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Detox Literário.

Fora do Trem (Bruna Francielle)

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Massas de pessoas corriam, pela linha do trem, em meio a tropeços e pisoteios.

Enorme e assustador, “O Trem da Verdade” avançava. Dele, fugiam desesperadas.

Fios saiam das massas ligados a algo que guiava-as como marionetes. Nas leis, nas páginas dos livros e na televisão, um outro mundo, onde nada era real.

Quem aceitaria que a Verdade não era igualitária e democrática, mas soberana?

“Prendam esse trem!”, gritavam, ensanguentados e feridos.

A propaganda colocava inocentes no altar do sacrifício; no pensamento criava raízes.

Obstruídos de transformar sua realidade na ausência da fidedignidade do saber, sangravam cada vez mais.

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82 comentários em “Fora do Trem (Bruna Francielle)

  1. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Me remeteu a Lumiére e a fuga do cinema. Achei meio nebuloso o desenvolvimento, enfim.
    Boa sorte!

  2. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    Uma quantidade de metáforas precisas e muito bem utilizadas. Um texto repleto de ideias originais e que me encantaram do início ao fim. Acredito que a ideia possa ser ainda mais desenvolvida, pois o espaço pareceu pequeno por um momento. Parabéns!

  3. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Gostei da escrita, bom conto. Boa sorte!

  4. Sra Datti
    27 de janeiro de 2017

    A princípio, lembrou-me de “Admirável Gado” novo, do Zé Ramalho, os cegos, do Saramago. Uma crítica a nossa sociedade ainda inconsciente de seu verdadeiro papel humano. A massa dócil, fácil de se conduzir, de se seduzir. Mas um rolo compressor, um Trem da “Verdade” vem sobre nós: ele tem fios, e ninguém pode se mover a não ser por eles. Daí encontro o Mito da caverna, de Platão, com suas imagens manipuladoras, gerando luz nas paredes escuras dessa caverna: “Eis a “Verdade” soberana que se dissolve em mentes que não sabem agir com discernimento. Mas alguns já começam a perceber que há algo errado. “Essas imagens não são o real!”, “Prendam esse trem!”, mas seria preciso muita força, muita coragem, muito conhecimento – e sabedoria, para transformar a realidade.
    Então enfraquecidos, sangravam ainda mais (e continuavam em sua zoninha de conforto, deixando-se levar por uma vida banal).
    Nosso Mito da Caverna, 2400 anos depois.
    Acho que você me fez viajar, autor, obrigada…

  5. Simoni Dário
    27 de janeiro de 2017

    Conto curioso e para se refletir. Gostei das análises, apenas o formato narrativo não me agradou muito.Temos que buscar a verdade nos fios das entrelinhas e como a verdade é relativa creio que a interpretação é pessoal. Queria ter curtido mais.
    Bom desafio!

  6. Leandro B.
    27 de janeiro de 2017

    Oi,Fathima.

    Um conto interessante, cujo significado estou longe de compreender, mas como acredito em verdades relativas, tentarei mesmo assim.

    Tenho a impressão que as construções fazem referência às verdades falsas que sustentam e orientam a vida das massas. Essas verdades são ilusões, transmitidas através das leis, da mídia ou mesmo da ciência. Todas servem como válvula de escape de uma verdade objetiva e concreta.

    Que verdade é essa? Não faço ideia. Como se trata de UMA verdade, vou abandonar uma pretensão política e tomar uma postura niilista e apostar que a existência em si não importa (independente do que digam as leis, a religião ou mesmo a ciência). Vamos todos morrer sozinhos sem um impacto genuíno no universo e ignorar isso é ser atropelado pelo trem.

  7. Victória
    26 de janeiro de 2017

    Quem aceitaria que a Verdade não era igualitária e democrática, mas soberana?

    Conto bem escrito que rende várias reflexões. É cheio de metáforas e, por isso, ficou um pouco nebuloso, mas nos prende na segunda leitura e nos faz questionar sobre alienação, manipulação das massas e como todos temem a verdade.

  8. rsollberg
    26 de janeiro de 2017

    Oi, oi o trem, vem surgindo…
    Um conto que se constrói por intermédio de boas metáforas, massas e marionetes.
    Creio que o autor não quis se referir ao conceito de verdade lógica, imutável por excelência, mas sim em relação a tal da pós-verdade. onde a subjetividade toma de assalto qualquer fato objetivo, Aquele papinho de que cada um tem sua verdade, em uma espécie de salvo-conduto de puro egoismo onde o umbigo é o centro do universo.
    Um texto forte que desperta reflexão.
    Parabéns

  9. Jowilton Amaral da Costa
    26 de janeiro de 2017

    Bom conto. Com a imagem do trem e a priemira frase da narrativa, imaginei algo bastante diferente do que li. Imaginei algo referente ao holocausto, lembrei-me do filme A Lista de Shindler. Contudo, o texto fala de manipulação de ideias e do caos moral em que vivemos hoje em dia. E o trem da verdade vem para passar por cima de todo mundo, porque a Verdade é soberana. Boa sorte.

  10. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Fathima,

    Tudo bem?
    Seu conto é complexo e cheio de camadas.

    Uma história contada por um narrador observador que a tudo vê e de tudo sabe, de fora, como um Deus, presenciando aquilo que sua verdade devora.

    A imagem do trem é perfeita, pois pode ser analogia para a vida, para a verdade em si, para a globalização, para a “verdade” que nos fazem engolir a seco.

    Parabéns por seu trabalho.

    Boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  11. Lídia
    25 de janeiro de 2017

    Tenho um mineirês carregado, uso “trem” pra me referir a tudo! O “trem” da verdade seria a personificação da expressão idiomática? Não sei…
    É um micro atemporal, e aberto a inúmeras análises.
    Gostei bastante.
    Boa sorte!

  12. Andreza Araujo
    25 de janeiro de 2017

    Esse texto é uma coisa meio Matrix, meio ficção, e ao mesmo tempo tão contemporâneo e verdadeiro. Vemos que, no fundo, todos somos parte da massa, todos somos marionetes, mesmo quando nos sentimos livres, mesmo quando a gente pensa que pensamos por conta própria! Hehehehe Excelente crítica.

  13. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    texto com uma boa carga poética mas que deu para sentir a falta de espaço para desenvolver uma prosa tão carregada de metáforas e outras imagens. Parabéns

  14. Fil Felix
    25 de janeiro de 2017

    O texto me causou um misto de coisas. Adorei a maneira alegórica como conduz o Trem da Verdade pelo micro-conto, é o principal destaque, A crítica em cima da sociedade, da mídia, dos golpes que vemos por aí, de como tudo é bastante manipulado. Também levanta uma reflexão sobre a verdade, sobre a democracia. Um ótimo conto, com uma narrativa e imagens fantásticas. Por outro lado, penso que ainda não consegui absorve-lo totalmente, o que não é ruim. Muito bom.

  15. Gustavo Aquino Dos Reis
    25 de janeiro de 2017

    Fathima,

    seu conto é maior que esse desafio.

    Ele é fidedignamente assustador, atemporal em tudo. E traz uma verdade esmagadora para os leitores.

    Gostei demais e lhe dou os parabéns.

  16. Tiago Menezes
    25 de janeiro de 2017

    Uma mensagem aos leitores sobre o que a alienação pode nos causar, e o quanto as pessoas odeiam a verdade. Muito bom seu texto, apesar de ter achado que o final foi de difícil compreensão. Boa sorte no desafio.

  17. Renato Silva
    25 de janeiro de 2017

    Narrativa interessante. Cheia de figuras de linguagem, me pareceu tratar de uma sociedade atormentada por um governo opressivo que persegue opositores (os que conduzem o trem?). A maioria vive alienada ou se aliena propositalmente para fingir que vive feliz, ao mesmo tempo que sabe não poder enfrentar o “sistema”.

    Gosto do modo como foi escrito, você tem bom domínio de ortografia e fez um bom uso das figuras de linguagem.

    Boa sorte.

  18. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Um texto avant garde, que utiliza como referência, acho eu, a primeira exibição dos filmes dos irmãos Lumière (A chegada do trem na estação, se não me engano). Porém, ao longo de seu desenvolvimento, a narrativa se torna delirante e onírica, até chegar ao ponto da interpretação difícil, como “na ausência da fidedignidade do saber”. Não achei bonito, mas nem toda arte é para se admirar. Ao autor, desejo sucesso!

  19. Pedro Luna
    24 de janeiro de 2017

    Achei interessante a ideia de Trem da Verdade, que afugenta as pessoas acostumadas a uma existência falsa e alienada. No entanto, o conto ficou meio nebuloso, pois não consegui visualizar bem certos detalhes, como: “Fios saiam das massas ligados a algo que guiava-as como marionetes.”. Soou algo meio futurista e distópico, que não compactuou com o cenário que me foi desenhado no início do conto.

  20. Douglas Moreira Costa
    24 de janeiro de 2017

    É uma crítica social muito boa, ainda mais tendo em vista os tempos que passamos no país atualmente. A metáfora do trem soberano que ameaça atingir a todos é muito boa, uma pena que na realidade a verdade não seja como um trem, porque dai seria mais fácil de ser enxergada pelos olhos ignorantes.
    É uma metáfora poderosa, com um significado muito grande. Diz muito em poucas palavras. Parabéns.

  21. Lee Rodrigues
    24 de janeiro de 2017

    É uma forte crítica social, mas toda verdade absoluta não deixa de ser uma forma de alienação. Gostei da metáfora explorada, mas diminuiria a mão na massificação.
    Como conto não funcionou comigo,

  22. Srgio Ferrari
    24 de janeiro de 2017

    Esse trem ia pra Busan. SAQUEI! 😉

  23. Tom Lima
    24 de janeiro de 2017

    Muito boa a forma escolhida. Totalmente fantasiosa pra falar do real. Grande beleza nas escolhas e profundo em conteúdo, em reflexões possíveis.
    Usar a imagem do trem deu força, ele segue uma linha, e não é possível desvios, sua marcha pode ser lenta, mas é praticamente impossível de parar.

    Parabéns.

    Abraços.

  24. catarinacunha2015
    24 de janeiro de 2017

    MERGULHO em um poço de metáforas bem sobrepostas. Há força na construção pelo significado, mas o vocabulário não ajudou na intensidade do fluxo gerando algumas travas. IMPACTO mais intelectual, pela ousadia crítica, do que pela sedução literária.

  25. Wender Lemes
    23 de janeiro de 2017

    Olá! As pessoas buscam a Verdade mas não querem andar na linha. Melhor dizendo, buscamos uma verdade que nos convenha, que nos satisfaça. Talvez essa verdade não exista, talvez não exista verdade – se cada um olhar o mundo só do seu ponto de vista. Pelo que entendi da analogia, não estamos preparados para a brutalidade da Verdade, pois somos iludidos constantemente com uma realidade falsa. Legal que tenha optado por um caminho mais tortuoso.
    Parabéns e boa sorte.

  26. Felipe Teodoro
    23 de janeiro de 2017

    Oi!

    Me parece que o autor tinha muito o que falar e o espaço não foi o suficiente, a ideia do Trem da Verdade e a relação da informação com a alienação social é muito interessante, a massa é movida pelo trem? Quem são os feridos? São aqueles que negam a verdade? Mas qual seria a verdade nesse mundo tão relativo, ainda mais quando falamos de ideais. Enfim, um texto que trata de assuntos importantes, mas que acaba parecendo um mix de pensamentos fora de ordem, um trem fora do trilho.

  27. Miquéias Dell'Orti
    23 de janeiro de 2017

    Oi Fathima,

    Gosto muito de críticas sobre o conformismo e a cegueira social de um conglomerado de pessoas (que você denomina como massa).
    Infelizmente, a política do pão e circo ainda permanece, mesmo velada e sob aspectos diversos, presa por fios sobre as cabeças das pessoas. A degradação da formação de conhecimento em detrimento do entretenimento sem objetivos é uma questão muito abordada e pouco combatida, o que me faz pensar: será que faz mesmo algum sentido construirmos insights e mais insights sobre o tema sem tomar uma atitude prática diante da situação?

  28. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Cerebral e com uma ponta de ficção científica. A ideia de um “Trem da Verdade” rende um bom debate

  29. Cilas Medi
    22 de janeiro de 2017

    Um texto correto, mas difícil de interpretação. Entendi depois de uma segunda leitura, ou acho que tenho essa pretensão, nesse trem perseguidor da humanidade em dia de juízo final. Sempre o terror e a morte, dessa vez, vou ter boa vontade e não reclamar. Boa sorte!

  30. Estela Menezes
    22 de janeiro de 2017

    Mais uma vez, uma boa ideia é atropelada por problemas na pontuação, na colocação de pronomes, na ortografia, na escolha inadequada de certas palavras… Que pena! Sua alegoria é forte, bem construída, atual, mas acho que não podemos esquecer nosso compromisso com a correção da linguagem e a preservação de nossa língua tão maltratada ultimamente…

  31. Amanda Gomez
    20 de janeiro de 2017

    Olá, Fathima!

    Um conto que chama a atenção, tanto pela forma como foi contado- através de metáforas, quanto pela linguagem.

    Eu gostei muito de algumas coisas e outras nem tanto.

    A ideia do Trem que vem a toda velocidade para passar por cima, pois é a verdade e, a verdade é soberana é uma ótima metáfora. O mundo realmente está submerso na alienação, inversão de valores, estamos caminhando para um futuro assustador, as teorias de conspiração nunca fizeram tanto sentido.

    Mas… o que é a verdade? Em uma questão politica social, em questões filosóficas do ser ou não ser, do certo e o errado, o que é a verdade?

    Temos verdade objetiva, subjetiva, fatos e realidade..

    Não existe verdade absoluta ( minha opinião) para tais contextos, são meias verdades, uma versão para cada um. Seu conto tanto serve para um lado como para o outro, só munda quem a estar proferindo. Tanto, que acredito que pessoas com posições politicas/sociais distintas sobre o assunto o apreciam da mesma forma. Será que autor tem um alvo especifico ao contar essa historia?

    ” Trem da verdade” Se fosse da realidade me parecia mais lógico, e como foi dito, menos pretensioso. Por mais que eu tentasse, eu não consegui deixar de imaginar um maquinista dentro do trem o controlando. A forma como o narrador conta o drama das ”massas” é distante, superior, como se fosse ele o único detentor da verdade.

    Algumas escolhas de palavras não foram muito felizes, o último parágrafo quebra um pouco o clima. Gosto de textos rebuscados, mas há um excesso aqui.

    Mas acredito que o objetivo principal foi alcançado: a reflexão. A cenas estão bem construídas e narradas. O trem é assustador, as pessoas correm dele mesmo sabendo que a verdade liberta; mas faz sangrar também.

    As vezes é muito , mas MUITO mais fácil fechar os olhos, tapar a boca e os ouvidos. ou simplesmente deixar a correnteza te levar, mesmo que seja para o precipício.

    Parabéns pelo conto e, boa sorte no desafio.

  32. Givago Domingues Thimoti
    20 de janeiro de 2017

    Um conto “cabeça”. Sou fã de contos com filosofia. É um dos melhores contos do desafio.
    Parabéns!

  33. mariasantino1
    20 de janeiro de 2017

    Oi, tudo bem?

    Então, como está no versículo de João 8:32 “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Ok, mas que verdade? O conto mostra claramente a deturpação das ideias e da informação. De certa forma fez lembrar Westworld pelo lance de mundos dentro de mundo e pensamentos enraizados (ando assistindo séries demais 😉 ). Achei que soou como um Armagedom e, por mais que se sinta a força, pelo menos para um miniconto, precisava de um espaço maior.

    Parabéns pela ousadia. Boa sorte no desafio.

  34. Leo Jardim
    20 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): uma grande metáfora para a situação atual, onde muitos são manipulados pela mídia e vivem fora do trem da verdade. Interessante, mas é apenas uns metáfora sem história.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): a figura de linguagem utilizada é ótima, mas achei um ponto estranho logo na primeira frase: “massas de pessoas” me soa errado.

    💡 Criatividade (⭐⭐): uma leitura interessante e metafórica.

    ✂ Concisão (⭐⭐): não parecem sobrar ou faltar palavras.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): acho que faltou alguma coisa, um ponto de virada ou que marcasse mais.

  35. juliana calafange da costa ribeiro
    20 de janeiro de 2017

    Uma metáfora política? O Trem da Verdade me pareceu um monstro que avança e engole os que acreditam na ficção da TV, da literatura, da justiça e da “imprensa vendida” aos interesses da propaganda política. No meio dessa Merda toda, as marionetes – que são o povo covarde e embriagado de ilusão e factóides – nada fazem a não ser pedir que a verdade seja impedida, interditada. Onde eu já vi esse filme?… Bom texto, parabéns!

  36. Vitor De Lerbo
    20 de janeiro de 2017

    Belas analogias e com um tom de desesperança. Mostra a impotência real das massas ao lidar com o poder da mídia, da propaganda e dos poderosos.
    Boa sorte!

    • Vitor De Lerbo
      20 de janeiro de 2017

      Esqueci de mencionar, me lembrou muito a HQ Perfura Neve, que depois virou filme. Recomendo para a pessoa que escreveu esse conto.

  37. Bia Machado
    20 de janeiro de 2017

    Um bom trabalho com metáforas, palavras com força, que fazem pensar. Gostei até o penúltimo parágrafo. O último achei que não acompanhou o restante da qualidade do texto. No início, “massas de pessoas…” me desanimou um pouco, o correto é “massa de pessoas”. Só um toque. Parabéns pelo texto!

  38. Juliano Gadêlha
    20 de janeiro de 2017

    Um dos contos mais cerebrais até o momento. Traz boas metáforas, e exige um pouco mais de atenção do leitor. Lembrou-me Matrix pela questionamento da verdade. Parabéns!

  39. waldo gomes
    19 de janeiro de 2017

    Parei de ler no “massas de pessoas que corriam…”, mentira, li tudo.

    Confuso pra cacete, é algo macro demais, uma idéia de liberdade às avessas, sei lá,

    No mais, é isso.

  40. Marco Aurélio Saraiva
    19 de janeiro de 2017

    Uma tentativa de escrever um conto em forma de uma grande metáfora para criticar formas de governo que, segundo o autor, são democráticas apenas na faixada. Este tipo de crítica é sempre uma boa pedida, mas aqui o autor se perde um pouco tentando explicar a própria metáfora no conto. Se for pra ser simbólico, que mergulhe fundo nesta vereda. A mistura de alegorias com descrições concretas atrapalhou a leitura, que acabou não fluindo muito bem, apesar do excelente português.

  41. Fheluany Nogueira
    19 de janeiro de 2017

    Texto retórico que busca a virtualização do significado, transmite um ou mais sentidos além do literal e traz concepções filosóficas. Pomposo, frases de efeito, bom trabalho com a linguagem, impressiona, mas falta um enredo, personagens para caracterizar como um conto, mesmo micro.

    Por que escolheu esse pseudônimo? Tem algo a ver com o texto? Abraços.

  42. Claudia Roberta Angst
    19 de janeiro de 2017

    Narrativa bem elaborada, repleta de símbolos e metáforas. Não diria que foi uma leitura fácil, pois é preciso encontrar a ideia principal entre as linhas (de trem e da trama).
    Sem falhas, o conto segue em uma linha acima do tom, mais refinada do que se costuma esperar de um texto tão curto.
    Boa sorte!

  43. Anderson Henrique
    19 de janeiro de 2017

    Gostei, mas a última frase é muito truncada. Arrumando, fica redondinho. Um trem da verdade atropelando tudo o que é hipócrita é uma boa imagem. Só não vi conto aí. Vi uma ideia, um conceito ou metáfora. Voltarei ao seu conto depois para tomar minha decisão. Abs!

  44. Laís Helena Serra Ramalho
    19 de janeiro de 2017

    Achei interessante o uso da alegoria (ainda mais por ser um trem atropelando a todos indiscriminadamente) para falar sobre a fuga da verdade, não sei se de uma que as pessoas se recusam a ver ou se de uma que as pessoas veem, mas fazem de tudo para esconder. Talvez o conto quisesse deixar justamente essa dúvida.

    Mas teve um trecho que eu não entendi bem: “A propaganda colocava inocentes no altar do sacrifício”. Por que inocentes? Será que há mesmo alguém que seja inocente dentro do contexto que você colocou? Ou eu que interpretei errado?

    Quanto à narrativa em si, é até imersiva, embora haja uma repetição: “Dele, fugiam desesperadas”, quando você já tinha mencionado pessoas correndo (e estava subentendido que fugiam do trem.

  45. Fabio Baptista
    19 de janeiro de 2017

    O texto não é ruim, está bem escrito e bem estruturado.
    Porém, não combinou em nada com o meu gosto. Senti uma forçação de barra para criar um tom épico, meio apocalíptico, sei lá.

    Acabou soando pretensioso. Foi esse o sentimento que tive ao final da leitura, desculpe.

    Abração!

  46. Luis Guilherme
    18 de janeiro de 2017

    Boa! Adoro conto com contexto social.

    Profundo, cheio e metáforas. Faz pensar e refletir.

    Concordo bastante com as ideias apresentadas, principalmente com a questão das marionetes.

    Não sei pq, mas o itálico casou perfeitamente com o texto.

    Belíssimo trabalho, parabéns! (pelo visto deve tá pintando na minha lista aqui)

  47. Iolandinha Pinheiro
    18 de janeiro de 2017

    Acho que foi o conto mais original que li neste desafio. Uma pena que fora a originalidade não sobra muito. O uso do trem e de uma multidão como personas do conto tornou a abordagem muito desumanizada. Não há carisma, não há apego, só uma contenda entre o trem da verdade, apavorante em um mundo de mentiras e a multidão que deseja, a todo custo, calar a verdade. Achei que houve aqui uma metáfora sobre repressão política, uma ditadura militar… Que a exemplo do Brasil queria calar artistas, professores universitários… Afinal o trem era da verdade e alguém conhece algo mais perigoso e subversivo do que mostrar a verdade? A ideia é boa, mas não me senti seduzida. Abs.

  48. Gustavo Castro Araujo
    18 de janeiro de 2017

    O conto extrai sua força de belas metáforas, revelando algo de distópico. Pessoas que seguem, cegas à realidade, amarradas a conceitos preconcebidos, prestes a serem esmagadas pela chegada da verdade. É de se imaginar se gostariam – ou se nós mesmos gostaríamos, já que a alusão à nossa sociedade é evidente – de tal encontro. Muitas vezes a felicidade reside na ignorância, na expectativa de que o trem se aproxime mas nunca chegue de fato. Em suma, um conto para pensar. Bom trabalho.

  49. Thiago de Melo
    18 de janeiro de 2017

    Muito bom! Parabéns.
    Gostei da ideia do “Trem da Verdade”. Infelizmente é assim mesmo, não importa o mimimi de ninguém: “Quem aceitaria que a Verdade não era igualitária e democrática, mas soberana?” Perfeito. A verdade é soberana, não está nem aí para igualdade nem para democracia. Ótimo!
    Bom texto, boa metáfora. Gostei.

    Parabéns!

  50. Davenir Viganon
    18 de janeiro de 2017

    O trem como alegoria do progresso, o avanço desenfreado do capitalismo sob uma aura de Verdade Incontestável, o único caminho possível, que na verdade, é um engodo. Os atingidos por esse trem clamam pateticamente por uma legalidade [“prendam esse trem”] ao qual apenas eles tem de obedecer. O trem segue. Gostei demais!!!

  51. Andre Luiz
    18 de janeiro de 2017

    Um conto diferente e repleto de significação, aberto para pensamentos, mas que às vezes confunde o leitor.

    -Originalidade(9,0): A perspectiva abordada foi original, e eu gostei de algumas imagens que você passou, como o próprio trem simbolizando progresso e arrastando tudo consigo.

    -Construção(7,0): Achei uma ideia interessante, porém sinto que fiquei perdido em alguns pedaços do texto, principalmente naquela parte do altar do sacrifício.

    -Apego(7,0): Senti falta de um personagem verídico, bem como de uma trama propriamente dita. Para mim foi um texto bom, contudo, a presença de algo além das massas certamente me tocaria mais.

    Boa sorte!

  52. Evandro Furtado
    18 de janeiro de 2017

    Temos um conto de uma complexidade absurda, repleta de metáforas interessantes. É daqueles contos que nos fazem viajar, ponderar sobre inúmeras questões da vida. As imagens construídas também são sensacionais.

    Resultado – Good

  53. Eduardo Selga
    18 de janeiro de 2017

    Sobretudo, é uma grande alegoria mostrando nosso mundo cheio de verdades nada verdadeiras, construídas a ferro e fogo, com violência explícitas e simbólicas.

    Há um toque insólito, causado pela imagem descontextualizada do trem. Ele parece existir como uma suprarrealidade ou como matéria onírica. Aliás, é um símbolo associado aos processos inconscientes, e na presente narrativa ele é tão irascível quanto costumam ser esses processos.

    O maquinismo não é dialógico: há uma predeterminação, uma tarefa a ser cumprida, e se inexistir suficiente força contrária, a máquina cumprirá seu “destino”. O trem não é democrático, portanto. Segue a linha traçada, doa a quem doer, sangre quem sangrar. Considerando que ele e o trilho não existem por si mesmos, deveríamos nos perguntar todos os santos dias: quem fez o traçado, quem construiu esse cavalo de ferro, essa máquina de moer sujeitos?

    Dizem que o progresso é uma locomotiva, aforismo usado exatamente para expressar a ideia de inevitabilidade de que falei antes. Do modo capitalista como é concebido hoje, esse progresso é uma máquina que, ao avançar velozmente, nos engole a todos e inibe o raciocínio crítico e, contraditoriamente, se encaminha para o descarrilhamento.

    O autor opta pelo pretérito. Tendo em conta todas as observações que fiz até agora, o tempo presente seria mais apropriado a esse inferno em linha reta que não de hoje nos direciona ao abismo. Além do mais, ampliaria a dramaticidade narrativa. Apesar disso, na escolha do pretérito não embaça o brilho da narrativa, em função do significado contido nela, e demonstra uma esperança: essa sociedade, violenta e violentada, televisionada nos altares midiáticos, dirigida por maquinistas maniqueístas, essa sociedade é passado.

    Ou deveria ser.

    Será um dia?

  54. Glória W. de Oliveira Souza
    18 de janeiro de 2017

    O texto remeteu-em a um pesadelo ou a um tipo minisérie televisiva. Tive dificuldade em identificar dramaticidade face ao modo descritivo. O final não me impactou.

  55. Thata Pereira
    17 de janeiro de 2017

    Engraçado que quando li o título pela primeira vez, mencionei isso no grupo, li “Fora Temer” rs

    Olha, o conto não me agradou por uma questão muito particular, que vou explicar, mas que se eu fosse o autor não levaria em consideração, porque é uma questão minha (e talvez de outras pessoas).

    Não olhando por essa peculiaridade, o conto é muitíssimo bem escrito, as cenas me lembraram guerra, algo tipo Segunda Guerra Mundial. Imaginei as cenas recordando as fotografias que conheço da guerra, com se o conto estivesse inserido naquele ambiente.

    Minhas questões particulares: odeio quando o povo é chamado de massa ou marionete, porque isso está diretamente ligado ao motivo da minha profissão estar do jeito que está hoje (jornalismo). Porque, justamente como é dito no texto, as leis, a televisão, os livros, tratam as pessoas como marionetes. A questão é que não são. Todos podem estar em um mesmo lugar, mas nunca estarão lá pelo mesmo motivo, por mais que isso aparente. E todos nós sabemos o que está por trás de nossas ações, mesmo que camufladas, por uma série enormee de motivos. Logo, verdades particulares, singulares e, nem por isso mentiras. Mas nunca soberanas. E isso, inclusive, vale para esse meu comentário.

    Se teu conto não tratasse as pessoas como marionetes, eu iria gritar: Fodaaaa!

    Boa sorte!

  56. Matheus Pacheco
    17 de janeiro de 2017

    o que doí mais que a verdade? a verdade contada sem um único pingo de compaixão, a verdade que faz mais bem para o ser humano do que a verdade amenizada.
    Eu não preciso repetir os elogios dos outros comentários em relação a profundidade, e tambem não preciso dizer que é um ótimo conto, um dos que eu mais gostei.
    Um abração ao escritor.

  57. Priscila Pereira
    17 de janeiro de 2017

    Oi Fathima, muito interessante o seu texto. Gostei especialmente da frase:”Quem aceitaria que a Verdade não era igualitária e democrática, mas soberana?”. Me lembrou muito essa passagem de João 8:32 “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Parabéns e boa sorte!!

  58. Rubem Cabral
    17 de janeiro de 2017

    Olá, Fathima.

    Muito bom. Palavras fortes, simbolismo, mensagem política. O conjunto ficou bastante forte. Lembrou-me a frase “Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo.” (Abraham Lincoln).

    Apenas me incomodou o uso do itálico em todo o texto. Não vi razão para tal.

    Nota: 9.

  59. Sabrina Dalbelo
    17 de janeiro de 2017

    Eu admiro muitíssimo inventividade e um bom manuseio das metáforas.
    A gente fica querendo dar nome aos bois, distinguir quem é quem, pra nós.
    Pra mim, o Trem da Verdade é a consciência de cada um, por exemplo.

    O cenário é caótico, a linguagem é 100% metafórica e há uma mensagem: não adianta, na vida real (que não é a real aparente) e verdade aparece.

    E lembrei de Matrix também.

    Parabéns, tu tens grande domínio da tua criatividade.
    Eu gostei.

  60. Victor F. Miranda
    17 de janeiro de 2017

    Acho que você soube escolher as palavras certas pra passar a mensagem no tom que queria. Não gostei muito, mas também não vejo nenhum problema. Apenas diferenças de estilos e gostos. Boa sorte.

  61. Vanessa Oliveira
    16 de janeiro de 2017

    Hm, não sei se conseguir entender ou me conectar – acho que é o sono, haha. Bem, eu interpretei a primeira parte da seguinte forma: a verdade dói e machuca, nos puxa das nuvens e traz para a realidade fria e dura.
    Já a segunda, não entendi muito bem não, pra ser sincera. Foi interessante ler algo tão diferente, e realmente é bem aberto, podemos interpretar da forma que quisermos. Boa sorte!

  62. Tatiane Mara
    16 de janeiro de 2017

    Olá….

    Não vejo como um conto, entendo como um aviso revoltado.

    Só isso mesmo.

    Boa sorte.

  63. Luiz Eduardo
    16 de janeiro de 2017

    É uma bela narrativa, mas não consegui enxergar como um conto, não vi uma história ai. A escrita é realmente boa, só faltou uma trama como pano de fundo. Boa sorte!

  64. Brian Oliveira Lancaster
    16 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Excelente. Tem uma construção poética embutida que nos lembra da primeira cena exibida em cinemas, mas também traz questionamentos profundos. Só acho que a palavra “fidedignidade” de uma travada na leitura, mas não chega a comprometer o conjunto. – 9,0
    O: Um tema bastante incomum. Quase uma prosa poética (se não é). O conto está nas entrelinhas. Aqui os significados saltam à vista, muitos mais do que o cenário. Não acho isso ruim. O foco está no pensar. Mas se alguém procurar uma história, talvez não encontre. – 9,0
    D: Belo desenrolar de fios de um novelo imaginário. O autor parece uma pessoa já segura na escrita, que sabe justamente qual ponto pressionar. Tenho uma leve suspeita de autoria. – 9,0
    Fator “Oh my”: grandes reflexões num curto espaço de tempo. Me cativou pela filosofia embutida.

  65. Antonio Stegues Batista
    16 de janeiro de 2017

    A Verdade é um trem que nos atropela? Verdade do quê? Existem diversas verdades, da Vida, da Morte, de todas as coisas enfim. Na verdade, só sei que não sei de nada! Um bom texto critico sobre a Sociedade atual, somos todos marionetes nas mãos da Mídia. Acertei?

  66. Ceres Marcon
    15 de janeiro de 2017

    Metafórico.
    Vários significados podem ser vistos no teu conto. Gostei da linguagem, da sequência dos eventos, da prisão em que as pessoas se encontram, todas massa de manobra.
    Parabéns!

  67. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    15 de janeiro de 2017

    Senti-me acorrentado ao ler, como se jogado sem dó em piedade num dos vagões deste trem, que representa a composição da vida como ela é exatamente, seguindo incansavelmente em trilhos previamente instalados sem nossa interferência, como se fôssemos (e como somos) soldados de ferro sem vida própria, manipulados sem contestarmos em direção ao desconhecido. Magnífico conto.

  68. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    15 de janeiro de 2017

    Profundamente metafórico. Exige várias leituras. Faz pensar. Um texto de difícil compreensão. Exige muita atenção do leitor. É filosófico, crítico e interessante. Me agrada muito.

  69. Tiago Volpato
    15 de janeiro de 2017

    Texto bastante reflexivo aos nossos tempos. Ele é bem metafórico, talvez isso o prejudique um pouco. Mas é um bom texto.

  70. elicio santos
    14 de janeiro de 2017

    O texto apresenta metáforas em excesso e diversidade de cenários. Foge da construção de uma história com início meio e fim. Penso que o bom microconto, ainda que possibilite variadas interpretações, não precisa divagar tanto. A poética abusiva foge do gênero literário proposto. Boa sorte!

  71. José Leonardo
    14 de janeiro de 2017

    Olá, Fathima Kulsum.

    Não li, até o momento, um conto tão aberto a interpretações (a explosões de interpretações, na verdade) quanto o seu. Para mim, ele chega a ser palindrômico no sentido hermenêutico da coisa: pode ser lido da esquerda para a direita, da direita para esquerda. Não importa o espectro político. Logo pensei no trem de Lênin (e tudo o que representou, simbolicamente, a queda daquela utopia). Pensei também nas ditaduras militares conservadoras e noutras, comunistas. A gente pode pensar na questão religiosa, a imposição de uma Verdade.

    As pessoas correm sem poder sair dos trilhos. São manipuladas pelas cordas e pela Mainstream media. É um texto que serve para qualquer lugar, para qualquer espectro; aqui há massa para muita suposição.

    É um dos melhores até o momento. O último parágrafo, no entanto, é muito travado, empolado. Creio que poderia expressar a mesma ideia se contado de maneira mais solta.

    Boa sorte neste desafio.

  72. Edson Carvalho dos Santos Filho
    14 de janeiro de 2017

    Escrita fluída e agradável. Estava bom até o sexto parágrafo “A propaganda… altar do sacrifício”. Daí destoou um pouco. Você poderia ter mantido a imagem do trem e do trilho. “Altar de sacrifício” quebra esse cenário, vai pra outro lugar estranho ao início. E o termo “Prendam esse trem” desceu meio quadrado. Preferiria “Parem esse trem”.

  73. Fernando Cyrino
    14 de janeiro de 2017

    Um conto que vem em boa hora. Que me chega nesses tempos de pós verdade. Achei essa verdade absoluta e autoritária, essa verdade soberana (absoluta – ista) me assusta. Uma metáfora bacana da sociedade em que vivemos, dos cuidados que se precisam ter com os donos da verdade, esses trens descarrilados que tanto mal fazem. Gostei do fato de ter humanizado o trem: sim esse trem da verdade é gente… Parabéns pelo seu conto. Sucesso.

  74. andré souto
    14 de janeiro de 2017

    Interessante,com elementos surrealistas,todos correm,mas ninguém consegue sair dos trilhos do trem da Verdade.Boa sorte,parabéns.

  75. Olisomar Pires
    14 de janeiro de 2017

    A construção de algumas frases não ficaram boas:

    – “massas de pessoas” é doído, seria melhor, “pessoas em massa”, a não ser que se quisesse dar a impressão de pessoas amassadas, não vivas, amorfas, o que também não ajuda no restante do texto.

    – “Dele (as massas), fugiam desesperadas”. Por que ? Se não sabiam o que era ?

    Se fugiam, possuíam condições de pensar por si, ainda que equivocadamente.

    Enfim, panfletário demais pra ter algum sentido prático.

  76. Guilherme de Oliveira Paes
    14 de janeiro de 2017

    Achei hermético, parece fazer mais sentido dentro de um contexto pessoal do autor. Poético, tem metáforas interessantes mas que são passíveis de muitas interpretações diferentes, dificultando o entendimento do que o autor quis dizer.

  77. Zé Ronaldo
    14 de janeiro de 2017

    Isso é microconto! Mais aberto do que isso, só o céu, meu irmão. Que o leitor se dane e funda a cuca para interpretar o texto. Alegoria pura! Perfeição de escrita. Bem elaborado, bem engendrada a trama. Discussão filosófica e sociológica dos tempos modernos. Tem um viés de prosa poética também! Acho que vai pros vintão!!!

  78. Anorkinda Neide
    13 de janeiro de 2017

    Bonito texto… lembro que eu mesma escrevia assim, nuns tempos ae atrás.
    É poético e é forte e é verdadeiro.
    Mas como conto, acho que destoa um tanto, falta um corpo. Nao gostei da frase ‘Prendam este trem!’ , achei estranha, nao seria ‘Parem este trem!’ ? sei q escreveste de proposito mas nao funcionou pra mim.
    abraço ae

  79. Virgílio Gabriel
    13 de janeiro de 2017

    Extremamente metalinguístico. Tratar pessoas como marionetes, é algo comum, mas na forma como foi colocada, foi inovadora. A narrativa aborda o trem como algo maior a ser visto, mas ignorado pela alienação. Parabéns.

  80. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    Revolucionário, não? Tem muito significado oculto nesse microconto. Gostei de como a linguagem foi descrevendo uma situação do tipo dominante/dominado, de como é possível transferir para o tempo atual. Parabéns.

  81. Keynes Aynaud
    13 de janeiro de 2017

    Uma ótima crítica com um tom anarquista (creio eu), ao mostrar que as pessoas pensam demais no que os outros dizem e escutam nada que tenta aproximar eles da verdade. Ótimo trabalho. Boa sorte com o desafio.

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .