EntreContos

Literatura que desafia.

Uma fábula em rimas: o tesouro da Cobra Vanderléia (Luis Guilherme Florido)

À entrada se entreolhavam, temerosos, ponderavam: “é uma loucura! Sim, mas a glória é segura. ” E a dupla estarrecida, encarava, indecisa, o colosso à sua frente.

– E agora, Eduardo? – questionava, bobamente.

Pedra pura se erguia, poderosa e arredia, uma porta colossal. A dupla, estupefata, indecisa encarava um aviso teatral.

Tal alerta alteava a entrada da passagem, e explica ao leitor, que confuso com o autor, pergunta: “ei, qual o motivo desta viagem, qual é a da trovada?” Vamos lá, camarada, pra mensagem que era dada:

 

Contemple a entrada da Gruta da Picada

Visitante, meu amigo, os espaços que abrigo,

Transpassando esse portal

te reservam os perigos muito acima do normal.

Os tesouros desta gruta, que qualquer filho da puta,

ansiaria conquistar,

são guardados fielmente

por Vanderléia, a serpente,

Impossível de dobrar.

Bravos homens bem dotados,

altas pompas, altos brados

por aqui já aportaram,

majestosos, bem trajados,

seu orgulho aqui juraram.

Diante deste portal,

seduzidos pelos louros de uma vida real,

ignoraram o alerta

deste amigo casual.

Aqui vai o meu conselho

a quem possa merecer,

pois já vi o perecer

de incontáveis bravejantes.

Se a ganância é o que te move

e sedento por amantes

por dinheiro e por poder,

inicia a jornada, com suas armas, suas espadas

deveria compreender.

Vanderléia,

Rastejante, imortal, resistente;

diamante.

Magia, espada, chamas – sua escama ignora.

Ora,

não pode matá-la,

feri-la tampouco,

Mas certo é aquele

que procura encantá-la;

Ama poesia, prosa e canto,

rimai, porquanto.

 

– Caralho, Edu, tâmo ferrado! – exclamou Felipe, preocupado.

– Pô, bicho, rimar não é comigo… não tenho esses capricho, tá ligado meu amigo? – completou a sentença. Não fora uma boa rima, teria que melhorar, se quisesse no final, a recompensa conquistar.

Resumindo a história, porque ninguém merece blábláblá, a dupla acabou entrando, para ver no que ia dá. Um caminho assustador, que causava arrepios, bem no fim do corredor, um baú de arrancar elogios. A arca quadrada, 2 metros só de frente, emitia uma luz dourada…

– Caralho, esse tesouro vem com a gente!

– Pra casa sem ele não volto, essa cobra não guenta quá gente, e se ela vier pra cima, eu viro o próprio 50 cent (fifty cent) – habilidoso com palavras, o garoto flexionou, foi criando novas formas, de bancar o trovador.

– Uau, mal cheguei e tô arrasando. Vou daqui mandar meus salves…

– Cala boca, malandro, tu tá mais pra Dercy Gonçalves. E não vem fazer biquinho, a gente tem uma missão pela frente. Afinal, cadê a tal da cobra?

-Ssssshhhh, bom dia, gente.

A cena só não foi mais hilária pois a caverna estava escura, Felipe saltou e gritou: “ai meu deus, alguém me segura!”

Enquanto Edu levantava e massageava as dores da caída, procurando enxergar à volta, murmurou:

– Pra que lado fica a saída?

Envergonhado pelo escândalo, Felipe ignorou o amigo, analisava a situação, paralisado pelo perigo. Obviamente a cobra falava, mas que merda de lugar era esse? Quanto mais Felipe ponderava, menos achava que o tesouro valesse.

– Acho melhor a gente voltar, ir embora e desistir da ideia, nenhuma fortuna justifica esse lugar..

– Tarde demais, garotos. Prazer, Vanderléia.

Um arrepio percorreu sua espinha, sentia a escama fria e molhada, circulando por entre suas pernas; a cueca: encharcada.

Sem enxergar um palmo à frente, o garoto pressentia: “essa cobra passa de 5 metros, e é da grossura da minha tia.” Rindo por dentro da própria piada, procurava se acalmar, se até agora não atacara, certamente teria algo mais a falar.

E o garoto estava certo, pois a cobra era sádica, saboreou seu desespero, antes de acrescentar, dramática:

– Tenho algo a lhes propor, e vão ter que aceitar. Do caminho que escolheram, é impossível retornar. A porta pela qual entraram, só se abre pela frente, então a partir de agora, o caminho é evidente. Vocês têm só uma chance, pois já estou entediada, ou me deixam entretida…

– Madame cobra, já ouviu falar em piada? Lá da terra onde eu venho, sou famoso com a rapaziada. Já que gosta de umas rimas, vou leva-la à caminhada, nessa gruta aterradora, que tu chamas de morada – o garoto era bom, conduzia com leveza, com rimas habilidosas, entretinha com sutileza.

Lentamente avançavam, ao longo do corredor, 5 metros só faltavam, pra chegar ao salvador. Os garotos, já tranquilos, vislumbravam já seu ouro, enxergavam lá no fundo, a saída pro tesouro. Uma bela porta de mármore, enfeitava a passagem, correriam feito loucos, uma vez naquela margem.

E da cobra sorridente, já não mais se ouvia os silvos, gargalhava bem contente, aceitando os elogios.

– Que garotos adoráveis, uma pena devorá-los, pode ser que na passagem, eu conceda liberá-los.

O restante do caminho, foi deveras agradável, se apegaram a uma fera, a princípio execrável.

– Venha em frente, dona cobra, que nisso já sou treinado, toda sexta minha sogra, vem dormir no meu puxado – o rapaz já apelava, pras piadas mais banais, nem mesmo a sua sogra, escapou de seus jograis.

Até mesmo Eduardo, a princípio bem fechado, ia aos poucos se envolvendo, nesse enredo bem tramado. O percurso, afinal, de maneira surpreendente, divertido e visceral, agradou aos delinquentes. Poucos passos que faltavam, e a dupla encantada, finalmente nos degraus, terminaram a jornada.

– Aqui está minha riqueza, preciosa e querida, finalmente posso dá-la, de uma forma merecida. Todos outros que vieram, só causaram confusão, não rimavam e quiseram, me tirar com agressão. Vamos lá, não se acanhem, abram logo essa tampa, dentro dele tem guardado, o tesouro que me encanta.

Num êxtase total, os dois s’entreolharam, caminharam devagar, ambos braços se esticaram. O tranco era pesado, e a tampa ainda mais, mas a gana era tanta, pareciam animais. A caixa escancarada, e a surpresa apareceu. Contemplando o tesouro, Vanderléia enrubesceu, orgulhosa e satisfeita declarou no apogeu:

– Meus amigos, cá está, lhes entrego sem pudor, pois o prêmio da jornada, é a amizade e o amor. Mesmo escuro e temeroso, o caminho nos uniu, conhecemos uns aos outros, e a alma se abriu.

Os rapazes, aturdidos, abandonaram o local, após muitas despedidas, e convites pro Natal.  A princípio chateado, Felipe se alegrou, não ficara milionário, como sempre desejou. Mas um prêmio bem maior, ele havia conquistado, pois criara um valor, para sempre intocado.

Assim termino a história de meu encontro com a Léia, só contei muito por cima, pra vocês terem ideia, se quiserem atravessar, o caminho é penoso, mas a porta tá aberta, para quem for corajoso.

UMA FÁBULA SOBRE AMOR E AMIZADE COM UM POUCO DE COMÉDIA – FIM

 

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45 comentários em “Uma fábula em rimas: o tesouro da Cobra Vanderléia (Luis Guilherme Florido)

  1. Thales
    4 de setembro de 2017

    Nossa!!! Cara, que conto incrível!!! Confesso que me causou um pouco de inveja, pois ficou bem melhor do que a minha própria ideia para este desafio. Infelizmente não consegui concluir meu texto dentro do prazo limite deste desafio.

    Esse conto me agradou em cheio, pois apresenta alguns aspectos que me enchem de tesão literário. O primeiro deles são as rimas. Eu adoro rimas mesmo quando elas aparecem ocultas, em um ponto ou outro da história. Mas aqui apareceram durante toda a narrativa, conduzindo a história de uma forma bizarramente encantadora. Achei que esse estilo de condução foi uma escolha ousada, pouco convencional, mas que acertou em cheio, pois o resultado ficou algo extremamente satisfatório. A segunda coisa que me fez ter uma ereção literária foi o fato de você ter escrito uma fábula. Cara… eu adoro fábulas! E a sua não deixou a desejar. Uma cobra chamada Vanderleia, que guarda um tesouro? Isso me deu tantas inspirações! Eu queria ter sido o autor desse texto… e esse é um sentimento que pouquíssimas histórias no mundo me transmitem. Gostei da moral da história, assim como toda boa fábula possui. Aquela última linha foi uma forma meio cavala de jogar na cara do leitor qual havia sido a moral. Um tanto desnecessário, pois subestima um pouco a capacidade do leitor de perceber por si próprio sobre o que o texto fala. Mas eu achei engraçado, pois foi muito ogro e inesperado. E já que o tema do desafio é comédia… bom, eu dei risada quando vi aquilo, então pra mim tá valendo.

    Agora… sobre os pontos negativos da história…

    Acho que não há muitos pontos negativos. A única coisa que eu reclamaria é a desordem da leitura e dos acontecimentos narrativos. Sei que esse modo meio confuso de escrever é sua principal característica. Você monta uma espécie de salada com os acontecimentos, fazendo com que o leitor leia cada linha de forma muito atenta para não perder nada, e deixando as conexões entre os acontecimentos com uma linha tênue e quase invisível. Porém, aqui, esse “defeito” (na verdade não seria um defeito… apenas um estilo de escrita diferente, que não me agrada por completo) acaba sendo camuflado pelo tom elegante da fábula e de suas rimas. Então, isso em nada prejudicou o texto, apenas o deixou mais charmoso. Outra coisa que não me agrada em suas histórias, e que eu sempre comento, é a forma extremamente rasa como você trata seus personagens. Aqui não foi diferente. Eu gostaria de conhecer mais sobre a Vanderléia e os nossos heróis. Em todas as suas histórias eu sinto como se seus personagens fossem apenas figurantes, ou meros bonecos, que estão ali presentes somente para que a narração possa prosseguir. Aqui, porém, mais uma vez o estilo pouco convencional deste conto ofuscou quase que por completo esse aspecto que citei. O tom de anedota deste conto torna a falta de profundidade dos personagens algo aceitável.

    Eu fiz esse comentário sabendo quem é o autor, mas fui o mais sincero possível. Minhas críticas e elogios representam tudo o que eu senti na hora em que li o conto. Apesar de eu ter feito algumas críticas pesadas, eu ainda sou só um escritor amador e intermediário… então encare meus argumentos apenas como sendo o meu ponto de vista, e não como uma verdade absoluta.

    Minha nota para esse conto (um pouco atrasada, pois o período do desafio já se encerrou) é 10/10. Apesar das “falhas” que citei (“falhas” do meu ponto de vista), a forma elegante como toda a narrativa foi apresentada as escondeu completamente, apresentando tudo para o leitor por uma forma bastante excêntrica.

    Obs: a melhor rima foi “gruta” com “filho da puta”

  2. Marco Aurélio Saraiva
    1 de setembro de 2017

    GENIAL!

    MUITO MANEIRO!

    Tenho muita inveja de você. Que texto delicioso! Que rimas legais! Até mesmo a rima tosca foi feita de forma proposital. Caramba, que máximo! Este conto é tão nota 10, que estou pensando em diminuir a nota de alguns outros que dei também nota 10, pra justificar essa aqui!! Ou será que dou 11??

    Olha… parabéns mesmo. Um excelente texto, que me fez rir muito, e que me prendeu na tela do computador, cantarolando todas as rimas com um sorriso no rosto.

    Só estranhei duas coisas aqui:

    1) Por que o conto inteiro não é escrito como um grande poema? As frases acabavam pontuando os versos através de vírgulas… o que achei ok durante a leitura. Mas acho que ficaria muito mais agradável aos olhos e até mesmo facilitaria a leitura se o texto estivesse escrito com quebras de linha, como os poemas geralmente são!

    … se bem que, se você fizesse isso, ia ter gente aqui reclamando que “isso é poema, e não conto, nota zero”, rs rs rs rs.

    2) A frase final, em letras capitais, é completamente desnecessária. Digo mais: tirou um pouco da beleza do conto. Vou fingir que não li, rs.

    Parabéns novamente!!

  3. Renata Rothstein
    1 de setembro de 2017

    Vocalista, tudo bem?
    Realmente seu pseudônimo é perfeito RS, li seu conto como se fosse não um mtal, mas um r.a.p., gostei, achei divertido, leve, e principalmente, bem escrito.
    Mas confesso, não achei tão engraçado, por isso minha nota é 9,0
    Abraço!

  4. Wender Lemes
    1 de setembro de 2017

    Olá! Primeiramente, obrigado por investir seu tempo nessa empreitada que compartilhamos. Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto.

    ****

    Aspectos técnicos: a opção pela narrativa rimada foi muito acertada (droga, é contagioso). De certa forma, até mesmo esse apelo estético é providencial para a graça, criando um ritmo inerente no leitor e quebrando-o nos momentos certos. Uma vez que o narrador utiliza uma linguagem mais coloquial, cria-se um álibi para os detalhes de ortografia (intencionais, ou não).

    Aspectos subjetivos: o conto é criativo de diversas maneiras, do enredo ao estilo. Uma epopeia sem pé nem cabeça (aliás, em respeito à Vanderléia, somente sem pé) como a descrita, por si só, já valeria a pena ser lida. Ainda por cima, traz esse ritmo legal que deixa a narrativa muito mais envolvente.

    Compreensão geral: até o momento, é o conto que melhor avaliei, justamente por se destacar em vários aspectos. O final não convence tanto pela expectativa que vinha sendo criada – é uma fábula, entretanto, nada mais natural que uma “moral” para fechar. Explorando o humor em várias camadas, parece-me o trabalho que levou a ideia de Comédia mais longe.

    Parabéns e boa sorte.

  5. Thiago de Melo
    1 de setembro de 2017

    Amiga vocalista,

    Achei muito bom o seu texto. Muito bom mesmo! Já cheguei a pensar em escrever um texto assim todo rimado, mas eu acabaria todo enrolado! (Eita!)
    Gostei da sua coragem de mandar um texto todo cheio de rimas para o desafio. Também gostei do enredo, só que sou obrigado a dizer que não achei assim tão engraçado. Mas nem de longe isso significa que o texto seja ruim. Eu achei muitto bom, repito. Parabéns!

  6. Leo Jardim
    1 de setembro de 2017

    Uma fábula em rimas: o tesouro da Cobra Vanderléia (Vocalista do Metálica)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐▫▫▫): o conto se sustenta mais na forma que na trama, que é um tanto fraquinha. Os caras entram numa caverna em que muitos morreram e conseguem facilmente o que outros não conseguiram: rimar. Não percebi o que os personagens tinham de diferente para conseguir isso. Se tivesse dado mais background a eles… O final, o conteúdo do baú, também foi sem graça.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫): o texto se destaca pelas rimas e ritmo, conseguindo encaixar piadinhas aqui e acolá. Ficou bem feito, não me incomodou (apesar de algumas rimas fracas… rs).

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): ganha pontos pela forma e coragem. A trama é o que diz o título: uma fábula com tantas outras.

    🎯 Tema (⭐⭐): não me fez rir, mas percebi a intenção da comédia.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): gostei da leitura, me diverti com as rimas, mas a trama não empolgou e uma hora cansou um pouco.

    🤡 #euRi: Infelizmente não ri nesse conto 😕

    ⚠️ Nota 7,5

  7. Vitor De Lerbo
    30 de agosto de 2017

    Quando li que isso seria uma fábula em rimas, fiquei preocupado com a possibilidade de uma história rasa e simplória demais, pela simples limitação imposta pelo/a próprio/a autor/a.

    Mas o texto foi desenvolvido com competência. Alguns momentos são engraçados, sim. O maior mérito, de fato, reside em conseguir contar uma prosa com pé e cabeça (mesmo que sobre uma cobra RISOS) com toda a dificuldade de rimas a cada sentença.

    Obviamente, a trama não foi tão profunda ou bem trabalhada como poderia ser se fosse contada da maneira padrão. Mas arriscar sem medo das consequências também é um traço nato dos melhores comediantes.

    Boa sorte!

  8. Evandro Furtado
    27 de agosto de 2017

    Olá, caro(a) autor(a)

    Vou tentar explicar como será meu método de avaliação para esse desafio. Dos dez pontos, eu confiro 2,5 para três categorias: elementos de gênero, conteúdo e forma. No primeiro, eu considero o gênero literário adotado e como você se apropriou de elementos inerentes e alheios a ele, de forma a compor seu texto. O conteúdo se refere ao cerne do conto, o que você trabalha nele, qual é o tema trabalhado. Na forma eu avalio conceitos linguísticos e estéticos. Em cada categoria, você começa com 2 pontos e vai ganhando ou perdendo a partir da leitura. Assim, são seis pontos com os quais você começa, e, a não ser que seu texto tenha problemas que considero que possam prejudicar o resultado, vai ficar com eles até o final. É claro que, uma das categorias pode se destacar positivamente de tal forma que ela pode “roubar” pontos de outras e aumentar sua nota final. Como eu sou bonzinho, o reverso não acontece. Mas, você me pergunta: não tá faltando 2,5 pontos aí? Sim. E esses dois eu atribuo para aquele “feeling” final, a forma como eu vejo o texto ao fim da leitura. Nos comentários, eu apontarei apenas problemas e virtudes, assim, se não comentar alguma categoria, significa que ela ficou naquela média dos dois pontos, ok?

    Gostei dos riscos tomados, tanto na questão da fábula como nas rimas. Alguns deslizes em relação à métrica, mas tudo bem. Talvez o final tenha ficado um pouco piegas, meio bobinho, e essa é a ressalva que faço.

  9. Juliana Calafange
    26 de agosto de 2017

    É muito difícil fazer rir. Ainda mais escrevendo. Eu mesma me considero uma ótima contadora de piadas, mas me peguei na maior saia justa ao tentar escrever um conto de comédia para este desafio. É a diferença entre a oralidade e a escrita. Além disso, o humor é uma coisa muito relativa, diferente pra cada um. O que me faz rir, pode não ter a menor graça para outra pessoa. Assim, eu procurei avaliar os contos levando em consideração, não necessariamente o que me fez rir, e sim alguns aspectos básicos do texto de comédia: o conto apresenta situações e/ou personagens engraçadas? A premissa da história é engraçada? Na linguagem e/ou no estilo predomina a comicidade? Espero não ofender ninguém com nenhum comentário, lembrando que a proposta do EC é sempre a de construir, trocar, experimentar, errar e acertar! Então, lá vai:
    Sensacional a sua capacidade de contar histórias rimando! Coisa de gênio, fiquei encantada! Mas a história em si, não achei muito engraçada. Pra mim pareceu mais um conto de aventura do que de comédia.
    Não sei se foi proposital, mas não entendi o que afinal tinha dentro do baú do tesouro. Achei desnecessária a frase final “UMA FÁBULA SOBRE AMOR E AMIZADE COM UM POUCO DE COMÉDIA – FIM”, como que explicando ao leitor o que ele acabou de ler e que agora terminou. O conto não precisa disso.
    Alguns pequenos erros de revisão, nada que comprometesse o brilho da sua “fábula em rimas”. A cobra chamar-se Vanderléia é hilário. Parabéns!

  10. Lucas Maziero
    26 de agosto de 2017

    Verei o que farei, com este conto de rimar, e se muito ponderei, pouco poderei falar, se as Musas, que são belas e astutas, mo não puderem ajudar. Mas vamos lá, opinar, dar pitacos aqui e acolá, pois todo conto que se preze, merece palavras que lhe acresce.

    Opinião geral: Se gostei ou não gostei é um comentário choco, de nada sei, porém, não sendo pouco, gostar é tudo quanto um conto deve esperar.

    Gramática: Escorreito, escrito no bom prosear, sem defeito.

    Narrativa: Esse modo de rimar não tem como não gostar, rimas pobres e ricas aqui encontrei.

    Criatividade: Contos assim já vi, com palavras aqui a ali que se juntam e formam uma ideia que não é panacéia. O recurso aqui utilizado, ficou muito bem casado, e não tem como ficar parado com tais personagens. Vanderléia é uma figura instigante, e certamente não é feita de geléia.

    Comédia: Gracioso considero este conto, tem um estofo bem humorado, talvez possa até ser chamado de fofo.

    Parabéns!

  11. Amanda Gomez
    25 de agosto de 2017

    Oi, Vocalista!

    Cara, que conto bacana…eu comecei a ler meio preocupada, será que seria muito maçante ler todas essas rimas? será que eu entenderia? E sim, toda a leitura foi muito prazerosa, muito divertida e empolgante. Saí de um conto que era muito monótono e encontrar o seu foi muito bem vindo.

    Tem humor, os diálogos são ótimos, imagino o trabalho que deve ter dado fazer tudo isso, você ousou e se dedicou bastante a esse texto e merece reconhecimento por isso. Eu li em voz alta, tentando achar o tom certo para cada rima, quase um rap ou repente mesmo. rs

    A forma encantou muito mais que a historia em si, está ali nas rimas, na abordagem, todo o diferencial do conto e o motivo de você ter se tornando finalista, o enredo em si, sozinho não sustentaria tudo, é simples demais eu diria, mas cominar a simplicidade disso com todo o ornamento que foi a forma, têm-se um conto notável.

    Parabéns por cada pedacinho dele.

    Boa sorte no desafio!

  12. angst447
    25 de agosto de 2017

    Olá, autor(a), tudo bem?
    Arriscado isso de escrever um texto baseado em rimas, mas achei criativo. Há um humor sutil, leve, sem grandes tropeços.Como você mesmo disse – uma fábula com um pouco de comédia. Considero cumprido o desafio, sem risada, mas com um sorriso.
    O conto está escrito “nos conformes” e pouco escapou à revisão:
    no que ia dá. > no que ia dar
    vou leva-la > vou levá-la
    O ritmo, claro, foi construído com base na cadência das rimas. Pensei que se tornaria cansativo, mas me enganei.Foi uma leitura leve, boa para terminar o dia.
    Boa sorte!

  13. Paula Giannini
    25 de agosto de 2017

    Olá, Vocalista,

    Tudo bem?

    Seu texto, em rimas, mesclando os gêneros poesia e conto é bem interessante. Dele, se poderia dizer, que funciona quase como um repente. Uma espécie de saga, narrativa de aventura, mas que, no final, é também uma espécie de ode à amizade.

    Achei interessante, também, notar que no momento da revelação do verdadeiro tesouro, os personagens não se mostraram decepcionados, ao contrário, até incentivam o leitor a tentar fazer o mesmo.

    Um conto simples, cujo segredo do sucesso está, justamente, na singeleza da premissa, bem como na da narrativa.

    Parabéns.

    Boa sorte no certame.

    Beijos
    Paula Giannini

  14. Priscila Pereira
    25 de agosto de 2017

    Oi Vocalista do Metálica.
    Que bonitinha sua fábula!! As rimas estão bem legais, mas o enredo ficou meio confuso… o meio está meio embolado, não sei se eu que não entendi direito… mas o fim é uma graça!! Não achei muito engraçado, mas está bem humorado e bem escrito. Parabéns e boa sorte!!

  15. iolandinhapinheiro
    25 de agosto de 2017

    Avaliação

    Técnica: O modo de contar através de prosa versejada me lembrou alguns filmes com histórias passadas na Idade Média, por menestréis. No começo deu agonia, mas depois foi me conquistando. O conto é inteligente, a cobra é carismática e a ideia ficou bem criativa.

    Fluidez: Fora o começo, bem chatinho, o resto fluiu que foi uma beleza.

    Graça: foi uma mistura de graça e simpatia. O tempo inteiro eu lembrava da Cobra Celeste do programa infantil Castelo Ratibum. Então a Wanderléia ficou com aquela vozinha de língua entre dentes. Valeu. Foi uma boa experiência.

    Boa sorte

  16. Fabio Baptista
    25 de agosto de 2017

    SOBRE O SISTEMA DE COMENTÁRIO: copiei descaradamente o amigo Brian Lancaster, adicionando mais um animal ao zoológico: GIRAFA!

    *******************
    *** (G)RAÇA
    *******************

    A maior graça do conto são as rimas, por tirar a narrativa do lugar comum.

    – Caralho, esse tesouro vem com a gente!
    >>> aqui eu ri por causa do “caralho”…
    >>> (acho que essa minha frase ficou meio estranha :D)

    – e é da grossura da minha tia
    >>> kkkkk

    *******************
    *** (I)NTERESSE
    *******************
    O jeito de contar a história prende, apesar de, uma vez passado o efeito da surpresa, começar a cansar.

    Mas o conto não é longo, esntão não chegou a ser um problema.

    *******************
    *** (R)OTEIRO
    *******************
    É meio estilo “oi, vim entregar a pizza”… Tipo, tudo surge do nada, apenas como pretexto para o encontro com a cobra kkkkkkkkkkk

    Mas, no frigir dos ovos, a busca pelo tesouro e a curiosidade gerada funcionou bem.

    A frase final me fez torcer o nariz num primeiro momento, mas, pensando bem, até que ficou simpática.

    *******************
    *** (A)MBIENTAÇÃO
    *******************
    Aqui deixou um pouco a desejar. Não senti muito o clima de aventura na caverna.

    Os personagens também não possuem muitas particularidades.

    *******************
    *** (F)ORMA
    *******************
    Ganha pontos por arriscar o diferente. Algumas rimas e passagens funcionaram melhor que outras, mas no geral eu gostei.

    – para ver no que ia dá
    >>> aqui o “dar” funcionaria da mesma forma

    *******************
    *** (A)DEQUAÇÃO
    *******************
    Boa adequação

    NOTA: 8

  17. Rsollberg
    24 de agosto de 2017

    Haha

    Fala, vocalista.

    Então, cara. Louvo o seu trabalho, fico sempre imaginando o trabalho que dá contar uma história dessa maneira. É muito difícil rimar sem soar entediante, e mais, gerar interesse no leitor.

    Em algumas passagens as rimas funcionaram bem, em outras, preciso confessar que não curto muito, especialmente as do Fifty Cent e da Dercy. Sei lá, se ainda fosse numa batalha de rap.

    Por fim, na minha opinião o aviso no final é desnecessário.
    “UMA FÁBULA SOBRE AMOR E AMIZADE COM UM POUCO DE COMÉDIA – FIM” Tipo, deixe o leitor tirar suas conclusões, o “FIM” quase sempre é absolutamente sem propósito.

    De qualquer modo, dentro do estilo o conto é legal.

    Parabéns

  18. Roselaine Hahn
    23 de agosto de 2017

    Olá autor, primeiramente quero te dizer que o seu pseudônimo é o mais porreta do certame, e segundamente que fiquei encantada com a cobra Vanderléia, no bom sentido. Custei um pouco a entrar na brincadeira, achei tudo muito estranho, já que rimas, poesia e heavy metal não é a minha praia, mas a cobrinha fez por merecer e a história foi ganhando graça. Achei que a bichinha ia sacanear os rapazes, mas vc. conseguiu dar um final feliz sem ser chatinho. Então parabéns por chegar até aqui, siga em frente na senda da escrita, e vou colocar aqui uma “cabrita”, só pra rimar. Abçs.

  19. Rubem Cabral
    23 de agosto de 2017

    Olá, Vocalista do Metálica.

    Achei divertida a fábula contada em rimas. A Vanderléia não me pareceu muito ameaçadora, afinal, mas os rapazes também foram simpáticos com ela.

    O conto está bem escrito. As rimas deram certa musicalidade ao todo e a história foi criativa. Só a parte cômica foi que ficou bem tímida: a gente lê o texto com gosto, mas não chega a rir.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  20. Regina Ruth Rincon Caires
    22 de agosto de 2017

    Interessante a linguagem musicada, rimada, juvenil. Texto muito bem trabalhado, bem cuidado. Leitura prazerosa, soa feito música. Enredo criativo, dirigido, que, de maneira brincalhona, conduz à reflexão. É, como o autor mesmo descreve, uma divertida fábula sobre amor e amizade. Parabéns, Vocalista do Metálica!

  21. Ana Maria Monteiro
    22 de agosto de 2017

    Olá colega de escritas. O meu comentário será breve e sucinto. Se após o término do desafio, pretender que entre em detalhes, fico à disposição. Os meus critérios, além do facto de você ter participado (que valorizo com pontuação igual para todos) basear-se-ão nos seguintes aspetos: Escrita, ortografia e revisão; Enredo e criatividade; Adequação ao tema e, por fim e porque sou humana, o quanto gostei enquanto leitora. Parabéns e boa sorte no desafio.

    Então vamos lá: Não posso deixar de começar por lhe dar os parabéns pelo melhor exercício de escrita que vi em todo o certame. Não tenho nada a apontar relativamente ao resto. Talvez algum excesso de palavrão no discurso dos meninos, mas quem sabe se não será mesmo assim a sua forma de falar. O trabalho em si está fantástico. Lamento não poder dar-lhe a melhor nota, mas a adequação ao tema passa longe. Repare que até o pouquinho de comédia que consegue notar-se, fica completamente abafado pela excelência do todo. Todo o texto, contexto, sentimentos, emoção, são de extraordinária qualidade. Num desafio de tema livre, este seria o meu 10, aqui não pode. Ainda assim, aceite os meus parabéns e admiração pela sua capacidade de autor/a. A melhor de 65 leituras. Brilhante!

  22. Fernando.
    21 de agosto de 2017

    Meu apreciado Vocalista do Metálica, este que me apresenta um conto assim tão rimado. Quanta criatividade. Pois que gostei de tudo que li, sua história apreciei. Leve, gostosa. Uma fábula mesmo. O que faltou? Acho que nela falta mais humor. Não que ele não se faça presente. Sim, está tudo leve, bem agradável, mas não vejo sua história (tão gostosa) como um conto de comédia. Mas releve este poncho, Vocalista do Metálica. Creio tratar-se de problema que tenha muito mais a ver comigo do que mesmo com você. Outros leitores vieram e também virão para dar ao seu conto o devido e maior valor. Grande abraço.

  23. Pedro Luna
    18 de agosto de 2017

    Bacana. Não gosto muito desse estilo de texto, mas por trás há uma história boa e que tem esse mistério (o que há no baú, que tesouro é esse) que te mantém ligado. Quando percebi, já estava envolvido e ri de algumas passagens. É tipo um O Hobbit abrasileirado… e a cobra é nosso Smaug kkk

    Seria para mim certamente um terror se o autor ou autora não tivesse domínio de aliar o cômico as rimas, mas graças a Odin foi o que aconteceu. E quando as primeiras referências chegaram: 50 cent, dercy gonçalves, eu pensei, putz, agora vão vir as mil referências engraçadas, mas também não foi o caso.

    No fim, um bom texto de comédia, uma ótima leitura.

  24. Alex Alexandre da Rosa
    17 de agosto de 2017

    Olá autor(a)
    Muito bonita a fábula. gostosa de ler. abusou das rimas e mesmo assim nao ficou enjoativo. Parabéns. só faltou mais humor rs

  25. Davenir Viganon
    16 de agosto de 2017

    Seu pseudônimo ainda é um mistério, maior que todos os mistérios. O que a porra do James Hetfield tem a ver com o conto? Enfim, achei fofo o final. A Vanderleia me lembrou o Gollum (do livro ‘O Hobbit’) que exigia brincar de charadas com quem se aproximasse dele na sua gruta, só que Vanderleia exigia rimas e isso justificou as rimas por todo o conto. Eu gostei do resultado, ficou cômico e simpático.

  26. Bia Machado
    16 de agosto de 2017

    Desenvolvimento da narrativa – 1,5/3 – “UMA FÁBULA SOBRE AMOR E AMIZADE COM UM POUCO DE COMÉDIA – FIM”. Um pouco de comédia? Onde? Se estava nas rimas, pra mim não funcionou. Imagino o trabalho que deve ter dado escrever um texto desse tamanho assim, rimando, mas… Pra mim foi sem graça.
    Personagens – 1,5/3 – Pouco desenvolvidos. Sem me cativarem.
    Gosto – 0/1 – Não gostei. Não me envolvi com a história.
    Adequação ao tema – 0,5/1 – Tentou, mas acho que não deu. Fica o meio ponto para justificar o que você disse ao final: “um pouco de comédia”.
    Revisão – 1/1 – Não vi nada que destoasse.
    Participação – 1/1 – Parabéns por ter enviado o conto.

    Aviso quanto às notas dadas aqui em cada item: até a postagem da minha avaliação de todos os contos os valores podem ser mudados. Ao final, comparo um conto a outro lido para ver se é preciso aumentar ou diminuir um pouco a nota, se dois contos merecem mesmo a mesma nota ou não.

  27. Wilson Barros Júnior
    15 de agosto de 2017

    Gostei muito desse novo dizer “é loucura, mas a glória é segura”. Aliás o conto é entremeado de frases inéditas, “ a serpente impossível de dobrar”, etc. Essa história em rimas é muito interessante, herança da literatura de cordel. Se todo conto for assim, a gente nem sente, quando a história chega ao fim, um prazer realmente. O autor acertou, realmente bem feliz, e o povo gargalhou, o que quis e o que não quis. Muito engraçado. Muito, muito mesmo, de verdade. Dessa vez não tem como dizer que não é comédia, rimada estilo teatro de Shakespeare, ou melhor ainda, Arthur Azevedo, o escritor genial que dá nome a um dos mais belos teatros da América Latina, aqui em São Luís. Fique com um trecho desse autor imortal que você me lembrou:
    O Ponciano, rapagão bonito,
    Guarda-livros de muita habilidade,
    Possuindo o invejável requisito
    De uma caligrafia
    A mais bela, talvez, que na cidade
    E no comércio havia,
    Empregou-se na casa importadora
    De Praxedes, Couceiro & Companhia,
    Casa de todo Maranhão credora,
    Que, além de importadora, era importante,
    E, se quebrasse um dia,
    Muitas outras consigo arrastaria.
    Do comércio figura dominante,
    Praxedes, sócio principal da casa,
    Tinha uma filha muito interessante.
    O guarda-livros arrastava-lhe a asa.
    Começara o romance, o romancete
    Num dia em que fez anos
    E os festejou Praxedes co’um banquete,
    Num belo sítio do Caminho Grande,
    Sob os frondosos galhos veteranos.
    (“O Chapéu”, Arthur Azevedo)

  28. Cilas Medi
    15 de agosto de 2017

    Olá Vocalista,
    Achei que foi ótimo o fato de só haver contado muito por cima, porque eu fiquei muito bravo e muito, muito mesmo, por baixo, aborrecido e contrariado. Não atendeu em nenhum momento o desafio e já que é o fato fazer poesia, vou rasgar tudo e jogar na pia. Ruim, não é mesmo.

  29. Gustavokeno (@Gustavinyl)
    15 de agosto de 2017

    Vocalista do Metálica,

    Não temos aqui uma grande narrativa. Nem uma habilidade magistral com as palavras. Porém, temos uma coisa que falta muito por essas paragens: ousadia!

    Gostei do seu trabalho. Gostei das rimas intencionais nas frases (arte que muito me agrada e que tento reproduzir nos meus trabalhos). Você brilhou aqui em ser ousado. Obrigado por oxigenar o espaço com essa narrativa completamente fora do usual.

    Faltou, pelo menos para mim, uma história melhor elaborada. Enfim, aprimore sua arte.

    Parabéns.

  30. Pedro Paulo
    14 de agosto de 2017

    Uau. De início, eu fiquei um pouco perdido, mas então compreendi a pretensão do conto, adaptando muito bem sua natureza cantada à estrutura da prosa, sem perder em nenhum momento a rima e o fio da meada, muito bem construído para guiar a trama com bom humor e dois protagonistas carismáticos, pelo pouco que demonstraram. A própria Cobra também é um personagem notável e sua participação adiciona uma dinâmica que realmente soma com os outros dois com os quais começamos.

    E agora sobre comédia. Todas as minhas avaliações levam em conta o humor intrinsicamente ligado com o controle da expectativa, um timing. Com isso, o próprio formato do conto já é uma bela surpresa e, logo no início, a partir do ostensivo aviso que preenche o alto da entrada da caverna, ficamos com uma expectativa quanto ao encontro dos dois garotos com a Cobra, algo que também é comicamente quebrado com as péssimas tiradas dos meninos e com a reação da Cobra. O final assemelhado às fábulas, contando com uma moral para história, também surpreende tanto por se diferenciar dos demais contos e ir contra as expectativas estabelecidas logo no início. Muito bom.

  31. Catarina Cunha
    14 de agosto de 2017

    O primeiro parágrafo está destoando do restante do texto. As rimas Entreolhavam > ponderavam, estarrecida > indecisa, não causaram uma boa impressão. Mas depois o conto pega no embalo e fica muito legal. A prosa poética repentista foi uma boa sacada.

    Auge: “um arrepio percorreu sua espinha, sentia a escama fria e molhada, circulando por entre suas pernas; a cueca: encharcada.” – deu para imaginar a cena!

    Sugestão:

    Arrancar todo o primeiro parágrafo.

  32. Elisa Ribeiro
    13 de agosto de 2017

    Olá Autor,

    Bacana! Leitura leve e agradável,valorizada pela linguagem.
    Não sei qual foi sua intenção ao optar pela disposição prosaica dos versos, mas eu preferia que você tivesse apresentado o texto como um poema.
    Seu texto é uma fábula bem humorada. Parabéns pelo trabalho, cuja leitura me surpreendeu e agradou.

  33. Jorge Santos
    13 de agosto de 2017

    Conto que parece um remake de um filme do Indiana Jones. Começa logo com uma piada fantástica: “Resumindo a história, porque ninguém merece blábláblá, a dupla acabou entrando, para ver no que ia dá. “ Só esta mostra de sarcasmo pode valer o conto completo. O conto desenrola-se como fábula, onde o desfecho sabe a pouco.
    Pergunta: o que, afinal, estava na caixa? Parece algo estranho.

  34. Givago Domingues Thimoti
    13 de agosto de 2017

    Adequação ao tema proposto: Eu notei que o texto estava em rimas. Por mais que seja uma boa ideia, não tive a impressão que o seu trabalho esteja em forma de conto, mas sim, um poema destrinchado.
    Criatividade: Alta.
    Emoção: O impacto foi médio. No final, como foi dito no próprio texto, é uma fábula de amor e amizade…
    Enredo: O enredo ficou fraco, ao meu ver. Talvez você, autor, tenha escolhido o tema errado. Fábulas não têm a característica de conterem humor. E foi isso que aconteceu com o seu conto. Não tem muito humor.
    A ideia de colocar o texto em rimas foi boa, porém, isso causou um truncamento na leitura. Como eu observei na gramática, tem alguns erros, além de frases cheias de vírgulas. Isso atrasa a leitura.
    Gramática: Notei alguns erros;

    – “E a dupla estarrecida, encarava, indecisa, o colosso à sua frente.” Separar o sujeito do verbo é crime. A mão caí…

    – ” Um caminho assustador, que causava arrepios, bem no fim do corredor, um baú de arrancar elogios.” Autor, você usou muitas vírgulas aqui, causando um truncamento na leitura.

    – “por entre suas pernas; a cueca: encharcada.” Acho que não pode usar dois pontos e ponto-vírgula na mesma sentença.

    – Madame cobra, já ouviu falar em piada? Lá da terra onde eu venho, sou famoso com a rapaziada. Já que gosta de umas rimas, vou leva-la à caminhada, nessa gruta aterradora, que tu chamas de morada – o garoto era bom, conduzia com leveza, com rimas habilidosas, entretinha com sutileza. => Aqui é mais uma dica; já que o personagem estava rimando, era melhor que o diálogo fosse escrito em rimas.

  35. Ricardo Gnecco Falco
    11 de agosto de 2017

    Olá autor(a)! Tudo bem?
    Estou aqui agora, logo após ter me deleitado com a leitura de sua obra, exercendo a função não mais de leitor, mas sim de julgador de seu texto. Por isso, para ser justo com você (e com os/as demais), darei notas para todos os trabalhos com base nos MESMOS quesitos, que estão listados abaixo. Desejo-lhe boa sorte do Desafio e lhe agradeço pela oportunidade de conhecer sua criação! Um forte abraço,
    Paz e Bem! 🙂

    —–

    1) Está BEM ESCRITO? (0/3) –> 1,5

    Nossa… Um texto em trova! Corajoso, nesta prova, foi você que a escreveu. Concorrer assim comprova que atingiu o apogeu; pois inserir rimas é difícil e se deu bem já de início. Mas existe algo mais que faz do autor pleno e capaz… Chamado ritmo e que, de forma audaz, do texto expõe até o íntimo. As rimas só que ficaram boas, e embora ali nunca postas à toa, senti falta de um maior espaço, onde o ar quebrasse o aço de uma história diferente da minha. De amor e de amizade é que trataram suas linhas. Agora sem alarde, devo eu analisar sua arte. E para isto bem fazer, apenas notas vou lhe dar, pois aqui não estou eu para entreter, mas sim de forma justa a julgar. Parabéns pela proeza e, agora então a finalizar, lhe entrego esta certeza: um e meio irei lhe dar! 🙂

    2) A história é CRIATIVA? (0/3) –> 3

    Criativa, isso ela é! Sem a menor chance de um tiro no pé. E, por este exato motivo, a este autor emotivo, informo que, sem delonga ou desfaçatez, lhe concedo com honra a nota três!

    3) O humor é INTELIGENTE? (0/3) –> 2

    Não posso negar que, para um formato deste criar, um autor muito precisará trabalhar. Sabendo disso, ora pois, é que lhe entrego este dois.

    4) Eu dei RISADA? (0/1) –> 0

    Não, em nenhum momento. Por isso, sem o menor arrependimento, neste tópico que eu tanto desprezo, constando ficará um zero.

    ——-
    6,5
    ——-
    OBS: Se as notas por mim expressas aqui somarem um valor DIFERENTE (para mais ou para menos) da que será, ao final de todas as leituras, postada no respectivo campo de avaliação geral do site (onde estarão listados todos os contos concorrentes deste grupo e suas respectivas notas finais, e que terão valor oficial), o fato se deverá, provavelmente, por eu ter mexido na nota previamente colocada aqui na avaliação inicial, com base na amplitude de conhecimento obtida após término de todas as leituras, podendo portanto ocorrer uma mudança de paradigma em meu padrão avaliativo inicial.

  36. Gustavo Araujo
    10 de agosto de 2017

    Muito bom! Gostei bastante dessa fábula com jeito de lenda-da-idade-média. Pude imaginar um cara com um alaúde contando essa história, repleta de rimas, para um círculo com crianças admiradas. A narrativa simples, fácil de entender, conquista fácil mesmo o leitor mais carrancudo, também por conta dos versos bem montados. No fim, como é comum às fábulas, revela-se a intenção do narrador: falar de algo edificante, de algo que nos faz sentir bem. Comédias não precisam provocar risos necessariamente, mas sim deixar no leitor aquela leveza, aquela sensação de enlevo, de epifania até. Este texto, simples mas muito bem executado, consegue isso. Uma história infantil com a singular qualidade de falar aos adultos também. A única sugestão que faço é suprimir por completo a última frase. Não há necessidade de explicar o óbvio, de traduzir coisa alguma. Pela leitura é possível deduzir, naturalmente, do que se trata a obra. Parabéns pelo excelente trabalho.

  37. Brian Oliveira Lancaster
    10 de agosto de 2017

    JACU (Jeito, Adequação, Carisma, Unidade)
    J: Interessante. “Decifra-me ou devoro-te”. Uma trova com ares de enigma, que quase descambou para a poesia. Felizmente, há uma história. Simples, mas eficiente. Só fiquei curioso com o tesouro, pois o texto todo segue ao objetivo final, que não foi mostrado. A frase em maiúscula poderia ser retirada sem prejuízo ao restante. – 8,5
    A: Tem um bom ar de comédia nas entrelinhas, e um pouco de fábula, até pela situação. O texto todo segue o caminho da prosa poética rimada em trova, e fiquei satisfeito ao ver que os parágrafos também seguiram essa linha. Sorri várias vezes e isso já é suficiente pra mim. – 9,0
    C: A cobra faz as vezes da esfinge, que só aceita rimas. Os diálogos convencem. Só acho que a revelação de um tesouro mais absurdo se encaixaria melhor na proposta – não houve revelação, nem a descoberta do tesouro. Mas o contexto é muito bom. – 8,0
    U: Uma ou outra rima soaram um pouquinho forçadas. Ainda bem que o restante está bastante criativo. Escrita simples, mas eficiente. Muito bem, senhor “James Hetfield”. – 8,5
    [8,5]

  38. Bruna Francielle
    9 de agosto de 2017

    tema: não sei bem onde a comédia se encaixaria aí, talvez nas rimas?

    Pontos fortes: Apesar de muitas rimas serem meio fracas, como as rimando com amigo, conseguiu fazer um trabalho razoável, e apesar de não ter ficado incrível, conseguiu finalizar com dignidade. Foi fácil de ler, e até rápido. Conseguiu imprimir um bom ritmo na história.

    Pontos fracos: Porém, talvez as rimas tenham tirado um pouco a atenção na história em si. Elas acabaram por chamar mais atenção que o enredo.

  39. Fheluany Nogueira
    9 de agosto de 2017

    Contos de fadas são narrativas em que aparecem seres mágicos pertencentes a um mundo imaginário, histórias antigas, com características da linguagem oral, quase sempre uma estrutura simples e fixa. Há neles, também, uma ordem existente, ou seja, uma situação inicial, uma perturbação que produz uma série de conflitos e, ao final, o restabelecimento da ordem. Geralmente há personagens do bem e do mal, e a vitória, apesar do sofrimento, sempre é do bem. Esses contos são carregados de simbologia e têm caráter atemporal e universal; no geral, trazem uma lição de moral. A cobra Vanderléia é mágica, as rimas são armas para combater a morte, a lição é que com “amor e amizade” a vitória é certa — o título cumpriu o que prometeu.

    Texto bem trabalhado, a habilidade com as rimas. Leitura agradável e fluente. Só não me fez rir.

    Parabéns pela participação. Abraços.

  40. Eduardo Selga
    9 de agosto de 2017

    Outro conto em que o efeito cômico está muito mais no uso da linguagem escolhida que nas cenas e personagens, uma escolha cujo funcionamento demanda habilidade. O curioso da opção adotada, a rima na prosa, lembrando muito o cordel e o funk, é que ela subverte a natural expectativa do leitor de encontrar um texto sem assonâncias, com pouca musicalidade e muito mais preocupado em “transmitir a informação”, porquanto trazemos conosco o conceito, no qual manuais gostam de insistir, que a rima “atrapalha” a informação. Ou seja, por esse ponto de vista, a poesia não é séria, muito ao contrário da prosa, muito sisuda com seus ternos e gravatas.

    Sendo o desafio de comédia, o autor preferiu brincar com a própria seriedade com que a linguagem é tratada, e funcionou muito bem. A gente ri do fato de haver rima, nem tanto do que é transmitido por ela.

    Considero, entretanto, que em algumas vezes a pontuação foi sacrificada em função do efeito rítmico, como em “vamos lá, não se acanhem, abram logo essa tampa, dentro dele tem guardado, o tesouro que me encanta”. Pareceu-me que algumas vírgulas estão presentes não por causa de exigência gramatical, e sim para marcar versos em prosa. Uma das pontuações corretas seria, nesse caso, “vamos lá, não se acanhem, abram logo essa tampa. Dentro dele tem guardado o tesouro que me encanta”. Entendo que o efeito rítmico não estaria perdido, embora talvez atenuado.

    Também achei desnecessário o último parágrafo (“UMA FÁBULA SOBRE AMOR E AMIZADE COM UM POUCO DE COMÉDIA – FIM”), muito mais um aviso que propriamente parte integrante da narrativa.

  41. Eduardo Selga
    9 de agosto de 2017

    Outro conto em que o efeito cômico está muito mais no uso da linguagem escolhida que nas cenas e personagens, uma escolha cujo funcionamento demanda habilidade. O curioso da opção adotada, a rima na prosa, lembrando muito o cordel e o funk, é que ela subverte a natural expectativa do leitor de encontrar um texto sem assonâncias, com pouca musicalidade e muito mais preocupado em “transmitir a informação”, porquanto trazemos conosco o conceito, no qual manuais gostam de insistir, que a rima “atrapalha” a informação. Ou seja, por esse ponto de vista, a poesia não é séria, muito ao contrário da prosa, muito sisuda com seus ternos e gravatas.

    Sendo o desafio de comédia, o autor preferiu brincar com a própria seriedade com que a linguagem é tratada, e funcionou muito bem. A gente ri do fato de haver rima, nem tanto do que é transmitido por ela.

    Considero, entretanto, que em algumas vezes a pontuação foi sacrificada em função do efeito rítmico, como em “vamos lá, não se acanhem, abram logo essa tampa, dentro dele tem guardado, o tesouro que me encanta”. Pareceu-me que algumas vírgulas estão presentes não por causa de exigência gramatical, e sim para marcar versos em prosa. Uma das pontuações corretas seria, nesse caso, “vamos lá, não se acanhem, abram logo essa tampa. Dentro dele tem guardado o tesouro que me encanta”. Entendo que o efeito rítmico não estaria perdido, embora talvez atenuado.

    Também achei desnecessário o último parágrafo (“UMA FÁBULA SOBRE AMOR E AMIZADE COM UM POUCO DE COMÉDIA – FIM”), muito mais um aviso que propriamente parte integrante da narrativa.

  42. Antonio Stegues Batista
    8 de agosto de 2017

    Se o tema fosse um conto rimado ganharia uns bons pontos, mas não é e assim fica meio estranho, um estranho no ninho. Ficou legal a poesia. A comédia, como vc disse foi pouca e muito simples, não achei muita graça, não deu para rir, a rima tirou toda a minha atenção, aliás, se sobrepõe a tudo e a comédia nem aparece.

  43. Olisomar Pires
    6 de agosto de 2017

    Muito bom o conto. A forma escolhida e o enredo são bastante divertidos. Li em voz altas e as rimas estão bem encaixadas no ritmo. Talvez um ou dois versos estejam destoantes, mas nada que atravessasse a harmonia.

    Uma leitura agradável.

    Interessante o texto ao estilo cordel. Parabéns pelo trabalho.

  44. werneck2017
    5 de agosto de 2017

    Olá,

    Um conto espirituoso, com a ingenuidade do cordel. Quanto à criatividade, um texto que mescla a poesia e a prosa de forma leve, quase satírica. Quanto à gramática o texto se mostrou adequado à gramática, com coesão, coerência, primando pela adequação à regência nominal e verbal. Quanto à adequação ao gênero, o texto se encaixa na comédia, preservando os elementos da sátira e da paródia. Uma estória cujo enredo cativa o leitor desde o começo, desenvolvendo o mistério, cativando a curiosidade num suspense que segue até o desfecho. muito bom.
    Minha nota é 9,5.

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Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 1, Comédia Finalistas e marcado .