EntreContos

Detox Literário.

Hora Morta (Vicente Távora)

Pela noite dentro, tudo calmo parecia, bem perto do centro onde a vila, diziam muitos, «Já não tem vida», quando «Tudo por ali acontecia» no antes longínquo. Agora, no então de enredo e com a presente calma no papel, referia este que os sonos duravam até ao ser dia sem interrupções que assinalassem a mais pequena agitação. Mas certa noite, que o jornal local à presente consulta não soube com precisão esclarecer por se tratar de crónica assinada sem complemento de data quanto aos verídicos, escrevia-se, acontecimentos, o chafariz próximo da residência em questão começou do nada a largar gotas com dezena de segundos aproximados, para o sonoro recipiente. Encontrava-se dentro de pequeno jardim, fechado apenas durante a noite, quando no diurno era obrigatória visita de turistas procurando uma recordação junto do histórico chafariz. Já não tinha água corrente, daí que começar de madrugada a revelar a sonoridade da mesma perante sonos que se pretendiam descansados, seria de todo completamente inesperado. Mas foi isso mesmo a suceder, fazendo crença na tal crónica, sobre acontecimentos de eras outras. A família acordada no de repente foi, sobressaltada para fora de casa, na de chafariz direcção com a rapidez que a água determinava ao sonoro cair. Uma vez ali chegados e quando o relógio marcava três ponteiros na fria madrugada, parou a queda de água pelo chafariz então determinada. Voltaram para dentro de casa, no convencimento que poderiam enfim descansar sossegados no dormir entretanto interrompido. Puro engano. Mal se deitaram, casal e filha, sentiram de imediato água caindo no estrondo da noite sem esse maçador pormenor, agradavelmente silenciosa. E assim foi pela madrugada dentro, impedindo o sono de vencer em prol do merecedor descanso. O dia seguinte decorreu com normalidade até à chegada pela noite, com a madrugada a dar sinal, de mais água caindo no chafariz pelas três horas no seu iniciar. Nova precipitação exaltada até ao chafariz para este se calar no jorrar de água, gota a gota sem piedade quanto ao sono familiar. Novo conformar de situação aparentemente inexplicável por ser às três exactas horas de cada nova madrugada, «A hora morta» dita pelo pai de família que, durante o dia foi investigar o que lhe foi possível na biblioteca local sobre o chafariz, onde leu sobre invocação maligna naquele mesmo lugar algumas gerações antes. Resolveu então solicitar a presença de amigo sabedor do ritual de exorcismos para solucionar o problema, convencido de ser esse o mais acertado no agir que teria forçosamente de acontecer. Ritual feito pela exacta hora maligna e consequência esperada de não mais cair gota de água qualquer. Só que na seguinte noite, elas, as gotas voltaram a fazer-se ouvir. Com rolha pronta a ser encaixada, mesmo à real medida, o cair de água cessou e assim pareceu à família o tranquilo final de estória. Mais dia outro até à nocturna ocasião por acrescento de enredo e na vez essa à de costume hora, as três, o ruído outro era que levou a família a conferir com exaltação o que então se passava. Era o padre em estranho ritual ou talvez não, com um exorcismo aparente, o qual para espanto familiar, afirmou na sua forte convicção ser o oficial que, independentemente da ocasião e dos seus envolventes, unicamente resulta e bem no sempre que for preciso.

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23 comentários em “Hora Morta (Vicente Távora)

  1. Andre Brizola
    21 de abril de 2018

    Salve, Vicente

    Tenho que dizer que estou meio confuso com seu conto. Tento achar alguma expressão para definir qual a sensação que tive e a única coisa que me vem à mente é “sem fôlego”. Mas não um “sem fôlego” de embasbacado, e sim de sem ar mesmo. Como um mergulho na piscina para ver quem fica mais tempo embaixo d’água. A estrutura em único parágrafo pode dar o experimentalismo da coisa, mas achei que foi uma opção que deixou o texto truncado, difícil de acompanhar.
    O enredo é interessante. Gosto de histórias que abordem essas máximas das histórias de terror, como as três horas da madrugada marcar o horário maligno. Gostaria que o enredo tivesse se aprofundado um pouco mais nos detalhes, entretanto. Mas entendo que a decisão do autor de adequar o enredo à forma escolhida dificultaria ainda mais o entendimento.

    É isso! Boa sorte no desafio!

  2. Jorge Santos
    21 de abril de 2018

    Creio que a experiência, neste conto,foi a de confundir o leitor. Nesse caso, parabéns: foi bem sucedido. A ideia com que fiquei, foi a de uma fonte (como dizemos aqui, chafariz estão na via pública e destinam-se ao consumo humano) possuida, que é exorcizados sem êxito. Acredito que hajam alegorias implícitas que ficaram por descobrir. O texto não me conseguiu prender o suficiente para que perdesse tempo a tentar descobrir segundos sentidos. Por último, não percebi a conclusão. Problema meu, talvez.

  3. angst447
    21 de abril de 2018

    Acredito que este conto tenha um tom lusitano, tem o seu charme. No entanto, apesar do tamanho animador, o texto dá a impressão de ser mais longo devido a sua densidade. Talvez a narrativa seja tão simples, mas tão simples que se torne incompreensível. Queremos enxergar algo que está além das palavras, mas talvez menos seja mais mesmo.
    A hora morta, 3 da matina, aparece em filmes de terror como O Exorcista e seria o momento em que os demônios aprontariam algo.
    O chafariz deve ter alguma simbologia aí na narrativa – água representa o lado emocional. O que só aparece na hora morta? Quando todos estão dormindo e baixam a guarda?
    Bom, eu precisaria de mais tempo, disposição e paciência para decifrar seu trabalho, autor. Desculpe-me pela fraqueza, mas vou desistir das investigações.
    Considero o desafio cumprido.
    Boa sorte!

  4. Priscila Pereira
    20 de abril de 2018

    Olá Vicente,
    Não consegui entender seu texto, li duas vezes, em diferentes ocasiões e não consegui compreender. Sua linguagem está além da minha compreensão. Desculpe.
    Boa sorte!

  5. iolandinhapinheiro
    19 de abril de 2018

    Olá, autor!

    Eu li seu conto pensando o tempo inteiro que ele estava sendo narrado pelo Mestre Yoda, devido à quantidade de frases invertidas. A colocação do texto todo num único parágrafo e a inversão de boa parte das frases era a sua proposta de experimentalismo?

    Tudo indica que sim. Ocorre que o leitor, juiz soberano dos contos trazidos para análise neste certame, nem sempre consegue compreender a pretensão do autor, a mensagem codificada em seus texto, daí as críticas desfavoráveis e as reclamações nos comentários.

    Particularmente eu tive dificuldades com o seu estilo, a escrita trabalhosa, a falta de investimento nos personagens, esta centralização da história num objeto supostamente amaldiçoado, mas se o desafio é justamente o de experimentar, imagino que ninguém deveria esperar por um conto com todos os seus elementos certinhos, não é mesmo?

    Decerto vc está experimentando utilizar um caminho diferente. Se este caminho vai levar ou não para onde vc desejou chegar é outra história.

    Torço que tenha sucesso em sua empreitada.

  6. Mariana
    18 de abril de 2018

    Três horas, a hora mais escura… O autor se aproveita do dito para criar a história de um chafariz mal-assombrado. O conto, em um parágrafo, acabou truncado e de difícil leitura (mesmo que assim atendendo ao pedido, não desceu bem). Uma revisão caberia aqui, a ideia é boa.Parabéns e boa sorte no desafio.

  7. Paula Giannini
    18 de abril de 2018

    Olá Autor(a),

    Tudo bem?

    Na cultura popular brasileira, “horas mortas” representam ou indicam horários clássicos de aparição de visagens. 6 horas da manhã e da tarde, meio dia e meia noite, são horas nas quais a noite ainda não é dia, onde a tarde ainda não é noite, e representam a incerteza, o oscilar entre o real e o mágico. Horas mortas ou abertas, descobertas, desoras, são horários de perigoso, onde o invisível ronda.

    O(a) autor(a) aqui, no entanto, aborda um horário específico, 3 da manhã. Horário também conhecido como de mau agouro, e, em outra versão de “horas abertas” é muito respeitado, por exemplo no nordeste brasileiro. Em tal horario, deev-se ficar em casa a fim de evitar a exposição ao mal.

    Escrito em um só parágrafo, o conto parece envolver o leitor nessa ideia da hora onde tudo fica em suspenso, assim, a narrativa segue a cadência da água que pinga, do flutuar entre mundos, do território entre sonho e realidade. Na madrugada, o assombro se faz presente e persistente, comunicando-se através da água do chafariz que teima em se manifestar.

    Uma ótima premissa. Uma experiência interessantíssima no que toca a construção da linguagem.

    Parabéns por seu trabalho.

    Sucesso no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

  8. Cirineu Pereira
    15 de abril de 2018

    Um enredo rudimentar, sucinto, linearmente apresentado e com pouca valorização de personagens geralmente atribui à narrativa ares de crônica ou texto jornalístico, e este seria apenas isso, não fosse a estrutura complicada e confusa das frases, compreendidas num só parágrafo. Experimental? Sim, inegavelmente, porém sem atributos mais valorosos que geralmente se espera de um conto.

  9. Regina Ruth Rincon Caires
    12 de abril de 2018

    Meu caro autor, você faz o que quer com as palavras, não é?! Sabe tudo da gramática, tem uma facilidade danada de inverter frases, brincar com a semântica. Fico imaginando como deve ter sido trabalhar com esta “confusão” intencional que você aprontou no texto. Menino levado! Acho que tem um pouquinho de loucura…

    Totalmente experimental, doso isso com a minha dificuldade de compreender o enredo. A leitura flui, mas a compreensão não segue o mesmo ritmo. Precisa de releitura.

    O trabalho apresentado foi escrito usando um único parágrafo, isso incomoda aquele leitor mais “preguiçoso”, aquele que corre para mensurar o comprimento do texto postado. Acho que muita gente fez isso, muita gente correu o cursor antes de terminar a leitura. Não fique assustado. Leitor é assim…

    Vicente Távora, parabéns pela doideira!

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

  10. Rose Hahn
    11 de abril de 2018

    Caro Autor, alinhada com a proposta do desafio, estou “experimentando” uma forma diferente de tecer os comentários: concisa, objetiva, sem firulas, e seguindo os aspectos de avaliação de acordo com a técnica literária desenvolvida pelo meu conterrâneo, o Analista de Bagé, a do “joelhaço”:

    . Escrita: Parece literatura de cordel.
    . Enredo: Não entendi bulhufas, o que é positivo, dado o tema proposto;
    . Adequação ao tema: Forçou, mas adequou.
    . Emoção: Dava pra dar um enxugada na água do chafariz, ele tomou conta do texto.
    . Criatividade: Tem potencial para águas mais profundas.

    . Nota: Naufragou no jorro do chafariz, sorry.

  11. Evelyn Postali
    9 de abril de 2018

    Tive dificuldade em ler no começo pela troca de palavras, mas depois das primeiras linhas a leitura fluiu e fui até o fim. Por esse tipo de estrutura, considero experimental o seu conto. A repetição da palavra chafariz me incomodou, mas entendo que ela, talvez, fosse necessária. A história é diferente e essa questão de escrever em um parágrafo provoca uma ‘falta de fôlego’ no olhar. Satura o olha.

  12. Ricardo Gnecco Falco
    7 de abril de 2018

    PONTOS POSITIVOS = O experimentalismo do trabalho, que extrapolou os sentidos das palavras, seus posicionamentos e até mesmo as métricas das frases, praticamente evocando um desdém às marcações/pontuações. Lembrou-me vagamente a escrita, ou estilo, da maravilhosa Hilda Hilst.

    PONTOS NEGATIVOS = Não tratar-se de uma obra de Hilda Hilst.

    IMPRESSÕES PESSOAIS = Gostei da ousadia, do ato de escrever “fora da caixinha”, da liberdade trazida ao texto (que além de tudo é poético – o que eu adoro!) exatamente por este desdém ao engessado formato lógico-gramatical. Entendemos, mesmo que de forma diferente, a história contada; como naqueles textos sem algumas vogais, que nosso cérebro consegue entender as palavras grafadas de forma diferente da ‘correta’, porém que cumprem seu papel primordial (para não dizer único) na comunicação, que é exatamente o de transmitir uma mensagem do emissor para o receptor. E aqui o emissor emite, além da água, um pouco de ectoplasma também… Parabéns pelo trabalho!

    SUGESTÕES PERTINENTES = Brincar ainda um pouquinho mais com essa ‘liberdade’, trazida pelo desdém às normas e manuais de escrita, para o texto, de forma a talvez também libertar o leitor da caixinha da compreensão. Sim, loucura pura… Mas poética!

    Desafio sorte no boa!

  13. José Américo de Moura
    3 de abril de 2018

    Pelo andar da hora que sem o sono que eu gostaria ter, a minha cama resfriada pelo ar condicionado barulhento e sem sono acordo e dano a ler os contos que foram propostos. Cada conto mais bonito que o outro. O seu meu caro escritor foi bom porque foi rápido de ler por ser bem curtinho.Uma história interessante de um chafariz que jorrava água na madrugada acordando toda uma família, só não entendi porque foi por a culpa no padre exorcista pela maluquice do Chafariz. Me laquei porque agora que eu não durmo mais, porque lá fora cai uma chuvisca que também me parece mal assombrada
    . Parabéns

  14. Antonio Stegues Batista
    2 de abril de 2018

    O conto é a história de um chafariz mal-assombrado. Achei legal criar frases com aquilo que vem à cabeça, mas algumas ficaram bem esquisitas, sem lógica. o que torna o experimento, coisa de cientista maluco.Achei dentro do tema, porém se é um experimento bom, tenho cá minhas dúvidas, pois há muitas palavras com sentidos diferentes, de difícil compreensão.Boa sorte.

  15. Higor Benízio
    2 de abril de 2018

    Existe experimentalismo aí, o próprio fato do texto se apresentar em um só paragrafo já é um ponto. Então, como já estava cumprida esta parte, não precisava pesar tanto a mão na narrativa, que ficou muito confusa, pesada e cansativa. Eu, particularmente, não entendi nada. Mas veja bem, entender ou não não é um problema. Um texto pode inspirar várias interpretações e sentimentos, abstrações etc. Porém, o seu não alcança este estado de coisas justamente por ser cansativo e confuso.

  16. Fabio Baptista
    1 de abril de 2018

    Texto muito difícil de ser lido, compreendido e, consequentemente, apreciado. Inversões de substantivo e adjetivo, palavras aplicadas de modo propositalmente (eu acho) erradas, uma trama que sai do nada e vai pra lugar nenhum.

    Onde está o experimentalismo da coisa? Em deixar o texto indecifrável para o leitor? Se foi isso, objetivo alcançado, mas não é bem o meu conceito de experimental.

    Não gostei.

    Abraço!

  17. Fheluany Nogueira
    1 de abril de 2018

    Não fique vaidoso, seu Távora, mas assim que iniciei a leitura, senti um estilo “saramaguiano”, em que a vivacidade da comunicação é mais importante do que a correção ortográfica da escrita. Também é interventivo e persuasivo; frases e períodos compridos, pontuação não-convencional, inversões, gosto pelo infinitivo verbal (bem, este, talvez seja somente característico do Português-além-mar). Já li e comentei todos os contos postados no Desafio e apenas este e mais um outro trabalharam com experimentação linguística, com a construção frasal. Gostei, apesar da trama simples e divertida, quase um “terrir”. Parabéns pelo trabalho. Abraços.

  18. Angelo Rodrigues
    1 de abril de 2018

    Caro Vicente Távora,

    e estou eu aqui, novamente, em busca de entender EXATAMENTE o que pretendeu dizer o conto, a forma como o desejo se deu.
    Tenho notado que a ideia do experimentalismo acabou por se revelar, a muitos, levar dificuldade de leitura, exatamente… ao leitor.
    Faço então, mais uma vez ginástica para entender o que se passa no conto pela via das construções engendradas, muitas, arcaicas, outras que abdicam de pontuações precisas.
    Afinal, é um conto o que se pretende depositar aqui, e que seja ele bem entendido, por suposto.
    Seu conto é simples, retratando um danado dum revés com a tal fonte. A hora morta… o exorcismo, o padre, o vaivém da família.
    Confesso que me senti lendo O Castelo de Otranto, de Horace Walpole… em galego, ou quase.
    Bem, então foi assim que a coisa foi, na sua ousada experimentação.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  19. Fernando Cyrino.
    1 de abril de 2018

    Olá, Vicente Távora, cá estou eu às voltas com o seu interessante conto. Experimental demais, eu acho. Mas lhe conto também que gostei bastante desse seu jeito de usar as palavras, esse experimentalismo na linguagem a me contar dessa fonte estranha que chegava às noites e que depois se viu tratar-se do ritual do padre. Sim, achei que ficou legal me contar a história desse jeito. É claro que se tratou de uma leitura mais exigente e isto para mim faz parte do experimental. Parabéns pelo seu conto. Ele ficou bem bacana. Presumo que se trate de uma história narrada por algum representante português. Um último detalhe, mas se trata de questão minha, acho que ficaria melhor se mais um tanto desenvolvido. Meu abraço de parabéns.

  20. Ana Maria Monteiro
    1 de abril de 2018

    Olá Vicente. A leitura não se revelou tão difícil quanto deve ter sido (des)construir a narrativa. A compreensão do caso relatado foi também simples. Achei engraçado você fazer todo esse, apenas aparente, quebra-cabeças, mas ainda assim ter a preocupação de explicar a hora morta. Nem sei se alguém mais se terá dado conta disso (até agora, porque muitos,como sabe, vão lendo os comentários e construindo ideias ou percebendo a partir deles). Então não irei revelar o enredo tão simples que nem se esconde, antes se mostra claramente,de forma experimental e para corresponder ao tema.
    O problema, quanto a mim até existe, é a história ser excessivamente simples, embora compreenda que se pretendesse escrever uma por esse caminho tão complicado, certamente iria ter alguns comentários muito desagradáveis.
    Verifiquei que escreve muito bem e tem um excelente domínio da língua, atende ao tema, a revisão foi perfeita (ou quase, não me apercebi de nada errado ou fora do sítio, excepto, neste quesito, o que foi propositadamente assim colocado).
    Não gostei muito do conto em si mesmo, mas isso é uma questão muito pessoal. Fez um bom trabalho. Parabéns e boa sorte no desafio.

  21. Paulo Luís Ferreira
    31 de março de 2018

    Como de algo entendi nada, também digo coisa nenhuma de torneira nada que derrama água mole, assim em pedra dura, de mais a mais pela madrugada fica tudo a seco, nos conformes do dito, mas não escrito, só falado quando abrir do ouvido. Essa é a questão. Vamos deixar o dito pelo não dito, e pronto, tudo resolvido e não descrito.

  22. werneck2017
    31 de março de 2018

    Olá,

    O texto mais me parece um relato com um mistério que permeia a história do começo até o final. Há um clímax, um desfecho, mas não sei se seria um conto. Para mim, faltou um melhor desenvolvimento do personagem. Além disso, a leitura é de difícil entendimento, truncada, mas que traduz o experimentalismo desejado neste desafio. Boa sorte no certame.

  23. Jowilton Amaral da Costa
    31 de março de 2018

    Provavelmente as construções frasais foram pensadas pelo autor para complicar a leitura, por conta do tal experimentalismo, que no caso desde desafio tem sido feito, por uma grande maioria, para que os textos fiquem complicados de ler e entender. Não sei dá onde tiraram que para ser experimental tem que ser de difícil entendimento, ou dificultoso para a leitura. Enfim, achei bastante confuso, ainda bem que é bem curto, mas, me pareceu apenas um relato, feito com uma estrutura narrativa truncada. A estética também não me agradou com esse único “paragrafão”. É experimental? Acredito que sim. É um conto? Penso que não. Boa sorte no desafio.

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Publicado em 31 de março de 2018 por em Experimental.