EntreContos

Detox Literário.

Sabe de nada, inocente (Victor Faria)

I.

— Quiéissu, mulher? – Indagou Josivaldo, incrédulo, ao ver sua esposa estirada na cama, de roupas sumárias e lingerie minúscula, contornando delicadamente suas curvas em gestos expressivos, ensaiando um convite sedutor para uma noite inesquecível, regada a vinhos, a iguarias jamais experimentadas, a estrelas e arrepios.

Uma noite mágica, como não via há muito tempo; não fosse por apenas um mísero e intrigante detalhe, percebido somente depois de a Lua iluminar seu rosto e retirar o malicioso véu da penumbra. Muito além de formas sinuosas, no lugar de um rosto juvenil e suave, havia a cabeça de um polvo… Verde, pulsante, viscoso.

Teria sido melhor no escuro.

II.

Três horas antes, Josivaldo, um homem do campo, de feições agradáveis, embora mais feio que bater na mãe pelada, havia discutido seriamente com sua esposa, Maricleusa. Ela, uma mulher encantadora e ainda jovem para os padrões locais, argumentava de forma explosiva sobre o destino de suas vidas. As bodas de prata estavam chegando. Infelizmente, a fazenda em que moravam teria de ser vendida. Uma conversa que começara com o desejo de ter filhos, terminava com tapas e beijos. Vinte e cinco anos enterrando a mandioca e nada. Além disso, como notícia ruim viajava à velocidade da luz, descobrira dias antes que também desenvolvera uma séria doença no fígado.

Indignado com sua falta de sorte, pois não bebia nem fumava, encerrou a discussão agarrando a primeira garrafa de whisky acima da estante. Cara e de rótulo internacional, presente de tios mais abastados, o lembrava constantemente de sua situação. Chamou seu fiel buldogue e saiu floresta adentro, numa noite clara e cheia de estrelas. Uma caminhada por suas terras lhe faria bem.

Retirou o lacre com os dentes e cuspiu o plástico no capim seco. Tinha sido mais grosso que parafuso de patrola. A culpa não era de Maricleusa, mas dos boatos sem fundamento. Diziam por aí que em sua fazenda havia mais chifres do que bois. Observou a figura na varanda. O melhor a fazer era pedir perdão.

Lembranças vívidas de uma infância distante o assolaram. A amizade entre os dois começara no dia em que atearam fogo no milharal de seu avô (um experimente científico, segundo eles), unindo duas famílias distantes em prol de um bem em comum: correr atrás de duas crianças desembestadas. Por três meses a fio, sentar era uma dádiva. Da janela de seus quartos, prisões temporárias, comunicavam-se à distância através de sinais criativos e dancinhas bastante ofensivas… Bons tempos em que “sapo cururu” só tinha uma rima.

Mas o primeiro gole do líquido desbotado com cara de urina (verificou se não era mesmo) levou embora o pensamento altruísta. Entortou o rosto e tossiu várias vezes. Chamou o cão e também lhe deu uma pequena dose do néctar dos deuses. Andou. Depois de mais três, quatro, cinco entornadas, o horizonte já não passava de um borrão cinzento. A lua cheia, andarilha de noites ébrias, exercia sua arte como ninguém. Achou hilária a sombra que acompanhava seus passos.

Após uma série de arbustos e pernas trocadas, tropeçou numa estranha pedra oval, de cores chamativas. O litoral não ficava muito longe, mas aquela espécie só se encontrava em águas profundas, o que era curioso. Quase caiu. Estendeu os braços, recuperando parte do equilíbrio.

— Arre! Filha duma égua! – Exclamou.

Encarou a dita cuja. Calculou cuidadosamente a trajetória da mão até a pedra. Só então pensou em guardar a garrafa num lugar seguro. Achou a tampa, afrouxou a cinta da calça e a enfiou no vão entre a barriga e o salamito. Voltou ao projeto anterior. Em dúvida, agarrou as duas pedras que se projetavam abaixo de seu queixo. Analisou brevemente a estrutura porosa. Ouviu um pio.

A pedra voou longe. Contudo, não acertou a pobre coruja; permaneceu fixa no ar, à altura de seus olhos, a mais ou menos dez metros de onde se encontrava. Coçou a cabeça. Estava um pouco bêbado, mas ainda compreendia as leis da física. A pedra, cravada em uma parede invisível, praticamente sussurrava em meio à noite silenciosa. Bateu um medinho. Seu avô tinha o costume de contar histórias sobre aquela região. Afirmava que se Josivaldo encontrasse uma assombração, elas é que se assustariam. Dessa vez não havia fogueira.

Puxou as calças para cima. Não havia se afastado muito e podia voltar a qualquer momento. Olhou o relógio. Meia-noite. A curiosidade o instigava. O cão lamentou. Deu um belo bocejo e encolheu-se num canto. Se fosse um burro, teria empacado. Se fosse uma paca, estaria emburrado. O homem encarou seu destino. Deu passos firmes, não tão firmes quanto gostaria, e acabou travando no ziguezague.

— Dizem que à meia-noite homem vira lobo, mulher vira sereia e cabra macho não arreia! – Recitou num dialeto estranho, encontrando um jeito de andar em linha reta. Falhou miseravelmente.

O que viu o deixou boquiaberto. Como um imenso aquário sem paredes, a água mantinha-se em pé de forma misteriosa. Acompanhou sua extensão até perdê-la de vista. A escuridão da madrugada parecia abocanhar a estrutura. Imprudente como era, tocou a superfície, provocando ondulações sísmicas.

— Ô de casa! – Gritou.

Das nuvens sombrias que se formavam acima do fenômeno, um raio riscou o céu em direção ao horizonte, terminando exatamente no início de sua jornada: seu lar. Cheio de ramificações luminosas e de estrondo ensurdecedor, acabou desenhando uma figura grotesca através dos campos. Josivaldo saltou.

— Filha da muda, que cagaço! – Sussurrou ao cão.

Sua mente pregava-lhe peças. Todavia, mesmo no escuro, era possível avistar seu reflexo na superfície molhada. Divertiu-se por um tempo fazendo caretas para sua cópia, ignorando completamente o ambiente soturno. Após alguns minutos, num raro lampejo de consciência, mas só porque estava entediado, afastou-se. Uma pergunta capciosa e insistente ressoou em seus ouvidos, um chamado aos incautos de mente fraca: o que haveria do outro lado?

Um novo gole trouxe a coragem, e a burrice, necessária. Ensaiou uma aproximação e encostou o nariz. A água estava gelada, morta em cada pequeno átomo. Contrariando as expectativas, seu rosto atravessou com facilidade o oceano líquido e viscoso. Deu outro passo e entrou por completo. Não se surpreendeu com o que viu. Lá estava seu cachorro encolhido num canto, sua fazenda de mandioca e sua casa num ponto distante, ao fundo. Coçou a barba e analisou o ambiente ao redor.

Estava no mesmo lado? Jurava que tinha entrado e saído de algum lugar!

O relógio marcou uma hora. Se não voltasse logo, Maricleusa poderia chamar a guarda nacional, os bombeiros, a marinha, a aeronáutica, e ainda pior, sua sogra. Ignorou o cão e projetou-se à frente, numa corrida desajeitada. Não foi seguido. A relva azul passou despercebida aos seus olhos, enquanto o céu apresentava apenas um manto escuro, sem resquícios de qualquer iluminação além do círculo esverdeado, enorme e assustador. A lua parecia sorrir. Se tivesse prestado atenção, notaria, estupefato, que o céu sem estrelas possuía uma língua.

Entrou em casa ofegante, sem pensar no aparente mimetismo não-natural, desculpando-se no incompreensível dialeto alcoólico. Se porventura sua esposa entendesse alguma coisa, merecia um prêmio. Entretanto, ao presenciar a cena incomum, intrigante e muito, muito inconsequente, não pôde evitar o espanto.

— Quiéissu, mulher? – Indagou Josivaldo, incrédulo, ao ver sua esposa estirada na cama, de roupas sumárias e lingerie minúscula, contornando delicadamente suas curvas em gestos expressivos, ensaiando um convite sedutor para uma noite inesquecível, regada a vinhos, a iguarias jamais experimentadas, a estrelas e arrepios.

III.

Havia perdido a noção do tempo. Estava delirando. Só podia ser isso. O raciocínio turvo o impedia de chegar a qualquer conclusão. Tudo era familiar, exceto, é claro, o corpo voluptuoso e febril que insistia em provocá-lo. Não que Maricleusa não tivesse aquelas curvas, mas a atmosfera bizarra o incomodava um pouquinho. Desistiu de pensar. Seus impulsos naturais quase gritavam em desespero, causando um reboliço voraz no que havia entre suas pernas, os joelhos. Um poema antigo de letras populares, iniciando com a frase “Assim como tu…” foi resgatado de sua memória. Retirou o whisky do esconderijo – estava desconfortável mesmo – tomou o último gole e o largou sobre a mesa. Estufou o peito, encheu-se de coragem, afastou a imagem horrível da cabeça e fechou as cortinas… De nada adiantou.

IV.

Acordou estirado no meio do mato, de ressaca, com o Sol a pino e uma enorme enxaqueca milenar. “Bêbado não tem dono” era uma frase que latejava em sua mente. O relógio marcou meio-dia. Já havia se passado muito tempo desde o início de sua pequena aventura. Levantou-se e buscou a sombra refrescante da árvore mais próxima, de galhos retorcidos. A pedra a qual tropeçara estava lá, no mesmo lugar. Não havia sinais de qualquer evento obscuro na noite anterior, muito menos um paredão ambulante de dez metros de altura. O cão veio ao seu encontro, segurando um prato entre os dentes.

Teria sido um sonho? Ou um pesadelo?

Não tinha certeza. Contudo, a garrafa laranja, amiga inseparável da noite anterior, estava desaparecida. Suspirou. Isso já não importava mais. O certo, agora, era se desculpar de uma vez por todas com sua esposa. Franziu o cenho e caminhou firme. Dessa vez, sóbrio.

V.

Maricleusa andava de um lado a outro na varanda, indecisa, segurando uma grande maleta de couro, recheada de roupas de viagem e apetrechos sem fim. A ideia atingiu Josivaldo como uma dor de barriga no meio do jantar, daquelas que conversam junto aos convidados e não pedem licença.

Apertou o passo. O cão esfomeado o seguiu. Ao reencontrá-lo, ela o abraçou. Ele correspondeu. Por que haviam feito isso, nenhum dos dois sabia. Maricleusa, vendo a cara de espanto da figura cheia de mato em orifícios duvidosos, além de arranhões pelo corpo, falou primeiro.

— A mala é pra mim. – Disse ela. Ignorando o que se passava com seu marido, prosseguiu. — Ontem faltou energia aqui em casa enquanto cê esteve fora. Visse o tamanho da tempestade que se avizinhou? Não sei como cê não se não tá molhado.

Josivaldo passou as mãos na camisa seca, incrédulo.

— Não sabia que horas cê voltaria, por isso, quando um homem apareceu em minha porta, o deixei entrar. Ideia de jerico, eu sei, mas tava escuro demais! E ele tinha o seu rosto! Então… Me deixei levar pela ternura do momento. Não fiz por mal.

O homem piscou várias vezes num tique nervoso ao ouvir “ternura do momento” com o “r” bastante puxado. Seus músculos se retesaram. “Não fiz por mal” podia significar qualquer coisa, mas só conseguia pensar em palavras que rimavam com “mal”. Vendo sua reação, Maricleusa largou a mala, encheu-se de si e espantou o elefante branco da sala. Josivaldo ainda notou o elefante saindo, enquanto ela falava.

— Se bem que, parando pra pensar, suas mãos eram rugosas e ásperas, grudentas até.

Josivaldo respirava com dificuldade. A imagem de tentáculos oleosos colonizando o ‘Novo Mundo’ não era uma pintura agradável. Lembrou-se da madrugada anterior. O bizarro reflexo espelhado o imitava perfeitamente na calada da noite, do outro lado das águas. Aliás, “calada” não era bem o termo que usaria para aquela experiência lasciva. Ignorou a lógica irrefutável. Bem, sempre ouviu dizer que o casamento era uma sociedade entre duas pessoas onde uma sempre tinha razão, e a outra era o marido, então acalmou-se.

Respirou fundo, segurou as mãos de sua eterna companheira e a olhou diretamente nos olhos. Resolveria aquele assunto depois.

— Perdão, Maricleusa. Sou um jegue sem freio. Que se dane a fazenda! Os anos que me restam! Só quero ficar ao seu lado e ter muitos filhos, como cê me pediu! – Confidenciou, arrependido. No entanto, observando a reação negativa da esposa, completou. — Sei que não sou nenhum galã das novela, mas também não sou nenhum monstro. Pensa bem!

A atmosfera desfavorável permaneceu. Vendo a dúvida em sua expressão, procurou fazê-la sorrir.

— Pelo menos nossos filhos não vão nascer com cara de lula, não é?

E deu uma gargalhada inocente.

Mas a risadinha nervosa de Maricleusa, seu olhar à barriga quase saliente e a cruzada de mãos sobre as pernas, encerraram o caso…

Definitivamente, era um pesadelo.

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46 comentários em “Sabe de nada, inocente (Victor Faria)

  1. Ana Maria Monteiro
    5 de setembro de 2017

    Victor, eu reli o seu conto que já tinha comentado e o pouco que poderia acrescentar ao que já tinha dito, outros o disseram. Resumindo: não poderia acrescentar-lhe nada de único, realmente novo ou útil para si. (Ainda para mais pertenço àquele pequeno grupo que não gosta nada de “Lovecraft”). Disse antes e repito agora: você escreve muitíssimo bem, teve pouco cuidado na revisão, não chegando a prejudicar a leitura. Encontrei algumas piadas, até boas, mas nem o tom é de comédia, nem a história – essa então, muito menos. E aquela parede de água que não se explica, apenas acontecendo sem aviso prévio e sem nem causar surpresa no personagem, continua a ser o único ponto fraco de uma história que, no mais, goste-se ou não, está bem escrita e construída. E até demonstra sentido de humor, mas não chega, de todo, a ser comédia. Em minha opinião, claro.

  2. Fabio Baptista
    1 de setembro de 2017

    SOBRE O SISTEMA DE COMENTÁRIO: copiei descaradamente o amigo Brian Lancaster, adicionando mais um animal ao zoológico: GIRAFA!

    *******************
    *** (G)RAÇA
    *******************

    O conto atira para todos os lados e acerta um bocado de vezes. Gostei de boa parte das piadas, e mesmo as com menos graça não foram tão ruins.

    – Teria sido melhor no escuro.
    >>> kkkkk

    – de feições agradáveis, embora mais feio que bater na mãe pelada
    >>> essa de bater na mãe é até engraçada, mas a frase ficou contraditória, tirando o impacto

    – Vinte e cinco anos enterrando a mandioca e nada.
    >>> kkkk

    – em sua fazenda havia mais chifres do que bois
    >>> hauhauha

    – Estava um pouco bêbado, mas ainda compreendia as leis da física.
    >>> boa! kkkk

    – e ainda pior, sua sogra
    >>> aqui um “ou” teria funcionado melhor no lugar do “e”

    – “Bêbado não tem dono”
    >>> aqui faltou o cu! kkkk

    – Me deixei levar pela ternura do momento
    >>> quem nunca? 😀

    – uma sempre tinha razão, e a outra era o marido
    >>> old, but gold

    *******************
    *** (I)NTERESSE
    *******************
    Fiquei com a atenção presa pela escrita e pelo divertimento com as piadas.
    Mas quando senti que a história andava erm círculos, acabei dispersando um pouco.

    *******************
    *** (R)OTEIRO
    *******************
    Então… aqui achei que o autor deu uma viajada e acabou perdendo o foco.
    Em determinado ponto eu cheguei a pensar “caramba, o que o personagem está fazendo aqui mesmo?”.

    Quando voltou a mencionar os tentáculos, eu já tinha esquecido a referência lá do começo.

    Ficou mais com cara de eventos aleatórios ocorrendo do que uma trama com fio condutor (que eu prefiro).

    *******************
    *** (A)MBIENTAÇÃO
    *******************
    Gostei da ambientação, mais em relação ao clima criado do que em relação as descrições de cenário.
    Em determinado momento é falado que o clima estava estranho… e estava mesmo!

    Já os personagens não foram muito bem desenvolvidos. Gostei mais do cachorro hauhahua.

    *******************
    *** (F)ORMA
    *******************
    A escrita é muito boa, gramaticalmente perfeita, com exceção aos dois lapsos de revisão abaixo.
    Particularmente, não curto muito textos onde predominam as frases curtas, como é o caso aqui. Mas não deixarei essa questão de gosto pessoal influenciar.

    – Não sei como cê não se não tá molhado.
    >>> sobrou um “se não” aí

    – das novela
    >>> podemos creditar o erro de concordância ao linguajar do personagem, mas seria melhor colocar “da novela”.

    *******************
    *** (A)DEQUAÇÃO
    *******************
    Bem adequado ao tema.

    NOTA: 8,5

  3. Renata Rothstein
    1 de setembro de 2017

    Oi, Ctchanlhu rsrs
    Que viagem seu conto, hein? Cheguei à conclusão de que sou inocente, não sei de nada, mesmo rsrs
    Estou até agora viajando, mas me diverti com o texto, muito bem escrito, aliás.
    Parabéns, minha nota é 9,0

  4. Wender Lemes
    1 de setembro de 2017

    Olá! Primeiramente, obrigado por investir seu tempo nessa empreitada que compartilhamos. Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto.

    ****

    Aspectos técnicos: a divisão em passagens, começando pelo meio, funciona muito bem aqui, criando um gancho de primeira com a cena absurda da suposta Maricleusa. A partir daí a trama é tecida com a qualidade que merece e encerrada com todas as pontas amarradas (exceto uma). Da parte da ortografia, notei uma ou duas brechas que nem incomodaram.

    Aspectos subjetivos: o conto é quase todo subjetivo, ou melhor, sugestivo. Das frases cômicas/de baixo calão, que não se completam, à troca de dimensões por que passa o protagonista, tudo fica insinuado na mente do leitor – e por isso funciona bem. O humor e o sentido são construídos fora do texto e são adaptáveis a cada um.

    Compreensão geral: vejamos se entendi bem… a versão softcore do Cthulhu resolveu estacionar no quintal do amigo Josivaldo e, ao adentrar a dimensão do “monstro”, o protagonista liberou a cara-metade dele para transitar no outro mundo. Nesse intervalo, ambos os Josivaldos arroizaram as respectivas esposas alheias e, eis que surge a ponta solta final, Maricleusa pode ter ficado com a semente octópode? Josivaldo e Maricleusa deixam Capitu e Bentinho no chinelo.

    Parabéns e boa sorte.

  5. Thiago de Melo
    1 de setembro de 2017

    Amigo Ctchanlhu,

    Pow, infelizmente não curti muito o seu texto. Achei que nos 25% finais você se perdeu um pouco na narrativa. Até esse ponto eu estava super tenso e querendo saber o que aconteceria depois que o cara foi pro mato e encontrou a própria mulher com cara de tentáculos. Estava muito interessante, mas depois que eles se reencontraram eu achei que descambou um pouco para o estilo novela, com marido traído, esposa semi-arrependida (ainda que tivesse dado pra um alienígena) e as dúvidas sobre o relacionamento. Nem digo pela questão da comédia, eu estava curtindo o texto. Mas acho que, na vontade de trazer o texto para o lado da comédia, descaracterizou muito o que vinha se apresentando como a proposta inicial da sua narrativa. Não curti muito, infelizmente. Um abraço e boa sorte no desafio.

  6. Pedro Paulo
    1 de setembro de 2017

    Os Antigos na Comédia. É uma investida original que ganhou minha atenção, principalmente com o trabalho que foi colocado para fazer a capa. O conto é narrado na perspectiva de Josivaldo e em parte isso é bom, pois a escrita é muito boa para nos deixar a par dos seus problemas e expectativas. Por outro lado, o que parodia os mitos lovecraftianos quase não aparece no texto, salvo engano uma breve cena e as referências ao fato com a esposa, no final. Desse modo, embora a sátira seja interessante, ela é bem pouco explorada na narrativa, substituída por momentos que podiam ser economizados como a história de Josivaldo com a esposa, as razões da briga dele com ela e tudo mais. Acredito que esses momentos poderiam ter sido mais resumidos para fazer caber um pouco mais da situação bizarra que o sujeito se mete. Para além disso, algumas sentenças ficaram estranhas na maneira como foram escritas. Ficaria muito melhor citar, eu sei. Se for um comentário em comum com os demais, eu buscarei reler e anotar quais frases me confundiram mais. Assim, é um conto de boa premissa, mas que não a trabalhou o humor muito bem.

  7. Pedro Luna
    1 de setembro de 2017

    Não entendi. Afinal, era Maricleusa ou Josivaldo quem tinha a cabeça de polvo? Quem dormiu com a criatura, afinal? Kk.. se o conto dá detalhes que explicam a situação, não me ficou claro. Achei bem escrito, mas confuso o conto. Coisas estranhas começam a acontecer do nada e no fim não sabemos se é real ou coisas da cabeça dos personagens. O pior é que esse conto, junto com o título, me passam a ideia de que existe algo por trás que não estou pegando. Porém, já li duas vezes e não enxerguei mais do que estava escrito. My bad

  8. Leo Jardim
    31 de agosto de 2017

    Sabe de nada, inocente (Ctchanlhu)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐⭐▫): muito bem elaborada, construída com cuidado e muito humor. A cena inicial causa, quando termina, a estranheza necessária para continuar lendo o conto com atenção redobrada. É aquele momento em que pensamos “opa, esse vai ser bom”. Depois usou a técnica de voltar e explicar aquela loucura e conseguiu fazer isso de forma bastante didática. O fim, com uma piadinha que remete ao título, encerra bem o texto.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): boa, daquelas que chamo de transparente: faz a trama fluir sem ser notada, não se destaca por si só, mas não atrapalha. Procuro um pouco mais que isso, mas valorizo bastante essas também.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): é uma história criativa, mesmo usando elementos que já vimos por aí, como esse relacionamento “carnal” entre humanos e aliens.

    🎯 Tema (⭐⭐): está adequado.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫): me diverti durante a leitura desde que descobri que ele tinha “copulado” com um alien cheio de tentáculos. A piadinha do fim ficou legal e me fez encerrar o conto com um sorriso no rosto. Um bom texto.

    🤡 #euRi:

    ▪ Teria sido melhor no escuro 🙂

    ▪ Bateu um medinho 🙂

    ▪ dor de barriga no meio do jantar, daquelas que conversam junto aos convidados e não pedem licença 🙂

    ▪ Pelo menos nossos filhos não vão nascer com cara de lula, não é? 😃 (sabe de nada, inocente)

    ⚠️ Nota 8,5

  9. Bia Machado
    30 de agosto de 2017

    Desevimento da narrativa – 3/3 – Muito bom! Gostei muito e, se é ficção científica, até arrisco pensar cá comigo quem é o autor.
    Personagens – 2,5/3 – Pra mim quase tudo certo. Dentro do que o conto propõe, no espaço que ele tem, estão bem desenvolvidos. No caso do Josivaldo, só estranhei quando ele falou de lei da física e tals, não me parece adequado ao perfil dele a partir do que o conto descreve.
    Gosto – 1/1 – Gostei bastante! Nada complicado de ler, embora a estrutura possa fazer passar que sim.
    Adequação ao tema – 1/1 – Sim, adequado, inclusive gostei bastante do tom de humor. Não foi de gargalhar, mas foi divertido de ler. Uma sensação boa no final da leitura, de quem gastou bem o tempo.
    Revisão – 1/1 – Algumas coisinhas como palavras repetidas, vírgula sem necessidade, mas nada que atrapalhe.
    Participação – 1/1 – Parabéns! Missão cumprida com louvor.

    Aviso quanto às notas dadas aqui em cada item: até a postagem da minha avaliação de todos os contos os valores podem ser mudados. Ao final, comparo um conto a outro lido para ver se é preciso aumentar ou diminuir um pouco a nota, se dois contos merecem mesmo a mesma nota ou não.

  10. Gustavokeno (@Gustavinyl)
    29 de agosto de 2017

    Ctchanlhu,

    sua história é um caldeirão com muitos ingredientes. Alguns funcionaram, outros não. A escrita é excelente, embora possua alguns deslizes que não chegam a incomodar. O enredo me deu um nó na cabeça. Ele aspira muitas coisas, a cônjuge com cabeça cefalópode, o relação sexual com um UFO (se é que entendi correto), o regionalismo. Porém, falhei com o texto. Pois não pude captar o real significado da história.

    Enfim, deixo as parabéns pela escrita. Ela sim me agradou muito.

  11. Catarina Cunha
    29 de agosto de 2017

    9,2

  12. Davenir Viganon
    29 de agosto de 2017

    O conto/causo alienígena bem bacana, engraçado em alguns pontos, mas desequilibrado nos tamanhos das partes. Acho que as mais extensas poderiam ser reduzidas. Já devo ter falado muito nisso de reduzir, deve ser porque vejo o conto de comédia ganhando com agilidade, indo direto ao ponto. Aproveitar mais as mil palavras do que 2 mil.

  13. Amanda Gomez
    28 de agosto de 2017

    Olá…Não sei escrever seu nome…

    Primeiramente, título legal e imagem mais ainda. Gostei da preocupação de pensar em todos os detalhes e já no começo criar uma expectativa.

    O conto é bom, eu tive que reler algumas partes pra ter certeza se de fato eu havia entendido e acho que agora deu certo. O enredo é um emaranhado de cenas, que são sim confusas, mas que tem visibilidade, a ambientação e as descrições permitem isso. O personagem não tem nada demais, é comum até, mas os acontecimentos o deixa mais interessante.

    Essa noite estranha rendeu bastante, foi uma doideira só, a passagem de tempo ficou legal, pra dar dinamismo no texto. O final brinca com todo o resto e revela uma surpresa. Vai mesmo nascer com cara de polvo?

    É um texto meio nonsense, que funciona, se eu ri? Não, em nenhum momento, me parece um texto sci-fi ,suspense..ou qualquer outro gênero, no entanto, não passou longe de ser uma comédia.

    No mais, Boa sorte no desafio!

  14. Jorge Santos
    28 de agosto de 2017

    Conto de ficção corno—cientifica. Algo confuso.

  15. Fheluany Nogueira
    27 de agosto de 2017

    Suspense, loop de tempo ou cenas, uma entidade cósmica, discussão sobre querer filhos e uma possível gravidez (“risadinha nervosa de Maricleusa, seu olhar à barriga quase saliente”) são elementos que compõem uma sátira bem divertida sobre adultério.

    A linguagem também ficou divertida com a sequência de clichês (“mais feio que bater na mãe pelada, enterrando a mandioca, mais grosso que parafuso de patrola, mais chifres do que bois”, por exemplo) que aqui ganharam roupagem nova. É a velha história do marido que consegue criar desculpas para si mesmo, para não se sentir traído. Titulo e pseudônimo auxiliam na interpretação do texto complementando-o.

    Muitas frases foram inspiradas e engraçadas, o texto está bem escrito e a leitura é fluida e prazerosa. Boa ideia e boa execução. Parabéns.

  16. Regina Ruth Rincon Caires
    26 de agosto de 2017

    Narrativa fantasiosa, bem construída. Prende a atenção do leitor, principalmente daquele que curte fabulação. Diálogo com linguagem “do povo”, cabível no enredo, interessante. Parabéns, Ctchanlhu!

  17. Anderson Henrique
    23 de agosto de 2017

    Tanto as descrições quanto o ritmo são bons. O humor é fino, uma leve ironia que surge na conclusão, que também é adequada e não deixa dúvidas quanto ao destino dos personagens. Gostei que você mostra logo de cara o elemento absurdo já nos primeiros parágrafos e volta a ele na conclusão, dando ao texto esse movimento circular.

  18. Catarina Cunha
    23 de agosto de 2017

    Um conto bem doidinho, meio ficção científica , meio alucinado (que uísque, hein?). A viagem é inteligente e bem escrita. Personagens sólidos. Algumas piadas prontas e só.

    Auge: “Seus impulsos naturais quase gritavam em desespero, causando um reboliço voraz no que havia entre suas pernas, os joelhos.” – Aqui consegui dar uma boa risada!

    Sugestão:

    Eu retiraria a última frase. Ela tira o charme da dúvida de como tudo aconteceu.

  19. werneck2017
    23 de agosto de 2017

    Olá, Ctchanlhu!
    Um texto bastante criativo que se explica ao final: um pesadelo. Se por um lado é criativo, por outro falhou ao criar a empatia necessária com o leitor – na minha singela opinião. Não fluiu o suficiente para que o humor pudesse ser saboreado como deveria, não houve uma conexão forte o bastante por causa do estranhamento do começo.

    Quanto a erros gramaticais, percebei alguns como:
    Um novo gole trouxe a coragem, e a burrice, necessária > Um novo gole trouxe a coragem e a burrice necessárias
    um experimente científico, segundo > um experimento científico, segundo
    prol de um bem em comum > prol de um bem comum ( fazendo referência ao bem das crianças porque eram duas, oriundas de duas famílias diferentes
    o lembrava constantemente de sua situação > lembrava-lhe constantemente de sua situação

    Fora isso, está muito bom. Boa sorte!

  20. iolandinhapinheiro
    21 de agosto de 2017

    Avaliação

    Técnica: Texto inteligente, influenciado pela obra de Lovecraft, engraçado, insólito, e com um texto que deixa pistas ao leitor para decifrar suas respostas. A mistura do linguajar e trejeitos roceiros com O Chamado de Cthulhu foi uma ótima ideia que funcionou demais para mim.

    Fluidez: Mesmo com as estranhezas ao logo do texto, como um aquário sem paredes, um sítio duplicado e uma mulher com cabeça de polvo, o texto não deixa de ser interessante e curioso, e quando a gente vê, já terminou.

    Graça: Os fatos estranhos e o diálogo interno do marido garantem a graça e a beleza deste conto. Já gostei do autor só pelas escolhas e o final com um ótimo arremate deixam aquela risinho de canto de boca no leitor. Eu gostei e achei a escrita excelente.

    Boa sorte.

  21. Eduardo Selga
    21 de agosto de 2017

    É uma narrativa de ótima qualidade, bem amarrada, com personagens bem construídos numa trama insólita bem urdida. Traz consigo o humor, mas não é tal elemento que se sobressai, como se não tivesse sido arquitetado tendo em vista esse efeito no leitor. O humor, digamos, é coadjuvante. Assim sendo, considerando que o desafio é um gênero, esse conto não se enquadra vem, apesar de sua muito boa qualidade, a despeito do que existem algumas construções textuais estranhas. Vamos a elas.

    Logo no início temos “quiéissu”, neologismo unindo as palavras da expressão “que é isso?”. O problema é que, ao fundi-las, cria-se uma palavra paroxítona, pois a vogal tônica é o “i”, mas nas regras de acentuação das paroxítonas não há caso prevendo acento gráfico, de modo que o neologismo deveria ter sido escrito sem acento, não com acentuação de proparoxítona.

    Em “um novo gole trouxe a coragem, e a burrice, necessária” uma estranheza: o que, afinal, é necessário? Se forem a coragem e a burrice, haverá de ser NECESSÁRIAS; se for apenas a burrice, não haverá plural no adjetivo, mas elimina-se a VÍRGULA após CORAGEM.

    Em “a pedra a qual tropeçara[…]” o correto seria NA QUAL ou EM QUE.

    Em “a ideia atingiu Josivaldo como uma dor de barriga no meio do jantar, daquelas que conversam junto aos convidados e não pedem licença” fica a seguinte questão: dor de barriga conversa? Talvez seja uma metáfora que eu não tenha entendido.

    Em “não sei como ce não se não tá molhado”, parece estar sobrando palavras.

  22. Fernando.
    21 de agosto de 2017

    olá, Ctchanlhu (depois me diga como se pronuncia esse seu estranho e belo nome). Gostei do seu conto. Você apresenta um manejo muito legal da narrativa. Sabe conduzir em seus fluxos e refluxos a história e dentro dela eu fui me enredando. Uma história, com toda certeza de humor com umas tiradas de terror. Seria o que chamam de terrir? O pesadelo o rosto que se transforma… e na fazenda há mais chifres do que bois. Gostei disto. Parabéns pela sua interessante e criativa história. Grande abraço

  23. Gustavo Araujo
    20 de agosto de 2017

    O conto tem boas tiradas e um humor subjacente, que aparece aqui e ali, como comentários sem relevo real para a história. Ainda que dispensáveis, essas observações carregam consigo certa graça, tornando o texto leve, como deve ser uma boa comédia. O ponto negativo fica por conta do enredo, um tanto confuso. Do momento em que Josivaldo tropeça na pedra oval, até encontrar o muro de água, não dá para perceber direito o que acontece. Pelo que entendi, ao perfurar a superfície líquida, ele foi parar em uma espécie de mundo paralelo, igual àquele em que vivia, porém diverso, mais ou menos como o antigo universo bizarro da DC. Voltando à trama, ao despertar ele parece ter retornado à sua dimensão, mas a reação da esposa deixa a dúvida no ar. Foi o que entendi, mas não estou seguro de que tenha sido isso mesmo o que o autor tentou passar. De qualquer forma, é um conto que tem méritos, ainda que a execução deixe a desejar.

  24. Luis Guilherme
    20 de agosto de 2017

    Boa noite, amigo, tudo bem?

    Olha, sendo sincero, não entendi muito bem o conto. Achei um pouco confusa a situação toda.

    Claro que tá muito bem escrito, e pela estrutura q você utilizou, bem como pela perfeição gramatical, percebe-se seu domínio absoluto na escrita.

    Porém, a história não me conquistou muito.

    A imagem da capa é interessante e me deixou muito curioso. O título não me pareceu ter muita relação com o todo.

    No fim, fiquei na dúvida se ela realmente tava traindo o homem, como diziam as más linguas, ou se tinha engravidado da criatura-lula-clone do marido.

    Fora a confusão toda, a historia é divertida, tem um certo humor natural. A mistura de FC e humor casou bem.

    Mas realmente o fato de ter achado muito turvo o enredo me atrapalhou um pouco, e não posso culpá-lo por isso, falha minha.

    Enfim, uma história com potencial, mas que não me conquistou enquanto leitor, um vez que não consegui compreender. Tem uma boa pegada de humor, é bem escrita e impecável gramaticalmente.

    Parabéns e boa sorte!

  25. Olisomar Pires
    20 de agosto de 2017

    Escrita: Boa. Bem conduzida, com imagens bastante peculiares e divertidas.

    Enredo: experiência sobrenatural (qualquer categoria) que redunda em sexo dos cônjuges com parceiros não-naturais. Talvez fosse apenas um pesadelo ou delírio efeito do [alcool.

    Grau de divertimento: Bom. Embora o ambiente criado tenha rupturas com as personagens (as falas dos mesmos não acompanham a descrição de um casal do campo no sentido em que foi proposto), é possível imaginar as cenas e a surpresa de ambos.

  26. Cilas Medi
    19 de agosto de 2017

    Um conto bem estruturado, mais para um de terror e depois finalizando corretamente, arrancando um sorriso. O autor tem fluidez, sabe como contar uma história e manter o leitor atento e até aflito para saber o final. Atendeu o combinado para o desafio. Parabéns.

  27. Rafael Luiz
    17 de agosto de 2017

    Conto por demais confuso. Parece que toda a história não saiu de um ponto, se movimentou, mas não saiu do lugar. Gramatica interessante e boas comparações, mas a adequação ao tema fica bem apagada. A fluidez e emoção também me pareceram pontos negativos. A historia não instiga, nem prende. Ganha pontos pela originalidade da história e pela gramatica bem apresentada.

  28. Daniel Reis
    17 de agosto de 2017

    Prezado (a) Ctchanlhu (control+c, control+v para acertar o seu nome):
    Segue a avaliação do seu conto, em escala 5 estrelas:
    TEOR DE HUMOR: **
    Antes de mais nada, obrigado pela imagem e pelo link do site que a criou! Muito interessante! Agora, quanto ao humor do conto, em si, acho que ele ficou sufocado sob o aspecto ficção científica.
    PREMISSA:***
    A premissa da traição, como elemento cômico, tem muitas possibilidades em comédia. Mas como o elemento absurdo se sobrepôs, acho que as razões e contrarrazões ficaram meio nebulosas .
    TÉCNICA: **
    A escrita no geral é bastante clara, com apenas um ou outro detalhe que eu redigiria de outra forma (invertendo adjetivos e pronomes, usando outros verbos,etc.). O que realmente acho que prejudicou foi o recurso técnico do sonho (ou pesadelo), que é mais ou menos “carne de vaca” para resolver uma situação dramática.
    EFEITO GERAL: **
    O texto me marcou mais pela imagem do que pelo conteúdo em si. Uma pena. Mas desejo que encontre o público certo.

  29. Marco Aurélio Saraiva
    17 de agosto de 2017

    Uau! Um conto de horror a la lovecraft…. misturado com comédia! Tem que ter muita coragem. Só pela iniciativa já merece os parabéns!

    Você escreve incrivelmente bem. O texto possui pouquíssimos erros, que nem fizeram diferença na leitura. Foi uma leitura agradável, com um clima de suspense e que despertava risadas vez e outra, sempre com sacadas genais e situações cômicas ou pensamentos hilários vindos da mente do nosso amigo Josisvaldo.

    Gostei de como o seu conto não é “comédia gratuita”. A comédia está aí, mas também algo mais profundo. Afinal, o “muro de água” era mesmo um portal para um mundo paralelo…ou o muro era de whisky, e tudo o que se passou aconteceu com o “Josisvaldo bêbado”?

    Engraçado como você conseguiu levantar alguns questionamentos que os textos do Lovecraft trazem aos leitores, entre eles: “o que é a realidade?” e “somos mesmo tão pequenos em relação ao tamanho do universo?”

    Olha isso: estou fazendo estes questionamentos bizarros, em um desfio de humor!

    Gostei muito do humor espalhado por todo o conto. Ele veio natural, como parte da narrativa, naturalmente exposto como se fosse apenas natural narrar o conto desta forma.

    Você escreve muito bem. Um dos melhores contos que li até agora!

    Destaque para a frase:

    “Se fosse um burro, teria empacado. Se fosse uma paca, estaria emburrado.”

    Genial!

    Abração!

  30. Paulo Luís
    15 de agosto de 2017

    Muita fantasia e cheio de lugar comum; frases feitas e piadas populares, embora com uma boa ideia e bom desenvolvimento do enredo. Nota 5

  31. M. A. Thompson
    15 de agosto de 2017

    Olá Ctchanlhu e o conto Sabe de Nada Inocente.

    A abertura não deixa margem para a comédia. O sujeito achar a mulher transfigurada em polvo e ainda assim achar que é a mulher, não convenceu.

    “Muito além de formas sinuosas, no lugar de um rosto juvenil e suave, havia a cabeça de um polvo… Verde, pulsante, viscoso.”

    Tudo bem que a segunda parte faz a retrospectiva para explicar o inusitado, mas não convenceu nem com a explicação. Eu achei um conto confuso. Pode ser porque eu não sou fão de fantasias ou ficção mal explicada. Prefiro o realismo fantástico do tipo que deixa em dúvida sobre a veracidade. A título de exemplo uma coisa é falar que um elefante com asas voou. Outra é falar que um elefante geneticamente modificado ou descrever um planeta em que os seres têm a forma de elefante com asas. Você precisa me convencer do absurdo para eu comprar sua ideia, não aconteceu nesse conto.

    Outra coisa que incomodou foi o uso excessivo de chavões e lugares comuns:

    “noite mágica”
    “mais feio que bater na mãe pelada”
    “Tinha sido mais grosso que parafuso de patrola”

    E por aí vai.

    Resumindo. Um conto em que pessoas tem relações sexuais com ETs sem uma explicação convincente é uma tentativa de comédia que não convenceu.

    A impressão que tive é que você escreve ficção científica e adaptou ou tentou se adaptar a comédia, sem sucesso dessa vez. Outra coisa que chamou a atenção é que existem elementos do conto do javali, com o buldogue como substituto do javali, mas tem mala, tem homem caminhando na floresta.

    Desapega. 🙂

  32. Juliana Calafange
    12 de agosto de 2017

    É muito difícil fazer rir. Ainda mais escrevendo. Eu mesma me considero uma ótima contadora de piadas, mas me peguei na maior saia justa ao tentar escrever um conto de comédia para este desafio. É a diferença entre a oralidade e a escrita. Além disso, o humor é uma coisa muito relativa, diferente pra cada um. O que me faz rir, pode não ter a menor graça para outra pessoa. Assim, eu procurei avaliar os contos levando em consideração, não necessariamente o que me fez rir, e sim alguns aspectos básicos do texto de comédia: o conto apresenta situações e/ou personagens engraçadas? A premissa da história é engraçada? Na linguagem e/ou no estilo predomina a comicidade? Espero não ofender ninguém com nenhum comentário, lembrando que a proposta do EC é sempre a de construir, trocar, experimentar, errar e acertar! Então, lá vai:
    O seu conto é muito bom, bem escrito (apesar de pequenos errinhos de revisão), a linguagem bem trabalhada, os personagens bem construídos. O leitor acompanha interessado até o final, sem pestanejar. Porém, não vi situações engraçadas na sua história. Para mim, é um drama, tem alguns momentos de mistério e até suspense. Mas nenhuma situação cômica, ao meu ver. Então acho q é um conto excelente, mas não se encaixa muito no desafio de comédia, mesmo sendo o autor, claramente uma pessoa bem humorada, a história em si não o é. Boa sorte!

  33. Evandro Furtado
    11 de agosto de 2017

    Olá, caro(a) autor(a)

    Vou tentar explicar como será meu método de avaliação para esse desafio. Dos dez pontos, eu confiro 2,5 para três categorias: elementos de gênero, conteúdo e forma. No primeiro, eu considero o gênero literário adotado e como você se apropriou de elementos inerentes e alheios a ele, de forma a compor seu texto. O conteúdo se refere ao cerne do conto, o que você trabalha nele, qual é o tema trabalhado. Na forma eu avalio conceitos linguísticos e estéticos. Em cada categoria, você começa com 2 pontos e vai ganhando ou perdendo a partir da leitura. Assim, são seis pontos com os quais você começa, e, a não ser que seu texto tenha problemas que considero que possam prejudicar o resultado, vai ficar com eles até o final. É claro que, uma das categorias pode se destacar positivamente de tal forma que ela pode “roubar” pontos de outras e aumentar sua nota final. Como eu sou bonzinho, o reverso não acontece. Mas, você me pergunta: não tá faltando 2,5 pontos aí? Sim. E esses dois eu atribuo para aquele “feeling” final, a forma como eu vejo o texto ao fim da leitura. Nos comentários, eu apontarei apenas problemas e virtudes, assim, se não comentar alguma categoria, significa que ela ficou naquela média dos dois pontos, ok?

    Gostei das inserções que você fez na trama. A pegada sci-fi B dos anos 50/60 tá aí, completamente. O feeling é daquela era. E ainda tem um pouco de Lovecraft e até Chico Bento – certo, esse último talvez só na minha cabeça. É engraçado também, então acho que se encaixa no gênero. Ou talvez seja mais ridículo do que engraçado. Como eu tô fazendo maratona de filme B daquela época, é possível que a nota acabe aumentando um pouco. Acho que vai gostar disso, não?

  34. Rsollberg
    10 de agosto de 2017

    Hahaha,

    Gostei! O texto é muito bem escrito, com passagens construídas com zelo e muito humor, destaco esses trechos como exemplo: “Diziam por aí que em sua fazenda havia mais chifres do que bois. Observou a figura na varanda.”

    e essa: “…comunicavam-se à distância através de sinais criativos e dancinhas bastante ofensivas… Bons tempos em que “sapo cururu” só tinha uma rima.”

    A situação dramática do protagonista já tem aquele jeitão cômico trágico, um abstêmio com problemas no fígado… Ademais, o tom surreal de causo combinou sobremaneira com a temática do certame.

    Por fim, o poster que ilustra o conto é magnifico, e complementa esse estilo de trash e humor tupiniquim.

    Parabéns

  35. Bar Mitzvá
    9 de agosto de 2017

    O excesso de descrições como apelo cômico, é arriscado. Porém o autor(a) conseguiu se sair bem. O enredo é bastante divertido, além de conter ótimas tiradas como o salamito, coisas que rimam com “mal”, a lógica do casamento e etc, que me fizeram rir bastante durante a leitura.

    Acredito ter visto um errinho ali pelo meio do texto, mas nada de mto grave.

    O título chama atenção e só faltou aparecer o compadre Washington. Invés disso, os tentáculos das criações de Lovecraft que deram o ar da graça. Por fim, vale ressaltar a imagem adicional, que ficou hilária!

  36. Victor Finkler Lachowski
    9 de agosto de 2017

    Olá autor(a).
    Seu conto, com muitas inspirações Lovecraftianas. O conto tem uma história interessante, prende o leitor. Não se sabe se o que acontece é real ou imaginação de um bêbado, deixando aberto para reflexões, funciona bem. O único ponto negativo que encontrei foram certos trechos meio confusos, a narração se atropela um pouco e acaba atordoando o leitor em momentos muito bacanas, mas nada que uma pequena revisão não resolva.
    Seu conto é muito bom e criativo.
    Boa sorte no desafio e nos presenteie com mais obras,
    Abraços

  37. Fil Felix
    9 de agosto de 2017

    Gostei do conto, bem construído. Pega um pouco da mitologia do Cthulhu, traz pro Brasil e cria um causo bastante interessante. Me lembrou de O Despertar de Cthulhu em Quadrinhos, que li recentemente e trazem diversas histórias envolvendo os polvos e tentáculos. Algo que trabalha a favor do conto é sua estrutura, bem desenvolvida, colocando por partes, utilizando da ferramenta de “anteriormente”, além de haver vários trocadilhos legais, como o do joelho, que achei ótimos. Um conto de comédia leve, de início, meio e fim, bem humorado.

    Interessante ver como conseguiu levar as características de causos do interior do Brasil para a ficção científica, como o portal aquático que funciona como “mundo invertido”, sendo sério, mas descontraído. Detalhes como “teria sido melhor no escuro” mostram a veia cômica do autor.

  38. Rubem Cabral
    8 de agosto de 2017

    Olá, Ctchanlhu.

    Muito bom o conto: divertidos os personagens, boa narração e enredo foi bem criativo! O conceito do “outro lado” lembrou-me um pouco “Stranger Things”. A coisa com tentáculos lembrou também Cthulhu.

    Quanto à comicidade, acho que o conto alcançou seu objetivo. Não é texto para gargalhadas, mas divertiu-me bastante. Apenas achei que a frase dita pela Maricleusa soou um tanto elaborada demais: “— Se bem que, parando pra pensar, suas mãos eram rugosas e ásperas, grudentas até.”.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  39. Vitor De Lerbo
    7 de agosto de 2017

    O conto está bem escrito e não tem erros aparentes, apesar de parecer arrastado em certos pontos.

    A história é interessante e inventiva, mas, na minha concepção, não se enquadra ao tema proposto pelo desafio. Com exceção a certas frases hilárias, a trama em si não é cômica; está mais para o surreal.

    Boa sorte!

  40. André Felipe
    6 de agosto de 2017

    Não deu pra mim, não consegui gostar. Até porque não entendi de todo, talvez esteja misterioso demais para um conto com a pretensão de comédia. A mulher engravida do outro Josivaldo(?),o fato dele ser feio a decisão dela de ir embora, o elefante branco; não sei qual a ligação entre essas coisas. A parte fantástica e misteriosa se sobressaiu á parte cômica. Tirando as frases pontuais engraçadas, não há comédia. Eu gostaria de ter entendido de verdade. Talvez depois da primeira fase.

  41. Ana Maria Monteiro
    6 de agosto de 2017

    Olá colega de escritas. O meu comentário será breve e sucinto. Se após o término do desafio, pretender que entre em detalhes, fico à disposição. Os meus critérios, além do facto de você ter participado (que valorizo com pontuação igual para todos) basear-se-ão nos seguintes aspetos: Escrita, ortografia e revisão; Enredo e criatividade; Adequação ao tema e, por fim e porque sou humana, o quanto gostei enquanto leitora. Parabéns e boa sorte no desafio.

    Então vamos lá: Achei a sua escrita com qualidade, mas um pouco confusa, particularmente na parte em que entra a alucinação da água (tive que ler mais de uma vez e não cheguei a perceber muito bem o que se passou; Na revisão passaram alguns pormenores de pouca importância que nem dificultaram o entendimento do texto; Por conta de alguma confusão, o enredo, sendo bastante imaginativo, mantém alguma falta de coesão; Finalmente temos a adequação ao tema. Tem algumas boas tiradas em tom de comédia, mas a história, propriamente, não a vejo como pertencente a essa categoria.

  42. Roselaine Hahn
    5 de agosto de 2017

    Olá autor, confesso, envergonhada, que senti dificuldades de entendimento do conto. Li e reli, e não tem comentários abertos para eu colar. Fiquei meia no vácuo. A sua escrita é muito madura, dominas o ofício. Para o contexto de comédia, acredito que ficou na periferia, pois a escrita elaborada pode ter prejudicado um pouco o intento. Veja a frase: “Entrou em casa ofegante, sem pensar no aparente mimetismo não-natural, desculpando-se no incompreensível dialeto alcoólico”. Entendes? Essa pegada lírica e poética encobriu o gênero pretendido. De qualquer forma, não é texto para ser descartado, pelo contrário, tem ótimo potencial para novos voos. Abraços, sorte aí.

  43. angst447
    5 de agosto de 2017

    Olá, autor{a), tudo bem?
    Pois aqui temos um conto trabalhado em um tipo de humor mais sutil e sofisticado. Isso é bom? Isso é ruim? Não sei dizer. Fato é que, após a segunda leitura, pouco assimilei da narrativa. Percebi algumas tiradas, alguns jogos de palavras interessantes, fugindo um pouco dos clichês ou talvez utilizando-se deles com habilidade. Um tom de fantástico percorre todo o texto. Cara de lula? Cabeça de polvo? Pedras e corujas? Uma parede feita de água?
    Alucinação causada pela bebida pode ser uma interpretação. No entanto, o esforço de tentar compreender o enredo me tirou qualquer vontade de rir. O que era assim tão engraçado? Uma frase ou outra se destacam:
    – mais feio que bater na mãe pelada
    – em sua fazenda havia mais chifres do que bois
    – Bons tempos em que “sapo cururu” só tinha uma rima.
    – Se fosse um burro, teria empacado. Se fosse uma paca, estaria emburrado.
    – no que havia entre suas pernas, os joelhos.
    Pouca coisa escapou à revisão:
    um experimente científico > experimento
    Não sei como cê não se não tá molhado.> Não sei como cê não tá molhado
    Reli mais uma vez algumas passagens e… Nada! Não se fez luz nem risada.
    É notável a habilidade no uso das palavras e imagens, mas talvez o tipo de escrita esteja em um grau de sutileza que não pude alcançar. Frustrada me define.
    Boa sorte!

  44. Paula Giannini
    5 de agosto de 2017

    Olá, Ctchanlhu,

    Com que surpresa agradável me deparo com o fato de os gêneros se mesclarem nesse desafio. Comédia ficção científica. Interessante.

    Você criou um texto que, em uma estrutura cíclica, propõe a existência de dois mundos paralelos. O da água e o da terra, se é que podemos chamar assim. Ambos, ao se tocar, podem interferir entre si. Talvez os tais mundos existam. Talvez, estejam apenas na cabeça do protagonista, embaçado pela bebida, pela culpa de ter brigado com a mulher, pelo medo de sua doença e pela cobrança de ter um filho.

    O que mais me chamou atenção foi a similaridade entre os mundos, embora diferentes, são extremamente iguais entre si e o ponto de ligação entre ambos é o amor real entre marido e mulher, embora ela o tenha traído com ele mesmo. Ou não?

    Parabéns.

    Desejo-lhe boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

    P.s. Adorei a imagem. 😉

  45. Priscila Pereira
    5 de agosto de 2017

    Olá Ctchanlhu, vamos avaliar o seu conto?
    Participação: Parabéns! – 02
    Revisão: Não notei nada, só um experimente, em vez do experimento científico. – 02
    Coerência: Pra falar a verdade não entendi direito. Tem começo, meio e fim, mas é tudo tão bizarro, que não entendi. – 01
    Adequação ao tema: Não sei direito… acho que no geral é bem humorado. – 01
    Gosto pessoal: Não gostei muito. Achei muito estranho. Primeiro pensei que fosse tudo por conta do álcool, mas depois parece que ele trocou mesmo de lugar com um outro ele de um universo paralelo. Muito doido pro meu gosto. sorry! – 01
    Total:07
    Boa sorte!!

  46. Lucas Maziero
    5 de agosto de 2017

    A começar pela imagem, não sei se montada pelo autor(a) ou coletada na internet, o conto já instiga a ser lido. O hilário da situação é a vida simples em que o casal vivia e de repente se transforma em algo surreal, e nem posso imaginar o que virá pela frente (hahaha).

    Opinião geral: Gostei bastante.
    Gramática: Está bem escrito o conto, se há erros não os percebi.
    Narrativa: Gostoso de ler, entreteve.
    Criatividade: Ótima.
    Comédia: Uma ficção científica com um humor refinado.
    Nota: 9

    Parabéns!

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Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 3, Comédia Finalistas e marcado .