EntreContos

Detox Literário.

A Porta (Thales Soares)

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No início, havia apenas uma porta.

“O que há por detrás dela?”, perguntava-se Julia, temendo transpassa-la.

Não, a madura garota não a abriu. Não naquele momento. Optou por prolongar sua curiosidade por incontáveis dias, mergulhando sua mente em devaneios.

Certo dia, ouviu-se uma voz vinda do outro lado. Tão sombria quanto um crepúsculo no inferno, a voz pedia que Julia abrisse a porta.

“Não!”, disse Julia, amedrontada, temendo o pior.

A voz então começou a barganhar: “Se você abrir, realizarei o maior dos seus desejos”

Julia mergulhou seus pensamentos em prazeres ocultos e desejos secretos. A voz sombria poderia estar mentindo, mas e se fosse verdade?

Assim, ela cedeu.

O demônio do outro lado da porta sorriu.

Era tarde demais…

O demônio embusteiro, com sua genitália do tamanho da de um cavalo, estuprou Julia durante quase três séculos ininterruptos.

Quando enfim gozou, um novo universo nasceu.

Um universo de arrependimentos.

 

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61 comentários em “A Porta (Thales Soares)

  1. Fabio D'Oliveira
    29 de janeiro de 2016

    ௫ A Porta (Sr. Wilson)

    ஒ Estrutura: Escrita fantástica e magistral. Simples e profundo, ao mesmo tempo. São nas suas contradições que vemos que o texto é completo. Wilson merece os parabéns!

    ஜ Essência: Uma estória sombria, onde a protagonista se encontra numa situação insólita, com um final chocante. Não há mais nada além disso.

    ஆ Egocentrismo: Gostei bastante até o final. Não desgostei do final, mas acho que o autor poderia ter feito algo mais surreal.

    ண Nota: 9.

  2. Tamara Padilha
    29 de janeiro de 2016

    Ah não, eu não consegui gostar. Primeiro achei que era algo de fantasia, depois algo infantil… não sei, ficou um tanto estranho e simples demais esse final.

  3. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    A Porta (Sr. Wilson)
    1. Temática: Fantástico.
    2. Desenvolvimento: a abertura dessa porta rendeu muito – três séculos de sexo cavalar, nossa! Beira ao fantástico! Já imaginou três séculos de amor, paz, harmonia? Maravilha, não!
    3. Texto: Transpassá-la.
    4. Desfecho: Três séculos de sexo deixam frutos, muitos frutos. Ainda bem que houve arrependimento, diferido, mas houve.

  4. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    A cena vaga de uma moça em um local que não consigo materializar na mente, esperando (o quê?) sem justificativa, alimentando uma curiosidade que não se sustenta na narrativa não me fisgou. Um demônio do outro lado da porta para fazer sentido tem de estar em um contexto que me convença. Um estupro de três séculos não contém a violência autêntica que talvez o autor desejasse expressar. Talvez seja um universo vasto demais para caber em 150 palavras.

  5. Swylmar Ferreira
    27 de janeiro de 2016

    Bom enredo. Iniciou o conto com uma linha infantil e no final passa para terror?
    Não sei. Achei o final bastante metafórico e bem criativo.
    Boas sorte.

  6. Nijair
    27 de janeiro de 2016

    Parei na alegoria genital… Desnecessária, mas válida. Boa sorte!

  7. Kleber
    27 de janeiro de 2016

    Olá, Senhor Wilsooooooooooooooon!

    Me perdoe pela alusão. Não resisti. É um desenho que me lembra da minha infância. Perdão.
    Vamos ao que importa: Seu conto é surrealista. E que tenta mostrar algo diferente do convencional. Arriscar é importante. O problema é que nem sempre conseguimos atingir o objetivo, dada a variedade dos leitores aqui do EC.
    Qunato a mim, tenho a dizer que gostei da proposta e não especificamente do conteúdo. Sei que tentou retratar uma alegoria, fazendo refeências indiretas ao mais recôndito e sombrio da psique humana. Mas, ficou um pouco…como direi? Insólito demais para mim.

    Sucesso no desafio!

  8. Matheus Pacheco
    27 de janeiro de 2016

    Cara, não vou dizer que me chocou mas me pegou desprevenido, eu gostei bastante e uma pequena brincadeira relacionada a série futurama.
    “The scary door”

  9. Pedro Luna
    26 de janeiro de 2016

    Gostei.

    Se o autor quis chocar no final, comigo falhou, mas admirei o rumo torto do conto, indo de um ponto A para o B, mas sem parecer forçado, já que, pô, a porta estava trancada, ninguém sabia o que tinha ali, então ter uma presença com pênis que estupra geral não contradiz o resto do conto.

    Mas é preciso admitir que o início é muito melhor que o final. Arrisco a dizer que esse conto tem um dos melhores começos. Um clima de mistério muito legal.

    No geral, foi bom. Mas não entendi o universo de arrependimentos. Quem gozou foi o bicho? Porque haveria arrependimentos ali? Sei lá, não peguei essa parte.

  10. Wilson Barros Júnior
    26 de janeiro de 2016

    A filosofia é a de Bruno Bettelheim, em a “Psicanálise dos Contos de Fadas”. Nesse antigo e tão premiado livro, Bettelheim analisa um conto, a “Bela Adormecida”, de uma forma que o torna muito próximo aos devaneios eróticos do presente conto. Aqui há alguns acréscimos: a criação bíblica do mundo, o big bang, uma reflexão sobre sedução e perda da virgindade e um toque de feminismo. Lembrei-me dos contos do Leonardo Brasiliense, que ganhou um “Jabuti” com o livro “Adeus aos contos de fadas”. Impossível também esquecer “Pandora” e, virtualmente, do Epimeteu.

    Sem dúvida, uma mistura de tantos temas atuais deveria resultar em um conto muito interessante, o que aconteceu. Além do mais o conto assumiu um ar de mistério que deixa os leitores intrigados. Parabenizo meu “xará”, e aguardo ansiosamente outras produções.

  11. Daniel Reis
    26 de janeiro de 2016

    Sr. Wilson, muito me apraz fazer notar o que segue:

    TEMÁTICA: conto de horror, com leve pitada gore. Não me agradou.

    TÉCNICA: Adequada à proposta do texto. Narrativa enxuta e direta, mas que só conduz ao outro lado da porta.

    TRANSCENDÊNCIA: nada edificante. Trezentos anos de penitência para a menina, e ainda assim só para criar um universo de arrependimentos. De quem? Faltou clareza, eu acho.

  12. Miguel Bernardi
    26 de janeiro de 2016

    E aí, Sr. Wilson. Tudo bem?

    Bem.. creio que tenha deixado cair no clichê de filmes de terror. Abrir a porta pra ver o que é que está acontecendo? Bem.. é bem escrito, e estava indo bem enquanto nada era muito tangível. Creio que o final do conto não combinou com o resto, digo, a parte da descrição. Mas, tirando isso, é bem escrito e fluido.
    Eu diria que um 7/10.

    Grande abraço e boa sorte!

  13. Jowilton Amaral da Costa
    25 de janeiro de 2016

    É um conto médio, na minha opinião, claro. Ele segue a premissa de todo filme, conto, estória de terror. A pessoa sabe que vai dá merda se abrir a porta, ou subir ao sótão, ou descer no porão, mas, a infeliz vai assim mesmo. O falo gigante do demônio não é uma imagem muito agradável, kkkkkkk, no entanto não me incomodou literariamente, achei até interessante. Achei que faltou um pouco mais de suspense e de terror propriamente dito, o conto não mexeu comigo. Boa sorte.

  14. Tom Lima
    24 de janeiro de 2016

    VInha tão bom e de repente: “O demônio embusteiro, com sua genitália do tamanho da de um cavalo, estuprou Julia durante quase três séculos ininterruptos.”

    Não sei dizer qual é o problema com essa frase, só sei que o problema é ela. Li o conto ignorando ela e fica ótimo, com ela é quase bom.

    Todo o suspense, todo aquel tom enigmático de antes escoa com essa frase, se perde. Talvez seja isso, fica tudo tão explícito nela (não falo só da genitália) que distoa do resto da escrita.

    Esse sentimento de um conto quase bom é muito ruim.

    Boa sorte a pesoa que escreveu.

  15. Mariana G
    24 de janeiro de 2016

    O impacto que acontece no final é inevitável, o que para mim foi uma boa surpresa, retirou completamente aquele sentimento de regularidade do começo, dando uma reviravolta de sentimentos para com o texto também, o que é muito bom, mesmo sendo feito parecendo ”as avessas”.
    E a frase final foi ótima, excepcionalmente profissional.
    Boa sorte!

  16. Fil Felix
    24 de janeiro de 2016

    Estou com sentimentos divididos quanto ao seu conto. Por um lado, gostei das possibilidades de leituras e o quanto pude viajar, mas por outro, achei… estranho.

    Acredito que essa história funcionaria melhor num conto maior, dando mais enfase as metáforas, desenvolvendo melhor a coisa da porta, do demônio. Pra não parecer tão caricato. O final ficou abrupto, parece que virou o conto de cabeça pra baixo, dando aquela sensação de “WTF?”.

    Mas gostei de como tratou os elementos, formando uma história que pode ser muito mais do que apenas está escrito aí, literalmente. É um conto quase mitológico, uma Teogonia. Há o sexo quase eterno, resultando-o num “universo de arrependimento”. Pode ser algo particular da Julia? Pode ser um filho da besta? Pode. Mas também pode ser um universo, mesmo. Como nos mitos gregos, divindades nascem do coito e gozo divino.

    Não estamos aqui para julgar o pseudônimo, mas ele acaba ajudando a dar um ar mais “leve” ao texto (impossível não lembrar de Denis, o Pimentinha), Julia parece uma menina, no início, me lembrei de Coraline ou das portas de Estranho Mundo de Jack, inclusive. Por isso fiquei dividido no comentário.

  17. rsollberg
    22 de janeiro de 2016

    kkkkkkkkkkkk, uma releitura sombria da Serpente no paraíso. A tal tentação do desconhecido. E a grande verdade é que portas misteriosas fechadas foram feitas para serem abertas…

    Acho que o conto só funcionou por causa da quebra da narrativa, do susto, e nesse sentido, tenho que dizer que a “genitália de cavalo” contribui muito para isso. Dessa maneira, você consegue imaginar o sofrimento da protagonista curiosa, ainda que a imagem não seja agradável, obviamente. (Esse estupro mental certamente seria doloroso)

    O desfecho também foi legal, fazendo uma alusão a criação do Universo, o big bang do demônio, ainda que tenha criado apenas arrependimento.

    Parabéns e boa sorte

  18. Jauch
    22 de janeiro de 2016

    Sr. Wilson,

    Eu acho que quando escreves deves se afastar o mais possível do Dennis.
    Decididamente ele não está lhe fazendo bem.

    Posso até dizer em que momento da sua escrita ele entrou na sala. Na hora em que você abriu a porta!!!!

    Depois é um descambar na escrita, em que você deixa seus sentimentos dominarem a história.

    Fica claro que a Júlia é você, e que o demônio é o Dennis.

    Você precisa de férias.

    Atenciosamente,
    Eu.

  19. Renato Silva
    22 de janeiro de 2016

    Penso que por alguns detalhes, seu micro conto teria ficado bem legal. Não gostei dessa coisa explícita ao colocar um “demônio”, poderia ser outra criatura. Seria mais legal se você desse uma breve descrição, mas sem dar nome à criatura que saiu de trás da porta.

    Até gosto bastante de surrealismo e essas viagens obscuras, mas o modo como você descreveu no final me pareceu forçado. No seu lugar, não colocaria uma cena de estupro, mas uma atração mútua entre a jovenzinha e o monstrengo e, então, eles fariam sexo por 300 anos, gerando um novo universo 😛

    Uma curiosidade: Você conhece esses hentais onde menininhas são violentadas por monstros horrendos, de tentáculos fálicos? Já viu “A lenda do demônio”? Passou muito na Band, entre 1999 e 2001? Marcou uma geração.

    Boa sorte.

  20. Laís Helena
    21 de janeiro de 2016

    Gostei do conto no geral, do clima de curiosidade e medo construído ao redor da porta. Está bem escrito. Porém, o final foi um tanto brusco, o tom destoou um pouco do restante (não sei, aliás, se foi essa a sua intenção, se foi um recurso para evidenciar a diferença entre o “antes” e o “depois”). Também não sei se o caso foi contar uma história de terror, ou criar uma metáfora (é minha aposta) ou, quem sabe, ambos. Talvez tenha sido isso, afinal, que me incomodou: não sei dizer muito bem qual o propósito aqui.

  21. Piscies
    21 de janeiro de 2016

    O texto tem um “ar metafórico” óbvio. O problema é entender do que se trata, exatamente.

    No início achei estar lendo um conto de terror. No final, entendi que a porta era algo na vida de Julia que ela evitava por temer o desconhecido.

    O sexo? A princípio achei que sim, mas o texto não faz um paralelo muito bom quanto a isso. O amor? Talvez. Julia deixou-se levar por ele finalmente, e passou os anos de tortura de quem tem a vida marcada por amores incertos.

    Existe uma outra interpretação de que a porta seria a vida adulta. “Deixo de ser criança e passo a ser adulta?”, Julia se perguntava, sempre que cogitava abrir a porta. A tentação é grande: seu próprio emprego, sua própria fonte de renda, sua liberdade… é o demônio sussurrando nos ouvidos da garota. Então, quando ela abre, a vida a estupra sem dó, bem como a realidade que conhecemos. Deixando, anos depois, apenas aquela saudade de ser criança que todos nós temos, aqui narrada em forma de arrependimento.

    Todas estas interpretações são interessantes, mas não curti o fato do conto estar assim tão aberto. Me faz crer que o autor não pensou mesmo em nada e só quis escrever um conto de estupro diabólico. Bizarro, rs rs.

    Sobre a escrita: está simples, mas sem falhas. A leitura flui bem, só não “brilha” em nenhum momento.

    Boa sorte!

  22. vitormcleite
    20 de janeiro de 2016

    olá. Lamento que este desafio tenha 150 palavras se fossem somente 100 tu ganharias facilmente. Que grande texto tu estavas a fazer e quando te entusiasmaste com o demónio, para mim, estragaste tudo. Lamento, mas não gostei do final e estava tudo tão bem. não precisas de (d)escrever tudo, deixa os leitores fazerem os “seus filmes” com os teus textos.

  23. Jef Lemos
    20 de janeiro de 2016

    Olá, Sr. Wilson.

    O mistério que cerca a porta é muito bom, e me lembra alguns livros que já li. O demônio estuprador também. Tem um toque de Gaiman que aprecio bastante. No entanto, ambos acabaram se invalidando. Não achei que os dois mundos se encaixaram com perfeição, e isso prejudicou a história como um todo. Com o que li no começo, esperava um desfecho diferente. E com o que li no final, esperava um começo diferente.

    Enfim, o conto é bacana, mas não me conquistou.

    Ainda assim, parabéns.
    Boa sorte!

  24. Pedro Henrique Cezar
    19 de janeiro de 2016

    Achei o conto interessante até o momento em que passa a descrever a genitália do demônio. Poderia não ser tão pesado e exagerado, poderia ter um fim triste, porém com um impacto bom. Mesmo assim, o conto foi bom no geral. Parabéns!

  25. Marcelo Porto
    19 de janeiro de 2016

    Poderia ter terminado com o sorriso do demônio, o resto a gente imaginaria.

    O castigo ficou literal demais e na minha opinião, estragou um conto magistral. Ainda assim é acima da média.

    Parabéns.

  26. Evandro Furtado
    19 de janeiro de 2016

    Fluídez – 9/10 – no comecinho a leitura foi um pouco travada, depois foi tranquilo;
    Estilo – 10/10 – não posso reclamar da narrativa, criou um suspense interessante;
    Verossimilhança – 10/10 – a imagem contribuiu, mas o desenvolvimento foi muito bem feito;
    Efeito Catártico – 5/10 – a coisa ia por um lado fantástico e o final meio que fodeu com isso, literalmente, kkkk. Se a coisa toda tivesse acabado em “O demônio do outro lado da porta sorriu.” seria perfeito, aliás atormentador. Mas o segundo final ficou um pouquinho escroto. Bem, vou considerar que o texto acabou na primeira parte OK, kkkk.

  27. Antonio Stegues Batista
    19 de janeiro de 2016

    Fiquei curioso com o que havia atrás da porta, até pensei que seria Sullivan Truck, mas não, era um pedófilo, o pior pesadelos das crianças, um trauma que dura uma vida inteira. O tamanho da coisa não faz diferença.

  28. Daniel
    19 de janeiro de 2016

    O texto é bom, de maneira geral. Mas, como alguns colegas chegaram a comentar acima, há elementos que, por serem desnecessários, diminuíram a graça do conto como um todo.

  29. mariasantino1
    18 de janeiro de 2016

    Olá, autor (a)

    Me incomoda algumas coisas na sua escrita, mas somente por saber que a inserção de outras palavras casariam mais com a narrativa. Dizer que a genitália do demônio era do tamanho da de um cavalo pra mim fere a beleza do que foi apresentado antes e, acho que só o fato de ele a ter estuprado já daria conta do recado. Esse pequeno detalhe (isso soa estranho, né), não diminui o peso do teor do conto. Realmente é aquele lance de a curiosidade que matou o gato e também, a queda do paraíso de Eva.

    Um conto surreal com lição de moral implícita. Boa pegada, escrita (salvo o mencionado por mim), narrativa e bom uso do espaço.

    Boa sorte no desafio.

  30. Leonardo Jardim
    18 de janeiro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto antes de ler os demais comentários:

    📜 História (⭐⭐▫): interessante, prende bastante atenção. Quando o demônio surge, baixou o nível. Poderia ter ficado mais no ar oq ele fez.

    📝 Técnica (⭐▫▫): acho que poderia ter usado eufemismos ao invés de “genitália” e “estuprou”. Destoou do resto do conto.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): criativo, mas utiliza a velha metáfora da curiosidade mortal. E me lembrou também um hentai.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): estava gostando muito do texto até ela abrir a porta. Como já disse, se o autor deixasse mais no ar o teor do arrependimento e não deixado tão explico, acho que ficaria melhor.

  31. Brian Oliveira Lancaster
    18 de janeiro de 2016

    BODE (Base, Ortografia, Desenvolvimento, Essência)

    B: Interessante. Começa como quem não quer nada, com toques de Alice, e depois descamba para o final tenebroso. Ponto pela quebra de ritmo. – 8
    O: Falta alguns acentos e pontuações, mas o restante está bem escrito e fácil de ser compreendido. – 7
    D: A criação e escala crescente do suspense funcionaram para mim. Não sou muito desses textos mais viscerais, mas estou levando em conta as sensações repassadas e a quebra de expectativa, no bom sentido, por sair do lugar comum. – 8
    E: Conto de fadas ao estilo original, bem sombrio. – 8

  32. elicio santos
    18 de janeiro de 2016

    O início prometia, mas a explícita apresentação “documental” do demônio e a ideia de estuprar alguém por séculos caiu no ridículo. O autor poderia subentender mais e explicar, ao menos um pouco, o universo ficcional pretendido. A porta se localizava onde? Em outro mundo? No sonho de alguém? Por que a protagonista convivia com essa porta? Criar um novo universo do gozo de um demônio? Não gostei. Achei tosco.

  33. Andre Luiz
    17 de janeiro de 2016

    Gostei do conto, principalmente pela apreensão em saber o que havia por detrás da porta. Ao ser revelado o demônio, confesso que me decepcionei de imediato, mas o final do texto retribuiu as minhas expectativas, como disse Selga, pela duplicidade de sentidos que seu clímax pôde atingir. Boa sorte!

  34. Cilas Medi
    17 de janeiro de 2016

    A curiosidade é mesmo um dos defeitos que nos faz passar muitas dificuldades, algumas terríveis e longas, como esse estupro exagerado. O texto está correto, a surpresa também, no decorrer do conto. Mas (que praga) não senti o suspense que o autor, provavelmente, queria fazer valer.

  35. Catarina
    17 de janeiro de 2016

    No INÍCIO havia apenas uma cândida porta. Gostei do FILTRO, entendi que a pressa no FIM foi proposital. O ESTILO burlesco me fez rir muito, mais do que com a vitamina de cachorro. A TRAMA surpreendeu e pelo tamanho da trolha entendi que o arrependimento foi da PERSONAGEM Julia. Tem meu respeito.

  36. Eduardo Selga
    17 de janeiro de 2016

    EVA REVISITADA

    A ideia que preside o conto é bem interessante enquanto argumento: um “universo de arrependimentos”‘ ser criado a partir de três séculos de violência sexual. Arrependimentos de quem? A narrativa não esclarece, e isso é positivo. expressão pode ser uma hipérbole, para afirmar que o arrependimento de Júlia foi muito grande. No entanto, “universo” pode não ser uma simples metáfora, e sim um termo usado para designar literalmente um plêiade de mundos, e nesse caso o demônio seria um agente criador. Nesse sentido, e saindo do texto e tomando como referência o que nós chamamos de mundo real, seria uma blasfêmia.

    O conto pode ser entendido como uma bela alegoria do mito de Eva. Segundo a tradição cristã, foi a partir de um erro dela que a serpente do mau passou a influenciar a humanidade e deu origem ao sofrimento. Nesse sentido, Júlia é Eva revisitada e tornada contemporânea; a porta fechada equivale à proibição de Deus para que não experimentassem o fruto da árvore do conhecimento, onde se encontrava a serpente (no conto, o demônio está atrás da porta).

    A linguagem usada na execução do enredo, se por um lado é seca por causa de suas frases rápidas que não deixam muitos subentendidos (secura condizente com a situação), por outro abandona uma possibilidade que poderia ser interessante: a interioridade de Júlia. É que a narrativa em terceira pessoa, distante da cena, talvez não tenha sido a melhor escolha. Uma primeira pessoa ou uma terceira cúmplice ou menos imparcial teria dado ao texto uma dimensão humana relevante.

    Contudo, um bom conto.

  37. Marina
    17 de janeiro de 2016

    Fui de Nárnia ao inferno em poucos segundos. Só achei o final corrido e, como alguém disse, me senti estapeada pelas palavras. Não de uma maneira ruim, mas com uma impressão de terem me tirado algo ali pelo meio, como um elemento de ligação entre o início e o fim. Eu gostei da história; me pareceu algo mais psicológico que um conto de fantasia/terror. Como se eu pudesse ler mil vezes e ter uma interpretação diferente a cada uma delas.

  38. Anorkinda Neide
    16 de janeiro de 2016

    Olá!
    Eu gostei deste microconto, sabes?! hehe
    É um texto pesado e cheio de significados, psicologia e reflexões, antes e depois do choque do falo gigante!!
    A vida estuprando-nos sem dó.. enfim… nem vou me agarrar a tudo o que pensei aqui, ligeiramente, imagine se me dou tempo para ficar aqui divagando!!
    Não gostei apenas da expressao ‘madura garota’, destoou bastante do texto tão límpido!
    Parabens pela força e pela escrita.
    ahh.. ‘transpassá-la’ com acento, né?
    Abraço

  39. Bruno Eleres
    16 de janeiro de 2016

    Há uma mudança radical de ritmo a partir do momento em que ela abre a porta – parece que você planejou uma história e viu que não caberia, então apressou a narração. Gostei da imagem do demônio embusteiro, mas acho que a violência podia ter sido melhor aproveitada (não mais longa, mas com uma escolha melhor de palavras, talvez).

  40. Simoni Dário
    16 de janeiro de 2016

    Interessante esse conto. Dá pra analisar de muitas formas, desde as mais concretas, até as mais psicológicas, ao estilo ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS. Se formos pelo emocional, o conto é excelente. Porque ela estaria “presa” atrás de uma porta fantasiando um mundo lá fora? Segurou a curiosidade por mais um tempo até que sucumbiu aos desejos secretos e prazeres ocultos. Depois dessa entrega ao suposto “demônio”, mundo cruel esse de prazeres e desejos, vem o arrependimento. Dá (muito) pano pra manga, gostei. Parabéns!
    Bom desafio!

  41. José Leonardo
    16 de janeiro de 2016

    Olá, Sr. Wilson.

    A sacada (sem duplo sentido, por favor) do demônio enganador foi tão “reviravóltica” que me fez gostar do conto a partir daí. À primeira vista, pode parecer uma moral clichê sustentando o argumento, mas ansiedade pelo desconhecido e o mal que pode acarretar se mesclam aqui de maneira inteligente.

    Uma criança de 7 anos não escreveria assim. Parabéns.

    Sucesso neste desafio.

  42. Bia
    16 de janeiro de 2016

    Estava gostando até a frase “Assim, ela cedeu”. Depois achei a coisa muito forçada, fora do ritmo em que estava, ficou meio gratuito, poderia ter dito a mesma coisa sem essa comparação estranha de genitália de cavalo, achei muito abrupta.

  43. Rogério Germani
    15 de janeiro de 2016

    A curiosidade novamente matou o gato…rsrsrs
    Só lamento que a pureza – do terror e da menina- tenha ficado de lado quando surgem as comparações do tamanho da genitália e do arrependimento tardio.

  44. Sidney Rocha
    15 de janeiro de 2016

    Assim como a maioria, eu me apeguei ao início. Na parte final, pela sutileza da introdução, acabei sendo estapeado pelas palavras. Talvez seja intencional, mas um pouco arriscado. De toda forma, pode ser algo que você se interesse e possa buscar para seu estilo. Boa sorte!

  45. Thata Pereira
    15 de janeiro de 2016

    Eu estava curtindo muito o conto, me pareceu uma cantiga infantil, apesar do(a) autor(a) revelar que a menina já era “madura”. Gostei do demônio, mas o modo como o final foi escrito fez perder aquele sentimento do início. Não pelo que aconteceu, mas pela narração que muda e se torna seca do nada. Foi como se eu tivesse lido dois contos diferentes em um espaço tão curto de tempo. :/

    Boa sorte!

  46. Rubem Cabral
    15 de janeiro de 2016

    Olá.

    Então, achei o conto de mediano a fraco. O enredo tinha potencial, pois portas misteriosas são sempre interessantes e o cenário insólito/surreal que você bolou foi muito bom, pareceu-me algo fora da realidade.

    Contudo, o final, meio “a curiosidade matou o gato”, violento e explícito, não me agradou. Quanto a ideia do nascimento de outro universo, isso até que daria “pano para manga” em um texto maior.

    Quanto à escrita, há alguns erros por acertar, feito ” transpassá-la”, por exemplo.

    Abraço e boa sorte.

  47. Gustavo Castro Araujo
    15 de janeiro de 2016

    Cara, vou dizer… No início me deixei levar pela atmosfera cândida criada. Já imaginava um conto infantil, bonitinho, com fadas, duendes e tal… De repente, aparece “O Diabo na Carne de Miss Jones”. Putz! Fantástico! Rachei o bico aqui! Um tapa na cara, totalmente inesperado. Claro que foi exatamente essa a intenção do autor. Não deu pistas. Ao contrário, conduziu o leitor placidamente “pela estrada afora, levando doces para a vovozinha”, até se tornar, ele próprio, o lobo, demônio, ou Kid Bengala. Nesse aspecto pornô-terror, eu limaria a última frase, pois me pareceu um tantinho moralista, não condizente com o twist empregado.

  48. Leda Spenassatto
    14 de janeiro de 2016

    No início, havia apenas uma porta. – Eu trocaria “havia” por outra palavra que não fosse tão evidente como “era uma vez” “certo dia”, etc.
    Até tentei viajar no conto, mas você não deixou, foi logo de uma vez esclarecendo os pontos de chegada e de partida,
    Boa Sorte!

  49. Ricardo de Lohem
    14 de janeiro de 2016

    História bastante tosca e idiota. Imagino que o Sr. Wilson deve ser uma criança de 7 anos de idade tentando chocar os adultos. Levando-se isso em conta, até que está bom. Boa sorte…

    • Fabio Baptista
      15 de janeiro de 2016

      Fala, Ricardo!

      Cara… até falar que o conto é tosco e idiota, apesar de extremamente desagradável aqui no âmbito do certame, ainda vai. Pois é uma crítica à obra e quem entra no desafio está dando a cara à tapa e sujeito a esse tipo de coisa.

      Agora, uma afirmação do tipo “Imagino que o Sr. Wilson deve ser uma criança de 7 anos de idade” já ofende diretamente ao autor e aí você já está ultrapassando os limites aceitáveis de comentário ogro… e quem fica parecendo criança de 7 anos é você. Aquelas crianças chatas que gritam, esperneiam e a mãe precisa arrastar no Shopping e ninguém aguenta conviver.

      Por favor reflita melhor antes de postar coisas dessa natureza.

      Abraço.

      • Ricardo de Lohem
        15 de janeiro de 2016

        Olá, como vai? Quero deixar claro que não quis ofender ao autor, apenas o personagem-autor que postou o conto. A meu ver, quando postamos com pseudônimos, assumimos um personagem, que é uma parte apenas de nós. Assim, me referi à mentalidade o personagem que criou o conto, não ao ser humano, que não conheço. Não houve desejo nenhum de ofender aqui.
        Abraço.

      • Sr Wilson
        15 de janeiro de 2016

        Oi Ricardo. Bom… de acordo com sua lógica, acho que posso te ofender à vontade, pois não seria eu de verdade que estaria te xingando, apenas meu personagem-autor (que talvez seja um personagem grosso, indelicado e explosivo), certo? Kkkkkk. Zueira. Não se preocupe, eu não vou te ofender.

        Deixa eu te explicar… o pseudônimo não é um novo personagem, mas sim somente uma máscara que os autores daqui utilizam durante os desafios, apenas para preservar a identidade secreta. Tipo o Batman, manja? O Batman é o Bruce Wayne, assim como o sr. Wilson sou eu (não posso te revelar minha identidade secreta ainda). Eu até poderia fingir que sou outra pessoa, assim como o Bruce faz quando veste a máscara do Batman, mas o sr. Wilson continuaria sendo eu, o ser humano por trás do pseudônimo. Espero que você entenda isso, pois é assim que todos (ou a grande maioria) daqui pensam, e se você compreender essa lição, você poderá evitar outros mal entendidos.

        Mas não se preocupe, você não me ofendeu. Criança de 7 anos? Caramba… quem dera eu fosse tão novinho assim! Hoje em dia eu me sento um velho! Muitos utilizam a palavra “criança” como um adjetivo pejorativo, significando imaturidade. Poxa! Eu vejo a palavra “criança” como um elogio, significando “juventude” e “inocência”. É justamente nessa idade que nossa mente é mais criativa e curiosa! Minha infância foi fantásticas… sinto muitas saudades.

        Obrigado Gustavo e Fábio, pelo apoio.

        Ricardo, que pena que não gostou do meu conto. Espero que no próximo desafio você aprecie mais. Mas obrigado por ter lido 🙂

        Abraço!

    • Gustavo Castro Araujo
      15 de janeiro de 2016

      Oi, Ricardo! Acho que existem maneiras mais inteligentes de criticar o texto. Se você não gostou do que foi apresentado, tudo bem. Só não acho bacana ofender quem o escreveu. Ao fazê-lo — por favor me perdoe a sinceridade — você se comportou de modo pouco educado e talvez infantil. Diria eu, como alguém de 7 anos de idade tentando ofender um adulto. Vamos lá, bola para frente. Analisemos os textos, ok? Um abraço!

  50. Fabio Baptista
    14 de janeiro de 2016

    Achei legal enquanto estava no clima de suspense, mas depois que o demônio aparece e a coisa fica explícita demais (“genitália do tamanho da de um cavalo”… achei totalmente desnecessário, por exemplo) eu não curti.

    Acredito que teria obtido um resultado melhor se deixasse as coisas mais subentendidas.

    Abraço!

  51. Murim
    14 de janeiro de 2016

    Não gostei muito. O terror é forçado ao colocar uma menina para ser estuprada por um demônio e chega a ser ridículo ao comparar o pênis dele ao de um cavalo. O final cosmogônico é um pouco mais interessante. (Um adendo importante, “transpassar” é “passar através”. No início do conto cheguei a pensar que a menina fosse um fantasma).

  52. Sidney Muniz
    14 de janeiro de 2016

    Não gostei.

    infelizmente é um tipo de terror que não me agrada, sujo demais, mas tem quem goste e respeito.

    Infelizmente a revelação estragou o conto para mim, é tipo a coisa que há várias formas de se dizer, contar sendo até mais assustador do que foi.

    Penso que você foi chocante, isso certamente foi, pois não esperava esse fim…. (risos)

    Ainda que não tenha gostado, desejo sorte a você!

  53. Davenir Viganon
    14 de janeiro de 2016

    A história é simples e bem escrita. Me impactou, a revelação no final. Caramba. Ainda não sei o que pensar direito, o terror faz isso mesmo.

  54. Claudia Roberta Angst
    14 de janeiro de 2016

    Faltou um acento em “transpassá-la”. O nome Júlia não precisava ser repetido tantas vezes. Estranhei o narrador chamá-la de “madura”, pois me pareceu uma menina bastante curiosa e sem prudência.
    O ar de inocência do começo choca-se com o final demoníaco. O que não é ruim, muito pelo contrário. Sem dúvida, houve impacto.
    Boa sorte!

  55. Daniel Vianna
    14 de janeiro de 2016

    Interessante paralelo entre a porta e a “árvore do conhecimento do bem e do mal”. Simples, mas interessante. Parabéns e boa sorte.

  56. Renata Rothstein
    14 de janeiro de 2016

    Fantástico! Profissional, mesmo. fico pensando no quanto Julia sofreu, ou no quanto Julia esperou por esse momento. Viajei, muito bom!

E Então? O que achou?

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Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .