EntreContos

Detox Literário.

bRaZiL (Evandro Furtado)

Quando as caravelas portuguesas se aproximaram, foi possível ouvir urros de contentamento.

—Terra à vista. – gritou um marujo.

—Chamaremos de Vera Cruz. – gritou um capitão.

Desembarcaram horas depois. Um padre, munido de pena e papel, preparava-se para catalogar as maravilhas da nova terra quando índios saíram do meio da mata portando submetralhadoras Thompson e fazendo os visitantes em pedaços.

 

¿

 

—Eu, simplesmente, não consigo compreender esse revisionismo histórico.

—É apenas natural, professor, considerando a atual situação econômica do Paquistão.

—Sim, de fato, mas é absurdo que tais medidas sejam tomadas sem que antes seja considerada a obra de Kant.

—Realmente, professor, o senhor tem toda a razão.

 

¿

 

—Dá o controle aqui, muié!!!

—Não dô não!!!

—Dá o controle aqui!!!

—Não dô. Vem pegá.

E pegou, e sodomizou-a com ele. Na TV, os canais mudavam sutilmente.

 

¿

 

Desceu o Pelourinho em um pneu pegando fogo. Quando chegou lá embaixo, saiu e foi até uma velha, gorda e desdentada, que vendia acarajé. Pediu um bem quente. Depois voltou ao seu pneu.

 

¿

 

—Que cê tá fazendo, Tiradentes?

—Fica quieto e fecha a porta! Tô me escondendo.

—De quem?

—Dos portugueses, carai!

—Sério?

—Sim. E fala baixo!

—Cara, sério, cê precisa cortar esse cabelo e dar um jeito nessa barba. Tá parecendo Jesus.

—Para de falar, pelo amor de Deus!

—Beleza. Vou tomar uma birita. Quer uma?

—Não, porra!

—Meu, cê tem que aproveitar mais a vida. Olha pra você. Nasceu perfeito. Tem os dois braços e as duas pernas e não aproveita isso!

 

¿

 

—Corre que Lampião tá vino!!!

—Vixe!

—Deixe de ser besta, cabra, por que não corre?

—E tu num vê que isso é histórico? Esse é um dos grandes personagens de nossa cultura popular.

—O cachorro do Severino?

E vinha de lá pra cá um perdigueiro do tamanho do mundo, mordendo quem estivesse no caminho.

 

¿

 

—Vamos acabar com o comunismo no bRaZiL! – berrou o general

—Mas e a liberdade? – perguntou o repórter.

—Enrola em arame farpado e enfia no cu do povo!

 

¿

 

1910, treze sujeitos discutem sob a luz de um lampião

 

—Eu convoquei essa reunião porque o baguio é o seguinte: o futebol virou coisa de bacana.

—Ele tá certo. Esses dia fui lá no Paulistano e falaro que eu num podia entrá. Cé loko, truta, vô jogá bola onde então?

—É por isso que nóis vai fazê o nosso clube, mano.

—E comé que vai chamá?

—Tem aquele maluco que voou lá na França, como é o nome dele memo?

– Ah, não, péssima ideia. E se a gente chamasse que nem esse time que tá jogano aí e ganhano de todo mundo?

– O da Inglaterra?

– É.

– Eu num sei. Acho que vai dar merda.

– Ô italiano, fica de boa aí que ninguém te chamou na conversa. Se achar ruim cê forma uma filial.

– Pô, mano, mas como, então?

– Tá aqui no jornal. Achei o nome do time.

– Curintia?

– É.

– Então vai ser Curintia, carai.

 

¿

 

01000100 01101111 01110011 00100000 01100110 01101001 01101100 01101000 01101111 01110011 00100000 01100100 01100101 01110011 01110100 01100101 00100000 01110011 01101111 01101100 01101111 00100000 11101001 01110011 00100000 01101101 11100011 01100101 00100000 01100011 01110010 01110101 01100101 01101100 00101110 00101110 00101110

 

¿

 

Escrevo-te esta carta de modo a afirmar que nossos sonhos e esperanças se despedaçam a cada dia, mas não nosso amor. Pois a despeito da dor que essa terra inflige aos que nela tiveram o (des)prazer de tornar-se ao mundo, há algo de inexplicável na insistência dos homens em tentar tornar melhor o que parece já perdido.

O horizonte se acinzenta com as mentiras de quem antes nos pareciam heróis. Já não me parece que o verde-amarelo de outrora pareça tão vivo. Mesmo o azul se descaracteriza, sépiando-se, despindo-se de suas texturas naturais.

Tu talvez saiba as soluções de nossos dilemas, então lhe peço que traga-as em sua próxima viagem, trancadas naquele velho baú feito de Pau-Brasil que foi-lhe dado por meus antepassados. Não se esqueça, no entanto, de passar na capelinha e pedir à Nossa Senhora, mesmo que ela não exista, para que olhe por nós.

Enfim, encerro esse apelo com um desejo de boas novas a todos nós, do lado daí e do lado de cá, enquanto o piano de Tom Jobim soa, desafina(n)do meu coração.

 

Daquele que sempre foi seu

Francisco José Brasileiro

Com muito orgulho…

…com muito amor!

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53 comentários em “bRaZiL (Evandro Furtado)

  1. Filipe
    6 de maio de 2018

    Muito interessante e divertido os contos.

  2. Daniel Reis
    26 de abril de 2018

    Excelente experimento, mesclando humor, referências históricas e situações absurdas. Só me pareceu gratuito e exagerado o excesso de “analidades” no texto, com intenção cômica, por certo, mas que nem sempre resultaram nisso.
    Frase marcante: “Dos filhos deste solo és mãe cruel…”
    Boa sorte, desejo a você, Entrecontista!

  3. Amanda Dumani
    26 de abril de 2018

    Uma releitura histórica do Brasil? Não sei. Confesso que apesar de gostar da maior parte do conto as quebras de estilo me desconectaram um pouco. Principalmente por ter gostado muito mais das partes despojadas. Ainda assim, a criatividade é perceptível e o experimentalismo escancarado. O texto no formato binário me pareceu deslocado e, ao meu ver, descartável. Minha sugestão seria trabalhar a frase de outra maneira já que o conteúdo em si é relevante. Enfim, o conto cumpriu seu papel e me agradou. Boa sorte!

  4. Cirineu
    25 de abril de 2018

    Quando iniciei a leitura perguntei-me, mas cadê o.enredo? E logo após respondi a mim mesmo, o enredo é a própria História, distorcida e satirizada. O protagonista? Nosso próprio país, combalidp e ridicularizado. No entanto, os últimos parágrafos, confusos para mim, frustraram minha leitura. Quer me parecer que o próprio autor não se dando conta de que seguia por um belo caminho, enviezou por um atalho confuso e pedregoso. Perdeu-se?

  5. M. A. Thompson
    23 de abril de 2018

    Olá autor(a).

    Não foi o conto que mais me agradou. Achei que ficou faltando uma linha condutora melhor resolvida.

    Resumo: vários momentos históricos revisitados pelo nonsene.

    O experimentalismo existe se considerarmos que foi o que o(a) autor(a) quis experimentar.

  6. Ana Carolina Machado
    23 de abril de 2018

    Oiii. Achei interessante como o conto foi organizado na forma de pequenos relatos separados, gostei e fiquei com a sensação que o conto poderia ter sido um pouco maior, com mais relatos como esses, o interessante foi que passou por vários períodos históricos do nosso Brasil. Abraços e parabéns pelo conto!

  7. Amanda Gomez
    22 de abril de 2018

    Olá Francisco,

    O lado negativo de optar por histórias paralelas, digo, por microcontos separados de uma trama só, é que uns são bons e outros nem tanto…

    O primeiro e o do Tiradentes por exemplo são ótimos, eu ri deles, mas tem outros que acabei não entendendo as referências, me passou batido.

    Mas tentando me aprofundar mais no seu texto eu acabei formando teorias… a princípio achei que o personagem.. no caso o narrador de todos eles era uma pessoa só que resolveu viajar no tempo e mudar elas para essas versões mais fora da caixinha. Ou de alguém que estava sem nada pra fazer e acabou imaginando essas versões alternativas.

    Enfim, o trabalho como num todo, acho que é bem mais do que está demonstrado, mas pela forma acaba deixando isso oculto ao ponto de somente o autor saber a resposta. Não to lendo os comentários dos colegas, mas acredito que seja mais ou menos isso.

    No mais, é um bom trabalho, parabéns e boa sorte no desafio!

  8. Andre Brizola
    21 de abril de 2018

    Salve, Francisco!

    Se num primeiro momento o conto parece uma coletânea de pequenas crônicas/contos, num segundo enxergamos que o enredo é aquele que já conhecemos e estudamos no colégio, pontuados aí, talvez, por alguns momentos mais específicos, como o surgimento de alguns clubes de futebol.
    Eu reconheço a qualidade do conto, e consigo enquadrá-lo dentro do tema. Mas tenho que admitir que não fui totalmente fisgado. Talvez a inserção do código binário tenha sido o fator mais destoante aí, e que me faz torcer o nariz, um pouco. Mas no geral achei que faltou um pouco mais de ousadia.
    Como ponto positivo aponto a ótima utilização do humor como agente de crítica.

    É isso! Boa sorte no desafio!

  9. Rose Hahn
    21 de abril de 2018

    Caro Autor, alinhada com a proposta do desafio, estou “experimentando” uma forma diferente de tecer os comentários: concisa, objetiva, sem firulas, e seguindo os aspectos de avaliação de acordo com a técnica literária do “joelhaço” desenvolvida pelo meu conterrâneo, o Analista de Bagé:

    . Escrita: Fragmentada;
    . Enredo: Nonsense, sem pé nem cabeça, o que é positivo, dado o tema proposto;
    . Adequação ao tema: Adequou. Poderia ter ousado mais. Senti taquicardia ao ler o título, pois remeteu-me ao filme Brazil, um dos meus preferidos;
    . Emoção: “…..mas é absurdo que tais medidas sejam tomadas sem que antes seja considerada a obra de Kant”.
    . Criatividade: Rátatá, de metralhadora.

    . Nota: 01000100 01101111 01110011.

  10. Jorge Santos
    21 de abril de 2018

    Brazil é um dos meus filmes favoritos, pela forma surreal de representar uma sociedade distópica. No caso deste conto, o autor enveredou pelo experimentalismo, como convinha a adequação ao desafio. A criatividade é evidente: é um conjunto de textos que funciona como um zapping de programas televisivos, focando a realidade do Brazil de hoje. Num dos fragmentos de texto, mais erótico, é dada uma pista para o que está a acontecer. Usado como dildo, o comando faz mudar os canais da televisão. Gostei do texto, em especial do seu ritmo.

  11. Gustavo Aquino Dos Reis
    20 de abril de 2018

    Esse conto é de um humor peculiar.

    Não é ruim, mas, infelizmente, não me entusiasmou. O trabalho tem pontos de excelência, frases bem concatenadas, escrita enxuta e direta. Porém, os eventos, a história do Brasil sendo contada através de situações absurdas e anacrônicas, não foi capaz de dar o tônus necessário (digo isso para mim).

    Tem experimentalismo, claro que tem. Tem humor, tem também. Só não me cativou.

    De todo modo, lhe dou os parabéns.

  12. Bianca Machado
    18 de abril de 2018

    Olá, autor/autora. Não me sinto em condições de fazer comentários muito técnicos dessa vez. Então tentei passar as minhas impressões de leitura, da forma como senti assim que a terminei. Desde já, parabenizo por ter participado!
    Então, vamos ao que interessa!
    ————————————————
    .

    Gostei do que li, que entendi como sendo partes da história do Brasil, do jeito como muitas vezes pensamos que está a coisa, algo meio bagunçado, meio misturado… A princípio, achei que seriam textos construídos somente com diálogos, coisa que pensei antes para o meu próprio texto, ainda bem que desisti, rs. Eu gostei da leitura, funcionou ao que se propôs, mas penso que poderia ter feito apenas com diálogos, mantendo a estrutura, mas se no final você mudou (graças aos céus que há tradutores de código binário na net, não fazia ideia disso, rs) deve haver uma razão pra isso, só não consigo imaginar qual seja.

  13. Sabrina Dalbelo
    18 de abril de 2018

    Olá,

    Eu gostei. Há um humor negro, uma ironia, um tom escrachado a la “Portas dos Fundos”. ´Diz a verdade nua e crua e doída e não tá nem aí pro politicamente incorreto.
    É subversivo na medida, pois bem-humorado.
    O experimentalismo veio com a crítica social em mini estruturas que não necessariamente se interligam, e isso não é problema.

    Abração

  14. Renata Afonso
    14 de abril de 2018

    Oi, Francisco José!
    Interessante a fórmula experimental que vc traz de fazer uma crítica, que já começa no título, com maiúsculas e minúsculas, realmente mostrando a bagunça nossa de cada dia, de tantos anos.
    Há várias passagens que se interligam entre os micro-contos, de forma sutil, e ah!, o código binário foi uma grande (e cruel rs) sacada.
    Parabéns e boa sorte!

  15. Pedro Paulo
    10 de abril de 2018

    Olá, Francisco.

    Li o conto e depois li alguns comentários, parando para refletir um pouco. Não acredito que os fragmentos tenham que ter uma conectividade direta, com os personagens interagindo entre si ou mesmo ocupando um mesmo espaço. Discordo, portanto, da inexistência de conexão entre os trechos, pois eu averíguo que o conto, estando coerente com o título, procura trazer um sentimento “brasileiro”, especificamente em seu lado mais cômico, fazendo uma revisão paródica da História do Brasil. Eu gosto bastante de estudar a nossa História e estou cada vez mais dedicado ao estudo da “Conquista”, quando chegaram os portugueses, então eu ri bastante com o primeiro fragmento, com os indígenas revidando com metralhadoras.

    Para mim, os fragmentos não formam um conto propriamente dito, porém, porque apesar da temática central, faltou para mim um enredo palpável, com início, meio e fim, em algum tipo de “progressão”. Mesmo assim, achei o último fragmento bem colocado. Ele tem um caráter lúgubre, dedicado justamente à atual crise do nosso país. Penso que ele é adequado ao final, pois destoa do escracho precedente, encerrando a leitura com um tom amargo que diz: “apesar de toda a graça, vivemos um cenário sem esperanças”. Há sim uma experimentação aqui, mas falta um enredo consistente. Pelo menos pelo o que eu avalio.

  16. Rsollberg
    9 de abril de 2018

    Fala, Chico!

    Então, eu achei bem legal.
    Uma espécie de releitura da história do Brasil, com uma pegada que lembra esquetes nonsenses de Monty Phyton. Em tempo de Fake News,e pós-verdade um conto que sacaneia de forma exagerada esse revisionismo parcial.

    Sem dúvidas é experimental, ousado e corajoso.
    Tem crítica e reflexão.
    Em suma, bem escrito e divertido.

    Parabéns

  17. iolandinhapinheiro
    9 de abril de 2018

    Olá, pessoa

    Muito já se falou sobre este conto e eu acho que vou chover no molhado, mas vamos lá: um texto sem problemas gramaticais, dividido em pequenos sketches, alguns deles excelentes.

    A relação entre estes minicontos é a conexão destes com um way of life brasileiro. Não consegui detectar o experimentalismo do seu trabalho, mas acho que isso acontecerá muitas vezes ao longo da avaliação neste desafio, então deixa para lá.

    Seu texto tem ótimos momentos e eu adoro esse humor nonsense, logo, pode ficar feliz que vou ser benevolente, rs.

    Abraços e boa sorte.

  18. Luís Amorim
    7 de abril de 2018

    Não é propriamente um conto mas antes uma junção de pequenos textos, micro-contos sem ligação entre eles mas com uma justificação para a carta de amor no final. Os micro-contos têm algum humor à mistura e retratam fases algo complicadas da História, mas poderia ter havido uma preocupação em dar uma sequência natural entre eles como se cada um dependesse da existência do anterior.

  19. werneck2017
    5 de abril de 2018

    Olá,

    Esse texto é uma crítica experimental com muito humor. Os microcontos iniciais são releituras de passagens históricas traduzidas com ironia, desmistificando tudo o que nos foi ensinado. Então tudo se amarra no belo texto final ‘O horizonte se acinzenta com as mentiras de quem antes nos pareciam heróis’. quer frase mais bela quanto essa? Perfeito. Parabéns e boa sorte.

  20. Catarina Cunha
    5 de abril de 2018

    Frase destaque: “O horizonte se acinzenta com as mentiras de quem antes nos pareciam heróis.”
    Um conjunto de flashs formando o cotidiano brasileiro.
    Um experimento interessante. Tive a impressão de que cada microconto era um programa passando no canal da TV, acionado pelo reto da mulher. Boa. Essa imagem fez com que eu criasse uma conexão entre os textos. Acredito que precisa trabalhar mais os retratos, mas gostei da ousadia.

  21. Anderson Henrique
    2 de abril de 2018

    A maioria dos recortes é muito boa. Fiquei tentando interligar as partes, mas acho que apenas tratam ou mostram retratos do Brasil, em diferentes épocas, circunstâncias e releituras. Gosto do absurdo do primeiro trecho. Pareceu-me uma reescrita do conto da chapeuzinho vermelho em que ela tem uma metralhadora na cestinha para destruir o lobo mau. O texto funciona e não funciona com um todo. Achei a ligação frágil apesar de ter trechos ótimos e que podem funcionar como microcontos.

  22. S Ferrari
    2 de abril de 2018

    Olá. Então….bem legais os microcontos. Poderiam estar numa daquelas revistinhas de humor que pululavam nas bancas de jornal na década de 90. As passagens vão mais para o surrealismo do que para o non sense, talvez até mesmo para o non sequitur. Uma pena o surrealismo ser considerado morto. Dito isso, o experimento parece um pouco datado. Embora muito usado, tem um carinha de mofo. Eu acho uma pena. Cabe mais aprofundamento na experimentação até quem sabe chegar a uma fórmula que dê de cara com a novidade.

  23. Rodrigo
    31 de março de 2018

    Francisco, o seu conto é um conjunto de microcontos. Apesar de não ver ligação entre ele, acho que é uma ideia interessante. Mais não posso comentar porque não se trata de uma história com começo, meio e fim.

  24. Luis Guilherme
    31 de março de 2018

    Bom diaaa, tud bem por ai?

    Seu conto é bem divertido. Gostei bastante da forma informal como as passagens são retratadas, num bom meio termo entre crítica social e humor. A leitura é super fluida, talvez pela estrutura textual, ou pela linguagem leve e prazerosa, ou mesmo pela mistura dos dois aspectos.

    Devo dizer que não percebi uma ligação entre os textos, e não foi por falta de procurar. Isso não atrapalha o todo, mas confesso que teria sido um algo a mais bastante desejável. Tipo, chegar no fim e soltar um “aah, entendi”. Enfim, apenas divagações.

    Deu pra sacar que você manja bastante de história do Brasil, ponto por isso. Gostei da referência ao timão, hehehe, ainda mais hoje, depois da semifinal de ontem… kkkkkk

    As passagens que mais gostei foram a da descoberta do brasil, do corinthians e do tiradentes.

    Ah, e sem dúvida o conto tá super dentro do tema.

    Enfim, bom trabalho, gostei!

  25. Priscila Pereira
    29 de março de 2018

    Oi Francisco,
    Olha, não consegui ver uma ligação entre os parágrafos (?), tudo ficou meio sem nexo, não tinha uma espinha dorsal. Eu sei que é um desafio experimental, mas pra mim tem que fazer um mínimo sentido… Olhando os parágrafos separadamente, alguns são muito bons. O primeiro me levou a crer que seria uma narrativa de como deveria ter sido e não foi, mas não acabou indo nessa direção.
    Boa sorte!

  26. angst447
    29 de março de 2018

    É sempre bom terminar uma leitura e ficar com uma sensação de leveza. O conto não me cansou n um pouco e até me fez sorrir em alguns momentos. Gosto desta desconexão de passagens, desta despreocupação com uma linha de condução lógica. Claro que há um assunto comum a todos os trechos: o povo brasileiro e suas peculiaridades. E o trabalho com a linguagem e imagem resultou em um apanhado de recortes bastante significativos. A crítica está aí, mas não de uma forma enfadonha. Parabéns pela criatividade e pela habilidade ao passar sua ideia. Experimento aprovado. Boa sorte.

  27. Hératos dos Etiléios
    29 de março de 2018

    Bom diaaa, tud bem por ai?

    Seu conto é bem divertido. Gostei bastante da forma informal como as passagens são retratadas, num bom meio termo entre crítica social e humor. A leitura é super fluida, talvez pela estrutura textual, ou pela linguagem leve e prazerosa, ou mesmo pela mistura dos dois aspectos.

    Devo dizer que não percebi uma ligação entre os textos, e não foi por falta de procurar. Isso não atrapalha o todo, mas confesso que teria sido um algo a mais bastante desejável. Tipo, chegar no fim e soltar um “aah, entendi”. Enfim, apenas divagações.

    Deu pra sacar que você manja bastante de história do Brasil, ponto por isso. Gostei da referência ao timão, hehehe, ainda mais hoje, depois da semifinal de ontem… kkkkkk

    As passagens que mais gostei foram a da descoberta do brasil, do corinthians e do tiradentes.

    Ah, e sem dúvida o conto tá super dentro do tema.

    Enfim, bom trabalho, gostei!

  28. Ana Maria Monteiro
    25 de março de 2018

    Olá, Francisco José. Um conto bem pequeno, mas nem por isso fácil de comentar. Eu não consegui ver a ligação entre umas partes e outras, talvez incapacidade minha, não sei. Li como uma sucessão de microcontos. Sê-lo-ia? Existe um único fio condutor que consegui identificar em quase todos: um amor à pátria que reclama algo em troca e não encontra. Você, muito obviamente, ama o seu país e sente uma profunda tristeza com a sua realidade. Uma dor mais ou menos generalizada a todo o povo (pelo que já percebi entre os maus amigos brasileiros). É. Vocês têm motivos para isso – todos temos, é certo, mas o Brasil tem um pouco mais que outros países também desenvolvidos. Sebe? de alguma forma, as mães, por mais que não o queiram, muitas vezes são cruéis. Mas muitas vezes existe responsabilidade também nos filhos. Porque não crescem o suficiente para se emanciparem, porque reclamam de tudo em lugar de procurar resolver as situações. A vida raramente é fácil, Francisco. Há que lutar – sempre. Ensinaram-nos a todos e em toda a parte que o importante é trabalhar. Pura mentira, nem sequer há trabalho para todos e, graças ao progresso, cada vez haverá para menos. O importante não é trabalhar (pode sê-lo ou não, depende da pessoa e da situação), o importante é levantar-se e lutar, como se pode. Termino esta espécie de comentário com excertos de um poema de Victor Jara de que gosto muito (e de que me excluo quanto a colagens políticas, que tento não ter:

    “…Venceremos, venceremos,
    mil cadenas habrá que romper,
    venceremos, venceremos,
    la miseria sabremos vencer.

    Campesinos, soldados, mineros,
    la mujer de la patria también,
    estudiantes, empleados y obreros,
    cumpliremos con nuestro deber.


    todos juntos haremos la historia,
    a cumplir, a cumplir, a cumplir”

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  29. Paula Giannini
    23 de março de 2018

    Olá, autor(a),

    Nosso primeiro documento de literatura considerado brasileiro é uma carta. Modo epistolar de descrever nosso verde, nossos tesouros, as maravilhas em um deslumbre em nossas matas. É através de uma carta que o Pindorama virou Terra, depois Ilha, e finalmente, Brasil.

    Seu conto, igualmente uma carta, ao menos uma explícita no final, nos traz uma história de amor. Amor em conflito de um povo em conflito, vítima de uma estranha colcha de retalhos que compõe nossa história, os desmandos de que somos vítimas desde os tempos da extração do pau Brasil, até os atuais de lavas jatos ou, mais propriamente, no recorte onde você interrompe o jogo, o futebol.

    Quase como uma piada pronta, o trabalho me lembra o comportamento de um família onde todos podem falar mal de seus filhos, dentro de casa, entre eles, mas jamais fora do ninho. Seu conto é isso, uma declaração de amor de alguém que conhece os defeitos do ser amado, no caso aqui, do seu país.

    Durante a leitura, tive a sensação de vislumbrar em flashes atemporais, momentos de nossa história, através da lente de aumento da comédia.

    Ponto alto para Lampião, o cachorro do Severino. E para o final, de um lirismo simples e delicado capaz de demonstrar todo o talento da pena por trás das letras.

    Parabéns por seu trabalho.

    Sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  30. Ricardo Gnecco Falco
    23 de março de 2018

    PONTOS POSITIVOS = A diversidade de assuntos abordados, com seus respectivos discursos e formatos, trazendo uma multifacetada característica para o trabalho, como se o mesmo sofresse de TDI (transtorno dissociativo de identidade); além, é claro, de uma ruptura espaçotemporal, com colonizadores, nativos, heróis históricos e afins.

    PONTOS NEGATIVOS = O efeito “colcha de retalhos” que surge ao final da leitura, devido a falta de um roteiro preestabelecido, ou um ponto em comum entre os diversos recortes apresentados.

    IMPRESÕES PESSOAIS = Pareceu-me que o/a autor/a desta obra optou por apenas jogar no papel as ideias que lhe vinham à mente, sem a preocupação com o sentido ou com a mensagem final a ser semeada na cabeça do(s) leitor(es). Pode ser um texto dadaísta, mas fiquei com a impressão de algum elo perdido; ou não desenvolvido. Contudo, vale a experiência.

    SUGESTÕES PERTINENTES = Utilizar-se do próprio tom jocoso das histórias para trazer, ao final da leitura, uma ligação (ou não) entre as mesmas, desde que soe como pretensão na mente do leitor.

    Boa sorte no Desafio!

  31. Fernando Cyrino.
    20 de março de 2018

    Olá, Francisco José, realmente está bem legal este desafio experimental. Caramba, tive que lidar agora até com código binário. Você imprime uma velocidade tremenda ao texto e faz com que a gente tenha que segui-lo o que, teve momentos que tive dificuldades. Nada sério, importa que o conto ficou bem legal. Ri de algumas situações e vi o quanto de ironia você conseguiu imprimir ao seu louco enredo. Bacana, amigo. Grande abraço.

  32. Thata Pereira
    19 de março de 2018

    Caramba! Eu nunca, sequer, havia feito uma pesquisa sobre código binário. Fiquei surpresa ao perceber que esse tanto de números formaram apenas uma frase. Confesso que eu preferiria assim, ainda mais estando codificado:

    01000100 01100101 01110011 01110011 01100101 00100000 01110011 11110011 01101100 01101111 00100000 11101001 01110011 00100000 01101101 11100011 01100101 00100000 01100100 01100101 00100000 01100011 01110010 01110101 01100101 01101001 01110011 00100000 01100110 01101001 01101100 01101000 01101111 01110011 00100000

    As passagens são bem dinâmicas e, para mim, o que têm de mais experimental é que a maneira como foram escritas não parecem pertencer ao mesmo autor. Acho que se fosse meu texto (vou dar uma de nariguda) eu ainda incluiria parágrafos com outros códigos, ou línguas. Para o código binário não ficar sozinho no meio de tanto português (seria isso um toque literário? rs’).

    Há uma sutil crítica, que fica bem em segundo plano, porque a parte cômica sobressai. Não sei se era ou não a intenção do autor, mas espero que sim! Gostei mais da passagem do futebol rsrs’

    Boa sorte!

  33. Jefferson Lemos
    17 de março de 2018

    Olá!

    Lidar com textos experimentais é um desafio e tanto, porque quebramos essa barreira do “padrão”, do que é usual, e até mesmo a forma de avaliação deve seguir a tendência. Em comparação com o texto anterior, não tive muita identificação com este. No entanto, os recortes ao longo do conto são bem interessantes. Apresentando acontecimentos de maneira inusitada, o texto ganha muito na parte cômica, sem contar a questão experimental, que realmente está ali.

    A brincadeira com o código binário também foi uma boa escolha, levando o leitor para além do texto, buscando decifrar a mensagem escondida. De certa forma, é uma das características da boa literatura; um texto além de si mesmo.

    Dito isto, e agora levando para o lado mais pessoal, acredito que o texto não tenha ganhando muito a minha atenção. Talvez seja pelo fato de textos cômicos não serem muito a minha praia. Há, no entanto, uma demostração da escrita madura do autor no percorrer da história e principalmente no trecho final.

    É um bom texto, que se encaixa no desafio e joga o leitor pra fora, pra buscar entendimento mesmo após a leitura. Ganha pontos por isso.

    Parabéns e boa sorte!

  34. Fil Felix
    14 de março de 2018

    O conto traz diversos recortes desse Brazilzão, atualizando, reformulando e ironizando muitas passagens. O formato rápido e certeiro pode agradar muita gente, mas particularmente não gostei muito. Por ser muito rápido as passagens, tudo passa pelos olhos sem poder absorver tanto, parecendo um apanhado de informação. E talvez o desafio siga essa tendência, de tudo parecer aleatório, um grande ventilador. Como conto, acho que perde na questão de nos apresentar uma história propriamente dita, mas ganha em experimentar um formato diferente, misturar linguagens, explorar realidades alternativas.

  35. Evelyn Postali
    14 de março de 2018

    Eu gostei do conto porque ele fez um apanhado bem geral da história do Brasil de uma maneira bem-humorada. Gostei de como as ideias fluíram. Achei experimental no conteúdo, misturando realidade com ideias mirabolantes. E o interessante é que em algumas partes me identifiquei na loucura – aquela do Tiradentes e o cabelo comprido. Com relação a escrita, nada a apontar. Não vi erros que travassem a leitura.

  36. Mariana
    14 de março de 2018

    Esse desafio está muito interessante!

    Esse texto é bastante diferente do stop (uma colagem de trechos bastante ácidos), mas também carrega uma crítica forte – não intimista como no primeiro caso, mas estrutural. O humor também pode fazer pensar, não é. Apesar de ser uma forma de texto já conhecida, foi um modo experimental de falar sobre o Brasil. E, para finalizar, acredito que o desejo de boas novas é um anseio coletivo. Um interessante trabalho, parabéns e boa sorte no desafio.

  37. Jowilton Amaral da Costa
    13 de março de 2018

    Achei o conto médio e divertido. Separadamente há bons micro contos. A união deles não me disse muita coisa. Com toda certeza é experimental. O escritor mostra domínio da técnica de escrita, mas, a história, o enredo, se é que tem enredo, não me empolgaram.O autor foi criativo. Boa sorte no desafio.

  38. Rubem Cabral
    12 de março de 2018

    Olá, Francisco José.

    Numa primeira leitura eu não havia gostado do conto. Explico: pareceu-me de início apenas uma coleção de microcontos sem muita relação entre si fora o tema “Brasil”.
    Uma nova leitura, contudo, já percebendo a espinha dorsal que sustenta o texto, eu gostei bastante: há bom uso da linguagem, da gíria e regionalismos, há muita ironia e graça e crítica.
    Uma dúvida: na frase que começa com “Tu talvez saiba”, o correto não seria “Tu talvez saibas”?

    Abraços e boa sorte no desafio.

  39. Gustavo de Andrade
    11 de março de 2018

    É um conto interessante, que parece um compilado de textos redigidos por diferentes mãos, pensados por diferentes mentes e com diferentes propósitos. A única linha mais definida que eu enxergo entre eles é a versão “alternativa” da história brasileira – e do hino nacional – que trazem, e creio que isso não foi o suficiente para me fazer enxergar uma matriz de onde saem esses pensamentos; se existe, ela é rarefeita demais para dar sentido para essa colcha de retalhos. Me lembrou um pouco Cloud Atlas.
    Vale dizer também que a forma não está quase nada experimental, a não ser talvez pela parte com código binário. Colunistas de jornal às vezes escrevem com uma forma “desconexa” mas que ainda assim mantém uma determinada linearidade, como é o caso deste.
    NOTA: 5,0/10

  40. Regina Ruth Rincon Caires
    11 de março de 2018

    Texto muito interessante. Começa com a chegada dos portugueses, e, de pronto, imaginei que seria uma crítica gaiteira ao descobrimento. O padre trazia “pena e caneta” para descrever as terra conquistada. E foi, de início. Crítica que seria galhofeira se não retratasse a triste realidade. Os índios empunhando metralhadoras nos remetem às dores dos morros. A discussão filosófica, tudo tão etéreo para estancar o derrame de sangue que acontece AGORA. A cena criada em torno do popular controle, com desfecho simplório, deu o tom da nossa realidade cruamente marota. A desilusão dando pouco valimento aos atos dos inconfidentes. A anedota sobre o “herói” Lampião (este me tirou gargalhada) e o “enfiamento” do arame farpado, termo que não é comum no meu linguajar, mas que achei hilário justamente pelo inesperado, foram as válvulas de escape. Agora, a reunião em 1910, que delícia! Crítica ao futebol que passa pelo Santos, bela tirada com Dumont, mas fundado apenas em 1912; a filial italiana, separada na maternidade, foi criada por dissidentes (Palmeiras), e o desabrochar do TIMÃO. Sensacional!

    “Dos filhos deste solo és mãe cruel…” – Não é. Viraremos o jogo.

    Enfim, a narrativa chega ao desfecho, à razão. Não sei se a carta escrita “com muito orgulho”, ao final, por Francisco José Brasileiro, seja em substituição à carta escrita por Pero Vaz, que não era padre, narrando a dor sentida pelos homens desta terra, nos dias de hoje. Fala da luta insana de melhorar o que já está (aparentemente) perdido, fala dos heróis caídos, da tristeza causada pelo descerrar das máscaras dos “ídolos”, do pisoteio impiedoso dos sonhos. E, como último recurso, anseia por soluções que poderiam estar guardadas em velhos baús dos antepassados. Um texto que dá nó no “grugumilo”. E, para arrematar, fecha a cortina com a lindeza sonora do piano de Tom. Ou “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, ou “Brasileirinho”, de Waldir Azevedo… Se não for isso, viajei… E adorei!!!

    FRANCISCO JOSÉ BRASILEIRO, parabéns!!!

    Abraços…

  41. André Lima
    11 de março de 2018

    Um conto recheado de críticas sociais. Sim, temos aqui uma estrutura bem singular, parece um amontoado de crônicas que a primeira vista são desconexas. Mas a coluna vertebral do texto é a ironia. Ironiza-se tudo, desde a cultura, passando pela história, até chegar nos costumes do povo brasileiro.

    Na primeira história, vemos uma realidade paralela onde os portugueses não são os superiores em tecnologia, mas sim os primeiros habitantes brasileiros. Podemos imaginar aqui todo o rumo que a nossa história poderia ter tomado. E o texto segue linhas semelhantes, criticando o modo como o brasileiro é pacífico diante da opressão estatal (Como no texto sobre Tiradentes) e também falando sobre a mania recente de se reescrever a história.

    Tem um quê de nostalgia permeando o conto, como se nossa força tivesse ficado lá atrás, no passado, quando tínhamos alguma vontade de mudar as coisas.

    É um texto bem interessante, mas me soou um pouco como mais do mesmo. A crítica social é batida. Mas vemos um conto bem escrito, divertido e bem experimental.

    Boa sorte no desafio!

  42. Fheluany Nogueira
    10 de março de 2018

    Experimental sim.Uma composição de pequenas anedotas que, no conjunto. retratam o bRaSil com seus contrastes históricos. Texto irônico, sarcástico, que faz rir, mas também faz refletir. O código realmente não inovou, mas serviu bem à mensagem. Parabéns pela ideia! Abraço.

  43. Paulo Luís Ferreira
    10 de março de 2018

    Me parece que o desafio “Experimental” começa muito bem, a ver este LiZaRb, tão estabanado literalmente falando, desprezando o comprometimento com um conteúdo, mesmo que experimental. Deixando, portanto um enredo descompromissado. Não nos dando motivos para fundamentá-los. Bem, mas como se trata de experimentalismo, não temos do que reclamar. Contudo, válido como proposta do desafio

  44. Antonio Stegues Batista
    10 de março de 2018

    Um conto recheado de cenas rápidas bem-humoradas beirando o absurdo. É claro, só podia ser o Brasil como cenário. O experimental está na teoria das ideias. Gostei. Boa sorte chico.

  45. Matheus Pacheco
    10 de março de 2018

    Como é bom estar de volta galera, cara que coisa bizarra o seu texto, principalmente na parte de Tiradentes, porque realmente ele foi um cara que só deu valor para os braços e pernas quando perdeu.
    Ótimo texto para começar o desafio.
    “Dos filhos deste solo és mãe cruel…”

  46. Higor Benízio
    9 de março de 2018

    O Brasil é isso aí mesmo, reflexo condicionado, incoerência, pomba, fraude histórica e por aí vai. Não é um texto ruim, mas acho que “zeros e uns” foi exagero demais, além de alguns posicionamentos questionáveis. Desconfio de quem enfia coisas nos cus de quem, mas por aí vai… O tema é muito vago

  47. José Américo de Moura
    8 de março de 2018

    Comecei lendo pensando que ali estava uma boa história do desembarque dos portugueses na terra de Vera Cruz, mas fui surpreendido com uma submetralhadora Thompson nas mão dos Silvícolas. Gostei muito, parabéns.

  48. Angelo Rodrigues
    7 de março de 2018

    Fala, Francisco

    Gostei dos textos. Senti como se estivesse numa plateia de Stand Up.
    Alguns textos-piadas têm a intenção do nonsense.
    Fragmentário o texto, não compreende uma ideia única, não passa uma estrutura geral, apenas a vontade de divertir o leitor.
    No que diz respeito ao conceito de Experimental, vi pouca vontade de experimentar e mais de divertir. As histórias são boas, mas seguem, na sua maioria a ideia da ousadia temática, mas não experimenta o novo, salvo pelo código binário. Pena que deletei meu leitor de binários para saber do que se trata. Trinta e sete letras? O que significariam? Essa piada eu vou perder.

    Boa sorte no desafio.

    • iolandinhapinheiro
      7 de março de 2018

      Dos filhos deste solo és mãe cruel. Eu fui traduzir, hehehe.

      • Regina Ruth Rincon Caires
        11 de março de 2018

        Caramba!!! Aquela imensidão de números para dizer uma frase?! Ainda bem que escrever com a BIC é mais fácil, misericórdia…

  49. Fabio Baptista
    7 de março de 2018

    Bom começo de certame, texto ágil e divertido. Dei uma boa risada com o arame farpado no cu (putz, essa frase ficou esquisita…).

    Tenho impressão que muitos textos seguirão por esse caminho de várias passagens aparentemente desconexas, flertando com o nonsense. É experimental? Quem sou eu para dizer que não. Não chegou a me surpreender na forma (e é isso o que eu realmente estou esperando aqui), mas conseguiu me entreter.

    Agora vou ver se o código binário quer dizer alguma coisa, se houver uma mensagem escondida ali, leva pontos de bônus kkkkk.

    Abraço!

    • Fabio Baptista
      7 de março de 2018

      Mensagem devidamente decifrada!

      Na última palavra, quando surgiu um C no lugar do G esperado, foi uma boa surpresa rsrs.

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Publicado às 7 de março de 2018 por em Experimental e marcado .