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Detox Literário.

Enquadro (Guilherme Paes)

Tarde da noite, os amigos skatistas se econtraram por acaso. A coincidência fortuita pedia uma celebração e, apesar da hora, principiaram suas manobras malabarísticas na fachada de um banco. Quando a polícia chegou, puseram em prática a já velha rotina: largaram skates, levaram as mãos à cabeça. Mas surpresa!

Não sacaram as armas, mas dispararam um polido“boa-noite”. Depois:

– Vocês curtem hardcore?

De dentro da viatura tirou um CD.

– A primeira banda de “Sexcore” do mundo – vaticinou

Na capa, a foto de seu corpanzil seminu, trajando apenas uma sunga de couro, rosto encoberto por capuz preto.

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81 comentários em “Enquadro (Guilherme Paes)

  1. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Curti, hein! O nonsense super bem empregado, a situação final soou meio almodovariana… parabéns!

  2. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    Gostei dessa reviravolta no final, foi impossível não rir. Inusitado e bem escrito, adorei. Parabéns!

  3. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Conto interessante, fugiu do padrão, um conto diferente… ficou bom até. Boa sorte.

  4. Sra Datti
    27 de janeiro de 2017

    Oi, Zau
    Não sei bem o que dizer.
    Quanto à forma, pouca coisa: um “n” faltando em encontraram, no primeiro parágrafo, a falta de um ponto final no último, nada demais. Mas quanto ao conteúdo, me desgarrei por completo, me desculpe. Seja por falta de conhecimento acerca de alguns elementos, seja por falta de empatia pelo tema (ou os dois). O que entendi foi a “quebra” do fluxo de uma situação que talvez pudesse pender até para uma tragédia, mas que se revelou um pouco cômica. No mais, senti-me um pouco sem habilidade para mergulhar a fundo.
    Boa sorte!

  5. Simoni Dário
    27 de janeiro de 2017

    Divertido do tipo comédia pastelão. Não entendi algumas coisas então vou me abster de comentar. Boa narrativa com uma surpresa bem humorada ao final.
    Bom desafio!

  6. Leandro B.
    27 de janeiro de 2017

    Oi, Zau.

    Acho que há imagens interessantes e de certo modo “clássicas” na narrativa. O policial, o skatista fazendo manobra diante de um banco, a eminência do conflito.

    Claro, o conto não quer seguir um caminho previsível, mas admito que a guinada ao final me deixou meio perdido. Não entendi a brincadeira, possivelmente referente a algum movimento cultural que desconheço.

  7. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    HUAHUAHAU. Considerei nonsense e por isso gostei. Bizarríssima a cena do policial perguntando se os caras curtem hardcore e então fazendo merchan da sua banda. Inusitado.

  8. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Pois então…É um texto bem escrito, criativo e com um final inusitado. Tão inusitado quanto aleatório? É o tipo de final que muitos vão gostar por ser surpreendente, mas que, para meu gosto, é muito fora do contexto. Boa sorte

  9. rsollberg
    26 de janeiro de 2017

    Cara, fiquei meio perdido, sem saber como reagir diante deste conto. Sendo assim, creio que o autor conseguiu exatamente o que pretendia, quebrar o padrão e diluir qualquer expectativa.
    A desconstrução do estereotipo do policial de uma forma tão peculiar, deu um bom tom de estranheza para a história
    Uma participação rara e muito bem vinda.
    Curti
    Parabéns

  10. Lídia
    25 de janeiro de 2017

    Adorei a quebra de expectativa. No contexto em que estamos, com inúmeros casos de abuso policial, é bom ter uma história destoante…
    Achei o micro muito bem elaborado, e me fez querer ouvir o cd! kkkkk adoro hardcore!
    Boa sorte!

  11. Fil Felix
    25 de janeiro de 2017

    Um conto bem escrito que consegue nos fazer entrar na história, com boas descrições. Os garotos de skate e já prevendo o que os policiais vão fazer ficou bem realista, mas não me envolvi tanto no final. A sacada era do policial de sunga? Um ironia? Não sei se gostei tanto dessa virada, se a intenção for algo mais pro nonsense e absurdo, poderia ter ousado um pouco mais e feito o final mais chocante.

  12. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Oi, Zau,

    Não sei se fui a única por aqui a me pegar no detalhe da roupinha na arte da capa do CD. Os policiais “enquadraram” os garotos, é isso? Será que sou uma pervertida?

    Um conto com um belo toque de humor e fora do lugar comum. O texto também é bem construído.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  13. Andreza Araujo
    25 de janeiro de 2017

    hahaha caramba que texto louco. Certamente foi bem criativo e inusitado, talvez o conto com melhor plot twist que li neste desafio. O conto conseguiu me arrancar um sorriso, embora eu não tenha entendido a real intenção dos policiais (apenas ouvir música ou tinha algo mais também?). Muito bacana!

  14. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    conto bem escrito mas que perde toda a sua força pela trama que apresenta, que não me agarrou a atenção. Em originalidade terás muita pontuação mas a leitura deste texto devia ser acompanhada com o som indicado no texto.

  15. Jowilton Amaral da Costa
    25 de janeiro de 2017

    kkkkkkkkkkkk, que doideira foi essa. Cara, bem surreal este seu micro conto. deve ter tido alguma coisa aí que eu não captei. Uma ironia, uma sacada. Enfim, não gostei o suficiente. Não percebi o porque do policial mostrar um CD de uma banda dele, ainda mais só de sunga e com um capuz na cabeça. Policial bem estranho, conto bem estranho. Boa sorte.

  16. Gustavo Aquino Dos Reis
    25 de janeiro de 2017

    Zau,

    até a parte do enquadro estava tudo bem feitinho.

    Porém, depois, a coisa descamba. Faltou algo aqui – alguma liga que ajudasse a conferir mais verossimilhança à aquela abordagem policial. Não sei.
    Veja, a obra não é ruim. Ela está apenas rudimentar em sua apresentação.

    Parabéns.

  17. Srgio Ferrari
    25 de janeiro de 2017

    Non sequitur, mas…

  18. Tiago Menezes
    25 de janeiro de 2017

    O conto foi bem escrito, mas parece que tudo aconteceu “por acaso”. Isso não me pareceu muito real no fim das contas. Mas a história é divertida.

  19. Renato Silva
    25 de janeiro de 2017

    Se for o que estou pensando, era melhor levar “enquadro” dos policiais. Por que o policial desta vez foi simpático e chamou os rapaz para “curtir” um som? E essa coisa se “sexcore”, foto de cuecão de couro e capuz na cabeça, parece coisa do universo gay. Acho que entendi bem a desse policial…

    Algo que ficou confuso é se o policial estava só ou com um parceiro. O padrão é a polícia sempre andar em dupla, mas se tratando desse tipo pervertido aí, não posso aplicar a mesma regra a ele.

    Boa sorte.

  20. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Uma narrativa anedótica, ainda que localizada nos tempos atuais. Tem mais característica de crônica, o que não é demérito, mas me pareceu mais um causo do que realmente um conto, com alguma coisa a mais. A técnica do autor é bastante segura, e faz uso de jogos de palavras sem exageros, como “dispararam um polido ‘boa noite’”. De qualquer forma, boa sorte no desafio.

  21. Douglas Moreira Costa
    24 de janeiro de 2017

    Eu fiquei meio confuso ao ler seu conto, mas acredito que a ideia central tenha sido aquela quebra de expectativas e aquela cena cômica do policial. Acho que funcionaria melhor se fosse com pessoas mais propícias a tomarem duras da polícia, como pessoas da periferia. Teria ficado mais clara a ideia central do texto, acredito. Acho que foi por isso que não pude apreciar muito, não tenho muita certeza se entendi kkkkkk.

  22. Lee Rodrigues
    24 de janeiro de 2017

    Oie, Zau!

    A sucessão dos acontecimentos não me envolveu, a linguagem é clara, mas a trama, skatistas que se encontram por acaso e por acaso conhecem um policial que curte hardcore não funcionou comigo.

  23. Tom Lima
    24 de janeiro de 2017

    Que ideia boa, mas senti falta de um fechamento, uma consequência do que foi apresentado. É bem leve a escreta, e tem um ritmo bom, mas algumas palavras estão sobrando, como o ” Mas surpresa!”, desnecessário, já que a frase seguinte já surpreende a expectativas deles de uma revista dura e certa truculência. A dura e a truculência pode ter ficado pra depois, ao som de sexcore… foi a impressão que tive. Se consentido ou não ficaria para o autor decidir e escrever, fiquei imaginando que foi consentido e divertido, uma suruba na viatura, ao som de sexcore…

    Está legal, mas essa falta me incomodou quando li.

    Parabéns e boa sorte.

    Abraços.

  24. angst447
    24 de janeiro de 2017

    Fiquei com uma impressão de ter lido um roteiro de um curta metragem, um roteiro do cotidiano urbano. O final surpreende um pouco, embora pudesse ser ainda mais conciso,assim causaria maior impacto.
    O texto revela um ritmo rápido, ágil como um skatista, mas poderia ser ainda melhor trabalhado. O caminho é esse aí mesmo, só tomar cuidado com os desvios desnecessários.
    O sujeito na capa do CD, vestido apenas de sunga e capuz, é o policial? O capuz seria para camuflar sua identidade,já que sua profissão não permite a exposição. Por outro lado, o capuz me fez pensar em um algoz, o carrasco, o torturador. Os dois lados de um mesmo policial. Gostei dessa simbologia. Há outra ainda – vestiu a carapuça?
    Bom, é isso. Boa sorte!

  25. catarinacunha2015
    24 de janeiro de 2017

    MERGULHOU sem pudores na “vibe” do humor urbano. Tem o frescor e a falta de revisão da juventude. Talento raro para identificar o IMPACTO do grotesco no cotidiano. No mais é só ler e praticar sempre.

  26. Felipe Teodoro
    23 de janeiro de 2017

    Acredito que as intenções dos policias após mostrar o Cd, podem ir de encontro com o material das letras da banda, não? Se for isso, o conto é apenas o início do enquadro, já que não sabemos o que acontece depois. Achei a escrita razoável, a ambientação diferente e o desfecho bem inusitado. Ainda assim, me parece que faltou algo para dar uma unidade ao micro conto. Acredito que sua ideia não soa tão completa no texto, quando deve estar em sua mente. Rs
    Sorte!

  27. Wender Lemes
    23 de janeiro de 2017

    Olá! Das leituras que fiz até aqui, notei micros sustentados por reviravoltas inesperadas e micros que deixaram as resoluções para o leitor. Esse conto, com seus policiais nada convencionais, consegue fazer as duas coisas a cada linha, por incrível que pareça. Muito criativo, merece destaque por fugir ao comum dessa forma.
    Parabéns e boa sorte.

  28. Miquéias Dell'Orti
    23 de janeiro de 2017

    Oi,

    A história tem um clima ótimo e.. bem.. eu sou fanzasso de skate e hardcore, então foi uma surpresa boa encontrar umas referências legais por aqui.
    Infelizmente, tecnicamente achei que faltou um pouco mais de trabalho do autor em lapidar o texto e deixá-lo 100%. Encontrei erros gramaticais e de pontuação que fizeram o texto perder força para mim.

  29. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Os contos têm me trazido muitas referências. Esse me lembrou demais Harmony Korine, o que é ótimo.

  30. Cilas Medi
    23 de janeiro de 2017

    Interessante, sem nenhuma surpresa de um encontro diferente e surreal.

  31. Estela Menezes
    22 de janeiro de 2017

    “Estranho, curioso e verossímil ao mesmo tempo”, como alguém aqui já disse. Intrigante, em momento algum você consegue antecipar no que vai dar… A inversão no papel dos personagens é que faz a história acontecer, embora o final nos deixe ainda esperando alguma coisa mais… A confusão entre plural e singular causa uma certa confusão à primeira vista. Bem construído, mas fica parecendo um bom quadro ao qual faltou uma última pincelada…

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Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .