EntreContos

Detox Literário.

Somos um resultado (Vitor Leite)

– E tu o que queres ser quando fores grande?

– Eu?!… Bem… hoje… vou ser aquele que conta ao contrário para as naves… vrummmm…

– Eh filho! Isso é difícil! Tens que saber inglês e saber contar da frente para trás…

– Inglês é fácil!… até os bebés aprendem, lá nesses países, e eu vou ter o meu livro na escola, muitos!

Mais tarde, na escola, não houve professor de inglês, e quando veio ficou doente, noutro ano a professora grávida não foi logo substituída. O inglês nunca passou do “give me five”.

A nave nunca levantou voo apesar do fogo forte… por baixo da colher e a procura de uma veia, no braço na perna em qualquer lado. O negro espacial substituído por um qualquer beco perto do fim do mundo. A contagem nunca foi ten nine… mas sim um e mais outro dia a arrastar um corpo.

 

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61 comentários em “Somos um resultado (Vitor Leite)

  1. Swylmar Ferreira
    28 de janeiro de 2016

    Conto forte, complexo, como o são os sonhos de infância. Principalmente os não realizados. Bom enredo, a criatividade foi prejudicada pelo espaço reduzido (micro conto).
    Boa sorte.

  2. Matheus Pacheco
    28 de janeiro de 2016

    Eu achei muito bem caracterizado, eu queria um comentário de resposta pois eu achei que esse trecho se trata de alguma escola precária, não no Brasil mas na Africa.
    estou certo?

  3. Kleber
    28 de janeiro de 2016

    Olá!

    Primeiro: Vai para a minha lista. Simples, direto, reto e objetivo. Escrita “lusa” refinada(vitorclmleite?) Alguns dizem que ficou truncada. Mas respeitosamente discordo. Acho que reflete bem a nossa criança interior, sonhadora e que acha que tudo no mundo será como nos seus mais delirantes sonhos. Um conto que me fez pensar e sentir boas e más coisas. Gosto disso.

    Sucesso no desafio!

  4. Nijair
    28 de janeiro de 2016

    .:.
    Somos um resultado (Homem de Poucas Palavras)
    1. Temática: Sonhos, perspectivas e frustrações. Legal a imagem de que no Japão até as criancinhas falam japonês – vivi caso real sobre isso e dei boas gargalhadas.
    2. Desenvolvimento: Não percebi a ligação entre os parágrafos e não entendi o final. Perdoe-me.
    3. Texto: Bom trabalho com as falas, sem grandes deslizes.
    4. Desfecho: Entendi a ideia de frustração, mas não percebi o link com o restante do texto.
    Bom enredo, ideia interessante, mas não entendi a intenção do autor.
    Valeu!

  5. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    O pessimismo tem predominado neste desafio, heim!? Risos. O conto é bem construído, apesar de abraçar um lapso de tempo grande demais para o número de palavras.

  6. Nijair
    27 de janeiro de 2016

    Interessante a fuga retratada nas diferenças ‘linguísticas’. Infelizmente, nossas diferenças não param por aí. Legal!

  7. Daniel Reis
    26 de janeiro de 2016

    Amigo, Homem de Poucas Palavras, aqui vão algumas:

    TEMÁTICA: o mundo da esperança infantil e a desilusão do mundo adulto, com a queda e o abismo em frente.

    TÉCNICA: bem escrito, sem reparos. Mas tem alguns travos de escrita e acentos “lusófilos” que merecem revisão.

    TRANSCENDÊNCIA: o texto não me transmitiu um outro plano, além da interpretação direta. Foi só um sonho frustrado – afinal, as coisas são assim e não mudam. É isso?

  8. Piscies
    24 de janeiro de 2016

    E dá-lhe tapa na cara da sociedade. Este desafio está que tá!

    Apesar o tema ser de interesse geral da nação, achei que o conto não foi escrito à altura. O texto me pareceu muito corrido. Não conseguiu criar uma relação entre o leitor e o personagem. Passamos da infância para a adolescência ou a idade adulta de forma tão rápida que não acompanhamos.

    Mas a mensagem está aí, e é bem pertinente.

    Boa sorte!

  9. Tamara Padilha
    24 de janeiro de 2016

    Não consegui gostar… Entendi a mensagem que você quis passar e achei ela interessante, mas creio que as 150 palavras foram muito limitadas para isso e acabou sendo um trecho confuso.

  10. harllon
    23 de janeiro de 2016

    Nada sucinto e arrebatador.

  11. Laís Helena
    23 de janeiro de 2016

    Achei que o final foi exagerado. Pelo ceticismo do pai no fato de que um dia o filho irá aprender inglês, nota-se que não é uma família com condições para bancar uma boa escola. Por outro lado, parece ser um pai atencioso, que faz tudo o que pode. A mim, parece que dificilmente uma criança numa situação dessas chegaria às drogas e às ruas. Não digo que é impossível, mas não me convenceu muito.

  12. Marcelo Porto
    22 de janeiro de 2016

    Achei brusco demais.

    Comecei achando que seria uma historinha de superação…

    Aí paaaaah!!

    O cara caí nas drogas e acabou.

    Não gostei.

  13. Pedro Luna
    21 de janeiro de 2016

    Eu não gostei muito. Acredito que a mensagem dos sonhos que o mundo insiste em calar é válida, mas daí para a desgraça completa, vício em drogas, existe um caminho longo. O que não gostei foi justamente isso: não foi uma ideia boa para um microconto. Senti falta de mais conteúdo para passar a emoção que essa mensagem deve passar.

    Não vi problemas na escrita.

  14. Mariana G
    21 de janeiro de 2016

    Olá, o micro-conto consegue sustentar seu próposito, que acredito ser o de emocionar. Porém, essa trama de sonhos pueris destruídos pelo meio impiedoso já é algo cansativo para mim, o que não me impactou o suficiente e por consequência não me fez gostar o suficiente. Não sendo o problema de quem escreveu, mas sim de quem leu. Sinto muito :/
    Boa sorte!

  15. Jef Lemos
    20 de janeiro de 2016

    Olá, Homem de Poucas Palavras.

    Eu não curti a narração do seu conto, mas a história é muito boa. O final é entristecedor, e faz qualquer um refletir sobre o que se pensa para a vida. É um bom conto, mas que pecou um pouco na técnica.

    Parabéns e boa sorte!

  16. Helder Miranda
    20 de janeiro de 2016

    Um relato seco da desilusão. Gostei. Quando os sonhos se tornam isso? Fez com que eu refletisse.

  17. Renato Silva
    20 de janeiro de 2016

    Achei a narrativa um pouco estranha.

    Vamos ver se eu entendi a moral da história: O menino queria ser astronauta, mas como não teve bons professores, porque estudou numa escola ruim, ele não realizou seu sonho. Como não pode ser astronauta, se tornou um homem frustrado.

    Acredito que você tenha tentado dizer muito mais do que isso, mas aí é preciso fazer um certo esforço para ver algo além. Posso não ter captado bem a essência do texto pelo português de Portugal que você usou, linguagem com a qual tenho pouca familiaridade; então peço desculpas pala minha ignorância.

    Em minha humilde opinião, o modo como essa estória foi contada não me convenceu. Sou professor da rede pública estadual e não me agrada muito esse “fatalismo”, colocar a escola como grande culpada pelo fracasso das crianças e jovens. Estudar em escola pública pode ser uma desvantagem, mas nada que impeça um jovem humilde de chegar longe, de entrar numa grande universidade pública. E não conseguir entrar naquele curso “dos sonhos” não vai destruir a vida de ninguém, há sempre outras oportunidades boas na vida.

    Boa sorte.

  18. Vitorino
    19 de janeiro de 2016

    Não me envolveu. A fala dos personagens no inicio dá idéia de que a criança tinha uma boa família, até conjugar os verbos na segunda pessoa ela conseguia. Aí, por falta de educação formal, ela cai nas drogas… achei meio simplista.

  19. mariasantino1
    19 de janeiro de 2016

    Cara, o conto é bom e com certeza estará na minha lista. Você fez a cama muito bem, criou a expectativa, fez o leitor se importar com o menino sonhador ao ponto de percebermos e ficarmos condoídos com o resultado final.
    A narrativa é certeira, com as comparações para dar o tom dramático e tem critica implícita, tem realidade.

    Ponto positivo.

    Sucesso.

  20. Anorkinda Neide
    19 de janeiro de 2016

    Então…
    É o discurso e/ou a discussão sobre se o meio faz o indivíduo, e pelo mostrar do autor, é nisso que ele acredita.
    Mesmo eu, leitora, não me envolvendo nesta reflexão me senti tocada pelo conto, pela narrativa e pela emoção evocada nele. Quase vim às lágrimas ao ler o último parágrafo.
    Pegou o meu lado ‘mãe’ ao ver o menininho e no que seus sonhos se transformaram… 😦
    Parabéns por este belo trabalho.

  21. Brian Oliveira Lancaster
    18 de janeiro de 2016

    BODE (Base, Ortografia, Desenvolvimento, Essência)

    B: Um texto bem complexo, apesar da simplicidade descrita. A eterna pergunta com respostas fáceis na infância e difíceis na idade adulta. – 8
    O: Cabia uma pequena revisão. As falas da criança estão condizentes, mas o restante ficou um tantinho confuso, principalmente no final. – 7
    D: Gostei da forma como foi apresentada as agruras da vida. Nem sempre se tem o que se espera, demonstrado pela falta do inglês. – 8
    E: O cotidiano é bem descrito e transmite as sensações através dos diálogos. Ponto forte. Somente o final mesmo precisa de uma lapidada. – 8

  22. Lucas Rezende de Paula
    18 de janeiro de 2016

    O descaso com a educação foi bem retratado no conto, o autor quis mostrar que isso fadou o garoto a este destino. Gostei.

  23. Tom Lima
    18 de janeiro de 2016

    O contraste é bem interessante, ente o que ser quer e o que se tem. A crítica social está ai, mas não me pegou, emocionalmente falando. Parece que faltou algo pra rolar alguma catarse. O texto não me fez sentir a dor do personagem, nem mesmo a falta dela ou qualquer outra coisa.

    Um conto que eu sei que gostaria, pelo tema escolhido, mas que não funcionou.

  24. Sidney Muniz
    17 de janeiro de 2016

    Poxa!

    Ainda bem que conferi e já achei um conto que pulei (não sei como).

    O texto em si não me agradou, fiquei meio desconectado principalmente pelo estilo da narrativa e pela escolha em si.

    Ao meu ver não há amarras que conectem trama e narrativa.

    Infelizmente pontuação e até dois errinhos quanto ao uso da língua também prejudicaram um pouco.

    Desejo sorte e parabenizo pelo trabalho!

  25. Bruno Eleres
    17 de janeiro de 2016

    O texto se baseia no contraste dos desejos da infância e a realidade do mundo adulto, em especial de um mundo adulto desprivilegiado. Isso o torna interessante, mas acho que a narrativa podia ter sido melhor estruturada e, em pontos como a contagem final, podia ter se aproveitado de mecanismos mais criativos.

  26. Fabio Baptista
    16 de janeiro de 2016

    A intenção (assim interpretei) foi trabalhar com o contraste da inocência da infância e o mundo cão adulto, para onde o garoto que sonhava ser astronauta foi levado pela falta de oportunidade (pelo menos senti esse clima de “moral da história”).

    Bom, comigo não funcionou.

    Abraço.

  27. Eduardo Selga
    15 de janeiro de 2016

    QUEM FALA?

    O conto trabalha com o antagônico. Na ruptura se encontra a força do texto. De um lado, as expectativas da infância, logo a seguir esquartejada na vida adulta por uma educação de má qualidade. Quando o narrador nos dá conta de que “mais tarde, na escola, não houve professor de inglês […]”, isso na verdade é uma alusão a todo o sistema educational insatisfatório, não apenas ao ensino do inglês..

    O autor fez uso de uma eficiente a estratégia narrativa, que consiste em dar vida à infância do protagonista por meio do diálogo e, na fase adulta, dispensar esse recurso. Pode parecer, a princípio, que a segunda parte é assumida diretamente pelo narrador em terceira pessoa, distante dos fatos. No entanto, se lermos atentamente é possível perceber que essa narração pode ser uma reflexão do próprio personagem. Isso acontece porque as frases foram formadas de modo a permitir a primeira ou a terceira pessoa. Foi um recurso hábil. Por exemplo, em “mais tarde, na escola, não houve professor de inglês […]” tanto pode ser um narrador distante da cena quanto o próprio personagem “falando” de si, remetendo-se ao passado.

    Há um fato que reforça a ideia de que pode ser o próprio personagem a “falar’ na segunda parte: a manutenção de referências à infância, como em “a nave nunca levantou voo apesar do fogo forte…”.

    Mas não apenas se trata de uma primeira parte iluminada e outra escura. Na segunda parte, ao contrário da unidade de tom do diálogo entre pai e filho, há uma graduação. O escurecimento é paulatino. A segunda parte começa cinza e termina negra.

    Um bom conto.

  28. Miguel Bernardi
    15 de janeiro de 2016

    E aí, Homem de poucas palavras. Tudo bem?

    Gostei do seu conto porque ele passa a mensagem certeira e mostra que as coisas não são por acaso (sejam boas ou ruins) e que somos um produto de sucessivas experiências e oportunidades. Num espaço curto, conseguiu me cativar com o drama criado… É uma pena saber que isso srepete inúmeras vezes na vida real… É um texto forte.

    Grande abraço

  29. Murim
    15 de janeiro de 2016

    O texto é bom, merecia um título melhor. As reticências usadas para demarcar todas as pausas na fala não foram um bom recurso linguístico e se somou a outros graves problemas de pontuação. Mas a história é ótima! As imagens que você criou nesse texto foram muito bonitas. Apesar dos problemas na escrita, ficou tocante.

  30. Evandro Furtado
    15 de janeiro de 2016

    Olá, seguem as considerações:

    Fluídez – 10/10 – bem cadenciado, o texto consegue o balanço correto entre o entreter e o provocar;
    Estilo – 10/10 – em alguns momentos a estética se torna quase surrealista, e você faz isso com maestria;
    Verossimilhança – 10/10 – apesar do estilo, a narrativa consegue ser bem concreta, bem plausível;
    Efeito Catártico – 10/10 – a vida e seu determinismos. Esse é o tipo de texto que faz a gente pensar “Que merda, hein?” quando se trata de sonhos irrealizados. Cumpriu, sem dúvida, seu papel literário.

  31. Sidney Rocha
    15 de janeiro de 2016

    Eu não curti. Apesar de ter uma temática bacana, não me senti envolvido. Minha opinião! Boa sorte

  32. José Leonardo
    15 de janeiro de 2016

    Olá, Homem de Poucas Palavras.

    Aqui, recorri aos comentaristas para captar/entender a essência do seu conto, e minha opinião se aproxima da emitida pelo Rafael Sollberg (elucidando o conteúdo dialogado). Levando o conto por esse prisma, ele é síntese da desilusão. Embora o começo seja meio truncado para mim, conheço essa lusofonia “de outros desafios” e imagino quem tenha escrito, aliás, um ótimo autor, se minhas suspeitas se confirmarem no dia do resultado. O último parágrafo se destaca.

    Sucesso neste desafio.

  33. Andre Luiz
    15 de janeiro de 2016

    O interessante dos microcontos é a real possibilidade de uma segunda leitura revelar muitos significados ocultos que antes estavam muito bem escondidos entre as palavras. Pelo que entendi, você conseguiu a dádiva de mascarar uma doença gravíssima de que o protagonista “garotinho” é portador, e deixou ao mesmo tempo tênue e impactante, a meu ver. As metáforas sobre a nave e o arrastar de um corpo são essencialmente os dois lados de uma história, o sucesso da humanidade, e seu total fracasso em cuidar-se de si mesma. Parabéns!

  34. Simoni Dário
    14 de janeiro de 2016

    Muito bem contado em poucas palavras. Tocante e melancólico. Senti pena da criança cheia de esperanças e desejos. Lamentei o final trágico de um corpo arrastado pelo vazio dos dias. Impasse psicológico narrado com maestria.
    Parabéns!

  35. Leonardo Jardim
    14 de janeiro de 2016

    Caro autor, seguem minhas impressões de cada aspecto do conto antes de ler os demais comentários:

    📜 Conteúdo (⭐⭐▫): o texto tem uma mensagem interessante, pois o menino não pôde ser quem queria por um resultado do meio. Daí para ele se drogar, acho que faltou uma explicação.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): português lusitano (conheço esse estilo 😏) bem empregado e sem erros. Só vi problemas na pontuação.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): drogas e consequências do meio (o oposto da chamada meritocracia) são temas do momento, mas a forma abordada trouxe doses de novidade.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): afora o tema que é de meu interesse e faz pensar, o texto não impacta no final.

    PS.: estudei minha vida inteira no ensino público e sei muito bem como é ficar sem professor por um ano inteiro.

  36. elicio santos
    14 de janeiro de 2016

    O texto é criativo. Utiliza metáforas bem aplicadas à intenção do efeito a ser produzido, mas o autor peca na pontuação mal empregada. O excesso de reticências prejudica a fluidez do relato. Nota: 7,0. Boa sorte!

  37. vitormcleite
    14 de janeiro de 2016

    olá, ou muito me engano ou este texto vem de Portugal, não só pelo uso de algumas expressões, mas também por essa mania de não colocar virgulas e escrever como se fala… e quem não sabe fazer, por vezes fica mais complicado perceber o pretendido! Os problemas expostos são generalizados e contar um vida em 150 palavras é sempre arriscado, mas: muito boa sorte autor(a) luso, me desculpe se estou enganado!

  38. Gustavo Castro Araujo
    14 de janeiro de 2016

    Um conto triste, que trata de sonhos despedaçados. Uma vida resumida (de forma competente) em poucas linhas. Quantos garotos, e mesmo adultos, veem seus projetos dar em nada e acabam buscando amparo sôfrego em qualquer espécie de fuga?

    Este conto, devidamente digerido, dá o que pensar. A busca das drogas como último refúgio é um problema social que atinge o mundo todo. Entra aí o debate da meritocracia, do empenho e das chances oferecidas e desperdiçadas.

    Enfim, um micro conto que, se falha em alguns momentos na pontuação e na concordância, tem o mérito de fazer pensar. Principalmente quem tem filhos.

    Parabéns!

  39. Thales
    14 de janeiro de 2016

    Escola estadual é assim mesmo…
    Eu sou professor (não de inglês), sei bem como o ensino no nosso país anda. Situação muito triste.

    Por que será que o governo não investe na educação? Poxa… imagine só! Ao invés de presidiários e drogados, teríamos astronautas e engenheiros! Parece uma boa troca… mas que ninguém liga!

    O conto está interessante. Começa bem, e fecha de uma forma muito satisfatória.
    Parabéns Homem de Poucas Palavras, você escreve bem, e conseguiu construir sua metáfora com a nossa sociedade.

  40. Marina
    14 de janeiro de 2016

    Gostei das metáforas e do final tão incomodamente real. Só me incomodou um pouco a pontuação.

  41. Wilson Barros Júnior
    14 de janeiro de 2016

    Muito criativo contar ao contrário para as naves. O estilo todo é muito criativo, literário. As ideias que permeiam o conto são muito originais. Muito interessante e vívido.

  42. Jowilton Amaral da Costa
    14 de janeiro de 2016

    Conto começa confuso, não gosto de muitas reticências, me parece que travam a leitura. É um conto denso e com um certo humor negro, isto me agrada. Tem uma escrita peculiar. Gostei. Boa sorte.

  43. Fil Felix
    14 de janeiro de 2016

    Gostei bastante de como relacionou a imaginação de criança com a realidade já adulto, metáforas muito interessantes. Há uma boa construção delas, da narrativa. Sem contar o lance da nave, que adoro! Porém, daria pra ter gostado muito mais se não fosse a gramática travada.

    Faltam vírgulas (e acho que elas nem contam como palavras, então daria pra usar a vontade!) e algumas palavras também estão com a grafia errada (se considerar pt-br). A estética poderia ter sido mais trabalhada, gerando um micro conto bem melhor :/

  44. Ricardo de Lohem
    14 de janeiro de 2016

    Menino quer aprender inglês, mas acaba virando um drogado, esse parece ser o resumo do microconto. A história é muito confusa, e a crítica social, meio vaga e inconsistente. Além disso, as referências a colher e agulha parecem sugerir que o rapaz ficou viciado em heroína, droga que praticamente inexiste no Brasil, tornando tudo bem sem sentido e alheio à nossa realidade.

    • Rsollberg
      14 de janeiro de 2016

      Caro, Colega.

      Sempre existe a possiblidade de não se tratar do Brasil. Ensino ruim não é nossa exclusividade. Vários autores lusitanos costumam frequentar esse espaço também.

      Ainda assim se não temos muita heroína, temos o crack. O usuário de crack costuma usar drogas combinadas para tentar atenuar ou expandir seus efeitos; álcool, cocaína, etc.

      Abraços!

  45. Claudia Roberta Angst
    14 de janeiro de 2016

    Fora a falta de pontuação, não encontrei grandes entraves na narração. O enredo está um pouco confuso,sim, mas acho que foi intencional para não expor de forma imediata a realidade do personagem.
    Do sonho às drogas, caminho bastante percorrido por tantos jovens que veem suas expectativas frustradas pela falta de estrutura, educação falha e tantos outros problemas sociais. O texto cativa a empatia do leitor.
    Boa sorte!

  46. Leda Spenassatto
    14 de janeiro de 2016

    Por convicção, a realidade nua e crua das escolas públicas, professores de humanas convocados para lecionar exatas e ao contrário. O uso de entorpecentes, dentro e fora das salas de aula, as superlotações das mesmas e falta de psicologas para trabalhar com os alunos problemáticos.
    Passou uma bela mensagem!
    Parabéns! Boa Sorte.

  47. Daniel Baramili
    14 de janeiro de 2016

    Achei o texto bastante confuso, embora tenha ficado clara a mensagem a ser passada. Infelizmente, 150 linhas acabaram sendo pouco nesse caso.

  48. Antonio Stegues Batista
    14 de janeiro de 2016

    Parece um texto confuso, mas percebe-se que o autor quer passar uma mensagem. A ideia é boa, mas o final não é definitivamente a realidade.

  49. catarinacunha2015
    14 de janeiro de 2016

    INÍCIO com diálogo facilita a escrita curta, mas nem sempre convence. O FILTRO precisa ser melhor trabalhado no início e o ESTILO deixa a desejar pela falta de traquejo na pontuação. O uso das reticências perdeu o sentido do subtendido. A TRAMA é boa com um PERSONAGEM a princípio forte, mas que desaparece na narração truncada do último parágrafo, como se não houvesse espaço para desenvolver; mas tinha, só nas reticências o autor perdeu 9 palavras. O FIM justificou o embaralho do meio.

  50. Thata Pereira
    14 de janeiro de 2016

    Lembrei muito da minha época de escola… além dos professores não serem substituídos, por impasses do governo, eu tinha professora já tive biologia formada em matemática, professor de matemática formado em Biologia, Geografia formada em Sociologia…

    A pontuação me deixou um pouco perdida durante o conto. Também é um cenário bastante real.

    Boa sorte!!

  51. Cilas Medi
    14 de janeiro de 2016

    Nem sempre o que se escreve, transmite o que pensamos ou sentimos. Esse conto, a princípio, pareceu confuso e não entendi, na primeira vez que o li, a intenção do escritor. As reticencias deixou em dúvida o questionamento e a pretensão. Mas a mensagem, finalmente percebida, chama a atenção para um fato marcante: o sonho de ser algo ou representar ser “alguém” perante uma sociedade sem a liberdade para todos, em igualdade. E é certo, dentro da realidade, que a maioria não alcança o seu objetivo de vida. Bom conto, parabéns. Boa sorte.

  52. Rubem Cabral
    14 de janeiro de 2016

    Olá. Apesar de miniconto, achei o texto um tanto truncado. Há também umas pequenas falhas na pontuação (vírgulas faltantes), mas o enredo foi interessante, sobre os sonhos de infância frustrados pela dura realidade da pobreza e/ou descaso.

    Bom conto!

  53. Daniel Vianna
    14 de janeiro de 2016

    Cruel, muito cruel. Real. Parece complementar a história de Celestino Araújo, um dos últimos deste certame. Aqui, no caso, o humor foi de certa forma bem explorado.

  54. Fabio D'Oliveira
    14 de janeiro de 2016

    ௫ Somos um resultado (Homem de Poucas Palavras)

    ஒ Estrutura: Um microconto que não é belo esteticamente e a narrativa é um pouco travada, mas fica óbvio que o cuidado do autor foi com a essência do texto. Mas para que a obra seja completa, deve haver harmonia. HPP deveria ter prestado mais atenção na estrutura do microconto.

    ஜ Essência: O texto mostra como a educação é importante e como sua ausência pode prejudicar o ser humano, mas há um grande exagero por parte do autor. Talvez para chocar, mas não funcionou comigo, provando que sua técnica não é infalível. Mas aí devemos entrar numa bela questão. Nossa educação atual é realmente a “Educação”?

    ஆ Egocentrismo: Gostei da mensagem, pois mostra que o autor se preocupou em passar alguma coisa importante para o leitor. Só não gostei da execução. HPP parece ser uma pessoa interessante.

    ண Nota: 6.

  55. Pedro Henrique Cezar
    14 de janeiro de 2016

    É um conto que expõe a problemática da educação, que impede dos jovens sonhadores obterem a chance de conquistar seus sonhos. É peculiar a forma como o conto foi escrito, e embora não me agrade ao certo, o que impôs uma certa dificuldade inicial ao interpretá-lo, passa uma mensagem muito forte e que merece a atenção de todos. Parabéns!

  56. rsollberg
    14 de janeiro de 2016

    Um conto triste e real.

    Um sonho despedaçado de um jovem que queria ir para Houston e acabou destruído pela desilusão. O interessante é que existe uma crítica clara ao ensino, e sua cruel consequência na vida desse jovem. Nesse sentido, desperta reflexão, pois essa ligação direta, exime, na medida do possível, a “culpa” do garoto que sonhava em ser astronauta e outras coisas mais. Confere um certo determinismo para esse tipo de situação. Obviamente que a educação tem papel preponderante na formação do individuo, mas quando ela falha em determinado aspecto, ou ocasião, é suficiente para ditar sozinha o rumo de uma história?

    Gostei da analogia do fogo forte do foguete com a cena do viciado esquentando sua colher. O negro espacial e o beco de um fim do mundo. Ambas funcionaram muito bem.

    A pontuação deixou um pouco a desejar, especialmente o uso das reticências.
    E também aqui: “e nunca foi tem nine”. Cabia uma vírgulazinha ai.

    Gostei do texto!
    Parabéns e boa sorte no desafio

  57. Bia Machado
    14 de janeiro de 2016

    Muito triste isso, e assim é a vida. Tenho uma pessoa próxima de mim que é esse menininho, queria ser tanta coisa, mas a vida não deixou, ele mesmo não deixou… Opa, um “bebé” ali, será escritor/a luso (a)? =) Talvez fosse melhor trabalhar mais a pontuação, achei as reticências excessivas, a leitura não flui como poderia. Parabéns pelo texto!

  58. Rogério Germani
    14 de janeiro de 2016

    O velho questionamento de como será o seu futuro. De brinde, um sonho em inglês que nunca concretizou. Triste realidade para muitos.
    Parabéns!

  59. Davenir Viganon
    14 de janeiro de 2016

    Da inocência a um fim terrível, passando pelo descaso com a educação. Gostei do resultado.

  60. Renata Rothstein
    14 de janeiro de 2016

    Bem real, forte. Senti falta de uma pontuação mais adequada.

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Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .