EntreContos

Detox Literário.

Simetria (Pedro Teixeira)

simetria-imagem

Eu não sou o culpado. Tal afirmação vai contra todas as evidências, sei disso, e nem é minha intenção convencer alguém com este relato: ele é apenas uma tentativa desesperada de ordenar os fatos e compreender essa loucura. Talvez alguém o leia, e se compadeça de minha situação. Talvez. Mas não conto com isso.

Tudo começou quando aceitei o emprego de zelador no cemitério. Não tive outra opção. O dinheiro das traduções escasseara – quem quer saber da literatura russa?-, a firma de meu pai quebrou e ele deixou de enviar dinheiro, enfim, tudo deu errado, e eu me vi obrigado a aceitar minha nova condição de proletário. Pulei de emprego em emprego: garçom, balconista, empacotador de supermercado. Nenhum deles valia o esforço: havia muito trabalho, e os salários eram baixíssimos. Assim, busquei a “salvação” nos concursos, e tentei o primeiro que apareceu, justamente o de…. Coveiro. Ser aprovado nele fazia parte de uma estratégia que envolvia dispor de bastante tempo livre para conseguir estudar e assim obter vagas melhores no futuro. O processo seletivo foi ridiculamente fácil. Classifiquei-me em primeiro lugar.

Quando cheguei ao cemitério para começar a trabalhar – ficou acertado que eu cobriria o turno da noite –, fui orientado pelo funcionário que cuidava do lugar durante o dia, um sujeito chamado Nelson. Ele riu sozinho de um modo que lembrava o guincho de um porco com a piadinha que fez ao me receber:

:

Esse é um ótimo emprego, muito tranquilo mesmo. Nossos hóspedes não incomodam!

Logo de cara antipatizei com ele. E o sentimento parecia mútuo: havia certo desdém em sua fala, em seus gestos. O tom só mudou quando nos aproximamos do fim de um dos estreitos corredores, no setor norte. Então o velho sussurrou, como se temesse ser ouvido por mais alguém:

No fim desse corredor tem a capela, tá vendo? Não chega muito perto dela. Eu já vi coisa de arrepiar o cabelo ali, meu filho. De arrepiar o cabelo.

Ele disse que naquele jazigo estava enterrado um homem misterioso que residira na cidade há décadas . Nelson afirmou que “o morto” havia feito um pacto “com o tinhoso”, e participara de sacrifícios humanos.

Ao ouvir aquilo, não consegui me conter: joguei a cabeça para trás, numa estrondosa gargalhada. Quando me recompus, o coveiro encarava-me, ofendido. Ele resmungou alguma coisa incompreensível, e prosseguimos.

Depois, quando já havia terminado de explicar como seria meu trabalho, o velho deu o troco:

Bom, é isso, universitário. Se ficar com medinho, liga pra mamãe – e riu alto, escancarando a boca estragada, seu hálito azedo de cachaça e cigarro a espalhar-se em ondas pelo ar.

Estremeci de raiva com a provocação, mas fiquei calado. O velho girou nos calcanhares e se afastou, trôpego, provavelmente em busca do boteco mais próximo.

Eu finalmente estava só. Minha mochila vinha abastecida com o essencial: lanche, escova de dentes, carregador do celular. E algo especial, para animar a noite e aguentar aquela barra: algumas doses de ácido. A festa ia começar.

****

Eu vagava entorpecido pelas filas, vendo querubins de faces apagadas, lápides cobertas por musgo e as ervas daninhas que se alastravam pelas fissuras na calçada. A bala produzia seus maravilhosos efeitos, tornando o cérebro uma massa cromada recoberta por linhas finas, caminhos labirínticos percorridos por ondas de delírio.

Quando dobrei a alameda no setor norte, rumo ao cubículo, enxerguei-a de relance, o mármore que a revestia rebrilhando ao luar. A misteriosa capela. Lembrei-me das estórias de Nelson e sorri. Mas logo precisei admitir para mim mesmo que havia algo diferente lá, uma energia que parecia emanar das paredes espessas, amplificada e direcionada pela abóboda daquela antiga tumba.

Atraído, fui em sua direção. Não sentia mais os pés; eu parecia flutuar como a neblina que serpenteava pelos arredores do cemitério. Baixei os olhos para o chão úmido, no qual a relva assumia tonalidades estroboscópicas.

Ao levantar a cabeça, deparei-me com a coisa, que surgira de repente. E uma sensação gelada desceu pela minha espinha.

A figura postava-se à frente da porta da capela como um leão de chácara, os braços cruzados sobre o peito, o rosto inclinado para baixo, oculto sob o capuz.. Sua túnica negra parecia fazer parte das trevas que nos cercavam. Estremeci quando ele ergueu a cabeça lentamente, e eu pude enxergar-lhe a face.

Em meio à palidez cadavérica, vi dois rasgos simétricos, órbitas que se abriam em abismos povoados de pontos luminosos, os quais formavam símbolos conhecidos há milênios. Vi painéis do infinito.

Os olhos da coisa exibiam uma imagem do Cosmos.

Subitamente, escutei uma voz trovejante, que parecia emanar da própria terra. No rosto da criatura nenhum músculo se contraíra, mas eu sabia que era ele a falar comigo. Dentro de minha cabeça:

VOCÊ

QUER

VER

O

QUE

VEJO?

Percebi então que estava paralisado, e, quando a criatura aproximou-se, erguendo os braços, o terror espalhou-se em ondas violentas que encharcavam cada célula de meu corpo. Sem que eu pudesse esboçar qualquer reação, ele pousou suas mãos hediondas sobre minha testa, e eu senti um frio intenso infiltrando-se na pele até os ossos.

As visões vieram no mesmo instante; era como se, num piscar de olhos, eu tivesse sido transportado para outro lugar, outro tempo, no qual caminhava sobre um tablado iluminado por velas negras. Sobre as tábuas, jaziam cadáveres com as gargantas rasgadas, o sangue a brotar em profusão tingindo de rubro a madeira, as órbitas de seus olhos recobertas por grossos coágulos vermelho-escuros .

Na beirada havia um homem em pé. Ele estava de costas, como se contemplasse o pôr-do-sol, o dorso nu em parte recoberto por longos cabelos negros. Suas mãos erguiam-se em concha, e ele sussurrava palavras incompreensíveis.

Quando me aproximei, descobri o que o sujeito carregava consigo. Sobre as palmas unidas de suas mãos eles rutilavam, ensanguentados, grotescos. Os olhos dos defuntos.

Eu tentei gritar, mas meus lábios não emitiram nenhum som. Recuei involuntariamente, e acabei tropeçando num dos corpos e caindo no tablado, que cedeu . Então despenquei rumo ao chão de areia, mas antes que eu o tocasse, ele abriu-se num abismo, e a vertiginosa queda continuou, embotando meus sentidos, até que eu fosse engolfado pelas trevas.

****

                                         Tudo

                               o que está

em cima

           é como

        o

que

        está

embaixo.

o

homem,

é

igual

ao

universo.

Da destruição,

nasce a criação.

Do caos,

a

ordem

numa

perfeita

SIMETRIA

****

Não sei dizer quanto tempo se passou antes que eu despertasse, à porta da capela. Tons róseos tingiam o horizonte, uma cortesia do sol prestes a surgir. A distorcida floresta de cruzes ao meu redor brilhava como plástico fosforescente.

Levantei e andei pelo corredor, sentindo-me cada vez mais alheio a mim mesmo. Não era apenas o ácido: parecia que alguém me acompanhava em minha mente, alguém que assumira o controle. Alguém que murmurava palavras estranhas:

quebre um espírito desespero e terror embebendo o solo as pedras reverberando para sempre abrindo portas mundo invisível

Nesse momento tive a impressão de que, a alguns metros, a estátua de um anjo sobre uma lápide movia-se lentamente. Caminhei em sua direção e, quando pude enxergar-lhe a face, percebi, atônito, que havia nela uma expressão de pavor, a qual parecia mais intensa à medida que me aproximava. Ele estava vivo.

Impulsionado pela força desconhecida que habitava meu corpo, detive-me a poucos centímetros dele, e vi minhas mãos erguendo-se para em seguida tocarem-lhe o rosto trêmulo, que adquiria a cada instante cores mais vivas. Então, de súbito, meus dedos afundaram na carne mole de suas órbitas como raízes perfurando o solo em busca de nutrientes, enquanto ele se debatia e seus lábios moviam-se num grito surdo.

Depois, num só puxão, eles vieram, rígidos, brilhantes. Contemplei-os, num misto de repulsa e fascínio; sobre a palma de minhas mãos, jaziam os olhos do anjo, e então uma nova torrente de imagens inundou-me a mente: vi todos os tempos fundidos num só, numa esfera compacta e aterradora. Vi coisas sem nome, sombras erráticas, a vagar por terras esquecidas.

E, antes de apagar novamente, pensei ter visto as labaredas do próprio inferno.

****

Acordei com aquela voz rouca e nervosa que parecia dar-me ordens. Ao erguer-me na cama de um salto, percebi, incrédulo, que um jovem policial apontava sua arma para mim, as mãos trêmulas. Sem compreender o estava acontecendo, atendi ao repetido comando de voltar-me para a parede e deixei que me algemasse.

Quando estava sendo conduzido para fora do cubículo, estremeci ao notar que havia rastros de sangue por toda a parte. Um tremor incontrolável tomou conta de mim, o coração a tamborilar no peito num ritmo cada vez mais intenso à medida que nos aproximávamos da alameda no setor norte, como se, em meu íntimo, eu soubesse o que encontraria.

Ao dobrá-la, eu o vi, sobre a lápide presente em meu devaneio. Ele parecia encarar-me com suas órbitas vazias e manchadas de sangue coagulado, numa expressão de pavor. Ao seu lado, dois pequenos objetos refulgiam à luz do sol, dispostos de um modo estranho.

Era o cadáver de Nelson.

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61 comentários em “Simetria (Pedro Teixeira)

  1. Jowilton Amaral da Costa
    14 de outubro de 2016

    Um bom conto. Bem previsível, mas, bom. As imagens de horror estão muito boas, deu pra viajar legal nelas. Está bem escrito e a leitura fluiu fácil. Só pra reforçar: LSD é doce, bala é ecstasy. Boa sorte.

  2. Daniel Reis
    14 de outubro de 2016

    31. Simetria (Lúcio Fullci):
    COMENTÁRIO GERAL (PARA TODOS OS AUTORES): Olá, Autor! Neste desafio, estou procurando fazer uma avaliação apreciativa como parte de um processo particular de aprendizagem. Espero que meu comentário possa ajudá-lo.
    O QUE EU APRENDI COM O SEU CONTO: o veio do horror é bem explorado na escrita, apesar do setup (apresentação) da história entregar onde ela vai chegar. Destaque para a ilogicidade como forma de criar estranheza, principalmente nas mensagens e seus significados ocultos.
    MINHA PRIMEIRA IMPRESSÃO SUBJETIVA DO SEU CONTO, EM UMA PALAVRA: Desconfortável.

  3. Fil Felix
    13 de outubro de 2016

    Reforçando a dica: não usem droga ruim!

    LSD, ácido, trips… temas que gosto muito! E acho importante saber diferenciar uma droga (e seus efeitos) da outra, principalmente na hora de escrever. O Doce é o LSD (ou ácido), conhecido pelos selos em cartelas (como o clássico da BIKE), e é o que dá a viagem, gera alucinação e afins por ser mais psicotrópica. A Bala é o ecstasy, geralmente utilizada em baladas porque deixa a pessoa elétrica e ligadona. As duas são sintéticas e sempre aparecem por aí, mas possuem efeitos distintos.

    GERAL

    Assim, acho que já tem uma leve confusão com os termos no conto, mas que passa despercebido pra quem não conhece. Um outro fator que já vem acompanhado a este tipo de narrativa: todo mundo já espera que será uma viagem e que nem tudo (ou nada) será realmente “real”. Isso, se não souber driblar, se torna um perigo. É que nem utilizar do “só foi um sonho” (que aprendi a paulada aqui no EC), outro tema que gosto bastante. E seu conto trabalha tanto com um (a viagem) quanto o outro (acordar e ver o que fez). A escrita está boa e só percebi alguns erros que passaram pela revisão, gostei de como tratou a busca pelo emprego e foi um dos poucos (se não o único) que li até agora que mostrou um pouco mais de “credibilidade” à coisa do coveiro, principalmente por ter turnos e alguém explicando o serviço. A viagem, apesar de já sabermos não ser real, ficou interessante e mostrou a que veio. Trabalhou com o gótico e as deformidades bem.

    ERROR

    Nos pontos que menos gostei, acho que estão a previsibilidade do conto e a falta de cor! Amo o surreal obscuro a lá Dave McKean, Kafka, mas viagem ácida pede por uma psicodelia. E já informando o leitor que será uma viagem, que nada será real, poderia ter afundado na loucura particular e feito um bad trip que o protagonista nunca iria esquecer.

  4. Anderson Henrique
    13 de outubro de 2016

    Há um pequeno desacerto semântico logo no início. Ele diz ter aceitado o emprego de zelador de cemitério, mas depois vemos que ele fez um concurso para a vaga. Acho que o verbo aceitar dá uma idéia errada do que aconteceu. Aceitamos algo que nos é oferecido, certo? Outra questão é o som do porco, que eu acho que é um grunhido, mas posso estar enganado (“Ele riu sozinho de um modo que lembrava o guincho de um porco”.)

    O personagem estremece d+ (“Estremeci de raiva”, “Estremeci quando ele ergueu a cabeça lentamente, e eu pude enxergar-lhe a face.”, “estremeci ao notar que havia rastros de sangue por toda a parte.”). Talvez seja interessante variar o modo como a reação do personagem é descrita em relação às diferentes situações. Lembre-se que é um conto curto. A repetição joga contra.

    Algumas descrições são um tanto rebuscadas e, às vezes, parecem vazias de sentido. Outras são pouco verossímeis, como no trecho a seguir: “uma energia que parecia emanar das paredes espessas, amplificada e direcionada pela abóboda daquela antiga tumba.”. Até acho que o personagem pode sentir uma energia emanando, mas você descreveu algo imaterial de maneira muito concreta. A energia surgia das paredes, era amplificada e direcionada pela abóbada! Pareceu exageradamente concreto.

    Outro ponto: palavras como sensação, sentimento e similares carecem de valor. Ex: “uma sensação gelada desceu pela minha espinha”. Você já descreveu que é algo gelado. A palavra sensação, é desnecessária. Outro trecho: “expressão de pavor”. Como era essa expressão? O pavor pode se manifesta de muitas maneiras: uma a cara retorcida, olhos esbugalhados e etc. Entende?

    Também há adjetivação em excesso (Tons róseos / plástico fosforescente / distorcida floresta / misteriosa capela / abismos povoados de pontos luminosos).

    Bem, antes que você me odeie e diga que sou chato pra kct, vou dizer que não achei o conto ruim. Só precisa de um pouco de trabalho. Há potencial na história e o final deixa dúvidas: ele realmente cometeu aquele crime ou foi possuído por algo que se aproveitou de seu corpo material? Abs.

    • Lucio Fulci
      14 de outubro de 2016

      Olá, Anderson! Fiz uma pesquisa aqui e pelo que vi vale dizer “guincho” também. Quanto à questão da aceitação, o concursado pode aceitar ou não a vaga para a qual é convocado, ele pode ou não tomar posse. Então não me pareceu errado.
      De resto, excetuando as repetições, são questões mais de estilo – ou da tentativa de construção de um, rs – do que de correção, me parece. Mas elas serão consideradas em uma eventual revisão e em produções futuras.
      Obrigado pelo comentário!

  5. Bia Machado
    12 de outubro de 2016

    Tema: Certamente adequado ao desafio.

    Enredo: Um tanto batido, previsível. É uma narrativa boa, mas que não ajuda a sanar a previsibilidade. O final ajudou a narrativa, no sentido de ao menos chegar ao final e saber que há um sentido naquela simetria toda, rs.

    Personagens: Narra bem o conto, mas alguma coisa na composição do narrador não me convenceu. Por exemplo, quando ele diz no começo que trabalha com traduções do russo e que isso não está sendo lucrativo, e quem quer saber da literatura russa? Ficou meio fora da realidade isso. Não sei se foi proposital, mas… A mim me causou estranhamento, por conta das inferências. Além disso, tem a questão da idade que o narrador aparenta. Trabalhando ele com traduções do russo, tendo feito tanta coisa que disse que fez, o Nelson ainda se vira pra ele e diz “–Bom, é isso, universitário. Se ficar com medinho, liga pra mamãe”, como se estivesse falando com um jovem de 18 anos. Pode parecer engraçado, mas a mim me causou estranhamento. Não que jovens de 18 anos não possam ter bagagem para trabalhar como tradutores de textos de literatura russa, mas… o que você conta antes dessa fala do Nelson parece caber em alguém com mais idade.

    Emoção: Foi uma leitura OK, nada que tenha me provocado algo além disso. Contudo, acho que conseguiu se virar bem dentro do mais do mesmo.

    Alguns toques: Acho que nenhum. Está bem escrito. Só para mim que não funcionou, peço desculpas.

  6. Simoni Dário
    11 de outubro de 2016

    Olá Lucio

    Da destruição, nasce a criação. Do caos, a ordem numa perfeita SIMETRIA.
    Não sei se entendi bem o conto.
    A escrita é boa e a narrativa flui sem entraves, mas não achei uma trama arrebatadora.
    Na cabeça do protagonista o caos levaria à ordem e daí a simetria “terrena”? Tudo o que está em cima é igual ao que está em baixo (acho que não entendi muita coisa).
    Você escreve bem autor, mas entendi o que parece ser o óbvio e pelo jeito não é bem assim.
    Enfim, não é o tipo de história que eu gosto, valeu a leitura pelo talento narrativo.
    Bom desafio.
    Abraço

  7. Luis Guilherme
    11 de outubro de 2016

    Boa tarde, Lúcio, tudo bem?
    Pra começar, gostei muito das descrições, como em “Não sei dizer quanto tempo se passou antes que eu despertasse, à porta da capela. Tons róseos tingiam o horizonte, uma cortesia do sol prestes a surgir. A distorcida floresta de cruzes ao meu redor brilhava como plástico fosforescente”. Você tem um talento muito grande pra descrições, o texto todo tá recheado delas.
    Gostei também do tom poético de alguns trechos, e das técnicas usadas na fala da criatura (Aquela parte em que cada palavra ocupa uma linha). Eu gosto muito desse tipo de técnica, pois dá uma impressão de pluridimensionalidade (nem sabia que essa palavra existia, mas o world aprovou, rsrs). Parabéns pela técnica e pela linguagem em si, que tá bem legal.
    O enredo me agradou também, gostei dessa dúvida entre realidade e viagem do doce.
    Parabéns pela obra e boa sorte!

  8. Marcelo Nunes
    11 de outubro de 2016

    Olá Lucio.
    A escrita está boa, a leitura foi fluida até o final do conto. Bom vocabulário, e gostei bastante da estrutura do texto. Ambientação está muito boa, achei legal, as vezes consegui ver o cenário.

    O tema foi abordado e alguns detalhes acho que teve excessos, como na parte do ácido. Um conto previsível, mas com muita qualidade.

    Parabéns e boa sorte no desafio. Abraço!

  9. Gustavo Castro Araujo
    9 de outubro de 2016

    O conto está bem escrito e tem a singular qualidade de trazer o leitor para junto do protagonista. Dá para perceber o suspense crescente, o nervosismo inicial transformando-se em pavor. As cenas horrendas foram descritas com competência e o final amarrou bem as pontas, resultando num conto redondinho. Não encontrei lapsos de revisão – o texto está muito bem montado e, no quesito adequação ao tema, mostra-se perfeito. Só não apreciei mais porque o conto bebe profusamente em diversos clichês que povoam histórias de cemitérios – o coveiro que vê fantasmas sendo o mais corrente deles. De todo modo, a impressão é positiva e a narrativa convence como peça de entretenimento.

  10. vitormcleite
    8 de outubro de 2016

    Gostei do conto mas apresentas um problema grave: não tem novidade. Lê-se bem, mas durante a leitura sabemos sempre o que vai acontecer, acabou por ficar muito previsível. Mas parabéns principalmente pela qualidade da tua escrita.

  11. Pétrya Bischoff
    5 de outubro de 2016

    Olá, Lúcio! Bueno, eu não sei ao certo o que falar acerca desse conto, pois ele me causou um impacto singular. Eu imprimi alguns contos do EC para ler no trabalho e o teu foi um desses. Devido a isso, em vários, mas vários momentos, pude sublinhar coisas as quais eu mesma poderia ter escrito. Arrisco dizer que realmente as escrevi, ao menos com muita semelhança, aqui mesmo, no EC. Mas somente enquanto na viagem com o ácido (tenho um conto aqui de uns 3 anos atrás que se utiliza do mesmo recurso, com passagens muito semelhantes).
    Talvez por isso, por identificar uma semelhança com minha própria escrita, eu tenha gostado desse conto.
    A escrita é fluída, clara e objetiva. A narrativa cria belíssimas imagens mentais e creio, justamente por se tratar de uma bad trip, senti-me sufocada em alguns momentos.
    A ambientação é rica de uma maneira peculiar, pois os locais são, em sua maioria, sensíveis. Portanto, é possível sentir-se parte do cenário ilustrado.
    A estrutura to texto apresenta esses dois momentos muito distintos: a primeira parte da chegada do guri ao local e a segunda, toda essa viagem. E ponto alto, certamente, é a segunda parte. Gostei muitíssimo. Parabéns e boa sote!

  12. catarinacunha2015
    4 de outubro de 2016

    QUERO CONTINUAR LENDO? TÍTULO + 1º PARÁGRAFO:
    Fez alguma merda simetricamente sinistra? Vamos ver!

    TRAMA crescente e totalmente controlada. A narrativa em primeira pessoa funcionou bem e me envolveu. Gostei da subjetividade entre a alucinação (ácido dele e álcool de Nelson) e a assombração.

    AMBIENTE de sentidos apurados, completamente abismal. Acho um conto difícil de entender para pessoas que nunca usaram drogas (lícitas ou ilícitas) ou se distanciaram de sua própria mente de alguma forma. Daí a grande complexidade e inteligência deste conto.

    EFEITO rebordosa. Que viagem errada, meu amigo! Diga-me o nome do fornecedor do teu ácido para eu nem chegar perto.

  13. Gustavo Aquino Dos Reis
    3 de outubro de 2016

    O conto é bom, possui algumas construções frasais bem aplicadas e outras, infelizmente, nem tanto.

    A história é bem simples, nos entretém por algum tempo, mas não chega a empolgar ou provocar.

    A informação de que o protagonista usava ácido, na minha opinião, foi muito abrupta. Talvez, se ele houvesse dado indícios de ser um usuário previamente, fosse mais crível.

    Porém, autor, foi um bom trabalho. Obrigado pela leitura.

    Gostei da frase: “(…) o que está em cima é como o que está embaixo”. Hermes Trimegisto fazendo sua aparição por aqui!

    • Lucio Fulci
      4 de outubro de 2016

      Olá, Gustavo, obrigado pelo comentário! Poderia indicar quais frases não ficaram legais, para que eu possa dar uma atenção a elas na revisão? Abraço!

      • Gustavo Aquino Dos Reis
        13 de outubro de 2016

        Claro, Lucio! Lembrando que é apenas uma opinião pessoal.

        “A distorcida floresta de cruzes ao meu redor brilhava como plástico fosforescente.”

        “A figura postava-se à frente da porta da capela como um leão de chácara (…)”

        “(…) o terror espalhou-se em ondas violentas que encharcavam cada célula de meu corpo”

        Somente essas. De resto, amigo, muito bom.

  14. Pedro Luna
    1 de outubro de 2016

    Bem escrito, mas com um enredo bem problemático. Os pontos que me incomodaram foi: o início. A apresentação do personagem é super clichê. O cidadão falido, precisando aceitar empregos, que não conta com o apoio dos pais, e que devido a esse emprego, irá se meter numa roubada. Essa premissa, só esse ano já encontrei em muitos livros que li, e recentemente em um livro do King e um do John Grisham. Não é algo que me fez odiar, claro que não, mas certamente causou uma sensação de já vi muito isso. Acho que isso depende muito do leitor.

    Um outro ponto fraco é a presença do ácido. Na moral, isso tirou muito a força do conto. Primeiro que foi contra o que se apresenta do personagem. A impressão que fica é que o sujeito é um loser esforçado. Mas dizer que ele gosta de viajar na piração surge como um fato novo, que fica um pouco deslocado. Nada contra ele gostar de ácido, mas isso certamente devia ser abordado numa espécie de introdução, e não surgindo do nada.

    O final também ficou muito previsível. Terminar o conto com:era o cadáver de Nelson, não causa o fator desejado, pois isso já era esperado pelo leitor muito antes, pelo menos uns 3 ou 4 parágrafos antes.

    Pontos fortes: a imaginação do autor, ou autora, e as descrições que me lembraram Clive Barker. Algumas impressionam. Acho que esse autor pode fazer um grande trabalho, se escrever algo realmente satânico e terrível. Esquecendo esse lance de ácido. Foca no puro terror mesmo.

    Apesar dos pontos que não gostei, foi bem fácil de ler. Não foi uma leitura truncada. Abraços

  15. Thiago Amaral
    1 de outubro de 2016

    Gostei bastante do clima do conto, foi a história que melhor me contagiou para o terror até agora. A escrita também, ao meu ver, está impecável. Contém algumas imagens muito interessantes, como a dos olhos dos anjos. A frase final, no entanto, carece do fator surpresa e parece não ser um bom desfecho.

    Ótimo texto, mas prevejo não entrar na minha lista por faltar um “tcham” a mais que mexesse emocionalmente comigo, necessidade suprida por outros contos. De qualquer forma, está de parabéns e espero ler outras coisas suas nesse estilo.

  16. Iolandinha Pinheiro
    1 de outubro de 2016

    Achei exagerada a alteração de consciência provocada pela utilização do LSD no personagem, talvez, e aí estaria a explicação, a série de alucinações testemunhadas pelo jovem coveiro tenha ocorrido muito mais em função de uma experiência sobrenatural do que pela droga em si, que é apenas moderadamente alucinógena. Encontrei muitos elementos de terror no conto, mas não senti o terror no conto. O que mais gostei no conto foi o momento em que o ser de cabelos longos aparece para o narrador e estende as mãos cheias de olhos de cadáveres. Gostei porque conseguir visualizar a cena descrita com detalhes, e isso é uma grande qualidade em um escritor. Também gostei do encontro do narrador com o anjo e do resultado deste encontro, o que é explicado no desfecho do conto. No fim descobre-se que o coveiro mais velho havia estado no cemitério com a intenção de assustar o rapaz e acabou assassinado por ele no meio do delírio do rapaz. Trocando em miúdos: gosto de uma temática de efeito de drogas quando é bem trabalhada, gostei das imagens que você criou com suas descrições interessantes, achei o arremate do conto interessante, mas, o conjunto não me agradou. Acho que ficou faltando algo e não me senti conquistada. Vi que teve boas críticas e acredito que ficará bem colocado no certame.

  17. mariasantino1
    1 de outubro de 2016

    Olá, autor!

    O conto tem aquela pegada do Lovecraft de fusão entre o onírico e a vigília, de realidades e paralelos. Gostei do seu fluxo narrativo, do vocabulário rico que deixa certa embriaguez após visualizar todas essas pinturas oferecidas, e sei que o conto podia render muito mais num espaço maior. A droga foi só a ignição para levar o moço para outra dimensão e, como eu disse antes, suas descrições é a cereja do bolo.
    Uma ou duas palavras deixaram algumas descrições adjetivadas em excesso, mas achei isso detalhe. O concurso para se conseguir este trabalho me pareceu estranho, mas em se tratando da situação do Brasil, coveiro deve tá entrando no octógono para derrotar outro.

    O conto é bem visual e incute medo. Gostei, enfim.
    Boa sorte no desafio

  18. Maria Flora
    30 de setembro de 2016

    Olá, sua história abordou bem o sobrenatural mesclado com delírios. A narrativa ficou boa, não houve momentos de confusão para o leitor, mesmo nas cenas de terror delirante. Soube expressar bem através das descrições, dos personagens ( aliás, não gostei muito do protagonista, usar drogas em um cemitério… estranho… mas o gosto é meu.) Gostei do texto em geral. Bem escrito; como exemplo, as cenas das alucinações.

  19. phillipklem
    28 de setembro de 2016

    Boa tarde Lúcio.
    Preciso dizer que gostei bastante do seu conto.
    Gosto de histórias que mexem com o imaginário, que nos fazem visualizar de forma detalhada o cenário que o autor criou. Dessa forma, tenho a sensação de que a história fica mais viva e envolvente. E foi exatamente o que você fez.
    A escrita está bem fluída, o que tornou o conto leve e fácil de ler.
    Confesso que o final não me ganhou… mas todo o ambiente foi tão bem criado que isso quase passou despercebido.
    Parabéns e boa sorte.

  20. Davenir Viganon
    28 de setembro de 2016

    Olá Lúcio
    O titulo é curto e remete ao conceito presente no ápice da viagem do protagonista no conto.
    Eu particularmente gosto de uma viagem… digo, na literatura… claro. Já escrevi sobre isso uma vez. É muito legal.
    Notei que você tentou não fazer a penas um conto sobre uma viagem que dá merda no fim, mas colocar uma dúvida se, mesmo com a droga, aquilo não teve realmente uma coisa de verdade, digo, algo do fantástico, mas acho que as pistas ficaram muito sutis ou eu que não li direito. Não vou dizer que você deve arrumar isso, mas que leve isso em consideração, caso for fazê-lo. A estória e a ambientação estão no padrão esperado para o tema. A ambientação da viagem é algo à parte, foi muito bem feita.
    Gostei do resultado.
    Um abraço.

  21. Fheluany Nogueira
    27 de setembro de 2016

    A trama traz uma série de lugares-comuns: aceitar um trabalho inferior á capacidade por falta de opção, o teste de admissibilidade (O coveiro-chefe teria retornado ao cemitério para dar um susto no novato.), a “viagem errada”, causada pelo preparo do outro zelador para a brincadeira que pretendia e até a morte deste ficou previsível (“Nossos hóspedes não incomodam!”).

    O conjunto agradou. Interessante a alteração de estilo e linguagem depois do entorpecente, as descrições fortes, as vozes na cabeça, as experiências poéticas, o limbo entre realidade e sobrenatural.

    Parabéns pela participação. Obrigada pela leitura agradável. Sorte e abraços.

  22. Gilson Raimundo
    26 de setembro de 2016

    Bem parecido com o caso do biólogo de “Vidas no Cemitério”, o cara aceita o trabalho por falta de opção, isso é comum por muitos de nós que nem sempre esta na carreira que deseja. As visões não tem sua origem determinada, não se sabe se é sobrenatural ou efeito de alucinógenos, na verdade uso de palavras como ácido ou balas quebram um pouco o estilo da narrativa, parecem destoar do conto, o fim do Nelson foi terrível apesar de ser um enredo bem comum em contos de suspense ou terror.

  23. Felipe T.S
    25 de setembro de 2016

    Que docinho potente hein? rs

    Conto divertido, com algumas construções bem fortes (adorei as cenas macabras antes do assassinato). É legal a preparação para a Bad Trip, se o coveiro não tivesse comentado nada antes, tudo teria acontecido?

    Acho legal o lance de abrir a possibilidade para o sobrenatural e vi que o autor justificou que existem pistas para isso na voz “do outro lado”, mas eu sinceramente não consegui captar, acredito que essas “dicas” deveriam aparecer mais vezes no texto e um resquício disso no desfecho da história poderia ser a cereja do bolo. Outra coisa que precisa ser pensada é a justificativa inicial: Apenas por ordem na loucura não é o suficiente e quando o narrador afirma que não conta com a leitura do outro, ele está na verdade afirmando a necessidade de ser lido. Sei que parece besteira, mas não é, veja que todo escrita é direcionada para alguém e com intenções específicas. Aqui podemos deduzir duas coisas, que o autor sabia disso e criou esse início inspirado por exemplo em O Gato Preto, do Poe, ou foi uma construção inconsciente. Mas no fim, pouco importa, somos nós leitores que vamos fazer as deduções, e aqui, na minha perspectiva, o início poderia ser reformulado, deixar mais claro o desespero do personagem e acentuar a possibilidade do sobrenatural já nas primeiras linhas, o queria iria contra o discurso da droga. Entende?

    Desculpa se soei confuso, culpa da cerveja.

    Abraço e sorte!

  24. Rodrigues
    25 de setembro de 2016

    O personagem do começo parecia bastante palpável e simpático, um cara que tinha perdido o trampo e arranjado ocupação de zelador de cemitério já era por si só, o começo de um bom conto. Achei que o tom macabro que a história tomou me desagradou, a inserção da criatura, dos segredos dos mundos e do homicídio não me convenceram.

  25. Claudia Roberta Angst
    25 de setembro de 2016

    Olá, autor!

    Juro que não tenho TOC com simetria, mas…

    O tema do certame foi abordado com sucesso. O cemitério está ali, tem até coveiro.

    Não encontrei grandes problemas de ortografia ou lapsos de revisão. No finalzinho, faltou um QUE em “Sem compreender o estava acontecendo”.

    O ritmo do conto é bom, tornando a leitura agradável. Um misto de clima de suspense com terror, com toques fantásticos. Uma miríade de sensações apresentadas ao leitor, sem pressa, correndo o risco de dar voltas e estender a narrativa além do esperado.

    Gosto muito quando o autor permite várias interpretações da sua obra. Cada um escolhe a versão que mais lhe agrada e pronto.

    Boa sorte!

  26. Amanda Gomez
    25 de setembro de 2016

    Ola, Lúcio.

    O conto tem todas as características de uma história clichê, que querendo ou não, muitos acabam usando. Mesmo assim, eu o li sem achar que esses elementos fosse Pontos negativo. Achei que não ia curtir, mas gostei do conto, simples assim.

    A narrativa é simples e agradável, o personagem bem construído, não que seja carismático, não é. Mas ele me causou certo reconhecimento.

    Pra mim a parte fraca do conto foi o uso da droga pra ludibriar tanto ele, quanto ao leitor, foi uma opção esperta, mas não agradou de todo, deve ser porquê eu realmente não suporto histórias sobre viciados de nenhum gênero, fora que decepcionou um pouco, já que achei que o personagem fosse mesmo um cara esforçado sem sorte na vida.

    Enfim, continuando….

    O delírio acompanhado de realidade foi bacana, a parte em que ele arranca os olhos da ” estátua” foi bem feito, deu um certo termorzinho… A entidade que se apossou dele foi explicada de forma eficaz. É acho que o coveiro foi parar lá pra se vingar dele, por ter desdenhado de suas crenças, talvez.

    Enfim, um bom conto, Me agradou no geral.

  27. Pedro Teixeira
    25 de setembro de 2016

    Olá, Lucio! Gostei do conto. É um terror nos moldes clássicos, com alguns elementos diferentes. Aquelas “falas do além” me lembraram uma música do Jorge Ben( tudo o que está em cima é como o que está em baixo), acho que Hermes Trismegisto. O falecido era envolvido com alquimia? Depois do desafio você me conta. A fala seguinte lembra algumas práticas dos druidas. Tem uns probleminhas de revisão e depois de certo ponto a trama fica relativamente previsível, mas, tirando isso, realmente curti. Parabéns e boa sorte no desafio!

  28. mhs1971
    24 de setembro de 2016

    Olá
    Li o conto e achei que e algumas partes deveria ser melhor trablhado, talvez o corte de alguns pronomes, já que se tratava de narrativa de primeira pessoa.
    O contexto geral da história é boa, mesmo em se tratando de estar lidando com o uso de alguns clichês mais batidos em histórias desse tema.
    Mas mesmo assim, houyve toques de modernidade, o que torna-o menos parecido com outros de mesma temática.
    A escrita demanda um pouco de mais experiência mas não ocorreram deslizes imperdoáveis, o que isso é ótimo.
    O diferencial de outros contos é que o final, apesar de previsível, foi o impacto descrito. Digo diferencial é que alguns cotos do Desafio se mostram interessantes no começam,mas que patinam no final.
    Parabéns pelo conto e sorte em sua participação.

  29. José Geraldo Gouvêa
    23 de setembro de 2016

    Contrariando várias opiniões muito críticas aqui, acho que eu realmente gostei desse conto. Tem seus deslizes, mas são poucos e fáceis de corrigir.

    Minha interpretação do conto é simples: o rapaz está sob o efeito de um entorpecente forte (na verdade o termo correto seria psicoativo ou algo assim, mas isso não importa) quando encontra a capela, onde tem uma visão, através da qual ele, de alguma forma, se conecta com algum tipo de entidade e passa a ver o mundo por outros olhos. Nesse meio tempo o coveiro voltou para dar-lhe um susto e se assustou ele mesmo porque viu algo junto ao rapaz (ou uma transfiguração dele). O rapaz, sob o efeito das drogas e da influencia da entidade, mata o coveiro.

    Acho que isso ficou bem estabelecido na história (se não é assim, então é porque então não ficou, e eu estou enganado) e eu gostei da maneira como foi narrado.

    Não vi grandes problemas no texto, mas também não acho que seja o melhor do desafio.

    • Lucio Fulci
      24 de setembro de 2016

      Olá, José! Fiquei feliz com seu comentário, pois você conseguiu enxergar essa outra dimensão que eu quis dar ao conto e pouca gente percebeu. Obrigado pelo comentário! Abraço.

  30. Brian Oliveira Lancaster
    23 de setembro de 2016

    VERME (Versão, Método)
    VER: Clima instigante, apresentado de forma simples e linear. O suspense vai crescendo e o final consegue surpreender em meio à viagem lisérgica. Um texto bem pé no chão, com uma trama policial nas entrelinhas, bem conduzido. A parte das falas alheias ficou um pouquinho confusa, mas acho que foi culpa da formatação.
    ME: Parei no meio da leitura apenas para responder isso “quem quer saber da literatura russa?” Eu! Asimov, e outros, vieram de lá. Deixando isso de lado, que foi uma baita ironia, achei o texto bem conciso, sem grandes construções, mas eficiente em apresentar a ideia toda. O final compensa, pois, espertamente, o autor dá a entender que o outro personagem foi embora para sempre e jamais voltará à história. Aí então, BAM! Lembrou-me vagamente de um episódio da série britânica Doctor Who.

  31. Anorkinda Neide
    23 de setembro de 2016

    Olá, autor…
    Bem, eu não gosto de ler badtrips. Entao pulei esta parte na releitura.
    O que entendi do enredo é q o Nelson, preparou o terreno, falando da capela e dae à noite ele veio assustar o jovem em seu primeiro dia de trabalho (nao gostei da caracterização do Nelson, pq coveiro tem q ser velho, feio, cachaceiro? ok, posso estar chata no ‘politicamente correto’, mas nao vi motivos para q o coveiro fosse tao nojento), o que o coveiro master nao contava é q ao vir assustar o novato este estaria locão, viajandão, com o chamava na minha época, nem sei como se chama mais este estado alterado de consciência.
    Enfim, a leitura e os personagens não me cativaram, talvez pela previsibilidade da coisa toda, acho a D. Neusa deu uma saída q ficaria bem legal para teu desfecho: o jovem poderia ter atacado tão somente as esculturas, imaginando sangue e a coisa toda, mas afinal ele teria apenas danificado o cemiterio, com a policia encontrando esculturas com os olhos perfurados rsrs
    Bem, é isso, boa sorte ae!
    abraço

    • Lucio Fulci
      23 de setembro de 2016

      Olá, Anorkinda! Obrigado pela opinião sincera. Acho que um dos meus maiores problemas é que o tipo de estória de que gosto, a maior parte ninguém gosta, rs. Sua interpretação da trama tá bem próxima da minha visão, mas eu gosto de trabalhar algo no limite do real e imaginário pra manter a dúvida do leitor. Posso te adiantar que tem há mais na voz que fala com o protagonista, que ajuda a criar essa dubiedade, mais especificamente nas frases que estão ali. Quanto ao coveiro, não era a intenção dizer que todos são assim, na verdade essa é a visão do personagem, que como bem notou o Evandro, é um cara arrogante, e tem seus preconceitos. Enfim, que pena que você não gostou, talvez da próxima, rs. Abraço.

  32. Fabio Baptista
    22 de setembro de 2016

    A leitura desse conto me lembrou a sensação que tenho ao ler os livros do Neil Gaiman.

    Mas isso não é exatamente uma coisa boa…

    Tudo lá é tão fantástico (no sentido de fora do comum) que o conceito de fantasia se perde, levando consigo qualquer possibilidade de sentirmos uma real ameaça. Foi o que aconteceu aqui quando o ácido foi mencionado (o termo mais apropriado seria doce e não bala, aliás. Não que eu seja versado no mundo das drogas…). Depois daquele ponto, já sabíamos que iria ocorrer uma viagem e que de alguma forma os elementos se mesclariam à realidade depois. E não deu outra.

    Enfim… bem escrito, mas sem impacto.

    Abraço!

    • Lucio Fulci
      23 de setembro de 2016

      Olá, Fabio! Obrigado pela opinião sincera. Uma das coisa que acho mais bacanas na maior parte dos comentários é a fundamentação, que deixa bem claro o motivo de o leitor não ter gostado. Acho que um dos meus maiores problemas é que o tipo de estória de que eu gosto 90% das pessoas não gosta, hehe. Mas aí, paciência, talvez eu consiga perceber melhor os 10% em comum e criar tramas que agradem mais em algum momento. De qualquer maneira, fico feliz que você considere o texto bem escrito. Obrigado pela leitura! Abraço.

  33. Evandro Furtado
    22 de setembro de 2016

    Fluídez – Good

    O conto corre de forma natural, sem problemas com a ortografia ou a sintaxe. Só há algumas passagem onde opta-se o uso do pretérito imperfeito sendo que o uso do pretérito perfeito seria mais adequado.

    Personagens – Good

    Eu-narrador – sujeito estudado, portador de uma inteligência natural. Indeciso, viciado. Irresponsável, não assume muito bem os compromissos que têm, quando o faz, é de forma insatisfatória. Arrogante, zombador.

    Trama – Good

    Bem estrutura, traz um conflito natural, inerente ao gênero. O autor constrói certa ambiguidade graças ao uso do ácido, proporcionando a possibilidade de que as visões possam ter sido, de fato, reais, ou meras alucinações provocadas pelo uso da droga. O final, no entanto, é, infelizmente, previsível.

    Verossimilhança (Personagens + Trama) – Good

    Estilo – Outstanding

    O autor se apropria do gênero com maestria, trazendo consigo todos os elementos de uma narrativa de terror clássica. Para além disso, insere elementos na forma bastante transgressores e interessantes. Esses “poemas concretos” inseridos no interior do conto, conferem ao texto um caráter especial, elevando seu aspecto visual.

    Efeito Catártico – Weak

    O único ponto com o qual o texto tem problemas. O impacto sofre, sobretudo, ante a previsibilidade do encerramento, diante de uma plot twist já esperada. Para além disso, a personagem de Nelson – mero coadjuvante e, por isso, não entrou na avaliação conferido a esse elemento – não foi desenvolvida o suficiente para que sua morte fosse, de fato, importante.

    Resultado Final – Good

  34. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    21 de setembro de 2016

    Olá, Lúcio,

    Temos aqui um autêntico conto de terror.

    A narrativa flui instigando o leitor a continuar e, embora utilizando-se das premissas de um bom texto do gênero, nada fica clichê.

    O conto cumpre seu papel de aterrorizar e as imagens criadas nas “viagens” pelo mergulho do personagem ao universo do sobrenatural são muito boas. Filosóficas até.

    Parabéns por seu belo trabalho e boa sorte no desafio.

  35. Ricardo Gnecco Falco
    20 de setembro de 2016

    Olá, autor(a)!
    Vou utilizar o método “3 EUS” para tecer os comentários referentes ao seu texto.
    – São eles:

    EU LEITOR (o mais importante!) –> Na moral… Não sei o que o(a) autor(a) tem na cabeça (ou debaixo da língua…) pra fazer o coitado do seu personagem tomar um doce no pior dentre todos os locais/horários possíveis… (rs!) Bem… Isto dito, vamos em frente! Curti a leitura, que fluiu sem entraves até o final. Final este, a propósito, que não curti tanto quanto o restante do conto. Ficou meio óbvio e batido o lance do viajandão que descobre, após passada a onda, ter feito de fato o que pensava ter sido um sonho torpe. Não quero nem imaginar como vai ser o flashback dele lá no Carandirú… 😛 De 1 a 10, dou nota 7, pelas pupilas dilatadas.

    EU ESCRITOR (o mais chato!) –> Texto bem escrito e fluído. História atende ao tema e poucos erros encontrados. Final ficou pouco imaginativo e aquém do esperado.

    EU EDITOR (o lado negro da Força) –> Esperando a Feira Literária de Sana ou São Tomé das Letras pra fum… digo, fechar o contrato.

    Boa sorte,
    Paz e Bem!

    • Lucio Fulci
      20 de setembro de 2016

      E aí, Ricardo? Obrigado pelo comentário! Tenho certa reserva em responder aos comentários, mas já que o desafio abre essa possibilidade, resolvi me manifestar, rs. Há algo a mais no conto ali que alimenta a dubiedade da situação, na voz que fala com o personagem. Repare que o coveiro diz que o homem enterrado ali estava envolvido em alguma coisa macabra, insinuando magia negra ou algo do tipo, e algumas frases ali que o protagonista ouve em sua cabeça… Bom, já estou falando demais, haha. Só posso dizer que há algo ali que ninguém percebeu ainda e que talvez esclareça o que aconteceu… Ou crie mais dúvidas ainda. Obrigado pela leitura. Abraço!

      • Ricardo Gnecco Falco
        21 de setembro de 2016

        Tranquilo, autor(a)! Depois que passar a onda (digo, quando o Certame findar), me explica isso melhor. Gosto de saber o que o(a) criador(a) da história imaginou ao confeccioná-la! 😉

  36. Wender Lemes
    20 de setembro de 2016

    Olá! Alguns aspectos me agradaram bastante neste conto, embora não todos. Primeiramente, temos o narrador alegando sua inocência, assumindo, porém, que as evidências (podemos supor, de um crime) estariam contra ele. Isso nos planta a semente da curiosidade, de modo que seguimos ávidos por saber por onde irá a narrativa. Posterior à justificativa do cemitério na trama, o narrador “admite” o uso de ácido. Ter admitido isso funcionou para criar a ambiguidade nos eventos seguintes (fantasia ou viagem?), mas isolou, de certa forma, todas as demais possibilidades de interpretação. Esse ponto também tira a credibilidade do narrador, uma vez que, mesmo ele dizendo já não estar sob efeito da substância quando o desfecho acontece (indicando a existência de “algo mais”), quem pode afirmar com certeza? Em resumo, achei o conto tecnicamente muito bom, podendo ser melhor em questões de resolução da trama. Parabéns e boa sorte.

    • Lucio Fulci
      20 de setembro de 2016

      Boa tarde,Wender! Obrigado pelo comentário. Existem outros detalhes na voz que se comunica com o protagonista que podem ou não indicar a existência de “algo mais”. Minha intenção realmente foi criar dubiedade, por isso muitas coisas são sugestões que ficam no ar, como se realmente fosse o relato de alguém tentando acontecer o que houve com ele, uma tentativa de conectar os fatos. Talvez o fato de o personagem não chegar a nenhuma conclusão sobre o que ouviu( palavras estranhas) signifique que ele não tenha certos conhecimentos… Não vou falar mais nada porque senão vou acabar restringindo a interpretação de quem ler depois, e não é essa a intenção, a ideia é que seja uma leitura livre mesmo. Abraço!

  37. Neusa Maria Fontolan
    19 de setembro de 2016

    Uau. O conto me arrebatou, isso é, até o final que me decepcionou. Mas gosto é gosto e não se discute. Por mim, ele não terminaria como assassino, talvez como vândalo que tivesse destruído as esculturas dos anjos. Parabéns mesmo e Uau.

    • Neusa Maria Fontolan
      19 de setembro de 2016

      E digo mais, o tema é cemitério e ele está presente. Não está escrito no regulamento que não deve ter drogas, e nem que deve ter fantasmas, zumbis e vampiros para o conto ser bom. Eu adorei.

  38. Diego de Oliveira Elias
    19 de setembro de 2016

    Olá
    Ótimo texto. Bem construído.
    Acho que o elemento da droga deveria ter sido posto no final. Acho que seria o ápice do desfecho, e não o assassinato do Nelson.
    Mas eu gostei muito da leitura. É bom quando o escritor consegue conduzir o leitor. E isso não tem a ver com gostar ou não do tema, mas com técnica.
    Parabéns pela criação.

  39. Ricardo de Lohem
    18 de setembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Bom, realmente, como já disseram, o fato do protagonista ter tomado LSD destruiu o conto. Tudo ficou previsível, ele teve alucinações e em meio delas cometeu um assassinato. No final, fiquei esperando alguma reviravolta que indicasse que não foi bem isso, que aconteceu alguma coisa além dos delírios e desatinos de um drogado, mas não houve nenhuma indicação disso: nada sobrenatural, fantástico, psicológico, Sci-Fi. O final afastou todas essas possibilidade e ficou sendo só uma história policial de um drogado descontrolado. O tema tinha muito potencial, mas o desenvolvimento, infelizmente, estragou tudo, e o resultado foi um conto apenas razoável. Boa Sorte.

    • Lucio Fulci
      20 de setembro de 2016

      Olá, Ricardo! Obrigado pelo comentário. Existem alguns detalhes ali no meio que talvez(talvez) indiquem algo além de uma história policial( como as coisas ditas pela voz na cabeça do protagonista). Abraço!

  40. Taty
    18 de setembro de 2016

    Bom texto, bem escrito, o único senão que me vem à mente é a questão da droga jogada na trama. De cara, ela tira a surpresa, a mágica do conto, qualquer coisa poderia acontecer daí em diante, inclusive o que aconteceu. Tornou tudo meio que previsível.

    É isso.

  41. Evelyn
    18 de setembro de 2016

    Oi, Lúcio.
    Uau! Não saberia descrever o que me passou pelas entranhas.
    Está dentro do tema. Gostei de como descreveu toda essa ‘viagem’. Também gostei da linguagem fluída.
    Parabéns.
    Abraço.

  42. Olisomar Pires
    18 de setembro de 2016

    Uma bad trip. Texto bem escrito, fica melhor da metade em diante, pelo menos em nível de ação.

    Entretanto, apesar das belas imagens fantasiosas, o conto não me conquistou, não deixou aquele gostinho de “que coisa fantástica”, essa sensação tão boa.

    Não é um conto ruim, é bom, só não funcionou comigo. Boa sorte !

  43. Priscila Pereira
    18 de setembro de 2016

    Oi Lúcio, cara, que viagem… eu nunca usei ácido, então não faço ideia se tudo isso foi o efeito da droga ou algo sobrenatural…pra falar a verdade eu espero que seja tudo o efeito da droga mesmo, acho que ficaria bem mais interessante o conto. Está bem escrito, a leitura fluiu muito bem, é um bom conto!!Boa sorte pra você!!

    • Lucio Fulci
      20 de setembro de 2016

      Olá, Priscila! Rs, também nunca usei, a inspiração maior foram filmes e livros. A ideia foi deixar a interpretação aberta mesmo. Que bom que gostou. Abraço!

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Publicado às 18 de setembro de 2016 por em Retrô Cemitérios e marcado .