EntreContos

Detox Literário.

Flores (Anorkinda neide)

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O buquê manejado em mãos solícitas. O dedo aperta a campainha. Segundos de espera. Terá decorrido um minuto? Aquela demora lhe faz suar frio, as mãos tremem e as pálpebras teimam em piscar mais do que o necessário.

Uma verdadeira representante da Deusa surgirá, e agradecerá com seu mais espontâneo sorriso. As flores fazem isso: inspiram as deidades a também florescerem… A porta abre e é exatamente o que acontece. Os olhos de ambos brilham de júbilo, mas não se encontram.

Ele faz uma mesura, de praxe, e se retira. A expectativa agora é pelo sorriso da próxima cliente.

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90 comentários em “Flores (Anorkinda neide)

  1. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Opa! mais um conto bonito, ficou muito bom. Parabéns e boa sorte no desafio!!! 🙂

  2. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Que legal! Li achando que era apenas mais um apaixonado quando, na verdade, era um entregador de flores. Gostei bastante da ideia desse sentimento do texto se renovar a cada entrega. Parabéns!

  3. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    Achei interessante a abordagem da visão do entregador, sempre deixado em segundo plano. Já enviei flores e rosas via entregador e seu texto me fez pensar nesses momentos. Tentar imaginar o que eles sentiam. rs. Bom conto.

  4. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    O conto é bastante bonito, tem bastante leveza e o final me fez sorrir. Gostei bastante, parabéns!

  5. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    Flores, como modelo de ternura, de afeto, da procura por algo ou melhor, alguém que conforte o coração. Linda relação entre o entregador e quem recebe o buquê e a expectativa de que na próxima entrega o desejo se concretize.

  6. Leandro B.
    27 de janeiro de 2017

    Não faço a menor ideia do motivo, mas li o texto com convicção natural de que era um entregador, não como alguém que adivinhou o final, mas como se fosse algo explicito no micro. Por isso não entendi bem a frase final. Só lendo o comentário dos colegas percebi a surpresa.

    Bastante estranho, pois geralmente eu não percebo o final que todo mundo anteviu.

    Gostei da forma do texto, levemente poética, sem excessos. Uma pena que o final não tenha me causado impacto.

  7. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Que lindeza, Afrodite! Romantismo sem pieguice. É delicado e surpreende. Boa sorte!

  8. rsollberg
    27 de janeiro de 2017

    Um cena muito bem escrita, com uma riqueza impar de detalhes.
    O final tem uma sacada muito interessante, que faz o leitor sair daquele “delay” e dizer, “ah sim”.
    O mais bacana é a nobreza do entregador que veste a profissão de um modo apaixonado, curtindo cada instante e fazendo da coisa toda praticamente uma missão. Nesse sentido, sempre se projeta, salivando pela reação de cada felizarda nesse pequenos e efêmeros momentos de sua rotina. Bem legal.
    Parabéns e boa sorte

  9. Lee Rodrigues
    26 de janeiro de 2017

    E eu fiquei aqui com aquele sorriso bobo, sabe? encantada com a capacidade do entregador de fazer também dele, uma felicidade que não lhe pertence. O viço da juventude, o entusiasmo nas pequenas coisas. E eu só pude sentir isso, graças a suavidade e organização na narrativa.

    Afrodite, obrigada!

  10. juliana calafange da costa ribeiro
    26 de janeiro de 2017

    A imaginação do florista é bem fértil, não tenho certeza se todas as clientes serão verdadeiras representantes da Deusa, mas gostei da sua ótica! O conto está muito bem construído. Parabéns!

  11. Sra Datti
    26 de janeiro de 2017

    Pequetito, singelo. Ótima escolha de palavras. Final coroado com uma boa surpresa.
    Adorei!

  12. Fil Felix
    26 de janeiro de 2017

    Tive uma surpresa boa ao ler o conto. Foge do lugar comum e não fica a cena bonitinha pela cena bonitinha, pra agradar recém apaixonados. O fato de ser um entregador de flores fez toda a diferença e mostra um lado bom do autor, que também soube usar boas descrições. Muito legal!

  13. Gustavo Aquino Dos Reis
    26 de janeiro de 2017

    É uma obra bela e bem escrita.

    Ele é simples, vem, nos traz um sorriso e vai embora. Infelizmente, não há nada de tão reflexivo aqui. Mas, não importa tanto, pois a beleza das coisas simples dá vida falam mais alto.

    Parabéns.

  14. Felipe Teodoro
    26 de janeiro de 2017

    Gostei do conto. Principalmente da quebra de expectativa que temos. É muito interessante como você trabalha os sentimentos do entregador e com uma simples descrição no desenvolvimento você desmonta tudo (quando os olhares não se encontram). Sobre as sensações durante a leitura, aqui rolou algo engraçado, eu esbocei um sorrisinho com a surpresa final, mas de certa forma, a gente também fica um tanto decepcionado pelo rapaz. rs

    Um bom conto, parabéns!

  15. Felipe Teodoro
    26 de janeiro de 2017

    O efeito do tempo assustando a personagem. Gostei do texto, do título e da escrita. Exceto pela descrição do reflexo que eu acho que destoou um pouco do tom do resto do texto. No mais, um trabalho bem feito, com um ótimo questionamento.Parabéns e boa sorte.

    • Felipe Teodoro
      26 de janeiro de 2017

      Favor administração apagar ou desconsiderar o comentário acima. O mesmo é do conto Uma Rosa Murcha.

      • Lee Rodrigues
        26 de janeiro de 2017

        Rindo da miséria alheia, ts! rsrsrs

  16. Anderson Henrique
    26 de janeiro de 2017

    Trama simples, mas muito bem conduzida. O final é sutil, deixa em aberto na medida certa. Eu tomei minha decisão e fui por ela. A minha versão? Fica enterrada por aí. Bom conto.

    • Anderson Henrique
      26 de janeiro de 2017

      Errei. Esse era o comentário de outro texto… Falha minha. Desconsidere, pf. O comentário correto eu já havia feito. Peço desculpas.

  17. Estela Menezes
    26 de janeiro de 2017

    Trama leve e original, a atmosfera poética e delicada que foi criada quase nos permite sentir o perfume do buquê ou visualizar a deidade que sequer foi descrita, enquanto que, com poucas palavras, o simpático personagem principal ganhou vida… O fecho é inesperado e a frase final é perfeita! Sendo um pouquinho chata, eu diria que expressões como ” suor frio”, “mãos que tremem”, “pálpebras que piscam” e “olhos que brilham de júbilo” soam meio lugar comum e acabam sendo desnecessárias…

  18. Estela Menezes
    25 de janeiro de 2017

    Muito interessante e original a trama. A atmosfera criada é leve e delicada, a gente quase consegue sentir o aroma do buquê ou visualizar a deidade que sequer foi descrita. Também achei bem construído, com poucas palavras, o simpático personagem principal, sem falar que a última frase é um achado! Sendo bem chata, só acrescentaria que achei um pouquinho exageradas, e talvez até desnecessárias, as descrições do tipo “olhar de júbilo”, “suor frio”, “mãos que tremem”, “pálpebras que piscam sem controle” …

  19. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá Afrodite,

    Confesso que seu conto me surpreendeu. Torci aqui o nariz com a imagem, o título, o início. Tolo preconceito meu. Seu conto é muito bem escrito. Poético, delicado, amarrado, maduro e pensado.

    “As flores fazem isso: inspiram as deidades a também florescerem…” é uma linda imagem. Os olhos brilhando sem se encontrar é outro ponto alto do trabalho.

    Boa sorte no desafio e parabéns por sua verve.

    Beijos

    Paula Giannini

  20. Anderson Henrique
    25 de janeiro de 2017

    Tudo certo aqui. Um conto todo certinho: palavras adequadas, conceito simples e uma condução que segura o leitor. Nada sobrando ou faltando. Por fim, a reviravolta. Inédita no certame e inusitada. Foi pra conta. Parabéns!

  21. Srgio Ferrari
    25 de janeiro de 2017

    Bacana, correto, bonito. Será que ganha entre 100 outros? É muito simples pra ganhar em qualquer lugar, mas ganha simpatia fácil e uma Readers Digest abraçaria a história em suas páginas. Parabéns.

  22. angst447
    25 de janeiro de 2017

    Conto suave, descrevendo a postura romântica do entregador da floricultura. Um sujeito atento às reações femininas, talvez por ser tímido e não ter essa possibilidade de recepção positiva em sua própria vida.
    Bem construído, o conto é singelo e não chega a ser apelativo. Linguagem adequada ao tema proposto pelo autor, ritmo agradável.
    Boa sorte!

  23. Rubem Cabral
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Afrodite.

    Lindo conto. Bem escrito, romântico, e com surpresa no final! A expectativa do entregador é muito interessante: talvez ele seja novo na atividade, ou seja alguém que nunca perdeu o encanto.

    Nota: 8.5

  24. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    A situação bem construída, até chegar no clímax (ou anticlímax) é a digital de quem trabalha com roteiro audiovisual – ou tem talento para. Acho até que construção de imagens e o desfecho prevaleceram sobre a técnica narrativa das palavra, o que não é demérito, é característica. Um conto muito bom, que estará entre os meus favoritos.

  25. vitormcleite
    24 de janeiro de 2017

    um conto que podia ser um dos melhores caso apresentasse um outro final e até eventualmente podias rever o surgimento das Deusas, a leitura ficou meio atrapalhada

  26. Cilas Medi
    24 de janeiro de 2017

    Um bom conto, com a surpresa no final. Parabéns! Sorte!

  27. Neusa Maria Fontolan
    24 de janeiro de 2017

    Quanta beleza existe na simplicidade. Este conto é a prova disso. Tão belo e simples quanto ao seu personagem. Adorei! Se eu estivesse votando seria um dos meus preferidos.

  28. Eduardo Selga
    24 de janeiro de 2017

    Na Idade Média surgiu um conceito e um comportamento do homem diante da mulher chamado “amor cortês”, em que até havia desejo sexual, mas não era o elemento mais importante, e sim o prazer de servir à amada (o “homem cavalheiro” surgiu daí) e vê-la satisfeita, no intuito de conquistá-la.

    Algo similar acontece aqui. Não se pode dizer que o entregador de flores esteja apaixonado pela mulher, mas há um grande prazer nele em perceber o prazer dela. Se o rapaz não sente amor pela mulher que recebe o ramalhete, ele sente um grande carinho pelo feminino, ou pelas mulheres como portadoras do elemento feminino (“a expectativa agora é pelo sorriso da próxima cliente”). Por isso fala em “deidades”.

    Também se pode falar em amor platônico, no sentido de amar, sem paixão sexual, a beleza das mulheres, não amor por uma mulher especificamente.

    Formalmente muito bem construído, é um conto delicado (e as delicadezas costumam ser belas), em que só aparentemente não apresenta uma cena digna de uma narrativa ficcional. Mas é falso: nele há uma proposta de mundo fraternal, romântico.

  29. Miquéias Dell'Orti
    24 de janeiro de 2017

    Afrodite, olá.

    Seu conto é simples, leve e gostoso de ler. A surpresa do final é agradável e um frescor ao espírito no mar de mortos que é esse certame rs.

    Não há problemas com a escrita, ela trabalha bem a trama e nos deixa um sorriso com o desfecho. Parabéns.

  30. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    Gostei de como você construiu a expectativa, focando nos detalhes mais mínimos e sensoriais para mostrar o nervosismo. E gostei, principalmente, da surpresa que você trouxe no final. O conto é bem leve e despretensioso, mas isso não é um demérito!

  31. Luiz Eduardo
    24 de janeiro de 2017

    Achei o ocnto bonito e – pelo menos comigo – a surpresa final funcionou. Parabéns, boa sorte!

  32. Vitor De Lerbo
    24 de janeiro de 2017

    Muito legal pela mudança de perspectiva no último segundo. Estamos com uma expectativa que é quebrada, mas isso não é ruim – isso é bom, pois somos levados a outro lugar, igualmente agradável.
    Boa sorte!

  33. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    A sacada de ser o entregador é muito boa. Se não tivesse alguns excessos, como “Deusa” e afins, entraria na lista…

  34. Davenir Viganon
    23 de janeiro de 2017

    Há, pegadinha do malandro!
    Surpresa agradável em saber que trata-se de um entregador de flores. Mas um entregador diferente, que se envolve com o ato e talvez se tenha a fantasia de ser um romântico. Bastante inspirado. Gostei.

  35. Givago Domingues Thimoti
    23 de janeiro de 2017

    SUPRESA!!!!!
    Eu pensei que seria, apenas, mais um Don Juan…
    O que eu achei fantástico é o fato do entregador de flores deleitar-se com a reação das mulheres que recebia o presente.
    Parabéns pela inovação!

  36. Renato Silva
    23 de janeiro de 2017

    Li o conto até o final, achando que se tratava de um encontro de casal, mas só no final fica revelado que o rapaz é um entregador de flores. Esse elemento surpresa da valor ao texto e o interessante é o sentimento que ele carrega em si ao levar o buquê para a cliente. Será ele fantasiando com uma moça em especial? Eu poderia supor que estivesse apaixonado pela cliente, mas o final deixa claro que ele desfruta de tais sensações ao estar diante de outras mulheres também. É provável que tenha uma “escolhida” que é refletida no sorriso de cada uma das mulheres que recebem as flores de suas mãos.

    Boa construção, boa ortografia, tudo ok. Boa sorte.

  37. Lídia
    22 de janeiro de 2017

    Achei que seria mais um conto sobre aquele romantismo clichê, mas você me surpreendeu!
    Narrar sobre a ótica do entregador foi bem interessante, gostei. Só queria que tivesse uma história por trás da entrega…
    Boa sorte!

  38. Glória W. de Oliveira Souza
    22 de janeiro de 2017

    Quando tudo parece encaminhar para um encontro entre o amor entre o ofertante (homem) para sua amada (mulher), eis que o texto encaminha para um final inesperado. Perfeita dramaticidade cênica requerido pelo gênero. Belo texto com narrativa desenvolvida no ‘timing’ certo. Gostei muito.

  39. Tiago Menezes
    22 de janeiro de 2017

    Que reviravolta legal no final. Achei que ela recusaria as flores ou algo do tipo, e que o rapaz era o namorado. As atitudes e pensamentos dele levaram-me a entender assim, mas na verdade era só o amor pelo trabalho que ele possuia. Ótimo conto, parabéns.

  40. Sabrina Dalbelo
    22 de janeiro de 2017

    Gente, isso é vocação.
    Quero encontrar com esse entregador de flores que se maravilha com cada cliente e com o efeito da sua atividade nas pessoas.
    Um texto bem construído, com um toque de sensibilidade sutil reservado para a frase final.
    A parte que diz que ambos estão felizes e sorriem mas os olhos não se encontram é a melhor.
    Parabéns! Listaaaaaa….

  41. Wender Lemes
    22 de janeiro de 2017

    Olá! Uma guinada simples e eficaz na perspectiva do leitor. É difícil imaginar tamanha empolgação para um trabalho, mas é isso também que compõe o conto: os motivos que impulsionam o entregador e a moça ficam nas entrelinhas, bem como a história que os leva àquele momento. Gostei da técnica nesse conto.
    Parabéns e boa sorte.

  42. Juliano Gadêlha
    22 de janeiro de 2017

    Ótima sacada! Aqui temos um camarada que realmente ama o que faz. Bom para ele! Nem todos tem essa sorte.
    Texto muito bem escrito e estruturado, escondendo bem o jogo, engabelando o leitor e criando o cenário para o desfecho. Bom trabalho, parabéns!

  43. Matheus Pacheco
    22 de janeiro de 2017

    HAHA, no final o homem que proporcionou toda a felicidade de uma única pessoa foi um florista, realmente muito, mas muito, bem escritor para a limitação que tivemos nesse conto, um tanto triste o texto, mas com uma grande genialidade.
    Abraço ao escritor

  44. Gustavo Castro Araujo
    22 de janeiro de 2017

    Boa sacada! Imagina-se o tempo todo que se trata de um pretendente, prestes a surpreender sua musa. Contribui para essa impressão o nervosismo bem descrito – é quase possível ouvir seu coração acelerado, as batidas querendo romper-lhe o peito. Mais do que isso, devaneia o simpático protagonista, conjecturando sobre o fato de as flores tornarem as mulheres ainda mais belas. Súbito, nada disso, era só o entregador da floricultura cumprindo seu dever laboral. Claro que me escapou um riso, pois o lirismo deu lugar à anedota. Bom trabalho.

  45. Thiago de Melo
    22 de janeiro de 2017

    Amigo autor,

    Li agora há pouco outro conto sobre flores e fiquei esperando alguém puxar uma arma do buquê de flores do seu personagem. Felizmente ele não faz isso. Em vez disso ele deve ter tirado o bloquinho de anotações com o endereço dá próxima cliente.

    Parabéns. Vc manteve este leitor Aqui enganado até o finalzinho dá narrativa, o que ficou muito bom. Parabéns!

  46. Tatiane Mara
    21 de janeiro de 2017

    Olá…

    bonito texto, leve e delicado: personagem se contenta em levar alegria e expectativa às pessoas.

    Bem escrito, com boas expectativas e uma bela reviravolta ao final.

    Boa sorte.

  47. Bruna Francielle
    21 de janeiro de 2017

    Gostei, apesar de não ter visto um sentido maior para a sensação e sentimentos do entregador de flores… ele gostava de se sentir no lugar da pessoa que estava mandando as flores ?
    De qualquer forma é criativo e bem escrito, o micro conto..
    E, quando se pensava que era haver com casamento, a reviravolta no final !
    Só achei q essa reviravolta não teve muito sentido de ser !
    Mas parabéns pelo conto

  48. waldo gomes
    21 de janeiro de 2017

    Muito bom texto: sutil, cativante, com uma bela surpresa, embora haja indícios anteriores, mesmo assim, um belo exemplo de cena do cotidiano.

    Top.

    Pra agradar alguns chefes: bem escrito, narrativa crescente e envolvente.

  49. catarinacunha2015
    21 de janeiro de 2017

    MERGULHO em um lindo cotidiano. Profissão proibida aos alérgicos. Tem beleza e estrutura firme. O IMPACTO melancólico foi brilhante e me fez ter vontade de escrever sobre entregadores.

  50. Amanda Gomez
    21 de janeiro de 2017

    Olá,

    Ah, que legal.. achei bem criativa a ideia de mostrar a visão de um entregador de flores. Mostrar a pessoa por trás da entrega, foi interessante ver como ele se sente, como se comporta. Nunca havia parado pra pensar nisso.

    Acho que ele pode usar esse momento para acalentar algum vazio que possa ter, ele sente-se feliz com seu trabalho.

    É um conto bem fofo, que deixa um sorrio no rosto quando termina.

    Boa sorte no desafio.

  51. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    21 de janeiro de 2017

    A descrição da primeira cena é bem real. O fascínio pela conquista ficou em segundo plano… Boa sorte!

  52. Luis Guilherme
    20 de janeiro de 2017

    Gostei da reviravolta final, mas o conto não me ganhou, infelizmente.

    Achei meio boba a história, não se sustentou, pra mim. Como eu disse, teve uma surpresa final, mas achei que ao invés de melhorar, acabou atrapalhando a trama, que tava legal até então.

    Mas isso é gosto pessoal, mesmo.

    Por outro lado, a escrita é sólida e habilidosa, parabéns por isso.

    Boa sorte!

  53. mariasantino1
    19 de janeiro de 2017

    Olá!

    Mais um conto com flores. Gostei de como foi montado, com suspense, induzindo a um encontro entre pessoas que se amam. E funcionou bem.Gostei de ser enganada, de acreditar e depois perceber que se tratava de outra coisa, outra coisa que no entanto, não frustra ou entristece, só prega a peça mesmo.
    — Ahhhhh! Então é isso.

    Parabéns e boa sorte.

  54. Thata Pereira
    19 de janeiro de 2017

    Que conto mais lindinho. Não sei porque logo pensei no entregador, então não houve surpresa no final (mas não estragou a beleza do conto). Senti o nervoso dele. Engraçado né… tantas entregas que não são dele, tantos sorrisos e agradecimentos que não são diretamente para ele e esse nervosismo que seu personagem e sua escrita conseguiram passar muito bem. Muito amável seu conto.

    Boa sorte!!

  55. elicio santos
    19 de janeiro de 2017

    Deusa, deidade? Não caiu bem. Um entregador está habituado ao ofício. Por que suar frio coisa e tal? Sinceramente o texto não me agradou. Boa sorte!

  56. Leo Jardim
    19 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): interessante o entregador de flores que tem prazer em ver a reação das mulheres. Boa a inversão de expectativa, quando achamos que ele está entregando para uma pretendente até quase no fim.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): a leitura no presente sempre me incomoda, mas não causou grandes problemas.

    💡 Criatividade (⭐▫): flores parecem ser assunto da moda no EC, junto como mortes e legumes 🙂

    ✂ Concisão (⭐⭐): texto fechadinho.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): um bom impacto e um sorriso no fim. Nada muito arrebatador, mas ainda assim eficaz.

  57. Vanessa Oliveira
    19 de janeiro de 2017

    Aeeee, um conto com flores que não remete a morte, e sim ao amor. Achei linda a descrição, achei que fosse um encontro, no inicio, e o final surpreendeu deliciosamente. Essa pessoa ama mesmo sua profissão, não? Bem, curti. Boa sorte!

  58. Givago Domingues Thimoti
    18 de janeiro de 2017

    Gostei do conto. Parecia que seria um pouco clichê (nem todo clichê é ruim, por sinal) mas foi bem surpreendente, no final das contas.
    Boa sorte!

  59. Antonio Stegues Batista
    18 de janeiro de 2017

    Achei que fosse um namorado, noivo, mas era o empregado da floricultura. Ele finge estar entregando como se namorado fosse, ou talvez pelo simples prazer de ver a satisfação do cliente, cujos olhos também brilham, pensando no destino das flores. Bem escrito, uma boa ideia.

  60. Douglas Moreira Costa
    18 de janeiro de 2017

    É uma ideia boa, mas a condução não levou o final a ser impactante. O final não me fez sentir triste por ser apenas uma cena entre cliente e prestador de serviço porque eu nem mesmo me apeguei a ideia de eles possivelmente serem um casal. Mas a ideia é muito boa, e o modo como você escreve é muito agradável, e o vocabulário empregado me agradou bastante. Eu acho apenas que o desenvolvimento não combinou com a ideia do desfecho.

  61. Jowilton Amaral da Costa
    18 de janeiro de 2017

    Achei o conto médio. Só saquei que o cara das flores era o entregador lendo os comentários do pessoal. Fiquei sem saber na primeira vez que li o que eu havia perdido, não estava entendendo nada. Sou meio lerdo as vezes. Boa sorte no desafio.

  62. Tiago Volpato
    18 de janeiro de 2017

    Muito bom o texto. Só não gostei da parte da Deusa. Pede um background do leitor que muita gente não tem. Eu mesmo, fiquei meio perdido. As vezes, ao escrever, temos que tratar o leitor como uma criança, pois muito que é óbvio pra gente, não é pra ele. Mas o texto é bom. Abraços.

  63. Andreza Araujo
    17 de janeiro de 2017

    Ahhhh achei fofo! Isto é um elogio, tá? rsrs O autor parece dominar a nossa língua com maestria, mas achei um tanto exagerado colocar muitas palavras pouco usuais num texto tão curto. Também estranhei a parte da Deusa. Que Deusa; Afrodite? Penso que sim, mas não sei se o nome foi omitido de propósito no conto. O final é inesperado, desde a parte que os olhos não se encontram. Criativo. Um texto fechado, bonito e incrivelmente bem orquestrado.

  64. Simoni Dário
    17 de janeiro de 2017

    Afrodite, esse conto é um dos mais bonitos e bem escritos dos que li até agora. Inteligente, doce, meigo, sem pretensões, mas que deixa um surpreendente sorriso no rosto de quem lê. Parabéns!

  65. Marco Aurélio Saraiva
    17 de janeiro de 2017

    Muito bem escrito. A pegadinha no final foi um bom “plot twist”. Coitado do entregador: será que tudo o que ele queria é entregar um daqueles buquês para a sua amada? Ou mesmo, será que tudo o que ele queria era TER uma amada?

    Gostei! Suas palavras foram perfeitas e muito bem colocadas, levando o leitor a pensar, até o final do conto, que tratava-se do companheiro da garota.

    Parabéns!

  66. José Leonardo
    17 de janeiro de 2017

    Olá, Afrodite.

    Há uma brincadeira para o leitor. O entregador aparenta ser uma pessoa altamente satisfeita com seu trabalho e, ao mesmo tempo, um sonhador nato. O balão de sua expectativa infla a não mais poder, e descobrimos que a cada entrega é assim, o procedimento não muda. Ele não se pavoneia e não exagera, não se derrama incondicionalmente. É polido, um autêntico gentleman.

    Muito bom. Escrito com graça e jovialidade.

    Boa sorte nesse desafio.

  67. Victor F. Miranda
    17 de janeiro de 2017

    Achei que o conto se atrapalhou no desenvolvimento, que faltou sutileza. Não curti muito.

  68. Fabio Baptista
    16 de janeiro de 2017

    Mais um conto com a estrutura de ambientar e desviar a atenção, preparando terreno para uma surpresa final.

    Eu achei que essa parte sobre deusas mais atrapalhou do que ajudou, poderia ter ficado em algo mais cotidiano, sugerindo um encontro amoroso convencional, sei lá.

    Quando a revelação foi feita, eu ainda estava com esse lance de deidade na cabeça e acabou atrapalhando no impacto.

    Um bom conto, contudo.

    Abraço!

  69. Bianca Machado
    16 de janeiro de 2017

    Muito bom! Me levou para outro caminho e teve a surpresa agradável no final, gostei de ser “enganada”, adoro isso! E adorei essa personagem, o entregador. Lírico, posso imaginá-lo fisicamente, não sei o porquê. Obrigada pela leitura e parabéns.

  70. Guilherme de Oliveira Paes
    16 de janeiro de 2017

    Excelente, muito bem escrito, impecável na forma. Sucede em criar o clima de tensão e romance, e o final realmente surpreende – além de inesperado, tem uma beleza singela.

  71. Fheluany Nogueira
    16 de janeiro de 2017

    Uau! Uma pegadinha… Gostei do cotidiano, do entregador “solícito”, do tom terno, suave e romântico, da reviravolta final. Bem escrito, com uma dose de suspense na medida certa. Fiquei em dúvida, na oração – “Aquela demora lhe faz suar frio”, no lugar do pronome LHE, não seria O?

    Bom trabalho, uma leitura divertida e com qualidades. Parabéns. Abraços.

  72. Iolandinha Pinheiro
    15 de janeiro de 2017

    Outro conto onde a imaginação flui. O cara (entregador), provavelmente uma alma solitária, fica fantasiando um encontro real, como se ele fosse o homem que mandou as flores. Acho legal isso de fantasiar, para quem é forever alone, é um recurso para não se sentir tão invisível. Gostei do seu conto. Acho que vai levar estrelinha.

  73. Ceres Marcon
    15 de janeiro de 2017

    Bem construído. Pensei que fosse o noivo, namorado, apaixonado, mas era o entregador.
    Parabéns!

  74. Tom Lima
    15 de janeiro de 2017

    É interessante, foi bem construído, mas o final atrapalha. Por que ele fica nervoso? Talvez sem o nervosismo funcionasse melhor.

    Boa sorte.

    Abraços.

  75. Anorkinda Neide
    15 de janeiro de 2017

    Hum hum, muito interessante
    ‘os olhos nao se encontram…’ achei q ficaria triste isso ae…hehe
    Percebo aqui aquela vibe do ‘trabalhe como que goste, com o que faz o seu coração sorrir’… 🙂
    A gente pensa q este conselho vai fazer todos procurarem se artistas de cinema, músicos de alguma banda..mas os trabalhos mais simples tb podem ser fontes de prazer, pq nao?
    abraço

  76. Evandro Furtado
    15 de janeiro de 2017

    Um semi-romance, ou uma história de solidão. O autor usa de um vocabulário interessante e esse é o aspecto mais interessante quando falamos de forma. O conteúdo traz consigo um personagens pra lá de bem construído – o entregador de flores – com sua eterna solidão e sua satisfação no amor dos outros – o que é triste pra caralho e bonito ao mesmo – e uma baita de uma plot twist que eleva bastante o nível do conto.

    Resultado – Good

  77. andré souto
    15 de janeiro de 2017

    Muitos profissionais,enxergam motivações no seu ofício, além do pagamento.E neste conto,temos uma fina e bem acabada descrição de uma situação dessas.Boa sorte.

  78. Andre Luiz
    15 de janeiro de 2017

    Um conto bem escrito e que brinca com os sentimentos e sensações do leitor. A princípio pode parecer uma cena de amor, que a meu ver culminaria em algo mais “caliente”(talvez seja pelo pseudônimo escolhido, e a menção à deusa no meio do conto); todavia, revelou-se uma situação cotidiana que quebrou o clima inicial.

    -Originalidade(7,5): Gostei da escolha do tema, talvez um pouco mais da forma que nos foi apresentado. Para mim você transformou uma cena comum em algo um pouco mais “lírico”, por assim dizer, e contou pontos a seu favor.

    -Construção(8,0): Mexeu com as sensações do leitor e depois jogou um balde de água fria. Para mim, funcionou.

    -Apego(6,5): Eu poderia ter sentido mais sobre o personagem, talvez uma imagem diferente ajudaria a complementar o conto. Reli 3 vezes e senti que faltou algo que fizesse com que o leitor se identificasse ainda mais pelo nosso protagonista.

    Boa sorte!

  79. Fernando Cyrino
    15 de janeiro de 2017

    Que interessante está o seu conto. Gostei muito. Simples e tão bacana. Fluido, leve, as palavras bem postadas. Parabéns pela sua obra. Muito sucesso.

  80. Edson Carvalho dos Santos Filho
    15 de janeiro de 2017

    O conto tinha potencial, mas a ideia de ser um mero entregador, ao final, me decepcionou muito. Tudo bem o entregador gostar muito do que faz, mas o fato de tremer, suar, aí já achei exagerado. Não soou verdadeiro.

  81. Brian Oliveira Lancaster
    14 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Gostei. Leve, sentimental e com uma pitadinha de humor irônico. O texto nos leva a pensar algo e há a reviravolta final que micro contos pedem quase automaticamente. – 9,0
    O: Outro texto singelo, que dá ênfase maior às emoções. Tem certo tom nostálgico embutido, não sei dizer bem o motivo. Cativa pela simplicidade do cotidiano (de um trabalhador, após lermos o final). – 8,5
    D: Gosto de textos mais emocionais. Às vezes o simples é melhor que o complexo. Tem um drama pequeno, tem o suspense e a leve “decepção” ao fim. – 8,5
    Fator “Oh my”: outro texto que diz mais nas entrelinhas do que a própria escrita. Ganha pontos pela leveza, sem apelar para o dramalhão mexicano.

  82. Olisomar Pires
    14 de janeiro de 2017

    Bom conto. Bem escrito e fluido.

    Não me enganou, pois a primeira frase me despertou a pergunta: Por que mãos solícitas ? logo pensei em alguém subalterno ou trabalhando e não deu outra, mas isso não tira o mérito do texto.

    Conto sobre um ótimo trabalhador que ama seu trabalho.

    Bom conto.

  83. Virgílio Gabriel
    14 de janeiro de 2017

    Me enganou, eu estava aqui achando que era mais um conto clichê. Parabéns, fez o que espero em todo bom conto, ser surpreendido! Gostei de tudo, parabéns!

  84. Priscila Pereira
    13 de janeiro de 2017

    Oi Afrodite, um entregador enamorado pela recepção de “suas” flores. Fofinho. em escrito, sentimental e despretensioso. Gostei!! Boa sorte!!

    • Priscila Pereira
      13 de janeiro de 2017

      oops… “Bem escrito”

  85. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    hauahuaha me enganou! E bem. Adorei. Vai passando o nervosismo e depois joga um balde de água fria no leitor.. Bem escrito. Boa linguagem. Visualizei a cena. Gosto quando isso acontece. Vai me fazendo entrar na história.

  86. Zé Ronaldo
    13 de janeiro de 2017

    Excelente exemplo de micro, apesar de fechado, mas a sinuosidade do texto, que leva o leitor para um desfecho e trata-se de outro totalmente diferente é fenomenal. No fim das contas, o entregador é uma espécie de dom juan enamorado de todas as suas clientes, mas só pelo momento da entrega das flores. Muito bom!

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .