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Literatura que desafia.

Decepção (Simoni Dário)

decepcao

No dia de natal, a confidência: papai Noel não existe. Já tinha percebido que gostava demais da presença dela, era linda, ruiva e inteligente. Acreditava em tudo o que ela dizia, mas aquela se fosse verdade, derrubava sonhos e expectativas de muitos anos. Parecia impossível um menino de oito anos ainda não saber. Os colegas na escola já deviam ter comentado. Mas ele acreditava, com todo o coração. Não disfarçou o desapontamento, saiu correndo para que ela não percebesse os olhos marejados. Sentiu um misto de raiva e vergonha por ela saber antes dele. Acalmou-se e voltou. Não pode mais ficar perto dela.

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84 comentários em “Decepção (Simoni Dário)

  1. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Não me agradou muito. Boa sorte.

  2. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Conto bem escrito e delicado, sobre uma descoberta não muito legal que fazemos na infância. Faz tempo que não acredito mais em papai noel hehe, mas creio que as emoções do menino são bem verídicas.

  3. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    Bem escrito, retratando deterinada fase da infância e as decepções que surgem com as revelações e as quebras das crenças infantis. É a passagem para a parte da vida quando começamos a ter o medo real das coisas e das atitudes humanas, medo que até se restringia às histórias da carochinha.

  4. Felipe Teodoro
    27 de janeiro de 2017

    Conto com uma escrita bem feita e delicado. Carece um pouco de estilo, mas ainda assim, consegue expressar emoção. É um breve relato sobre inocência e transição das relações, achei bom, só senti falta de um desfecho com uma carga emocional um pouco mais forte.

  5. Leandro B.
    27 de janeiro de 2017

    Oi, Inocência.

    Olha, não gostei muito da condução do texto. Faltou nele elementos que acho primordiais para um micro: um subtexto e/ou uma forma original e/ou um impacto na frase final.

    De modo geral, achei o texto sereno demais, sem grandes emoções. Uma pena, pois é um tema pouco explorado (a perda da inocência).

  6. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    Interpretei que a tal personagem feminina é uma criança também, não é? E foi ela quem contou sobre o papai noel. Bom, perfeitamente visível a cena. Criança tem licença para ser ruim quando quer..kkk, principalmente para parecer mais adulta na frente das outras. Bom, coitado do menino. Bom conto.

  7. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Singelo, mas achei que algo empacou no desenvolvimento do texto.
    Não fluiu como merecia.
    Boa sorte!

  8. rsollberg
    27 de janeiro de 2017

    Recententemente um maestro após uma apresentação televisionada para o natal falou “ao vivo” que “papai noel não existia”, Conclusão, foi dissubstituído.
    Vamos ao conto, set texto tem gosto de nostalgia. É singelo, conta uma história linear e ordinária, sem ludibriar o leitor. Uma pena que o protagonista não tenha conseguido lidar com a verdade e tenha se furtado de ficar ao lado de uma pessoa que tanto gostava. Não é um bom jeito de iniciar a vida.
    Por fim, em relação a esse dilema com relação a infância e essa mentiras, vi um vídeo do Neil de Grasse que é estupendo e dá uma boa dica para os pais. Se encontrar, postarei aqui.
    De qualquer modo um conto bastante honesto, direto ao ponto.
    Parabéns

  9. juliana calafange da costa ribeiro
    26 de janeiro de 2017

    que belo recorte! Eu nunca acreditei em Papai Noel, mas sei dos traumas q isso já causou pra muita gente e acho um tema muito interessante pra um conto. Minha mãe me fala q com ela foi mais ou menos como na sua história. Vc descreveu bem a situação. Acho q uma vírgula entre “aquela” e “se fosse”, na frase “mas aquela se fosse verdade”, ajudaria na compreensão. Parabéns, bom trabalho!

  10. Fil Felix
    26 de janeiro de 2017

    O autor sabe desenvolver bem um tema. Em pouco espaço conseguiu destruir os sonhos da criança, colocá-la no mundo real e contextualizar bem: idade, amigos, lar, sua visão. Isso é muito bom. Porém a história é muito simples. Entendo que nem tudo precisa ser uma crítica ou levantar alguma reflexão, mas fiquei com um sorriso amarelo após a leitura.

  11. Simoni Dário
    26 de janeiro de 2017

    Um conto delicado e cheio de nostalgia. Interessante a simultaniedade dos fatos que quebram a inocência do personagem. Gostei muito do conto e, de certa forma, me identifiquei com ele. Parabéns.

  12. Gustavo Aquino Dos Reis
    26 de janeiro de 2017

    É uma daquelas obras das quais ficamos realmente tristes por não termos gostado.
    Falhei aqui, falhei em relação a empatia com a narrativa linear e sensível.
    Porém, consegui tirar proveito de uma boa escrita

  13. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Inocência,

    Tudo bem?

    Deixar de acreditar no Papai Noel é um divisor de águas na vida de qualquer criança. Acredito que cada leitor de seu conto seja imediatamente transportada ao momento em que também perdeu a inocência. Isso é uma coisa boa, já que a identificação do público com a história já é metade do segredo de um bom autor.

    A premissa é muito boa e o conto bastante delicado. O final já era de se esperar, mas isso não é algo ruim. Nem só de surpresas se faz uma boa história, não é?

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  14. Estela Menezes
    25 de janeiro de 2017

    Fiquei bem dividida entre tantas opiniões favoráveis e a minha própria avaliação… Na verdade, não me deixei encantar pelo tema delicado e envolvente, porque achei que, além de já ter sido bastante explorado, tanto a forma de narrar, quanto o desenrolar da história nada acrescentaram de original, ou de especialmente saboroso e inusitado… Senti também falta de uma revisão mais cuidadosa, que não deixasse o “pode” sem o circunflexo nem alguns probleminhas na pontuação e no uso de maiúsculas e minúsculas…

  15. Anderson Henrique
    25 de janeiro de 2017

    História cativante e agradável, uma leitura bem divertida. Transformou um recorte cotidiano em um conto muito saboroso, apesar do final “trágico”. Duas desilusões de uma vez: perdeu o Noel e a paixonite de uma vez só. Belo conto.

  16. Srgio Ferrari
    25 de janeiro de 2017

    Daí papai Noel não existe e fim. Pra quê mesmo escrever algo tão desinteressante?

    • Brian Oliveira Lancaster
      26 de janeiro de 2017

      O texto ou o comentário?

  17. Rubem Cabral
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Inocência Perdida.

    Um bom conto, de história singela. A escrita foi bem correta e a história bem desenvolvida dentro dos limites impostos pelo formato. Apenas notei um “pode” onde deveria ser “pôde”.

    Nota: 7.

  18. angst447
    25 de janeiro de 2017

    A primeira desilusão natalina ninguém esquece. Pobre menino com suas fantasias destroçadas por uma perversa e inteligente ruiva.Hei, o que você tem contra ruivas inteligentes?
    O conto está bem escrito,sem falhas além da falta do acento em Não pode > Não pôde.(no pretérito perfeito, use circunflexo)
    Narrativa curta baseada em fatos reais de muitos alguéns, possivelmente. Nada impactante, mas singelo.
    Boa sorte!

  19. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Crianças podem ser malvadas, sim. Mas não acho que a ruivinha derrubou sonhos e expectativas de tantos anos (talvez fossem muito grandes, mas o menino nem tinha tantos anos assim). Gostei da inocência da narrativa e da premissa, mais do que da técnica. Que, aliás, deve considerar o o último “não pode” como “Não pôde”, no passado, creio. Mas foi só isso. Um abraço.

  20. vitormcleite
    24 de janeiro de 2017

    penso que esta história perde por se apresentar num texto “compacto”, mas está bem escrita embora pudesses encontrar um desenvolvimento diferente para o texto, tem momentos que saíram meio confusos que podiam ficar resolvidos se o texto apresentasse outra “forma”, não?

  21. Cilas Medi
    24 de janeiro de 2017

    Um arremedo dos primeiros sentimentos e a data com a figura de um ser inexistente. Para a infância, a ilusão está cada dia mais cedo de ser esclarecida. Um conto simples, escrita coerente e linear. Boa sorte.

  22. Mariana
    24 de janeiro de 2017

    Todos nós guardamos os nossos pequenos traumas… É uma temática interessante, gostei do conto.

  23. Miquéias Dell'Orti
    24 de janeiro de 2017

    Oi,

    Traumas de infância as vezes nos carregam pela vida toda, por menor que pareçam. Quando somos crianças os sentimentos parecem se intensificar e uma simples descoberta carrega um mar de ressentimentos. É o que sugeriu, para mim, o retorno do garoto e o fato dele não conseguir se aproximar mais.

    Pelo menos, nesse, ninguém morreu kkkk.

    Um conto simples, com uma escrita leve e bonita. A narrativa flui bem. Parabéns.

  24. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    Não sei se entendi a relação dessa moça ruiva com o menino. Quem era ela? A mãe? Uma irmã? Uma amiga?

    Essa frase me incomodou: “Não disfarçou o desapontamento, saiu correndo para que ela não percebesse os olhos marejados.” Se ele não queria que ela o percebesse chorando, então estava tentando disfarçar o descontentamento.

    Além disso, o conto pareceu meio inconclusivo. Ele se acalmou, mas não quis ficar perto dela. Parece um pouco contraditório, a menos que com se acalmar você queira dizer parar de chorar, de fazer estardalhaço (e não necessariamente deixar de sentir a tristeza ou decepção).

    O enredo é simples e fechado, trazendo começo, meio e fim, mas talvez fosse mais interessante se não fossem os problemas citados acima.

  25. Luiz Eduardo
    24 de janeiro de 2017

    Gostei da proposta, achei divertido, inovador e inocente, tudo ao mesmo tempo. Achei simples também, o que não quer dizer que seja simplório. A escrita também me agradou. Parabéns e noa sorte!

  26. Vitor De Lerbo
    24 de janeiro de 2017

    Um momento traumático na vida de muita gente. Fica até a questão se vale a pena enganar uma criança pra, depois de alguns anos, confessar que estava mentindo. No inconsciente, a criança deve se sentir traída pelos pais.
    Tema interessante e um bom texto.
    Boa sorte!

  27. Givago Domingues Thimoti
    23 de janeiro de 2017

    Gostei do conto, principalmente, pelo tema. Decepção na infância foi uma ótima escolha. E não foi só pelo Papai Noel. Talvez esse garoto tenha sofrido sua primeira decepção amorosa, fato que é marcante em todos nós.
    O que me desagradou foi os erros gramaticais. Se tivesse trabalhado um pouquinho melhor, eu acho que o conto entrava no meu top 20.
    Boa sorte!

  28. Sabrina Dalbelo
    23 de janeiro de 2017

    E acabou-se a infância… é, é difícil.
    O menininho não estava pronto, mas ninguém está.
    Um texto bem escrito que traz uma mensagem muito legal sobre “a infância perdida”… e aí o título conta tudo.
    Um bom texto. Boa sorte.

  29. Davenir Viganon
    23 de janeiro de 2017

    A forma infantil de ver o mundo é difícil de reviver em forma de literatura. Estou lendo o Pretérito Imperfeito do Gustavo Araújo e ele é muito habilidoso com isso [em alguns conto ele já mostra essa habilidade e sensibilidade]. Sendo assim acabo por ficar “mal acostumado” e mais exigente com relação a esse tipo de abordagem. Talvez em outra situação eu tivesse apreciado mais teu conto.

  30. Renato Silva
    23 de janeiro de 2017

    Eu sempre fui contra enganar crianças com esse besteira de Papai Noel. Apesar de ter sido uma criança um tanto ingênua, eu nunca acreditei nisso. O meu senso lógico não conseguia conceber como um homem poderia entregar todos os presentes em apenas uma noite. Eu dispunha de poucas informações, mas elas já me eram suficientes. Minha mãe sempre dizia que a viagem entra São Paulo e Roma que tinha feito, durou 11 horas. Se voando em linha reta, o Papai Noel gastaria mais ou menos isso atravessando metade do planeta, imagine parando em todos os lugares. Eu ainda questionava o fato dele saber de todas as crianças e conhecer todos os endereços, como tudo cabia num saco e de onde saia tanta grana para comprar esses presentes. Não dava para acreditar nessas bobagens. Talvez eu tenha acreditado até o 4 anos, mas depois que entendi mais as coisas, isso não me convenceu.

    Mesmo sendo criado como católico, eu sempre fui agnóstico (conceito que fui entender apenas na vida adulta). Nem nas histórias bíblicas eu acreditava. Aí fica difícil.

    Não tenho filhos e se tivesse não o enganaria. Quero que ele cresça conhecendo o mundo como ele é. O mundo é cruel e ele tem de entender que existem crianças passando natal com fome, doentes num hospital, velando seus pais ou enfrentando situações de guerra. Entendendo o mundo desta forma, ele entenderá que tem uma boa vida e que seus pais fazem de tudo para proporcionar-lhe isso. Ele será uma criança mais agradecida e entenderá que nem sempre poderá ter o que quer e na hora que quer. Crescerá confiando nos pais, sabendo que ele jamais será poupado da verdade, mesmo que dolorosa.

    Desculpe toda essa explanação (vulgo “textão”), mas não tenho muito o que dizer do seu conto. Achei bonitinho, bem escrito, fez eu me sentir com oito anos novamente e me identificar com o menino, que se sentiu humilhado perante a menina que ama. Muitos pais não entendem, o pai porque esqueceu e a mãe porque nunca foi um menino, mas desde crianças temos o nosso orgulho (masculino) e há coisas que nossos pais fazem que podem humilhar um garoto e traumatizá-lo para sempre. Esses pequenos traumas podem definir o caráter que hoje temos na vida adulta. Lendo e relendo, agora escrevendo essas coisas, começo a me lembrar de situações embaraçosas e que me fizeram mal naquele momento, mas não culpo minha mãe, não foi por maldade. Quando hoje ela me critica por algo, eu digo que ela me ensinou assim, e relembro alguma passagem a minha infância.

    Enganar uma criança por tanto tempo (oito anos é uma idade bem “avançada” para se acreditar em Papai Noel) pode realmente abalar a confiança do filho em seus pais por um bom tempo.

    Parabéns pelo conto. Achei a imagem “fofa”.

    Boa sorte.

  31. Thayná Afonso
    23 de janeiro de 2017

    Conto simples e bastante bonitinho, a escolha do tema foi interessante, mas não me ganhou. Acho que não consegui me identificar porque nunca fui uma criança com fé em muita coisa, mas o conto foi bem escrito. Parabéns!

  32. Amanda Gomez
    22 de janeiro de 2017

    Olá,

    Achei que a estrutura do texto prejudicou um pouco a fluidez do texto, pareceu bagunçado, dividir e parágrafos poderia ter deixado um resultado melhor. Não me identifiquei com os sentimento do menino, pois não lembro se um dia acredite em papai noel.

    O conto passa uma passagem muito singela da infância, o sentimentos do garoto são bem verdadeiros, a decepção é palpável.. a vergonha diante da menina que tanto era sua fantasia, como acabou com uma delas.

    Enfim, um bom conto.

    Boa sorte no desafio.

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .