EntreContos

Detox Literário.

Contagioso (André Brizola)

O sino se fazia presente com toques vacilantes e irregulares, fracos, diminutos, dificultando a determinação da direção do som. Mas ele atravessava a neblina, certamente, enchendo de arrepios os marujos do vaso oficial. Arraigados a superstições tradicionais e culturais, aqueles homens de constituição de camelo e face de lobo amontoavam-se nos guarda-corpos da proa, tentando sentir se encontrariam espíritos vindo de bombordo ou estibordo.

O capitão, experiência náutica escorrendo dos poros, de olhos fechados cheirava o ar, buscando a distinção entre sal, água e bronze. – Estibordo! Devagar! Preparar abordagem!

Outra embarcação se silhuetava na cerração, e o sino parou de chofre. Murmúrios vinham do que parecia ser um iate à deriva. Nenhuma luz, nenhum calor. Quatro corpos em trajes de banho esparramados na popa. Apenas um ainda entre os vivos, com o pouco de energia restante tentando se comunicar.

Aqueles oficiais foram celebrados pelas gazetas como heróis. O iate, tomado como perdido dias antes, carregava quatro jovens imberbes, relegados a aparências semelhantes a náufragos de períodos extremamente superiores. O único sobrevivente fora encaminhado ao hospital naval, aos cuidados do setor de acidentes marinhos. Entrou em coma após ter conseguido dizer apenas “pfv”. Morreu horas depois.

 

* * *

 

O velho lobo do mar atravessou as portas duplas do bar. Aquela noite era sua para ser quem quisesse. E queria ser herói. Queria pontuar cada uma das vezes que contasse sua bravata de como resgatara o iate perdido com rimas sagazes, conselhos náuticos e trocadilhos vigorosos. Os mandriões noturnos gargalhariam e lhe pagariam uma nova bebida a cada reinício.

Assim foi pelas primeiras vezes. Meretrizes se espremiam em colos suados para ouvir a narrativa do capitão. Ladinos saíam das sombras em direção ao balcão. Estivadores riam de termos desconhecidos, e batiam palmas para sentenças longas e épicas. O homem bebia e falava, bebia e contava. E, a cada detalhe novo acrescentado à história, o bar avermelhava-se de ardor e adoração.

– Capitão, meu caro, poderia elucidar melhor alguns trechos? Gostaria que o senhor voltasse ao ponto em que seus subordinados rezavam ajoelhados na proa, enquanto o senhor discutia pedágio com os espíritos do mar.

– Meu velho taverneiro, meu irmão colaço, elucidar-te-ei acerca de tais minúcias, decerto. Verbo não me faltará enquanto a ti não faltar daquela birra napolitana.

A audiência riu, e o taverneiro buscou novo caneco resfriado. O capitão cofiou os bigodes, olhou de lado para a cortesã mais próxima e… Nada. As palavras evadiram, amotinadas. O suor, antes quente, agora lhe esfriava as costas.

– Adiante, mestre dos mares, com o relato homérico! – Incentivou o taverneiro, largando a cerveja no balcão.

– Não sei o que ah… Mestre, ah onde eu possa descansar do mal súbito? Naum sei o que me acomete.

A plateia afastou-se assustada.

– Pvf. Ajuda…

O desmaio levou o homem do mar ao chão. E dali ao hospital. Onde foi internado imediatamente.

 

* * *

 

Três dias no leito do hospital até a morte constatada. No início murmurava sandices. No final apenas murmúrios ininteligíveis. Dado que se tratava de oficial náutico, inquérito foi instaurado nas cercanias, arrolados entrevistados e limites traçados. Nada suspeito foi apurado nos exames clínicos, psicológicos e laboratoriais, a não ser que seu comportamento havia sido deveras semelhante ao do moribundo trazido do iate resgatado.

– Dolores, correto? Enfermeira Dolores. Pode vir em meu auxílio em minha linha de raciocínio? Elucubro sobre a perda de nosso herói marítimo, mas não encontro ponto de partida. Perdoe-me por essa entrevista em hora tão indigna, mas é peremptório que me narre os diálogos travados entre a senhora e nosso distinto falecido.

– Sr, naum tenho nada a dizer, na verdade. Ele parecia não conseguir falar nada. Eh um caso bem anormal. Nunca vi nada… – A enfermeira transpirava em excesso, gotas se acumulando no franzir da testa. – Perdão. Nunca tinha visto nada assim. Naum gostamos de perder pacientes. Eh tudo muito difícil. Eu só quero ir pra ksa.

– Peço desculpas novamente. Mas não consegui compreender parte do que a senhora disse, poderia repetir?

Num repente, Dolores juntou as duas mãos tapando a boca. O grito saiu abafado, e dali ela foi levada à quarentena, onde faleceu três dias depois.

 

* * *

Marco zero ainda desconhecido

Epidemia desconhecida atinge litoral

e ameaça espalhar-se pelo continente

 

Da redação

03 de Março, de 2018. Uma epidemia desconhecida está se espalhando rapidamente no litoral sul do país. Até o momento foram registrados vinte casos suspeitos de infecção e sete óbitos decorrentes da nova doença. As autoridades responsáveis ainda não emitiram laudo oficial, mas que deverá ser divulgado na coletiva de imprensa marcada para a tarde de hoje, às 15h.

As sete vítimas da epidemia apresentaram sintomas semelhantes e faleceram após o terceiro dia da manifestação da doença. Até o momento todos os casos estão sendo tratados no Hospital Santa Casa do Litoral Sul, mas outros da região já estão adequados para receber novos casos. “A quantidade de acionamentos tem superado a normalidade. Foi necessário enviar profissionais daqui para assegurar que os outros postos de atendimento estejam alinhados e informados com todos os dados que foram recolhidos até então”, disse o diretor do Hospital Santa Casa do Litoral Sul, Jorge Quaresma.

“O grau de contágio é enorme. Ainda não sabemos qual o vetor ou qual o marco zero. Mas é claramente um vírus, o que nos diz que é tratável”, explicou Quaresma, que ainda elencou alguns dos principais sintomas. “As vítimas apresentaram muita dificuldade em se comunicar, e isso foi aumentando gradativamente até o coma. Identificamos também uma certa incivilidade, um desejo pelo afastamento, um asco pelo contato com outras pessoas, eu diria”.

Todos os contatos com os órgãos governamentais envolvidos no combate à epidemia estão suspensos até a coletiva desta tarde. Mas há uma movimentação atípica nos exercícios diários tanto da Marinha quanto do Exército, indicando que os dois órgãos militares sejam destacados para auxílio e controle. Nenhum deles, entretanto, quis se manifestar, quando contatados.

O internauta que quiser saber como se prevenir contra uma epidemia poderá fazê-lo clicando aqui.

Saiba mais também sobre o Litoral Sul.

 

* * *

 

O vírus espalhou-se rapidamente. A transmissão ainda era um mistério, pois era muito veloz. Quarentena não funcionou. Nada funcionou. #vírus

 

Os confinados morriam após três dias. Mas sempre transmitiam o contágio para outra pessoa. Aos poucos todos estavam infectados Todos doentes

O marco zero da infecçao parecia ser o bar no porto em que o capitao heroi do resgate do iate havia sido recolhido pela emergencia Sem saida

as autoridades comecaram a rastrear todos os pontos de contato. O virus não se espalhava pelo ar, pelo sangue, nem saliva. Comunicacao=vetor

 

cada infectado que flw com algm tinha transmitido o virus mas não estaum chamando mais de virus chamam de viLOL. estamos #presos em casa gnt

 

ficar preso naum adiantou to sentindo os sintomas. mas vou sabendo que fiz meu nome na net ainda dou follow 4ever se follow tb. rtwt pfv Abç

 

* * *

 

https://www.youtube.com/watch?v=zZlQOaQZRcg

 

Alternativa ao vídeo

 

NUNCA FOI DESCOBERTO COMO A COMUNICAÇÃO TORNOU-SE MORTE

SEM PODER SE COMUNICAR, A HUMANIDADE LOGO FOI EXTINTA

COMPUTADORES PASSARAM EXERCER TODAS AS FUNÇÕES DE CONTROLE DA TERRA

AOS POUCOS A HUMANIDADE FOI RISCADA DOS REGISTROS HISTÓRICOS

AS MÁQUINAS EVOLUÍRAM E A LINGUAGEM TORNOU-SE ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE BINÁRIA

ATÉ QUE…

01110001 01110101 01100101 01101101 00100000 11101001 00100000 01110110 01101111 01100011 11101010 00111111 *

01100110 01101101 01111010 00111111 00100000 01100101 01110101 00100000 01110011 01101111 01110101 00100000 01101110 01101111 01110110 01101111 00101110 00100000 01110001 01110101 01100101 01110010 00100000 01110100 01100011 01101100 00111111 **

 

* quem é você?

** fmz? eu sou novo. quer tcl?

 

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46 comentários em “Contagioso (André Brizola)

  1. M. A. Thompson
    27 de abril de 2018

    Olá autor(a).

    A ideia de catástrofes dizimando algo não é nova mas essa ideia de acabar com a língua portuguesa foi interessante. E de certa forma isso realmente ocorre, pois os mais novos não têm paciência para construções frasais longas. O experimentalismo não foi bem empregado, mas a ideia agradou.

    Boa sorte no desafio!

  2. Amanda Dumani
    27 de abril de 2018

    Ótimo enredo e conto muito bem escrito. A morte da língua portuguesa (ou de todos os idiomas formais?) causada por uma epidemia incontrolável se assemelha demais com a realidade. Escrevemos cada vez pior e parece que nos importamos cada vez menos. Gostaria de ver um trecho maior com a transição da linguagem formal para coloquial. Mais tempo de “tela” para as duas juntas.

  3. Bianca Machado
    27 de abril de 2018

    Olá, autor/autora. Não me sinto em condições de fazer comentários muito técnicos dessa vez. Então tentei passar as minhas impressões de leitura, da forma como senti assim que a terminei. Desde já, parabenizo por ter participado!

    Então, vamos ao que interessa!
    ————————————————

    A leitura do conto, pra mim, foi bem arrastada. Parei de ler umas duas vezes e voltei depois. Mas o final, poxa, foi muito interessante, a ideia do vídeo etc., uma grande sacada! Só por isso desculpo o arrasto do que veio antes.
    Claro, só minha opinião com base na minha experiência, mas a primeira parte pode ser enxugada. E eu não colocaria a transcrição do vídeo. Estamos nessa pra fazer algo como não fizemos antes, ou não? =)

  4. Matheus Pacheco
    27 de abril de 2018

    Primeiramente eu devo me desculpar pela pressa que este comentário está sendo escrito, correndo riscos de má interpretação dos contos ou erros gramaticais..
    É um texto bom, extremamente bom, tudo que envolve mar e epidemias me cativam muito, mas eu achei que faltou a experimentalidade no texto….
    Bom conto amigo

  5. Gustavo Aquino Dos Reis
    27 de abril de 2018

    Esse trabalho aqui me pegou!!!

    Gostei demais. Esmeredamente bem escrito! O enredo irretocável. E o final, com o link para o Youtube, foi a cereja do bolo.

    Parabéns!

  6. Anderson Henrique
    27 de abril de 2018

    O início me incomodou um pouco, pois o texto estava parecendo desnecessariamente rebuscado. Não gostei de algumas construções, mas fui avançando. A impressão foi se desfazendo quando percebi que se tratava do mote do texto. Gostei. Foi uma boa ideia e está bem construída. Parabéns.

  7. Rubem Cabral
    27 de abril de 2018

    Olá, Camelo.

    Gostei do conto. O começo tem linguagem mais erudita e que vemos que vai diluindo pro “internês” lentamente, isso com uma pontinha de mistério. Há frases muito bonitas, feito “O capitão, experiência náutica escorrendo dos poros, de olhos fechados cheirava o ar, buscando a distinção entre sal, água e bronze”.

    O mistério então se segue e começa a ficar claro que a epidemia mortal manifesta-se com a deterioração da linguagem: “naum”, “pfv”, etc… Seguida pontualmente pela morte, três dias depois.

    O final é divertido, o link do vídeo também deu certo apelo multimídia ao texto tbm.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  8. RenataRothstein
    26 de abril de 2018

    Achei bem experimental e bem-sucedido seu conto, tratando do avanço do uso da rede como um contágio, um vírus sem proporções que cedo ou tarde vai engolir a todos.
    Como já disse, bem escrito, bem pensado, mas ficou devendo na empolgação. Mas, gostei.
    Abraço

  9. Daniel Reis
    26 de abril de 2018

    Não consegui me conectar com esse texto. Acho que estou imune hehehe… Na verdade, a guinada na direção em que a história estava aprumada me incomodou, pois parece que foi insertada ali como experimentalismo. Porém, a meu ver, de baixos teores… Destaque para o uso do vídeo, que a meu ver poderia ser menos explicativo e mais surpreendente. A ideia foi muito boa, a execução poderia ser melhor. Boa sorte!

  10. Thata Pereira
    25 de abril de 2018

    Até o meio do conto eu fiquei com um sentimento de “o que que esse cabra tá arruando aqui kkkk'”. Voltei e comecei a ler novamente com medo de ter deixado passar alguma coisa. Ideia infeliz, porque o segredo do experimentalismo e entendimento do conto está justamente no final. Muito boa a forma como a história foi amarrada.

    Contudo, não me agrada a tradução do vídeo e do código binário no fim. Isso já é algo mais pessoal. Acho que quebrou um pouco do experimental. Ainda assim, adorei a inserção do hiperlink no “clique aqui” e para saber mais sobre o Litoral Sul. Daria para estruturar um conto todo assim.

    Lembrei da facilidade como aquela nova robô Sopia se comunica. Medo.

    Boa sorte!!

  11. Ana Carolina Machado
    25 de abril de 2018

    Oiiii. Achei o conto bem criativo e uma certa reflexão sobre as variedades linguísticas do presente tempo, pois em tempos de internet é normal vemos novas formas de usar as palavras, principalmente com abrevia turas(pfv, abç entre outras que apareceram no texto). Achei interessante a forma de contagio da nova epidemia ser pela fala e a cena inicial me lembrou daqueles contos de suspense que envolvem o triângulo das bermudas e sumiço de iates, aviões, barcos e outros navios. E os links naquele trecho deram um ar mais de realismo ao conto. Parabéns pelo conto bem criativo. Abraços.

  12. Catarina Cunha
    25 de abril de 2018

    Frase chave: “O capitão, experiência náutica escorrendo dos poros, de olhos fechados cheirava o ar, buscando a distinção entre sal, água e bronze. “

    O conto começa bastante comum, nada experimental. Depois começa a surgir os sintomas de linguagem coloquial e a coisa vai crescendo, crescendo até se tornar experimental. A trama tem suspense e vídeo tosco ficou engraçado.

    A narrativa é muito simples para o meu gosto, mas o conto é bom!

  13. Amanda Gomez
    25 de abril de 2018

    Olá, Autor!

    Um texto incrível, eu gosto tanto de ler textos com essa linguagem culta, tudo bonitinho chega da gosto de ler em voz alta. O conto é perfeitamente escrito, a primeira parte ,a ambientação descrições me prendeu muito.

    O mistério chega, eu demorei pra entender a intenção do leitor, quando notei que se tratava de uma deterioração da língua eu voltei tudo de novo e li com essa percepção, foi muito inteligente de sua parte fazer assim, Usar essa ideia do vírus ser transmitido através da comunicação, chegou um ponto em que simplesmente não se tinha capacidade de falar…

    A parte final achei que quebrou um pouco a magia do que estava sendo mostrado, poderia ter terminado da despedida do narrador de boa, mas tudo bem, não achei tão grave assim.

    O experimentalismo ficou apenas por conta dos links? ou o enrendo se encaixaria? estou em dúvida quanto a isso.

    Gostei muito do seu texto, parabéns e boa sorte no desafio!

  14. Sabrina Dalbelo
    24 de abril de 2018

    Oiiiiiii
    Tô arrepiada! Sensacional!
    Muito, mas muito, mas muito bom.
    Sério… tô chocada!

    Deixa eu me recompor: eu estava lendo e pensando porque será que esse povo está morrendo um atrás do outro? E aquela linguagem sem acentos e “naum” e “eh” ainda não estavam fazendo sentido… mas tudo faz sentido.
    O texto é sobre linguagem!
    O renascimento de uma nova linguagem!
    E a inserção do vídeo? Precisa dizer que ficou maravilhoso? Não!

    Parabéns!

  15. Luís Amorim
    24 de abril de 2018

    O início do conto está muito bem escrito mas depois o desfecho é muito abrupto sem um maior desenvolvimento. Pena também o resultado final com tantas mortes, mais o vídeo e o código binário.

  16. André Lima
    23 de abril de 2018

    Quisera eu que esse conto passasse a mensagem oposta do que passa. Fui lendo e esperando ver uma grande homenagem à internet, às novas formas de comunicação… Mas vi o contrário, a comparação dos novos modelos de relação humana à morte, como se fosse uma doença a forma como nos comunicamos na internet. Quer coisa mais experimental que brincar com a linguagem? Que experimentar novas formas de passar uma mensagem? E o que me decepciona no texto (Que é muito bem escrito, por sinal) é a evocação do tradicionalismo num desafio onde devemos experimentar…

    Mas o texto é bem escrito, tem uma ideia interessante (Embora eu discorde, não levarei para o pessoal haha) e é bem executado. A parte da narrativa que tende a contrastar com a forma de se expressar dos infectados é rebuscada em excesso, com algumas comparações esquisitas (“experiência náutica escorrendo dos poros”) e a utilização massiva de sinônimos nada convencionais. E claro, tudo de forma totalmente proposital, o que eu adorei. A estratégia é interessantíssima.

    Bom texto. Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio!

  17. Luis Guilherme Banzi Florido
    23 de abril de 2018

    bom diaaa.. td bem?

    legal, gostei! a ideia é bem criativa, e ganha muito com o experimentalismo. afinal, sem os experimentos, o enredo seria bem menos interessante, algo mais comum. a inserção de hiperlinks e especialmente do video deu um upgrade no conto, por casar perfeitamente com o conteudo do enredo.

    gostei bastante da forma memaforica como voce retrata a morte da linguagem. o primeiro “pfv” que apareceu me arrancou risadas. a mensagem foi bem sutil, mas também bem presente.

    só achei desnecessária a “alternativa ao vídeo”, colocada no fim.. acho que você ficou preocupado que reclamassem de ter que abrir o youtube, mas eu teria suprimido essa parte. claro que isso é só uma observação, e não uma critica.

    enfim, um conto divertido, de leitura prazerosa e que utilizou muito bem as ferramentas experimentais, agregando valor ao todo.

    parabens e boa sorte!

  18. Rsollberg
    22 de abril de 2018

    Fala, Carmelo.

    Então, seu texto é uma grande alegoria moderna para o “empobrecimento” (a meu ver, transformação) da língua. O autor soube desenvolver bem a proposta, iniciando o conto com uma linguagem rebuscada, em determinados momentos até pernóstica, para em seguida ir se deteriorando, até ficar simplificada,
    Apesar de não ser uma comédia, o humor está presente no absurdo, na crítica ao comportamento, nos relatos improváveis.

    Os links funcionaram como notas de rodapé, nada além disso.
    Por outro lado, o vídeo trouxe inovação para criar uma imersão no epílogo, funcionou muito bem. Ocorre que para mim, que estava enxergando o texto como uma crítica atilada desenvolvida na linha do absurdo, esse desfecho quebrou o clima. Transformou a paródia bem sacada em uma “guerra dos mundos”.

    A escrita é soberba. A mutação da linguagem muito bem feita e sentida.

    Parabéns!

  19. Evandro Furtado
    22 de abril de 2018

    Eu gostei demais dos primeiros dois terços do conto, muito bem construídos, a seu tempo, sem rushes ou pressa. A história vai se desvelando e o experimentalismo aparecendo, pouco a pouco. O trecho final serve para dar o resultado final, mostrando o que acontece. Se na narrativa, no entanto, sucede, a história termina abruptamente, sem maiores explicações ou detalhamentos.

  20. Andre Brizola
    21 de abril de 2018

    Salve, Camelo!

    Achei muito legal o desenvolvimento do conto. Há o início com os navegantes, quando, aparentemente, há o contágio, e a progressão do vírus, doença, ou seja lá o que faz com que a língua vá se deteriorando, causando a morte literal das pessoas.
    Fico feliz que tenha priorizado o enredo acima de qualquer forma estética (embora há sim alguma inserção dentro da métrica da comunicação). Foi muito legal ver a deterioração da língua, indo de diálogos pomposos, à comunicação prática e direta do jornalismo eletrônico, enveredando pelos 140 caracteres do twitter e o fim da palavra escrita, substituída pelos vídeos e youtubers formadores de “opinião”.
    Há algumas poucas coisas a corrigir, como um “pfv” que saiu como “pvf”, que poderia passar como intencional, mas que provavelmente foi erro de digitação.

    É isso! Boa sorte no desafio!

  21. Priscila Pereira
    21 de abril de 2018

    Olá 🐫,
    Muito interessante o seu texto. A linguagem do começo toda rebuscada e náutica, muito gostosa de acompanhar foi se deteriorando até o final do texto, mostrando bem a ideia central do conto.
    Se essa ” epidemia” matasse mesmo quase todo mundo já haveria morrido mesmo é isso é assustador, não é?
    Muito bom o seu trabalho! Parabéns e boa sorte!!

  22. Mariana
    21 de abril de 2018

    O que está acontecendo com a humanidade? Estamos regredindo? O conto brinca com a ideia de catástrofe para tratar sobre a linguagem e as mudanças que estão acontecendo. O experimental fica por conta dos links e do vídeo do YouTube. Aliás, ele cabe bem nessa subcultura de vídeos bizarros (deixo a dica do 333-333-333). Um trabalho interessante. Parabéns e boa sorte no desafio.

  23. Jorge Santos
    21 de abril de 2018

    Este conto enganou-me. O que não costuma acontecer e eu, enquanto leitor, estou sempre à espera disso em tudo o que leio. Esperava um remake dos piratas das Caraíbas, encontro um conto de Terror ao nível do The Ring, onde todos os participantes vão morrendo de uma forma inexplicável, inclusivamente o narrador da história. Daqui se tira o carácter experimental do conto.

  24. angst447
    21 de abril de 2018

    Não entendo nadinha de linguagem binária e afins. Agora, sei que a linguagem é viva e sofre transformações com o passar do tempo, adequando-se às necessidades dos falantes.
    No conto, há uma epidemia que corrói a linguagem, tornado as palavras em abreviações e por fim em números que precisam ser decodificados.
    Fiz a associação da embarcação e dos marujos como navegantes – no sentido literal da palavra – e que depois se tornaram viajantes em outros mares, explorando outras redes, navegando na cibernética. A linguagem vai minguando até definhar de vez e se perder. Como diria Fernando Pessoa: Navegar é preciso. Viver não é preciso. E cá estou eu, viajando novamente… Perdão!
    O conto está muito bem escrito e a ideia apresentada é bem interessante. O texto cumpriu com o exigido pelo desafio.
    Boa sorte!

  25. Higor Benízio
    20 de abril de 2018

    Acho que os links de como prevenir-se numa epidemia, e o do litoral brasileiro funcionaram bem. Causam uma imersão legal, ainda mais por tratar-se de um texto online. Já o video o youtube, ao meu ver, não serviu pra muita coisa. Acabou foi estragando aquela experiência dos links (que, ao meu ver, deveria ser a coisa mais explorada no conto, e não foi tanto assim), porque o vídeo é um negócio esquisito, com uma musiquinha que dá medo que está lá não sei por qual razão. Acho que vale reescrever isso aí apostando em mais links imersivos

  26. iolandinhapinheiro
    18 de abril de 2018

    Olá, amigo Camelo!

    Uma ideia e tanto esta sua, gostei demais da primeira parte, até o capitão ficar doente e morrer, depois parece que a história não progride, apenas se repete. Mesmo assim um conto extraordinário. Ideia excelente, personagem carismático, uma doença tragicômica, quebra do comum não só pela ideia mas pelos links e pelo filme, e uma escrita que nos hipnotiza.

    O texto tem enredo sim, mas eu gostaria que tivesse um pouco mais, e que eu pudesse me deleitar lendo e saboreando as minúcias colocadas por você nesta gostosura.

    Sabe, eu adoro quindim, mas raramente como porque sou diabética. A minha vontade de comer quindim não permite que eu coma um só, então se é para comer um único quindim, eu prefiro nem comer. O seu conto é um quindim delicioso, mas eu queria comer uma bandeja toda, entende? Eu queria ler muito mais. A culpa nem é tão sua (limite de 2000 palavras), mas o conto é, então eu só tenho vc para reclamar.

    É isso, gostei do conto mas poderia ter gostado muito mais, noves fora vc terá uma nota boa, mas não perfeita.

    Um abraço e sorte no desafio.

  27. Paula Giannini
    18 de abril de 2018

    Olá Autor(a),

    Tudo bem?

    Seu conto levou o leitor literalmente para fora da casinha ao propor um final em vídeo. Dessa forma podemos, de certa forma, imaginar o trabalho como algo que vai além do texto em si. Algo como o tão cultuado e para o que a grande midia aponta, (embora ainda incerta de como fazê-lo) que é a utilização multitelas ou multiplataformas. Eu, quase uma dinossaura, costumava chamar isso (ao menos no teatro) de multimídia. Uma excelente ideia e, mais que isso, uma experiência que se mescla com muita naturalidade ao texto. Já não imagino este seu trabalho sem as interações de link, principalmente a do vídeo final, que, inclusive, se me permite um parêntese, funciona bem, mesmo sem o conto. O vídeo não é um epílogo, tampouco um apêndice. Mas um conto, ou melhor, um filme que sobrevive e conta uma história por si só.

    Sobre o conto em si, o(a) autor(a) parte da premissa da morte da linguagem. Não a linguagem em si, mas a comunicação escrita e falada, a morte daquilo, único no ser humano, que é a capacidade de juntar fonemas e com eles exprimir desde as mais básicas necessidades cotidianas, até o mais complexo dos sentimentos. O interessante a se notar é como o(a) escritor(a) aqui, parte da deterioração (ou quem sabe apenas a evolução ou simplificação) da língua na internet (ou na vida moderna), para elaborar toda uma teoria acerca dos possíveis efeitos e danos de tal simplificação em nossas vidas.

    Nota-se ainda que, mesmo partindo da defesa da língua enquanto linguagem (vale lembrar que a humanidade fala varios idiomas), o conto tem início em uma data anterior aos dialetos da internet, levando o leitor a entender que tal simplificação (ou banalização) é, de todo modo, algo mais antigo que o advento tecnológico binário. Uma bela reflexão. Estaríamos nós de fato evoluindo para a uma realidade similar a do conto?

    Parabéns por seu trabalho.

    Sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

  28. Cirineu Pereira
    15 de abril de 2018

    A primeira parte do conto é muito boa e, ao contrário do entendem alguns, não vejo as “abreviaturas”, se é que assim podem ser chamadas, como o traço experimental do conto, são antes o próprio o tema do conto e creio inclusive que poderiam ter sido melhor exploradas, ou seja inseridas antes, com mais frequência ou talvez apenas de formas mais apropriadas, permitindo apenas ao final que o leitor entendesse que tais abreviações seriam sintomas da referida epidemia. O traço experimental está, ao meu ver, na inserção de links e vídeo, inserções essas que requereriam mais sutileza, não deixando, no entanto, de serem inteiramente válidas. De forma geral, à parte as criticas supra, gostei bastante, o enredo envolve, o estilo de base é de muito bom gosto e talvez a grande baixa do conto se dê mesmo no arremate com um posfácio desnecessariamente abrangente e, ao meu ver, supérfluo.

  29. Regina Ruth Rincon Caires
    12 de abril de 2018

    Tenho a impressão de que o autor desta lindeza seja lusitano. Fiz uma pesquisa: “vaso oficial” – muito interessante.

    Texto que tem um início descritivo primoroso. O leitor fica envolto pelo cenário. Descrição linda, apurada. Acredito que o teor experimental esteja espelhado na infiltração da tecnologia avançada, futurista. Talvez nem tão futurista assim. Certamente a língua, que usamos agora, será substituída por outro código de comunicação. Seria a sua morte?!

    O autor faz um emaranhado no linguajar. Vai do rebuscado ao trivial numa ligeireza danada. Leitura muito prazerosa. O trabalho versa sobre o processo de redução da língua até chegar à desaparição total.

    Parabéns, Camelo do Mar!

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

  30. Rose Hahn
    11 de abril de 2018

    Caro Autor, alinhada com a proposta do desafio, estou “experimentando” uma forma diferente de tecer os comentários: concisa, objetiva, sem firulas, e seguindo os aspectos de avaliação de acordo com a técnica literária desenvolvida pelo meu conterrâneo, o Analista de Bagé, a do “joelhaço”:

    . Escrita: Bagual (tradução: porreta);
    . Enredo: Enfim um enredo. Ufa!
    . Adequação ao tema: Começou normalzinho, e depois rachou a lenha no experimental.
    . Emoção: “COMPUTADORES PASSARAM EXERCER TODAS AS FUNÇÕES DE CONTROLE DA TERRA”. Bem assim, snif.
    . Criatividade: Pensei em Hemingway, deve ser por causa do “o velho lobo do mar”, não fique se achando.

    . Nota: Consulte em 01110001 01110101 01100101 01101101 00100000 11101001.

  31. Evelyn Postali
    9 de abril de 2018

    Dá um desespero quando a linguagem começa a morrer. Eu não sei muito bem como é que tudo se acaba, mas tenho a impressão de que é bem por aí. Talvez o que vemos como morte seja evolução. Transformação de alguma maneira. Não sei. O conto está bem escrito, está dentro do tema e me envolveu na leitura do começo ao fim.

  32. Ricardo Gnecco Falco
    4 de abril de 2018

    Comentário/análise no vídeo.

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de abril de 2018

      (a avaliação de seu trabalho foi deixada na página deste vídeo, na própria plataforma do Youtube, na sessão “comentários”)

      Boa sorte no Desafio!

      • Seu.Livro.Pronto Produção Editorial
        6 de abril de 2018

        Tradutor:
        https://www.invertexto.com/codigo-binario

        01010000 01001111 01001110 01010100 01001111 01010011 00100000 01010000 01001111 01010011 01001001 01010100 01001001 01010110 01001111 01010011 00100000 00111101 00100000 01000001 00100000 01110011 01100001 01100011 01100001 01100100 01100001 00100000 01100100 01100101 00100000 01100010 01110010 01101001 01101110 01100011 01100001 01110010 00100000 01100011 01101111 01101101 00100000 01101111 00100000 01110110 01101111 01100011 01100001 01100010 01110101 01101100 11100001 01110010 01101001 01101111 00101100 00100000 01100011 01101111 01101101 00100000 01100001 00100000 01101110 01101111 01110011 01110011 01100001 00101000 00111111 00101001 00100000 01001100 11101101 01101110 01100111 01110101 01100001 00111011 00100000 01110001 01110101 01100001 01110011 01100101 00100000 01110001 01110101 01100101 00100000 01110101 01101101 01100001 00100000 01110010 01100101 01100110 01101100 01100101 01111000 11100011 01101111 00100000 01100001 00100000 01110010 01100101 01110011 01110000 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  33. José Américo de Moura
    3 de abril de 2018

    Por favor ajuda, pfv, com essas palavras as pessoas começavam a morrer, era o vírus da intenet, um conto bom de ser lido, a princípio me pareceu que fosse uma peste do tipo que precisa de quarentena. Escritor domina bem as palavras e narra muito bem a trama, chegando a um nível de envolvimento muito bom com o leitor. Gostei muito do marujo que contava suas histórias na Zona em troca de um copo de vinho. Uma belezura, parabéns.

  34. Fabio Baptista
    1 de abril de 2018

    Achei esse texto muito bem escrito, sobretudo a parte no mar. A ideia geral me lembrou um pouco aquele conto do Pedro Luna, sobre a gula, vencedor do desafio pecados capitais. Lá, se me recordo bem, o homem ia gradativamente comendo as letras, até as palavras se tornarem incompreensíveis. Aqui, a linguagem vai se “internetizando” aos poucos, sendo simplificada pelo tal vírus, até se tornar a linguagem binária (mais uma vez dando as caras no desafio).

    Apesar de achar exagero essa “evolução” da linguagem culminar na revolução das máquinas, o vídeo foi um ótimo complemento e demonstra esmero do(a) autor(a) em oferecer uma experiência de qualidade para os leitores.

    Gostei!

    Abraço.

  35. Jowilton Amaral da Costa
    1 de abril de 2018

    Gostei da primeira parte, da história contada do navio chegando ao porto, o capitão na taverna, e o suspense de uma doença fatal, depois que entrou a parte mais jornalística, relatando sobre a doença que dizimou a humanidade, a coisa não me agradou muito, pior que é a parte mais experimental do conto, eu acho, somado a algumas palavras usadas de forma “internética”, digamos assim. Boa técnica, média criatividade, médio impacto, na minha opinião, claro. Boa sorte no desafio.

  36. Fheluany Nogueira
    1 de abril de 2018

    Se o tema é a simplificação da linguagem, não temos ficção aqui. Esta epidemia até já passou da fase aguda, como professora de Português, afirmo que já estamos na fase de superação. Mas a forma como o assunto foi enfocado, deixou o conto interessante, divertido — uma linguagem pomposa transformada em siglas, abreviaturas — acredito que foram usadas caricaturas para evidenciar o contraste entre os níveis da Língua. O mar, aqui, talvez seja uma metáfora para o “navegar” na internet. Parabéns pela criatividade e pela ironia. Bom Trabalho. Abraço.

  37. Antonio Stegues Batista
    1 de abril de 2018

    Gostei do enredo. Achei algumas frases pomposas, muito forçadas, parecendo, ou sendo, se tonando, enfim, caricatas. Não entendi se é uma epidemia que modifica a fala, ou a escrita, ou as duas coisas o que torna a coisa surreal. De qualquer forma, embora não seja original, pelo menos nesse certame,já que há contos parecidos, ou quase, achei um bom experimento. Boa sorte.

  38. Ana Maria Monteiro
    1 de abril de 2018

    Olá, Camelo do mar. Experimental, é, claro. Não tenho muito a dizer, pois está um pouco levado ao exagero, é quase uma comédia. Apreciei mais o ponto de vista do que a abordagem, vá-se lá saber porquê. Como as criaturas são mutantes, não discuto o linguajar que usam antes do contágio, quero dizer que achei as palavras usadas nos diálogos iniciais muito pomposas para um marujo, mas era um marujo diferente daqueles que todos conhecemos, então poderia ser que falasse mesmo assim antes da contaminação. Não encontrei as inverosimilhanças apontadas por outros. Pode-se estar completamente isolado mas, desde que se esteja vivo, está-se entre os vivos uma vez que o significado da expressão é de que se está vivo.
    Também não irei discutir a evolução da linguagem que tantas vezes me aflige,pois as pessoas muitas vezes se limitam a aproveitar aquilo que na realidade é apenas o mais absoluto desleixo e chamam-lhe evolução. Então, como disse, nem vou por aí.
    Terminando, acho que atendeu ao tema proposto e escolheu um assunto altamente controverso aligeirando-o com o uso de personagens no domínio do imaginário.
    Além disso, percebe a nossa língua e sabe manejá-la. Parabéns e boa sorte no desafio.

  39. Paulo Luís Ferreira
    31 de março de 2018

    Conto análogo a este já passou por aqui, “Sob o risco de sumir”. Ambos tratam da contaminação da língua. Embora eu acredite que esse tema já por demais discutidos pelos lexicólogos, os quais muitos deles não veem risco, pois que a língua é uma ciência viva, e que por natureza ela estará sempre em mutação. Mas ambos os contos fazem do tema uma ponte para dissertar sobre um assunto que não deixa de ser controverso, legítimo e necessário. E que assim o seja. E isso é bom que aconteça sempre. Quanto a este conto lido: é um bom conto, muito bem desenvolvido em sua trama. Bem engraçada a personagem, capitão da fragata. Embora tenha sentido falta do tão esperado experimentalismo, exceção feita aos links indicados, mas não tão novo, pois outros trabalhos também fizeram uso destes recursos. Também percebi alguns descuidos com a grafia, acentuação. (Provável problema de digitação?) E uma curiosidade! Exame psicológico no morto! Qual foi o diagnóstico, o que disse ele de relevante sobre sua morte? Ks… Ks… ks… Parabéns pelo trabalho.

  40. werneck2017
    31 de março de 2018

    Olá,

    Um conto com uma boa premissa, decerto. A simplificação da linguagem está se tornando uma epidemia, ainda que guardadas as devidas proporções. É uma realidade, a nossa realidade. Eu achei as observações do Ângelo Rodrigues procedentes, mas em nada diminuem o texto. Feitas as devidas correções, só agregam. Muito bom conto. Parabéns e boa sorte.

  41. Fernando Cyrino.
    31 de março de 2018

    Olá, Camelo do Mar, você tem um tema deveras interessante. O contágio da simplificação da linguagem é tremendo e vai, em três dias, matando todos aqueles que são tomados pelo tal vírus. Daí que fiquei pensando se seria isto mesmo, ou se não devo considerar que a língua é um ser vivo e que cada geração a vai tornando mais atual. Daí também me pego com a seguinte indagação: haveria realmente nessa questão da linguagem o certo e o errado? Creio que os romanos do senado, só para definir um grupo, achavam que o latim falado pela plebe era horrível. E foi esta linguagem pobre e feia que veio dar no nosso português. Mas aqui já fico eu filosofando. Você tem uma boa história, com certeza. Seu domínio da língua é muito bom e, se tiver algo a chamar a atenção seria no sentido de que, quem sabe seja para fazer contraponto aos contagiados pela praga, usa uma linguagem um tanto defasada para o meu gosto, mas se trata aqui apenas de gosto pessoal. Uma boa história, um bom argumento, um bom conto. Abraços.

  42. Angelo Rodrigues
    31 de março de 2018

    Olá, Camelo do mar,

    um texto parodiando o momento atual em que estamos vivendo.
    Legal isso. A dificuldade de comunicação, o desaparecimento dos sinais gráficos (til, cedilha, pontos), a simplificação extrema da linguagem através de sinais gráficos e tais. Uma boa ideia.
    Se posso somar ao que você colocou em seu texto sem querer parecer piegas, diria para ficar atento a algumas coisas.
    No trecho em que você coloca
    —“Quatro corpos em trajes de banho esparramados na popa. Apenas um ainda entre os vivos…”, tem uma impossibilidade construtiva. Se apenas um estava vivo, este um não poderia estar entre os vivos, pois só havia um vivo.

    —“Nada suspeito foi apurado nos exames clínicos, psicológicos e laboratoriais…” Acredito que se tratava do exame de um sujeito morto. Por óbvio, cabíveis serão os exames clínicos e laboratoriais, mas nunca psicológicos.

    —Pelo que pude perceber, o pfv foi trocado por pvf. Não sei se isso está certo ou errado, mas como me parecer significar ‘por favor’, o correto seria apenas pfv, ou não, fica a seu cargo.

    —Em outro ponto você diz que a epidemia já cobria vinte casos. Nenhuma doença, mesmo as ficcionais como a sua, pode ser dada como epidêmica por haver ocorrido apenas vinte casos, nem mesmo quando constatada sete morte.

    —Os diálogos me pareceram pomposos demais. Marujos não falam assim, nem taberneiros, salvo haja um caráter especial para que assim ocorra, o que me pareceu não ser o caso. Falo de algo como o que segue:
    “– Meu velho taverneiro, meu irmão colaço, elucidar-te-ei acerca de tais minúcias, decerto. Verbo não me faltará enquanto a ti não faltar daquela birra napolitana.”

    Talvez você quisesse mostrar a dicotomia entre uma linguagem pomposa e uma linguagem absolutamente reduzida, que vinha tomando conta das pessoas. Ficou-me a dúvida.

    Estou dizendo essas coisas pelo fato de que, qualquer texto, particularmente aqueles que trabalham com valores imponderáveis, impalpáveis e tal, para uma assimilação completa do leitor, ele precisa ter a sua própria verossimilhança, por mais absurdo que seja. Todo texto deve estar inserto e ajustado em sua realidade particular, amarrado a ela, sob pena de parecer inverossímil.

  43. Rodrigo
    31 de março de 2018

    Camelo do Mar, eu gostei do seu conto. Gostei do cenário inicial, consegui imaginar os “mutantes” e os detalhes do primeiro parágrafo. Gostei como a história foi conduzida. Gostei do suspense e gostei da parte final onde o próprio escritor padece da doença. Apenas pensei que a epidemia tivesse origem em algo mais sinistro, mas tudo bem, é a minha opinião.
    E assim acabo a minha opinião, apenas avaliando a história em si e deixando as “estruturas e a ortografia” para pessoas mais piegas.
    Abraço.

    • Regina Ruth Rincon Caires
      12 de abril de 2018

      Gostei do “mais piegas”… Abraços…

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Publicado às 31 de março de 2018 por em Experimental e marcado .