EntreContos

Literatura que desafia.

Somos um resultado (Vitor Leite)

– E tu o que queres ser quando fores grande?

– Eu?!… Bem… hoje… vou ser aquele que conta ao contrário para as naves… vrummmm…

– Eh filho! Isso é difícil! Tens que saber inglês e saber contar da frente para trás…

– Inglês é fácil!… até os bebés aprendem, lá nesses países, e eu vou ter o meu livro na escola, muitos!

Mais tarde, na escola, não houve professor de inglês, e quando veio ficou doente, noutro ano a professora grávida não foi logo substituída. O inglês nunca passou do “give me five”.

A nave nunca levantou voo apesar do fogo forte… por baixo da colher e a procura de uma veia, no braço na perna em qualquer lado. O negro espacial substituído por um qualquer beco perto do fim do mundo. A contagem nunca foi ten nine… mas sim um e mais outro dia a arrastar um corpo.

 

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61 comentários em “Somos um resultado (Vitor Leite)

  1. Swylmar Ferreira
    28 de janeiro de 2016

    Conto forte, complexo, como o são os sonhos de infância. Principalmente os não realizados. Bom enredo, a criatividade foi prejudicada pelo espaço reduzido (micro conto).
    Boa sorte.

  2. Matheus Pacheco
    28 de janeiro de 2016

    Eu achei muito bem caracterizado, eu queria um comentário de resposta pois eu achei que esse trecho se trata de alguma escola precária, não no Brasil mas na Africa.
    estou certo?

  3. Kleber
    28 de janeiro de 2016

    Olá!

    Primeiro: Vai para a minha lista. Simples, direto, reto e objetivo. Escrita “lusa” refinada(vitorclmleite?) Alguns dizem que ficou truncada. Mas respeitosamente discordo. Acho que reflete bem a nossa criança interior, sonhadora e que acha que tudo no mundo será como nos seus mais delirantes sonhos. Um conto que me fez pensar e sentir boas e más coisas. Gosto disso.

    Sucesso no desafio!

  4. Nijair
    28 de janeiro de 2016

    .:.
    Somos um resultado (Homem de Poucas Palavras)
    1. Temática: Sonhos, perspectivas e frustrações. Legal a imagem de que no Japão até as criancinhas falam japonês – vivi caso real sobre isso e dei boas gargalhadas.
    2. Desenvolvimento: Não percebi a ligação entre os parágrafos e não entendi o final. Perdoe-me.
    3. Texto: Bom trabalho com as falas, sem grandes deslizes.
    4. Desfecho: Entendi a ideia de frustração, mas não percebi o link com o restante do texto.
    Bom enredo, ideia interessante, mas não entendi a intenção do autor.
    Valeu!

  5. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    O pessimismo tem predominado neste desafio, heim!? Risos. O conto é bem construído, apesar de abraçar um lapso de tempo grande demais para o número de palavras.

  6. Nijair
    27 de janeiro de 2016

    Interessante a fuga retratada nas diferenças ‘linguísticas’. Infelizmente, nossas diferenças não param por aí. Legal!

  7. Daniel Reis
    26 de janeiro de 2016

    Amigo, Homem de Poucas Palavras, aqui vão algumas:

    TEMÁTICA: o mundo da esperança infantil e a desilusão do mundo adulto, com a queda e o abismo em frente.

    TÉCNICA: bem escrito, sem reparos. Mas tem alguns travos de escrita e acentos “lusófilos” que merecem revisão.

    TRANSCENDÊNCIA: o texto não me transmitiu um outro plano, além da interpretação direta. Foi só um sonho frustrado – afinal, as coisas são assim e não mudam. É isso?

  8. Piscies
    24 de janeiro de 2016

    E dá-lhe tapa na cara da sociedade. Este desafio está que tá!

    Apesar o tema ser de interesse geral da nação, achei que o conto não foi escrito à altura. O texto me pareceu muito corrido. Não conseguiu criar uma relação entre o leitor e o personagem. Passamos da infância para a adolescência ou a idade adulta de forma tão rápida que não acompanhamos.

    Mas a mensagem está aí, e é bem pertinente.

    Boa sorte!

  9. Tamara Padilha
    24 de janeiro de 2016

    Não consegui gostar… Entendi a mensagem que você quis passar e achei ela interessante, mas creio que as 150 palavras foram muito limitadas para isso e acabou sendo um trecho confuso.

  10. harllon
    23 de janeiro de 2016

    Nada sucinto e arrebatador.

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Informação

Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .