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Literatura que desafia.

Flores (Anorkinda neide)

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O buquê manejado em mãos solícitas. O dedo aperta a campainha. Segundos de espera. Terá decorrido um minuto? Aquela demora lhe faz suar frio, as mãos tremem e as pálpebras teimam em piscar mais do que o necessário.

Uma verdadeira representante da Deusa surgirá, e agradecerá com seu mais espontâneo sorriso. As flores fazem isso: inspiram as deidades a também florescerem… A porta abre e é exatamente o que acontece. Os olhos de ambos brilham de júbilo, mas não se encontram.

Ele faz uma mesura, de praxe, e se retira. A expectativa agora é pelo sorriso da próxima cliente.

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90 comentários em “Flores (Anorkinda neide)

  1. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Opa! mais um conto bonito, ficou muito bom. Parabéns e boa sorte no desafio!!! 🙂

  2. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Que legal! Li achando que era apenas mais um apaixonado quando, na verdade, era um entregador de flores. Gostei bastante da ideia desse sentimento do texto se renovar a cada entrega. Parabéns!

  3. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    Achei interessante a abordagem da visão do entregador, sempre deixado em segundo plano. Já enviei flores e rosas via entregador e seu texto me fez pensar nesses momentos. Tentar imaginar o que eles sentiam. rs. Bom conto.

  4. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    O conto é bastante bonito, tem bastante leveza e o final me fez sorrir. Gostei bastante, parabéns!

  5. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    Flores, como modelo de ternura, de afeto, da procura por algo ou melhor, alguém que conforte o coração. Linda relação entre o entregador e quem recebe o buquê e a expectativa de que na próxima entrega o desejo se concretize.

  6. Leandro B.
    27 de janeiro de 2017

    Não faço a menor ideia do motivo, mas li o texto com convicção natural de que era um entregador, não como alguém que adivinhou o final, mas como se fosse algo explicito no micro. Por isso não entendi bem a frase final. Só lendo o comentário dos colegas percebi a surpresa.

    Bastante estranho, pois geralmente eu não percebo o final que todo mundo anteviu.

    Gostei da forma do texto, levemente poética, sem excessos. Uma pena que o final não tenha me causado impacto.

  7. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Que lindeza, Afrodite! Romantismo sem pieguice. É delicado e surpreende. Boa sorte!

  8. rsollberg
    27 de janeiro de 2017

    Um cena muito bem escrita, com uma riqueza impar de detalhes.
    O final tem uma sacada muito interessante, que faz o leitor sair daquele “delay” e dizer, “ah sim”.
    O mais bacana é a nobreza do entregador que veste a profissão de um modo apaixonado, curtindo cada instante e fazendo da coisa toda praticamente uma missão. Nesse sentido, sempre se projeta, salivando pela reação de cada felizarda nesse pequenos e efêmeros momentos de sua rotina. Bem legal.
    Parabéns e boa sorte

  9. Lee Rodrigues
    26 de janeiro de 2017

    E eu fiquei aqui com aquele sorriso bobo, sabe? encantada com a capacidade do entregador de fazer também dele, uma felicidade que não lhe pertence. O viço da juventude, o entusiasmo nas pequenas coisas. E eu só pude sentir isso, graças a suavidade e organização na narrativa.

    Afrodite, obrigada!

  10. juliana calafange da costa ribeiro
    26 de janeiro de 2017

    A imaginação do florista é bem fértil, não tenho certeza se todas as clientes serão verdadeiras representantes da Deusa, mas gostei da sua ótica! O conto está muito bem construído. Parabéns!

  11. Sra Datti
    26 de janeiro de 2017

    Pequetito, singelo. Ótima escolha de palavras. Final coroado com uma boa surpresa.
    Adorei!

  12. Fil Felix
    26 de janeiro de 2017

    Tive uma surpresa boa ao ler o conto. Foge do lugar comum e não fica a cena bonitinha pela cena bonitinha, pra agradar recém apaixonados. O fato de ser um entregador de flores fez toda a diferença e mostra um lado bom do autor, que também soube usar boas descrições. Muito legal!

  13. Gustavo Aquino Dos Reis
    26 de janeiro de 2017

    É uma obra bela e bem escrita.

    Ele é simples, vem, nos traz um sorriso e vai embora. Infelizmente, não há nada de tão reflexivo aqui. Mas, não importa tanto, pois a beleza das coisas simples dá vida falam mais alto.

    Parabéns.

  14. Felipe Teodoro
    26 de janeiro de 2017

    Gostei do conto. Principalmente da quebra de expectativa que temos. É muito interessante como você trabalha os sentimentos do entregador e com uma simples descrição no desenvolvimento você desmonta tudo (quando os olhares não se encontram). Sobre as sensações durante a leitura, aqui rolou algo engraçado, eu esbocei um sorrisinho com a surpresa final, mas de certa forma, a gente também fica um tanto decepcionado pelo rapaz. rs

    Um bom conto, parabéns!

  15. Felipe Teodoro
    26 de janeiro de 2017

    O efeito do tempo assustando a personagem. Gostei do texto, do título e da escrita. Exceto pela descrição do reflexo que eu acho que destoou um pouco do tom do resto do texto. No mais, um trabalho bem feito, com um ótimo questionamento.Parabéns e boa sorte.

    • Felipe Teodoro
      26 de janeiro de 2017

      Favor administração apagar ou desconsiderar o comentário acima. O mesmo é do conto Uma Rosa Murcha.

      • Lee Rodrigues
        26 de janeiro de 2017

        Rindo da miséria alheia, ts! rsrsrs

  16. Anderson Henrique
    26 de janeiro de 2017

    Trama simples, mas muito bem conduzida. O final é sutil, deixa em aberto na medida certa. Eu tomei minha decisão e fui por ela. A minha versão? Fica enterrada por aí. Bom conto.

    • Anderson Henrique
      26 de janeiro de 2017

      Errei. Esse era o comentário de outro texto… Falha minha. Desconsidere, pf. O comentário correto eu já havia feito. Peço desculpas.

  17. Estela Menezes
    26 de janeiro de 2017

    Trama leve e original, a atmosfera poética e delicada que foi criada quase nos permite sentir o perfume do buquê ou visualizar a deidade que sequer foi descrita, enquanto que, com poucas palavras, o simpático personagem principal ganhou vida… O fecho é inesperado e a frase final é perfeita! Sendo um pouquinho chata, eu diria que expressões como ” suor frio”, “mãos que tremem”, “pálpebras que piscam” e “olhos que brilham de júbilo” soam meio lugar comum e acabam sendo desnecessárias…

  18. Estela Menezes
    25 de janeiro de 2017

    Muito interessante e original a trama. A atmosfera criada é leve e delicada, a gente quase consegue sentir o aroma do buquê ou visualizar a deidade que sequer foi descrita. Também achei bem construído, com poucas palavras, o simpático personagem principal, sem falar que a última frase é um achado! Sendo bem chata, só acrescentaria que achei um pouquinho exageradas, e talvez até desnecessárias, as descrições do tipo “olhar de júbilo”, “suor frio”, “mãos que tremem”, “pálpebras que piscam sem controle” …

  19. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá Afrodite,

    Confesso que seu conto me surpreendeu. Torci aqui o nariz com a imagem, o título, o início. Tolo preconceito meu. Seu conto é muito bem escrito. Poético, delicado, amarrado, maduro e pensado.

    “As flores fazem isso: inspiram as deidades a também florescerem…” é uma linda imagem. Os olhos brilhando sem se encontrar é outro ponto alto do trabalho.

    Boa sorte no desafio e parabéns por sua verve.

    Beijos

    Paula Giannini

  20. Anderson Henrique
    25 de janeiro de 2017

    Tudo certo aqui. Um conto todo certinho: palavras adequadas, conceito simples e uma condução que segura o leitor. Nada sobrando ou faltando. Por fim, a reviravolta. Inédita no certame e inusitada. Foi pra conta. Parabéns!

  21. Srgio Ferrari
    25 de janeiro de 2017

    Bacana, correto, bonito. Será que ganha entre 100 outros? É muito simples pra ganhar em qualquer lugar, mas ganha simpatia fácil e uma Readers Digest abraçaria a história em suas páginas. Parabéns.

  22. angst447
    25 de janeiro de 2017

    Conto suave, descrevendo a postura romântica do entregador da floricultura. Um sujeito atento às reações femininas, talvez por ser tímido e não ter essa possibilidade de recepção positiva em sua própria vida.
    Bem construído, o conto é singelo e não chega a ser apelativo. Linguagem adequada ao tema proposto pelo autor, ritmo agradável.
    Boa sorte!

  23. Rubem Cabral
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Afrodite.

    Lindo conto. Bem escrito, romântico, e com surpresa no final! A expectativa do entregador é muito interessante: talvez ele seja novo na atividade, ou seja alguém que nunca perdeu o encanto.

    Nota: 8.5

  24. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    A situação bem construída, até chegar no clímax (ou anticlímax) é a digital de quem trabalha com roteiro audiovisual – ou tem talento para. Acho até que construção de imagens e o desfecho prevaleceram sobre a técnica narrativa das palavra, o que não é demérito, é característica. Um conto muito bom, que estará entre os meus favoritos.

  25. vitormcleite
    24 de janeiro de 2017

    um conto que podia ser um dos melhores caso apresentasse um outro final e até eventualmente podias rever o surgimento das Deusas, a leitura ficou meio atrapalhada

  26. Cilas Medi
    24 de janeiro de 2017

    Um bom conto, com a surpresa no final. Parabéns! Sorte!

  27. Neusa Maria Fontolan
    24 de janeiro de 2017

    Quanta beleza existe na simplicidade. Este conto é a prova disso. Tão belo e simples quanto ao seu personagem. Adorei! Se eu estivesse votando seria um dos meus preferidos.

  28. Eduardo Selga
    24 de janeiro de 2017

    Na Idade Média surgiu um conceito e um comportamento do homem diante da mulher chamado “amor cortês”, em que até havia desejo sexual, mas não era o elemento mais importante, e sim o prazer de servir à amada (o “homem cavalheiro” surgiu daí) e vê-la satisfeita, no intuito de conquistá-la.

    Algo similar acontece aqui. Não se pode dizer que o entregador de flores esteja apaixonado pela mulher, mas há um grande prazer nele em perceber o prazer dela. Se o rapaz não sente amor pela mulher que recebe o ramalhete, ele sente um grande carinho pelo feminino, ou pelas mulheres como portadoras do elemento feminino (“a expectativa agora é pelo sorriso da próxima cliente”). Por isso fala em “deidades”.

    Também se pode falar em amor platônico, no sentido de amar, sem paixão sexual, a beleza das mulheres, não amor por uma mulher especificamente.

    Formalmente muito bem construído, é um conto delicado (e as delicadezas costumam ser belas), em que só aparentemente não apresenta uma cena digna de uma narrativa ficcional. Mas é falso: nele há uma proposta de mundo fraternal, romântico.

  29. Miquéias Dell'Orti
    24 de janeiro de 2017

    Afrodite, olá.

    Seu conto é simples, leve e gostoso de ler. A surpresa do final é agradável e um frescor ao espírito no mar de mortos que é esse certame rs.

    Não há problemas com a escrita, ela trabalha bem a trama e nos deixa um sorriso com o desfecho. Parabéns.

  30. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    Gostei de como você construiu a expectativa, focando nos detalhes mais mínimos e sensoriais para mostrar o nervosismo. E gostei, principalmente, da surpresa que você trouxe no final. O conto é bem leve e despretensioso, mas isso não é um demérito!

  31. Luiz Eduardo
    24 de janeiro de 2017

    Achei o ocnto bonito e – pelo menos comigo – a surpresa final funcionou. Parabéns, boa sorte!

  32. Vitor De Lerbo
    24 de janeiro de 2017

    Muito legal pela mudança de perspectiva no último segundo. Estamos com uma expectativa que é quebrada, mas isso não é ruim – isso é bom, pois somos levados a outro lugar, igualmente agradável.
    Boa sorte!

  33. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    A sacada de ser o entregador é muito boa. Se não tivesse alguns excessos, como “Deusa” e afins, entraria na lista…

  34. Davenir Viganon
    23 de janeiro de 2017

    Há, pegadinha do malandro!
    Surpresa agradável em saber que trata-se de um entregador de flores. Mas um entregador diferente, que se envolve com o ato e talvez se tenha a fantasia de ser um romântico. Bastante inspirado. Gostei.

  35. Givago Domingues Thimoti
    23 de janeiro de 2017

    SUPRESA!!!!!
    Eu pensei que seria, apenas, mais um Don Juan…
    O que eu achei fantástico é o fato do entregador de flores deleitar-se com a reação das mulheres que recebia o presente.
    Parabéns pela inovação!

  36. Renato Silva
    23 de janeiro de 2017

    Li o conto até o final, achando que se tratava de um encontro de casal, mas só no final fica revelado que o rapaz é um entregador de flores. Esse elemento surpresa da valor ao texto e o interessante é o sentimento que ele carrega em si ao levar o buquê para a cliente. Será ele fantasiando com uma moça em especial? Eu poderia supor que estivesse apaixonado pela cliente, mas o final deixa claro que ele desfruta de tais sensações ao estar diante de outras mulheres também. É provável que tenha uma “escolhida” que é refletida no sorriso de cada uma das mulheres que recebem as flores de suas mãos.

    Boa construção, boa ortografia, tudo ok. Boa sorte.

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .