EntreContos

Literatura que desafia.

Imaginando (Givago Thimoti)

Nos seus braços, ela estava feliz, segura.

Pela pista de dança, ele a conduzia com tamanho cuidado, que parecia que a sua vida dependia disso.

   Ela estava linda. Sua pele branca contrastava com os seus lábios, pintados de vermelho pelo batom. Estava perfumada, como uma doce flor de lis.

Mas, mesmo assim, ele queria outra. E, ao lembrar isso, ela não se sentiu tão realizada. Agora ela era, apenas, um troféu de consolação.

Notando que a musica iria acabar, Helena, gentilmente, pousou sua cabeça nos ombros dele e, baixinho, disse:

Se eu não posso ter,
eu fico imaginando.

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86 comentários em “Imaginando (Givago Thimoti)

  1. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Gostei bastante, achei bem triste, fiquei com dó da guria. Parabéns e boa sorte

  2. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Me desculpe, mas eu não sei qual o contexto da história: não sei se eles tem um relacionamento, se são conhecidos/amigos de longa data ou se recém se conheceram. Sem isso, não consegui criar empatia pela Helena, que parece uma moça tão frágil quanto romântica. Boa sorte.

  3. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    Quem nunca foi Alice e sustentou um desejo através da imaginação, né? É algo um pouco deprimente de se fazer, mas você escreveu de um jeito bastante bonito. Parabéns!

  4. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    Na verdade eu acho que quem estava imaginado era o cara, que preferia estar dançando com a outra. kkk.

    Um conto bonito, mas que pecou na construção. Um excesso de ‘elas” incomodou visualmente. De positivo, o final foi bem tocante, pois mostra como podemos ser conformados com algo que nos faz mal.

  5. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    Estranhei bastante e cheguei à conclusão (estou certo) de que a moça/mulher nunca esteve ao lado de quem ela deseja. Imaginação do começo ao fim

  6. Leandro B.
    27 de janeiro de 2017

    Oi, Baiacu.

    Não quero ser repetitivo nos comentários, mas como mencionei em outro conto, acho que falta aqui um dos tripés do que considero importante em um micro (subtexto, forma, impact).

    Além disso, achei algumas construções um pouco estranhas, especialmente no primeiro parágrafo, no que diz respeito ao uso de virgulas.

    É isso, boa sorte.

  7. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Romântico… mas não decolou, Baiacu! 😦

  8. rsollberg
    27 de janeiro de 2017

    O conto se traduz em um cena. Em um microconto isso não é um grande problema, ocorre que aqui a história não decola e, tampouco, surge alguma construção de tirar o folego. Ai, nesse espacinho, não há qualquer conexão que faça o leitor suspirar mais alto, nada que faça o leitor comprar a angustia e a imaginação da protagonista. Esse é o tipo texto que implora empatia para funcionar, mas infelizmente comigo não aconteceu.
    De qualquer modo, parabéns e boa sorte,

  9. Lee Rodrigues
    27 de janeiro de 2017

    Tô até envergonhada com o que vou dizer, porque li de cara o pseudo, então fui somando as características ao nome, e o resultado foi de rir.

    “Pela pista de dança ele conduzia o Baiacu Solitário com tamanho cuidado, ela estava linda, sua pele branca contrastava com os seus lábios vermelhos.”

    “O Baiacu Solitário estava perfumado como uma doce flor de lis, mas mesmo assim, ele queria outra (como pode ele querer outra?).”

    Não fique bravo, please! rsrs

  10. Estela Menezes
    26 de janeiro de 2017

    Não percebi propriamente um enredo, uma trama; apenas a descrição de uma cena que até poderia ser a primeira cena de um conto maior… Também acho que poderia ter havido mais cuidado com as palavras desnecessárias, que tiram a agilidade do texto (“pintados de vermelho” já teria sido suficiente), e com os “lugares comuns” (“parecia que sua vida dependia disso”, “troféu de consolação”)…

  11. Fil Felix
    26 de janeiro de 2017

    Um conto bonito, me lembrou a dança do Perfume de Mulher. Traz a questão de amar sem ser correspondido, fecha com uma cena também bonita e melancólica, a afirmação dentro do relacionamento, de se colocar em segundo lugar e se contentar em apenas imaginar. Bonito, mas acho que faltou um TCHAN.

  12. Gustavo Aquino Dos Reis
    26 de janeiro de 2017

    Temos algumas construções que não ficaram muito boa.

    O conto tenta, mas falha em passar uma carga emocional forte o suficiente.

    No entanto, ele está bem escrito e com uma ambientação bem adequada.

  13. Sra Datti
    26 de janeiro de 2017

    Contito singelo, bem escrito, que se desenrola sem surpresas. A moça sonhadora que se realiza num belo momento, sem, pelo menos aparentemente, se importar com o “depois”, visto que, a imaginação poderia levá-la aonde realidade lhe traça limites.
    Bom texto!

  14. Simoni Dário
    26 de janeiro de 2017

    História triste de rejeição no amor. Escrita firme e competente. Gostei do diálogo no final, foi oportuno.
    Bom desafio.

  15. Rubem Cabral
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Baiacu.

    Um bom conto. A história é simples e se resume a uma cena apenas, mas o resultado foi bom. Apenas julguei que algumas expressões soaram um tanto gastas. Se não me engano, flor-de-lis não é famosa por seu perfume.

    Nota: 7

  16. Felipe Teodoro
    26 de janeiro de 2017

    O início do conto e seu desenvolvimento são muito interessantes. A gente cria a imagem do casal, reconhecemos os sentimentos da moça e até sentimos um pouco da sensação dela, porém a frase final, poxa, ela meio que quebra as expectativas, parece que ela não vem da mesma personagem e acabou na minha opinião, destoando da linha narrativa do texto. Pode ser que eu não tenha entendido a intenção do autor. Gostei, mas queria ter gostado mais.

  17. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá Baiacu,

    Tudo bem?

    Seu conto é repleto de melancolia. Dançar com quem se ama sem ser amado e por algum motivo estar atado à esta pessoa é uma premissa muito boa.

    Confesso que o final ficou um pouco aberto demais para mim. Entendi bem a história, mas fiquei pensando o que ela imaginava. A dança? Toda a vida deles juntos?

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

    • Givago Domingues Thimoti
      28 de janeiro de 2017

      Pois é, Paula.
      Eu confesso que o final ficou aberto um pouco além da conta, mas essa era a intenção. É uma brincadeira com o título do conto. Assim, você, leitora, iria ler e ficar imaginando.
      Beijos e obrigado pelo comentário.

  18. Anderson Henrique
    25 de janeiro de 2017

    Algumas construções tiraram um pouco do brilho do texto. Um exemplo: “Agora ela era”. Repita 3x em voz alta e veja se não é um trava-línguas. Fora isso, gostei bastante. A conclusão não traz uma reviravolta ou uma surpresa que faça o leitor saltar. Mas ela é sutil e me agradou bastante. Bom conto.

  19. Srgio Ferrari
    25 de janeiro de 2017

    Muitas vírgulas. Muitas, muitas. Eu estou ignorando solenemente todos os pseudônimos pois acredito que eles não devem fazer parte do entendimento de um microconto com limite de palavras. Só que nesse caso eu ri demais do cabeçalho e fiquei aqui “Imaginando um Baiacu Solitário”

  20. angst447
    25 de janeiro de 2017

    Uma situação bem dolorosa, de ser a segunda no coração do amado. O amor realiza-se só na imaginação da moça,mas a presença do homem é real. Bem ou mal, ele está ali com ela.
    A narração caminha bem, no ritmo de uma dança melancólica e romântica. No entanto, o final me decepcionou. A frase dita quebrou o clima. Esperava algo de maior impacto, mesmo que fosse um clichê – Se não posso ter você inteiro, não quero nem os pedaços… Qualquer coisa assim. Ou então, transformar a fala em um pensamento dela, e a moça só revelar um tímido sorriso.
    Boa sorte!

  21. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    A história, aguda, pontuda, machuca. Quem nunca, né? Ser o prêmio de consolação realmente não é uma experiência bacana. Gostei da premissa, da escrita como um todo. Mas a frase final, ah… por que fica imaginando? Dali não iria adiante? Ela já não o tinha nos braços, para que imaginar? Talvez, e disse talvez, o que ela quisesse fosse sonhar. De qualquer forma, um bom conto. Parabéns!

  22. vitormcleite
    24 de janeiro de 2017

    não gostei muito, é um texto que não me prendeu pelo final, durante a leitura estava à espera de um final muito mais impactante e como escreveste parece-me que não tem força, construíste um texto onde eu aguardava algo forte, mas não encontrei essa marca

  23. Cilas Medi
    24 de janeiro de 2017

    Achei um conto bonitinho e com um final que não explicou, devidamente, a que veio.

  24. Davenir Viganon
    24 de janeiro de 2017

    Achei muito descritivo e sem carga emocional. A situação é bem montada, com lembranças e imaginações mas umas construções cairiam bem aqui. Não, mais do que isso: são essenciais nesse tipo de estória.

  25. Miquéias Dell'Orti
    24 de janeiro de 2017

    Olá peixinho,

    Achei seu conto sentimental e melancólico. Uma cena de dança e uma decepção amorosa me soam um pouco clichê, mas o trabalho com a trama fluiu bem.

    Dá para sentir um pouco de dó da Helena, com um traço de raiva por ela se deixar permanecer nessa situação.

    Um bom conto.

  26. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    Você usou narrador onisciente, o que causou certa confusão. De início pensei que a história era narrada sob o ponto de vista dele, e então apareceram os pensamentos de Helena.

    Usar o narrador onisciente não é um erro, mas talvez essa história tivesse se beneficiado mais de um ponto de vista limitado. Aí poderíamos ver que pistas na linguagem corporal dele ela pegou para deduzir que ele desejava outra (o que incorre em outro problema da narrativa, que é o contar em vez do mostrar, o que também prejudicou a minha imersão).

    Mas a seguinte fala me confundiu: “— Se eu não posso ter, eu fico imaginando.” Pelo texto dá para entender que é de Helena, mas não era ele que estava querendo outra, e por isso imaginando porque não podia ter?

  27. Vitor De Lerbo
    24 de janeiro de 2017

    O leitor sente empatia e dó da Helena. Afinal, quem nunca se sentiu rejeitado? Esperamos que a Helena pare de imaginar e parta pra outra.
    O texto é bem escrito e a construção da trama foi bem feita.
    Boa sorte!

  28. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Não se humilhe, Helena. E viva a vida, milagres acontecem quando nós procuramos por eles. Não perca o seu precioso tempo com um homem que não vale um terço do mesmo!

    —-

    Era tudo o que eu queria dizer para a pobre Helena agora

  29. Luiz Eduardo
    23 de janeiro de 2017

    Achei um pouco sentimental demais, não faz o meu gênero. Mas acho que a critica precisa ir além do gosto pessoal, por isso, recomendaria que você tomasse um cuidado maior para não tornar histórias naturalmente românticas em algo exagerado. Ainda assim, a sua escrita é boa, fluida e sensível. Boa sorte!

  30. Thata Pereira
    23 de janeiro de 2017

    Bom, vou ser sincera, porque acho que é isso que um autor espera de leitores. Não criei simpatia pela história, por isso não sei muito bem o que dizer. Acho que contos sentimentais como esse não combinam com descrições muito diretas dos sentimentos. Por exemplo: “E, ao lembrar isso, ela não se sentiu tão realizada.”, você disse, mas poderia ter mostrado, sem dizer, através de alguma reação dela enquanto dançava.

    Não senti o que ela sentiu, por isso não criei afeição pela história. Mas isso são coisas pessoais, tenho certeza que muitos gostaram e ainda vão gostar.

    Boa sorte!

  31. Amanda Gomez
    23 de janeiro de 2017

    Olá,

    Um texto bem melancólico, consegui sentir empatia pela menina. As cenas estão bem feitas, uma boa ambientação, imaginei o salão de festas, ela linda, ele conformado.

    De repente a música acaba e os devaneios dela também, percebe que foi só uma dança, que não era ela que ele queria que estivesse ali, mas tudo bem… desde que fique com ele, a sua imaginação pode cuidar do resto.

    Apesar de não ter elementos que causem impacto, gostei do trabalho.

    Boa sorte no desafio.

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Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .