EntreContos

Literatura que desafia.

Por quem crescem as raízes (Phillip Klem)

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Mila caminhava ao lado do irmão para longe do burburinho de conversas e prantos. Era uma tarde ensolarada, porém agradável. Havia um leve cheiro de grama cortada preenchendo o ar e uma brisa balançava graciosamente os galhos das árvores mais altas.

Andaram em silêncio por alguns minutos, apenas apreciando a companhia um do outro.

ー Não tinha certeza se te veria aqui desta vez ー disse Mila, meio sem saber como iniciar a conversa.

ー Eu sempre gostei do tio Abel ー Johnny deu de ombros. ー E além do mais, eu queria te ver ー disse sorrindo, olhando para a irmã, que sorriu de volta. Um sorriso tímido, mas ainda assim um sorriso.

Mila olhou para o gramado salpicado de mármores brancas e sentiu uma pontada de melancolia. Sacudiu a cabeça para espantar os maus pensamentos.

ー Ei, agora é oficial: só nos vemos em funerais ー disse.

ー Tem razão! ー concordou Johnny. ー O último foi o da vovó, não foi?

ー Foi sim. Acho que já faz quase dois anos. Inacreditável.

Caminharam por mais alguns segundos e sentaram-se num banco de madeira, à sombra de uma árvore. Ainda podiam ver o funeral do tio acontecer lá longe, do outro lado do cemitério.

ー O papai não quis vir? ー perguntou Mila.

ー Não ー respondeu. ー Você sabe como ele é. Ainda não consegue lidar com esse tipo de evento. Não depois de tudo o que aconteceu.

ー Pensei que ele viria. O tio Abel era o último irmão vivo dele. ー A menina suspirou, olhando para as próprias mãos. ー Também queria vê-lo.

ー Ele mandou um abraço ー falou Johnny, tentando animar a irmã. ー Disse que você pode vir visitá-lo sempre que quiser.

ー Ah, eu queria mesmo. Mas é tão difícil conseguir vir até aqui. Por que vocês tinham que vir pra um lugar tão longe de casa?

Johnny deu de ombros. Cruzou as pernas e passou o braço sobre os ombros da irmã.

ー Senti saudades de você reclamando o tempo todo ー implicou.

ー Otário ー respondeu Mila, sorrindo. ー Também senti saudades de você.

Os irmãos não disseram nada durante um tempo, apenas observavam um esquilo que descia da árvore e corria para longe do banco onde estavam.

A tarde começava a esfriar.

ー Como está a mamãe? ー perguntou Johnny, com a voz grave.

Mila inspirou profundamente e soltou o ar devagar.

ー Como sempre ー murmurou, revirando os olhos. ー Enchendo meu saco de todas as formas possíveis, mas estamos fazendo progressos. Se eu não falar o que ela não quer ouvir até que conseguimos viver em paz.

ー Ela ainda não acredita, não é?

ー Nem em uma palavrinha. E ainda me acha doida de pedra, apesar de não dizer mais isso ー comentou, indicando com o queixo o local onde a família estava reunida. ー Com certeza está lá agora, olhando por todos os lados, pensando onde é que eu me meti.

ー Sinto saudades dela ー disse Johnny, pesaroso.

ー Ela também sente sua falta. Não tem um dia em que não fale de você.

O menino sorriu.

ー Você acha que ela nos perdoou? Quero dizer, a mim e ao papai.

Johnny mudou a posição das pernas, cruzando-as para o outro lado.

ー Acho que ela ainda está machucada pela forma como tudo aconteceu. ー Mila suspirou e olhou para as mãos, desconfortável. ー Você e papai simplesmente pegaram o carro e foram embora, Johnny. Saíram da nossa vida pra sempre, assim ー disse, levantando a mão e estalando os dedos ー num piscar de olhos. Ela se sentiu abandonada. E acho que ainda sente.

ー Você se sentiu abandonada?

Mila fitou o irmão por vários segundos, sem ter uma resposta em que ela mesma acreditasse.

ー Sabe ー comentou Johnny, cabisbaixo ー eu a vi, ainda há pouco, no funeral. Queria poder ter ido falar com ela. Tem tanta coisa que eu queria dizer…

ー Eu posso falar pra ela, Johnny. Se você quiser, claro.

ー Não ー negou, balançando a cabeça. ー Vocês iam acabar brigando de novo, e eu não gostaria de complicar ainda mais o que já é complicado. A última coisa que eu quero é fazer com que você tenha com ela a relação que eu tive quando vivíamos juntos. Não, irmã. Não faça a besteira que eu fiz. Se eu pudesse voltar eu…

Johnny calou-se subitamente, virando o rosto para o outro lado. Mila percebeu que o irmão estava se segurando para não chorar. Decidiu que era melhor mudar de assunto. Inspirou profundamente e sentiu o cheiro doce da grama cortada invadir seus pulmões.

ー Até que é bonito aqui, não é? Para um cemitério ー disse, tentando atrair a atenção do irmão para outra coisa. ー Dá até pra entender porque a vovó insistiu tanto para comprar os jazigos aqui, mesmo sendo tão longe de casa.

ー É ー respondeu Johnny, com a voz embargada. ー Ela queria que todos estivessem juntos no fim. E tinha horror àquelas gavetas na parede, lembra?

ー Meu Deus, como eu me lembro! Ela dizia que se fosse pra ser enterrada na parede…

ー “É melhor me cortar em quadradinhos e fazer tijolinhos!” ー disseram os dois, em uníssono, rindo por lembrarem-se de algo tão antigo.

De trás dos dois alguem falou em tom ríspido.

ー Mila, com quem você está conversando?

A voz da mãe era implacável. Fria. Mila sentiu um arrepio súbito ao perceber que estiveram sendo observados. Há quanto tempo ela estaria ali?

ー Com ninguém, mãe. Você por acaso está vendo alguém aqui? ー respondeu, sarcástica.

Os olhos de Johnny encheram-se de luz ao ver a mãe tão de perto. Ela estava mais velha do que se lembrava e trazia uma expressão severa no rosto. A mesma expressão que ele odiou a vida inteira, mas que agora havia aprendido a amar. Tão linda ela era para ele naquele momento que desejou nunca ter entrado naquele carro.

A mãe olhou apreensiva para a filha. Tentou encontrar algo para dizer, mas não conseguiu. Então resolveu apressá-la.

ー Vamos logo, que já está ficando tarde e eu ainda quero visitar o túmulo do seu irmão e do seu pai antes de irmos.

Só então Johnny reparou nas flores que ela trazia. Sentiu como se seu coração pudesse bater novamente.

ー Eu já fui vê-los, mãe ー mentiu. ー Não consigo ir lá mais uma vez hoje. Pode ir que daqui a pouco eu te encontro na saída.

A mãe fez menção de virar-se e ir embora, mas hesitou. Com certa relutância, caminhou até a filha e lhe deu um abraço silencioso. O filho envolveu seus braços imateriais em volta das duas em uma união quase real e, por um breve segundo, jurou poder sentir o calor e o perfume.

Mila e Johnny ficaram ali, observando a mãe afastar-se com passos firmes, levando consigo as flores onde havia depositado sua amargura e seu perdão.

ー Então ー disse Johnny, com um sorriso despretensioso. ー Você não quer ir visitar o meu lugar de descanso eterno?

ー Pra que? ー respondeu Mila, sucinta. ー Você não está mais ali. Só o que está enterrado naquele lugar é um monte de matéria orgânica em decomposição, que serve de alimento para bactérias e plantas.

Johnny assentiu.

ー Sabe, tudo na natureza se transforma em outra coisa. Sou muito mais a favor de ir visitar aquela árvore que fica bem ao lado de onde você foi enterrado. Ela tem muito mais de você do que aquele pedaço de mármore frio jamais vai ter.

ー Pelo que me consta ーcompletou Johnny. ー Eu também emprestei minha matéria orgânica pros dois salgueiros e o pinheiro que fica logo atrás.

Mila e Johnny riram. A risada mais leve que ambos sorriam desde que pai e filho perderam o controle do carro numa noite fria de abril.

ー Tenho que ir, Johnny. ー Disse Mila, levantando-se.

ー Quando você vai vir me visitar de novo? ー indagou.

ー Hum, não sei ao certo, mas a tia Alberta já está bem velhinha…

ー Imbecil.

ー Otário.

Acompanhada pelo cheiro de grama cortada, Mila caminhou para longe do irmão, para perto do burburinho de conversas e prantos.

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45 comentários em “Por quem crescem as raízes (Phillip Klem)

  1. Pedro Luna
    15 de outubro de 2016

    Conto muito bem executado, mas extremamente previsível. A única coisa que eu sabia era que um dos dos dois, estava morto, só restava saber quem era. Não me entenda mal, você escreve muito bem. Os diálogos, apesar de ter um outro explicativo demais, são bons. Mas a trama não marcou. O diálogo com fantasma, revivendo memórias, já foi muito utilizado.

    Abraço

  2. Jowilton Amaral da Costa
    14 de outubro de 2016

    Conto muito bom. Eu saquei que o irmão tava morto quase do início, mas, não afetou o gosto que tive pelo texto. A escrita é boa, os diálogos são muito bons. O que mais gostei foram os xingamentos entre os irmãos. Minha irmã, mais nova do que eu onze anos, frequentemente me chama ou de otário ou de ridículo, kkkkkkkkkkkkkkkk, tudo com muito amor, claro. Boa sorte.

  3. Daniel Reis
    14 de outubro de 2016

    30. Por quem crescem as raízes (Benjamin Monk)
    COMENTÁRIO GERAL (PARA TODOS OS AUTORES): Olá, Autor! Neste desafio, estou procurando fazer uma avaliação apreciativa como parte de um processo particular de aprendizagem. Espero que meu comentário possa ajudá-lo.
    O QUE EU APRENDI COM O SEU CONTO: a história, apesar de intuirmos o caminho que seguirá (imagino que se estivesse dissociada do tema do desafio, seria mais impactante), é bem conduzida, emotiva e deslumbrante. Acho que sei que é a autora desse conto, e a parabenizo por ele, mesmo sem ter certeza dessa autoria.
    MINHA PRIMEIRA IMPRESSÃO SUBJETIVA DO SEU CONTO, EM UMA PALAVRA: Suave

  4. Fil Felix
    13 de outubro de 2016

    Estamos respirando os antepassados?

    GERAL

    Esse conto fez uma manobra muito curiosa. Ele veio muito pomposo, bonito, que nem uma modelo iniciando seu desfile. Só que essa modelo deu um escorregão e, quando imaginamos que iria cair, ela continua desfilando! Foi essa sensação que tive ao ler. É um conto bonito e muito bem escrito, sereno e que apela pro emotivo, pros laços familiares. Quando explica que a irmã está falando sozinha, eu já comecei a virar a cara (foi o desequilíbrio da modelo), pensei que seria mais um conto onde o clímax seria descobrir que o vivo na verdade está morto. Mas, felizmente, esse não foi o foco da história. A moça já sabe da “condição” do irmão e ainda faz piada com as árvores. Ficou bonito. Mas deve ser triste, pra quem morreu, viver no mesmo lugar que enterraram. Me enterrem no litoral, por favor!

    ERROR

    Não percebi nenhum erro, a leitura foi bem tranquila. Acho que ficaria mais interessante se não houvesse a explicação do “imaterial”, deixando subentendido que se trata de um fantasma. Um tempo desses estava em alta um projeto em que as pessoas poderiam ser enterradas numa espécie de casulo e que, ao se decompor, se transformaria numa árvore. Acabou me lembrando.

  5. Bia Machado
    13 de outubro de 2016

    Tema: Totalmente adequado.

    Enredo: Gostei do enredo, não é original, mas a forma como foi contada conseguiu me prender, só no final foi que tive certeza. Não acharia ruim se os dois estivessem mortos, aliás, mas do jeito que está ficou interessante também.

    Personagens: Bem construídos, pelos diálogos a gente não tem dúvidas de que se conhecem, que são próximos e que são jovens ainda.

    Emoção: Eu gostei muito. Foi uma leitura agradável, não é o conto mais criativo do desafio, mas é bem escrito e vale a leitura.

    Alguns toques: Esse trecho me soou estranho: “A risada mais leve que ambos sorriam desde que pai e filho perderam o controle do carro numa noite fria de abril.” Perderam o controle? Os dois estavam dirigindo o carro ao mesmo tempo? No mais, bom trabalho! 😉

  6. Simoni Dário
    13 de outubro de 2016

    Olá Benjamim

    Que história bonita você criou. Todo o texto está impecavelmente bem narrado. Os personagens, a ambientação, fluidez puxam o leitor para dentro deste belo conto.

    Dava para imaginar desde o início que um dos dois estaria morto, mas isso não teve a menor importância justamente pela competência narrativa.

    Pena a mãe não poder ver com os olhos (videntes) de Mila.

    Excelente.

    Bom desafio.
    Abraço

  7. Anderson Henrique
    13 de outubro de 2016

    O conto está muito bem escrito, começa em movimento, os diálogos funcionam e os personagens são bem marcados. Tecnicamente é muito bom e indica que o autor já tem estrada. Talvez minha única crítica seja ao fato do texto ser retilíneo, sem rupturas na estrutura da narrativa. É um texto em linha reta, mas o conteúdo compensa. Não traz uma grande surpresa ou um clímax, mas é um texto reflexivo, bonito, que apesar de tratar de um tema delicado, tem uma certa leveza. Gostei bastante.

  8. Luis Guilherme
    11 de outubro de 2016

    Texto excelente! Um dos melhores que li (to lendo em ordem de postagem). Parabéns!
    Primeiramente os diálogos. Ah, os diálogos são a cereja do bolo. Impecáveis, fluentes, bonitos, reais. Sabe aquele diálogo que parece que alguém ouviu e anotou? Não tem nada ensaiado nem forçado.
    Da mesma maneira, o texto todo tá super fluente e gostoso de ler. A relação entre os irmãos é encantadora e emocionante.
    O plot twist, apesar de já manjado e muito explorado, foi emocionante e cativante. Quase soltei um “ownn” lendo, sabe? Hahahahaha
    O texto tá muito bonito, carregado de sentimento e emoções.
    Tá com uma carinha conhecida, após a revelação dos autores eu falo de acertei rsrs
    Parabéns ao autor! Uma obra bela e completa! Abraço!

  9. Marcelo Nunes
    10 de outubro de 2016

    Olá Benjamin.
    Trama bem escrita com uma leitura sem entraves. Acho que um dos contos com o maior número de diálogos até aqui lido. Gostei da ambientação e dos detalhes entre os dois irmãos.

    Não houve surpresas no texto, o final já era esperado. Mas não deixa de ser um bom texto.

    Parabéns e boa sorte neste desafio.
    Abraço!

  10. Gustavo Castro Araujo
    9 de outubro de 2016

    Não é um conto que ousa. Ao contrário, usa um dos clichês mais batidos quando o assunto é cemitério: a comunicação de alguém com uma pessoa que já está morta. Neste caso, ainda no início, já dava para perceber esse desfecho. Porém, apesar da ausência de criatividade, o conto está muito bem escrito. A maneira como os irmãos se relacionam – os pequenos insultos, os silêncios momentâneos – dão aos protagonistas uma profundidade muito boa. As descrições também estão excelentes – nota-se o esmero do autor em construir um clima ao mesmo tempo nostálgico e melancólico. Os diálogos também merecem destaque porque soam naturais. Enfim, é um conto muito bem executado, ainda que tenha por base uma premissa pouco inspirada.

  11. vitormcleite
    8 de outubro de 2016

    Mais um conto bem escrito mas com uma trama onde nada nos surpreende, e o texto perdeu muito por isso, pois já sabemos o que vai acontecer, faltou uma surpresa qualquer. A qualidade da tua escrita deve permitir-te explorar melhor a trama, sem medos, avança!

  12. Pétrya Bischoff
    5 de outubro de 2016

    Olá, autor! Infelizmente, senti pouca emoção durante a leitura; a escrita, apesar de correta, apresenta diálogos frios. A ambientação é suficiente e gostei, especialmente, do tipo de cemitério, onde os mortos são enterrados nos chão, e não em gavetas. Apesar de isso, somando-se ao nome do personagem “Jhonny”, soar um tanto “americanizado”, o que não agrada meu gosto pessoal, mas isso não pesa em meu julgamento.
    Já a narrativa, quase inexistente, constitui-se nesses diálogos mecânicos. Uma colocação, em especial, soou muito forçada: quando ele fala “não, irmã”. Poderia chamar de mana, ou pelo nome. Para mim, destoou muito de uma conversa informal entre irmãos.
    A história, de maneira geral, é interessante, apesar de previsível. Os diálogos foram muito demorados, destilando as pistas do ocorrido. Creio que ficaria mais emocionante se menos fosse revelado durante a leitura, impactando abruptamente no final. Entretanto, na última frase senti aquele abalo característico ao pensar em minha própria família. De qualquer maneira, parabéns e boa sorte.

  13. Felipe T.S
    4 de outubro de 2016

    Olá autor!

    Achei o conto muito bem escrito, o autor tem habilidade com as palavras. Conforme os diálogos vão avançando, os sentimentos vão surgindo, assim como as coisas se esclarecendo. Certo é que do meio pra frente já está tudo decifrado, ainda assim, a forma como o texto se desenvolve é muito gostosa. Achei apenas que alguns momentos há um excesso narrativo, assim como a repetição de algumas palavras muito próximas. Veja por exemplo, que mesmo que seja do perfil do personagem, em certos contextos de fala não há a necessidade de se falar tanto.

    No geral, um bom trabalho. Parabéns!!!

  14. catarinacunha2015
    4 de outubro de 2016

    QUERO CONTINUAR LENDO? TÍTULO + 1º PARÁGRAFO:
    A princípio um conto do cotidiano. Sim, quero continuar. Embora não tenha despertado curiosidade, esse título está sensacional.

    TRAMA costurada nos diálogos não é para iniciantes e aqui temos um bom exemplo de técnica apurada. Os irmãos estão mortos? Só ela? Só ele? Será que perdi algo?

    AMBIENTE singelo e apropriado para um bom papo com um fantasma íntimo.

    EFEITO tênue. Como se vida e morte fosse uma coisa só. Será que todos no conto estão vivos e só eu morri?

  15. Gustavo Aquino Dos Reis
    3 de outubro de 2016

    Uma história que brilha pela escrita limpa, bem elaborada e sem rebusques desnecessários. A narrativa é fluída, os diálogos irreparáveis. Nesse quesito, é um trabalho muito bom.

    No entanto, embora com certa originalidade, não me arrebatou por completo. Infelizmente. Mila como uma sensitiva, o irmão como um espírito que ainda não encarnou, foram boas sacadas; mas foram fatos que não se sustentaram.

    No mais, autor(a), parabéns pelo excelente trabalho.

  16. Thiago Amaral
    1 de outubro de 2016

    Conto bem leve e simpático. Escrito de forma simples. Parece se basear totalmente no twist final, o qual pude prever logo no início, principalmente por estar calejado depois de tantos textos similares. Por isso, perdeu um pouco a força, mas ainda é bom.

    Até mais!

  17. Iolandinha Pinheiro
    1 de outubro de 2016

    Boa tarde. Tenho encontrado alguns contos (todos muito bons) com estas interações entre vivos e mortos. Gosto desta pegada sensível, cheia de emoções, bonita. De início imaginei que os pais não se falavam por ter havido uma briga na família. Mesmo o autor dando leveza ao conto introduzindo diálogos mais descontraídos entre os irmãos, me deu uma tristeza em ver como o menino se emocionava ao ver a mãe e não poder falar com ela. Muito triste mesmo. Gostei do seu conto. Parabéns e boa sorte.

  18. mariasantino1
    1 de outubro de 2016

    Oi, autor (a)!

    O lance de familia e de só se encontrar em velórios me lembrou o conto do Felipe Holloway (Algo assim). Achei o conto bem triste e queria um pouco mais da clarividência da Mila (algo que foi mencionado bem de leve). Acho dificil e arriscado tentar ser brando neste assunto mórbido, porque o conto fica com gosto de queromais.
    Achei o ritmo plano até o final, porém, dentrr tantos outros contos de mesma temática, o leitor, eu, se sente no mesmo lugar após o término da leitura, não encontrando um destaque maior. Digo isso porque acaba acontecendo mesmo. Já vi muitos contos bons ficando ali pelo meio nestes certames, e isso não quer necessariamente dizer que é ruim ou mediano, é apenas uma questão de ocasião, de comparação com os demais textos, de peneira.
    Enfim, o conto é bonito e triste ao mesmo tempo e uma leitura agradável e tem seu espaço, mas não se destaca.

    Boa sorte no desafio.

  19. Amanda Gomez
    1 de outubro de 2016

    Olá,

    Olha, comecei lendo seu conto tão despretensiosamente que quando chegou aquele ponto sutil e, muito bem colocado, em que o leitor descobre que o menino é um fantasma, e fui pega de surpresa, e a emoção tomou de conta, e logo voltei toda a leitura pra ver todos os indícios disso, que me passou despercebido.

    Seu conto é muito delicado, não vamos falar da fórmula já bastante usada que você usou, aqui cada um pega sei clichê favorito é esceve o que bem quiser. Mas você o fez de forma muitoo bonita, nota-se que se livrou de qualquer vaidade pra escreve- lo.

    Adorei a experiência, a relação dos irmão é muito bonita, e fiquei com um aperto no coração, por ele…pela mãe, por tudo. Você foi fundo nas emoções humanas aí.

    Parabéns pelo conto, achei encantadoramente amargo.

  20. Maria Flora
    1 de outubro de 2016

    A narrativa flui tranquila, serena. Aos poucos, o quadro se revela e somos pegos de surpresa no final. Gostei do conto. O diálogo entre os irmãos, a melancolia do lugar (bem descrito), as expressões da mãe, a emoção do encontro. Parabéns!

  21. Davenir Viganon
    28 de setembro de 2016

    Olá Benjamin
    O titulo é poético e sutilmente relacionado ao conto. Aliás tudo no conto é suave como uma pena. A estória é simples, mas juntar essas pecinhas foi um deleite. Não tem reviravoltas, mas vemos que o caminho importa mais que o fim.
    Tem aquela qualidade de deixar os defeitos insignificantes.
    Bem, chega de elogio. Percebe-se que gostei bastante.
    Um abraço!

  22. Fheluany Nogueira
    27 de setembro de 2016

    Narrativa sensível, emocionante. Como já comentaram, a técnica superou a trama comum do encontro entre vivo e fantasma no cemitério. Melancólico, doce e muito bem escrito. Conquistou-me.

    De início não consegui saber qual dos irmãos havia falecido, mas com a fala “Você e papai simplesmente pegaram o carro e foram embora, Johnny.” , não houve mais dúvidas.

    Lindo, um dos meus favoritos. Parabéns pela participação. Abraços.

  23. Pedro Teixeira
    27 de setembro de 2016

    Olá, autor! Belo conto. Não ousa, e nem é essa a intenção, e não se enxerga um conflito muito claro, mas funciona a contento, o que se deve à alta qualidade da escrita. As tiradas dos irmãos ficaram bacanas e o diálogo convence. Não é o gênero que faz minha cabeça, mas é um texto de méritos inegáveis. Parabéns, e boa sorte no desafio!

  24. Brian Oliveira Lancaster
    26 de setembro de 2016

    VERME (Versão, Método)
    VER: Texto de fantasmas está se tornando comum por aqui, mas esse texto ganha pontos pela melancolia e sentimentos bem acima da média.
    ME: É um conto simples, começa de um jeito bem cotidiano, depois troca os pontos de vista e dá uma sobrevida no texto. Parece apenas uma passagem. Tem um ar poético embutido, apesar de quase não existir conflitos e tensões em seu desenvolvimento. Diria que está um pouquinho monótono, mas a camada de sensações se sobressai.

  25. mhs1971
    24 de setembro de 2016

    Olá
    Tudo bem?
    Nessa maratona de leitura, espero não ser injusta com certos comentários. Não gosto de massificar minha opinião com contos que poderiam ser apreciados em um ocasião melhor.
    Pois é… Já pelo início de meu comentário, infelizmente é algo que deixa o crivo de análise meio afiado, soando um tanto ácido para determinados contos.
    No caso do seu, mesmo com uma boa fluidez de leitura, não contou nada, foram somente diálogos. Mesmo que o contexto seja a stiuação de um funeral de família, não conta mais nada que isso.Ficou muito subjetivo as sutilizes sentimentais que em uma leitura rápida se perde nos atropelos do rolar de tela.
    Ao menos é visível a escrita experiente mas que era previsto ao menos algo mais que chame atenção do que somente diálogos casuais.
    Não foi um dos preferidos mas parabéns pela boa escrita.
    Boa sorte em sua participação.

  26. Evandro Furtado
    24 de setembro de 2016

    Fluídez – Very Good

    O texto corre de forma natural sem problemas com a ortografia ou a sintaxe. É bem cadenciado e não sofre com travamentos. Leitura tranquila e prazerosa.

    Personagens – Outstanding

    Mila: a irmã que fala com fantasmas. Positiva e independente, não se prende à convenções sociais. Apesar da vida conturbada, parece ser mais feliz que a maioria das pessoas. A ligação com a mãe impede que alcance novos patamares na vida, infelizmente.
    Johnny: irmão morto em um acidente de carro. Habita o cemitério no qual está enterrado há algum tempo. Conversa com a irmã sempre que ela vem visitá-lo. Espírito evoluído, não deve ficar por aqui por muito tempo.

    Trama – Outstanding

    O grande diferencial do conto. Bastante original, agradável e surpreendente. O conflito é simples mas muito bem desenvolvido. Plot twist brilhantemente executado.

    Verossimilhança (Personagens + Trama) – Outstanding

    Estilo – Good

    Narrativa em terceira pessoa sob a perspectiva do passado. Linguagem consistente e adequada. O autor não arrisca demais, mas, por outro lado, é extremamente competente àquilo que se propõe a fazer.

    Efeito Catártico – Good

    A ligação entre o leitor e os personagens é muito bem feita pelo autor. Somos capazes de nos conectar com eles e, por consequência, nos importar com sua vivência. A trama desenvolvida, pautada na relação entre os dois irmãos, brilhantemente executada, também contribui para o impacto final. O único destaque que daria é que, creio, você esticou o texto mais do que deveria. Creio que se terminasse na passagem “Vamos logo, que já está ficando tarde e eu ainda quero visitar o túmulo do seu irmão e do seu pai antes de irmos” o final teria sido perfeito.

    Resultado Final – Good

  27. José Geraldo Gouvêa
    24 de setembro de 2016

    O que se sobressai nesse conto não é a história, até banal, mas a maneira cuidadosa como a narrativa é construída, sem didatismos. O autor não trata o leitor como uma pessoa estúpida, ele exige que o leitor raciocine em cima dos indícios para seguir a história. Não chega ao nível Agatha Christie, óbvio, e nunca foi sua intenção, mas não chega ao nível de explicar ao leitor o que significa “outono” (essa patacoada não é de nenhum amadora daqui, é de um autor-editor bem famoso).

    Como o autor trata o leitor como alguém inteligente e narra a história pelas entrelinhas, em vez de esfregá-la três vezes no nariz do leitor e ainda perguntar se ele viu a uva, o resultado é um texto que se lê com leveza e que pode ser lido mais de uma vez até chegar ao seu efeito final. Imagino que esse autor, com um pouco mais de amadurecimento e com mais espaço para usar seus instrumentos, produzirá histórias de grande qualidade.

    Esta aqui não é a melhor deste desafio, na minha opinião, mas a minha opinião ainda pode mudar. Achei muito segura e firme e isso produz um ritmo agradável.

    E 90% da qualidade de um texto está em ele ser agradável de se ler.

  28. Anorkinda Neide
    23 de setembro de 2016

    Olá, que lindinho! ❤
    Fui pensando que a menina era a mortinha, depois fiquei na dúvida até ficar claro. Muito sensível e bem conduzido.
    Texto perfeito.
    Parabéns.
    a brincadeira com as árvores a que ele serviu de alimento foi bem inteligente e bonita. Gostei muito desta leitura
    Abraços

  29. Claudia Roberta Angst
    22 de setembro de 2016

    Olá, autor!

    Desconfiei desde o começo do irmão fantasminha. A falta de surpresa, no entanto, não estragou a leitura. Tudo fluiu muito bem, com o diálogo leve entre os irmãos, a sua cumplicidade mesmo em planos diferentes. Tudo com um toque singelo e divertido.

    Não percebi erros na revisão, nem entraves no ritmo da narrativa.

    O tema do desafio foi abordado, sem dúvida. De quem será o próximo enterro?

    Um conto muito gostoso de ler, mais de folhas verdinhas balançando ao vento do que raízes profundas e cheias de melancolia.

    Boa sorte!

  30. Fabio Baptista
    22 de setembro de 2016

    Aqui está um caso em que a técnica do autor faz toda diferença. A história segue a receita de bolo do sucesso, não traz surpresa ou inovação.

    Mas… não podemos negar que o bolo ficou delicioso. E isso se deve à inegável habilidade com as palavras, que tornou a leitura leve e prazerosa, chegando a emocionar mesmo sendo previsível.

    Muito bom.

    Abraço!

  31. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    21 de setembro de 2016

    Olá, Benjamin,

    O seu conto tem, para mim, o que mais importa em um bom texto. Ele emociona.

    Muito bem escrito, bonito, e suave como a tarde em que os dois irmãos se reencontram.

    Primeiro pensei que a mãe é que estivesse morta e quando vi que era o irmão, meu peito apertou. “Agora é oficial e só nos vemos em velórios” foi uma frase matadora.

    Parabéns pelo belo trabalho e boa sorte no desafio.

  32. Gilson Raimundo
    21 de setembro de 2016

    Um dos melhores que li, entendi bem o título mas acho que poderia ser algo mais em sintonia com o conto. Na maior parte do texto não havia um conflito explicito apesar de saber que o dialogo era com um fantasma, foi boa a intromissão da mãe que caracterizou melhor o que o leitor já sabia.

  33. Ricardo Gnecco Falco
    20 de setembro de 2016

    Olá, autor(a)!
    Vou utilizar o método “3 EUS” para tecer os comentários referentes ao seu texto.
    – São eles:

    EU LEITOR (o mais importante!) –> Bem… Desconfio da autoria deste conto… Já li um com esta mesma pegada… (rs!) Mas, vamos lá! Leitura deliciosa. Límpida e sem nada para acrescentar além de meus sinceros parabéns. Não existem surpresas, é verdade. Mas, já no começo eu desconfiei do estado do irmão e, caso o autor quisesse transformar esta desconfiança (plantada por ele mesmo, propositadamente) em uma ‘surpresa’ final para os leitores menos atentos, eu iria ficar sinceramente frustrado e o texto perderia toda sua graça. Contudo, o autor optou, com coragem e respeito ao leitor, em jogar o foco da história não na ‘surpresa’ da morte, mas sim na ordinariedade da vida post-mortem. Bela sacada. De 1 a 10, daria nota 9 ao conto, apenas pela ‘falta’ de (outra) surpresa final, pois penso que as narrativas curtas, por mais singelas ou românticas, ‘clamam’ por isso. Parabéns ao autor!

    EU ESCRITOR (o mais chato!) –> Perfeitinho. Narrativa, profundidade psicológica, personagens críveis (mesmo os mortos), singeleza… Tudo digno de um grande escritor. Congrats!

    EU EDITOR (o lado negro da Força) –> Como diria um certo candidato a presidente nas últimas eleições: Quero…! 😛

    Boa sorte,
    Paz e Bem!

  34. Wender Lemes
    20 de setembro de 2016

    Olá. É um conto emocionalmente forte, tecnicamente muito bem feito. Apesar de não fugir muito do esperado para o tema, há certa sensibilidade que provoca uma visão diferente do que tem sido explorado até então. Lembro-me de apenas dois ou três contos que tenham buscado esse viés. Confesso que não percebi, a princípio, as mortes do irmão e do pai. Fiquei com uma pulga atrás da orelha enquanto ele estava ali, conversando com a irmã, mas sem buscar aplacar a saudade da mãe – a coisa ficou clara no momento em que ele diz “Ela ainda não acredita, não é?”. Assim, a revelação não foi tão impactante – acho que nem pretendia ser. É um bom conjunto. Boa sorte e parabéns.

  35. Taty
    19 de setembro de 2016

    lindo texto com boas reflexões sobre decisões e comportamentos em nossas vidas. É leve, tranquilo, fluído. Gostei muito. Faz a gente pensar depois da leitura.

    Bom conto.

  36. Olisomar Pires
    19 de setembro de 2016

    Um belo texto com diálogos possíveis e bem concatenados. A trama é simples, o que não tira a beleza do momento. Não chega a ser empolgante, porque não tem essa intenção mesmo, é um retrato do momento entre o irmão morto, a irmã vidente e a mãe, em menor grau.

    Quanto à originalidade, digamos que há milhares de casos semelhantes, mas é bem escrito, melhor que a maioria.

    Boa sorte.

    • Benjamin Monk
      19 de setembro de 2016

      Boa noite Olisomar.
      Muito obrigado pelo comentário e pelos elogios.
      Fico extremamente feliz que tenha gostado do conto.
      Sei que não foi uma ideia nova, mas encaixou-se bem ao que eu pretendia.
      Obrigado e boa sorte!

  37. Priscila Pereira
    19 de setembro de 2016

    Oi Monk, eu gostei muito do seu conto, achei bem escrito, gostoso de ler, leve e singelo. Não imaginei que o menino estivesse morto até o instante em que foi revelado no texto. Comigo funcionou, eu gostei muito. Parabéns e boa sorte!!

    • Benjamin Monk
      19 de setembro de 2016

      Boa noite Priscila.
      Fico feliz que tenha gostado. Era essa mesma a minha intenção: Criar um texto leve, daqueles em que não se percebe o final chegando.
      Muito obrigado pelo comentário.
      Boa sorte!

  38. Ricardo de Lohem
    19 de setembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Uma singela e meiga Slice of Life com fantasma. Tudo é baseado nos diálogos e nos relacionamentos entre as pessoas, vivas e mortas.É um conto baseado nas situações e no desenvolvimento dos personagens muito mais do que no enredo, e isso tem suas fraquezas: é previsível sem surpresas, sendo desenvolvido praticamente sem reviravoltas. Também é preciso notar a quase ausência de conflito, o que torna tudo bastante morno. Apesar dessas ressalvas, um bom exemplo desse tipo de história, deve agradar aos que apreciam. Desejo para você muito Boa Sorte.

    • Benjamin Monk
      19 de setembro de 2016

      Boa Noite Ricardo.
      Minha intenção era realmente apenas focar no desenvolvimento dos personagens e seus relacionamentos. Como você disse, uma Slice of life, apenas um momento determinado de um dia comum.
      Muito obrigado pelo comentário e pelos elogios.
      Tenha uma boa sorte no certame.

  39. Diego de Oliveira Elias
    19 de setembro de 2016

    Olá.
    Bom texto.
    Texto bem construído e bem dosado entre a narrativa e os diálogos.
    Representou bem a questão familiar.
    Me lembrou muito aqueles filmes estadunidense sobre vida após morte.
    Boa sorte! Boa criação.

    • Benjamin Monk
      19 de setembro de 2016

      Boa Noite Diego.
      Muito obrigado pelo comentário. Fico feliz que tenha gostado do meu conto.
      Boa sorte pra você também.

  40. Evelyn
    18 de setembro de 2016

    Oi, Benjamin.
    Gostei bastante do seu conto. Talvez porque acredite no que você escreveu como sendo possível. Gostei da fluidez da escrita. É simples e fala de aceitação, uma coisa bem complicada. Não percebi erros e isso me disse muito.
    Parabéns.
    Abraço!

    • Benjamin Monk
      19 de setembro de 2016

      Boa noite Evelyn.
      Muito obrigado pelo comentário. Fico feliz que gostou da escrita e da temática, as duas coisas com as quais eu estava mais preocupado hihihi.
      Abraços e boa sorte!

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Publicado às 18 de setembro de 2016 por em Retrô Cemitérios e marcado .