EntreContos

Detox Literário.

Marcela (Felipe Teodoro)

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— Qual teu preço? — Ele pergunta depois de encostar o carro.

Ela encara o homem. Acha que conhece o tipo. Tem grana, um casamento fodido e só quer um pouco de diversão.

— Duzentos reais.

— E eu posso fazer o que quiser?

— Quem sabe até mais.

— Entra aqui. — Ele diz sorrindo.

Dez minutos mais tarde, em uma rua deserta, ele atira ela no chão e inicia uma sequência de golpes. Chuta o estômago, a cabeça. Bate até ela perder a consciência. E pouco antes de retornar para a Hilux, cospe na cara deformada de Marcela e resmunga:

— Gostou? Viadinho de merda!

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92 comentários em “Marcela (Felipe Teodoro)

  1. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Realidade nua e crua, bem descrita, com surpresa no fim. Muito bom!

  2. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Isso foi uma critica não? Quando comecei a ler pensei em mais um conto padrão e então o final surpresa mudou tudo, ficou bom, não é bem o meu gosto mas parabéns pelo conto. Boa sorte no desafio!

  3. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    Sem por um lado a desconstrução no final do conto soa um pouco forçada, para chocar, por outro é para chocar mesmo. Conto real e que bebe de inúmeros casos vistos por aí de violência contra travestis. É bem escrito também. Bom conto.

  4. Sra Datti
    27 de janeiro de 2017

    Não faz meu tipo de texto: desperta-me os piores sentimentos e sensações. Eis o mérito da narrativa. Facilmente se entranha, revolve, nos rouba a paz e devolve a raiva, o ódio. Se teve alguma faísca de crítica social, ele a embrulha novamente em pacote de impunidade. O bonzão se dá bem, Marcela exibe novas cicatrizes e a vida continua sem uma luz ao final. Quisera que esse vândalo da elite entrasse em nova vida numa situação parelha a da pobre “Marcela”. Maldito! Infelizmente, é o retrato de uma realidade não muito distante: está à porta todos os dias.
    Texto excelente, bem escrito, de tema horroroso.
    Des(gostado). Que paradoxo!

  5. Simoni Dário
    27 de janeiro de 2017

    Desculpa mas não gostei de ler o seu conto, pesado e triste. Não me agradou.

    Bom desafio.

  6. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    Bom porque conseguiu me enganar até o finalzinho: pensei tratar-se de uma mulher. EScrito com desenvoltura, apesar de focalizar um tema usadíssimo. Mas a maioria do que se escreve hoje parte de temas banais mesmo e o que diferencia médios, bons e ótmos é a sutileza com que os autores abordam os assuntos. E neste há sutileza e bom gosto.

  7. Leandro B.
    27 de janeiro de 2017

    Oi, Misto.

    Bem, a realidade é uma foda. Mas verdade seja dita, existe uma penca de realidade. Antes de mais nada, uma coisa tem que ficar clara: não censuro sua escolha ao representar esta realidade (homem rico, faz o que quer, espanca uma minoria, injustificável, a minoria fodida, o homem poderoso). Sabemos que coisas assim acontecem. E, ora, tudo bem falar sobre isso.

    Entendo seu texto como um “texto-denúncia” dentro da questão do preconceito sexual. Funciona, na medida em que busca estabelecer empatia com Marcela, e mostrar que o cara é um cuzão. Ao mesmo tempo, da margem a interpretação de que Marcela é culpada pelo destino ao permitir que ele fizesse o que quisesse e talvez mais. E isso é uma merda.

    Mas existem outras abordagens sobre esse universo que eu gostaria que fossem mais exploradas por aí.

    Veja, o texto serve como denúncia, mas reforça essa realidade. Ela disse que ele poderia fazer o que quiser. Ele bateu, ela apanhou. Ele se deu bem, ela se deu mal. Sinto falta de textos com inversões, onde os oprimidos superam os opressores. Enfim, uma pena que Marcela não carregasse um canivete.

    Sobre a estética, achei bastante crua. Acho que caberia no desafio x-punk que tivemos um tempo atrás.

  8. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Poxa, é um conto bem pesado retratando uma cena bastante realista. Infelizmente, apesar de eu achar que o tema precisa ser mais debatido, achei que o conto retratou apenas “violência gratuita”. Isso, no entanto, é uma opinião pessoal: No mais, só posso admitir que foi bem escrito e parabenizar o autor pela crítica social.

  9. Fil Felix
    26 de janeiro de 2017

    Primeiro, adorei o título e pseudônimo. Fantásticos. Escrita muito boa, consegue condensar um monte de sensação. A história é uma porrada. Lida com temas atuais e importantes de se colocar sob o sol como a transfobia e homofobia. Ganha pontos por isso. Porém, foi uma porrada que doeu. A realidade é dura e bem isso mesmo. Mas ao contrário do conto do 1 real, que acabamos por acreditar nas pessoas, nesse aqui não há esperança alguma.

  10. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Oi, Misto Quente,

    Tudo bem?

    Sem dúvida o final me surpreendeu.

    O tema é duro. O conto igualmente. Um triste retrato daquilo de que o preconceito e a intolerância são capazes.

    O texto é bem conduzido, construído com a segurança de quem sabe o que está fazendo.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  11. Lídia
    25 de janeiro de 2017

    MEU DEUS, ME SEGURA SE NÃO FAÇO TEXTÃO!
    Seu micro me tirou o fôlego, parabéns.
    Os diálogos casaram direitinho com o texto, por mais que eu não goste muito de diálogos nesse gênero.
    Lembrou-me muito alguns contos do Rubem Fonseca, principalmente de Feliz Ano Novo.
    Teve duas quebras de expectativas, a primeira no início da agressão, a segunda, no momento da revelação do gênero da vítima.
    A transfobia é um tema que precisa entrar mais em pautas de discussões. Gostei muito da sua coragem de abordar esse assunto ❤
    Adorei o seu texto.
    Boa sorte!

  12. Andreza Araujo
    25 de janeiro de 2017

    O conto é bem real, infelizmente. Além da crítica ao preconceito, a narração está bem estruturada e leva o leitor a pensar que já entendeu a história, que a gente já sabe tudo o que pode acontecer, e quando percebemos não é nada daquilo. Excelente!

  13. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    duro e violento, é um pouco o retrato de muitas das nossas cidades. Podias ter levado o retrato desta violência a um extremo ainda maior, mesmo no uso da linguagem, ser ainda mais rude. Parabéns e só lamento estar limitado à escolha de vinte textos

  14. Gustavo Aquino Dos Reis
    25 de janeiro de 2017

    Só tenho aplausos.

    A literatura é isso! Ela veio para chocar, incomodar. Homofobia e transfobia são temas que precisam aparecer mais na literatura. Obrigado por ter feito isso.

    Parabéns, de verdade.

  15. Srgio Ferrari
    25 de janeiro de 2017

    FODA, FODA. Parabéns. Lacrou 😉 Conduziu à perfeição

  16. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Hiperviolência. A realidade às vezes transborda para a ficção e deixa a gente fica pensando qual a motivação do agressor, o que ele quer provar com isso. Acho que o autor soube conduzir isso com muita técnica – lembrou o Rubem Fonseca. Um bom conto, parabéns.

  17. Tom Lima
    24 de janeiro de 2017

    Tem muita força. A revelação de ser uma mulher trans só vem no final, com o assassino chamando ela de “viadinho”. Infelizmente, é um conto muito realista, é uma cena que já aconteceu dezenas de vezes só esse ano…

    É um tema que me toca muito, então as emoções foram fortes durante a leitura. O conto já teria força se tratasse de uma mulher cis, ficou mais intenso por se tratar de uma trans.

    Sinto falta de histórias com pessoas trans e finais felizes, onde o fato de serem trans não fosse o centro da história… enfim.

    Gostei do conto, do tema, da forma…

    Parabéns.

    Abraços.

  18. Renato Silva
    24 de janeiro de 2017

    Será que ele ficou bravo por ter descoberto que marcela era um travesti? Hum, acho que não. Penso que foi mais um daqueles casos de violência contra prostitutas ou homossexuais que viram manchetes de vez em quando. Situação triste. Externalizar seu ódio de maneira tão covarde e violenta, isso é típico de pessoas com sérios problemas de auto estima.

    Gostei da narrativa. Deixou o elemento surpresa para o final e me surpreendeu. Eu achava mesmo que Marcela fosse uma mulher. Parabéns pelo conto e boa sorte.

  19. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    O conto enveredou por um caminho que eu não esperava, o que certamente contou pontos comigo (embora seja um conto bem pesado).

    Quanto à escrita, o que me incomodou foi que o primeiro parágrafo não é tão impactante. Especialmente esse trecho: “Ele pergunta depois de encostar o carro”. Talvez você não tenha feito isso pois não era exatamente o foco, mas seria interessante conseguir visualizar o homem encostando o carro, já causando certa tensão, para depois dar início ao diálogo.

    O “Acha que conhece o tipo” foi outra coisa que me incomodou um pouquinho: esse “acha” já entrega que alguma coisa não vai sair de acordo com os planos. É só um detalhe, e o conto surpreende mesmo assim, mas talvez tirar esse “acha” deixe ainda mais impactante.

  20. Miquéias Dell'Orti
    23 de janeiro de 2017

    Ô loko, que pesado!

    Importante frisar que esse tipo de situação (infelizmente) é super comum. É foda, né. Não consigo deixar de fazer um paralelo disso com qualquer tipo de violência. Como uma situação de agressão tão ridiculamente sem sentido e que nos deixa tão incomodados, tão perplexos, pode ser tão comum?

    O conto tem um tema impactante. É forte e cria uma expectativa inversa à tensão e incômodo final, o que o torna muito bom.

    Parabéns.

  21. Vitor De Lerbo
    23 de janeiro de 2017

    Pesado e realista. Parece até a simulação de um entre tantos fatos que vemos nos noticiários.
    Boa sorte!

  22. catarinacunha2015
    23 de janeiro de 2017

    Gostei do MERGULHO no submundo. Tem cheiro de veia pulsando e revolta. Estou enjoada de ler história de princesas delicadas salvas por cavalheiros destemidos. Aqui os papéis se dissolvem em vergonha nos IMPACTANTO de forma inesperada.

  23. Wender Lemes
    23 de janeiro de 2017

    Olá! Um conto impactante, sem dúvida. As imagens são bem descritas e vão ganhando peso conforme a trama avança, conseguiu sintetizar muita força narrativa nesse curto espaço. Vemos a antecipação em julgamento por todas as partes (de Marcela, que pensa conhecer o tipo a quem se vende; do homem que a julga; de nós mesmos, que somos surpreendidos pelo final).
    Parabéns e boa sorte.

  24. Jowilton Amaral da Costa
    23 de janeiro de 2017

    Um bom conto. Forte e realista, que denuncia a homofobia. A condução sendo sempre no feminino, quando se referindo a Marcela, faz com que a o desfecho tenha um bom impacto. Boa sorte no desafio.

  25. Cilas Medi
    23 de janeiro de 2017

    Um violento retrato da realidade, feito com competência. Assim é a vida e a homofobia, dos que adoram participar e depois gritar que não são o que chutam para longe de si, da incapacidade de viver entre diferentes. O ódio estampado, bem escrito e estruturado. Parabéns!

  26. Thayná Afonso
    23 de janeiro de 2017

    Ai! Conto pesado, heim? Uma realidade bastante triste. Lembrei do livro “O lugar sem limites”, do José Donoso, onde conhecemos a travesti Manuela. Há ainda outra citação que combina muito com o seu conto: “o inferno não tem limites, não se localiza em um só lugar, porque o inferno é onde estamos, e onde for o inferno, lá estaremos para sempre.”. Esse momento narrado no conto com certeza é um dos infernos de Marcela. Enfim, gostei bastante do conto. Parabéns pelo trabalho!

  27. Lee Rodrigues
    23 de janeiro de 2017

    Hi, Misto-Quente!

    Bom, dona moça, você nos trouxe uma temática inflamada, e isso gera opiniões diversas, naturalmente. Sem entrar no cerne da questão, indo ao enredo, seu conto nos traz uma trama simples, mas você soube construir em nossa mente (ao menos na minha) uma personagem para depois desconstruir o que havíamos moldado junto com a aparência. E foi essa quebra de expectativa que deu movimento ao texto.

    E eu achei massa o pseudo!

  28. Tiago Menezes
    22 de janeiro de 2017

    Nossa, o conto foi bem pesado, mas eu gostei bastante. Um começo onde não sabemos o que vai acontecer. Achei que talvez ela fosse fazer alguma coisa, mas parece que o cara descobriu que ela era um travesti e decidiu meter a porrada nele, ou já sabia antes e pagou os R$ 200 só pra fazer isso mesmo. Curti. Parabéns!

  29. Rsollberg
    22 de janeiro de 2017

    Conto porrada. Real, pesado e abrupto.
    Texto bastante visual, mas com bastante espaço para refletir e que provoca o leitor.

    A linguagem tem algo dos poetas sujos, creio que Misto-quente tenha sido uma referencia ao fodástico Henry Chinaski!!!!

    No meu entendimento, a repetição do “ela” é absolutamente proposital e, até mesmo, necessária para reforçar a ideia do texto. Sem contar que aparentemente brinca com o próprio nome do conto “Marcela”.

    Um bom candidato nesse certame.
    Parabéns e boa sorte!

  30. Estela Menezes
    22 de janeiro de 2017

    Apesar dos muitos pronomes ou adendos desnecessários (ele, ela, eu, ele diz) e também das “frases feitas” um tanto duras (“inicia uma sequência de golpes”), o conto vai fluindo, a cena inicial está bem construída, o diálogo da abertura é bastante natural, com poucas palavras o autor torna vivos os personagens. No entanto, fiquei imaginando que algum recurso, talvez até visual, poderia ajudar a dar uma ideia mais clara de tempo transcorrido ou de mudança de cena, o que tornaria menos brusca a transição para o último parágrafo, que acabou ficando meio forçado, por conta da tentativa de partir tão rapidamente para um fechamento surpreendente.

  31. Matheus Pacheco
    22 de janeiro de 2017

    Olha, eu não irei divagar sobre o conto, porque pelos comentários mais antigos já fizeram isso, mas essa foi uma abordagem totalmente diferente das que eu já sobre o assunto, que é algo sério mas foi banalizado por nossa mídia.
    Ótimo conto e um abraço.

  32. Eduardo Selga
    21 de janeiro de 2017

    Ao se utilizar uma narrativa que expressa uma parte do universo das travestis que se prostituem, e ao fazê-lo de modo realístico, o autor se opõe a isso ou reforça os preconceitos que envolvem a percepção externa quanto a esse universo?

    Não, eu não encampo a ideia de que uma estória é apenas uma estória. O autor não está dentro de uma redoma de cristal e sua mundividência é fundamental na construção de personagens. Além disso, existem o que se chama de “discurso autorizado”, ou seja, aquele que, por seu emissor ocupar lugar de destaque na realidade ou no imaginário social, é um discurso respeitado e largamente aceito como verdade. O discurso jornalístico, o religioso, o professoral e o literário são exemplos disso.

    Os quatro exemplos que citei, observe-se, estão umbilicalmente ligados ao texto escrito.

    Assim, um escritor eficiente, ainda que iniciante, afeta de alguma maneira, com seu discurso, o leitor. O leitor quando mergulha nas águas de uma narrativa não sai dela do mesmo jeito que entrou. Então uma estória não é inocente, por mais que pareça; um autor não é neutro, ainda que pretenda honesta e fervorosamente sê-lo.

    “Marcela” é uma narrativa bem escrita, do ponto de vista formal? Sem dúvida, a aspereza pretendida lá está. Logo, é uma narrativa competente.

    Competente em quê? Em reforçar no imaginário a violência homofóbica ou em demonstrar a crueza do universo tratado, como se essa crueza fosse “por si só”?

    Sim, o leitor é importante nesse processo, ele decidirá se o texto está indo para um lado ou para o outro. Mas não se pode esquecer que esse leitor tem uma “fauna interna”, construída por vários fatores, um deles a sociedade preconceituosa como a nossa. Ele não consegue escapar completamente a esse determinismo, embora outras forças ajam como atenuantes e até consigam combater o curralzinho para onde a sociedade empurra nossos pensamento e sentimentos. Falo, por exemplo, de certas religiões e de uma convivência familiar pautada na tolerância.

    Assim, ele vai ler o conto não a “partir do próprio texto” (texto é pretexto) e sim de sua formação. Quem for intolerante vai adorar “Marcela”; do contrário, haverá repulsa ao texto.

    Em minha opinião o escritor tem em mãos uma matéria-prima muito importante, uma responsabilidade muito grande com a sociedade (não o leitor-consumidor e sim o leitor-cidadão) para abster-se de, em narrativas como essa, sugerir um caminho interpretativo oposto à barbárie.

    Não estou falando de panfleto, e sim de literatura que não é “arte pela arte” (em larga medida uma falácia).

  33. Thiago de Melo
    21 de janeiro de 2017

    Que texto excelente!
    Vc pega o leitor pela mão, finge que está levando ele para um lado e, de repente, PAHHHH!! Dá um tapa na cara do leitor. De certa forma, vc faz com o leitor o mesmo que o seu personagem na Hilux. E nós nem temos como nos defender. Meus parabéns! Gostei!

  34. Juliano Gadêlha
    21 de janeiro de 2017

    Um bom conto. Forte e destemido. Um tema importante e que merece estar em pauta. Basta ver que aqui mesmo, num espaço onde leitores/escritores se encontram, nos deparamos com o termo “traveco”.
    Achei bem escrito e bem estruturado, além de pertinente. Parabéns!

  35. Anderson Henrique
    20 de janeiro de 2017

    Bem escrito. Forte e pesado. Bons diálogos. Não me soou panfletário. Um recorde de uma realidade triste. Bom conto.

  36. Douglas Moreira Costa
    20 de janeiro de 2017

    Um texto forte que toca em um assunto delicado (delicado pois algumas pessoas são frágeis demais para encarar o mundo em que vivem), trata de uma realidade muito duro e de uma minoria muito marginalizada da sociedade. Li um comentário acima em que nomeiam Marcela como “traveco”, isso mostra como o assunto aqui tratado deve ser mais e mais discutido. A visibilidade é importante, e você teve os tais culhões para isso.
    Quanto ao texto, me agradou muito, apesar de eu achar que poderia te sido escrito de forma a dar menos dicas do que se passava na rua, e a última frase revelasse que a conversa se tratasse da relação cliente e prestador de serviço. Mas eu gostei do que vi, parabéns e obrigado por nos lembrar de algo tão importante.

  37. Luiz Eduardo
    20 de janeiro de 2017

    Me lembrou o conto “PASSEIO NOTURNO” do Rubem Fonseca, ou qualquer outro conto do autor, só que com um enolvimeno (ou engajamento) maior do/a autor/a. Gosto desse tipo de conto realista, que tenta expor a verdade nua e crua. ACho que com um pequeno trato em alguns detalhes se sairia ainda melhor. De resto, parabéns e boa sorte!

  38. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    20 de janeiro de 2017

    Violência. Covardia. Bom diálogo.

  39. waldo gomes
    19 de janeiro de 2017

    Conto “rico não presta” sobre um sujeito que agride um traveco.

    Notei duas construções doídas: “ele atira ela” e ” bate até ela”, que tiram o brilho da narrativa.

    Com um trato legal, o conto poderia melhorar muito.

    • Misto-Quente
      19 de janeiro de 2017

      Oi, quer ver uma construção ainda mais doida: Conto “rico não presta”.

      Poxa, reduzir o texto assim é pegar pesado! Uma pena essa sua visão tão fechada. Torço pra que um dia sua interpretação melhore. sz

      Generalizar é besteira, a história é a representação de uma realidade muito recorrente, não a única, mas uma muito recorrente.

      Um beijo no coração.

      #ricotbmpresta

    • mariasantino1
      19 de janeiro de 2017

      Rich está entre nós :/

  40. Gustavo Castro Araujo
    19 de janeiro de 2017

    Gostei do conto, ainda que não tenha curtido alguns estereótipos. Achei bem montado o diálogo do início, que retratou a abordagem de modo natural e não teatral, como se vê de vez em quando. No arremate, quando o “cliente” expulsa a garota do carro a pontapés, tive a impressão de que o conto resvalaria para o clichê, mas o fato de se revelar que a garota na verdade era um travesti, acabou me surpreendendo. Trata-se, então, de uma ode contra a homofobia, merecendo aplausos pela maneira como foi apresentada. Aliás, diga-se de passagem que mesmo que se tratasse de uma mulher a violência seria admitida. O que me fez torcer o nariz um tanto foi o uso do estereótipo “garotão-na-hilux”, embutindo a ideia de que bater em travestis é passatempo de garotos ricos quando isso não é exclusividade deles – veja-se, por exemplo os crimes nesse sentido cometidos pelos carecas da periferia paulista. Nesse ponto fiquei com a sensação de que o autor pretendeu usar um subterfúgio fácil, maniqueísta (rico filho-da-puta X pobre-que-quer-ganhar a vida), de fácil aceitação. De todo modo, é um conto provocativo e, por isso, acima da média. Parabéns!

    • Misto-Quente
      19 de janeiro de 2017

      Opa!

      Entendo seu ponto de vista, mas veja, eu e você sabemos que essa é uma das possíveis representações da realidade. O cliente, não é uma imagem criada só pra generalizar que todo rico é pau no C*, até pq achar que um sujeito pode representar toda uma classe, é bobagem demais, né?

      Obrigado pelo comentário sincero, fico muito feliz com suas impressões.

      • Gustavo Castro Araujo
        19 de janeiro de 2017

        Exato. Concordo plenamente. Existem babacas em todas as classes sociais. Hoje estamos mais propensos a generalizar opiniões sem perceber, tanto quem escreve, como quem lê. De todo modo, fico contente por falarmos disso abertamente e por ver que no fim nossas opiniões convergem. Mais uma vez parabéns pelo texto e boa sorte no desafio 🙂

  41. Mariana
    19 de janeiro de 2017

    Esperava um pastiche de Bukowski e fui surpreendida com uma história dramática. Faz refletir sobre um tema necessário e sem parecer algo panfletário. Parabéns

  42. Luis Guilherme
    19 de janeiro de 2017

    Ai, esse fim foi doloroso!

    Não esperava, me surpreendeu, parabéns por isso.

    Triste realidade, bem contemporâneo.

    Um triste retrato, contando com o dedo na ferida, sem dó.

    Parabéns e boa sorte!

  43. Claudia Roberta Angst
    19 de janeiro de 2017

    Não chega bem a ser uma surpresa descobrir que Marcela era, na verdade, um homem travestido. A violência foi premeditada? O homem já conhecia Marcela e não suportou a atração que sentia?
    Doeu um pouquinho ler “ele atira ela no chão”. O correto seria algo como “ele a atira ao chão…”/ ele atira Marcela ao chão.
    O tema é bem verossímil, sem dúvida. Ritmo sem problemas.
    Boa sorte!

  44. Marco Aurélio Saraiva
    19 de janeiro de 2017

    Gostei e não gostei. Um conto com tom panfletário forte, mas que surpreende por fazer o leitor achar, desde o início, que se tratava de uma mulher.

    A escrita é muito boa, sem erros e muito bem estruturada. Mas não vi grande novidade aqui.Uma cena forte, mas um tanto clichê.

  45. Amanda Gomez
    18 de janeiro de 2017

    Olá, Misto Quente.

    Quando eu achei que o conto passaria batido eis que o final surpreende, aí a gente volta, ler de novo e ver todos os detalhes que deixou passar…Ou melhor vê com outros olhos.

    Eu gostei de como foi retratado aqui, como o autor foi jogando as coisas para fazer parte de algo bem maior. Ficou bom. Surpreendeu e serve para reflexão também.

    Tem alguns probleminhas, mas isso não se destaca aqui. O retrato do submundo e das coisas que acontece nele. As escolhas levam a consequências… E complexo classificar os dois personagens. É estranho pensar em como a violência e banalizada.

    Achei que o autor está bem presente aqui. Suas opiniões e reflexões. Não achei isso ruim.

    Parabéns, boa sorte no desafio.

  46. Givago Domingues Thimoti
    18 de janeiro de 2017

    Foi forte, foi impactante e, retratou um tema, infelizmente, muito recorrente no mundo. Gostei muito desse microconto!
    Parabens e boa sorte!

  47. Fheluany Nogueira
    18 de janeiro de 2017

    Texto bem construído, diálogos naturais, língua bem trabalhada, exceto por usar o pronome reto como objeto (“ele atira ela”) na narração. Uma história violenta sobre homofobia. Bom trabalho. Abraços.

  48. Davenir Viganon
    18 de janeiro de 2017

    Marcela, se entendi bem, é transexual ou travesti, mas o autor narrou-a da mesma forma que se costuma narrar uma mulher (biologicamente falando). Isso não é um defeito do texto, muito pelo contrário, é um teste a empatia do leitor porque violência é reprovável, a priori, mas o leitor teria a mesma empatia com um travesti? Todos podem responder vir aqui e dizer que “sim, é óbvio que pe reprovável”, mas na prática sabemos como essas pessoas são tratadas pela sociedade. Esse ódio todo não nasce em árvores…
    Os diálogos são outro aspecto bem feito do conto. Quando o homem diz “E eu posso fazer o que quiser?” não apenas ratifica o aspecto de mercadoria da Marcela como indica que qualquer coisa pode acontecer na estória. Sinceramente, eu achei que seria algo engraçado e quando vi que a porra era séria… bem acabou me chocando bastante. O efeito foi muito bom! Gostei bastante do teu conto.

  49. Iolandinha Pinheiro
    18 de janeiro de 2017

    Um cara pega uma transexual no ponto de prostituição com o intuito de espancá-la, leva para um lugar deserto e faz. O leitor acha que Marcela é uma mulher, o autor trata Marcela como mulher durante todo o texto, usando adjetivos, e pronomes femininos ao se referir a ela. Marcela se sente mulher. A identidade sexual vai muito além do fenótipo corporal, e muito além da orientação sexual. Mas o homem estava ali para bater. Ele não sabe a diferença, ele não se importaria mesmo que soubesse, ele estava ali para bater. Gostei. Mas não ao ponto de ganhar uma estrelinha. Sorte.

    • Iolandinha Pinheiro
      18 de janeiro de 2017

      Confesso que evitei o seu texto. Não é uma coisa fácil de ler para pessoas mais sensíveis. Isso mexe muito comigo. Violência, covardia, tortura. Difícil de ler.

      • Misto-Quente
        18 de janeiro de 2017

        Será que a sua interpretação tá certa, mocinha?

        Fiquei triste de não ganhar uma estrelinha, mas faz parte, né?

        E viu, tentei ser sutil aqui, não queria que a violência fosse o fator chave do conto. E vamos ser sinceros, vc tem contos bem mais pesados, não?

        Beijos!

  50. Glória W. de Oliveira Souza
    18 de janeiro de 2017

    Narrativa típica de de reportagem policialesca de caráter sensacionalista. Lembra o extinto jornal Notícias Populares, que muitos diziam que se espremesse saia sangue. Jornalismo marrom. Linguagem e relato de universo machista, preconceituoso, previsível. As cenas pululam nas grandes cidades. Diárias. Apesar da violência, o texto não proporciona impacto e nem é dramático enquanto história. Descobre-se o final já na primeira frase.

    • Misto-Quente
      18 de janeiro de 2017

      Ora ora temos um xeroque rolmes aqui

  51. Sabrina Dalbelo
    18 de janeiro de 2017

    Cara, eu não estava me interessando, porque achei que seria uma história sobre a vida triste e desenganada de uma prostituta, algo manjado, e no fim eu amei!
    Sério, adoro narrativa de coisas tristes e sórdidas, bem construídas.
    É um relato de hipocrisia muito bem feito.
    É simples sim, a história é simples, mas tu a desenvolveu com maestria.
    Boa narrativa, porque eu consegui ver as expressões faciais dos personagens!
    Tá na minha lista!

  52. mariasantino1
    18 de janeiro de 2017

    Oi, autor (a)!

    Durante a leitura algumas frases me fizeram refletir >>> — Qual teu preço? …— E eu posso fazer o que quiser?
    Ao ler isso aí eu já fiquei tensa e imaginei a merda que deve ser viver assim, sem transparecer ou mesno se importar com perguntas acerca do valor que o próprio corpo possui, de ser tratada como mercadoria 😦 Ainda tem o lance de se fazer o que quiser, o que o cliente desejar. Não! Simplesmente não dá pra ler, imaginar e ficar na mesma.

    Mas nem tudo são flores, autor (a). Fiquei muito confusa com este final, porque pela narrativa acabei acreditando que a mulher é, de fato, mulher (biologicamente). No entanto a inserção do “viadinho” bota tudo a perder (perder = as concepções criadas na minha cabeça). Sendo assim, acho que alguma sinalização para androgenia (no caso de ela ser mulher e não um transexual — travesti, como se falava há algum tempo) , retirariam um pouco da confusão final. Mas eu gostei muito das sensações que o texto despertou mesmo sendo curto (como o padrão estipulado pelo presente certame)

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Misto-Quente
      18 de janeiro de 2017

      Oi, Santino. Tudo bem com a senhorita?

      Que bom você ficou pensativa. Gosto quando o texto faz isso!

      Sobre o fim, a ideia era justamente não deixar nenhuma pista e assim, quando surge o termo “viadinho”, o leitor precisa refletir um pouco sobre as possibilidades em relação Marcela e perceber de forma breve como uma construção de identidade é complexa. Mas veja que o narrador, eu mesmo, sei que Marcela é mulher, reforço até isso no título e no uso do ELA, em todos os momentos que faço referência.

      Então acontece uma generalização das identidades sexuais aqui, no caso o “cliente”, reduz Marcela ao termo de “Viado”. Sem entender realmente o que ela é. Identidade de gênero e orientação sexual são coisas complexas, minha amiga, Maria.

      Minha personagem é mulher, luta para ser mulher! Mas ainda assim, para uma grande parcela da sociedade, devido a ideia de que é o fator biológico que comanda, ela acaba recebendo outros termos para defini-la. Respondi você, porque gosto muito dos seus textos e acho que seria interessante você ouvir minha resposta após seu pertinente comentário.

      Beijos!

  53. Thata Pereira
    18 de janeiro de 2017

    Apesar de triste, uma coisa a parte me chamou a atenção do texto e me fez gostar muito: a todo momento, até o fim, pensei se tratar de uma mulher (no sentido de quem nasceu mulher) e só na última frase descobrimos que Marcela “nasceu homem”. A tratamos como uma mulher, de maneira natural, como acho que deveriam ser tratadas todas as travestis. Isso me encantou muito em seu texto.

    História triste e real, apesar disso. Queria que não fosse tão real assim.

    Boa sorte!!

  54. Tatiane Mara
    17 de janeiro de 2017

    Olá…

    Conto sobre agressão gratuita a um profissional da noite.

    Tema não é novo e, portanto, dificil de surpreender. Foi o caso, a gente quase espera isso: travesti, agressão, assassinato ou, por outro lado, confissões, paixão, doçura.

    A parte “ele atira ela ” ficou muito esquisita.

    Boa sorte.

  55. Rubem Cabral
    17 de janeiro de 2017

    Olá, Misto-quente.

    Então, achei o conto mediano. Há algumas coisas por acertar, feito “ele atira ela no chão” -> “ele a atira ao chão…”, e o enredo, apesar da surpresa sobre o gênero da suposta prostituta, não me empolgou.

    Nota: 6.0.

  56. Leo Jardim
    17 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐▫▫): só achei estranho ela não avisar que era travesti, pois homofobia e transfobia são comuns e acho que têm um público específico. Isso deixou a história um pouco incoerente. Ou ele sabia e fez tudo isso de propósito?

    📝 Técnica (⭐⭐▫): não vi nenhum problema.

    💡 Criatividade (⭐▫): um tema comum.

    ✂ Concisão (⭐▫): acho que faltou um pouco de informação para o impacto ser maior. Uma dica que Marcela era travesti também ajudaria.

    🎭 Impacto (⭐▫): o texto faz pensar, mas faltou trabalhar um pouco mais o final. Se no fim descobrisse que ele faz aquilo com frequência ou por hábito, ficaria mais forte.

  57. Bruna Francielle
    17 de janeiro de 2017

    Bem, eu gostei do conto.
    Porém, acho que na realidade, é bem possível que a Marcela lutasse de novo, ou não, rs
    Achei q está bem escrito, no final a revelação.
    Apesar de esse tipo de história sempre ser igual, só nesse desafio é a terceira parecida que vejo, com morte no fim, conseguiu surpreender um pouco aqui.

  58. Evandro Furtado
    17 de janeiro de 2017

    Certo, tem tanta coisa pra falar que eu preciso pensar por onde começar. Primeiro, o título. Achei até que havia tido alguma inversão entre título e pseudônimo. Depois de lido o texto acho que foi intencional. O autor traz questões como a objetificação do corpo sexuado, comparando-o com um lanche barato, e nessa troca de posições já mostra a que veio. A história em si, é cheia de nuances importantes. A expectativa é criada e quebrada. “Posso fazer o que quiser?” é uma frase poderosíssima e funciona, dentro do texto, como o fio condutor que liga tudo. Temos a caracterização dos personagens bem definida e a plot twist final que ainda traz uma questão extra pro texto. Fosse uma mulher – no sentido puramente biológico – já teria uma força descomunal. Você ainda traz a questão da transfobia, levanta o próprio questionamento do “ser mulher” – afinal, no texto inteiro o leitor acredita ser uma e pode ser levado a outra opinião ante o fechamento, mas, por quê? É o simples aspecto biológico que a define então?. Perceba que você constrói uma figura, depois a quebra simplesmente para mostrar o quanto ela é construída diante do contexto. Isso é muito Beauvoir. Como conto e como crítica social, genial.

    Resultado – Outstanding

  59. Tiago Volpato
    17 de janeiro de 2017

    Achei o conto bem escrito. Ele é chocante e violento, poderia muito bem ter acontecido em qualquer cidade desse país. É o conto de terror moderno, vivemos ao lado de monstros e não sabemos.
    Abraços.

  60. Vanessa Oliveira
    17 de janeiro de 2017

    Gostei do tema e da forma como foi descrito. Não dá para saber o que aconteceu, o que levou aquele homem fazer o que fez com Marcela. É triste, pois representa uma realidade muito dura e insensível. Boa sorte!

  61. Fabio Baptista
    17 de janeiro de 2017

    Não que eu tenha experiência nesse tipo de diálogo, mas me soou um pouco inverossímil, teatral. A reação violenta também pareceu injustificada… o cara já foi com isso premeditado, ou rolou alguma coisa no carro? Ou, no meio do caminho, ele descobriu que Marcela tinha um adereço a mais e daí ficou bravo?

    A última frase poderia ter trazido mais impacto, mas acabou também soando inverossímil. Se entendi bem, Marcela era uma travesti. Nesse caso, acho que soaria mais real algo do tipo “traveco filho da puta”, ou “traveco do caralho”. “Viadinho de merda” não combinou muito, ficou muito light.

    Abraço!

    • Misto-Quente
      17 de janeiro de 2017

      Oi, Fabio. Tudo bem?

      Vamos lá, senti a necessidade de responder seu comentário porque achei ele muito pertinente.

      “Não que eu tenha experiência nesse tipo de diálogo, mas me soou um pouco inverossímil, teatral.” – Tentei ser o mais natural possível, isso dentro do contexto de cada personagem. Veja bem, o “cliente” na história é bem contextualizado, ele é um ara com grana, um bom carro, suas falas são simples, porém, dentro de uma norma estabelecida do “falar bem”.

      “A reação violenta também pareceu injustificada… o cara já foi com isso premeditado, ou rolou alguma coisa no carro? Ou, no meio do caminho, ele descobriu que Marcela tinha um adereço a mais e daí ficou bravo?” – Aí o conto deixa aberto para algumas interpretações e digo que existem muitas dicas/caminhos a se seguir se olharmos para os diálogos e a narração como um todo.

      “A última frase poderia ter trazido mais impacto, mas acabou também soando inverossímil. Se entendi bem, Marcela era uma travesti. Nesse caso, acho que soaria mais real algo do tipo “traveco filho da puta”, ou “traveco do caralho”. “Viadinho de merda” não combinou muito, ficou muito light.” – Aqui outro ponto importante, veja que a última frase é uma fala do homem e querendo ou não, ela representa o discurso dele, não do narrador. O personagem reduz Marcela ao termo de viado, quando na verdade, ela é outra coisa. Por sinal, Marcela é heterossexual. Além do problema do preconceito e da violência, quis aqui tratar sobre Orientação e Identidade Sexual, mas já falei demais. De qualquer forma obrigado.

      Abraço!

  62. Victor F. Miranda
    17 de janeiro de 2017

    Excelente. Linguagem direta e que põe o dedo na ferida. Parabéns.

  63. ROSELAINE HAHN
    16 de janeiro de 2017

    Belo texto, visceral, final desconcertante, uma porrada na boca do estômago do leitor. Parabéns.

  64. Antonio Stegues Batista
    16 de janeiro de 2017

    Uma historia real, que acontece diariamente, de intolerância, preconceito, etc. Surpreende no final pelo ação rápida, violenta e o ódio incompreensível do protagonista. Bom conto.

  65. Bianca Machado
    16 de janeiro de 2017

    Gostei, acho que está na medida certa. O plot não fica evidente até a última linha. Soube retratar a violência e o preconceito da forma como se apresenta em nossos dias. É violento, mas não exagera nisso, pois poderia mostrar ainda mais violência. Parabéns.

  66. juliana calafange da costa ribeiro
    16 de janeiro de 2017

    excelente conto! – bem conciso e arrematado de forma brilhante. Altíssimo poder de síntese, envolvente, surpreendente, parabéns!

  67. Brian Oliveira Lancaster
    16 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Hum, textos polêmicos agradam alguns por aqui. Não faz meu estilo, mas avalio pela construção e contexto. E nisso o autor se saiu muito bem. Parece uma história normal, aí vem o “baque” ao fim. – 9,0
    O: Uma história até comum (infelizmente), mas que é original por nos fazer acreditar que se trata de uma mulher, ainda mais pelo pensamento de casamento ruim exposto antes. Foi uma bela jogada. – 9,0
    D: Com bastante domínio da escrita o autor consegue transmitir as emoções e ainda impressionar com a conclusão bem calculada. – 9,0
    Fator “Oh my”: um texto muito bom que pode figurar em minha lista somente pela construção. Se fosse pelo gosto pessoal, talvez não entrasse. Não sou muito fã de textos crus e viscerais… Putz, lendo de novo, agora que fui entender o título – aumentou os pontos.

  68. elicio santos
    16 de janeiro de 2017

    O texto está bem escrito. É previsível, mas a fluência da escrita carrega o leitor até o final. Boa sorte!

  69. José Leonardo
    15 de janeiro de 2017

    Olá, Misto-quente.

    Pareceu-me a reação típica (digo típica, mas posso acrescentar real — em alguns casos) de um homem classe-média alta que, após o serviço com aquilo que vê como objeto seu, resolve extravasar sua raiva e seu “poder” espancando o “fornecedor do serviço”.

    Seu conto é sobre a prepotência, o achar-se poderoso (em geral economicamente), e por isso apto a qualquer atitude, garantido pela impunidade.

    Boa sorte neste desafio.

  70. Ceres Marcon
    15 de janeiro de 2017

    Em pouco espaço, os diálogos fizeram a diferença. Curtos e diretos.
    Um “soco” na cara para quem esperava mais uma transa, um assassinato de uma prostituta. No entanto, a surpresa. A opção sexual da Marcela. Preconceito explícito.
    Muito bom.
    Parabéns!

  71. Andre Luiz
    15 de janeiro de 2017

    Uma realidade triste e chocante.

    -Originalidade(6,5): A temática é comum, e apesar de não trazer nada de inovador, ganhou pela caracterização.

    -Construção(8,0): Gostei da evolução do texto, saindo de algo “rotineiro” para a prostituta para um final trágico e inesperado.

    -Apego(7,0): Senti falta de algo que fizesse o leitor se interessar mais por Marcela, ter pena da personagem. Eu gostei, mas acho que poderia ficar melhor.

    Boa sorte!

  72. Guilherme de Oliveira Paes
    15 de janeiro de 2017

    É forte, há intensidade na narrativa, gostei muito até o final do diálogo. A descrição da agressão, em detalhes, me pareceu um pouco forçada, acho que ficaria mais rico se não fosse tão direta, se fosse mais implícita. O final achei muito bom, impactante, justamente por ter essa característica de não revelar tudo ao leitor, deixar a revelação só para o último momento.

  73. Fernando Cyrino
    15 de janeiro de 2017

    Um conto bem escrito, você usa bem as palavras. Uma estrutura que ficou legal. Um final que me surpreende não só pela violência, mas também pela questão do gênero. Mas faltou-me o click o impacto do soco no estômago que este tipo de narrativa me gera. abraços de sucesso.

  74. Edson Carvalho dos Santos Filho
    14 de janeiro de 2017

    Bem escrito, mas faltou algo que me fizesse sentir que valeu a pena ler. Algo mais interessante a ser dito, não sei. Me soou como um texto romantizado, só que de um noticiário sensacionalista da televisão.

  75. Anorkinda Neide
    14 de janeiro de 2017

    é um texto direto, escrito para denunciar, Cumpriu ao que se propôs, mas nao trouxe novidade em termos de literatura.
    Está claro e coerente e é só.
    abraço
    tem uma quantidade abusiva de ‘ela’ no texto

    • Misto-Quente
      14 de janeiro de 2017

      Novidades em termos de literatura? KKKKK

      Se explique, pq eu não entendi.

      Mas aí, eu tentei reforçar um pouco o “Ela”, tem exatamente a quantidade certa, nem mais, nem menos. Acredita que deu 99 palavras bem certinho? Pois é.

      Bom, aguardo tua explicação, é sempre bom descobrir como trazer novidades para a literatura. 😉

      Beijos!

  76. Priscila Pereira
    14 de janeiro de 2017

    Oi Misto-quente, seu conto mostra uma terrível realidade, a violência pelo ódio. Está bem escrito, mantém um suspense até o final. Muito interessante. Parabéns!!

  77. Olisomar Pires
    14 de janeiro de 2017

    Conto com temática sexual relacionada a fetiches.

    Não surpreende, emociona ou contagia, a violência gratuita não tem sentido, seja no mundo real ou na literatura.

    Se houvesse algo que explicasse a atitude do sujeito, talvez teria melhor impacto, do jeito que está é só uma descrição de um evento isolado.

    Detalhe: é bem escrito dentro da limitação imposta aos personagens.

    • Misto-Quente
      14 de janeiro de 2017

      E quem foi que disse que a violência é gratuita? >.<

  78. andré souto
    14 de janeiro de 2017

    Interessante, um tema sempre atual, bem conduzido e um final surpreendente.

  79. Virgílio Gabriel
    13 de janeiro de 2017

    Como jornalista, já cobri matérias desse tipo, então não me surpreendi. Já no início imaginei o possível desfecho. O lado bom é que o conto está bem escrito, e conseguiu criar uma situação fática completa dentro do limite proposto. Boa sorte.

  80. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    Ui! Esse é um golpe certeiro. Gostei de como desenvolveu os diálogos. Gostei da descrição na medida. E a questão do começo = ‘acha que conhece o tipo’ – virando tudo no final.

  81. Zé Ronaldo
    13 de janeiro de 2017

    Conto fechado, embora carregue a surpresa para o leitor até o final do texto. Tema polêmico, em voga, atual. Bom uso dos diálogos. Bem estruturado e trabalhado.

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .