EntreContos

Detox Literário.

Nem antes ou depois (Olisomar Pires)

Quando entrou em campo veio junto toda a promessa que o pai lhe fizera – “ você será grande, seus pés tem asas” – Era o ano de 1956.

Aos dezesseis anos de curta estrada, ele nada sabia de vôos, sonhos ou futuro, apenas jogava o que sabia, mesmo que nem soubesse como o fazia:  colava a pelota nos pés, embaraçava os adversários e mirava no quadrado mais alto dentro das traves –  dava certo, sempre – E novamente a mágica se fez presente, não tinha erro, seria mesmo um gigante como seu pai lhe disse um dia.

Alheio ao futuro do jovem diamante, Aurélio Dantas estava obcecado com a  srª Nartina, amantíssima esposa do delegado Aresto Coubres Silva, não que ela o tivesse incentivado ou demonstrado algo mais que a simples e inocente simpatia de vizinha.

O problema é que Aurélio, Lélio para a turma, era um rapaz da fuzarca e como tal, confundia tudo, nesse caso misturou imaginação com realidade, iniciou a enxergar paixão correspondida onde nada existia.

Pobre srª Nartina ! Era musa inconsciente, quase um objeto nos sonhos do outro e como sonhava.

A primeira vez que a viu foi em sua casa, distante meio muro e um pulo ao lado direito – visita social, vizinhos novos – do seu quarto ouviu a mãe lhe chamar num tom de voz abaixo do normal – a senha para visitas importantes.

Contrafeito, desceu. Logo notou o sujeito mal encarado, barba cerrada, cabelo à escovinha rente ao cocuruto. “É cana”, pensou.  Do lado do elemento, sentada como uma santa à paisana,  a mulher mais linda do mundo, não conseguiu mais olhar  outra coisa – “Boas noites, como vão, sou da Polícia, não temos filhos, sou professora”, palavras desnecessárias. Lélio não via nada. Dr. Aresto, tudo.

Dias de sofrimento, vigílias infinitas, emagrecia,  padecia – apenas a srª Nartina, alheia ao drama, parecia ficar mais bonita ainda, diria um anjo, se não soubesse eu que anjos, quando casados, não costumam flertar com seus colegas professores. Escândalo !

Apesar da aparente pureza, nossa recatada dama se perdia de amores por Bruno Leal ( e era correspondida), o ambiente de trabalho, as longas conversas, o trabalho bruto do marido! Dizem que o destino costura se dermos linha – não faltou linha nesse idílio.

Como bom homem da lei, o delegado amaldiçoado por sua bela mulher, desconfiava.

Uma ou duas vezes algemara sorrisos misteriosos na face de sua consorte, um bilhete perdido ? palavras soltas no sono – sim, ele desconfiava.

Mas Lélio, ignorante dos rumos dessa trama, agiu como convém  nesses casos de dor imensa, enviou  pequena missiva à amada, nada muito rebuscado nem complicado, desejava apenas um encontro, assunto grave:  Confeitaria Viena, sábado, 14 horas.

“ Mas que loucura é essa?” pensou nosso apaixonado – arrisco ser preso, até mesmo morto – Se ela não for, me mato – o último argumento atingiu o alvo.

Cuidadosamente, deixou sua mensagem embaixo da porta e fugiu como um louco – sabia-a sozinha em casa, tanto a observou e por consequência os horários do marido que sequer imaginara que ele, por uma dessas voltas do mundo, poderia retornar logo após sair, quem sabe um documento esquecido, talvez trocar o sapato que lhe angustia o calo, o certo é que voltou.  Encontrou o bilhete. Leu. Agendou. Mudou a gravata e foi trabalhar.

Depois do jogo,  o garoto fenômeno, já entrando nas graças da fama, aceitou convite para uma tarde de delícias e doçuras, ia ter jornal para entrevista,  fotógrafo de revista, resenha do jogo, perspectivas do futuro – “ isso é só o começo”,  adiantou seu agente e representante – “ precisamos do jornais para que você irrompa – Não basta só o talento que Deus lhe deu, precisamos contar pra o mundo”.

Ele concordava, mais por educação que por entendimento.  Pensava nas tortas , refrigerantes e claro, como todo jovem saudável, nos brotos que conheceria, tão lindas, tão admiradas de suas jogadas – era um guerreiro, sua lança estava pronta para a batalha após os muitos treinos.

Às 14 horas todos os convidados estavam a postos, o estabelecimento famoso estava cheio, diversas mesas, quase todas, possuíam dois ou mais clientes, em duas delas reinavam dois elementos solitários: Lélio e Dr. Aresto aguardavam.

Numa mesa mais ao canto, um pequeno grupo sorridente em volta de um garoto comentava a partida recém terminada enquanto esperavam o fotógrafo chegar, um free-lancer, arranjado de última hora, pois o profissional estava viajando para cobrir o espetáculo do domingo na capital.

Não se sabe bem o que aconteceu, testemunhas relatam que viram um jovem bonitão entrar na confeitaria trazendo uma máquina fotográfica a tiracolo, se encaminhar para o grupo risonho com o garoto e depois, apenas confusão.

Aconteceu o seguinte: Ao ver o colega de sua esposa entrar na confeitaria, naquela hora específica, naquele dia marcado, Dr. Aresto não teve dúvidas, já os tinha visto juntos antes, conversando nas festas do colégio, furtou alguns de seus olhares secretos, a presença dele ali apenas sentenciava o conjunto da obra – era traição descoberta.

Sentindo-se tranquilo, agradavelmente pacificado, o delegado sacou seu revólver, depois de ter se levantado, passado por Lélio e, ironicamente, tê-lo cumprimentado, não percebendo a palidez cadavérica que se apossou do jovem, para então disparar três vezes contra Bruno Leal: professor de artes visuais, fotógrafo esporádico e amante sórdido de sua querida Nartina.

Dois balaços atingiram o coração rubro de Bruno,  que na queda driblou o terceiro projétil.

O jovem talento, promessa do Brasil ( como estava escrito nas notas do repórter) ouviu o foguetório, na displicência da idade se levantou a tempo de aparar a pequena bola de chumbo que vinha quente e certeira,  rasgou-lhe  a rede peitoral e ficou no fundo do seu corpo, esperando ser resgatada. Nunca foi.

Os jornais do dia seguinte noticiaram a prisão do homicida, a tristeza de sua esposa ( não se sabe por qual motivo) e a morte prematura de um craque em início de carreira: Edson Arantes do Nascimento, já conhecido no meio como Pelé !

“ Ele tinha asas nos pés, não era desse mundo”, diziam por muito tempo quem o viu jogar, principalmente depois que a Seleção Brasileira perdeu a Copa do Mundo de 1957 – o futebol brasileiro morreu ali naquela confeitaria, outros afirmavam – exagero ? Nunca saberemos.

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53 comentários em “Nem antes ou depois (Olisomar Pires)

  1. Olisomar Pires
    6 de junho de 2016

    Após a divulgação dos resultados, reescrevi o conto observando e tentando corrigir algumas das falhas apontadas pelos nobres colegas, acredito que tenha melhorado um pouco a coisa, quem tenha interesse nesse tipo de comparação, deixo o link para acesso ao texto refeito. Um abraço a todos.

    http://www.olisoblog.com/#!O-que-seria-do-futebol-/c1sbz/575342ab0cf2a5fcbcc7e47b

  2. Andreza Araujo
    3 de junho de 2016

    Eu gostei da conclusão, e do fato de ter explorado a morte do rei do futebol. Tadinho! O que ele fez pra você? hahaha Só não achei assim o fato tão explorado, mas tá valendo, ou seja, você deixou pra gente imaginar o que seria do futebol – para os brasileiros – a partir daquele momento.

    Bem, eu confesso que li o início algumas vezes, pois não entendia quem era quem, quem era o amante, qual a idade do Lélio e o que eles todos tinham a ver com o menino do primeiro parágrafo (Pelé). Acontece que eles não tinham nada em comum naquele momento inicial.

    O fotógrafo só entrou na história pra morrer? Mais um pobre coitado, senhor autor, quanta maldade.

    É um texto divertido, mas muito curto, gostei do seu modo de escrever (apesar de ter me perdido no início e também na cena do tiroteio). Quando reli tudo as coisas funcionaram bem pra mim!

    Tem uns errinhos bobos de revisão, como dar espaço ao abrir parênteses e aspas, mas no geral foi bem escrito!

    Boa sorte no desafio!

    • Pote
      3 de junho de 2016

      Olá, grato pelo comentário. Incrível como esse espaço nos ajuda a “enxergar” melhor nosso texto. Realmente faltou uma revisão acurada, no próximo eu tento melhorar. Um abraço.

  3. Wilson Barros
    3 de junho de 2016

    Começou bem, no mais perfeito estilo Murilo Rubião. O conto é extremamente literário, com uma linguagem sofisticada, estlizada. Eu acho que esse é o conto da Claudia, se não for, de alguém que escreve muito bem como ela. O conto é corajoso, matar Pelé… Foi ua leitura fluida e agradável, graças ao talento do autor(a). Muito bom mesmo, parabéns.

    • Pote
      3 de junho de 2016

      Obrigado por suas considerações super-super generosas. Um abraço.

  4. Thiago de Melo
    3 de junho de 2016

    Amigo Pote,

    Cara, que conto foi esse?
    Confesso que fiquei perdido com os tiros… O cara deu 3 tiros no tal do Bruno Leal, acertou dois e errou o terceiro, que “achou” o Pelé no meio do caminho. Eu fiquei… “pow, como assim? mas e aih???? O autor matou o Pelé assim de graça?”.

    Achei que a parte do texto em que você explora a desconfiança do marido e o bilhetinho para a esposa ficou muito bem escrita. Você tem talento. O problema, quando vemos o contexto da escrita desse conto (o nosso desafio), a parte Alternativa da sua história ficou em segundo plano.

    Pow, poderia ter explorado mais… Sem o Pelé, o Brasil ainda seria considerado o país do futebol? será que o esporte nacional passaria a ser o Volei, ou o Basquete? Matar o Pelé ainda jovem e antes de o Brasil ter ganhado uma Copa implicaria quais mudanças? para que lado a história do país e do futebol caminhou a partir do momento em que essa alteração aconteceu? Será que o “Novo Pelé” seria o Romário em 1994? Será que o Brasil não teria ganho nada e só seriamos campeões do mundo em 2002? Tantas possibilidades…

    Achei divertido o conto, mas não acho que se adequou bem à premissa do desafio.

    um abraço!

    • Pote
      3 de junho de 2016

      Grato pelo comentário. A idéia do conto, em relação à RHA, é justamente fazer os leitores perguntarem o que você perguntou. Um abraço.

  5. Virginia Cunha Barros
    3 de junho de 2016

    Oii… você escreve bem, gostei da linguagem poética. A história não me fisgou muito, mas o final faz cair a ficha e dá vontade de ler de novo (eu li, tá?). Mas ainda assim acho que os últimos parágrafos foram os melhores, a descrição do jogador levando o tiro é triste mas ainda assim muito boa. Desejo boa sorte!

  6. Thomás
    3 de junho de 2016

    Excelente!
    Pote, vi um colega comentar a musicalidade do seu texto. É fato. Parece uma valsa.
    Levinho. A trama desliza tranquila, sem atrito.

    E a RHA está lá, como a cereja do bolo.

    Parabéns!!

  7. Gustavo Aquino Dos Reis
    2 de junho de 2016

    Pote,

    uma coisa que saltou aos meus olhos foi a forma como o seu texto canta e rima a cada parágrafo – e essa forma de condução narrativa não soa forçada: de fato, ela é agradável e enriquece a escrita. Tenho tentado musicar minhas narrativas, conferir uma condução poética cantada. Tenho falhado até agora.

    Eu gostei do seu trabalho. É uma obra que ousa, focada diretamente na micro-história de um personagem emblemático: Pelé. Entretanto, não foi uma história que me arrebatou. Ela é boa, cumpre seu papel de entreter. Ponto. Deixo em destaque as suas belas construções frasais.

    Parabéns.

    Boa sorte no desafio.

    • Pote
      2 de junho de 2016

      Muito obrigado pelo generoso comentário. Confesso que seu destaque sobre a condução narrativa “cantada” me surpreendeu, talvez por eu vir ou me dedicar mais à poesia ( inclusive com singelo livro publicado) as palavras tenham se ajeitado naturalmente. Quanto a estória em si, concordo inteiramente, ela não arrebata, até porque a intenção seria mais forçar os leitores a se questionarem sobre o que mudaria no futebol. Um abraço.

  8. Simoni Dário
    2 de junho de 2016

    Olá Pote.
    Gostei muito do conto/crônica sobre a morte do rei do futebol. Pior seria aguentar os Argentinos tirando com a gente sendo Maradona o maior ídolo do futebol mundial, pois não acredito que outro Pelé apareceria tão cedo. A questão da carta também não ficou muito clara para mim, li algumas vezes e continuei sem entender, me socorri dos comentários e aí sim. Achei o conto divertido, dinâmico, comparando com uma partida de futebol do time da Alemanha dos dias de hoje, sorry. Parabéns!

    • Pote
      2 de junho de 2016

      Olá, Simoni. Obrigado pelo comentário. Gostei da sua classificação “conto/crônica”. Realmente a passagem da carta tem sido ponto comum nas críticas, com as quais concordei depois de reler com a visão do outro, faltou deixar o texto “dormir”. A idéia era comparar mesmo a coisa toda como um lance de futebol: defesa, meio de campo e ataque – “se levantou a tempo de aparar a pequena bola de chumbo que vinha quente e certeira” – houve muitos passes errados, mas serviu como excelente treino. Um abraço.

      • Simoni Dário
        3 de junho de 2016

        kkkkk, eu comparei o seu conto com a seleção da Alemanha…a bobeira do Pelé foi meio seleção brasileira ali, não tinha me dado conta.

  9. Catarina
    2 de junho de 2016

    O COMEÇO tem uma premissa forte e logo identificamos o personagem, também pelo ano de 1956, sem precisar citar. FLUXO traz leveza para uma tragédia; técnica talentosa. A TRAMA rodrigueana nos apresenta uma ALTERNATIVA que ficou secundária, mas eficaz no FIM. Embora tanta explicação desconstrói a narrativa. “Peraí”, a Copa não foi em 1958? Faltou revisão nos dados históricos, menos um décimo.

    • Pote
      2 de junho de 2016

      Obrigado pelo comentário generoso. Sobre a copa ser em 1958, confesso meu erro. Entretanto, quem garante que não foi antecipada para 1957 nessa realidade onde o Pelé morre ? (risos)

  10. Pedro Teixeira
    1 de junho de 2016

    Olá, Pote! É um conto interessante, com algumas construções bacanas. A previsibilidade da trama tirou qualquer impacto que o fim pudesse ter. Alguns trechos ficaram um tanto embolados, de entendimento difícil, e só depois de uma releitura ficou claro que eram duas tramas se desenvolvendo paralelamente, que se encontram no final. Talvez isso pudesse ter sido trabalhado de uma forma que ficasse mais claro. Mas pode ser pura impressão pessoal também. O que eu quero dizer é: a transição das cenas do jovem jogador talentoso para as cenas de Lélio não ficou muito clara pra mim, mas pode ser falha minha também. Gostei do ritmo e dos personagens, ficaram bem caracterizados. Parabéns e boa sorte no desafio!

    • Pote
      1 de junho de 2016

      Obrigado pelo comentário. Também não gostei da passagem inicial entre as tramas. Ficou forçado. Mas não tinha tempo mais pra trabalhar, rsrsrs…. futuramente vou reescrever esse conto … Valeu.

  11. Wender Lemes
    31 de maio de 2016

    Olá, Pote. É o décimo sétimo que avalio neste desafio.

    Observações: narrativa rápida, concisa, sem enrolação, pausas para reflexão ou construção de imagens poéticas. Encaixa-se bem no tema, embora a RHA em si tenha sido propriamente explorada apenas ao final do conto.

    Destaques: a rapidez com que narra traz dinamicidade para a leitura. É interessante como consegue nos fazer sentir empatia pelos personagens em tão pouco espaço. A tragédia ao final fecha muito bem a história.

    Sugestões de melhoria: vejo pontos positivos e negativos na velocidade com que finalizou a trama. Os pontos positivos são os que já citei (dinamicidade, empolgação do leitor, ausência de passagens desnecessárias etc.). Por outro lado, ainda que eu tenha gostado dos personagens, mal tive tempo de decorar seus nomes. Não digo que você deveria “encher linguiça” apenas para aproveitar melhor o limite, mas algumas quebras no ritmo às vezes são providenciais para o leitor respirar e aproveitar melhor a história.

    Parabéns e boa sorte.

  12. Daniel Reis
    31 de maio de 2016

    Prezado escritor: para este desafio, adotei como parâmetro de análise um esquema PTE (Premissa, Técnica e Efeito). Deixo aqui minhas percepções que, espero, possam contribuir com a sua escrita.

    PREMISSA: Inadvertidamente, Pelé acaba sendo morto por uma bala perdida – assim como o fotógrafo, que nada tinha a ver com o peixe.

    TÉCNICA: narrativa ao estilo Nelson Rodrigues, resgatando até o vocabulário da época. Ao invés de recurso estilístico, ficou parecendo forçado, como uma reportagem de época.

    EFEITO: um ponto positivo foi tornar o fotógrafo a vítima; mas, além de previsível, Pelé entrou na história como Pilatos no Credo.

  13. vitormcleite
    31 de maio de 2016

    Bom conto, achei que faltou ser mais desenvolvido, ou melhor, não tentar contar tanto em tão poucas palavras, pois o leitor acaba cansado de tanta informação. Lamento que não tenhas recorrido ao humor, por diversas vezes ao ler parecia que o texto ia seguir esse caminho, já reli e fico sempre com essa sensação, mas isto são meras opiniões pessoais e na realidade gostei muito do teu texto, parabéns

  14. Pedro Arthur Crivello
    31 de maio de 2016

    o conto prometeu muito no começo, teve uma boa linguagem e ao apresentar o romance proibido dos dois personagens me despertou uma curiosidade, porem tudo veio acabar com um final bastante prematuro.o climax foi muito rapido e não se sucedeu em nada muito revelador , sim era pelé e ele morreu muito cedo e nunca se tornou o mito do futebol brasileiro, mas e ai? o conto deixou muito a desejar e isso foi muito grave

    • Pote
      31 de maio de 2016

      Obrigado pelo comentário. Não há como discordar, a simples morte do atleta não explica muita, apenas deixa conjecturas, caberia uma continuação ? 🙂

  15. JULIANA CALAFANGE
    30 de maio de 2016

    Achei a história bem comum, mas há quem tenha trabalhado melhor esse mote. Isso só prova que a ideia não é ruim, mas a execução deixou a desejar. O texto é leve e agradável, mas a estrutura está muito atropelada, as cenas importantes passam no mesmo ritmo corrido que as demais cenas, impedindo que a gente se envolva com os personagens e com a trama. Fica tudo meio previsível e em alguns casos bem confuso, obrigando a gente a reler os parágrafos. Há erros de revisão, frases truncadas, mal construídas, na minha opinião. Sugeriria reescrever dando mais atenção à construção dos personagens, da estrutura das cenas e das frases. Com relação ao título “Nem antes ou depois”, não consigo decodificar… É como o nome de uma lanchonete q tem aqui perto de casa, q eu jamais compreendi: “Sabor & Natural”. O que isso quer dizer? Não peguei o lance das “asas nos pés” pq não sou de futebol, mas pude perceber q se tratava de algum grande jogador da história, q no fim do texto se revelou o Pelé. O texto respeita a proposta do RHA, mas devo confessar q no final me deu angústia imaginar o Pelé ter morrido jovem. Agora q ele já está velhinho eu fico pensando no drama q vai ser no dia q ele nos deixar… Parabéns!

    • Pote
      30 de maio de 2016

      Obrigado pelo comentário, realmente faltou uma revisão e realmente a coisa ficou meio truncada, são falhas que pretendo corrigir num próximo desafio. Quanto ao título, a idéia foi passar que tudo acontece no momento certo, nem antes ou depois: não há coincidências. As “asas nos pés” é elogio comum ao jogador habilidoso, rápido e inalcançável.

  16. Leonardo Jardim
    30 de maio de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto (antes de ler os demais comentários):

    📜 História (⭐⭐▫▫▫): é bastante simples, mas estruturada forma que atrapalha a compreensão. Os personagens surgem de repente, sem que tenhamos tempo para nos acostumar ao apresentado anteriormente. Os fatos vão se sucedendo de forma que o desfecho seja previsto antes da hora. Acredito que daria pra tirar um bom conto dessa trama, mas para isso cada cena e cada personagem precisaria de mais profundidade e não apenas sombras de uma história maior (a morte do Pelé).

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫): o texto ficou muito “contato” e pouco “mostrado”, de forma que tudo ficou muito distante. Bons contos precisam de aprofundamento, narrar com calma as cenas mais importantes e traçar melhor os personagens. Além disso, o texto contém alguns problemas ortográficos (principalmente pontuação) que infelizmente não tive tempo de anotar.

    💡 Criatividade (⭐▫▫): não vi muita novidade na história contada: um triângulo amoroso comum, um corno assassino e efeitos colaterais.

    🎯 Tema (⭐⭐): Pelé morreu ainda jovem e Brasil não foi campeão do mundo em 1958 (e não 1957). Senti falta de saber mais o impacto disso no futuro.

    🎭 Impacto (⭐▫▫▫▫): eu previ o final já no início, quando o delegado apareceu. Por conta disso, o impacto final ficou muito baixo.

    PS.: Se for um autor inciante, ou mesmo se for das antigas, continue escrevendo e evoluindo sempre. Pode apostar: aqui no EC temos a melhor ferramenta para isso.

    • Pote
      30 de maio de 2016

      Obrigado pelo comentário e impressões. Todas devidamente anotadas.

  17. Swylmar Ferreira
    28 de maio de 2016

    Conto interessante, só descobri a adequação no final. Um conto de amor, traição e vingança dos bons, tem um ritmo bacana e é gostoso de ler.
    Bem escrito, boa gramática, o tema escolhido mostra a criatividade do autor que o desenvolveu de modo bem organizado.Parabéns autor.

    • Pote
      29 de maio de 2016

      Obrigado pela generosidade do seu comentário.

  18. Eduardo Selga
    27 de maio de 2016

    Alguns contos desse desafio abordam a alternativa à história de modo apenas transversal, em segundo plano. A estratégia não necessariamente é condenável, uma vez que pode resultar muito interessante: uma narrativa na qual a história alterada seja apenas pano de fundo para um drama individual ligado à História. Nesses casos, para haver um bom diálogo com a proposta do desafio, o aspecto histórico precisa estar atrelado ao sujeito de modo bastante perceptível, mesmo não sendo aspecto principal.

    Aqui, no entanto, bem como em outros, o personagem histórico Pelé é apenas um pretexto narrativo, um apêndice para desenvolver o que o a) autor(a) realmente pretende: o desenvolvimento de um drama amoroso, por sinal muito clichê, envolvendo a masculinidade ofendida do macho dominante. Cá entre nós, essa narrativa é por demais conhecida, e a presença ou não de Pelé (ou a de qualquer figura histórica) não a modifica.

    Sim, existe no conto a alternativa histórica, mas ela não é essencial à trama. Poder-se-ia narrar o homicídio em função de ciúme em qualquer outro cenário.

    As relações entre os personagens não ficam sempre às claras, talvez pelo excesso deles e por certa rapidez na construção textual. Se o intento foi a triangulação, seria preciso entrar mais e melhor na subjetividade dois personagens

    Apesar de tudo, quero ressaltar algumas imagens muito interessantes, mas que são exceções num texto carente: “musa inconsciente”, “santa à paisana” e “algemara sorrisos misteriosos” .

    • Pote
      27 de maio de 2016

      Obg pelo comentário, concordo com a maioria dele, num próximo conto espero melhorar nos aspectos citados.

      Agradeço ainda o destaque às imagens selecionadas.

      Saliento que não havia questão de triangulação amorosa, o conto fala de personagens solitários: o marido, a esposa, o apaixonado, o amante e o próprio jogador, todos num turbilhão, numa confusão mesmo.

      Abraços.

  19. Pedro Luna
    26 de maio de 2016

    Estou enviando o comentário de novo, pois assim que enviei o outro, a internet FILHA DA… resolveu cair e não sei se enviou.

    Infelizmente não gostei muito. Tem um negócio que não entendi, se eu não tiver captado algo, perdão. O Lélio botou um bilhete para a amada, mas quem encontrou o bilhete foi o marido. No entanto, o marido achou que Bruno era o escritor do bilhete? Mas Lélio não se identificou? Ele mandou o bilhete marcando um encontro e não se identificou? Achei estranho.

    Achei o conto um pouco frio, também. É muito narrado, pouca ação e praticamente sem diálogos. Também achei um pouco confuso a entrada de personagens na história, e seus nomes. Mas, sinceramente, acho mesmo que é uma questão de estilo. Não sei quem escreveu, mas deu pra perceber um estilo. Não me agradou, mas não posso dizer que foi um texto ruim. Apesar das pequenas confusões, deu pra ler rápido. Pelo ano apresentado no início, acho que todo mundo vai pensar no Pelé mesmo. rs..

    Abraço

    • Pote
      26 de maio de 2016

      Olá. Depois de ler alguns comentários, percebi realmente que a entrega do bilhete ficou confusa…rsrsrs –

      Vamos lá: Lélio deixou o bilhete anônimo embaixo da porta, pensava que sua amada estaria sozinha, como de fato estava, mas o marido voltou inesperadamente e encontrou o papel.

      No dia marcado, o marido foi para a confeitaria, ele não tinha idéia de quem fosse o abusado, mas assim que viu o colega de sua esposa, do qual já desconfiava (“…, já os tinha visto juntos antes, conversando nas festas do colégio, furtou alguns de seus olhares secretos”…), ele se precipitou e concluiu acertadamente, embora sem maiores provas ( faro policial ?).

      Note que o marido até se encontra com o autor do bilhete, mas não lhe passa pela mente nada em relação. Já tinha tomado sua decisão e julgado o elemento.

      Lélio não se identificou porque no fundo desejava que sua amada não fosse (“– Se ela não for, me mato – o último argumento atingiu o alvo.”), acredito que Lélio queria um amor para sofrer, típico romântico platônico, escolheu uma mulher inacessível e decidiu fantasiar. Ela não iria ao encontro se tivesse achado o bilhete, qual mulher iria, ainda dessa década ?

      Obg pelas sugestões a respeito dos diálogos, quanto aos nomes, confesso que não fiz uma pesquisa melhor ou me preocupei muito com essa questão. Anotado.

  20. angst447
    24 de maio de 2016

    Olá, autor! Desta vez, resolvi montar um esquema para comentar: T.R.E.T.A. Espero te encontrar no pódio.

    * Título – Não entrega nada do enredo. Bom título

    * Revisão – Alguns pequenos deslizes – o verbo ter na terceira pessoa do plural recebe acento circunflexo – têm. Voo não possui mais acento.

    * Enredo – Trama simples, com cenário de esporte – o futebol. Não entendo nada de futebol, copas, etc, mas deu pra acompanhar bem. Existia aqui em Santos uma confeitaria Viena, muito famosa, que fechou há poucos anos. O crime passional deu uma sacudida no conto.

    * Tema – Fui lendo o conto e me perguntando onde estaria a tal RHA, mas eis que surge o tema bem no final e tudo se adequa.

    * Aderência – Futebol não é um assunto que me interesse, mas mesclado com o conflito passional, funcionou bem. O conto também não ficou excessivamente longo, o que facilitou e muito a leitura. Gostei mais do final do que de todo o resto. Causou impacto.

    • Pote
      24 de maio de 2016

      Obg pelo comentário. O nome do local para o encontro fatídico – Confeitaria Viena – não foi uma mera coincidência, principalmente ao juntarmos Pelé e Santos, não tenho certeza se ela já estava aberta em 1956, apenas que ela funcionou por mais de 05 décadas, de toda forma, como é uma realidade alternativa, fica valendo. Abraços.

  21. Evandro Furtado
    22 de maio de 2016

    Ups: A trama é bem trabalhada, os personagens bem escritos, há um senso de propósito geral.
    Downs: Em vários momento você meio que atropelou os atos e foi meio difícil identificar quem era quem. Entendo que sejam escolhas de estilo, mas eu evitaria períodos tão longos, cheios de devaneios permeados. Isso confunde um pouco o leitor.
    Off-topic: É um universo paralelo então a Copa poderia, facilmente, ter ocorrido em 57.

    • Pote
      26 de maio de 2016

      Obg pelas dicas. Devidamente anotadas. Sim, a Copa poderia ter sido em 57, mas confesso que foi erro meu mesmo, não sei explicar a confusão, aliás só me dei conta dela, após ser alertado aqui mesmo nos comentários. 🙂

  22. Gustavo Castro Araujo
    21 de maio de 2016

    Ótimo texto, muito bem escrito, com um ar de crônica esportiva. Um conto leve — apesar do desfecho trágico — que brinca muito bem com nossa imaginação. Como teria sido nossa história futebolística sem Pelé. Garrincha teria feito a diferença? Difícil saber. De todo modo, gostei do texto mais pelo que está escrito do que pelo que não está. Tirando o erro já apontado, relativo ao ano de 1957, o restante é uma ótima peça literária. Engraçado, inteligente e curto, como convém a esse tipo de assunto. Parabéns ao autor!

    • Pote
      26 de maio de 2016

      Muito obrigado pelo generoso comentário. Minha intenção nesse espaço é aprender e melhorar.

  23. Davenir Viganon
    17 de maio de 2016

    RHA: Pelé foi assassinado por um corno antes da copa de 1958.
    “Pelé calado é um poeta” disse Romário certa vez, mas morto também não me agrada imaginá-lo. Gostei da premissa, é difícil imaginar como seria o futebol do Brasil sem este homem que virou um mito moderno. Afinal de contas, mesmo quem não gosta, e sequer viu Pelé jogar, facilmente o associa a um grande jogador de futebol. Acho que o problema está na execução da ideia. O tom triste do conto, de alguém que sabe que deu merda grande aconteceu, acabou tirando um pouco a expectativa do que aconteceria no final. Quem sabe se o autor alimentasse um final feliz, o impacto do assassinato fosse maior. Acho uns diálogos a mais fizeram falta. Pelé poderia também ter matado o cara e, uma vez preso, não fosse para a Copa, mas o conto não abre essas possibilidades de finais diferentes. Não sei se me fiz caro… mas ruim o conto não é. A leitura é um pouco arrastada, não sei explicar, nem sugerir um modo melhor. Um abraço!
    Em off: Além do futebol ter sido prejudicado, um número de crianças concebidas nessa realidade foi diminuído bruscamente também, mas nada que o Catra não compensasse futuramente. kkkkk

    • Pote
      17 de maio de 2016

      Valeu pelas dicas a respeito dos diálogos e a idéia de preparar um final feliz antes de dar tudo errado, ótimas sugestões -Em offi ( como vc diz): Romário tem é inveja do Pelé, em 15 anos estará esquecido…rsrsrs

  24. Ricardo de Lohem
    17 de maio de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Eu não tenho interesse por futebol, e a única coisa que me interessaria no Pelé seria ter o dinheiro dele. Isso em si já faz com que seja quase impossível eu gostar desse conto, mesmo que ele fosse muito bom. Pra piorar a coisa, ele não é:história arrastada e insossa, texto confuso e bastante chato. Como nada de interessante estava acontecendo, vi que era um desses contos que se baseiam totalmente na surpresa final para impressionar. Pelé morto? Infelizmente não me interessei, o plot twist falhou comigo. Talvez o fanáticos por futebol e os pelémaníacos gostem. Boa Sorte.

    • Pote
      17 de maio de 2016

      Em sua opinião ou de outros colegas como eu poderia deixar a história menos arrastada e insossa ? Minha intenção nesse espaço é justamente aprender, por isso pergunto.

  25. Fabio Baptista
    16 de maio de 2016

    Não é um conto ruim, mas não gostei. A narrativa, apesar de correta, é feita de um jeito que não me agrada, de um modo meio antigo, não sei explicar muito bem. Também fiquei incomodado com a pontuação e o excesso de trechos entre travessões.

    Talvez tenha sido um golpe de sorte, mas de cara já imaginei que fosse Pelé. A palavra “diamante” até me fez pensar que pudesse ser Leônidas da Silva, mas a data não deixou margem para dúvida, o que tirou um pouco do impacto.

    A trama da traição é bem bolada, mas ficou confusa em algumas partes. Tive que ler o parágrafo da carta umas 3 vezes e não tenho certeza se captei muito bem o que aconteceu ali. Mas, no geral dá pra entender.

    O rapaz (Pelé) se levantar no meio do tiroteio pra levar um balaço no peito ficou um tanto inverossímil.

    E, pra completar o comentário rabugento: a Copa do Mundo foi em 1958.

    Abraço!

    • Pote
      16 de maio de 2016

      Olá, na realidade “normal” a Copa foi mesmo em 58 …. seria uma boa saída, né ? Dizer que a copa no mundo alterado ocorreu em 57, mas na verdade foi falha minha mesmo ! …. A narrativa “meio antiga” não sei o que quer dizer, eu coloquei algumas gírias da época pra dar uma sensação de passado, talvez seja isso …. Quanto aos travessões é vício meu, geralmente quando faço a revisão, elimino muitos, nesse caso não fiz. O mesmo se aplica à pontuação. Concordo quanto ao parágrafo da “carta”. deveria ter separado o retorno do marido em outro parágrafo, teria ficado mais claro. Obrigado pelo comentário.

      • Anorkinda Neide
        17 de maio de 2016

        sabe q eu fiquei olhando pro numero 1957 e pensei, mas as copas nao sao em numeros pares? mas pensei.. sei lá é tao antigo pode ser q era diferente! kkkk

  26. Brian Oliveira Lancaster
    16 de maio de 2016

    LEAO (Leitura, Essência, Adequação, Ortografia)
    L: Detesto futebol, mas o clima cotidiano e simples me cativou como leitor. A atmosfera a lá faroeste se encaixou bem no contexto de traição, apesar de parecer mais um dia a dia no Texas do que no Brasil. A construção, sem grandes rodeios caiu bem e não deixou dúvidas sobre o que estava acontecendo. Talvez, como sugestão, devia separar em itálico as passagens do “menino”, pois elas se misturam às demais cenas e ele quase desaparece, mesmo sendo o personagem principal.
    E: A Rha vai aparecer somente no fim, como já vi num texto por aqui, mas consegue causar o efeito pretendido. Só achei que faltou um maior desenvolvimento nesse sentido, pois a história do Pelé aparece somente no início e no final. O meio ficou sobrando um pouco, apesar de explicar as causas e efeitos.
    A: Mudou a história do futebol, apesar de não ser “mostrado” isso. Tocou de leve a premissa central. Há uma consequência, mas que não foi desenvolvida.
    O: Notei apenas alguns espaços desnecessários (formatação?), mas de restante, apesar de simples, consegue transmitir bem a história sem engasgos.

    • Pote
      17 de maio de 2016

      Obrigado pela dica em relação ao itálico para separar momentos.

  27. Anorkinda Neide
    16 de maio de 2016

    Olá!
    É uma homenagem às avessas.. rsrs tá certo q Pelé é antipático, mas precisava matar o homi? 😛
    O que seria do mundo do futebol sem Pelé? Eu acho que ele foi, bem. ele é o Pelé!! mas o futebol brasileiro continuaria sendo um belo futebol (falando do futebol das antigas, tá?), talvez a Copa de 57 não levaríamos, mas acho que o desastre não teria sido tão grande sem o Pelé.. seria? bem.. essa é a sua versão, ok. Tô contradizendo só pra contrariar.. rsrs
    Vamos ao texto, foi muito rápido!
    Todas as informações carecem de ser melhor trabalhadas, com parágrafos maiores, com detalhamentos, aumentaria demais o texto? sim, mas ae é a hora de perceber o que realmente faz falta ao entendimento do enredo.
    Do jeito que está o leitor perde o fôlego diante de tantas informações por segundo! e acaba não sentindo as emoções dos personagens.
    Mas é por ae, respira e vamos exercitando a escrita!
    Abração!

    • Pote
      18 de maio de 2016

      Olá, obrigado pelo comentário, no próximo conto, levarei em conta (!) suas sugestões, tenho uma séria dificuldade em alongar o texto, rsrsrsr…. se fosse por mim ficaria assim: Delegado matou amante da esposa na Confeitaria Viena, por infelicidade, uma das balas deflagadas errou o algo e atingiu um jovem jogador de futebol. . kkkkkk

      Abraços.

      • Pote
        18 de maio de 2016

        Como assim ?

  28. Olisomar Pires
    15 de maio de 2016

    RHA apresentada: Pelé teria sido morto ainda na adolescência e o futebol brasileiro, prejudicado.

    Tempo da ação: 1956.

    Idioma: Não encontrei erros gritantes.

    Ritmo e Desenvolvimento: O ritmo é bom, talvez a transição entre a apresentação do jogador para a estória de fundo, na verdade, a estória central, tenha sido muito rápida, ou teria sido melhor se o jogador fosse introduzido apenas ao final, não sei. O desenvolvimento é bom, senti falta de mais detalhes sobre Lélio, sua relação com

    Conclusão: O conto é bom, embora simples, utilizar um evento totalmente alheio à vida do jogador para que esta fosse encerrada tem seu valor – poderia ter acontecido ? acho que sim, estamos todos sujeitos a essas aleatoriedades.

  29. Olisomar Pires
    14 de maio de 2016

    Bem escrito em sua simplicidade. É direto e deixa a realidade alternativa sob o critério do leitor.

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Publicado às 14 de maio de 2016 por em Realidade Histórica Alternativa e marcado .