EntreContos

Detox Literário.

Diário de Biblioteca (Wesley Nunes e Pedro Crivello)

diário de biblioteca - imagem

Diário de Rodrigo Tabata – São Paulo dia 30/05/2015.

É impossível tornar-se um herói. O máximo aonde se pode chegar é através dos quadrinhos. Isto é claro, se possuir o dom para desenhar. Depois da invenção do teclado a opção ser escritor era tentadora.

Muitos escritores são malucos, alguns estão à frente do seu tempo, já houve uma época em que todos os consideravam boêmios e dizem que os melhores são depressivos.

Acredito que todos eles tenham algo em comum. Mas o que?

Cadastro em uma biblioteca, é claro. Como imaginar um escritor sem um cadastro em uma biblioteca? Será que a Rowling bebe? Stephen King anda pelas avenidas, tomando cerveja e escrevendo poesias sobre as calçadas em um guardanapo? O não deve servir como resposta para as duas perguntas. Porém, posso afirmar que os dois possuem, ou já devem ter feito uso daqueles cartõezinhos. Aqueles de no máximo três colunas, cheio de linhas e construídos para serem carimbados.

Após essa conclusão eu já sabia o que deveria fazer. Mesmo estas palavras sendo escritas em um diário, sou precavido e antes que elas sejam bisbilhotadas, eu já alerto:

Não escreverei e muito menos pronunciarei a biblioteca que escolhi, pois sei muito bem que o gatuno que irá roubar estas páginas, ao chegar neste parágrafo está pensando em pegar aquele livro, aquele mesmo que eu tanto desejo.

Chegando na biblioteca anônima, me espantei com a quantidade de pessoas. Tomara que não sejam todos aspirantes a escritor.

Três vezes pela esquerda e uma vez para direita, assim obedeci a risca as informações do homem da recepção e me deparei com o setor de cadastros. Documentos em mãos e aguardando para ser atendido. Atento que sou, reparava em cada canto, mas admito que a preocupação tinha foco na fila e me perguntava se conseguiria fazer o cadastro sem nenhum problema. Juro que não iria comentar nada a respeito, porém, o número de janelas me surpreende e usando os dons de poeta que ainda não desenvolvi ao máximo eu declamo:

“A fileira de vidros mal limpos não barram o sol que ilumina de dourado as dezenas de prateleiras” .

Poéticas são essas janelas, poéticas e inúteis, pois também não barram as batidas sonoras e repetitivas que tem a sua origem em um simples carro popular, parado na rua à frente e aparelhado para uma possível guerra sonora.

Toda fila chega ao fim e o atendimento foi prestado por uma animada senhora. Não chamarei de velhinha alguém tão simpática e cheia de energia. Enquanto ela digitava as informações do meu RG e o endereço de uma conta (graça a deus) já paga, me orientou a guardar a mochila no guarda volume. Sem demora eu fui e quando voltei, tudo já estava terminado e surgiu em minha mente a pergunta definitiva. Se ela fosse respondida, eu me transformaria em uma pessoa com cadastro na biblioteca e que por um acaso também é um escritor. A pergunta:

– Posso pegar um livro emprestado?

– Pode sim. Porém, você terá que ir voando. – A senhora falou enquanto apontava para um aviso em cima do balcão.

Não que eu esteja reclamando de um pouco de adrenalina no meu dia. Entretanto, é curioso uma pessoa afirmar que é atenta e demorar para reparar em um aviso de tamanho mediano em cima do balcão com a seguinte frase: “Retirada até às 17:00”. Se alguém não adulterou a hora do meu celular, eram exatamente 16:50.

Dez minutos para escolher um livro! Já me conformei em não ser um herói, só que devo mencionar: “Como faz falta uma super velocidade”. A minha imaginação não tem o costume de me enganar. Mas nesse dia, eu posso jurar que escutei de fundo:

Valendo!!! – Ainda dizem que biblioteca é um lugar monótono e chato.

Tantas opções na minha cabeça e muito mais delas nas prateleiras. Contundo, ainda tinha me esquecido do livro que eu sempre desejei. Não posso compra-lo por que  ele está esgotado. Olha só que coincidência. Esse costume de morrer de desejo por um livro esgotado, é uma mania de leitor. Você torna-se um leitor compulsivo quando já pensou em fazer uma peregrinação por todos os sebos da cidade atrás de uma única obra. Se você pensa que irei dizer qual é o nome do livro, está enganado. Mantive meus segredos até agora e não pretendo revelar essa minha paixão tão angustiante por uma singela obra. Nem para você meu querido diário e muito menos para esse ladrãozinho, que por certo se aproveitou do meu pequeno deslize de ter deixado este objeto a qual escrevo jogado em algum canto. A justiça irá pegá-lo, malfeitor, irá sim.

Era evidente que não havia tempo para achar o livro cujo não passarei nenhuma informação. Mas não custa nada tentar. A fim de encontra-lo, consultei um catalogo em um computador próximo das prateleiras, em seguida, verifiquei que o livro estava disponível, mas a tela mostrava um endereço diferente da onde eu estava. Não iria desperdiçar os meus minutos restantes na resolução deste mistério.

As prateleiras eram separadas por países e não pelos gêneros, meus olhos vasculhavam esse conhecimento organizado de forma globalizada. A sensação que tinha deixado uma raridade escapar passou a ser constante e algumas daquelas prateleiras eu devo ter verificado umas três vezes.

Os minutos que me foram dados estavam próximos de serem encerrados e iriam fechar a porta do conhecimento. Sendo motivado pelo “tudo ou nada” escolhi um livro e o levei para senhora simpática. Minha escolha foi realizada a partir de um fato incomum, o livro em questão não tinha nenhuma identificação na lombada e a capa era composta somente por uma ilustração.

A senhora gentil continua prestando um excelente serviço e me informou que a biblioteca ficaria aberta até a meia-noite. Decifrei em suas palavras um convite para sentar em uma das cadeiras, e iniciar a leitura do livro que me tornou não um herói, mas um escritor como tantos outros.

Depois de trinta e quatro páginas, isso mesmo, tenho o número exato por que gravei bem as informações de tudo que li. Passadas essas três dezenas de páginas, encarando com valentia parágrafos mal escritos, tentando acompanhar um texto corrido e apressado e enfrentando erros grosseiros de gramática, eu conclui:

– Esse livro é uma porcaria.

Para provar que sou uma pessoa como eu posso dizer… Já sei “legal” informarei o nome do livro chato:

A biografia não autorizada de um vilão fracassado – Do autor Doom Steve da Silva.

Primeiro dia de registro da vida de um não herói e um suposto escritor.

Texto pós crédito.

Deixo registrado que a gentil velhinha me decepcionou. Mesmo eu explicando em detalhes tudo que odiei nas trinta e quatro páginas lidas, as devoluções também só poderiam ser realizadas até as 17:00. Terei que levar este livro para casa.

Diário de Rodrigo Tabata – São Paulo dia 31/05/2015.

Mais um dia na vida de um aspirante a escritor mal sucedido. Acordo ainda com sono e já de cara me deparo com o péssimo livro que loquei ontem na biblioteca. Não sei por qual motivo fui dormir com esse exemplar mal escrito na cabeceira de minha cama, mas o fiz.

Todo herói tem seus momentos altos e baixos, e um escritor passava pelos mesmos momentos. Com tudo, percebi que os baixos vem em mais frequência que os altos, deve ser por isso que a maioria dos escritores são malucos.

O que será que faltava para quem escreveu esse odioso livro? Loucura.

Observei o livro que nem ao menos tem o título na capa. “A biografia não autorizada de um vilão fracassado”, um título que devia mesmo ser escondido, e quem diabos chamaria Doom Steve da Silva?

Decidi que devia ler o resto do livro, só pra ver se esse estava, de fato, perdido por completo. Foi uma leitura arrastada, porem fiz o mais rápido que pude, consegui terminar tudo antes do almoço.

Para minha surpresa, o resto do livro me decepcionou mais do que as primeiras trinta e quatro páginas.

Com certeza não era loucura que faltava em Doom Steve da Silva. A narrativa perdia o seu nexo a cada novo capitulo, nunca fui alguém religioso mas, meu Deus, como alguém pode assassinar tanto a língua portuguesa? Parágrafos sem coerência e frases sem coesão eram frequentes. Sem falar em personagens que iam e vinham sem significado nenhum para a história.

Superei aliviado de um fardo, estava na hora de devolver o livro e poder me deliciar com um outro bem melhor, isso se eu o achasse.

Comi algo rápido e Fui até a biblioteca com o meu cartão de cadastro, balançando no meu bolso de trás.A mesma senhora simpática estava em seu balcão registrando todas as devoluções feitas. Depois de uma fila de pessoas, que pareciam contentes com os livros que tinham escolhido, consegui chegar no momento da entrega.

Adivinhando que eu tinha dado mais uma chance ao livro a senhorazinha pergunto a mim com um sorriso no rosto:

-gostou do restante do livro?

Franzi o cenho, e falei que não, explicando com detalhes o porquê, isso pareceu chateá-la mas não deixei de dar uma crítica bem merecida a todo conteúdo nas duzentas e cinquenta e três páginas. E completei no final:

-ainda acho que é uma porcaria

A velhinha abaixou a cabeça esfregando os olhos e disse:

-é uma pena, é um dos livros que mais agradam aqui.

Como em um filme ouvi a trilha sonora ao fundo, segundos depois que a velha pronunciava essas palavras, e a música era “meu mundo caiu”. Será que eu que não tinha gosto literário? Ou será que eu era especial demais e enxergava o ridículo no que a maioria das pessoas não enxergava.

Talvez nem uma coisa nem outra. Não sou nem tão depressivo nem tão orgulhoso, ouviu caro leitor? se ainda estiver acompanhando as anotações que roubou.

Quando me virei um senhor meio carrancudo me olhava feio, ele fez um sinal para que eu me move-se mais rápido, de certo demorei mais na fila do que imaginei, com minhas justificativas.Dei um sorriso meio torto e fui procurar outros exemplares que pudessem satisfazer minha fome literária. O livro que sempre desejei, claro que ele devia estar aqui em algum lugar na biblioteca, só bastava acha-lo.

Em meio a tantos livros e a tanto tempo que ainda tinha disponível, o superpoder que eu gostaria de ter nesse momento não seria super-velocidade e sim uma supervisão. Procurei em todas as partes e nada.

Por mais irônico que parece eu acabo lembrando de um trecho do romance que tive o desprazer de ler ontem, que era mais ao menos assim (acrescentando um pouco de minha poética própria):

“Todos querem ser os mocinhos, mas não sabem como é difícil aguentar o pesado do mundo. A grandeza não é imposta a todos, é mais fácil ser um vilão, você pode fazer o que geralmente um herói não faria para conseguir o que quer, mas o problema é que se você fracassa como vilão também, ai que você não é nada.”

Isso me lembrou se eu quisesse ser um escritor eu não podia desistir. Como você viu na minha analogia o escritor é um herói, mas então quem será o vilão nessa minha comparação paralela? Eu mal podia imaginar que minha resposta veria algum tempo depois.

Consegui alguns bons exemplares de Saramago, Machado de Assis e até um exemplar de “contos inacabados” do Tolkien. Fui até o balcão torcendo para que a senhora me deixa-se locar mais de um livro quando me deparei com ele.

O título, como disse não vou contar, se ficou chateado e for contar essa história para alguém, caro ladrão de meus versos, diga que foi por falta de direitos autorais. Era o livro que tanto queria e estava lá, em uma estante à alguns passos de distância diante de mim, corri para lá equilibrando os livros que já tinha, estava apressado e louco por tocar aquelas páginas.

Mas por desprazer vi que uma mão havia alcançado antes de mim. Novamente a trilha sonora veio em minha cabeça, “meu mundo caiu…”, ao mesmo tempo tão perto e tão longe. Porém, nem tudo estava perdido, havia ainda uma esperança se explicasse a minha história para quem quer que fosse que chegou antes de mim, talvez tal pessoa se compadecesse e me deixa-se levar o livro.

Cheguei perto do balcão e observei o homem que havia pegado o livro. Reconheci a cara do homem que reclamou do meu atraso na fila. Engoli em seco, torcendo para que ele não lembra-se do ocorrido, e perguntei:

-Olá senhor, mas esse livro, eu gostaria muito de lê-lo, o senhor vai loca-lo hoje?

O homem me olhou com uma cara estranha e ao mesmo tempo a doce senhora levantou as sobrancelhas em sinal de preocupação, senti que não veria coisa boa pela frente. O senhor em seu terno muito bem polido abriu um sorriso meio maldoso e disse:

-Na verdade eu ia devolver, mas eu me apeguei muito a ele, sabe? e vou realoca-lo – o homem estendeu a mão e  me entregou um cartãozinho ,depois se afastou lentamente.

Demorei um pouco para processar tudo o que estava acontecendo, fitei perplexo aquelas letras, em fonte comic sans, escritas no cartão:

DORNERLES STEVAN DA SILVA

Jornalista e escritor

Dorneles Stevan…o nome verdadeiro do pseudônimo “Doom Steve”. Eu havia cometido um dos maiores erros entre os aspirantes a escritores e os heróis fracassados, havia falado mal do livro na frente de seu autor vingativo. Suspirei, decepcionado com a situação, provavelmente ele relocaria todos os dias aquele livro, ou até arrumaria um jeito de sumir com ele da biblioteca (mesmo tendo de pagar a multa).

Você pode até achar que estou me precipitando, mas após ler o seu livro entendi que o vilão mal sucedido se tratava do próprio Doom, quase como uma autobiografia, com muita raiva e muita, muita falta de talento.

Esse era o homem que se achava herói por ser escritor, e viu que não conseguia ser nem um nem outro, tentou ainda continuar escrevendo, só que passando a perna nos que ele julgava serem seus inimigos, então se tornou vilão, porem isso também não o trouxe a fama que desejava, o resto está escrito no seu livro de maneira lúdica.

Peguei os outros livros como prêmio de consolação e fui para a casa cabisbaixo, respirei fundo, acho que dentro do meu local sagrado parra aspirante de escritor eu ia contar com um pequeno arqui-inimigo. De certa forma fiquei feliz, me senti desafiado e mais parecido com um herói agora, como dizem, todo Batman precisa de seu Coringa.

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36 comentários em “Diário de Biblioteca (Wesley Nunes e Pedro Crivello)

  1. Gustavo Castro Araujo
    19 de agosto de 2016

    O maior mérito deste conto foi a fluidez. Não dá para saber onde termina uma parte e começa a outra. Gostei bastante do tom de crônica que permeia o texto – essa metáfora entre heróis e vilões certamente atrai a atenção pela criatividade. Em certos pontos me identifiquei bastante pelo protagonista. É um texto leve, fechado em si mesmo e que, se não chega a emocionar, cumpre bem o papel de entreter. O revés fica por conta da revisão. Ambas as partes carecem de correções, sobretudo a segunda metade. Em muitos trechos – muitos mesmo – os erros gramaticais, de concordância e de ortografia travaram a leitura (sou desses que se vê disperso quando há algo de errado no texto), prejudicando a compreensão e a própria construção da ideia. No frigir dos ovos, portanto, um conto mediano.

  2. Wilson Barros Júnior
    19 de agosto de 2016

    Contos sobre escritores são, bem, sempre agradáveis para os escritores. Li a história com muito interesse. A segunda parte fez um bom uso de um recurso famoso, o diário. O segundo autor manteve o mesmo ritmo ponderado do primeiro, em uma sequência bem uniforme e interessante. O enredo bastante original manteve a leitura acesa. Boa sorte.

  3. Marco Aurélio Saraiva
    19 de agosto de 2016

    Uma crônica legal contada no formato “diário”. A conversa entre autor e leitor é interessante, emprestando um ar cômico ao texto. Gostei do primeiro autor e da forma como ele conduziu o enredo. Me lembrou o formato de contos mais antigos.

    O segundo autor não conseguiu criar o final que o conto merecia. Em parte por que o seu texto precisa de uma boa revisão, mais amor e mais atenção, e em parte por que realmente a história não andou muito na segunda parte do conto. basicamente o que aconteceu foi que ele devolveu o livro e falou mal dele na frente da pessoa errada.

    Gostei de Rodrigo Tabata. O segundo autor conseguiu manter bem a pegada do primeiro autor, mantendo o tom cômico do personagem e as suas características. A leitura é agradável, só senti falta mesmo de um desfecho mais interessante. Os dois autores tiveram um bom entrosamento, gerando no final um saldo positivo.

    Parabéns!

  4. Pedro Luna
    19 de agosto de 2016

    Olha, o conto não me despertou muita coisa. Primeiro achei que o tema não justificou muito um conto. De certa forma, as desventuras de um jovem em uma biblioteca não me soaram interessantes, nem mesmo com a forçada descoberta ao final, que o autor do livro também estava alá. Agora, refletindo sobre o conto, e principalmente pensando no teor pessimista do jovem, senti uma pequena pegada de John Fante no tipo do texto, e acho que o conto não vai mudar a vida de ninguém, mas em alguns trechos você encontra algumas passagens que falam sobre neuroses da vida real. No trecho que fala sobre os livros esgotados, me identifiquei: também tenho um livro esgotado preferido que só encontrei em uma biblioteca. Achei legal.

  5. Thiago de Melo
    19 de agosto de 2016

    Amigos Autores,
    No geral, avaliações são sempre muito subjetivas, mas temos critérios objetivos, claro, como a correção ortográfica, o bom uso da gramática e a coerência.
    Nos quesitos objetivos, infelizmente, o conto deixou um pouco a desejar. Encontrei diversos erros de ortografia e gramaticais ao longo de todo o conto. Erros que ambos os autores não poderiam ter deixado passar e que não são fruto de digitação. Acho que essa observação vale para os dois autores do conto. Cito apenas dois exemplos: “Chegando na biblioteca anônima, me espantei com a quantidade de pessoas” (à biblioteca; espantei-me); “ele fez um sinal para que eu me move-se mais rápido” (movesse). Minha sugestão é, após a fase da escrita, tentar dar um pouco mais de atenção às revisões.
    Quanto aos critérios não tão objetivos, mas que precisam ser avaliados, acho que o conto foi bem escrito. Gostei particularmente desta frase:
    “Esse costume de morrer de desejo por um livro esgotado, é uma mania de leitor. Você torna-se um leitor compulsivo quando já pensou em fazer uma peregrinação por todos os sebos da cidade atrás de uma única obra.”
    Vejam que há erro gramatical também nessa frase, pois temos uma vírgula separando o sujeito do verbo, mas quanto à metáfora, a frase me agradou bastante. Agradou porque ela é simples e profundamente verdadeira. E esse é o tipo de metáfora que gosto de encontrar nos textos.
    Também gostei da ideia de que escritores, ou aspirantes a escritor, têm necessariamente de ser bons leitores. O próprio Stephen King (citado também no conto), diz no seu excelente livro “Sobre a Escrita” que para ser escritor é preciso escrever muito, mas também ler muito.
    Não achei que a trama da história foi muito cativante. A ideia do diário que teria sido encontrado por uma terceira pessoa (o leitor) ficou meio perdida na parte final do texto. Por outro lado, a ideia de o personagem principal falar mal do livro à bibliotecária, enquanto o próprio autor do livro está aguardando atrás dele na fila – apesar de improvável – ficou muito interessante. Acho que casou bem com a sugestão de que escritores devem ser também leitores.
    No geral, achei uma história interessante, mas não foi das que mais me agradaram nesse desafio.
    Um abraço

  6. Leonardo Jardim
    19 de agosto de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto (li inteiro, sem ter lido a primeira parte antes):

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): é simples, mas se encerra decentemente o plot do autor do livro ruim. Não é nada muito complexo, pois a própria trama não era, mas o fim complementa o início e isso é bem legal quando acontece.

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫): muito despreocupada, parece que ambos os autores focaram na trama e não se preocuparam com o Português. Segue uma lista de erros que anotei (não são todos que vi):

    ▪ Verbos no presente, sendo que a história estava sendo contada no passado, por exemplo: A “senhora gentil continua (continuou) prestando um excelente serviço”
    ▪ Não posso compra-lo (comprá-lo) por que ele está esgotado
    ▪ A fim de encontra-lo (encontrá-lo)
    ▪ tenho o número exato por que (porque) gravei
    ▪ Para provar que sou uma pessoa, como eu posso dizer… Já sei “legal”, informarei o nome do livro chato
    ▪ Com tudo (Contudo), percebi que os baixos vem em mais frequência que os altos
    ▪ *travessão* gostou (Gostou)do restante do livro? (problema se repetiu)
    ▪ Quando me virei *vírgula* um senhor meio carrancudo me olhava feio, ele fez um sinal para que eu me move-se (movesse) mais rápido
    ▪ Fui até o balcão torcendo para que a senhora me deixa-se (deixasse) locar mais de um livro

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): fica por conta das comparações do protagonista com escritores, heróis e vilões.

    👥 Dupla (⭐⭐): boa, não percebi a mudança entre as partes (embora suspeite). Gostei bastante porque o segundo autor conseguiu fechar bem a trama e respeitar os personagens.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): apesar da boa conclusão da história, o texto não chegou a ter um grande impacto, por ser muito despretensioso.

  7. Daniel Reis
    19 de agosto de 2016

    Prezados Autores, segue aqui a minha avaliação:
    PREMISSA: no geral, a premissa da história, mais episódica, parece pender à crônica; o recurso do diário de um personagem, por conter o ocorrido em dois dias, não tem impacto suficiente.
    INTEGRAÇÃO: o texto apresenta uma uniformidade de escrita, pena que seja na parte técnica, onde vários errinhos delatam a pressa de ambos (“por que”separado quando deveria ser junto, pontuação errática, “supervisão” como poder, etc.)
    CONCLUSÃO: o texto, apesar de ter um fio condutor limpo, ainda precisa de mais cuidado na aparagem das arestas. Por parte de ambos os autores.

  8. vitormcleite
    18 de agosto de 2016

    As duas partes apresentam um final bem humorístico, sendo este aspirante a escritor em parte semelhante a muitos de nós. Parece-me muito interessante o mistério por não referir, nunca, titulo do livro e a dupla faz assim um mistério muito interessante. Parabéns

  9. Luis Guilherme
    18 de agosto de 2016

    Em geral, esse conto me agradou, mas tenho algumas observações. Na primeira parte, a gramática boa, apesar de algumas ressalvas, e a história demorou um pouco pra desenrolar, mas acabou deixando um bom terreno preparado pra continuação.
    Gostei bastante dessa parte: “Observei o livro que nem ao menos tem o título na capa. “A biografia não autorizada de um vilão fracassado”, um título que devia mesmo ser escondido, e quem diabos chamaria Doom Steve da Silva?”
    Hahahaha muito boa!
    Já na segunda metade, a gramática piorou um pouco. Inclusive, queria destacar um erro recorrente na segunda parte: a conjugação verbal de “deixa-se” (2 vezes) e “move-se”, nos trechos:
    “Fui até o balcão torcendo para que a senhora me deixa-se locar mais de um livro quando me deparei com ele.”
    “Ele fez um sinal para que eu me move-se mais rápido”
    “Compadecesse e me deixa-se”
    O corretor seria deixasse e movesse, assim como foi conjugado o “compadecesse”, na última frase. Move-se é o mesmo que se move, diferente do sentido que a frase apresenta de “se me deixasse”, que é conjugação do pretérito imperfeito do subjuntivo, acho.
    Sobre o enredo e o desenrolar e conclusão do conto, achei legais, mas esperava um pouco mais. Gostei do desenvolvimento e da conclusão fazendo referência ao acontecimento passado, achei que encaixou bem, mas senti falta de um clímax, achei que ficou meio rasa a história.
    Apesar de tudo, acho que o balanço é positivo e deu pra notar uma criatividade legal no enredo.

  10. Wesley Nunes
    17 de agosto de 2016

    De inicio, já peço desculpas ao autor que teve que dar continuidade a minha história. O personagem principal é muito maluco e até mesmo confuso. Ele pensa em muitas coisas e as vezes dá a impressão que eu não sabia o foco da minha trama. Há problemas de tempo verbal e isso gera incomodo. Também confesso mais um erro:

    O trecho abaixo está errado:

    Contundo, ainda tinha me esquecido do livro que eu sempre desejei.

    O correto seria:

    Contundo, ainda “NÃO” tinha me esquecido do livro que eu sempre desejei.

    Esse erro pode gerar complicações no entendimento e peço desculpas.

    O meu amigo autor que teve a difícil missão de continuar a minha história, também escorregou em alguns erros gramáticais.
    Gostei da forma como o conto seguiu pela linha do ser “escritor” e do ser “critico”.

    Também devo elogiar a motivação que cresce no personagem e a forma que ele compara a jornada do escritor a uma jornada heroica. A mudança do personagem de alguém louco para alguém mais emotivo, me gerou agrado.

    Agradeço por ter dado continuidade no meu texto e desejo sucesso em sua trajetória como escritor.

  11. Jowilton Amaral da Costa
    17 de agosto de 2016

    Um conto médio. A segunda parte é mais bem escrita do que a segunda, tem mais fluência e maturidade narrativa. A história em si não é boa, na minha opinião. Não empolga. A dupla se integrou bem, que para mim conta pontos. Boa sorte.

  12. Andreza Araujo
    16 de agosto de 2016

    Eu gostei do personagem, mas não tanto da história. Ou seja, gostei do modo como o conto é narrado, mas o enredo em si é quase nulo até perto do final.
    Por outro lado, o texto me prendeu de alguma forma, pois eu segui toda a leitura com boa vontade, não achei o texto chato.

    Sei que muitos de nós irão se identificar, afinal, é uma história sobre escritores. O desejo de Rodrigo pelo livro misterioso é bem feito, de modo que ao final a gente torce para que ele ache o tal livro. Também gostei bastante das partes onde o escritor do diário insinua que alguém pegou o diário e está lendo naquele momento, senti como se eu fosse a própria ladra do diário!

    Tem alguns errinhos de revisão, como iniciar frase com letra minúscula e uns dois “por que” quando deveriam ser “porque”.

    Eu me diverti com a leitura!

  13. Fabio Baptista
    16 de agosto de 2016

    Imitando descaradamente nosso amigo Brian, utilizarei a avaliação TATU, onde:

    TÉCNICA: bom uso da gramática, figuras de linguagem, fluidez narrativa, etc;
    ATENÇÃO: quanto o texto conseguiu prender minha atenção;
    TRAMA: enredo, personagens, viradas, ganchos, etc.;
    UNIDADE: quanto o texto pareceu escrito por um único autor;

    ****************************

    Conto: Diário de Biblioteca

    TÉCNICA: * * *
    Não notei diferença entre as duas partes. Foi competente dentro da proposta da escrita de diário, mas não brilhou em nenhum momento.
    Alguns erros travaram a leitura vez ou outra:

    – o livro cujo não passarei nenhuma informação
    >>> “cujo”, “o qual”, etc. só devem ser usados em último caso (minha opinião). Normalmente deixam as frases estranhas, como essa aqui.

    – Com tudo, percebi que os baixos
    >>> Contudo

    – Superei aliviado de um fardo
    >>> Suspirei?

    – a senhorazinha pergunto a mim
    >>> perguntou

    – Eu mal podia imaginar que minha resposta veria algum tempo depois
    >>> viria

    – Fui até o balcão torcendo para que a senhora me deixa-se locar mais de um livro
    >>> deixasse

    ATENÇÃO: * * *
    Até a metade eu estava bem atento, na expectativa de uma reviravolta ou algo do tipo. Quando percebi que não aconteceria, acabei me entediando um pouco.

    TRAMA: * *
    Então… muitas voltas para não sair do lugar. Nada de fato acontece.
    Uma coisa que me incomodou (talvez eu tenha passado batido por algo) foi o cara escrevendo o diário ficar se referenciando ao leitor que o roubou. Mas como ele estava escrevendo então, se havia sido roubado? Ou estava antecedendo um roubo futuro?

    Bom, seja como for, infelizmente a trama não me empolgou.

    UNIDADE: * * * * *
    Bom trabalho em equipe.

    NOTA FINAL: 6,5

  14. Ricardo de Lohem
    15 de agosto de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Gostei da história, uma brincadeira meio metalinguística sobre a arte de escrever e o funcionamento da mente de um aspirante a essa arte. Sem grandes pretensões, foi de um humor fino, discreto, quase britânico.Do lado negativo se pode dizer que se trata de uma história um pouco fria e distante, além de não ter acontecimentos empolgantes. Mas é um texto de boa qualidade, gostei. Não notei a costura, não posso então fazer uma comparação justa entre os dois autores. Parabéns, desejo Boa Sorte.

  15. Thales Soares
    13 de agosto de 2016

    Caramba. Nem consegui perceber a transição de autores. O coautor imitou perfeitamente o estilo do autor principal. Conseguiu copiar inclusive os erros de português. Aliás, poxa, quanto erro! Desde errinhos de digitação básicos até pontuação incorreta e conjugações incorretas de verbos. O que é bastante estranho, pois o narrador-personagem parece um hipócrita reclamando dos erros do livro que leu. Não sei se foram propositais, mas, para mim, mancharam bastante a história.

    Pontos Positivos:
    – Casamento perfeito dos dois autores.
    – Narrativa imersiva, boa execução da primeira pessoa.

    Pontos Negativos:
    – Erros em excesso na escrita.
    – História sem muitas emoções.

  16. Bia Machado
    13 de agosto de 2016

    – Conflito: 1/3 – Pra mim não há um conflito propriamente dito. Se há, é muito tênue, muito irregular.

    – Clímax: 1/3 – Também não consegui identificar esse momento de clímax, a não ser que ele seja o encontro com o escritor autor do livro. Se sim, poderia ter sido mais bem elaborado.

    – Estrutura: 1/3 As duas partes pedem um pouco de revisão, alguns termos não estão corretos, por exemplo “aonde se quer chegar”, na verdade é ONDE, torcendo para que a senhora me deixa-se (deixasse é o correto), a palavra “contundo” também, que foi escrita em outro lugar de outra forma também incorreta (com tudo), a expressão ” o livro cujo não passarei” (hã?), alguma pontuação… Quanto ao texto em formato de diário, também peca por isso: dois registros apenas? Por qual razão? Qual motivo? Por que motivo tudo isso seria escrito no diário do Rodrigo? Tudo bem, há as divagações no começo do texto a respeito dos escritores, mas…

    – Espaço (ambientação): 1/2 – Ambientação suficiente para ficar registrado onde a ação se passa, mas…

    – Caracterização das personagens (complexidade psicológica): 2/3 – Interessante em alguns aspectos, mas algumas coisas que o narrador personagem diz ou faz não me disseram muita coisa.

    – Narração (Ritmo): 2/2 – Como é a própria personagem que narra, ao menos isso ajudou a manter um pouco o interesse e o ritmo do texto. Mas em alguns momentos me dispersei, tive que ler mais de uma vez, voltando a trechos que vi que não tinha me fixado muito bem.

    – Diálogos: 0/2 – Quase nada, uma frase aqui e outra ali, sem muita elaboração.

    – Emoção: 0/2 – Não me envolvi com o texto, ao menos não tanto como deveria. Gostaria mesmo de ter me envolvido, mas não aconteceu.

  17. Gilson Raimundo
    13 de agosto de 2016

    Gostei muito da trama e dos fatos inusitado, os dois autores combinaram perfeitamente, a segunda parte encaixou como se sempre fosse parte da história, separadas não teriam brilho, juntas formam uma boa leitura… Parabéns autores.

  18. Wender Lemes
    13 de agosto de 2016

    Domínio da escrita: uma revisão cairia bem ao conto inteiro, para solucionar questões como “por que” separado para justificativa e “me deixa-se” (me deixasse). O eixo da história, por outro lado, é bem nítido, o que conta como ponto positivo.
    Criatividade: a ideia do diário não é muito inovadora, mas nada impede que seja utilizada. Peço desculpas ao autor, não notei um ponto de destaque em relação à criatividade neste conto.
    Unidade: há pouca divergência de estilo no decorrer do conto, o que considero muito válido. É difícil manter a mesma estética de outro autor. A narrativa não varia, mesmo o cenário explorado é retomado, então acaba sendo um conto conciso.
    Parabéns e boa sorte!

  19. Escritores são criaturas ardilosas. Tanto na história, quanto na vida real.
    Como todos os outros participantes, creio eu, ao ler as primeiras partes dos contos, fiquei imaginando o que viria por aí. Como cada autor se sairia das “ciladas” em que cada protagonista das tramas estava metido?

    A solução encontrada na segunda parte dessa história foi muito interessante, ao se encontrar a saída em um novo conflito, não no péssimo livro lido, mas em seu autor.

    Parabenizo ambos os participantes.

  20. Simoni Dário
    10 de agosto de 2016

    Olá
    Gostei do conto, as duas partes casaram bem e o texto complementar manteve o bom desenvolvimento da primeira parte. O autor da segunda etapa teve criatividade para manter a minha atenção até o final, completando bem o início do conto. Estranhei alguns deixa-se, ao invés de deixasse na parte complementar
    Boa sacada essa de heróis para alguns, vilão para outros. Enfim, curti o texto. Parabéns aos autores

  21. Júnior Lima
    10 de agosto de 2016

    Achei o tema do texto cativante, certamente vários participantes do desafio se identificarão de uma forma ou outra com o narrador, da mesma forma que aconteceu comigo.

    Contudo, não entendi muito bem o papel do vilão, que foi explicado de uma maneira bem apressada no penúltimo parágrafo. Ele se tornou um vilão por ser vingativo e por desistir de escrever bem? Acho que isso e a comparação do escritor com um herói poderiam ter sido mais explorados.

    Alguns problemas gramaticais e de revisão também permeiam o texto, mais pra segunda metade. Alguns um tanto graves, então cuidado aos envolvidos antes de enviar a versão final!

    Apesar dos problemas apontados, foi uma história leve e agradável.

  22. Renata Rothstein
    8 de agosto de 2016

    Narrativa bem-humorada (ainda que se faça presente de leve uma reflexão sobre a vida/carreira/sucesso ou não), sobre algo trivial na vida do leitor, como uma ida à Biblioteca para cadastro e locação de livros, sob a visão de um aspirante a escritor, e seus pensamentos sobre os fatos não tão bonitos (ou heroicos), na vida do profissional da escrita.
    Achei inteligente a ideia, talvez pudesse ser um pouco mais aprofundada a questão existencial do escritor-herói-frustrado, e de como essa realidade presente no outro pode auxiliar – ou não – a própria vida.

    Nota 8,0

  23. Anorkinda Neide
    7 de agosto de 2016

    Comentário primeira fase:
    Personagem aspirante a escritor, depressivo, talvez por achar q escritor é sinônimo de pessoa depressiva, mas tudo bem… Fora o mimimi, o texto flui, fui ficando curiosa. Gostaria de saber mais sobre o livro horrível que ele leu na biblioteca, talvez a explicação que ele deu à senhora pudesse ser dada ao leitor também. Tem alguns pequenos erros gramaticais.
    .
    Comentário segunda fase:
    Vou parabenizar pelo bom humor na finalização do conto. O texto está bom, flui e pegou bem o ritmo da primeira parte. Achei uma saída bem criativa a descoberta do autor do malfadado livro.
    .
    União dos textos
    Eu acho que ficou muito bom, o ritmo foi continuado e acrescentou um bom humor ao texto q, já falei, estava tão cabisbaixo… hehe Acabou ficando mais um gancho e uma vontade de saber como vai ser essa briga dos dois escritores frustrados 🙂
    Boa sorte aos autores! Abraços

  24. Catarina
    7 de agosto de 2016

    Todos os contos foram avaliados antes e depois da postagem da 2ª parte; daí a separação:

    1ª PARTE: O texto se arrasta com divagações pessoais rasas e trama fraca. A única chance de quem continuar este conto será dar vida ao livro que Rodrigo levou para casa.

    PIOR MOMENTO: A pontuação caótica prejudicou a leitura.

    MELHOR MOMENTO: “Muitos escritores são malucos, alguns estão à frente do seu tempo, já houve uma época em que todos os consideravam boêmios e dizem que os melhores são depressivos.” Fiquei surpresa com uma definição tão saudável. Parabéns pela frase!

    PASSAGEM DO BASTÃO: Jogou o bastão pra cima, virou as costas e foi embora. Coube ao coautor se virar com a total falta de enredo.

    2ªPARTE: Melhorou, apareceu um antagonista sem graça e o texto fluiu melhor gramaticalmente.

    PIOR MOMENTO: A trilha sonora “meu mundo caiu…” ficou forçada e sem emoção.

    MELHOR MOMENTO: “A grandeza não é imposta a todos, é mais fácil ser um vilão, você pode fazer o que geralmente um herói não faria para conseguir o que quer, mas o problema é que se você fracassa como vilão também, ai que você não é nada.” – Esta é essência das grandes frustrações do mundo. Genial.

    EFEITO DA DUPLA: Embora tenha dado um trato na continuação, o texto continuou chato.

  25. mariasantino1
    4 de agosto de 2016

    Olá, autores!

    A sincronia foi mantida, o ritmo narrativo também. Porém, se por um lado não houve descaracterização do personagem principal, do outro lado não houve ousadia. É um conto reto, cujo clímax faz ri, mas não levanta. Se mantém com aparência de apresentação de algo maior que não chega. Gostei enfim da leitura, da gafe, do narrador personagem, mas senti falta de algo que fizesse o conto se destacar entre os demais.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    Nota: 7

  26. Olisomar Pires
    4 de agosto de 2016

    Não funcionou pra mim. Tenho dificuldade, em alguns casos, em dizer o que falta, apenas sinto que falta. Acho que isso se deve à falta de conhecimento teórico meu sobre literatura. A narração em primeira pessoa dificulta o processo, causa antipatia. Teria tentado outro estilo. Ponto positivo: há continuação entre as partes.

  27. Matheus Pacheco
    2 de agosto de 2016

    Não há nada pior que falar mal de uma coisa com o autor presente… porque não é algo sem graça, é algo cômico…. Cara, eu adorei a narrativa tanto da primeira parte como na segunda e com o final cômico sensacional.
    abraço Amigos…..

  28. Amanda Gomez
    2 de agosto de 2016

    Um conto leve e despretensioso.

    QUAL É O NOME DO LIVRO? Achei interessante que os dois autores, confabularam e manterem esse ‘’ mistério’’ até o fim. Ou, tal como os leitores, não sabem que livro era? rsrs

    Gostei do conto, leve, fluido, e que faz nós, aspirantes a escritores… Nos identificar com o personagem. Me lembrou do meu primeiro cadastro na biblioteca da escola e em como era bacana, pegar um livro sempre que quiser. Deu saudade disso. E lembrei que, por uma vez , não devolvi um livro que tenho até hoje! Brinquedos da Noite é o nome dele… Viu? Eu não fiz mistério, disso o bendito nome…

    Mas vamos ao que interessa…

    Quase não percebi a “troca de bastão” entre os autores, quem complementou fez a ligação muito bem feita, e se preocupou em agradar o colega, e ao mesmo tempo pareceu se divertir.

    As características atribuídas ao personagem, também chama atenção, como o fato de criticar abertamente a obra, e demonstrar o característico ‘’ orgulho de leitor’’ que acha que sua opinião está sempre certa, sobre aquilo que lê e etc.

    Enfim, um conto bem legal. Uma boa harmonia e escrita. A referência de música, e o personagem falando consigo, dá um ar divertido que ajuda a narrativa fluir.

    Obs.: O que terá de leitor falando ‘’ mal e bem’’ dos contos na cara do autor, por aqui… hehe.

  29. Brian Oliveira Lancaster
    1 de agosto de 2016

    CAMARGO (Cadência, Marcação, Gosto) – 1ª leitura
    JUNIOR (Junção, Interpretação, Originalidade) – 2ª leitura

    – Diário de Biblioteca (Rodrigo Tabata)
    CA: O texto tem um ritmo peculiar, e embora seja um relato, certas passagens parecem acontecer simultaneamente à escrita. É um efeito interessante, mas que pode soar confuso às vezes. – 7,0
    MAR: Um ou outro acento escapou da revisão, mas não atrapalhou o restante. A troca de tempos verbais me incomoda, mas isso é pessoal. No entanto é possível entender facilmente o que ocorre ao redor em cada momento, sendo um ponto positivo. – 8,0
    GO: Queria ter gostado mais. Começa dramático, parte para o cotidiano e volta a ser nostálgico. O misto de sensações é ótimo, mas a coesão deixou um pouco a desejar. Entretanto, os momentos finais me cativaram novamente, e deram o ar de suspense que o trecho inicial dá a entender. – 7,0
    [7,3]

    JUN: Junção excelente. O coautor conseguiu emular os trejeitos anteriores e quase não é possível ver a troca, exceto pelas datas do diário. – 8,0
    I: O enredo se manteve. A história prossegue com seu mesmo objetivo, com um twist quase subjetivo no final, mas que veio a calhar. Infelizmente, ainda peca pela falta de revisão. – 7,5
    OR: Relatos em forma de diários não são coisas novas no “ramo”, mas aqui teve aquela sensação antiga de entrar numa biblioteca e admirar as estantes, enquanto se “escuta” o silêncio. Ganha pontos pela atmosfera (dos dois). – 8,0
    [7,8]

    Final: 7,6

  30. Bruna Francielle
    1 de agosto de 2016

    WooooooWWWWWWW… Nossa, estou realmente perplexa e surpreendida. O que esse desafio proporcionou ,hein? A pessoa q continuou o conto, foi genial e conseguiu elevá-lo. Quando comecei eu estava tentando pensar em como a história poderia ser inovadora, e acabei me divertindo com o passar dos paragráfos. Diria que a dupla funcionou.. apesar de alguns errinhos de escrita que em nada me incomodaram. Mais um conto que eu não sentia que prometia muito e de repente ficou muito interessante. Me diverti bastante lendo esse. O fato de ele ter arranjado um inimigo e o autor do livro ruim q ele pegou estava lá.. nossa, muito criativo. Não tenho nada de mal a apontar no enredo. Parabéns

  31. Evandro Furtado
    1 de agosto de 2016

    Complemento: Downgrade

    Avaliar um conto nesse desafio passa por uma coisa muito importante: a continuação. Infelizmente nesse caso, tivemos um problema muito sério: o segundo autor não se preocupou com a revisão. Um sem número de erros passou e isso prejudicou bastante o texto. Considerando que o primeiro autor deixou abertas possibilidades de continuação, o segundo autor também teve dificuldades em desenvolver uma trama melhor, não finalizando muito bem o texto.

  32. Thomás Bertozzi
    31 de julho de 2016

    Gostei muito do texto e sua metalinguagem.
    Muito fluido, fácil de ler.
    Quando vi… já tinha acabado.

    Têm certeza de que foi escrito por pessoas diferentes? (Em locais diferentes??)

    Parabéns aos autores!

  33. Jefferson Lemos
    31 de julho de 2016

    (Parte Um) Não consegui sacar muito bem o sentido do conto. Primeiro fiquei pensando em um causo cotidiano, onde a biblioteca seria uma parte central de um drama bacana (tô usando muito essa palavra). No entanto, conforme avancei com a leitura, me decepcionei. Não tinha o que eu esperava e o que foi oferecido não me encheu muito os olhos. O tom da narrativa também não me agradou.

    (Parte dois) a segunda parte seguiu bem a pegada da primeira. E, infelizmente continuou não me prendendo. Eu não consegui sentir a história da forma que deveria, e acredito que essa segunda parte necessita de uma revisão. Ela contém alguns trechos muito bons, com uma boa mensagem, mas não passa muito disso, infelizmente.

    De qualquer forma, a história conseguiu se complementar seguindo uma mesma linha, e isso é bom. Com uma revisão o conto, como um todo, ficará melhor.

    Parabéns e boa sorte!

  34. Danilo Pereira
    31 de julho de 2016

    A questão aqui é a Metalinguagem… O autor usou da escrita para falar da escrita. Histórias que usam diários podem facilmente cai no clichê literário. gostei do Ambiente em que o conto transmuta. Uma Biblioteca… me fez lembrar uma frase de Mark Twain: “Em uma boa biblioteca, você sente, de alguma forma misteriosa, que você está absorvendo, através da pele, a sabedoria contida em todos aqueles livros, mesmo sem abri-los’. NOTA:7

  35. angst447
    31 de julho de 2016

    Para este desafio, adotei o critério T.R.E.T.A (Título – Revisão – Erros de Continuação – Trama -Aderência)
    T – Título curto, sucinto, adequado ao conto desenvolvido.
    R – Alguns tropeços na utilização das vírgulas. Os tempos verbais também estão em desalinho – ora a narração no presente, ora no pretérito. Algumas falhas encontradas:
    Chegando na biblioteca > chegando à biblioteca
    obedeci a risca > obedeci à risca
    repetitivas que tem > repetitivas que têm
    graça a deus > graças a Deus
    compra-lo > comprá-lo
    o livro cujo não passarei > o livro do qual não passarei..
    encontra-lo > encontrá-lo
    os baixos vem > os baixos vêm
    porem > porém
    me deixa-se > me deixasse
    à alguns passos > a alguns passos
    terno muito bem polido? Polido?
    E – O ponto da continuação mal se percebe. Acredito que o segundo autor conseguiu adaptar-se ao estilo do primeiro. Não sei se seguiu a mesma linha de raciocínio, mas o esforço foi evidente. Portanto, o objetivo do certame foi alcançado.
    T – A trama desenvolvida ao redor da biblioteca e livros misteriosos, autores vingativos, ficou um tanto solta. Precisei retornar a algumas passagens para entender o que se passava. Para mim, a narrativa ficou dando voltas e parando no mesmo lugar.
    A – Infelizmente, o conto não atraiu minha atenção, embora o universo de livros e escritores seja sempre algo interessante. Faltou algum ingrediente, alguma fagulha que despertasse o meu interesse pela leitura.
    🙂

  36. Davenir Viganon
    31 de julho de 2016

    Olá. Já havia gostado do início, me identifiquei com o cara que corre pelos sebos a procura de uma única obra (vivo fazendo isso) e o continuador fez um excelente trabalho. Continuou com a mesma pegada na estória, os trejeitos do personagem que é muito carismático e deu um final com uma boa virada. O nome no cartão foi muito engraçado. Gostei muito do conto! Parabéns aos dois.

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Publicado às 28 de junho de 2016 por em Duplas e marcado , .