EntreContos

Detox Literário.

A Lenda de Joconda (Paula Giannini)

O mundo é grande e cabe nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar.
(…)
Carlos Drummond de Andrade

 

Aproximem-se senhores e senhoras. Venham todos, é por aqui…

Rogo agora a atenção de todos. Peço silêncio, os passos leves… Ouvidos prontos, corações em suspensão. Pois é agora, o instante raro, momento único de inacreditável perfeição. E com assombro lhes anuncio a mais incrível atração aqui de nossa região. É com orgulho que apresento…

Jocondaaa.

A maior mulher da face da Terra.

Olhem, toquem, não se enganem. Não se trata de truque, tampouco de ilusão. Notem que a estrela que aqui se encontra tem história digna de atenção.

Quando deu o primeiro suspiro era normal. Menina mirrada, nascida longe, lá para as bandas do sertão. Criança da seca, filha da fome, 2 quilos apenas, 29 centímetros, dormia na caixa de sapatos do irmão. Criança comum, hão talvez de imaginar. Mas não.

Não, cavalheiros. De modo algum, prezadíssimas damas. Nada poderia vir a ser normal na vida daquela que naquele instante, saltando para o mundo, levava logo o primeiro safanão.

Não. Nada, infelizmente senhores, poderia haver de trivial na existência daquela a quem carinhosamente apelidei de O Colosso.

Colosso.

Era assim que Joconda se ouvia anunciar. Principal atração daquele circuito, sua descoberta, há quase uma década, levantara fundos para Mestre, o pequenino apresentador do antigo Circo-dos-sete-anões. À beira da falência, em um mundo onde as palavras de ordem eram a sobrevivência e a privação, o homenzinho largara tudo para acompanhar sua jornada.

Na época, muitos metros a menos, décima terceira de uma família de quinze rebentos, a moça causava o mesmo espanto que se viu dos pais pouco depois de seu nascimento.

A mãe, cuja única fartura em vida era a de filhos, percebeu logo de pronto que algo havia ali de diferente. Notou que as bochechas da recém-nascida cresciam súbitas, a cada olhar de amor, a cada carícia que a ela dedicava. Mas se calou. Certamente era seu leite, por conta da chuva que naquele ano florira todo o mandacaru, que estaria forte. E a menina abençoada com nutrientes de qualidade, para não sucumbir e sobreviver com a graça de sua santa, aos temidos cuidados dos primeiros dias.       

Não era feia. Tampouco dela se poderia dizer que fosse bela. E então o pai, apreciador inveterado de livretos de cordel, achou por bem nominá-la em homenagem a uma historieta surrada que lera nos tempos em que ainda era garoto. Na trama, o pintor, italiano, desenhava a figura de uma misteriosa beldade de olhar casto e sorriso enigmático.

— Gioconda! — Dissera aos gritos para o escrivão. Único por aquelas terras. Surdo e quase cego, de uma velhice precoce, muito comum naquele sertão.

E assim, Gioconda ficou Joconda, que o pai não era homem de desacatar autoridade. O escrivão era também delegado, pois que naquelas paragens quase tudo escasseava e gente estudada, que soubesse algo além de escrever o próprio nome em papel, era luxo merecedor dos cargos do mais alto escalão.

Dessa forma, alheia a falta do G em sua vida, Joconda crescia feliz junto àqueles que amava. Irmãos mirrados e cachorros sem raça. Muitos. Que a matriarca da matilha, competia pródiga com sua mãe e a vencia sempre, não só na magreza, quanto na quantidade de filhotes. Tantos.

E os dias passavam lentos, alheios aos interesses de todos que, superado o espanto inicial, já se acostumavam com a menina e até tiravam proveito de sua singularidade.

Singularidade.

É a palavra que encontro, seleto público, para expressar o dom da criatura que agora aqui se descortina. Venham, aproximem-se, vamos todos escalar.

Muito embora possua a força de mil valentões, nossa hercúlea beldade é delicada, é mansa, tem a graça de uma bailarina. Em caso de queda, podem esperar, vai a todos sustentar. Durante a vida toda foi doce. E amparar pessoas parece ter sido sempre a sua sina.

Imaginem que quando criança, não obstante o crescimento acelerado, as mesmas mãozinhas fortes que quebravam tudo o quanto tocassem, as mesmas que carregavam irmãos no colo, um, dois e até três, eram aquelas que pinçavam com destreza cada formiga, na ponta dos dedos, poupando assim da derradeira pisada a criatura pequenina.  

— Menina gigante. — Os vizinhos não tardaram em apelidar.

— Garotinha frágil. — Logo ambos os pais a se preocupar.

Pois, que se a garota se agigantava em força e em tamanho de meter medo, por outro lado, vejam bem, tinha a alma frágil de se quebrar.

Olhem madames, vejam moçoilos, ouçam… Subindo na palma da mão de nossa donzela, percorreremos o braço, o ombro e logo, alcançaremos o pico mais alto da bela. Vamos, coragem, que o suor da escalada é nosso prêmio, a nossa paga.

Escalada.   

Joconda conhecia de cor cada passo daquele show. Escutara a história centenas, talvez milhares de vezes. Mestre narraria seu drama, floreando palavras com rimas ingênuas e desconexas, resquício pitoresco de seus tempos no circo. Estimularia os montanhistas a percorrer, resolutos, sua mão estendida à altura do solo. E subindo em seus dedos como formigas, os turistas fixariam cordas com pregos e ganchos em seus braços, até alcançar o ápice de seus seios, de onde, atentos ao final de sua lendária trama, seriam presenteados com aquilo que sabia fazer de melhor. Amar.

Em alguns dias, porém, sem aviso ou motivo aparente, uma nostalgia teimosa cismava em tomar conta da moça. E como que em um filme passado na tela, revisitava a própria saga desde a juventude, no interior do Nordeste, até a chegada na terra que a acolhera com tanta generosidade.  

Recordava. Primeiro os pequenos favores, baldes de água carregados do riacho à beira do açude até a casa de cada um dos conhecidos. Não lhe custava. Era-lhe fácil, fazia aquilo com o esforço de quem carrega um copo d´água. E de mais a mais, havia os vizinhos. Gente boa. Gente humilde, como ela, por quem nutria amizade e amor. Gostava de ajudar, fazia-lhe bem à alma, transformava sua vida em um eterno brinquedo.

Depois, foram as estações passando, a seca aumentando e o riacho a cada dia mais distante.

E foi provando de mangas, no alto de longínquas copas que agora alcançava em tamanho, que arquitetou. Talvez, se alterasse os rumos. As árvores distantes para lá. Sombra boa na casa dos que amava. A pá ociosa para cá. Não lhe era pesado cavar novos leitos para que os rios corressem direto à porta dos que tanto apreciava.

E em poucos meses a cidade, toda florida, era um de oásis de fartura bem no meio da caatinga.  

Novos muros para as casas, telhas trocadas no alto da torre da igreja, pedras imensas, para uma ousada cachoeira artificial que agora enfeitava a praça central.

E logo a seca já não secava e a miséria já não reinava. E a ilha verde, os cachorros gordos, as suculentas frutas, quase um milagre, não tardaram em chamar a atenção dos municípios próximos que, curiosos, vieram aos bandos. Muitos. E em romaria.

— A menina é santa. — Diziam.

Santa.

Os romeiros insistiam, ajoelhando-se, às dezenas, frente à casa onde nossa raridade dormia. Os pés para fora da janela, que ali, vejam bem, já quase que não cabia. E depositavam presentes. Carnes de bicho que a menina não comia, mas que aceitava de grado, realocando aqui, aquilo que faltava ali.

Força rapazes, coragem! Queremos chegar ao pescoço muito antes do fim do dia. Uma vez no topo, prometo lhes surpreender. Ante a visão do pôr-do-sol, nosso Colosso todo irá tremer. Tal qual donzela apaixonada, seu coração bate forte ante à natureza e seu poder.

Apaixonada

Para Joconda era essa a parte mais doída. O momento em que o pequeno homem, seu escolhido, parando bem no pico da montanha, finalmente a encararia. Olho no olho. Deixando clara a limitação de tamanho, seu amor impossível pedia esforço sobre-humano para acontecer.

Olho no olho. Da mesma forma que fizera no dia em que ele chegara ao Seridó, acompanhado dos usuais curiosos. Consigo, trazia a mesma maleta colorida e os compridos cabelos, que ainda nada tinham do branco com que hoje se pintavam. E era minúsculo. Os dedinhos se assemelhando a pequenas bolinhas. A menor criatura adulta que a moça jamais vislumbrara.

E, com a fala mansa e o sorriso canastrão, o baixinho improvisou o verso que, ainda hoje, recitava no ápice de seu show. E o amor, com seus mistérios, instalou-se nela. E à primeira vista.

Joconda, assustada com o descompasso do peito, levantou-se, pela primeira vez em toda a vida, de supetão. Rompendo o telhado. Derrubando as paredes. E pisando desengonçada na cachoeira da praça, inundou a igreja, o cartório, a delegacia.

— Calma, Joconda. — Os cidadãos corriam em busca de abrigo.

Mas a moça não parecia escutar. Pela primeira vez em toda a sua curta existência, sentia a necessidade imperativa de se expressar. Queria cantar, girar, pular. As bochechas rosadas, a pele eriçada. E rachou o chão da cidade, derrubando, em segundos, cada pequeno cômodo, cada detalhe, da vila que construíra com a minúcia de quem monta um brinquedo de casinha.

— Calma, Joconda! — Os amigos gritavam saltando a fim de desviar dos pés da aberração.

Eufórica, porém, a jovem não conseguia se conter. E continuava em sua explosão, transformando em pó, ainda que sem querer, tudo o quanto ela mesma, com tanto zelo criara.

— Calma, Joconda. — Foi só quando ouviu a voz da mãe, no meio da confusão, que parou.  

E em um giro mais forte, seus mais de 800 quilos, caíram no chão com a força de uma bomba. Estrondo. Sob a poeira que baixava aos poucos, a catástrofe. Em volta de si, lá em baixo, próximo aos pés, as pessoas diziam palavras que até então não conhecia. Blasfêmia, monstruosidade, anomalia. Não. Não entendia.  Já não era o milagre, tampouco a amiga benvinda na casa de todos. Não.

Moveu lentamente os braços, a fim de se reerguer. O silêncio parecia aguardar o próximo passo de uma tragédia anunciada. A gigante estava descontrolada. Era um perigo. Um risco a ser banido para bem longe do convívio das pessoas de bem.

— Eu bem que adivinhava. — Ouviu alguém cochichar.

E levantou o dedo, tentando pedir vez para falar. Aqueles que amara durante toda a vida, no entanto, com um passo para traz, tentavam se proteger do próximo e eminente terremoto.

Terremoto.

Dos olhos de nossa heroína, mocinha, brotavam lágrimas como as que agora posso ver em seus rostos vitoriosos. Para ela, no entanto, nada da glória de alcançar pela primeira vez o mais alto ponto da natureza. Não. Para nossa heroína, apenas o desprezo e o pavor de sua própria gente.

E foi então que aconteceu. Joconda fez algo diferente. Algo que, até então, não conhecia. E que se algum dia houvera feito, com certeza já se esquecia… E foi então que eu vi, com esses olhos que a terra há de comer um dia. A gigante chorou, eu juro. A cada lágrima um novo tremor e da terra, voavam destroços em ventania. Munidas de guarda-chuva, as autoridades, quem diria, cobravam da mãe solução para a guria.

— A gigante tem que partir.

— Isso mesmo, este monstro deve ir.

— Concordo totalmente, a abominação tem que sair! — Duras palavras para uma jovem que então somava apenas 16 anos.   

Aos poucos, meus amigos, o que era poça virou piscina, e a piscina transformou-se em um imenso lago salgado, e os guarda chuvas, destruídos pela força das lágrimas, já serviam de remos para barcos improvisados. Portas, sofás, estofados. Como jangada, usavam até estrados.  

Uma porta.

Diz o ditado que, quando Nosso Senhor fecha uma, é porque pretende escancarar a janela. E assim foi. Flutuando a esmo sobre uma poltrona, que a apaixonada foi capaz de divisar o causador de todo aquele maremoto em sua vida.

Era ele. Mestre, o pequeno artista circense, acenava para ela tentando fazer com que se acalmasse. Em seus olhos, não o pavor que vestia o semblante dos outros. Não. Em seu olhar, a gigante encontrava calma. Parecia enxergar-se a si mesma naquelas minúsculas pupilas. E suspirou.

Erguendo o pequenino na palma de sua mão, tentava abstrair os gritos de desprezo que chegavam em seus ouvidos. E, levando-o até próximo de seu rosto, sem dizer palavra, pôde entender finalmente quem era.

Parou de chorar no instante mesmo em que os dedinhos do rapaz fizeram cócegas na ponta de seu nariz e com atenção e esperança, descobriu o que significava a palavra destino, ouvindo a proposta que ele lhe trazia.

Quando se ama, se morre um pouco.

Joconda sabia que precisaria abandonar a si mesma.

Deixar para traz tudo o quanto conhecera até ali. E beijou cada um dos irmãos. Depois a mãe, delicadamente como costumara fazer desde criança. Nesse beijo, o segredo que só as duas dividiam.

Segredo

Pois quanto mais a menina amava, mais a gigante crescia.  

E foi ali, que nasceu. Naquele dia. A lenda que seria.

Quem diria?

Essa é a verdade, senhores. A história que para vocês é lenda. Para mim é sina, é vida.

Foi exatamente assim, lhes asseguro. Juntos, eu e ela, ela e eu, deixamos para traz nossos mundinhos, eu juro. Atravessamos estados e viemos parar aqui, no Rio de Janeiro. Com um passo apenas. Apenas um. Petrópolis se tornou para nós abrigo, lar, porto seguro.

E assim, minhas senhoras, eu conheci o amor. Através das mãos dessa mulher que, para não machucar mais ninguém em sua vida, decidiu se abandonar aqui.

O que outrora era planície, há décadas virou superfície.

Se não acreditam, porém, nessa trama boba, melodrama contado aqui por esse velho e diminuto palhaço de circo, peço apenas um minuto mais. Um segundo de sua atenção. Olhem na direção dos olhos da Mulher-de-Pedra, e apreciando o mais estonteante pôr-do-sol de suas vidas, abandonem-se também, ante a sabedoria dele. O poeta.

O poeta.

O baixinho apontava para o céu.

O sol já tingia os cabelos da pedra de vermelho. Joconda sabia que seu corpo, logo estremeceria por inteiro, crescendo alguns milímetros, ante ao assombro da plateia daquele dia.

Ouvira aquilo milhares de vezes, mas sabia que não se cansaria jamais.

O circense, há algum tempo já não rimava. Talvez em consideração ao encontro marcado, todas as tardes. Talvez por não conseguir superar a beleza do verso do poeta. Talvez.     

— Pois que… — Seu amado pigarreava, fazendo pompa e misancenes completamente fora de moda para o ato final.

E como não lhe alcançasse a boca, o homenzinho beijava o solo, bico do seio de sua amada. Fechava os olhos e recitava.

— O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar…

E o Colosso estremecia.

……………………………..

Conto atualizado em 31/12/2017.

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45 comentários em “A Lenda de Joconda (Paula Giannini)

  1. Hércules Barbosa
    30 de dezembro de 2017

    Saudações

    Pelo que entendi, Joconda se agiganta através do amor que nutre em seu coração e pensamentos. A linguagem trabalhada no texto me lembrou muito a arte circense mesclada com uma saudável influência da literatura de cordel. Os termos nordestinos estão muito presentes mas também entendo que o termo “guria” combinaria mais se a personagem fosse do Sul do país.

    Parabéns pelo trabalho e sucesso

  2. Fil Felix
    30 de dezembro de 2017

    Visualmente, achei o conto sensacional. Gosto muito de como imagino as imagens ao ler um texto, e o autor conseguiu criar algo surreal e terno muito bom. A menina crescendo, se agigantando, ajudando a cidade a crescer junto com ela, pegando água e tudo o mais, até se apaixonar pela primeira vez, se tremer toda e acontecer a ruína de lá. Impossível, na cena do choro, não se lembrar de Alice no País das Maravilhas (quando ela chora e alaga a cena). Gostei de como utilizou da rima em alguns momentos, pensei que seria no texto todo (que não seria má ideia!). Ela ter virado espetáculo de circo pode levantar várias questões morais, o que também é muito bom pra explorar o conto. Eu só perdi um pouco da magia ao final, ficando aquela questão se tudo realmente existiu ou não, se não estamos falando apenas de um enorme colosso de pedra, de uma montanha, com sua lenda sendo narrada.

  3. Higor Benízio
    30 de dezembro de 2017

    Joconda não encanta muito, apesar da escrita ter bons momentos, não consegue superar o enredo meio batido. Talvez algum personagem mais interessante pudesse salvar o conto, recomendo o filme “Peixe Grande”

  4. Fabio Baptista
    30 de dezembro de 2017

    Olha, eu queria ter gostado do conto como os outros parecem ter gostado, mas comigo não funcionou.

    A técnica é boa, consegue conduzir o conto com leveza e fluidez, mas a mistura de partes rimadas com partes não rimadas acabou não casando muito bem para mim. Inclusive, as rimas não são lá muito inspiradas, a maior parte apenas concatenando palavras terminadas em “ão”. Talvez se o conto todo tivesse seguido todo numa pegada de “repente”, teria ficado melhor.

    A trama também não me cativou. Ficou meio açucarada e no fundo acabei com a impressão de que tudo era apenas uma lorota do guia para entreter os turistas durante a escalada do morro, o que acaba por descaracterizar o superpoder (que apenas o fato de ser colosso também já não caracterizava).

    Abraço!

  5. Edinaldo Garcia
    30 de dezembro de 2017

    A Lenda de Joconda (Mestre)

    Trama: Um anão-palhaço agita plateia, contando a história/estória de uma gigante nordestina à medida que escalam seu corpo deitado como montanha.

    Impressões: Um belíssimo texto, com poética primorosa, leitura agradável e gostosa. Creio, se entendi direito, Joconda nunca existiu, apenas uma lenda contada por um artista para entreter o povo. O enredo é incrível, com boa ambientação. Me lembrou Guilliver em alguns momentos.

    Linguagem e escrita: Poética, cadenciada, cheio de rimas, bem com cara de espetáculo circense mesmo; um texto saído dos lábios de um grande contador de estórias.

    Observações, nada que tire o brilho ou diminua sua grande nota, só uma ajudinha para o excelente conto:

    Dos olhos de nossa heroína, mocinhas – errinho de digitação mesmo “mocinha”
    .
    guria – embora tenha se encaixado perfeitamente na rima, não sei se é uma palavra própria para um texto e personagens nordestinos.

    Veredito: Conto magnífico.

  6. Daniel Reis
    30 de dezembro de 2017

    33. A lenda de Joconda (Mestre):
    O que dizer desse conto? A mulher gigante – estilo realismo mágico – narrado por um apresentador de circo. Em PREMISSA e TÉCNICA, arrebatadora. Um daqueles textos que dá vontade de ler e reler, buscando detalhes despercebidos. Como único ponto a pensar, para APRIMORAMENTO, talvez revisão dos entretítulos – ao estilo Machado, mas que poderiam deixar uma surpresinha ou expectativa para o leitor. Parabéns, está entre os meus favoritos!

  7. Priscila Pereira
    30 de dezembro de 2017

    Superpoder: crescimento pelo amor.

    Olá Mestre, seu conto é de uma delicadeza surpreendente! Uma escrita impecável e bonita, uma trama gostosa e inteligente, original e simpática. Joconda é uma personagem forte e bem delineada, mesmo sendo um colosso, ela é muito suave. Você soube equilibrar perfeitamente o seu conto. Está realmente maravilhoso. Parabéns e boa sorte!!

  8. Bianca Amaro
    29 de dezembro de 2017

    Olá Mestre, tudo bem?

    Foi um texto narrado muito bem. Simplesmente amei o que você fez: ir intercalando o modo que era narrado. Em algumas partes era narrado do modo típico dos apresentadores de circo (o que foi muito interessante, acho que o texto fica bem legal quando se faz isso) e em outras era narrado mais normalmente (mas ainda poético). Gostei muito disso. Também achei legal a história do nome de Joconda, que deveria ser Gioconda, nome inspirado no famoso quadro de Leonardo. Achei essa referência muito inteligente. Uma gigante e um anão. Combinação interessante, não é?

    Enfim, parabéns pelo texto e boa sorte no desafio!

  9. Rafael Penha
    29 de dezembro de 2017

    Olá ,Mestre

    1- Tema: A meu ver, o texto não se adequa aos parâmetros. O fato da mulher “ser gigante” não é um superpoder. Superpoder seria ela “poder se tornar gigante”.

    2- Gramática: Achei e leitura interessante, mas com a pontuação bastante confusa em alguns pontos. Talvez precise de uma revisão mais atenta.

    3- Estilo – O texto me conquistou no início com o tom circense e jocoso. Muito bom. Entretanto, esse tom vai e volta de forma muito abrupta, com a ausência das aspas para informar que alguém está falando, é difícil acompanhar. O texto também acerta em frases brilhantemente descritas e sarcásticas, mas a meu ver, algumas vezes acaba se perdendo na complexidade das palavras. Talvez se ater as palavras mais simples ajude a solucionar isso.

    4- Roteiro; Narrativa – Um enredo simples e sem muita profundidade. O foco é em Jocoda. E apesar sua vida, sentimentos e ações estarem brilhantemente narrados. Há muitas incoerências. A princípio, achei que seu tamanho fosse algo poético, que jamais fosse explicitado, mas o autor deixa claro se tratar mesmo de uma gigante. Assim, as incoerências brotam aos borbotões. pois ora ela parece imensa a ponto de pessoas a escalarem, outra ora ela pesa 800 kg, ou seja, pouco mais pesada que um boi. Ora ela é do tamanho de montanhas, outra ela cabe dentro de casa. Se menos informações explicitas sobre seu tamanho fossem dadas, ele poderia ficar no campo lúdico, mas aqui, da forma como foi narrado, me atrapalhou.
    E mais, ela sai de uma cidadezinha do interior nordestino para se “esconder” no Rio de Janeiro? Eu entendo a alusão à Mulher-de-pedra, mas também me pareceu incoerente.

    Resumo: É um conto muito criativo, jocoso e poético. Bem escrito e com frases de ouro, como: “A mãe, cuja única fartura em vida era a de filhos”. Mas a meu ver, deveria se decidir entre o lúdico e o real, isso atrapalhou muito minha imersão.

    Grande abraço!

  10. Ana Maria Monteiro
    29 de dezembro de 2017

    A lenda de Joconda
    Olá, Mestre. Tudo bem? Desejo que esteja a viver um excelente período de festas.
    Começo por lhe apresentar a minha definição de conto: como lhe advém do próprio nome, em primeiro lugar um conto, conta, conta uma história, um momento, o que seja, mas destina-se a entreter e, eventualmente, a fazer pensar – ou não, pode ser simples entretenimento, não pode é ser outra coisa que não algo que conta.
    De igual forma deve prender a atenção, interessar, ser claro e agradar ao receptor. Este último factor é extremamente relativo na escrita onde, contrariamente ao que sucede com a oralidade, em que podemos adequar ao ouvinte o que contamos, ao escrever vamos ser lidos por pessoas que gostam e por outras que não gostam.
    Então, tentarei não levar em conta o aspecto de me agradar ou não.
    Ainda para este desafio, e porque no Entrecontos se trata disso mesmo, considero, além do já referido, a adequação ao tema e também (porque estamos a ser avaliados por colegas e entre iguais e que por isso mesmo são muito mais exigentes do que enquanto apenas simples leitores que todos somos) o cuidado e brio demonstrados pelo autor, fazendo uma revisão mínima do seu trabalho.
    A nota final procurará espelhar a minha percepção de todos os factores que nomeei.

    Gostei de ler a sua história de Joconda, uma mulher que cresce ao ser amada, tal como as flores e, no fundo, como qualquer um de nós. O problema é ela crescer também por fora e isso a torna numa aberração. Joconda, doce e suave, vira pedra em sacrifício supremo. A história é linda e está muito bem narrada. Cadenciada, a apresentação do espetáculo circense, não poderia estar melhor. Pouco mais posso acrescentar, é dos poucos verdadeiros contos que li até agora. Gostei muito. Parabéns e boa sorte no desafio.
    Feliz 2018!

  11. Felipe Rodrigues Araujo
    27 de dezembro de 2017

    O que me chamou a atenção foram os trechos plásticos como a parte em que ela se descontrola, a cidade vem abaixo e Joconda começa a chorar. A localidade onde a personagem se desenvolve até a adolescência é genial, regiões áridas do nordeste, a metáfora é bastante rica e complexa, além de complementar a personalidade dela. Aquele tipo de conto que gera reflexão e faz você ficar relembrando cada momento.

  12. Pedro Luna
    27 de dezembro de 2017

    Gostei do modo como você escreveu, com rimas, e usando a figura do mestre de cerimônias para apresentar a personagem. Tem um tom meio fantasioso, característica forte desses textos mambembes, circenses. Confesso que apesar de toda a exploração da personagem, do seu passado, me senti distante dela. Joconda se tornou para mim uma figura curiosa, mas distante, meio sem vida. Ficou mesmo com cara de lenda, de história contada, o que não se pode dizer que é ruim, pois o lenda está até no título. No geral é um bom conto.

  13. Fernando Cyrino.
    27 de dezembro de 2017

    Olá, Mestre. Que grande história você me traz. Ao passar pela mulher de pedra daqui por diante, creia-me, terei outra visão dela. A mulher que cresce a partir do amor. Metáfora mais linda (e verdadeira) esta que você cria. Um conto envolvente e que me propiciou bons momentos de enlevo. Você escreve muito bem e sua criatividade foi bem legal. Dizer mais o quê? Bem, já sei: Abraços de parabéns.

  14. Ana Carolina Machado
    27 de dezembro de 2017

    Oiii. Achei muito bom e criativo. O final foi muito lindo, principalmente por ter inserido um trecho muito bonito do poema que é citado no começo. A história do nascimento e da vida da Joconda no nordeste foi muito bem narrada, principalmente os momentos em que ela ajudava a sua comunidade devido ao seu tamanho, de como fez ela crescer e no futuro a destruiu sem querer ao se apaixonar .O amor era algo que ela não poderia controlar. Esse foi um dos superpoderes mais criativos. Parabéns. Boa sorte no desafio!

  15. Marco Aurélio Saraiva
    27 de dezembro de 2017

    =====TRAMA=====

    Excelente conto, muito criativo. No início, tudo me remetia ao crescer de Joconda como o “crescer como pessoa”. Ela era líder, amava a todos, fazia sempre o bem. Por isso era “grande”: em seu peito cabiam todos, tinha amor para dar e vender. Tornou-se alguém importante -talvez uma política – e salvou a cidade da seca, liderando obras para redirecionar o riacho. Crescia ainda mais, atendendo com amor a todos que precisavam.

    Até que ela um dia encontrou o amor romântico em um homem simples, pequeno na vida, mas que a amava completamente.

    E então dedicou todo o seu amor a esta pessoa, “morrendo um pouco”, como bem escrito no seu texto. Como seu poder era grande, a negligência com tudo o que criava fazia tudo ao seu redor desabar. Percebeu que seu lugar não era mais ali, mudou-se para junto do homem que resolveu amar, e jamais voltou.

    É claro que tudo isso com muita magia, de tal forma que mesmo que eu imaginasse tudo isso que acabei de falar a cada palavra que lia, o seu texto meio que gritava de volta para mim: “você está errado”! Eu ria, e terminei o conto com ambos os sentimentos (o “pé no chão” e a “fábula”) disputando espaço na minha cabeça. Acho que, só por isso, o seu conto vale a leitura.

    É triste ver Joconda sofrendo tanto por causa do seu amor imprevisto. O seu texto fala que não há controle para o amor. Não é um sentimento que podemos simplesmente decidir não ter. E ainda fala que o amor não é tão belo quanto imaginamos: ele causa feridas nas pessoas ao nosso redor, abala mundos. Mas é para o que nascemos; é o nosso objetivo de vida.

    Terminar o seu conto dando uma origem fantástica à mulher-de-pedra foi muito bom.

    Gostei!

    =====TÉCNICA=====

    Você escreve muito bem, com um ar melodioso e um rimo muito bom. As intercessões entre a narrativa do anão e a narrativa do Narrador são tão suaves que se tornam quase imperceptíveis; vêm naturais ao leitor. Parece que a escrita para você vem com tanta naturalidade que deixa até certa inveja em pessoas como eu, hehehe.

    Parabéns!

  16. Leo Jardim
    26 de dezembro de 2017

    # A Lenda de Joconda (Mestre)

    📜 Trama (⭐⭐⭐⭐▫):

    – gostei muito da forma como a trama foi sendo descortinada: aos poucos, conforme o show ia acontecendo, misturando narração à fala do anão
    – a personagem Joconda é muito boa, dá vontade de abraçar ela; a cena do terremoto é muito bem narrada e assento muita pena dela
    – a ideia do amor fazer ela crescer é bonito e, no fim, ela se transformar na montanha em Petrópolis fechou bem o conto
    – não entendi e não sei se gostei muito dos “capítulos”
    – achei o ritmo do conto meio lento, ficou meio cansativo em algum momento; melhorou na parte do terremoto

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫):

    – a forma de narrar é muito boa e a mistura de narração com fala funcionou muito bem
    – floreando palavras com rimas ingênuas e desconexas (eu ia comentar isso rs)
    – um passo pra *traz* (trás)
    – Diz o ditado *sem vírgula* que *vírgula* quando Nosso Senhor fecha uma
    – *pode* (pôde) entender finalmente quem era

    💡 Criatividade (⭐⭐⭐):

    – achei bastante criativo esse “poder” de crescer sem parar e o “encaixe” com nosso mundo real

    🎯 Tema (⭐⭐):

    – apesar do texto inteiro ser uma grande metáfora para uma montanha existente, a história foi tão crível que na próxima vez que for à Petrópolis vou mandar um oi pra Joconda

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫):

    – o conto é lindo, de um profissionalismo impressionante, personagem quase viva, mas alguma coisa faltou para me encantar ainda mais
    – a revelação de que ela virou uma montanha real poderia ter sido uma ótima revelação no fim se já não tivesse sido adiantada pela imagem que ilustra o conto

  17. Renata Rothstein
    26 de dezembro de 2017

    Oi, Mestre!
    Bonito seu conto…bonito, doce, triste e, dentro das possibilidades possíveis, com um final até feliz.
    O super poder de Joconda não me pareceu um poder, mas não estou me prendendo muito à essa questão.
    Mais uma vez o circo, visto como um trampolim para as super experiências, achei interessante a quantidade de contos com circo neste Desafio.
    Não vi problemas gramaticais, apenas a necessidade de pequenas revisões, enfim, gostei muito do seu belo trabalho poético/inspiradoinspirador.
    Parabéns e boa sorte!
    Abraço

  18. Estela Goulart
    26 de dezembro de 2017

    Olá. O conto é narrado de forma cantada, poética muitas vezes. Achei interessante, até porque dá uma musicalidade ao texto. Lembrei das leituras de cordel, embora não sei se tem a ver. Porém, algumas partes meio difíceis dificultaram. Tanto que não entendi direito o superpoder de Joconda. Fora isso, é criativo. Parabéns e boa sorte.

  19. eduardoselga
    26 de dezembro de 2017

    Caro(a) autor(a).
    Antes de tudo, interpretações do literário são versões acerca do texto, não necessariamente verdades. Além disso, o fato de não haver a intenção de construir essa ou aquela imagem no conto não significa a inexistência dela.

    O amor romântico é uma estrutura cultural em que o feminino é posto numa posição de doação, e isso é muito glamorizado. Pretende dar a entender que por essa via é possível alcançar-se uma espécie de paraíso a dois, tentativa simbólica de atingir o mundo edênico narrado pelo Cristianismo, vencendo todas as vicissitudes impostas pelas estruturas sociais. Um paraíso em que o “cérebro” – o masculino – tem o caráter administrativo de conter os excessos da “emoção” – feminina –.

    O fantástico, gênero ao qual pertence “A lenda de Joconda”, quando trabalha esse tema não raro caminha pelas sendas da aberração, numa aparente ruptura de paradigmas. Bom exemplo disso na literatura brasileira é Murilo Rubião em “Bárbara”, uma mulher cuja obesidade atinge dimensões absurdas e que praticamente ignora seu marido, exceto quando pretende conseguir dele a satisfação de seus caprichos quase infantis.

    Em “Bárbara” o sentimento amoroso é assimétrico; aqui, é simétrico, ou seja, o amor é correspondido, embora impossibilitado de ser vivenciado plenamente por causa do gigantismo. É, na prática, o mesmo discurso do amor romântico quando este valoriza os obstáculos a serem vencidos (o clichê “só o amor constrói”). É por causa dessa similaridade que falei antes em “aparente ruptura de paradigmas”.

    O aspecto arrebatador do amor romântico também está presente, desestabilizando a personagem a ponto de causar destruição da cidade. É uma hipérbole bem interessante. O que no amor romântico clássico é terremoto individual, e via de regra feminino, aqui também é, porém com efeitos na coletividade. Aliás, diga-se, um dos belos momentos do conto é a narração dessas destruições. Particularmente quando a protagonista dança a ponto de quebrar a cidade, em que fica demonstrado o quão perigoso pode ser o amor. Os rumos de uma sociedade inteira podem ser alterados. Ou seja, a componente ideológica potencialmente anárquica do sentimento ficou bem demonstrada.

    Há uma estratégia narrativa muito feliz: duas vozes narrativas que se completam. De um lado, o amado da personagem, cujo discurso circense é típico e bem construído; do outro, o narrador propriamente dito.

  20. Andre Brizola
    25 de dezembro de 2017

    Salve, Mestre!

    Esse desafio parece ter instigado o pessoal a apelar para uma criatividade acima do normal. Digo isso porque até mesmo poderes menos vistosos, como o de Joconda, acabaram gerando contos muito bons, alguns acima da média. Esse aqui é um deles.
    O texto é bastante refinado, difícil até, em alguns momentos. Mas nunca vai contra o enredo. A história de Joconda, desde o nascimento, passando pelo momento em que se enamora, até o fim, mesclando-se à paisagem carioca, é contada de forma primorosa. As inserções regionais ainda deixam tudo mais colorido.
    Mas eu tenho uma crítica. Não sei bem se o tamanho de Joconda poderia ser enquadrado como superpoder. É quase, na verdade, uma condição médica. Uma bastante delicada até. Não é exatamente um problema, e é fácil de ser relevado. Mas acho que o conto se enquadraria melhor em outro desafio.

    É isso! Boa sorte no desafio!

  21. Pedro Paulo
    24 de dezembro de 2017

    Olá, entrecontista. Para este desafio me importa que o autor consiga escrever uma boa história enquanto adequada ao tema do certame. Significa dizer que, para além de estar dentro do tema, o conto tem que ser escrito em amplo domínio da língua portuguesa e em uma boa condução da narrativa. Espero que o meu comentário sirva como uma crítica construtiva. Boa sorte!

    Ótimo conto! O autor soube escrever em uma linguagem fortemente marcada pelo regional e que, mais do que isso, consegue se assemelhar a um relato oral e floreado de um exímio contador de histórias – o que tomo que o autor também é. Em contrapartida, noto que a narrativa mudou de perspectiva em alguns momentos, ou pareceu mudar, com algumas partes sendo contadas pelo que parece ser um apresentador de circo e outras por um narrador mais impessoal, que nos fala das personagens colocando o que elas lembram, como se sentem e o que pensam. Essa alternância acabou deixando a leitura um pouco atrapalhada, mas não menos graciosa.

    A trama também é espetacular, escrita na maneira que foi não para simplesmente nos contar a história de uma personagem, mas para nos apresentar uma verdadeira lenda. No entanto, para esta avaliação, faz-se necessário tomar a trama dentro do desafio e de sua proposta, que é a de trazer histórias que envolvam superpoderes. Embora a personagem seja uma gigante, crescendo a cada demonstração de amor, eu não consegui entender muito bem como um superpoder, figurando mais como uma espécie de maldição, dada a tragédia em que Jaconda se envolve antes de se retirar do Nordeste. Não é algo sobre a qual a personagem tem controle, parecendo muito mais algo que a faz vítima.

    A trama comove e nos faz sentir por Jaconda, protagonista de uma história que encanta e envolve, o único ponto negativo sendo que o conto não se sobressai no desafio por conta de sua proposta. De todo modo, devo dar os parabéns ao autor. Belíssima história!

  22. Luis Guilherme
    24 de dezembro de 2017

    Ola, amigo (a), td bem?

    Caramba, parece q eu sou o unico q nao gostou tanto do seu conto, rsrs. Mas pelo jeito, isso nao fará diferença!

    Vamos la: o conto ta super bem escrito, e eh favorecido por uma beleza estética e das construções meio poeticas e de certa forma um pouco cênicas da sua escrita.

    Porem, acho q faltou algo, e meio que queria de ler logo. Nao sei explicar oq, mas nao me prendi ao conto.

    O enredo eh bem criado, nao da pra negar. A personagem vai se desenvolvendo aos poucos, meio que crescendo na imaginação do leitor, em consonância com oq era retratado na historia.

    A metafora do amor como algo q nos faz crescer foi interessante, e a cena da destruição da cidade foi forte e marcante.

    Mas como disse, em geral nao me prendeu muito, sinto muito.

    Boa sorte e parabens!!

  23. Bia Machado
    24 de dezembro de 2017

    – Enredo: 1/1 – Maravilhoso. Como uma história do Rosa, do Suassuna, de algum outro artista que saiba tão bem brincar, envolver alguém com suas palavras. E emocionar também, chorando aqui com essa narrativa.
    – Ritmo: 1/1 – Só sei que fui lendo, sem conseguir parar. Não sei, só sei que foi assim. =)
    – Personagens: 1/1 – Como não se emocionar com Joconda? Se tem alguma forma, nem me diz, porque não quero saber.
    – Emoção: 1/1 – Não gostei do conto, não. Eu amei.
    – Adequação ao tema: 0,5/0,5 – Sim, adequado.
    – Gramática: 0,5/0,5 – Se tinha algum erro no meio desse lirismo todo, nem percebi.

    Dica: Por favor, continue escrevendo assim. Grata.

    Frase destaque: “Quando se ama, se morre um pouco.”

    Obs.: A somatória dos pontos colocados aqui pode não indicar a nota final, visto que após ler tudo, farei uma ponderação entre todos os contos lidos, podendo aumentar ou diminuir essa nota final por conta de estabelecer uma sequência coerente, comparando todos os contos.

  24. Catarina Cunha
    22 de dezembro de 2017

    Um dos meus textos preferidos até aqui. Trama original em ritmo melancólico, mas ao mesmo tempo com humor brega, regional. Cenas vívidas e cinematográficas; gosto disso.
    O casal inusitado forma uma energia rara entre personagens.
    Uma versão romântica da lenda do gigante adormecido no Rio de Janeiro. Baita sacada.

  25. Jorge Santos
    21 de dezembro de 2017

    Olá, Mestre. No seu conto, uma mulher se agiganta quando é amada. Creio que isso é comum nas mulheres, todas se agigantam espiritualmente quando amadas. A diferença em Joconda é que, além de crescer espiritualmente, também cresce fisicamente. Como sempre, quem é diferente é perseguido e ela vê-se forçada a refugiar-se num circo. Gostei do conto. Revela criatividade. A narrativa poderia ter mais ritmo.

  26. Givago Domingues Thimoti
    21 de dezembro de 2017

    Olá, Mestre

    Tudo bem?

    Por mais que o texto seja muito bem escrito, eu não gostei. Foi muito mais pelo jeito de como foi desenvolvido o texto (uma pessoa que trabalhou num circo e conta a história de Joconda) do que a história em si. Não sei o porquê, mas nunca fui fã de circos e nem o jeito como o show é apresentado. Isso, com certeza, dificultou minha conexão com o texto.

    O que é evidente nesse texto é, ao meu ver, o talento do autor.

    Boa sorte, Mestre!

  27. João Freitas
    21 de dezembro de 2017

    Olá. 🙂

    Texto muito bem escrito, história criativa. Uma figura gigante que destrói a envolvente é algo muito usado na cultura pop, mas uma gigante que cresce com o amor que recebe é para mim novidade.
    Conseguiu acima de tudo levar o leitor a criar empatia com Joconda e a imaginar de forma muito viva todas as imagens que criou ao longo do conto.

    Parabéns e obrigado por ter escrito.

  28. Paula Giannini
    20 de dezembro de 2017

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    Como integrante de uma profissão ligada às artes cênicas, em especial devido ao apreço que tenho com a cultura popular, para mim, são inevitáveis referências como o cordel, o circo-teatro, o teatro de pavilhão, os mamulengos, enfim, artes que carregam em si esse quê de antigas, de um certo ar de “brega”, da palavra cadenciada e rimada, do apresentador superlativo para apresentar o próximo número.

    Isso me lembra a uma reflexão recorrente para mim. Certa vez, em viagem com meu marido, assisti a um espetáculo de teatro na Argentina. Na peça, ultra contemporânea por sinal, havia várias cenas em homenagem a programas antigos de rádio, tudo muito exagerado, com canções no mais puro estilo brega, e o melhor, sem medo de ser feliz. Aquilo me instigou muito, vi que perdemos uma certa coisa latina e caliente por aqui… Algo que, se retomássemos, poderia enriquecer muito nossas produções, tanto de texto, quanto de teatro. Não estou falando em empobrecer, mas em colorir. Em assumir raízes, em homenagear a riqueza de nossa cultua popular.

    O que isso tem a ver com este conto? Nada. Ou tudo. O circo nos remete a essa coisa latina de sangue quente, de muita cor, de espetaculoso, ao menos a mim, e não sei o motivo.

    A trama nos traz a bela premissa do amor incondicional. Aquele tipo de amor que serve muito bem, enquanto serve aos propósitos de todos. Quando já não mais, quando em crise, quando necessitando, ele mesmo, de ser compreendido, este perde o sentido da serventia e é descartado imediatamente com direito ao desprezo. Isso é bem claro no filme, que adoro, Dog Ville. E a premissa por aqui é exatamente a mesma, embora muito diferente.

    Interessante notar que a mesma gigante que recria todo o bioma de uma região, é a que transforma igualmente e com sua entrega e abnegação de si mesma, a geografia de uma região.

    Parabéns.

    Desejo-lhe sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  29. Rubem Cabral
    20 de dezembro de 2017

    Olá, Mestre.

    Gostei bastante do conto. Vejamos, temos aqui um representante distinto do realismo fantástico, onde o incrível se mistura ao cotidiano de forma natural. Além do gigantismo superior a todo já registrado na história, Joconda vira uma mulher de pedra em Petrópolis, para não machucar mais ninguém.

    Além da narração muito bonita e com rimas, a construção de uma personagem tão doce ficou muito bem feita.

    Parabéns e boa sorte no desafio!

  30. iolandinhapinheiro
    19 de dezembro de 2017

    Olá, autor.

    Não sei se vc conhece as obras do Dr. Seuss, um cartunista e escritor que encantou muitas gerações de crianças americanas com seus personagens de traços originais e suas prosas rimadas. Pensei até estar assistindo uma obra dele, como O Gato de Cartola, ou O Grinch. Cito estas histórias porque viraram filmes. A sua prosa rimada deixa tudo mais inocente, mais meigo, o que, junto com a suavidade da personagem, acabam por conquistar a criança que há no coração de cada leitor.

    Já havia lido um texto do amigo Anderson Henrique onde o personagem, também um gigante acabava virando paisagem natural como no seu conto.

    Dizem que a simplicidade é perfeita, devem ter razão, vendo o encantamento que uma trama tão singela e sem rebusques causou nos comentaristas. Mas não uma singeleza qualquer, a carga de poesia é como um bordado mágico em suas palavras.

    Notei um traz no lugar de trás, mas quem liga?

    Parabéns, sucesso no desafio.

    Beijos.

    Iolanda.

  31. Fheluany Nogueira
    19 de dezembro de 2017

    Superpoder: o amor, que vai agigantando Joconda e sua alma frágil. – Realismo fantástico, metáfora?

    Enredo e criatividade: Apresentação da protagonista em um evento do tipo circense, em que o leitor é levado a conhecer toda a trajetória dela e o fato de que ela continuava a crescer, amada pelo anão que comandava o espetáculo. A narrativa traz um tom de conto maravilhoso, inclusive, de início imaginei que o Mestre seria um explorador do fenômeno, como em “Pinóquio” quando é capturado e exposto ao público. A estruturação, separando por subtítulos a troca de foco narrativo, foi um recurso de “Mestre”. O desfecho é apaixonante.

    Estilo e linguagem se fundem em comunhão perfeita. Cada palavra tem o seu significado e significante correspondente, marcando ritmo de poesia e abrindo para o leitor imenso campo de recriação, através das sugestões apresentadas.

    O conto, no conjunto, traz a marca de durabilidade da boa obra de arte. Parabéns! Abraços!

  32. Antonio Stegues Batista
    18 de dezembro de 2017

    Já li alguma coisa parecida ou a respeito, não sei onde, não sei quando! Não esse conto mas uma outra história, do gigante adormecido que forma um perfil geográfico. Inclusive teve até uma propaganda. Mas isso não importa, o texto é bom, bem escrito, da lenda de Joconda, a mulher gigante com seus super poder de transformar o solo seco em fértil.

  33. Regina Ruth Rincon Caires
    18 de dezembro de 2017

    Como pode escrever um conto tão lindo?! Que imaginação, quanta criatividade! Que narrativa linda, envolvente, que fantástico uso das palavras. E que ritmo! Prosas rimadas, discursos rimados. Que categoria, coisa de gente grande!!! E o amor norteando todo o conto, amor incondicional que opera milagres. Leitura prazerosa, suave, profunda, doce. A escrita reflete o domínio total que o autor tem da linguagem. Brinca sem debochar, narra o fantástico como se fantástico não fosse. Fica palpável, vira uma história que parece factível entre as paredes de nossa casa. Uma criação adorável. Texto para pódio, sem qualquer dúvida.
    Parabéns, Mestre! (acho que é mesmo do mestre)
    Boa sorte!

  34. Gustavo Araujo
    17 de dezembro de 2017

    Um conto maiúsculo, em todo o sentido da expressão. O virtuosismo não escapa mesmo ao olhar mais desatento. O cuidado com o trato da palavra, as rimas quando o Mestre intervém, tudo permeado por uma atmosfera levemente melancólica. Somos apresentados de modo quase solene a Joconda, a mulher gigante do sertão, que parece ter um coração tão grande quanto. Mais do que isso, nos transformamos em testemunhas de sua fortuna, algo que é ao mesmo tempo bênção e maldição. Escrito de maneira encantadora, com sensibilidade e perícia, o texto poderia constar em qualquer antologia de renome, junto a autores consagrados. Ainda que haja um ou outro ponto a acertar, no geral a lenda de Joconda destaca-se entre os demais contos deste desafio porque parece ter sido pinçada do que há de melhor em nossa literatura atualmente. Encanta, enleva e faz pensar – um trinômio difícil de cumprir. Não me resta outra coisa a dizer senão parabéns, com honras. Se este texto não figurar no pódio, é porque precisamos rever nossos conceitos. Excelente trabalho. Muitos parabéns!

  35. Amanda Gomez
    16 de dezembro de 2017

    Olá, Mestre!

    Olha.. . Há autores tipo eu… que caminham timidamente por aqui, querendo aprender, desenvolver e quem sabe surpreender, e existe AUTORES como você, que passeiam por aqui e mostram como é que faz.

    Li seu conto tem uns dias e até agora estou com ele na cabeça, tem tanta coisa ai, você foi muito generoso com as palavras, com o enrendo e principalmente com Joconda, é uma personagem incrível e que ganhou vida, cor, voz através de você, adorei conhecê-la, adorei lê-lo!

    Vamos a história? Uma gigante, quanto mais ama maior fica, coração puro, sempre ajudando, construiu o pequeno vilarejo em que vivia como se fosse uma casa de boneca, sempre dizendo sim, sempre achando que só poderia dizer sim, uma menina.

    Quando comecei a história e não vi nenhum sentimento de mágoa, ou coisas parecidas em Joconda eu fiquei impressionada, eu esperava revolta por ser usada, uma trama mais de aventura de liberdade, encontrei apenas amor…. apenas é modo de dizer.

    A sua escrita é maravilhosa, esse ritmo me encanta.

    A parte em que a ignorância e o medo do povo a faz chorar é triste, causa apreensão, o que será dela? A cena em que ela se descobre apaixonada pelo pequeno é forte também, você colocou uma sutil intensidade em tudo.

    A referência a lenda, e o desfecho final, deixou um ar melancólico mas feliz.

    A observação do Olisomar é muito pertinente é um conto digino de estar a disposição em escolas.

    Enfim, parabéns!! Nem vou desejar boa sorte, terá o destaque que merece!

  36. Juliana Calafange
    15 de dezembro de 2017

    Mestre!
    Que conto genial!
    Alguns hão de dizer que não trata de superpoderes, mas eu acho que o amor é o maior poder do mundo e vejo toda a grandiosidade do seu conto, nessa lenda da Joconda, que mistura um pouco de Alice no País das Maravilhas, um pouco da Geni do Chico Buarque, e uma pitada de King Kong, tudo mixado numa linda poesia em forma de odisséia. A história da gigante Joconda e seu pequenino-enorme amor. O final sensacional, que desnuda uma das muitas lendas do Rio de Janeiro, é arrebatador, e me deixou com aquela frase na cabeça: “já ganhou!”… Eu não consegui encontrar nenhuma crítica ao seu conto… PQP!… rs
    Muitos, muitos, muitos parabéns!

  37. Miquéias Dell'Orti
    15 de dezembro de 2017

    Oi,

    Que linda história de amor, hein!?

    Você estruturou a história de forma perfeita separando por subtítulos as trocas de narração. Confesso que no início achei que esse recurso não iria funcionar sem uma diferenciação maior entre as duas vozes (usar aspas, por exemplo), mas não… da forma como está eu li até com mais fluidez…. foi uma experiência a muito legal.

    Achei que o “Mestre” se aproveitava de Joconda, fazendo do amor que ela sentia por ele uma forma de ganhar seu sustento, tamanho era o exagero do seu discurso, mas a história foi por outro lado, mais bonito, mais encantador, com um final belo e feliz.

    Parabéns pelo ótimo trabalho!

  38. Paulo Ferreira
    15 de dezembro de 2017

    Um conto fantástico, com certeza, e todos seus ingredientes. Gosto muito da literatura fantástica, mais ainda quando bem contado e numa escrita que envolve e deslumbra o leitor com seu ritmo contagiante. E ambientar a narrativa em solo nordestino, cuja região é fertilíssima nestas alegorias. Haja vista os cordéis e a armorial literatura do Mestre Ariano Suassuna.
    Sem deixar de salientar que o magnífico Jorge Luís Borges advertiu certa vez que o fantástico foi a linguagem preferida dos escritores do mundo inteiro, em todos os tempos, e que o realismo não passava de “uma excentricidade recente”. Diante de todos esses argumentos, impossível dar nota menor que mil.

  39. Mariana
    14 de dezembro de 2017

    É um conto adorável. O ar circense, a escrita contada em tom de verso caiu muito bem. Muito linda a história de amor, e o autor conseguiu não cair no melodrama açucarado. Como único porém, não sei se a condição de gigantismo da Joconda seria um superpoder realmente. Contudo, mais uma vez repito, o conto é adorável. Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio

  40. Neusa Maria Fontolan
    14 de dezembro de 2017

    Um conto Fabuloso!
    Um conto merecedor de ser publicado em livros infantis, uma boa lenda para se contar para as crianças.
    Joconda apesar do tamanho e da força era toda delicadeza e capaz de amar com intensidade. Só visava o bem para todos ao seu redor. Ainda hoje continua lá, estremecendo a cada beijo de amor. Sempre deitada para o prazer de todos que querem escalá-la e admirá-la.
    Parabéns e obrigada por escrever

  41. Angelo Rodrigues
    11 de dezembro de 2017

    Caro Mestre,

    superpoder. Bem pra ser sincero, não vi, mas talvez não importe.

    Texto bem escrito, bem ritmado. Notei algum exagero na construção inicial da personagem. Um pouco longo demais, sem ação que justificasse.

    Um anão se apaixonar por uma gigante e vice-versa, não é uma história nova, mas isso também não importa dado que a história está bem contada, embora não goste de justificativas religiosas para coisas, como “quando NS nos fecha uma porta nos abre outra” e tal. Prefiro o texto transitando fora desse ramo de discurso.

    A associação entre a gigante e o relevo do Rio de Janeiro foi legal. A foto que ilustra o texto deixa isso bem claro.

    Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio.

  42. Olisomar Pires
    10 de dezembro de 2017

    Pontos positivos: escrita envolvente, contagiante, ritmada. Belíssima história, excelente personagem e a ambientação.

    Pontos negativos: talvez um certo exagero na apresentação, nada grave.

    Impressões pessoais: um texto primoroso, digno de constar em livros escolares infantis, infanto-juvenis e juvenis. Uma obra especial.

    sugestões: publicar.

    E assim por diante: o tom em forma de fábula (não sei se esse o nome correto) é extremamente condizente com o enredo.

    Parabéns.

  43. Evelyn Postali
    10 de dezembro de 2017

    Caro(a) Autor(a),
    Não sei quanto aos outros leitores, mas o amor é, por si mesmo, um superpoder daqueles que sabem mudar qualquer situação. Acredite. Eu fiquei encantada com a história e com a linguagem que você usou. Gostei de como a leitura foi indo até o final. É uma trama envolvente, fechada e que nos deixa a certeza de final feliz – pelo menos, para mim, foi final feliz, daqueles que se carece hoje em dia. Os personagens estão muito bem construídos e a linguagem também.
    Boa sorte no desafio.

  44. angst447
    10 de dezembro de 2017

    Oi, Mestre, tudo bem?
    Não entendo muito de superpoderes, mas vou aceitar que o seu conto está dentro do tema proposto pelo desafio.
    A moça, Joconda, era gigante, talvez devido a uma disfunção da hipófise, sei lá. Monumental, um colosso mesmo!
    Se houve falha na revisão, não foi nada notável.
    O conto está muito bem escrito, frases elaboradas no tom certo para não cansar o leitor. Bom ritmo, a trama prende a atenção, pois desperta a curiosidade quanto ao destino da protagonista. Joconda é bem caracterizada e causa empatia.
    O amor entre uma gigante e um anão. O final foi poético, um estremecimento causado por emoções particulares. Gostei bastante desta finalização.
    Boa sorte!

  45. Sigridi Borges
    9 de dezembro de 2017

    Olá, Mestre!
    Texto bem escrito, bem elaborado.
    Joconda não é a única a ter nome com grafia errada. Existem milhares por aí.
    O que importa mesmo é o que vai dentro do coração.
    No decorrer do texto, pude imaginar as cenas, muito bem trabalhadas.
    O que não me causa espanto é observar certos casos, como o dela, se tornarem atração de circo. Isso é frustrante.
    Lidar com as diferenças é um dos princípio do amor.
    Joconda amava. Ajudava quem quer que seja e isso a fazia especial.
    Imaginei-me no mar de suas lágrimas, salgadas, tristeza, mas…feliz por conhecê-la.

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Publicado às 9 de dezembro de 2017 por em Superpoderes e marcado .