo Regional

Seção de Inteligência

 

São Paulo, 06 de setembro de 2025

 

Relatório de ocorrência

 

CLASSIFICAÇÃO: SECRETO

ASSUNTO: Degravação de áudio

Nota do transcritor: A pedido do alto comando, as vozes do entrevistador foram omitidas do áudio original. As interações do oficial foram narradas posteriormente pelos seus superiores e estão comentadas no decorrer do relatório.

[Início da transmissão]

Havia mais ou menos umas cem pessoas lá. Nos encontrávamos todo mês no mesmo lugar, em um sítio que fica na região de Campinas.

[O entrevistador questiona o indivíduo sobre o que faziam no local]

Basicamente meditávamos. Claro que a maioria usava a Ayahuasca para aumentar a experiência. A sacerdotisa fazia questão de preparar a bebida e oferecê-la a todos, mas nesse dia eu recusei. Seria minha terceira experiência com a planta e nas duas anteriores eu tinha passado muito mal. Vomitei litros e fiquei com o a barriga dolorida por semanas. Então, resolvi não participar dessa.

[O entrevistador pergunta como as pessoas se comportavam no evento]

Alguns rezavam, outros meditavam, outros acendiam um cigarro e conversavam sobre coisas sem nexo. Já os mais iluminados davam as mãos e formavam um círculo onde cada um se pronunciava, fazia uma oração ou falava sobre como aquelas reuniões ajudavam a suportar sua vida.

Na vez do garoto eu não estava dando muita bola. Sei que ele era novato e não pode tomar o chá, mas haviam liberado para que ele se pronunciasse pela primeira vez, uma iniciação comum.

Ele foi para o meio da roda e disse estar feliz por ter sido convidado, mas deve ter se emocionado enquanto falava porque começou a chorar e a soluçar. Outras pessoas se aproximaram, inclusive eu. Afinal, um garoto chorando chama a atenção de alguma forma. E ele falou algo que ninguém entendeu:

“Eu não tive escolha”, ele disse. “Eles entraram na minha cabeça… sabiam que eu estaria aqui”, ele gritou e todos se entreolharam. Alguns começaram a rir e a dizer que o moleque estava em uma bad trip pesada.

Eu fiquei me perguntando se era possível que ele estivesse alucinado sem ter usado nada e comecei a considerar se eu também não poderia ter um troço só por estar ali.

Foi nesse momento que o garoto teve um ataque. Parecia paralisado, os braços e pernas estendidos. Ele parecia assustado, tremia e balançava a cabeça para os lados, correndo o olhar em todos que o observavam, até que finalizou: “Desculpa… me desculpa, por favor”, e essa foi a última frase que eu ouvi dele.

Todo mundo presenciou o que aconteceu. Foi tão inexplicável que até eu, a única pessoa lúcida dali, fiquei sem reação.

A garganta do menino inchou. Ele soltou um gemido grave, como um animal, e vomitou um verme esbranquiçado. A coisa caiu no chão, se arrastou rápido como uma cobra até a pessoa mais próxima e subiu pelos pés dela. Era uma mulher e estava bastante alterada. A bebida tinha feito um belo trabalho. Uma pessoa normal talvez reagisse a tempo, mas ela… sem condições.

O verme subiu pelas suas costas e perfurou seu corpo. Entrou dentro dela! Aquilo foi o limite para mim. Eu gritei para alguém ajudá-la, mas minha voz foi abafada por um zunido agudo e uma sombra enorme passou por cima da minha cabeça.

Olhei para o alto e vi aquela coisa. Era uma nave, tenho certeza que era. Um negócio redondo com diversas pontas, como se fosse uma mamona gigante que ignorava qualquer conceito da aerodinâmica. Ela voou sobre as pessoas e soltou mais daqueles vermes sobre elas.

Foi um pandemônio total. Alguns, mais lúcidos, tentaram se desvencilhar das coisas que saltavam em suas direções, mas não tinham muito sucesso. Eu desviei de três delas, quando a quarta apareceu, por pouco não fui pego. Ela grudou na minha perna, mas eu dei uma pancada nela com um galho que havia achado no chão.

[O entrevistador pergunta ao indivíduo se ele presenciou o que acontecia com as pessoas quando eram atacadas]

Assim que os vermes invadiam seus corpos elas caíam no chão, se contorcendo enquanto um líquido branco escorria de suas bocas. Depois elas vomitavam sangue… muito sangue e emitiam um som parecido com o do garoto quando ele pirou, só que mais… desesperador. Como se estivessem sentindo uma dor extrema. Ficavam assim por alguns segundos e, de repente, paravam de gritar e de se mexer. Estavam mortas.

[O entrevistador questiona sobre como o indivíduo conseguiu escapar]

Eu simplesmente corri dali. Virei as costas para aquela cena horrível e corri. Sei que parece covardia, mas eu estava aterrorizado. O que eu podia fazer?

As pessoas gritavam por socorro atrás de mim. Elas… não mereciam, sabe? Mas eu não podia fazer nada, só fugir… não podia, meu Deus…

[O indivíduo caiu em um choro copioso e retornou ao relato três minutos e vinte segundos depois, com o entrevistador comentando sobre o fato de o homem ter sido encontrado com um ferimento profundo no abdômen]

Como? Não sei do que você está falando. Eu não tive nenhum ferimento. Eu corri… e apaguei enquanto corria, provavelmente por causa do choque. Me acharam e me trouxeram para cá. Foi o que os soldados disseram.

[O entrevistador explica, então, que exames foram realizados e uma das criaturas anelídeas está alojada no corpo do indivíduo. O oficial mostra a tomografia e pede ao enfermeiro assistente que realize a aplicação da droga]

Isso não pode estar dentro de mim. Não pode ser, que palhaçada é essa? O que é isso? Ei… por que estou amarrado? O que estão fazendo comigo? Não… tire isso de perto de mim! PARE!! INFERNO!!! TIRE ESSA COISA DE DENTRO DE MIM… ELA ESTÁ… ESTÁ… AAAARGH.

[Fim da transmissão]

Declarações finais

Este depoimento foi gravado em vinte de agosto, dez dias após o incidente. O indivíduo demonstrou os mesmos sintomas antes registrados e não foram identificadas modificações significativas em relação aos relatos anteriores.

Os fatos aqui expostos configuram provas inequívocas de que as criaturas que combatemos detém um modus operandi antes desconhecido: elas possuem um tipo de arma química que age sob a forma de um parasita, se aloja em nossos corpos e controla nossas ações, misturando-se à população para que sejamos rastreados e destruídos em grande escala.

É possível que outros indivíduos infectados estejam caminhando entre nós neste momento, à espera de um comando para atacar.

De minha parte, considero ainda que o relato das mortes ocorridas no incidente seja a chave para nossa vitória. As criaturas sofrem uma reação inesperada quando em contato com uma das substâncias que compõem a Ayahuasca, a mescalina, e para comprovar essa alegação, ao final do depoimento o oficial entrevistador administrou o ativo via  intravenosa no indivíduo, que entrou em colapso junto ao anelídeo e não sobreviveu.

Espero que considerem essas informações valiosas para o combate e me coloco à disposição para esclarecimentos.

Que Deus, nosso único porto seguro, nos proteja.

 

Raul Aguiar Simeone

Primeiro-tenente da seção de informações do IV COMAR (A2)

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Sobre Fabio Baptista

24 comentários em “Anéis (Elisabete Rosa Neto)

  1. Victor O. de Faria
    20 de setembro de 2018

    ET (Enredo, Texto)
    E: Abordagem clássica do assunto, mas com detalhes à mais bem interessantes. Não tinha entendido muito bem a relação da revolta inicial, mas o áudio secreto explica de forma clara. A tensão é constante, mas achei a segunda parte melhor trabalhada que a primeira. Talvez pela urgência da situação, certos fatos ficaram um tanto atropelados. Reescrevendo a primeira parte com menos coisas acontecendo talvez deixe o texto redondinho. Então, pelo que entendi ao final, a solução era deixar todo mundo “na brisa”.
    T: A parte do relato convence muito. Já a linguagem coloquial do início exige um pouquinho mais de atenção.(Adendo: lembrou muito a série Falling Skies).

  2. Marco Aurélio Saraiva
    19 de setembro de 2018

    Gostei bastante do desfecho. Salvou o “miolo” do conto que, a principio, estava confuso.

    A sua técnica é muito boa. Não vi erros de digitação; sua revisão foi formidável. Seu texto não brilha com trechos poéticos ou metafóricos mas, em compensação, você escreve como um profissional. Mantém a atenção do leitor, descreve bem os acontecimentos e os sentimentos dos personagens e desenvolve bem a história.

    O enredo foi instigante. Ele tem a sua parcela de clichês (um pouco alta até) mas faz o seu trabalho de manter o interesse e a tensão o tempo inteiro. Para coroar, o final fechou bem a trama, ligando os pontos soltos.

    Me senti lendo um best-seller do new york times. Hehehhe.

    Parabéns!

  3. Wilson Barros
    18 de setembro de 2018

    Este é o conto clássico sobre alienígenas, do estilo Independence Day, Hangar 18, Guerra dos Mundos, O Dia em que a Terra Parou, Oitavos passageiros invasores de Corpos, Marte Ataca. Quero ver alguém dizer que fugiu do tema. Autor, esse sítio tem algo a ver com o mais famoso sítio do Brasil? Achei muito interessante essa combinação de peiote com alienígenas, dá uma viagem mesmo, ao estilo de Carlos Castaneda. O relacionamento de José e Raul figurou muito bem nos detalhes do conto. No final achei muita cara de pau inocular mescalina via intravenosa no indivíduo infectado, como se ele fosse uma cobaia, e esperar que ele sobrevivesse. Aqui mostra que os humanos podem ser bem malvados e fazer o que os alienígenas fazem nos outros contos do desafio. Eu não vi erros aqui, a leitura fluiu bem. O estilo cinematográfico combinou bem com a reportagem final. Bom conto.

  4. Fheluany Nogueira
    15 de setembro de 2018

    Uau! Muita ação e muitas passagens rápidas de uma cena para outra. O conto lembrou-me o filme “Seres Rastejantes” em cuja trama, uma cidadezinha é invadida por vermes aliens parasitoides que atacavam os habitantes da cidade transformando-os em zumbis e mutantes grotescos. Muito sangue, muita gosma e muito humor bizarro. Seu desfecho aberto ficou mais interessante, mas dispensaria aquele enorme e repetitivo relatório. Não entendi qual o objetivo do alienígena infernal que troca de hospedeiro rapidamente; apenas matar, era uma arma? Por quê?

    Quanto à técnica, o texto está bem escrito, personagens e ambiente críveis, com poucas pontas soltas, boa dose de suspense e clima de terror bem explorado. A leitura causou confusão em algumas partes e acabou por ficar meio cansativa. No conjunto, bom trabalho.

    Parabéns pela participação. Abraço.😉

  5. Rafael Penha
    13 de setembro de 2018

    Olá, Rosa Neto,

    Gostei do conto. Aterrorizante e real.

    Pontos Positivos: O terror em si é um ponto altísismo. O autor, com poucas palavras demonstra grande capacidade de aterrorizar com cenas vívidas e verossímeis. A Linguagem é simples e direta ao ponto. A forma como o autor ilustra sua história também é bastante clara, fazendo o leitor realmente visualizar e se horrorizar com a história. Usar os vermes como espécie de arma biológica, sem de fato mostrar os portadores de tal arma foi bem interessante e misterioso.

    Pontos Negativos: Achei a narrativa um tanto bagunçada. Vai de narração atual, para flashback, para outra pessoa narrando, para relatório… achei as mudanças de perspectiva tiraram um pouco a identificação com alguem na trama, que é o que prende o espectador e o faz se importar com os personagens. A abdução de Raul me pareceu corrida e sem sentido, ele estava preparado, mas foi pego como qualquer um que não estivesse.

    Enfim, um ótimo conto de terror, mas carente de mais profundidade e tempo para os personagens merecerem o apego do leitor.

  6. Higor Benízio
    13 de setembro de 2018

    Faltou “time” né; Um monte de coisa acontecendo rápido, transições abruptas sem preparação. Existem momentos no conto em que fiquei extremamente confuso, é sonho, não é, o narrador é personagem, não é, abandonaria o texto aí não fosse o desafio. No final ai me aparece esse relatório de ocorrência gigantesco, que desmotiva ainda mais a leitura. Cortaria esse relatório aí e reestruturaria o texto todo, depois de deixar ele descansar um bom tempo.

  7. Ricardo Gnecco Falco
    10 de setembro de 2018

    Olá, Elisabete! Terminei de ler o seu conto agora e gostei bastante do caráter “realidade” dele. Um relato dos momentos iniciais e pós-domínio dos alienígenas em nosso planeta; com direito à larvas, óvnis e até mesmo a participação de nosso digníssimo Comando Aéreo Regional. Gosto de quebras temporais de narrativa e o seu trabalho apresentou este recurso de forma eficiente. Expandiu um pouco a temática para além do pré-requisitado pelo Desafio, mas isso não chegou a afetar a efetividade da obra. Gostei da leitura e agradeço por ter compartilhado sua história com a gente? Desejo-lhe boa sorte no Certame! Saudações aeronáuticas,
    Paz e Bem!

  8. iolandinhapinheiro
    10 de setembro de 2018

    Olá, autor!

    Seu conto é muitíssimo bem escrito e sua história é interessante e bem amarrada. Demorei a entender o que estava acontecendo no início porque há uma mistura de sentimentos de José com o que se desenrola nas ruas, mas logo tudo se encontra em uma narrativa consistente e fluída, bem profissional, mesmo.

    Seus personagens são bem construídos à exceção da Julia que só estava ali para que o leitor soubesse como foi o fim do José, mas vejo que o papel dela foi bem cumprido dentro do que deveria ser.

    A ambientação foi muito eficiente nos trazendo para dentro da trama com facilidade e nos mantendo lá, até o fim, como se o conto virasse um bom filme em nossas cabeças, isso foi bem legal.

    De duas coisas pequenas eu não gostei: falar que na “ayahuasca” existe mescalina (a mescalina vem de um cacto chamado de peiote , e a ayahuasca é um chá feito a partir da mistura da folha da chacrona e um cipó nomidado de mariri). Sei disso porque entre os anos de 1995 a 1999 bebi eventualmente a ayayhuasca, e conheci muito da história e da composição dela, meu ex marido faz parte de uma religião que faz uso do chá até hoje. O peiote eu conheci apenas por conta de relatos alheios, mas, definitivamente, não são a mesma coisa e nem uma compõe a outra. Também achei estranho que o José, mesmo diante de todo o caos que havia se instalado na cidade, ainda se prestou a entrar na nave caída sobre o terraço da Prefeitura, parecia tão óbvio que ia dar merda…

    Fora estes pequenos detalhes, gostei do conto, então meus parabéns e sucesso no desafio.

    • Ricardo Gnecco Falco
      10 de setembro de 2018

      Conta mais sobre esse chazinho aí, Ioiô…! 😉

      • iolandinhapinheiro
        10 de setembro de 2018

        Oi, Ricardo. Nos primeiros anos da década de noventa eu ouvi falar pela primeira vez deste chá. Uma amiga do meu ex marido havia bebido por um tempo e sempre conversava sobre isso. Um dia ele conseguiu um convite para participar de um ritual e gostou. Era muito difícil entrar no grupo e eu teria que esperar um ano para participar também. Ele acabou saindo de lá e indo comigo para um grupo dissidente para que pudesse ir e beber. O problema é que eu detestei. Sou uma criatura sensível demais e enquanto o povo bebia e ficava de boa na lagoa, eu passava muito mal e só faltava não ficar bem de novo. Para quem gosta o nome da religião é União do Vegetal, meu ex marido está lá até hj. A ayhuasca não altera a consciência da pessoa, vc sabe quem é vc, onde vc está e não provoca alucinações, apenas te deixa mais sensível e se vc fechar os olhos a sensação é de estar “vendo” em sua cabeça um sonho super colorido e em alta velocidade, pelo menos comigo este era o efeito. Também me causava taquicardia e náuseas, aí eu me apavorava, mas era só comigo. Devo ser essencialmente careta. Espero ter ajudado.

      • Ricardo Gnecco Falco
        11 de setembro de 2018

        A galera toda de boa na lagoa e você com bad trip, amiga? Aí não é legal… Sugiro ficar só no matte, mesmo! 😉
        Bjo!

    • Lisa
      15 de setembro de 2018

      Olá, ioiô.

      Meu amor, você está coberta de razão!
      Infelizmente, me confundi nas pesquisas e acabei misturando as coisas (Peiote e Ayahuasca). É o que dar fazer mestrado em Wikipedia 😦
      Muitíssimo obrigada por nos dar essa aula sobre o chá. Eu nunca o experimentei, mas ouvi falar dele pela primeira vez por um amigo meu, que o tomava pelo Santo Daime, outra religião que usa a mistura nos seus encontros. Depois por uma amiga, que tomava junto a um pessoal em um templo onde havia mesmo uma monja, da qual infelizmente não lembro o nome (nem dela nem do lugar), a única coisa de que me lembro é dela dizer que quando se juntava ao pessoal de lá, tomava o chá (e outras “coisitas” mais) para ficar suave na nave também, rs.
      Mais uma vez obrigado pela correção. Triste por ter deixado passar um erro de pesquisa desses, mas faz parte do jogo, não é?

      Beijos

      • iolandinhapinheiro
        15 de setembro de 2018

        Obrigada, Autor(a) pela resposta! Então, eu também conheci o Santo Daime, mas a grande diferença é que eles lá bebem o chá cantando hinos e fazendo movimentos mais suaves que os de uma dança, mexendo as pernas num passo único, e o povo da União do Vegetal bebe e se senta, o que eu acho muito mais conveniente porque aguentar a “borracheira” dançando e cantando é osso. Esse ritual que usa outras coisas deve ser a Barquinha. Conheci um povo que fazia parte e fumava cigarro que passarinho rejeita. Esse povo inventa de tudo. O chá foi bom para meu ex marido, ele parou de fumar, de beber e levou o emprego muito mais a sério. Hoje é uma pessoa próspera. Eu que jamais iria me adaptar com aquilo. Mas, olha, este detalhe não interferiu em nada na avaliação que fiz do seu conto, viu? E muita boa sorte no desafio para vc! Conto show.

  9. Evandro Furtado
    10 de setembro de 2018

    Pontos Negativos

    – Nada aparente;

    Pontos Positivos

    – A atmosfera de horror é fantástica, com descrições que incomodam o leitor por sua brutalidade, causando asco, mas em sob um ponto de vista catártico;
    – A história é bem construída e os flashbacks, algo que eu, particularmente, não aprecio, foram bem inseridos de forma que mantiveram o fluxo da narrativa;

    Balanço Final: Very Good

  10. Caio Freitas
    7 de setembro de 2018

    Olá, Elisabete. Eu geralmente gosto de histórias que vão e voltam no tempo, mas acho que você não soube usar isso muito bem. Tive que reler o texto para entender o que aconteceu antes do que. Achei legal a ideia de colocar o documento da força aérea, mas também acho que dava para retirar ou contar alguma coisa, por exemplo, sobre os alienígenas, já que àquela altura provavelmente já tinham feito alguma pesquisa com um deles. No começo do conto já sabemos que eles se infiltram no corpo humano. Ficou repetitivo dizer de novo no documento. Boa sorte no concurso.

  11. Evelyn Postali
    2 de setembro de 2018

    Particularmente, considero vermes invasores de corpos algo nojento e aterrador. Não sei o que é pior: a imagem ou a descrição que você usou. Por isso gostei do seu conto, apesar do tema já ter sido mostrado através de filmes, séries, enfim… Mas quais são as histórias que nunca foram contadas, não é? O que importa, aqui, é que essa tem uma estrutura diferente de texto. Gostei muito da variação da fonte. Isso ficou muito charmoso.
    O texto está bem escrito e a leitura foi prazerosa, apesar dos vermes. Não percebi nenhum erro de escrita, até porque me envolvi com o texto e para mim isso é muito bom.
    Boa sorte no desafio. Abraços!

  12. Antonio Stegues Batista
    1 de setembro de 2018

    Alienígenas que usam vermes parasitas para acabar com os humanos. Poderiam usar bombas. raios laser , um ataque em massa com seus exércitos, acabar com a humanidade e tomar conta do mundo e aqui passar a viver. Existem muitos filmes e livros contando histórias semelhantes, Guerra dos Mundos, Invasores de Corpos, etc. Acho que o enredo deveria ser mais forte, com cenas mais criativas, mesmo assim é um bom conto, como um bom filme da sessão da tarde. Boa sorte.

  13. Sarah Nascimento
    30 de agosto de 2018

    Olá! Seu conto já prende a atenção logo no começo! Todo esse caos sem explicação deixa a gente morrendo de curiosidade pra saber o que está acontecendo.
    Fiquei aflita junto com o José quando ele corre para o interior do prédio! Quando a nave cai em cima do prédio então, nem se fala!
    Gostei muito da história e dessa pegada mais de guerra, ataque alienígena e tal.
    A revelação final sobre o Raul me deixou muito surpresa! No fim das contas ele era tipo um agente duplo?
    Quando começa o relato daquele personagem mais no final do conto, eu fiquei me perguntando o motivo disso, afinal ele estava contando em detalhes uma coisa que a gente já tinha visto acontecer antes, mas depois dá pra entender isso com o desfecho do conto.
    O título da história faz referência aos aliens e o formato deles?
    Uma coisa que me incomodou um pouco foi a comparação das bombas com batatas esfumaçadas. O clima era tenso, mas a comparação ficou engraçada e acabou tirando minha atenção da continuação da história. Tive de voltar e começar o conto de novo, para prestar atenção no que acontecia, pois tinha ficado pensando nas batatas.
    Por favor, não leve a mau este comentário. Só achei que a comparação não ficou adequada com o clima tenso ali do início.
    A história ficou ótima e a gente se envolve com os personagens, principalmente com o José e isso para mim é o melhor de tudo, parabéns.

  14. Nilza Amaral
    30 de agosto de 2018

    Achei que somente a segunda parte do conto já seria interessante. Narrativas longas prejudicam o andamento da história curta

  15. Pedro Paulo
    30 de agosto de 2018

    Antes de começar, esclarecerei alguns dos critérios a partir dos quais estarei avaliando, ainda que a nota não vá estar totalmente definida antes do desafio. Avaliarei o conto a partir do domínio da língua portuguesa, da estruturação da narrativa, da adequação ao tema e, enfim, mas não menos importante, da criatividade. Vê-se que são critérios interligados. Vamos lá!

    Este é um conto interessante, pois há mais de uma coisa para atentar e tudo é articulado de maneira consistente. Nos primeiros momentos, somos apresentados ao repórter amador, José, diante de um frenesi violento que faz vítimas entre os militares que tentavam conter a situação. Ao mesmo tempo, também somos colocados diante da espaçonave e há a colisão. Foi quando aproveitou para aprofundar sobre o que teria ocorrido com Raul, utilizando bem o sonho que veio com a inconsciência (e aqui também fez bem ao dar alguma natureza mais específica à pobre Julia que quase não teve tempo de fazer nada no conto). Enfim, ganhamos também um breve e agonizante desfecho para José e somos transferidos a tal da degravação em que ouvimos mais uma perspectiva sobre a invasão alienígena, apreendendo especificamente como o parasita se alojava e controlava os seres humanos. Neste relato, o ponto chave é quando Raul dá a “sua parte”, em que assinala ter encontrado uma vulnerabilidade para o alienígena. Isto deu um balanceamento à história, que seguiu com a invasão alienígena bem-sucedida e se encerrou com um sutil ponto de esperança. O ponto negativo que encontro é que nenhum dos personagens chegou a ter um verdadeiro aprofundamento, de modo que pareceram só vítimas que tiveram direito a alguma perspectiva. Enquanto José constitui o protagonista, sem dúvidas, e seu desespero e remorso chegam a comover, aconteceu como se ele simplesmente fosse pego de maneira um tanto quanto passiva. Não houve uma tentativa de fugir ou mesmo alguma maneira em que pudesse lutar contra aquilo, pois nem foi lhe dada a chance, como se morresse em um acidente de carro (no caso, de aeronave). É uma opção narrativa, claro, mas acredito que desprezou um tanto a maneira como o personagem poderia importar à premissa de uma invasão imparável ou à própria preservação de si próprio. Sua “morte” acabou sendo um tanto insignificante, no fim das contas, tal como a daqueles personagens de filmes de terror que parecem tomar as decisões mais absurdas. Como os personagens não me cativaram, recaiu sobre a premissa dar um aspecto mais surpreendente à leitura, mas aqui, embora o tema tenha sido aproveitado, foi feito de maneira um tanto comum, com os clássicos alienígenas que podem se disfarçar de pessoas.

    Boa sorte!

  16. Marques Juliano
    30 de agosto de 2018

    Elisabete, gostei da forma de escrita. Narrativa clara e objetiva. Em relação a segunda parte , eu concordo com a Nilza, bastaria só a segunda parte para a história. O unico ponto negativo, não chamaria de negativo, é a história não ser muito criativa. Parabéns e boa sorte.

  17. Alessandro Diniz
    29 de agosto de 2018

    Olá, Elisabete! Seu conto é muito interessante. A escrita é limpa e clara. O português é ótimo! Apenas aqui você errou: “Raul consentiu, mas não conseguiu terminar.”. O verbo que vc queria era assentir, que é concordar, aceitar. Consentir é permitir. Achei um pouco confuso em algumas partes. De “José estava sonhando.” até “e tudo ficou escuro novamente.”, me pareceu um sonho dentro de outro. Sobre o Raul, achei que ele foi levado pela nave realmente e José sonhava com aquilo depois de ser atacado e infectado. E na cama, era outro sonho. A parte da transcrição está perfeita. Parece algo oficial mesmo. Parabéns!

  18. Bruna Francielle
    29 de agosto de 2018

    TEMA: sim

    INTERESSE PELA HISTÓRIA baixo a médio

    PONTOS POSITIVOS: Dos 6 contos que li até agora, este está um pouco acima da média em relação a qualidade.
    Narração clara e objetiva em vários pontos.
    Dinamicidade: ponto positivo o conto ser dividido em 2 partes que se completam.
    Ausência de erros de português e de digitação auxiliam a leitura.

    PONTOS NEGATIVOS: Algo que me incomodou foi a falta de uma melhor separação de cenas na primeira parte. Cenas que parecem ser no presente, outras no passado, e outras em sonhos se misturam demais em um conglomerado único.

  19. Nilza Amaral
    29 de agosto de 2018

    Já comentei. Mas relendo achei que somente a 2a.parte do conta, a declaração da Aeronáutica, bastaria para a história.

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Informação

Publicado em 29 de agosto de 2018 por em Alienígenas.