EntreContos

Literatura que desafia.

A Garota na Garrafa (Emerson Braga)

chave lupa preto e branco

Virgínia sentiu o toque suave de uma mão acariciar-lhe a face e acordou atordoada. Era seu aniversário. Não haveria festa, nem presentes ou doces. Seus pais e seu irmãozinho não lhe fariam uma surpresa. Estava sozinha no mundo desde que o Dequinha pusera fogo na vistosa e colorida lona do Gran Circus Norte-Americano.

Pensou em chorar, mas sentiu preguiça de esconder-se no armário de vassouras. Apenas suspirou, como se apagasse 13 velas em um bolo imaginário, e continuou a história que há dias desenhava em sua imaginação. Desfez o laço em seu cabelo, escondeu a delicada fita vermelha na fronha e pensou:

― Em que parte parei mesmo? Ah! Paloma conseguiu botar Galalau pra dormir lançando um antigo feitiço que tinha aprendido com as patronas do Conciliábulo de Dea. Do lado de fora, Artemísia aguardava um sinal para liberar os vermes de fogo, foi aí que… ― fantasiava Virgínia enquanto se aprontava para sair.

Da porta do dormitório, dona Sereia, em uma pantomima exagerada, pediu que Virgínia fizesse silêncio e permanecesse onde estava.

Cozinheira do orfanato, dona Sereia em nada lembrava a formosura da criatura mítica que lhe emprestava o nome. Excessivamente magra, de ombros largos e de mãos enormes, tinha olhos saltados e voz de contralto. Era carinhosa com todas as meninas do abrigo, mas nutria um sentimento especial pela órfã do incêndio ― como as madres chamavam Vírginia ―, talvez pela forte impressão que a história da garota causou-lhe desde que, aos oito anos, chegara ao orfanato.

― Não deixe que as outras acordem. Fale baixinho. ― advertiu dona Sereia, agarrando com força algo que trazia no bolso de seu avental.

― O que há? Parece doida! ― disse Virgínia, brincalhona.

― Por que não me disse, meu bem, que hoje você completa ano? Eu poderia ter feito um bolo secreto, decorado esse quarto com recortes de revistas velhas…

― Como você sabe disso?  ― perguntou a menina, desconfiada ― Irmã Engrácia não permite que digamos o dia de nosso aniversário. Para ela, todas nós nascemos quando chegamos aqui…

― Eu sei, eu sei! A mão-de-vaca gosta de fazer economia, principalmente em dias felizes ― queixou-se Sereia e, logo em seguida, mudou de assunto. ― Que estranho. Você veio ao mundo em um dia feito da sobra das horas de quatro anos… 29 de fevereiro.

― Tia, você tem cada uma. Eu nunca havia pensado desse jeito… ― admirou-se a pequena.

― Eu nem sempre fui cozinheira, sabia? Um dia, quem sabe, eu conte minha história pra você… ― disse a mulher como se a lembrança do próprio passado lhe parecesse um inconveniente.

― Estarei aqui quando você quiser contá-la, Ariel ― brincou Virgínia, enquanto tirava os cabelos do rosto de Sereia.

― Eu sei. Eu sei, meu rouxinol.

― E o que você tem aí?

― Ah! Peguei a correspondência hoje cedo e vi que tinha um pacote com seu nome nele. Como não tem selo ou carimbo postal, deve ter sido deixado na caixa do correio pessoalmente. Escreveram assim na embalagem: “Para Virgínia Dumas. Feliz aniversário, garota na garrafa”. O que isso quer dizer?

Virgínia deu um pulo, incomodada, e caminhou pelo quarto como se procurasse uma resposta. Mesmo sem saber como, tentou explicar:

― Era algo que eu dizia quando pequena, que eu queria entrar em uma garrafa e ser jogada ao mar. A pessoa que enviou isso pra mim… Ela escreveu seu nome em algum lugar?

― Sim. Espera aí…

Dona Sereia tirou o pacote em formato de cubo de dentro do bolso do avental e leu, apertando seus grandes olhos:

― Ela se chama Astra.

― ASTRA?! ― saltou Virgínia ― Isso é impossível! ― afirmou, diminuindo o tom da voz para não acordar suas amigas.

― E por que é impossível? Uma garota não pode ter uma amiga do lado de fora desses muros?

Meio temerosa, Virgínia sentou-se ao lado da cozinheira e tomou daquelas mãos excitadas seu primeiro presente de aniversário em muitos anos. Olhou para o pacote como se temesse abri-lo e confessou:

― Astra não existe. Eu a inventei. Era uma amiga imaginária com quem eu brincava. Apenas ela conhecia meu desejo maluco de viajar em uma garrafa. Eu parei de vê-la no dia em que minha família…

― Você gostava dela? Dessa menina que morava em sua cabeça e em seu coração? ― interrompeu dona Sereia. Não queria que a menina tivesse pensamentos tristes.

― Sim ― respondeu Virgínia com ternura. ― Ela era a melhor amiga que uma garota poderia desejar. Escalava árvores e pulava muros como apenas uma menina de coragem sabe fazer.

― Então não seja mal-agradecida ― disse Sereia com um sorriso ― Só não deixe as beatas descobrirem que você recebe correspondência de pessoas que não existem. Podem querer realizar um exorcismo. Bem, preciso voltar pras minhas panelas antes que a general Inquisição me pegue aqui. Feliz aniversário, bem-te-vi.

Depois da saída de sua amiga mais velha, Virgínia certificou-se de que todas ainda dormiam e desfez sem ruído o pobre embrulho feito de barbante e papel madeira.

― Mas onde está a fechadura? ― surpreendeu-se enquanto tentava abrir seu presente.

Ao apertar duas saliências nas laterais da caixa que ganhara, Virgínia ouviu um ruído de mola e a tampa se abriu. Dentro do pobre bauzinho não havia bombons, tesouros, nem música. Apenas um pedacinho amarelo de papel e uma chave com haste redonda de vidro, como uma lupa.

― Será uma carta? Mas diria tão pouco… ― duvidou Virgínia.

Escrita de caneta vermelha, com delicada caligrafia feminina, lia-se a seguinte frase: “Sua surpresa está do lado de fora, onde ninguém olha”.

― Do lado de fora, onde ninguém olha… Do lado de fora, onde ninguém olha ― releu intrigada, como se a repetição das palavras fosse capaz de conduzi-la ao descortinar do mistério que se principiava.

― Teodora, não faça isso! ― assustou-se Virgínia com a garota que havia dado uma pirueta sobre sua cama.

A mais nova e esfuziante órfã da Casa de Acolhimento Santa Piedade era conhecida por sua arteirice e curiosidade. Com seus olhos pidões e nariz caudaloso, Teodora esfregou o braço sobre o arco do cupido perguntou de maneira musical:

― Vivi, o que você tem aí?

― Não é nada, lagartixa. É bobagem ― respondeu Virgínia após esconder a caixa e seu conteúdo sob a cama. ― Vamos. É melhor nos apressarmos antes que as irmãs comecem a dizer que meninas preguiçosas não vão para o Céu.

 

A Casa de Acolhimento Santa Piedade ficava na Região Oceânica de Niterói e tinha visão privilegiada da serra da Tiririca. Fora construída graças ao sonho de uma monja, chamada Irmã Celestina, que havia partido da Bahia para o Rio de Janeiro, movida por uma revelação. A freira acreditava-se a última das Clarissas  ― ordem religiosa que havia fundado o convento de Santa Clara do Desterro, em Salvador, ainda no século XVII ― e afirmava ter visões nas quais Madre Vitória da Encarnação ordenava-lhe construir um orfanato feminino na terra da cobra-papagaio. Alguns historiadores sugerem que Irmã Celestina, na verdade, era uma louca que havia fugido de um hospício baiano administrado pela igreja católica. Nunca se soube ao certo se suas visões eram resultado de elevação espiritual ou perturbações mentais. Mas a santidade a ela atribuída serviu de pedra angular para a construção do orfanato no qual era venerada como uma mártir. Diferente das outras meninas, Virgínia gostava de acreditar na história da louca, e não na da virtuosa.

Apesar de o abrigo destinar-se a cuidar de crianças, sua rotina assemelhava-se a de um quartel. As irmãs eram extremamente rigorosas com os horários de estudos, orações, exercícios, refeições e recolhimento.

Calçadas com sapatinhos carinha-de-bebê e meias soquete, as meninas vestiam jardineiras azuis de brim e trajavam numeradas blusinhas brancas de botão. Também tinham o mesmo corte de cabelo e seguiam determinado padrão de comportamento. Acessórios, adornos e adereços eram proibidos. Até mesmo as brincadeiras e canções que estivessem fora dos cânones de conduta da instituição não eram bem-vindas.

 

Virgínia sentou-se para o café da manhã às 06:15. Após irmã Engrácia anunciar o cronograma do dia, todas as internas sentaram para comer o mingau de aveia, que àquela altura já havia esfriado. As mãos iam do prato às bocas mecanicamente, feito ordem-unida. Como as conversas eram proibidas durante as refeições, as meninas distraíam-se enquanto faziam caretas ou reviravam os olhos. Muito raramente cochichavam.

Concentrada na janela que dava para os fundos da casa de acolhimento, Virgínia ressoava em sua cabeça as palavras que ganhara de presente: Sua surpresa está do lado de fora, onde ninguém olha. Esfregando a chave que havia trazido no bolso de seu uniforme, a órfã cerrou os lábios e balbuciou para si mesma:

― Alguém sabe sobre Astra e resolveu brincar comigo… Mas, quem? Um parente? Um amigo de minha família? Por que não se apresentam e me tiram logo daqui?

― Vivi, você tá falando sozinha ― sussurrou Marilac, garota sensível e rechonchuda que também dividia o dormitório com a órfã do incêndio.

― Tô inventando uma história… ― justificou Virgínia, sob o olhar inquisidor de uma das madres.

 

Após o catecismo, as meninas se deslocaram para o pátio, onde podiam desfrutar do ar fresco e de um pouco de liberdade, apesar dos jogos enfadonhos organizados pelas irmãs. Antes que a primeira partida de “alcance a cruz” tivesse início, Virgínia pediu a uma das freiras para ir ao banheiro, com a desculpa de que o mingau não havia lhe caído bem.

Feito um felino, a menina esgueirou-se pelos corredores do orfanato e deslizou sorrateira por detrás de colunas e imagens. Não era mais uma órfã. Era uma agente secreta, em operação confidencial num país exótico. Depois de aplicados alguns truques de camuflagem e de ter contado um pouco com a sorte, conseguiu chegar ao grande matagal que tomava os fundos da casa de caridade.

― Lá atrás o muro é mais baixo. Preciso fugir por ali… ― convenceu-se Virgínia antes de se embrenhar entre os arbustos selvagens.

Depois de muito lutar com a vegetação espessa, a pequena aventureira finalmente chegou ao muro que separava o orfanato do mundo exterior. Com a mão apoiada na parede coberta de musgo, procurou por algum buraco ou falha que facilitasse sua escalada. Porém, antes que tivesse a oportunidade de vencer a fronteira que a separava das ruas e avenidas de Niterói, Virgínia deparou-se com uma porta que, de tão pequena, mal alcançava sua cintura. Tentou olhar através das falhas na madeira, e nada viu. Forçou a portinhola com o pé, mas ― apesar de seu aspecto gasto e envelhecido ― a danada era resistente e pouco cedeu. Temendo que as irmãs dessem por sua falta, Virgínia olhou para as janelas do prédio em que vivia e suspirou. Todavia, antes que desistisse, o assovio do vento entre as frestas da porta fez com que a menina tivesse um lampejo.

― A chave! ― exclamou, enfiando a mão no bolso.

O estalo da fechadura ao destravar-se fez com que os cachinhos castanhos de Virgínia estremecessem. Eufórica, teve acesso à passagem que deveria levá-la à rua. Porém, ao invés da cidade em movimento, a porta escondia escuridão tão profunda quanto um poço aberto na terra. Como aquilo podia ser possível? De um lado, o mais iluminado dos dias. Do outro, a mais severa das noites. Receosa, Virgínia aproximou seu rosto da abertura e sentiu o frio que lá de dentro emanava. Com a voz trêmula, criou coragem e gritou:

― Olá!

Sua própria voz ecoou algumas vezes e depois tudo voltou a ser silêncio. Sem coragem de enfrentar as trevas que a convidavam para a aventura, novamente fechou a porta e ganhou o matagal. Devia retornar ao pátio antes que se iniciasse a aula de corte e costura.

― O que você faz aqui, nº 11?! ― quis saber irmã Carmélia, arrastando Virgínia pelo braço para fora da farta vegetação daninha.

― Eu vi um coelho branco e resolvi segui-lo. Tive medo de que ele destruísse nossa horta… ― mentiu para escapar da inevitável punição.

― Sério?! ― duvidou a freira. ― Então depois que sair de seu castigo me diga como está o tempo no País das Maravilhas, Alice!

 

Sem direito ao almoço e nem ao lanche da tarde, sozinha no dormitório, Virgínia pôde analisar a chave, o bilhete e a caixa com mais tranquilidade.

― Sua surpresa está do lado de fora, onde ninguém olha ― repetiu, sem saber se havia seguido corretamente as instruções. ― Onde ninguém olha, onde ninguém olha… ― falou para si mesma enquanto analisava a caixinha por todos os ângulos. De repente, percebeu que havia uns pontinhos salientes sob o veludo que revestia o fundo do objeto. Com as unhas, puxou o tecido e descobriu entalhada na madeira uma inscrição minúscula, que apenas conseguiu ler com o auxílio da pequena lente de aumento presa à chave:

Encontraste a porta que assovia

Mas teus olhos não enxergarão

Uma estrela iluminará a via

Que segue através da escuridão

― Mas isso é incrível! ― admirou-se. ― Esta quadrinha fala do que fiz hoje pela manhã… Mas, onde conseguirei uma estrela que me guie por aquela passagem sombria? Devo arranjar uma lanterna? E esses pontinhos? O que querem dizer? Nada disso faz sentido… ― queixou-se antes de esconder a caixa sob a cama, logo que suas amigas entraram no dormitório aos pinotes, ávidas por saber aonde ela havia andado durante o intervalo.

Naquela noite, Virgínia mal conseguiu dormir, concentrada naqueles versinhos. Não teria coragem de aventurar-se sem a ajuda da estrela citada no poema. Quando pegou no sono, sonhou com Astra.

No dia seguinte, uma fofoca correu todos os quartos do orfanato e ganhou status de grande acontecimento. Há três meses, uma das meninas havia sido adotada por um casal de estrangeiros, o que deixou uma cama vazia na casa que abrigava exatas 36 internas… Ao menos até aquele dia em que a novata chegou.

― Quero que vocês conheçam Estela, a nova alminha que salvaremos. ― disse Irmã Engrácia, antes que o almoço fosse servido. ― Diferente de vocês, Estela nasceu sem a luz dos olhos. Não enxerga. Precisará do auxílio e da caridade de cada uma aqui. Deus sempre é mais generoso com aqueles que ajudam os mais necessitados. Irmã Leocádia lhe mostrará um lugar para sentar, menina. Seja bem-vinda.

Enquanto todas comiam em silêncio e procuravam com os olhos a garota que não podia ver, Virgínia sentia seu coração explodir dentro do peito. Havia encontrado sua estrela mais rápido do que esperava.

― Estela ― pensou Virgínia, maravilhada, como se segurasse o fio que a conduziria à trama fantástica que se insinuava ― Obrigada pelas lições de latim, papai.

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35 comentários em “A Garota na Garrafa (Emerson Braga)

  1. Irismenia
    4 de abril de 2016

    Ai, quero o final!

  2. Emerson Braga
    3 de abril de 2016

    Meu muito obrigado aos colegas que comentaram meu conto. E, para os que ficaram frustrados pelo final propositadamente decepcionante, vale um aviso: Estou envolvido em outro projeto, mas, assim que concluí-lo, pretendo desenvolver A Garota na Garrafa. O que vocês leram, na verdade, trata-se do rascunho do primeiro capítulo de uma obra que eu só levaria adiante se tocasse pessoas que dela se agradassem sem que me conhecessem. Objetivo atingido! Portanto, esperem ouvir falar mais sobre Virgínia, Estela, Astra e dona Sereia. Abraços!

  3. Munike
    3 de abril de 2016

    Preciso do final. Estou pensando mil coisas amigos…parabéns, mexeu comigo.

  4. Pedro Luna
    2 de abril de 2016

    Olha, o conto é bem escrito, gostei da menção ao circo no início e ao filho da puta Dequinha, mas a história não ficou bacana. Digo porque parece mais uma introdução. Você lança mistérios demais e no fim não os resolve. Foi frustrante descobrir quem seria a garota no final e não poder acompanhar o desenrolar… ficou no ar.

    A impressão que passou é que o limite foi seu inimigo, ou os parágrafos foram distribuídos dessa forma de propósito, para alcançar esse final. Um final que não um final. Por isso achei a trama promissora, mas incompleta.

  5. Piscies
    1 de abril de 2016

    Ué.. acabou? Cadê o resto? EU QUERO O RESTO!

    Poxa vida, a história é tão boa e….inocente! E… divertida. Ela tem lá os seus clichês básicos, mas algo nela (talvez o fato dela se passar tão próximo de onde eu moro, NIterói… ou o fato de que faz muito tempo que não leio ou assisto uma história assim) me fisgou. Gostei de virgínia e da sua inocência, e gostei do mistério de Astra e a carta. Infelizmente… o conto acabou sem um fim!!

    A escrita é muito boa. Tem o quê de fábula infantil, mas isso também faz parte da fantasia. É engraçado como que, quando crianças, gostamos de ler estas histórias por nos transportarem para novos mundos e atiçarem a nossa imaginação e, quando adultos, gostamos de ler estas histórias por nos fazerem nos lembrar de quando éramos crianças!

    Um conto divertido, muito bem moldado e escrito, e que deixou um gosto agridoce de “cadê o meu final”.

    Boa sorte!

  6. Wilson Barros Júnior
    1 de abril de 2016

    Gostei do nome da personagem principal, você tem bom gosto para escolher nomes (haha…). O conto começa muito bem, misterioso. E bem original, principalmente se comparado com os outros do certame. A fantasia aqui revela-se sob forma de uma fábula, irreal e fantasmagórica. O clima certamente foi obtido, parabéns

  7. Gustavo Aquino Dos Reis
    30 de março de 2016

    Um conto polidamente bem escrito. É uma leitura leve, cadenciada por personagens fáceis de se afeiçoar. Em termos técnica, condução e gramática, o trabalho brincou de ser bom.

    Porém – e isso, autor(a), saliento que seja minha humilde opinião – a trama não me cativou. Achei que o conto iria enveredar por um caminho, mas ele acabou indo para outro. A fantasia está presente, claro que está, mas ela vem em doses homeopáticas e isso acabou fazendo com que o conto perdesse fôlego.

    No mais, é um trabalho excelente. De excepcional escrita.

    Parabéns.

    Boa sorte no desafio.

  8. Gustavo Castro Araujo
    30 de março de 2016

    Rapaz, isso é sacanagem, rs Para mim, este vinha sendo o melhor conto do desafio até aqui. Escrito de forma bela, sensível e sem resvalar em sentimentalismos, o conto me cativou de maneira que eu simplesmente apaguei para todo o resto. Pude imaginar as cenas, o cheiro de madeira do orfanato, os olhares severos das irmãs, sentir a angústia e a ansiedade de Virgínia, seu apego à chave e tudo o que ela representava – a fuga, uma vida melhor, esperança, um reencontro… O texto me absorveu de verdade e, ao acabar, juro, fiquei rolando a barra lateral na esperança de encontrar o resto… Cadê o fim desse texto, pô?

    Virgínia tem a chave e tem Estela, que é cega. Naturalmente há uma continuação aí, mas ao que parece o autor não conseguiria encaixá-la sem estourar o limite de 4 mil palavras. Como resultado, cortou o texto abruptamente. É a impressão que tenho. Não dá para dizer que se trata de um final aberto, porque é evidente que há muito mais a ser contado. A impressão que me dá é que o autor resolveu experimentar, saber o que os leitores acham desse prólogo, ou desse primeiro capítulo.

    Nesse aspecto, por melhor que seja o texto, a falta de um arremate à altura impede uma avaliação melhor.

    Nota: 7,5

  9. Wender Lemes
    28 de março de 2016

    Olá, Lunna. Seu conto foi minha primeira leitura nesta fase final. Parabéns pela criatividade.

    Observações: sua técnica é muito boa, principalmente no que trata do desenvolvimento de personagens. Conseguiu manter a inocência das crianças sem cair no clichê. Nota-se um humor bem sutil, visto que a intenção não é o riso, mas a sensibilidade. Neste aspecto, sim, há um trabalho muito maior, pois o trajeto de Virgínia e do orfanato em si já nos induz à afeição. Não há o que questionar quanto à adequação ao tema.

    Destaques: a capacidade de inspirar o leitor a gostar das personagens é um ponto forte, bem como o é a criatividade e a simpatia inerentes da protagonista.

    Sugestões de melhoria: a falta de final deste conto abre espaço para o desenvolvimento da trama. Não notei erros de ortografia, nem inconsistências nas ideias que trabalhou até aqui, então a única sugestão que posso oferecer seria mesmo a continuação, explorando a “Nárnia” atrás do matagal.

    Parabéns e boa sorte no desafio!

  10. phillipklem
    25 de março de 2016

    NÃO ACREDITO QUE VOCÊ TERMINOU ASSIM!!!
    É sério, por que você terminou essa maravilhosa história desse jeito? Agora eu nunca vou saber o que tinha atrás daquela porta, no meio da escuridão. Eu preciiiiiiso saber.
    À medida que eu ia lendo eu pensava “Caramba! esse é o melhor conto que eu já li nesse desafio”, mas aí, acabou.
    Existe uma diferença entre deixar o final em aberto e terminar no meio da história. Infelizmente a opção que você escolheu foi a última. O que é uma pena, pois você tinha potencial para ganhar o desafio (e talvez ainda ganhe, apesar de tudo).
    Ei, talvez eu também dê a nota pela metade, o que acha? hahaha. Brincadeirinha.
    Sua escrita é fascinante. Eu li e li e li e nem vi o tempo passar. Não queria que tivesse acabado. Quase joguei o computador no chão só pra ver se achava o resto das palavras.
    Nunca vou te perdoar por isso. NUNCA! (A não ser que você me envie o final da história, aí eu sou capaz de te perdoar, hihihii)
    Sua construção de personagens é muito boa. Senti vontade de abraçar a dona Sereia e todas as meninas. Você é um ótimo escritor.
    Meus parabéns autor, você conseguiu o que todo autor sonha em conseguir. Deixou um leitor louco pelo final da história. Isso, sozinho, já é uma vitória. Boa sorte.

  11. Pedro Teixeira
    25 de março de 2016

    Olá, autor(a)! Um conto bacana, bem escrito, com personagens convincentes e trama interessante. Pena que o fim tenha sido tão abrupto, ficou parecendo mais um capítulo de uma estória maior do que um conto. Ainda assim foi uma leitura muito divertida, e o texto é de muita qualidade. Parabéns pela participação!

  12. Anorkinda Neide
    25 de março de 2016

    Muito fofa!!!!!!!
    Sabe, eu tb passei quase todos os anos da minha vida com historias sendo criadas na cabeça, e nao falava em voz alta…rsrs mas ficava criando uma após outra!
    Senti um Mundo de Sofia aqui, com as cartas e os mistérios. Amei a chegada da Estrela!(aliás, foi meu nick por muito tempo).
    Este foi um dos contos que eu achei que não teve final… pede continuação…
    até pq quero saber muito mais dessas meninas!! hehe
    .
    Parabens pelo conto, mereceu a classificação!
    Abraço

  13. Catarina Cunha
    23 de março de 2016

    A referência no COMEÇO à tragédia do circo em Niterói despertou interesse imediato. A sugestão da VIAGEM é super envolvente e o FLUXO tão azeitado que quando percebi tinha acabado. Como você ainda tinha espaço para continuar concluo que esse FINAL foi sacanagem comigo. Pelo sadismo desmedido perdeu um ponto. 9

  14. Renan Bernardo
    23 de março de 2016

    Bom conto com uma história original e uma narrativa bem estruturada. Bom vocabulário e bom desenvolvimento de personagem. No geral, não me empolguei tanto, mas legal da mesma forma.

    Nota: 7,5

  15. Simoni Dário
    23 de março de 2016

    Olá Lunna
    Virgínia é uma personagem interessante, mas acho que não a captei corretamente. O universo da menina é rico no texto, fiquei em dúvida sobre o que realmente se passa no conto. Pareceu-me algumas vezes que ela era uma bruxinha por causa da referência ao armário de vassouras no começo, da descrição de Sereia, do número 11, do décimo terceiro aniversário, características de um universo que entendi como das bruxas, só que instalada num convento, ou talvez não fosse um convento, apenas um disfarce. Enfim, o nome da moça, Virgínia, remete à virgem e a idade da menina mostra que está entrando na adolescência e tem um mundo lá fora, a princípio escuridão total a ser desbravado…mistério!
    Gostei da narrativa ainda que desejasse uma audiência com o autor para maiores esclarecimentos…são tantas dúvidas. Não posso dizer que a leitura fluiu, voltei ao texto algumas vezes e ainda acho que ficou alguma coisa a entender, mas você trabalhou bem a minha curiosidade assim como a de Virgínia, então criou um bom mistério que rendeu um bom enredo. Parabéns!
    Bom desafio!

  16. Rubem Cabral
    21 de março de 2016

    Olá, Lunna.

    Gostei da ambientação, dos detalhes da vida no orfanato e da Virgínia também. O incêndio a que o texto se refere é o famoso caso de 1961, não?

    O final, contudo, me deixou meio chateado, pois o conto termina sendo um típico caso de “introdução a algo maior”; preferiria que houvesse uma aventura de verdade, com Astra, Virgínia e Estela juntas ao explorar algum reino mágico.

    Nota: 7.

  17. André Lima dos Santos
    20 de março de 2016

    Só pra complementar: o climão da história me lembrou muito O Labirinto do Fauno, um dos meus filmes preferidos! Talvez por isso eu esperasse algo mais fantástico.

  18. André Lima dos Santos
    20 de março de 2016

    Bom conto, clima muito legal, me prendeu totalmente! Fiquei torcendo pelo final. Confesso que esperava uma resolução mais fantasiosa, haha, mas não me decepcionei.
    Muito bem escrito, elementos da narrativa muito bem definidos… Certamente um dos meus contos favoritos desse desafio.

    Você escreve muito bem, hein!

    Boa sorte!

  19. Laís Helena
    20 de março de 2016

    Narrativa (1/2)
    Não notei nenhum problema na revisão, mas senti que faltou algo na sua narrativa que a tornasse mais envolvente. Além disso, você interrompeu a história para dar uma explicação bem longa sobre o orfanato, sendo que as informações dadas no final não tiveram importância para a história.

    Enredo (0,5/2)
    No início a história me pareceu interessante: um orfanato e um mistério envolvendo uma chave. Mas o final chegou e fiquei com a sensação de que a história ficou inacabada, que seu único propósito era revelar a que (ou, no caso, a quem) se referia a estrela mencionada no poema. Gosto de finais em aberto, mas senti que o seu conto terminou me deixando com mais perguntas que respostas. Por exemplo, quem é a pessoa por trás de Astra (ou seria a própria Astra, já que é uma história de fantasia)? O que há atrás daquela porta? O que Virgínia poderia querer lá? São tantas coisas que no início pareciam ter importância, mas no final foram deixadas de lado.

    Personagens (1/2)
    Como só há uma personagem realmente importante, acredito que em um conto de 4 mil palavras ela poderia ter sido melhor desenvolvida. Como ela se sente por ter perdido os pais, sobrevivido a um incêndio? Não se sente presa pela rotina rígida do orfanato (o que poderia justificar sua busca por aventuras)? São detalhes que, se apresentados com cuidado, poderiam ter tornado a personagem bem mais interessante.

    Caracterização (1/2)
    Achei que aquele trecho em que você conta a história e a rotina do orfanato prejudicou um pouco a caracterização do ambiente. Nós não sentimos a rigidez, ou a possível tristeza das outras crianças por sua condição.

    Criatividade (1/2)
    Como já mencionei, achei interessante misturar a ideia de um orfanato com mistérios em torno de uma chave e um enigma e um pouco de fantasia. Pena que acabou não funcionando para mim.

    Total: 4,5

  20. Rodrigues
    20 de março de 2016

    Gostei do conto, mas o final me deixou uma sensação de que está incompleto, de que falta terminar a trama, dar uma conclusão. Isso fica em aberto, surgem várias possibilidades, mas, apesar disso, eu gostei muito da metáfora final, então esse escritor me deu um nó. A narrativa não brilha muito – pelo menos nas partes mais explicativas – o legal, nesse texto, é a criação desse orfanato e da garotinha do incêndio – ou da garrafa, da amiga imaginária, dona Sereia e outros personagens, da carta, e tudo isso com uma história interessante como pano de fundo, dessa ambiguidade entre a loucura e a crença religiosa da fundadora da instituição, algo que poderia ter sido melhor aproveitado nos diálogos e nas descrições do local – eu cheguei a pensar que a garotinha – ao fim – seria levada a um sanatório.

  21. Claudia Roberta Angst
    19 de março de 2016

    – Gostei do clima de fantasia misturado ao suspense.
    – O tema Fantasia foi abordado, sem dúvida, embora de forma mais sútil.
    – Não encontrei grandes deslizes na revisão.
    – O final em aberto não me incomodou. Claro que dá margem à continuação, se for o caso.
    Boa sorte! 🙂

  22. Fabio Baptista
    19 de março de 2016

    Gostei bastante da escrita – é suave, dá ao texto um ar agradável de conto de fadas.
    O mote também me fisgou no início, lembrou aquele lance da caixa no filme da Amélie Poulain.

    As descrições do orfanato são bem competentes, a menina e a freira são carismáticas e a ambientação ficou bem legal.

    A especificação da localização do orfanato e a história de sua construção foi desnecessária a meu ver… não vi relevância disso para a trama.

    Infelizmente o final decepciona muito, porque mostrou que não estávamos lendo um conto, mas um prólogo. E o lance do nome não me convenceu muito, não gerou impacto suficiente.

    – toque suave de uma mão
    >>> cacofonia, logo no cartão de visitas do conto

    – há dias desenhava em sua imaginação
    >>> falando igual aquele meme da internet: você poderia substituir esse “em sua” por “na”. O mesmo ocorre em vários outros lugares.

    – dona Sereia em nada lembrava a formosura da criatura mítica que lhe emprestava o nome
    >>> frase muito boa!

    – pantomina / contralto
    >>> pausa para o dicionário…

    – ― Não deixe que as outras acordem. Fale baixinho. ― advertiu dona Sereia
    >>> Não colocaria esse ponto final depois de “baixinho”

    – Teodora esfregou o braço sobre o arco do cupido perguntou
    >>> faltou um “e”

    – A Casa de Acolhimento Santa Piedade ficava na Região Oceânica de Niterói
    >>> Nada contra Niterói, mas achei que quebrou um pouco o clima isso aqui. Ficaria melhor deixar a localização exata por conta da imaginação do leitor.

    – como uma mártir
    >>> tiraria esse “uma”

    – ganhou status de grande acontecimento
    >>> trocaria “status” por “ares”

    NOTA: 7

  23. Bernardo Stamato
    18 de março de 2016

    Não compreendi a necessidade de especificar a cidade onde o orfanato se estabelece, se não especificasse, o conto se tornaria mais “universal”, mais “associável” pra leitores de qualquer região.

    O conto é confuso, o que é bom. Aparentemente, a proposta foi levar mais questões em vez de responder qualquer coisa. É etéreo e trágico, só senti falta de mais conteúdo para conhecer melhor esse orfanato e saber até que ponto ele é fantástico ou se tudo gira em torno de Virgínia.

    Nota 7.

  24. Daniel Martins
    18 de março de 2016

    Um bom conto com influência óbvia de “Alice no país das maravilhas” (notei antes da citação) que investe
    na fantasia infantil. Um sonho de um lugar melhor. Encontrei algumas pequenas falhas que relevei
    em virtude da boa história, mas acabei não gostando do final em aberto. queria uma conclusão.
    7,0

  25. Leonardo Jardim
    18 de março de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 História (⭐⭐▫▫▫): poxa, tô triste. A história estava muito boa e havia me prendido completamente. Estava estranhando o excesso de informações, pois poderiam faltar palavras para o desfecho. E a decepção foi enorme qdo o conto simplesmente terminou antes de começar. É um ótimo prólogo de uma história, mas não é um conto, pois deixa muitas pontas (quase todas, na verdade) abertas.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫): muito boa. Conta com facilidade, encontrei alguns erros bobos de revisão, mas nem anotei. Gostei bastante da singeleza da narrativa e de algumas metáforas criadas.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): senti algumas semelhanças com Hary Potter e até mesmo Alice, citada no texto. Mas é um conto original no seu formato, ainda assim.

    🎯 Tema (⭐▫): existe um relance de fantasia, mas ela não chega a se concretizar.

    🎭 Impacto (⭐▫▫▫▫): o final abrupto, sem entregar nenhuma resposta, foi muito frustrante. Ficou parecendo final de capítulo de novela, com um gancho para nos fazer sentir obrigados a ver o próximo capítulo.

    Se ainda não escreveu, por favor, autor, termine essa história e publique na área off.

  26. ram9000
    17 de março de 2016

    História criativa e bem escrita. Alterna a narrativa muito bem entre ação e narração. Diálogos e situações interessantes e divertidos. A personagem principal é cativante. Gostei também do final que encerra deixando uma porta aberta ao imaginário.

  27. vitormcleite
    16 de março de 2016

    Este texto não me agarrou, principalmente quando contas a parte histórica da casa de acolhimento. Talvez este texto precise de mais espaço para desenvolveres a trama de um modo mais ligado, eliminando os cortes que apresentas. Desculpa.

  28. Carlucci Sampayo
    15 de março de 2016

    Lindo conto! Muito recheado de elementos de fantasia, de maneira doce e rítmica, conforme o enredo vai se desenrolando. A beleza das frases, os nomes e a significação oculta em tudo, desde a menção de um circo, de mágica e de amigos inusitados; a alma doce e poética da menina Virgínia se desdobra em busca de magia e motivos. A semelhança com a obra de Lewis Carrol é bem feliz, pois o autor consegue inovar em alguns elementos e assim o universo da pequena órfã é desbravado pouco a pouco. O enredo é bem construído, a parte histórica do Orfanato, o amor e a gentileza da dona Sereia, os doces apelidos que a menina recebe, poesia em frases e tudo o mais que compõe o conto tem unicidade e sonoridade de fantasia bonita e pura. Merece continuação e o desenvolvimento certamente seria muito interessante, fazendo com que a fantasia galgue mais passos em direção ao imaginário fantástico de Virgínia. Excelente! Nota 10.

  29. Eduardo Velázquez
    14 de março de 2016

    Bom texto. Boa descrição. Tem uma linguagem simples, o que não é um problema. Achei a história bastante interessante, mas ficaram muitas perguntas sem resposta e o final muito aberto. Parece mais o capítulo de um livro do que um conto. Nota: 7.

  30. Thomás Bertozzi
    13 de março de 2016

    Ó. Esqueci a nota: 8,5

  31. Thomás Bertozzi
    13 de março de 2016

    Muito bom. Não é um tema tão original, mas foi bem escrito. História envolvente. Portas e chaves secretas funcionam bem. Boa sorte!

  32. Davenir Viganon
    11 de março de 2016

    Olá Lunna
    A história é muito bonita, me agradou bastante, tem uma pegada de “A Invenção de Hugo Cabret” pelo protagonista órfão com uma visão fantástica de um mundo realista e triste. Entendi que a Fantasia estava apenas na cabeça da menina e eu
    estava esperando o impossível entrar em cena como em “Matilda” (desculpe citar apenas filmes, pois não leio muita Fantasia) e isso me decepcionou um pouco.
    Esse tênue limite entre a Fantasia e o real, que nos deixa na dúvida é algo que Joseph Conrad fazia muito bem. Assim como ele, teu conto deixou a mesma sensação e isso me fez gostar do conto. A explicação fantasiosa e a realista explicam igualmente, mas a primeira não dá as caras explicitamente e isso não me permite classificar o conto como Fantasia. Apesar da longa justificativa não acarretou em um desconto significativo na nota.
    O que mais pesou foi a escrita que fluiu bem e contribuiu para que a história fosse envolvente e a Virginia, uma personagem muito carismática e que faz torcesse por ela. Esta personagem é o que eu mais gostei do conto. Obrigado por ter me apresentado a ela.
    Parabéns e boa sorte no desafio!

  33. JULIANA CALAFANGE
    9 de março de 2016

    Conto adorável, leitura leve, dá a impressão q o autor tem bastante experiência em escrever fantasia infantojuvenil. A história vai tomando forma de maneira muito natural e engenhosa ao mesmo tempo, dá vontade de continuar lendo, lendo, e ver o que vai acontecer em seguida, muito bom. Por isso mesmo deixa o leitor com gostinho de quero mais. Vc não teve tempo de terminar, pq o prazo era curto, ou esse final abrupto foi intencional? Eu sinceramente preferia q vc tivesse ido além. Parabéns!

  34. Evandro Furtado
    7 de março de 2016

    É, deu pra pensar em Labirinto e em David Bowie. E naquele filme, Jardim Secreto, que passava na sessão da tarde. Dá pra ficar citando coisas do tipo a tarde inteira, mas não temos todo esse tempo, não é mesmo. Confesso que a entrada triunfal de Estela deu aquela pequena ardência nos olhos – claro que estar ouvindo Alexandre Desplat não contribuiu para que eu evitasse isso. Mas é de se dizer que é uma boa história. Talvez um pouquinho mais de profundidade pudesse ser dada no final, mas é, sim, uma boa história.

  35. Brian Oliveira Lancaster
    7 de março de 2016

    OGRO (Objetivo, Gosto, Realização, Ortografia)
    O: O início até o desenvolvimento remete ao cotidiano comum de um orfanato. A atmosfera ganha força com a chegada da caixa e do enigma. É uma fantasia com pé na realidade; passou raspando no tema, mas a parte final salvou. – 7
    G: Um texto bem singelo em sua concepção. Agrada pelo tom infantil e “aventuresco”. Apesar de o final ser aberto, o que não curti muito, traz bastante emoção. A referência à Alice já estava implícita desde o início, mas foi interessante colocar isso em um diálogo. Me cativou pelo sentimento, mas senti que faltou algo à mais. – 8
    R: Uma narração tranquila, com as três partes bem definidas. Não fugiu muito do local apresentado, o que é ótimo, pois coisas demais poderiam atrapalhar a compreensão geral. – 8
    O: Escrita leve, sem grandes floreios, mas essencial para ser possível captar a essência. – 8
    [7,8]

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Publicado às 5 de março de 2016 por em Fantasia - Finalistas, Fantasia - Grupo 2 e marcado .