EntreContos

Literatura que desafia.

Evaporando na nuvem (Catarina Cunha)

Fevereiro de 2015: Solicitação de amizade enviada.

– Recebi o seu convite. Desculpe-me, mas eu te conheço de onde?

– Dq mesmo, tbm sou escritor. Vc teve na Bienal do Livro, né?

– É, postei umas fotos. Tudo bem. Bem-vindo.

– Obg me add.

– ?

– Obrigado por me adicionar, desculpa aí estou no celular.

– Eu que peço, não estou acostumado com essas abreviações virtuais.

– Vou tentar evitar. Pagou para participar da Bienal e não vendeu nada?

– Só família e amigos.

– Típico de iniciantes.

– Você parece muito experiente. Vi que você escreveu um texto sobre aves migratórias no subterrâneo. Quando puder lerei.

– É antigo, muito bom mesmo. Sempre escrevi bem.

– Foi sua última postagem, em 2014.

– É que estou trabalhando em um romance complexo.

– E você, já leu algo meu?

– Ainda não, mas vi que você faz parte de um grupo de escritores amadores.

– Sei… Quando puder dá uma passada na minha página para conhecer o meu trabalho.

– Se eu tiver tp passo lá. Digo, tempo.

– Ok. Agradeço.

Maio 2015:

– Feliz Níver! Tudibão!

– Muito obrigado.

Setembro 2015:

– Feliz Aniversário!

– Valeu, cara. Tudibão!

Maio 2016:

– Feliz níver! Tudibão!

– Muito obrigado.

Maio 2017:

– Feliz níver, digo, aniversário. Embora você não mereça porque se esqueceu do meu em setembro último.

– Sinto muito. Aceite os parabéns atrasados, por favor.

– Não aceito não. Que tipo de amigo é vc? Saiba que por muito menos relações profundas são extintas.

– Desculpe-me, amigo, mas nós não temos uma relação profunda e nem rasa. Nem te conheço. Aceitei o teu convite por termos a mesma profissão.

– Fala assim porque tá ficando conhecido na rede e agora despreza os amigos antigos.

– Sou um ilustre desconhecido com menos de quinhentos leitores  inconstantes, pobres e distraídos.

– Viu? Tá me sacaneando porque eu só tenho oitenta leitores. Mais saiba que tenho aqui 422 exemplares prontos para serem vendidos. Quem vc pensa que é?

– Um escritor como você que tem um fã-clube de traças e cupins na estante. A vida é dura.

– E sem os amigos fica pior ainda. Você não comprou o meu livro, não curte os meus posts e nem se manifestou quando publiquei meu diário relatando o dramático calvário de minha luta contra  a dengue.

– Nossa. Que horror. Deu complicação?

– Não, e nem fiz exame. Tirei a foto da picada do mosquito, aquele de pijama listrado, no dedão do pé. Mas foram 3 dias dramáticos e você perdeu. Pois saiba que todos, exceto você, curtiram e foram solidários com carinhas chorosas. Custava um click de solidariedade?

– Peço desculpas, não sabia que isso significava tanto para você.

– Não significa absolutamente nada, viu? Me diga um bom motivo para eu não te deletar de meu seleto círculo de amizade?  

– Pensando bem, não vejo nenhum. Fique a vontade e me exclua.

– Olha aí! Você não liga pra mim. Não tá nem aí se eu vivo ou morro. Para que viver assim então?

– Também não é assim. Eu sou muito ocupado, tenho que fazer social e divulgar meu trabalho. Só sobra tempo para trabalhar e leituras rápidas. Mas se você me mandar o seu link prometo ler e comentar assim que puder.

– Você tem tempo para ficar pedindo receita contra ressaca,  respondendo enquete sobre desafio literário  e quem morre primeiro na sétima temporada de Game of Thrones. Até teste de qual bicho você seria – bem feito, eu vi, deu caramujo – e de qual personagem é sua alma gêmea. Não é a toa que o seu deu o Drácula, pois morra de inveja, o meu deu Thor, o do martelão. Agora para ler os coleguinhas não sobra 10 minutinhos.  Pensa que eu não sei? Sei de tudo. Tô de olho na tua bolinha verde,  sei que tá on line o dia todo.

– Já que você vigia a minha vida, então me fale de um conto, um poema meu que você tenha gostado. Não precisa nem ter gostado, que tenha lido. Duvido muito, pois não me lembro de você. Tu é só um tarado virtual carente, seu merda!

– Não mude de assunto. Estamos falando de minhas frustrações e não das suas.

– Olha só. Faz o que você quiser. Se você não me excluir eu é que vou te bloquear. Paciência tem limite.

– Então vai ser assim. Ok. O meu fim nas redes sociais será culpa sua. Estou me desconectando deste mundo insensível. Morrerei sem deixar nenhuma placa-mãe ou backup de minha vulgar existência. Começarei desligando o roteador. Ai, valei-me, meu Santo Expedito, dai-me forças!

– Que isso, cara, não tive a intensão de te magoar.

– De boas intensões a internet está cheia. E na minha lápide estará escrito: “Viveu e morreu como sinal aberto de wi-fi: evaporando na nuvem”.

– Calma, assim você me assusta. Você está sozinho? Tem família perto? Pode me dar seu número para eu te ligar? Como eu posso te ajudar?

– Eu só queria uma curtida. Ai, ai, ai.

– Pronto, pronto; já curti sua publicação de ontem sobre as borboletas.

– Não eram borboletas e sim mariposas. Você não leu nada. Só viu a ilustração de borboletas amarelas que coloquei de propósito para descobrir quem lê e quem não lê. E VOCÊ NÃO LEU!!! Ui, que vida besta. Não aguento mais.

– Mil desculpas, isso não vai acontecer novamente. Ignorância minha, sou leigo nessas coisas que voam. Por exemplo: mosca, vespa e abelha pra mim é tudo igual, inimigos perigosos em potencial. Preciso que alguém me ensine. Não é para isso que existem os amigos?

– Jura?

– Por tudo quanto me é mais sagrado no mundo virtual: minha paciência e empatia.

– É fácil diferenciar. Mosca é suja, abelha é limpa e vespa não é nada, só feia.

– Kkkk, entendi. Viu? Se não fosse você eu nunca saberia.

– Mentira. O que falei não tem nenhuma base científica e bastava dar uma busca no oráculo para saber tudo sobre moscas, abelhas e vespas. Odeio que mintam pra mim.

– Por que eu mentiria para você? A gente nem se conhece.

– É verdade. Então estamos bem?

– Ótimos. Vou fazer uma pesquisa sobre mariposas para ser digno de sua amizade.

– Promete?

– Claro! Somos amigos agora.

– Não preciso morrer hoje?

– Não! Não faça isso! Pelo amor de Deus não se desconecte. Eu estou aqui, vou manter a bolinha verde a noite toda acesa.

– Vê lá, hem?

– Pode confiar. Boa noite, amigo.

– Abração aí. Durma com os anjos e acorde comigo, quero dizer, como as minhas mariposas.

– Valeu!

(…)

– Ôi, você está aí? Estou vendo sua bolinha acesa. Fiz a pesquisa. Deve estar ocupado. Fiquei no vácuo. Tudo bem. Volto mais tarde.

(…)

– Voltei. Cadê você, amigão? Viu meu recado ontem?

(…)

– Você sumiu. Adorei seu artigo sobre as mariposas. Demorei um pouco para te retornar porque precisei de algumas madrugadas para entender bem as quarenta e cinco páginas técnicas. Você tem estilo. A melhor parte é a do acasalamento. Não é? Ôi? ÔÔÔi????

(…)

Ué? Não acredito que você me excluiu depois de tudo que passamos juntos.  Isso não se faz. Poxa vida, o que eu faço agora com tanta informação inútil sem você?

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45 comentários em “Evaporando na nuvem (Catarina Cunha)

  1. Renata Rothstein
    1 de setembro de 2017

    Genial, Placa-Mãe!! Excelente o seu conto/diálogo entre dois escritores/internautas que na verdade não se conhecem, e a carência e ego imenso de um deles hahahaha
    Juro que já conheci pessoas assim, morri de rir, adorei.
    Minha nota é 10, parabéns!

  2. Wender Lemes
    1 de setembro de 2017

    Olá! Primeiramente, obrigado por investir seu tempo nessa empreitada que compartilhamos. Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto.

    ****

    Aspectos técnicos: a organização preferindo os diálogos rápidos, sem se preocupar muito com a marcação, funciona como faca de dois gumes. Por um lado, isso agiliza mesmo a leitura (não temos que ler a cada final de frase “ele disse”, “fulano falou”, “ciclano perguntou” etc.); por outro lado, há momentos em que o frenesi prejudica o entendimento, causa certa confusão. Uma estratégia legal para remediar isso sem prejudicar o ritmo do conto seria manter as digitações diferentes (uma mais formal e outra menos, como fez no começo antes da repreensão do personagem mais ‘sisudo’). Não encontrei muitos detalhes de ortografia – imagino que a maior parte deles tenha sido intencional.

    Aspectos subjetivos: trazer o conto para um contexto internauta e explorar as falhas e os estereótipos desse meio foi uma maneira criativa de nos trazer o humor. Senti que os personagens foram se tornando mais parecidos um com o outro no decorrer da narrativa, até o ponto em que as situações se inverteram – uma forma gradual de fazer um assumir a perspectiva do outro.

    Compreensão geral: no final das contas, um bom trabalho, com a identidade do autor bem demarcada principalmente pela maneira perspicaz de perceber o humor na modernidade.

    Parabéns e boa sorte.

  3. Thiago de Melo
    1 de setembro de 2017

    Amigo Autor(a),

    Achei o seu texto muito inteligente. A forma como você foi levando a narrativa, apoiada apenas nos diálogos, é muito desafiadora e você conseguiu fazer o texto fluir. Contudo, achei que a falta de informação sobre quem estava falando a cada vez acabou confundindo um pouco no final. Também achei interessante a forma como os dois autores começaram a interagir e de como os anos foram passando sem nada além de um parabéns online. Infelizmente a arte imita mesmo a vida hehehehe. Um bom texto, com o inusitado levando ao riso. Não é o texto mais engraçado desse desafio, mas ficou divertido. Muito legal. Parabéns!

  4. Leo Jardim
    1 de setembro de 2017

    Evaporando na nuvem (Placa-Mãe)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): trata de mais um caso de obsessão virtual, bastante semelhante ao conto “Escrevi para Você” do desafio de duplas. A forma como foi desenvolvida, num chat, ficou interessante, mas acho que o final ficou estranho. Do nada o cara que sofria obsessão ficou obcecado. Achei brusco.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): sem erros, mas muito simples. No nível de um chat de bate papo. Não teve erros que merecessem nota ou que não parecessem propositais.

    💡 Criatividade (⭐▫▫): um tema um tanto comum. Fiquei com gostinho de mais do mesmo.

    🎯 Tema (⭐⭐): está adequado, pois ironiza as relações cotidianas.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): gostei dos personagens e me diverti ao ler o texto, mas não gostei muito do final.

    🤡 #euRi:

    ▪ curtiram e foram solidários com carinhas chorosas 🙂

    ▪ Até teste de qual bicho você seria 😃

    ⚠️ Nota 7,0

  5. Marco Aurélio Saraiva
    1 de setembro de 2017

    Cara…. um texto estranho. Difícil de ler. os personagens no início são muito bem definidos, mas no final ficam confusos, ambos escrevendo quase da mesma forma… sem identificação nas mensagens, não dá para saber direito quem é quem. No final, tive que reler boa parte do conto para entender mesmo quem falou o quê.

    A história tem pouca comédia. Dá mais raiva deste cara, que me parece um hater tresloucado, do que vontade de rir. O seu conto inteiro é, na verdade, uma crítica aos haters, o que tem o seu valor. Mas como leitura, achei muito fraco. Me parece que não houve grande preocupação em deixar a mensagem clara ao leitor. São diversas mensagens sem identificação, largadas aqui, e sem uma conclusão interessante.

    A técnica é difícil de avaliar por quê muito aqui é escrito errado de propósito. Mas no quesito fluência e clareza, ela é bem falha.

    O roteiro tem uma boa ideia e um bom desenvolvimento… mas uma conclusão frustrante. Não teve conclusão, para dizer a verdade. Achei uma ideia diferente, inovadora, usar esta troca de mensagens numa rede social para tecer, nas linhas, um conto. Mas a conclusão é quase inexistente então isso acaba puxando a trama para baixo.

    De qualquer forma, um texto corajoso.

    Abraço!

  6. Fabio Baptista
    1 de setembro de 2017

    SOBRE O SISTEMA DE COMENTÁRIO: copiei descaradamente o amigo Brian Lancaster, adicionando mais um animal ao zoológico: GIRAFA!

    *******************
    *** (G)RAÇA
    *******************

    Humor agridoce, daquele que evoca risos meio constrangidos tipo “já aconteceu isso comigo”

    – Pagou para participar da Bienal e não vendeu nada?
    – Só família e amigos.
    >>> quem nunca? 😦

    – curtiram e foram solidários com carinhas chorosas.
    >>> kkkkk

    – Até teste de qual bicho você seria
    >>> senti uma indireta para o Davenir! kkkkkkk

    – “Viveu e morreu como sinal aberto de wi-fi: evaporando na nuvem”
    >>> boa!

    *******************
    *** (I)NTERESSE
    *******************
    O diálogo rápido faz a história fluir rápido e as situações familiares (até demais) prendem bastante a atenção.

    *******************
    *** (R)OTEIRO
    *******************
    Não consegui identificar uma trama, foi mais no estilão eventos aleatórios ocorrendo (no caso, as fases do “relacionamento” dos amigos virtuais).

    *******************
    *** (A)MBIENTAÇÃO
    *******************
    Perfeita, o clima de rede social é muito bem retratado. A parte dos aniversários é particularmente emblemática.

    Os personagens também são bastante críveis, só ali no final deu uma confundida em quem era quem.

    *******************
    *** (F)ORMA
    *******************
    Os diálogos estão muito bem retratados, mesmo nos momentos em que se utiliza a linguagem abreviada da web.
    Eu não sou lá muito fã de contos assim 100% conversa, mas reconheço o mérito da boa execução.

    *******************
    *** (A)DEQUAÇÃO
    *******************
    Bem adequado.

    NOTA: 8

  7. Vitor De Lerbo
    28 de agosto de 2017

    Um bom exemplo das relações supérfluas que se constroem nas interwebs – mesmo que, vez ou outra, algumas duradouras acabem nascendo e se transformando em boas amizades.

    Vira e mexe nos deparamos com alguns stalkers nesse estilo que o texto retrata. De fato, é bem bizarro.

    O texto é engraçado e os erros de português passam, já que a linguagem é totalmente informal e retrata uma conversa de terceiros.

    Boa sorte!

  8. Juliana Calafange
    26 de agosto de 2017

    É muito difícil fazer rir. Ainda mais escrevendo. Eu mesma me considero uma ótima contadora de piadas, mas me peguei na maior saia justa ao tentar escrever um conto de comédia para este desafio. É a diferença entre a oralidade e a escrita. Além disso, o humor é uma coisa muito relativa, diferente pra cada um. O que me faz rir, pode não ter a menor graça para outra pessoa. Assim, eu procurei avaliar os contos levando em consideração, não necessariamente o que me fez rir, e sim alguns aspectos básicos do texto de comédia: o conto apresenta situações e/ou personagens engraçadas? A premissa da história é engraçada? Na linguagem e/ou no estilo predomina a comicidade? Espero não ofender ninguém com nenhum comentário, lembrando que a proposta do EC é sempre a de construir, trocar, experimentar, errar e acertar! Então, lá vai:
    Sinceramente, esse conto era para um terço do tamanho. A impressão é q vc “encheu linguiça” pra caber no limite mínimo do desafio. No começo estava engraçado, mas depois ficou extremamente cansativo, a ponto de parecer que tinha muito mais de 2 mil palavras. É uma conversa inverossímil demais, pq um dos dois lados já teria caído fora há muito tempo. Não é engraçado. Se fosse um texto menor, mais enxuto, com uma construção mais coesa dos personagens, seria um conto bom e divertido. Mas como está não achei graça não, me deu vontade de evaporar na nuvem. Boa sorte!

  9. Evandro Furtado
    26 de agosto de 2017

    Olá, caro(a) autor(a)

    Vou tentar explicar como será meu método de avaliação para esse desafio. Dos dez pontos, eu confiro 2,5 para três categorias: elementos de gênero, conteúdo e forma. No primeiro, eu considero o gênero literário adotado e como você se apropriou de elementos inerentes e alheios a ele, de forma a compor seu texto. O conteúdo se refere ao cerne do conto, o que você trabalha nele, qual é o tema trabalhado. Na forma eu avalio conceitos linguísticos e estéticos. Em cada categoria, você começa com 2 pontos e vai ganhando ou perdendo a partir da leitura. Assim, são seis pontos com os quais você começa, e, a não ser que seu texto tenha problemas que considero que possam prejudicar o resultado, vai ficar com eles até o final. É claro que, uma das categorias pode se destacar positivamente de tal forma que ela pode “roubar” pontos de outras e aumentar sua nota final. Como eu sou bonzinho, o reverso não acontece. Mas, você me pergunta: não tá faltando 2,5 pontos aí? Sim. E esses dois eu atribuo para aquele “feeling” final, a forma como eu vejo o texto ao fim da leitura. Nos comentários, eu apontarei apenas problemas e virtudes, assim, se não comentar alguma categoria, significa que ela ficou naquela média dos dois pontos, ok?

    O texto faz uso de um estilo curioso para retratar uma situação bastante comum na vida cotidiana. A forma como retrata as relações sociais nas redes sociais é feita de forma simples, mas eficiente. Além disso, traz também a figura do escritor contemporâneo, com suas ligações virtuais. Nesse caso, especificamente, trouxe dois modelos ambíguos, que interagem muito bem no contexto da história.

  10. angst447
    25 de agosto de 2017

    Olá, autor(a), tudo bem?
    Seu conto foi trabalhado com um tom familiar de humor. O pior é que existe mesmo gente assim como você tão bem retratou. A graça está na chatice que já conhecemos pelas redes sociais. O chato que é tão chato que se torna engraçado.
    Desafio cumprido.
    Pouca coisa fugiu à revisão:
    Fique a vontade > fique à vontade
    tive a intensão > tive a intenção (intensão é o cara muito intenso, tá?)
    boas intensões > boas intenções
    O ritmo da narrativa é ótimo, porque o diálogo agiliza a leitura, deixando tudo mais fácil para o leitor. Boa exploração do espaço disponível para fazer graça.
    O final ficou bom com a virada de mesa. O carente sumiu e o que parecia se sentir superior entrou no jogo maluco do outro.
    Boa sorte!

  11. Paula Giannini
    25 de agosto de 2017

    Olá, Placa-mãe,

    Tudo bem?

    Este conto me lembrou o “Enviei para você”, do Davenir Viganon.

    Gosto da premissa, do estilo e, principalmente, da forma como o conto se desenrola em uma tensão crescente, desnudando a psicopatia do assediador.

    A ameaça de suicídio, seguida do desespero do segundo personagem, é o ponto alto do texto. Nesse momento, o autor expõe a personalidade de seus protagonistas sem a menor necessidade de explicações ou adjetivações. Os personagens “são” e o leitor entende bem o que e como. Esse cara é do bem, pensamos ao ver o coitado se esforçar pra ler tudo sobre as tais mariposas, a fim de evitar a morte de alguém que nem mesmo conhece.

    A escolha pela técnica de “ausência de narrador” é perfeita e muito bem desenvolvida pelo criador do trabalho. Aqui, em um espaço único e intangível, tudo o que se passa ocorre dentro da cabeça dos dois escritores que dialogam pela rede.

    Outro ponto bom interessante é o final aberto. Ele se matou ou simplesmente deletou o outro? O que significaria, talvez, não uma espécie de morte virtual, mas uma um tipo de assassinato na internet. Ou ao menos na rede social do psicopata.

    Parabéns.

    Trabalho redondinho, do título ao desfecho.

    Beijos

    Paula Giannini

  12. Priscila Pereira
    25 de agosto de 2017

    Olá Placa mãe.
    Seu conto é interessante… bem virtual.. kkk ficou bem verdadeiro em mostrar como é esse mundo de escritores amadores que ficam implorando por leituras… achei bem original e embora não tenha achado especialmente engraçado, tem leveza e como já disse originalidade. Parabéns e boa sorte!!

  13. Amanda Gomez
    24 de agosto de 2017

    Olá, Placa mãe!

    Olha, eu havia recebido um spoiler desse conto e fui lendo desconfiada, estou surpresa por não ser o que eu imaginava. No Spoiler dizia que trava-se de um conto dramático, até mesmo trágico, eu vi de uma forma diferente.

    O final pelo menos pra mim não refere-se a um suicídio real, eu interpreto como algo bem virtual mesmo, algo que inclusive eu mesma já fiz algumas vezes…como me habituar em um espaço virtual, cansar..sofrer algumas decepções e simplesmente sumir e não voltar mais ( nada tão dramático) mas se for essa a interpretação do autor(a) eu entendi.

    Tendo essa situação resolvida, digo que achei o conto engraçado sim, tem uma linha ténue ali separando o humor do dramalhão, mas ela está bem resistente. Senti familiaridade com algumas colocações, estas sendo as partes que mais gostei no conto; como a passagem que fala sobre como o outro colega é ativo em suas redes sociais, tem tempo para tudo , menos para ler o coleguinha, dar-lhe atenção. E também o outro lado, da pessoa carente, chata, grudenta kkk, que tem um senhor ego também. Eu achei muito bacana todas essas referências, pq elas são sim, muito verdadeiras e engraçadas, é o cotidiano virtual de muita gente.

    O final, como já falei é normal diante das circunstancias, se for um suicídio real pode tirar o brilho do conto, então prefiro a minha interpretação, muito embora isso pode ser algo banal, afinal podemos morrer à qualquer momento, e esse fato não ser de conhecimento público. Enfim, internet e suas peculiaridades.

    Parabéns pelo conto, e por ter passado de fase.

  14. Rsollberg
    24 de agosto de 2017

    hahaha
    Ei placa!

    Não é fácil escrever um conto em diálogos, ainda mais virtuais, com suas peculiaridades. Contudo, aqui, o autor foi muito feliz em escolher essa estrutura, aliás, difícil seria escrevê-lo de outra maneira.

    Impossível não se identificar com a história, principalmente para nós escritores que somos ambos os personagens em alguns momentos. O texto tem um humor dramático, personagem em crise e piadas do nosso ramo que são ótimas.

    O fim semi-aberto é o ponto alto do conto, pois carrega uma carga dramática dependendo de quem lê, uma lacuna legal de se preencher, uma simples exclusão ou um risco no livro dos vivos.

    Parabéns pelo trabalho!

  15. iolandinhapinheiro
    24 de agosto de 2017

    Avaliação

    Técnica: Acho que o autor quis trazer uma situação comum entre escritores. A graça está em que um deles tem um ego gigante e nenhum bom senso. Não chega a ser muito a técnica do exagero, porque eu conheço gente exatamente assim, que só se auto elogia, e gente que não tenho nenhuma intimidade e fica me cobrando atenção. A ideia no conto foi juntar os dois tipos em uma pessoa só.

    Fluidez: Ler foi tranquilo, ainda que eu não goste de muitos diálogos, mas neste caso não havia como não ser. Tem um momento que a coisa fica alongada. Em uma situação comum, a pessoa normal já teria encerrado o papo sem fundamento do outro. Bloqueado, deixado de ser amigo. Como a conversa continua, não parece mais real, embora seja um conto ficcional (pero no mucho), fica a sensação que o conto poderia ter sido muito menor e mais ágil.

    Graça: Achei mais tenso do que engraçado.

    Boa sorte

  16. Rubem Cabral
    23 de agosto de 2017

    Olá, Placa-mãe.

    O texto é divertido e os diálogos foram bons. A revisão deixou passar “intensão” 2x, que ficou parecido com “muito intenso”, rs.

    O tema das relações virtuais, dos carentes de atenção crônicos e da solidão ficou bacana, desenhado nas entrelinhas.

    Gostaria, contudo, de ter lido mais descrições. Os diálogos entregam boa parte das personalidades, mas teria sido mais interessante saber mais dos dois, de forma a render um tanto mais de enredo.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  17. Lucas Maziero
    22 de agosto de 2017

    É um dos contos mais engraçados até agora. Dei algumas risadas, pois o absurdo dos fatos ficcionais deste conto encontram paralelo com a verdade. Eu mesmo já passei por algo assim, de uma pessoa que mal conhecia me torrar a paciência com bobagens (mas isso é uma outra história, hehehe!).

    Opinião geral: Opa, se gostei!

    Gramática: Está boa, sem erros que eu tenha notado; apenas… Mesmo se tratando de fala dos personagens, senti a necessidade de um pouco de correção.

    Narrativa: Estilo dinâmico que funciona bem em um conto curto como este.

    Criatividade: Muito boa a ideia. Encontramos mais afinidade em tudo que se baseia com a realidade, muito embora eu tenha para mim que ficção não precise se ater à verdade.

    Comédia: Uma boa sátira contemporânea, bem desenvolvida. O bitolado personagem 1, depois de todo o seu melodrama, acabou se evaporando na nuvem ou persistiu em sua toleima, agora ignorando o paciente personagem 2, e este (ô, salvem-nos de sermos corroídos pelos vícios das redes sociais), no fim, acabou contaminado. Enfim, um bom conto.

    Parabéns!

  18. Roselaine Hahn
    22 de agosto de 2017

    Oi Placa-mãe, achei mt engraçado o seu conto, mereceu estar entre os finalistas. De todos os que eu li até agora foi o que eu mais ri, e olhe que eu já li 2, kkkkk., Brincadeirinha, não se mate. É bem assim mesmo esse mundo virtual, vc. retratou muito bem, com graça, toda a “profundidade” das redes sociais. Só que por vezes me perdi em quem estava falando, voltei no texto pra desenrolar o fio da meada, o que não prejudicou a fluidez e a leveza dos diálogos. Outra coisa (apesar de eu achar que não tem peso, por se tratar de um desafio comédia, e entendo que vale tudo), pela minha percepção os dois protagonistas eram masculinos né? Só que achei os diálogos um tanto femininos, mas como disse, no frigir dos ovos, não impactará na minha boa avaliação. Sucesso aí no desafio, go ahead! abçs.

  19. Anderson Henrique
    22 de agosto de 2017

    O povo do EC tá afiado quando o tema é atualidades. Bom diálogo, crível, verossímil. Nonsense na medida também, extrapolando uma situação crível. Divertido pelo espelho do absurdo que mostra uma realidade não tão distante assim.

  20. Ana Maria Monteiro
    22 de agosto de 2017

    Olá colega de escritas. O meu comentário será breve e sucinto. Se após o término do desafio, pretender que entre em detalhes, fico à disposição. Os meus critérios, além do facto de você ter participado (que valorizo com pontuação igual para todos) basear-se-ão nos seguintes aspetos: Escrita, ortografia e revisão; Enredo e criatividade; Adequação ao tema e, por fim e porque sou humana, o quanto gostei enquanto leitora. Parabéns e boa sorte no desafio.

    Então vamos lá: Uma comédia bem atual e quase que colada em muitas histórias. E comédia é também isso mesmo: caricaturar a realidade. Notei uma ou outra falha na ortografia e revisão, mas nada de comprometedor. O enredo é bom e criativo. A piada final ainda deixa em aberto a questão sobre o que poderá ter sucedido ao “amigo” virtual: terá excluído o outro? Ou terá cumprido sua ameaça apagando-se sem nada deixar? Conto centrado numa realidade trágica, não deixa lugar a dúvida de que se trata de comédia, uma boa comédia perfeitamente adequada ao tema proposto. Gostei muito de ler.

  21. Fernando.
    21 de agosto de 2017

    Olá, Placa-Mãe, que conto interessante você me apresenta. Gostei dele, curti os diálogos a me apresentarem essa maneira maluca de dois malucos e carentes virtuais se conectarem e se desligarem. Bacana. Um conto legal, leve, bem escrito e que me envolveu. Grande abraço.

  22. Regina Ruth Rincon Caires
    20 de agosto de 2017

    Muito bom! O leitor fica conectado, plugado na tomada. Interessantíssima a descrição minuciosa e fiel de todos os passos, de todos os acontecimentos que vivemos na rede social, diariamente. Hilário é o comportamento dependente de um “adicionado”. Atualíssimo, engraçado, sagaz, é um texto delicioso! Mergulhei na narrativa, passei por uma aflição danada! Parabéns, Placa-Mãe!!!

  23. Pedro Luna
    18 de agosto de 2017

    Inveja do conto por tratar criticamente essa ferramenta dos escritores contemporâneos: a internet, e o modo como alguns a usam. Tentei fazer, mas a ideia n veio. Gostei do lado crítico, e alguns trechos foram divertidos. Porém, no todo achei um texto um pouco sem força. Creio que o início do diálogo é frio (como devia ser já que pouco se conhecem), mas logo os egos começam a se chocar e a frieza que se manteve não ficou tão crível.

    Após isso, o absurdo dos egos toma conta de vez e o conto melhora com as cobranças surreais e dramáticas.

    Bom, no geral é isso. Um conto que achei mediano, com pouca comicidade, mas que tem sim um lado crítico engraçado, que acerta em trazer mazelas do mundo dos escritores atuais, principalmente tocando nesse ponto do FAVOR e RETRIBUIÇÃO, algo que nem todos tem coragem de dizer, mas que existe sim.

  24. Bia Machado
    18 de agosto de 2017

    Desenvolvimento da narrativa – 2/3 – Gostei, um conto com diálogos apenas, foi rápido de ler e até consegui dar umas risadas aqui na parte dos testes, hahaha. E a parte da cobrança do aniversário também, cômico! XD

    Personagens – 3/3 – Gostei. Acho que eles levaram o conto mesmo, claro, é o diálogo deles. Mas uma conversa engraçada.

    Gosto – 1/1 – Gostei. Posso dizer que terminei minha tarefa com um conto que tem alguma graça. =)

    Adequação ao tema – 1/1 – Sim, adequado.

    Revisão – 0,5/1 – Aquele “intensão” foi de propósito? Foi? Oi? Oi???????

    Participação – 1/1 – Valeu pela participação.

    Aviso quanto às notas dadas aqui em cada item: até a postagem da minha
    avaliação de todos os contos os valores podem ser mudados. Ao final, comparo um conto a outro lido para ver se é preciso aumentar ou diminuir um pouco a nota, se dois contos merecem mesmo a mesma nota ou não.

    • Catarina
      3 de setembro de 2017

      Infelizmente “intensão” foi erro crasso mesmo! Minha culpa, minha máxima culpa.

  25. Alex Alexandre da Rosa
    17 de agosto de 2017

    Olá autor(a)
    Parabéns pelo texto. É dificil fazer só com diálogos e ficou bem bolado. deixou dinâmico e conseguiu criar uma situação engraçada. Lembrei-me de algumas pessoas kkkk

  26. Davenir Viganon
    17 de agosto de 2017

    Os elementos deste conto me são caros: Escritores mediocres, viciados em testes de Facebook, participam da comunidade “Escritores ajudando escritores” e imersos na vida cotidiana igualmente mediocre. Sua execução foi muito boa também, mais pela situação do que pelas frases de impacto. Também, o conto está totalmente inserido na atualidade das redes sociais. Gostaria de ver uma versão numa formatação igual ao do chat do Messenger, seria interessante. Obrigado por trazer este conto para nós.

  27. Luis Guilherme
    16 de agosto de 2017

    Boa noiteee.. Td bem por ai?

    Caralho (desculpa o palavreado, mas nao da pra me expressar diferente), vc descreveu em mil palavras a coisa mais chata da internet: gnt carente.. Hahaha

    E tenho a impressao de q, quanto mais se proliferam as redes sociais, mais as pessoas ficam solitárias e carentes.. Que porre, neh?

    Mas vamos ao conto, sem mais divagações:

    O conto tem uma boa premissa, e os dialogos sao convincentes, mas achei um pouco arrastado. Nao me prendeu tanto, acho q por gosto pessoal.

    Acho q faltou momentos de subversão ou sacadas, coisas assim.

    Apesar de nos identificarmos, gerando empatia, pois td mundo ja passou por situaçoes similares, achei q pecou um pouco no elemento comedia, e como eh o tema do desafio, perde un pouco por isso.

    Enfim, eh um conto bem estruturado e q me colocou no lugar do personagem algumas vezes, mas que careceu um pouco de humor, na minha opiniao.

    Nao te julgo por isso: meu conto mesmo nao tem mta graça hehehe.

    Boa sorte e parabens!

  28. Gustavokeno (@Gustavinyl)
    16 de agosto de 2017

    Simples, sem um grande enredo, mas com uma escrita sólida e agradável. Gostei do conto. Ele entretém. A linguagem também ajudou a criar uma aproximação com o público, pois valeu-se daquela forma abreviada e indecifrável das redes sociais. A divisão dos meses, na minha opinião, poderia ter sido melhor utilizada. No mais, é um conto bom.

  29. Wilson Barros Júnior
    15 de agosto de 2017

    O assunto é muito interessante e a história vai longe. Primeiro, acredito que o maios problema do escritor hoje, principalmente em um país subdesenvolvido, é o de qualquer atividade, ou profissão: o excesso de escritores de talento, a concorrência. O Brasil é um país pobre, apesar de existir muita gente rica. Na média somos paupérrimos. Quando vai dividir o mercado de leitores, esse já tão escasso, o que vai ocorrer? A mesma coisa que ocorre no futebol, ou em qualquer profissão, ou nas empresas: uns poucos escritores de sucesso e a maioria que vende pouco ou nada. E muitos, muitos, dependendo do governo. Esse é o retrato do país, e claro, muito diferente de um país desenvolvido, onde há muito mais oportunidades, já que a cultura é ler, estudar para melhorar de vida, as pessoas têm mais acesso aos livros, que são mais difundidos, mais baratos, existem bibliotecas.
    Quanto às conversas virtuais, foram muito interessantes. O grande lance aqui é o desinteresse de uma pessoa por outra, que paulatinamente se torna interesse. È bem real, acontece a todo momento. O ritmo da conversa foi bem desenvolvido, evoluindo sempre, o conto ficou bem estruturado. A gramática e a ortografia estão bem, fora alguns errinhos (intenções é com ç).

  30. Cilas Medi
    15 de agosto de 2017

    Olá Placa,
    O tradicional seria escrever de início que não gostei. Mas, por regra, devemos salientar alguns pontos, dar alguns conselhos, dizer que o texto está bom ou ruim, ou, simplesmente, ignorar como o outro fez, deixando “na mão” sem solução. Eu prefiro ficar assim, na última condição. Deixar “na mão” a minha opinião. Portanto, fim.

  31. Pedro Paulo
    15 de agosto de 2017

    O formato de diálogo já foi trazido, mas é o primeiro no qual vejo o recurso de uma conversa virtual e elogio dizendo que ficou bem adaptado, com a escrita organizada para fazer crer que se trata de uma conversa via inbox. O diálogo entre os personagens também é bem-sucedido em diferenciar as personalidades e motivações dos dois, de modo que o conflito que vem depois seja bem crível e engraçado. Na primeira metade, também serve à verossimilhança da adaptação as felicitações de aniversários, lembretes do tipo de relação inútil e distante que as redes sociais parecem reforçar a manutenção.

    O fato dos dois serem escritores acaba sendo importante para a dinâmica e a arrogância de um deles faz um contraste cômico com a paciência do outro, de modo que o ressentimento dramático de um, de tão descabido se torna engraçado com a reação indiferente e apaziguadora do outro. O final é mais uma reviravolta que contribui ao humor do conto, com uma inversão inesperada da situação.

  32. Antonio Stegues Batista
    14 de agosto de 2017

    O conto escrito apenas com diálogos ficou legal. Não encontrei erros gramaticais. O enredo poderia ser bom se houvesse graça nas frases. As frases de um dos personagens soou meio infantil. Achei que foi uma comédia fraca de conteúdo engraçado, mesmo porque existe só diálogo e não situações absurdas ou humorísticas, descritas, com as quais o leitor imagina a cena.

  33. Brian Oliveira Lancaster
    14 de agosto de 2017

    JACU (Jeito, Adequação, Carisma, Unidade)
    J: Um caso bem contemporâneo. Carência virtual. É um pouco difícil acompanhar quem fala o quê, mas depois eu me acostumei com as trocas de pensamentos, pois se mantiveram num padrão. Um texto só de diálogos de WhatsApp é semelhante ao de troca de e-mails, já feito por aqui, mas tem seu ar de novidade. – 8,0
    A: É divertido pelo jogo virar ao fim. Mas não senti a comédia propriamente dita. Parece mais um pedido de ajuda de alguém fraco mentalmente, e com tendências suicidas. Tem seu ar de crítica embutido também. A conexão se torna um pouquinho complicada quando não há “background”, somente falas. – 7,5
    C: O ouvinte faz o papel do leitor/quem responde. E o protagonista parece ser bem chato. Isso ficou implícito. Se tem carisma? Não. Mas a identificação ocorre mesmo assim, apesar da troca brusca de comportamento de quem responde, perto da conclusão. De cara “blasé”, passou a “911” muito rápido. Contudo, as jogadinhas de frases de efeito caíram bem. – 8,0
    U: Como os diálogos são baseados em textos atuais, não vi problemas. As abreviações são fáceis de entender, até porque estamos acostumados a elas. Senti falta mesmo de um pouco mais de descrições, além da choradeira e mimimi. – 8,5
    [8,0]

  34. Elisa Ribeiro
    13 de agosto de 2017

    Olá Autor,

    Gostei do seu personagem escritor, carente virtual, sem leitores. Foi uma leitura agradável onde o humor está presente graças a habilidade do autor na construção desse diálogo insólito por mensagens. Aliás, você foi bem espertinho em colocar um personagem semialfabetizado digital que não entende palavras abreviadas.
    A narrativa só por meio de diálogos ficou boa, o texto está bem revisado. Não é um texto para gargalhadas, mas o humor criado pelo absurdo da situação e a chatice do personagem funcionou comigo.

    Parabéns pelo trabalho!

  35. Jorge Santos
    13 de agosto de 2017

    Ora vamos lá evaporar mais um comentário. Este texto toca um tema importantíssimo. Os novos relacionamentos “vaporizados” que surgem nas redes sociais e que são normalmente artificiais. É deste artificialismo que fala este conto. A estrutura é criativa: funciona como uma relação das linhas das conversas no chat. O conto tem principio, meio e fim. A linguagem é adequada e o tema está presente de forma discreta e indirecta.

  36. Fheluany Nogueira
    10 de agosto de 2017

    Ótima sátira. A troca de mensagens na rede social, com os vícios típicos, é irônica e gera um humor bastante convincente. Uma peça literária nada mais é do que a formalização, em nível linguístico, da expressão verbal da língua sob a forma de um jogo de palavras que intenta transmitir uma referência direta da realidade objetiva em que vivemos. Nesse sentido, temos um texto atual, dinâmico e divertido. Título, pseudônimo, assunto e estilo bem amarrados.

    Parabéns pela ideia e execução. É um dos favoritos. Abraços.

  37. werneck2017
    9 de agosto de 2017

    Olá, Placa-mãe!
    O texto é bastante criativo, inovador na forma e conteúdo. O enredo sobre esses dois ‘amigos virtuais’ prende a atenção do leitor que fica curioso com a conversa pretensamente entre-amigos, pretensamente ingênua, pretensamente cordial.
    A adequação ao gênero comédia é perfeita, criando um clímax e um desfecho satisfatório.
    alguns erros de gramática foram notados como (à toa), onde faltou a crase e (fique à vontade e me exclua) pelo mesmo motivo.
    O leitor é envolvido pelo contexto, pela situação entre os dois personagens que nunca se acertam. Muito bom.
    Minha nota é 9,5.

  38. Givago Domingues Thimoti
    7 de agosto de 2017

    Adequação ao tema proposto: Média. A comédia está mais ou menos aí. A ironia está aí, mas nem toda ironia é engraçada.
    Criatividade: Alta. Um conto que insere o meio do EntreContos… Tema muito original. A utilização do título e do pseudônimo foram muito positivos. A ideia do texto é boa, entretanto, a execução deixou a desejar.
    Emoção: Infelizmente, eu não gostei muito. Por um momento, achei confuso. Quando uma história é contada única e exclusivamente por diálogos, esses devem ser muito bem trabalhados. Se isso não ocorre, o texto vai parecer muito mais um longo exemplo de como usar travessões.
    Outro problema do texto, em minha humilde opinião, foi a impossibilidade de ter uma empatia com os personagens. Eu, particularmente, não gostei deles, em especial, o escritor com poucos leitores.
    Enredo: Considerei fraco, ainda que contenha um assunto muito bom para ser explorado; amizades nas redes sociais. A história ficou muito aberta, para o meu gosto.
    Gramática: Nenhum erro notado.

    Boa sorte e continue a escrever!

    PS: Perdoe-me se a crítica for pesada demais.

  39. Ricardo Gnecco Falco
    7 de agosto de 2017

    Olá autor(a)! Tudo bem?
    Estou aqui agora, logo após ter me deleitado com a leitura de sua obra, exercendo a função não mais de leitor, mas sim de julgador de seu texto. Por isso, para ser justo com você (e com os/as demais), darei notas para todos os trabalhos com base nos MESMOS quesitos, que estão listados abaixo. Desejo-lhe boa sorte do Desafio e lhe agradeço pela oportunidade de conhecer sua criação! Um forte abraço,
    Paz e Bem! 🙂

    —–

    1) Está BEM ESCRITO? (0/3) –> 1,5

    Bem… Rolou um “intensões” ali que tá me doendo a vista até agora… Mas, beleza! Como foram casos isolados, não descontarei muito da nota, ok? … Ok? Hey, tá aí?

    2) A história é CRIATIVA? (0/3) –> 1

    Noops… O tema já está até batido, mas não deixa de transmitir certo interesse pois, hoje em dia, todos nós acabamos ‘conhecendo’ algum amigo que não conhecemos…

    3) O humor é INTELIGENTE? (0/3) –> 1,5

    Diria que… Crítico. O humor é crítico, aqui. Se o tema do Desafio fosse “Crítica Social” ou coisas do gênero, a nota teria sido um pouquinho melhor. Não achei um texto cômico, mas sim real hoje em dia. Infelizmente… 😦

    4) Eu dei RISADA? (0/1) –> 0,5

    Sorri um pouquinho…

    ——-
    4,5
    ——-
    OBS: Se as notas por mim expressas aqui somarem um valor DIFERENTE (para mais ou para menos) da que será, ao final de todas as leituras, postada no respectivo campo de avaliação geral do site (onde estarão listados todos os contos concorrentes deste grupo e suas respectivas notas finais, e que terão valor oficial), o fato se deverá, provavelmente, por eu ter mexido na nota previamente colocada aqui na avaliação inicial, com base na amplitude de conhecimento obtida após término de todas as leituras, podendo portanto ocorrer uma mudança de paradigma em meu padrão avaliativo inicial.

  40. Eduardo Selga
    6 de agosto de 2017

    A paranoia é um comportamento em que frequentemente o sujeito se julga muito acima do que de fato é, tem mania de perseguição e grande dificuldade de interpretar claramente a realidade em seu entorno. Toda sociedade tem uma pequena parcela e seus indivíduos afetado por ela, mas atualmente vivemos um momento trágico: disfarçada com as mais diversas máscaras, a paranoia assume protagonismo cada vez maior.

    Um dos palcos para o exercício dessa maluquice é a rede social, e como o comportamento paranoico, não obstante sua carga dramática e até trágica, possui um viés cômico quando olhado de fora, por um terceiro, o presente conto trabalha com um prato cheio. E não desperdiçou os ingredientes. Temos, além da grafia característica, o comportamento carente do sujeito que precisa da aprovação de um outro invisível para se sentir satisfeito na vida. No desfecho, a dúvida: o personagem suicidou-se ou apenas deletou o outro de sua rede?

    O cômico desse conto, portanto, está na realidade.

  41. Olisomar Pires
    6 de agosto de 2017

    O texto é sobre assédio virtual.

    O autor se utilizou da dialogação, o que é sempre complicado. As primeiras falas confundiram um pouco.

    Não notei erros de escrita, até porque tudo pode ser debitado à conta do “coloquial”, visto se tratar de uma conversa.

    É divertido dentro do que almeja.

  42. Bruna Francielle
    6 de agosto de 2017

    tema: pode ser que tenha sido adequado, apesar de eu não ver muita comédia no conto

    Pontos fortes:De ponto forte, destaco que gostei relativamente da história dos personagens, ambos escritores amadores. Também não vi nenhum erro de escrita crasso. A parte mais engraçada do conto foi essa expressão, que também é o título : “evaporando na nuvem”.

    Pontos fracos: confesso que achei o conto mais deprimente do que cômico. Já estava me sentindo mal pelo personagem carente de atenção, rsrs. No fim ele sumiu e ficou o outro falando sozinho, o que tornou o final também deprimente, assim como foi a maior parte do conto com um dos personagens ameaçando se matar por uma curtida. É o tipo de coisa que realmente não tem graça. Diria que foi uma “quase- comédia”.Só que não chegou lá.
    Me incomodou a ausência de indicações de quem estava falando. Chegou uma hora que eu até me perdi nos diálogos, não sabia mais quem era quem. Tive que voltar só pra tentar manter um controle de quem estava falando, isso dificultou a leitura.

  43. Gustavo Araujo
    5 de agosto de 2017

    Escrever em diálogos sempre representa um risco. Na medida em que torna a narrativa ágil e atraente, pode levar a certa confusão, sobre quem está falando o quê, quem está argumentando o quê. Isto acaba ocorrendo aqui. Tive que copiar o texto e colar no word, separando as falas entre 1 e 2. Talvez seja tacanhice minha – e provavelmente é mesmo – mas só assim consegui entender direitinho o que se passava. O que vi foi uma conversa sobre carência e aceitação típicas de nossa realidade virtual, de nossas redes sociais em que sempre estamos em busca de aprovação, muito mais preocupados em fazer frente ao que os outros são (ou têm) do que em procurar aquilo que realmente nos faz felizes. De fato, a aparente simplicidade do conto esconde uma questão filosófica e psicológica que dá bastante margem para conversa e terapia. Todavia, apesar disso, ou melhor, por causa disso, talvez funcionasse melhor se não estivéssemos tratando de um desafio sobre comédia. A conversa entre os dois personagens é instigante – ainda que confusa – mas não leva exatamente ao riso. Há passagens divertidas, é verdade, quando se denota o deboche e a crítica inteligente ao que vemos hoje, mas não me parece o bastante para provocar aquele riso fácil, escrachado, que procuro. Enfim, é um bom texto, mas não me cativou.

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Informação

Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 1, Comédia Finalistas e marcado .