EntreContos

Literatura que desafia.

Colóquio Noturno (Thiago Amaral)

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O grupo penetrava no cemitério em silêncio, enquanto o vento se esfregava em seus corpos, causando calafrios.

Davi andava ao lado de Mônica, com quem estivera transando há algumas semanas. Desejava andar de mãos dadas, mas a relação mestre-discípulo não permitiria hábito tão infantil. Além disso, suas mãos estavam muito suadas. “Não é hora de manchar minha reputação”, pensava o líder da Ordem do Eclipse Lunar.

Todos os outros dez adeptos sempre se surpreendiam com sua performance destemida nos rituais, onde cortava seu corpo sem piscar ou fazer cara feia. “Na verdade, meu mérito está em me ver cercado de cagões”, murmurava consigo.

O tom ficara mais sério na noite em que Gustavo dissera sem pensar: “E se nós estamos enganados? Nós bebemos bastante antes das cerimônias. Talvez as coisas que sentimos sejam apenas… bom, esquece.” Calou-se sob os olhares desdenhosos.

O Grande Ciclope, como era chamado Davi, precisava agir. Provaria que seus poderes eram reais.

Pediu a Gustavo que encontrasse em sua pouco lida biblioteca (legado de um antepassado com histórico sinistro) grimórios que suprissem suas necessidades. Ressucitaria e conversaria com alguém que, sem sombra de dúvida, já estava morto: sua avó, acometida pela leucemia um ano antes.

E lá estavam eles, marchando em direção à sepultura de Dona Letícia.

 

Finalmente chegaram ao túmulo e começaram os preparativos. Espalharam uma série de velas pelo local e cavaram, enquanto Davi sentava-se em pose de líder.

Retirar o caixão da cova foi trabalhoso. Quase o derrubaram. Davi observava os garotos, que pareciam Laurel e Hardy tentando carregar um piano.

Finalmente conseguiram repousar a caixa de madeira ao nível dos vivos. Desenharam um pentagrama com cera derretida e, como era de praxe, posicionaram uma vela em cada ponta.

Davi levantou-se e começou a proferir palavras contidas no pesado grimório, que seus finos braços seguravam com dificuldade. Em seguida, extremamente concentrado, se masturbou e ejaculou sobre o pentagrama.

Devido à situação, teve que imaginar as mais selvagens e excitantes fantasias sexuais. Também ajudou pensar em como todos o aplaudiriam após vencer esse desafio.

Sentou-se novamente e aguardou. Um gemido começou a sair de dentro do caixão, bocejo exaurido de quem dormiu por anos mas não descansou.

Um dos jovens se apressou a abrir o ataúde com um pé de cabra e, ao conseguir, voltou apressado para onde estava, a fim de assistir ao resto do espetáculo de uma localização segura.

Mãos gordas saíram do caixote e se apoiaram nas bordas, a fim de levantar o resto do avantajado corpo. A criatura que surgiu não era cadáver decomposto, e sim uma cantora de ópera escamosa. Ainda trajava o vestido do enterro. Tinha uma vasta cabeleira branca e olhava pacientemente, aguardando alguma coisa.

Seguiram-se uma séria de perguntas práticas e desinteressantes, como “você está respirando?”, “está com fome?”, “com frio?”, etc. Todas as respostas eram negativas e dadas de forma desinteressada, numa voz calma e baixa, como se ela estivesse falando de debaixo da terra.

Gustavo perguntou porque seu corpo não estava decomposto, uma vez que a mulher já havia sido enterrada há um ano. “Para reencarnar, preciso ter alguma forma. Pelo jeito, é assim que as coisas acontecem. Sei tanto quanto vocês.”

Davi, então, indagou: “A senhora foi para o céu ou para o inferno?” (“apesar,” pensou ele, “que a resposta parece bem óbvia.”)

A ex-defunta deu uma súbita gargalhada que assustou a todos, como jump scare em filme de terror. O líder quase pulou. Todos puderam ver que seus dentes eram azuis.

“Não existe céu nem inferno, que eu saiba,” retornou. “Pelo menos o lugar em que eu estava não parece nenhum dos dois, e não ouvi falar em destinação alternativa. Só acordei lá e pronto.”

Ainda sem saber o motivo do riso, Davi tornou a questionar, teimosamente insistindo em confirmar suas crenças.

“Há demônios de onde você veio?”

“Não havia ninguém me espetando com ancinho,” respondeu, pensativa, “mas notei várias criaturas estranhas. Pareciam caramujos sem casinha e deformados, rosados e lentos, viviam andando pelos teto e paredes. Do tamanho de tatus. Têm corpo duríssimo e nos ignoram, não importa o que a gente faça.”

Fez-se silêncio. Seria Letícia uma mentirosa patológica, que não perdeu o costume nem após a morte?

“Conte um pouco sobre o lugar em que você estava, então”, pediu Davi.

“Bom, na verdade parece o interior de alguma criatura, porque tem coisas que parecem ossos no teto, mas que tipo não faço ideia. Dá umas tremidas de tempo em tempo, pequenos terremotos, e possui caminhos bifurcados como labirintos. É sempre fechado com paredes e teto vermelhos, mas algumas salas são tão amplas que não vemos seus limites. O chão é repleto de lodo, e o ambiente um pouco escuro. Alguns companheiros possuem mapas de caminhos que já percorreram, mas tenho minhas dúvidas se o labirinto tem fim. Ninguém consegue dormir lá, e parece que não precisa, mesmo. Com o tempo nós vamos mudando e ficando do jeito que estou agora.”

“Então tudo em que nós acreditávamos estava errado?”, gritou um dos rapazes mais novos. Iniciou-se um burburinho. A velha esperou todos se acalmarem. Davi começava a se incomodar com as respostas, temendo que a Ordem se desfizesse ao fim da noite. Permaneceu calado.

Diante daquele estranho testemunho, todos tentavam entender, afinal, como seria a vida após a morte. A cada réplica, mais dúvidas surgiam.

“Existe reencarnação, mas não é bem como os budistas acham”, disse ela a certo momento. “Às vezes, em nossas andanças, encontramos uma passagem brilhante no chão .Quem se arrisca a cair lá sempre renasce no mundo normal. Mas o bicho que você vira parece ser aleatório, não sei. Podemos ver a transformação e a inserção no óvulo por um periscópio que fica ao lado da passagem.”

“Às vezes a gente encontra umas pessoas em posição fetal dentro de um cubo de vidro escuro. Elas ficam olhando assustadas pro lado de fora, mas não veem nada. Acho que não enxergam nem a si mesmas”, falou num momento. Ninguém entendeu nada.

“Nunca vi nada que pareça um deus ou um demônio. Não sei que lugar é aquele. A gente não sofre nem se alegra, simplesmente vive lá como no mundo normal.”

O garoto mais novo da Ordem se levantou de braço erguido, como alguém que pergunta a um palestrante. “Então…”, começou, desajeitado,  “Pelo jeito que você tá falando, nenhuma religião tá certa sobre o que acontece!”

A mulher, olhando maliciosamente, sorriu e disse: “Você acha que algum imbecil dessa terra iria adivinhar o que tem do outro lado?”

Inconformado, Davi levantou-se e começou a gritar, esquecendo-se de onde estava e sem perceber o que dizia. Esbravejou que aquela não podia ser a mesma mulher que cuidou dele enquanto seus pais trabalhavam, que lhe preparava todo tipo de comida, correndo às pressas fazer todas as suas vontades.

Sua avó, tão doce, jamais chamaria alguém de idiota, nem seria tão debochada com os outros!

A ressucitada aguentou pacientemente o fim das acusações. Finalmente respondeu, com olhar compassivo: “Meu querido Davi, de fato mudei um pouco desde que me encontrei naquele lugar esquisito. Vivi situações muito diferentes, e aquela mulher que você conheceu teve que aprender uma coisa ou duas enquanto andava sem rumo por aqueles corredores. Mas eu ainda sou sua vovó, meu amor”.

Continuou, com a voz amorosa que Davi às vezes recordava em sonhos: “Sou a mesma que te abraçou quando o Tuti se foi, e quando seu pai também. Eu sei da sua saudade e que chora toda noite por mim, vejo tudo pelas flores de cristal que pendem do teto. Vi você se juntando a esse clubinho bobo, se fazendo de garoto durão. Não precisa mais, estou de volta. Você nem disse que sentiu minha falta…”

“Vovó…” disse Davi, explodindo de vez, correndo em direção à mulher e lhe abraçando. Repousou o rosto nos seios da progenitora. Nada mais importava, nem o cheiro horrível nem a carne gélida. Sorriu, em lágrimas. Há tempos não se sentia tão leve e confortável.

Crunch

À sensação de paz se sucedeu a maior dor já sentida na vida. Colocou a mão na cabeça e sentiu algo faltando. Com o olho que sobrou, viu Letícia mastigando carne e pedaços de ossos. Pulou para trás, saindo de dentro do caixão e caindo no gramado, a parte esquerda do crânio ardendo e sendo corroída pela baba do monstro.

Viu seus companheiros sendo abocanhados por criaturas que saíam do buraco cavado. Pareciam-se com sua avó, ou seja lá o que era aquilo. Não sabia de mais nada.

Tentava se levantar, mas havia perdido todas as capacidades motoras. Seu corpo saculejava, em vão.

Mõnica se aproximou e caiu ajoelhada no chão, seu ventre uma fonte de sangue. “O que vai acontecer agora?”, perguntou um pouco antes de perder os sentidos.

“Não sei…”, murmurou o Grande Ciclope para si. Podia ser sua avó enlouquecida ou um demônio mentiroso, tudo era possível. A visão foi se turvando, e a consciência indo embora.

Torceu para encontrar algo de bom do outro lado, seja lá onde for.

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40 comentários em “Colóquio Noturno (Thiago Amaral)

  1. Pedro Luna
    15 de outubro de 2016

    Olá. Um conto que trouxe muitas ideias, mas que por isso ficou um samba do crioulo doido. Por exemplo, o lance do clube secreto que os amigos faziam parte. a tal Ordem do Eclipse Lunar, ficou totalmente perdido no conto. Não é explorado. Isso acontece porque o conto ainda explora um ritual de ressurreição, amor de vó, uma boa descrição do outro lado, ataque zumbi e invasão do mundo por criaturas.

    Bom, infelizmente não deu para se prender a nada. A escrita é boa, mas é preciso concisão no planejamento de um conto. Se fosse um romance, até poderia dar certo.
    Foram as minhas impressões.
    Abraço

  2. Felipe T.S
    14 de outubro de 2016

    Conto simples, com uma narrativa bem juvenil, sem tentativas de aprofundamento ou reflexões sobre as ações dos personagens. Foi como um desses filmes de terror pastelão e de vez em quando, isso não é ruim. hehe

    Acho que aqui temos um escritor jovem, ainda em processo de formação e caso eu esteja enganado, provavelmente não consegui captar quais eram as ideias do autor. Em todo o caso, acredito que um bom conto precisa ter uma base mais sólida, um conflito que é apresentado aos poucos e uma narrativa que jogue com o leitor, que faça ele sentir, deduzir, questionar. Acho que essas noções podem ser uteis para você refletir ainda mais sobre sua própria escrita. Pois você escreve bem. Continua firme e boa sorte!!!

  3. Daniel Reis
    14 de outubro de 2016

    8. Colóquio Noturno (Rapaz da TV a cabo)
    COMENTÁRIO GERAL (PARA TODOS OS AUTORES): Olá, Autor! Neste desafio, estou procurando fazer uma avaliação apreciativa como parte de um processo particular de aprendizagem. Espero que meu comentário possa ajudá-lo.
    O QUE EU APRENDI COM O SEU CONTO: o setup (montagem) da história foi bastante elaborada, prometendo um desdobramento mais filosófico do que o terror que se consolidou no final da narrativa. Diálogos explicativos precisam levar a história para frente, e não elucidar o que ficou para trás, eu acho. E descrever uma mordida no olho não é fácil.
    MINHA PRIMEIRA IMPRESSÃO SUBJETIVA DO SEU CONTO, EM UMA PALAVRA: Thrashesotérico.

  4. Anderson Henrique
    13 de outubro de 2016

    Texto com algums problemas de concatenação de idéias. Encontrei aqui, como também em alguns outros textos, algumas descrições vazias de significado. Um exemplo: “sentava-se em pose de líder.” Falta descrever como é essa pose de líder (todos os líderes de todas as seitas do mundo sentam do mesmo jeito?). O escritor precisa ser específico em suas descrições. Deixar lacunas para o leitor intuir é uma coisa, descrever sem dizer nada, é outra. Voltando ao texto: achei o tom do conto meio perdido. Às vezes faz graça, usando linguagem despojada, às vezes tenta parecer sério. No fim, desanda para um roteiro de filme B. Não funcinou pra mim. Não foi bem no terror, nem no terrir.

  5. Pedro Teixeira
    13 de outubro de 2016

    Olá, Rapaz! Bem, é um conto que me deixou dividido. Há uns momentos bem divertidos e o tom de paródia dos primeiros parágrafos parte foi bem bacana, lembrou um pouco o filme “Dellamore Dellamorte”. Depois esse humor se perde e o final é um gore igual a centenas de estórias. Mas foi uma leitura divertida.
    Parabéns e boa sorte no desafio!

  6. phillipklem
    13 de outubro de 2016

    Boa noite.
    Seu conto prometeu um bocado após um primeiro parágrafo promissor. Porém, foi se perdendo ao longo da narrativa.
    Ficou tudo muito previsível e monótono, apelando pra um final sangrento sem mais explicações…
    Os personagens deixaram muito a desejar no quesito profundidade e desenvolvimento.
    Acho que você consegue escrever melhor que este conto. Me pareceu um pouco escrito as pressas.
    No mais, boa sorte e bom desafio.

  7. Gustavo Aquino Dos Reis
    13 de outubro de 2016

    Autor(a),

    criei uma expectativa muito alta para o conto. Achei genial essa ideia de uma seita adolescente realizando rituais num cemitério. Acreditei que a história se embrenharia numa seara de paródia e, se assim fosse, seria genial. Subverter o conceito dos rituais esdrúxulos de uma seita religiosa, brincar com isso.

    Porém, tudo não passou de uma expectativa infundada. Temos um conto de ressurreição, onde adolescentes brincam com o além-túmulo e tudo acaba em gore.

  8. mariasantino1
    12 de outubro de 2016

    Olá, Rapaz da TV a cabo. (Qual o motivo do Pseudônimo?)

    Primeiramente dê uma guaribada no conto que ele está carente de revisão, ok? Segundamente, eu não gostei muito não, sobretudo do final. Faltou sinalizar anteriormente a relação avó e neto. O monólogo foi meio parado e descambou em imagens que chegam a ser infantis (monstros, sangue…).
    Desejo boa sorte no desafio.

  9. Maria Flora
    12 de outubro de 2016

    História adolescente com final incongruente. O abraço do neto com a avó saiu da linha. Pode se modificar algumas cenas e o conto fica bacana. A narrativa flui bem, pode se ter mais descrição do ambiente e personagens mais fortes. Boa sorte!

  10. Luis Guilherme
    12 de outubro de 2016

    E aí, Rapaz, tudo bem?

    Olha, pra começar, discordo do que vários disseram sobre parecer um terror adolescente. Achei bem interessante a montagem do conto, os acontecimentos iniciais, a construção do protagonista me agradou bastante, e gostei muito da descrição do pós morte. Acho que foi o ponto alto da história!

    Achei divertido, e ao mesmo tempo tem uma pegada meio profunda, justamente num dos pontos que mais intrigam a humanidade: que fim vai levar minha alma/espírito/essência/fantasma/o q qr q seja, e achei esse retrato bem interessante!

    Ressaltando, gostei das descrições do “purgatório”, como na passagem:

    “Bom, na verdade parece o interior de alguma criatura, porque tem coisas que parecem ossos no teto, mas que tipo não faço ideia. Dá umas tremidas de tempo em tempo, pequenos terremotos, e possui caminhos bifurcados como labirintos. É sempre fechado com paredes e teto vermelhos, mas algumas salas são tão amplas que não vemos seus limites. O chão é repleto de lodo, e o ambiente um pouco escuro. Alguns companheiros possuem mapas de caminhos que já percorreram, mas tenho minhas dúvidas se o labirinto tem fim. Ninguém consegue dormir lá, e parece que não precisa, mesmo. Com o tempo nós vamos mudando e ficando do jeito que estou agora.”

    Parabéns!

  11. catarinacunha2015
    12 de outubro de 2016

    QUERO CONTINUAR LENDO? TÍTULO + 1º PARÁGRAFO:
    Instalação de tv a cabo à noite no cemitério. Maldita hora-extra! Quem será o desgraçado?

    TRAMA chatinha. Depois que o moleque gozou no caixão a trama perdeu força com diálogos lentos.

    AMBIENTE nojentamente adequado. Legal até.

    EFEITO mocinha iludida atrás da Igreja. Caramba, imaginei coisas super legais com esse título e pseudônimo. Me enganou direitinho.

  12. Bia Machado
    11 de outubro de 2016

    Tema: Claro, bem adequado ao tema.

    Enredo: No começo prendeu minha atenção. Depois quando a avó surgiu, a coisa me cansou. Acho que podia ter investido mais na parte que antecede a vovó e tornar a parte dela menos explicativa.

    Personagens: Não me cativaram. Nem um sequer. Não sei, talvez se houvesse aquele aprofundamento antes da avó surgir…

    Emoção: Não me envolveu. Em algumas partes, as finais achei até engraçado. E talvez não seja culpa do autor. Nunca tive paciência para histórias do tipo e por isso nem entro no mérito de estar ou não bem escrito.

    Alguns toques: Aliás, quanto a parte escrita, não vi nada que fosse gritante, ou uma revisão simples resolvesse. É um conto que tem um público muito específico e, no caso, eu não faço parte desse público.

  13. Evandro Furtado
    11 de outubro de 2016

    Fluídez – Good

    O texto corre de forma bastante decente. A única coisa que incomoda são alguns comentários desnecessários do narrador – como o tal do jump scare – que quebram a sequencialidade da narrativa e, consequentemente, o clima.

    Personagens – Good

    Um grupo de amigos que gostam de se meter com algumas coisas sinistras. Não são brilhantemente desenvolvidos, mas no panorama geral das coisas, considerando o objetivo primário do texto, isso não prejudica. Gostei da gorda zumbi.

    Trama – Outstanding

    Baseia-se muito mais na descrição de um mundo post-mortem pelas palavras da gorda. O autor é capaz de criar algumas imagens aterrorizantes, com uma ambientação bem feita.

    Verossimilhança (Personagens + Trama) – Very Good

    Estilo – Good

    A narrativa em terceira pessoa permite que nos afastemos dos personagens para ver a cena de uma forma mais ampla. Isso ajuda na construção da ambientação. As descrições funcionam muito bem auxiliando na criação de uma weird tale.

    Efeito Catártico – Good

    Um conto aterrorizante que se sustenta nas descrições bem feitas e na ambientação assustadora.

    Resultado Final – Good

  14. Gilson Raimundo
    10 de outubro de 2016

    Quase um conto de zumbis, a narrativa e os diálogos são bem simples e sem seriedade, quase uma brincadeira, bem filme b, se tratanto de uma ressuscitada eles pareciam conversar com um coleguinha que voltou de férias, mesmo esperando por aquilo era pra ser ter um sobressalto, achei estranho os diálogos com a vovó, não passou credibilidade, como disse, parece enredo de “Todo Mundo em Pânico “.

  15. Gustavo Castro Araujo
    9 de outubro de 2016

    Um terror juvenil que lembra filmes como “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado” e afins. Os personagens são um tanto rasos mas isso é típico desse tipo de narrativa. Ingênuo mas agradável, o conto é puro entretenimento, sem maiores pretensões, apegado aos clichês do gênero. O que se destaca são as motivações de Davi e sua necessidade de autoafirmação. No mais, tudo deságua numa cena dantesca que, apesar de não ser surpreendente, cumpre a função de divertir. Mas é só.

  16. Olá, Garoto da TV,

    Seu texto é bem adolescente, mas isso não é ruim. É apenas o público a que se destina.

    Confesso que após a vó ressuscitar o texto me pegou mais. Achei interessantes as imagens quase surrealistas que a velha descrevia e de como estava zombando do suposto neto e seus amigos, atraindo-os como uma aranha à teia.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  17. vitormcleite
    8 de outubro de 2016

    A introdução de humor ficou bem mas simultaneamente tirou força ao texto. Gostei, mas deixaste a avó falar demais, e, cansou ouvir todo aquele discurso. Mas ficou bem o texto, parabéns.

  18. Pétrya Bischoff
    7 de outubro de 2016

    Olá, Rapaz! Creio que essa história seja de zumbis, e não de demônios, como os guris do “clube satânico” pensaram… 😛
    A gramática é boa, mas a escrita não me pareceu fluída, como se o autor não estivesse familiarizado com o viés adotado. Os diálogos em aspas me causaram certo incômodo.
    A narrativa é linear e soa como um conto infanto-juvenil (apenas uma observação, não uma crítica). A ambientação, especialmente a descrita pela defunta, é detalhada e convincente.
    A história é pouco atraente para meu gosto literário e, se não fosse aquela gozada satânica, creio que seria interessante para uma história infanto-juvenil.
    Boa sorte no desafio!

  19. Davenir Viganon
    6 de outubro de 2016

    Olá Rapaz
    O titulo faz uma alusão as revelações do rapaz e/ou da vovó/capirota.
    A estória é legal, tem um trash feito para divertir. Você escreve bem também, mas
    acho que o ritmo, ficou retilíneo como o batimento cardíaco da finada vovó, acabou deixando o texto fraco em emoções. Gosto da pegada trash/terror (ou terrir) mas acabou ficando muito parecido com o “Vencendo a Morte”. Eu achei bom.
    Um abraço.

  20. Fheluany Nogueira
    6 de outubro de 2016

    Um texto fluente, bem escrito, claro e simples, bem ao gosto trash. A feitiçaria para ressuscitar a Vovó, já foi bastante cômica e virar, no desfecho, um festival zumbi, foi demais.

    Linguagem moderna, trama bem estruturada, personagens meio burlescos deram originalidade ao conto. Gostei e me diverti muito com a leitura.

    Parabéns pela criatividade. Abraços.

  21. Fabio Baptista
    6 de outubro de 2016

    Está escrito numa pegada meio adolescente (talvez a história com jovens tenha me ajudado a ficar com essa impressão), tudo é bem claro e fluído, mas não conseguiu me agradar.

    Eu gostei do começo… ali havia um certo suspense, meio macabro até e parecia que ia dar um belo conto de terror. Daí veio o cadáver dando uma explicação (um tanto longa) sobre o além… e o clima foi quase pra comédia. E o final, com esse ataque após uma reação bem inverossímil do cara (ir abraçar), desandou de vez.

    – O grupo penetrava no cemitério
    >>> Não sei se esse “penetrava” foi de propósito, mas não ficou legal

    – “apesar,” pensou ele, “que a resposta parece bem óbvia.”
    – como jump scare em filme de terror
    >>> aqui o conto deu uma guinada para comédia, quebrando o clima macabro. Acho que se era essa a intenção, seria melhor escrachar de uma vez.

    Abraço!

  22. Fil Felix
    4 de outubro de 2016

    “Filma essa demônia, em nome de Jesus” (FEIRANTE, Socorro)

    Sai da cova que nem eu acordando, depois de 12h de sono sem descansar.

    GERAL

    Não sei porque, mas a defunta me lembrou do palhaço Violador do Spawn. Demônio gordo e debochado. O conto traz uma atmosfera de terror adolescente, com jovens mexendo com o obscuro e sem entender muito bem o que estão fazendo. Revivem a Dona Letícia e conversam sobre o além mundo. O clímax, com os zumbis comedores de cérebro clássicos, deu um up na história. Gostei desse final, trash e sanguinolento. Mas esse meio, fiquei dividido…

    Gostei dessa frase: “Finalmente conseguiram repousar a caixa de madeira ao nível dos vivos.” Uma boa metáfora. Tem várias frases interessantes, na verdade. Como quando diz que nenhum imbecil desta Terra pode adivinhar o que tem do outro lado.

    ERRORr

    O meio, com toda a explicação da defunta, ficou didático por demais. Muito bem explicado. O que levou a dois pontos: se trata de um demônio qualquer que quis tirar uma onda com os meninos; ou realmente a dona mulher que voltou transformada. A explosão do menino, seguido do abraço também achei um pouco fofo em relação a tudo que aconteceu. Esses pontos achei pouco convincentes.

  23. Simoni Dário
    4 de outubro de 2016

    Olá Rapaz da TV a Cabo

    O conto foi bem narrado e ficou evidente desde o começo que viria alguma coisa meio comédia sinistra, e foi assim que eu vi o enredo.

    Nada além de diversão. Os diálogos foram bons e já estava quase gostando da vó Letícia, quando cheguei ao final. Cruz, credo! Levei um susto. Nada que desabonou a leitura, como disse, foi divertida.

    Ver o “todo machão” do início sendo devorado ao final foi engraçado.

    Bom desafio!
    Abraço

  24. Anorkinda Neide
    3 de outubro de 2016

    Olá!
    Então o texto está bem escrito, fluido, gostoso de ler.
    Bem adolescente, né? Mas eu curto.
    A história ia bem, até a avó abraçar o guri.. Dae resvalou pro zumbi canibal, ahh não ficou legal. Você podia pensar num final mais legal, confessa!
    Mas foi um filme trash bem executado,não deixarei meu gosto pessoal pesar na nota.. ops nao tem nota hehe.
    Boa sorte ae e abraços

  25. Claudia Roberta Angst
    3 de outubro de 2016

    Pois, então, autor…
    O conto respeitou o tema proposto pelo desafio. Ponto para você.

    A trama baseia-se em um cenário de filme trash, com uns toques de comédia adolescente, terror com direito a zumbis.

    Fiquei confusa quanto ao tom que o jovem autor (porque você é bem jovem, não?) quis passar. Nem ri e nem me assustei, fiquei no meio do caminho. Ou seja, abandonada no meio da narrativa, esperando por uma carona.

    Está bem escrito, apenas eu teria mais cuidado com o emprego das vírgulas. Senti falta de algumas pelo texto.

    Acredito que o seu conto vá agradar a muitos. Seria interessante diminuir a parte da vovó-sabe-tudo-do-além para algo mais enxuto, sem tantas explicações. Muita didática cansa, embora tenha sido uma ideia bacana incluir uma visão diferente do pós morte.

    Boa sorte!

  26. Brian Oliveira Lancaster
    3 de outubro de 2016

    VERME (Versão, Método)
    VER: Construção interessante, mas é um texto um tanto indeciso. Não se define entre suspense, choque ou simplesmente algo fantástico. A história tem um tom de terror embutido, mas acaba focando mais em situações cotidianas, apesar do ritual. Ficou uma mistura de meigo com “gore” – uma combinação bastante incomum, quase um paradoxo.
    ME: A conclusão fechou muito bem, pois dá a entender que tudo não passava de uma grande mentira. Faltaram mais alguns detalhes da equipe principal, mas creio que o espaço não deixou. Outras construções ficaram sobrando, como o par romântico do protagonista e o que eles faziam nas horas de folga – não notei relevância nestes dados. Tirando essas inconsistências, o autor conseguiu atingir o objetivo e criar o estranhamento necessário.

  27. Wender Lemes
    2 de outubro de 2016

    Olá! Fiquei imaginando como terminaria o conto, uma vez que a criatura ressuscitada não passava impressão de tender para o lado zumbi-carnificínico da força. Esse conto se parece muito com outro do começo do desafio – em que a ressurreição de alguém também terminou em arrependimento e “Crunch”. Infelizmente, não me cativou tanto, acredito que pela falta de motivação dos personagens – mesmo tratando-se de nonsense. De qualquer forma, valeu a leitura. Boa sorte e parabéns.

  28. Jowilton Amaral da Costa
    2 de outubro de 2016

    Véi, que doideira foi essa? kkkkkkkk. É um contão trash, bizarrão “mermo”. Não há falhas na escrita, mas, também não tem emoção, acho que a narrativa não tem força, o que deixou a desejar no impacto da leitura sobre mim, mas, achei divertido pela bizarrice, sobretudo pelas descrições da vida após a morte. Boa sorte.

  29. Ricardo Gnecco Falco
    1 de outubro de 2016

    Olá, autor(a)!
    Vou utilizar o método “3 EUS” para tecer os comentários referentes ao seu texto.
    – São eles:

    EU LEITOR (o mais importante!) –> A leitura até correu bem, sem entraves e tal… Mas, a história foi ficando cada vez menos interessante que, confesso, quase desisti. Lá pela metade do conto, comecei a suspeitar que a trama não chegaria a uma conclusão satisfatória e, infelizmente, estava correto. Claro que as visões variam de leitor para leitor, mas para mim o sentimento final foi o de ter lido uma história que, com um começo interessante e muito bem escrita (mérito do/a autor/a), acabou levando para lugar nenhum um trabalho que, se melhor estruturado, poderia ter chegado nas alturas. Se bem que, neste Desafio, são as Profundezas o alvo. De 1 a 10, daria nota 6 ao trabalho apresentado, destacando a boa qualidade da escrita (e não do escrito, infelizmente…) apresentado.

    EU ESCRITOR (o mais chato!) –> Escrita competente na forma, porém falha no conteúdo. Boa alternância entre narração e “diálogos” (ou pensamentos). Resultado final ficou aquém da (indiscutível) capacidade do/a escritor/a.

    EU EDITOR (o lado negro da Força) –> Não aprovado, embora autor/a deva ser acompanhado/a, pois possui bastante potencial. Continue escrevendo!

    Boa sorte,
    Paz e Bem!

  30. jggouvea
    29 de setembro de 2016

    O texto é bem escrito, mas não é instigante. Não incomoda ao leitor. Ele promete algo muito bom no começo, com aquela história da ordem secreta, os rituais. Tudo muito clichê, mas apontando em uma boa direção, talvez uma adorável sátira.

    O final do texto é bastante decepcionante porque, embora aconteça algo mais ou menos imprevisível, é algo que combina demais com as expectativas. Acredito que todo mundo que lia o texto mais ou menos imaginava que a noite não poderia terminar bem. Então a única surpresa foi como ela termina mal.

    Eu achei original e interessante o mundo do além descrito pela defunta rediviva, embora eu suponha, como muitos aqui, que tudo é uma grande mentira e a abantesma seja de fato um demônio.

    Porém, no todo, o texto falha em obter o melhor efeito. Talvez porque ele tem potencial para algo muito maior, não cabendo no limite estreito do desafio.

    Minha sugestão: escreva a história de alguém que morre e vai parar no além que você inventou. Essa foi a sua grande ideia, não a abandone na estrada para alguém dar carona…

  31. Ricardo de Lohem
    29 de setembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Uma fantasia trash explicita e cansativamente derivada de filmes de terror. Nunca filme o mundo dos mortos ser descrito como um lugar tão sem graça. Pelo menos a história se passa em um cemitério, já que muitos aqui estão correndo o perigo de receber zero no item adequação ao tema. O seu se adequou, mas não vejo muitas outras qualidades. Desejo muito Boa Sorte!

  32. Marcia Saito
    29 de setembro de 2016

    OLá
    Como vai?
    O começo do conto meio que já telegrafava uma “sacanagem” no flxuo de leitura.
    Fora o fato de detectar tantos clichês de ideias, meio que a leitura prosseguiu um tanto “empurrado”.
    Desculpe, o conto não me chamou a atenção e espero sinceramente uma boa sorte no Desafio.

  33. Iolandinha Pinheiro
    28 de setembro de 2016

    Boa noite. O seu conto me lembrou demais aqueles típicos filmes de terror com toques de comédia que se assistia nos anos oitenta. Infortunadamente eu não aprecio este estilo. Adolescentes fazem um ritual, as coisas saem do controle, aí aparecem monstros, há algumas cenas escatológicas e o casal de protagonistas escapa – Felizmente no seu conto eles também sucumbiram. Dentre as coisas que gostei estão a ideia de existência pós-morte retratada por labirintos intermináveis, e a descrição da aparência da morta, especialmente o detalhe dos dentes azuis. No final a morta ressuscitada pelo neto era, na verdade, uma espécie de líder de mortos vivos canibais que atacam todos e isso parece que vai ser o início de um apocalipse zumbi. Fim. Não me cativou, mas lhe desejo muita sorte no desafio. Felicidades.

  34. Marcelo Nunes
    28 de setembro de 2016

    Olá rapaz da TV a cabo… A combinação de bebida, sexo e terror não me prendeu a leitura. Tive que ler em partes seu texto.

    Notei poucos detalhes do ambiente. Parece que tudo gira em torno só da “Letícia”. O final não teve impacto e nem surpresas.

    Está bem escrito e estruturado. Mas não me agradou.

    Parabéns e boa sorte.
    Abraço.

  35. Priscila Pereira
    27 de setembro de 2016

    Oi Rapaz, seu texto não me convenceu… está bem escrito, tem um enredo, mas pareceu (para mim) meio mecânico, sem emoção, não sei explicar…rsrsr Boa sorte no desafio!!

  36. Amanda Gomez
    25 de setembro de 2016

    Olá, rapaz.

    Gostei do conto, tem os elementos padrões do que se refere, pelo menos a mim, quando se fala em cemitério: jovens inconsequentes, rituais, e o terror tópico.

    Embora os acontecimentos não tenha sido uma surpresa, e os personagens um tanto caricatos, a leitura foi prazerosa, entrei no enredo e me deixei levar.

    Confesso que até me senti enganada pela avó, quando ela respondia aos questionamentos não sei porque, mas achei que ela não podiam mentir haha. Mas isso foi por pouco tempo.

    As reações dos jovens vendo aquela enorme manifestação do sobrenatural me soou estranha. Não tiveram medo, não acharam que haviam ido longe demais, estavam ali conversando com um provável demônio de boas, como se falassem com qualquer estranho na rua. Isso foi meio estranho.

    A conclusão foi bacana, surgiram mais…não sei que nome dar a eles…zumbis? A parte em que são atacados foi bem descrita e o final melancólico. O que será que aconteceu depois que foram devorados? O cemitério ficou bem com essas criaturas prontas para atacar os desavisados? Eis a questão.

    Um bom conto, parabéns!!

  37. Taty
    25 de setembro de 2016

    O conto tem uma linguagem jovem, combinando com as personagens, achei legal.

    É o clássico tema “cemitério com terror”, ficou muito bom, principalmente porque não só a “vovó” tomou vida, mas outros monstrinhos também. Show.

    Gostei muito, é divertido com um escrita despretensiosa.

    É isso.

  38. Evelyn
    24 de setembro de 2016

    Caro Rapaz da TV a cabo…
    Sonharei com esse final hoje, por certo. Amei a maneira como você foi contando aos poucos. A história crescendo até o final. Os personagens bem definidos. E o cemitério! Aquele cemitério que pensei não ler mais porque uma grande parte dos contos fugiu do convencional. Não que seja ruim. Não. Tem muito conto bom nesse desafio. E gostei do que li aqui.
    Parabéns.
    Abraço!

  39. Olisomar Pires
    24 de setembro de 2016

    À exceção da dissertação da criatura sobre o outro lado, muito didática e notadamente falsa pois visava enganar ou brincar com os garotos, gostei bastante do conto. É isso que eu esperava num desafio com tema “cemitérios”. (risos): Grupo de jovens se aventura no cemitério para ritual macabro e abrem os portões do desconhecido.

    Leitura tranquila, não houve muita preocupação com a ambientação, nem com as personagens porque a estória é a parte mais importante: ressuscitação com consequências imprevistas. Inclusive, há outro conto aqui no desafio com tema semelhante.

    Existem textos melhores, tecnicamente falando, mas este impressiona, acho que sou meio superficial nas análises, mas como tem regras específicas, fica assim 🙂

    Boa sorte.

    • Olisomar Pires
      24 de setembro de 2016

      Correção: Mas como NÃO tem regras específicas, fica assim 🙂

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Publicado às 24 de setembro de 2016 por em Retrô Cemitérios e marcado .