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Detox Literário.

Cavalo de Troia (Catarina Cunha)

Cavalo de Troia

Com Betão não tem tempo ruim. Encara cave jump, escalada na chuva, mergulho de plataforma de petróleo, mulher ciumenta, chefe burro e turismo no Complexo do Alemão. Sem contar que é ciclista no Rio de Janeiro. O cara é foda.

Ou quase.

Em segredo mantém-se refém de um inimigo íntimo de alta periculosidade terrena. A simples visão de um espécime rondando uma inocente banana causa-lhe espasmos neurológicos com reflexos imediatos no controle de todos os esfíncteres. A boca se contrai até os lábios beijarem a goela. As pernas bambam e o suor arde nas pálpebras.  Entretanto,  apenas uma leve espuma seca no canto da boca poderia denunciar o inferno dantesco em que Betão cai quando percorre os perigosos mercados e feiras.

Aprendeu táticas de dissimulação e guerrilha desde a infância, embora preferisse evitar o combate corpo-a-corpo.  Aprimorou com o tempo. Pode-se dizer que hoje é um especialista em seu medo. Maquiavel ficaria orgulhoso.

As manhãs de sábado eram especialmente difíceis. Adentrava o campo de batalha bem cedo enquanto o exército inimigo ainda dormia. Sabia que a virgindade das frutas, ainda não bolinadas pelos infectos dedos dos clientes, seria fundamental para evitar o avanço inimigo. Treinou os olhos para identificar o movimento furtivo dos ignóbeis. Tudo anotado numa planilha. Não saía de casa sem um estudo profundo.

Um dia acordou tarde e achou mais seguro sortear uma carta no tarô moderninho on line antes de ir às compras:

“A morte:

Pousa teus vermelhos olhos

Na minha doce decomposição

Vem me encarnar o teu fel

Enquanto a vida escorre

Só os podres renascerão.”

Entendeu perfeitamente a mensagem. Não sairia de casa. Nem do quarto, nem da cama e nem do facebook. Melhor mijar numa garrafa e fazer jejum até a meia-noite besuntado de repelente e armado de inseticida. Beber Coca-Cola com energético durante a vigília até as pupilas dançarem rumba.

Quando a campainha tocou sentiu o toque da besta no ombro. Era o sinal. Mas não vai abrir nem que seja sua mãe estrebuchando na porta. Pelo olho mágico filmou a gostosa do 102 com um cacho de bananas maduras entre os peitos. Pode ver toda aquela formosura cercada por nuvens de aviões inimigos. Os dentes da vizinha escancarados num sorriso de metralhadora. As drosophilas melanogáster brincando entre suas mechas douradas. Va de retrum Nosferatu! Maldito Cavalo de Troia!

Abriu a porta.

34 comentários em “Cavalo de Troia (Catarina Cunha)

  1. DamA da noite
    26 de outubro de 2017

    Personagens detectados… em uma tal cidade abelha… a baby lônia… ou seria (ba bee lônia🐝)… seja o que for… estão à disposição. Kkkkkk show da Xuxa😜

  2. Catarina Cunha
    14 de junho de 2015

    Ainda não temos os resultados, mas já sabemos os autores. Agradeço todos os comentários e, com eles, sinto-me já devidamente premiada.
    Percebi aqui uma reclamação quase unânime: a odisseia de Betão foi muito curta. Lamento, pessoal, mas esta é minha especialidade. Fazer o leitor ficar com a boca cheia d ‘água, com gostinho de quero mais. Sabe aquele prato saboroso que não pode ser repetido? Aquele beijo roubado no elevador da escola? O meio do sanduíche que a gente deixa por último?
    Este é o meu prazer, este é o meu trabalho, este é o meu amor.

  3. Laís Helena
    13 de junho de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (3/4)

    O conto me pegou de surpresa por ser tão curto, mas esse é um ponto a favor. O poema parecia estar ali apenas pelas exigências do desafio, mas a fobia foi tratada de maneira interessante.

    2 – Enredo e personagens (3/3)

    Como é um conto curto, não há muito o que dizer. Você conseguiu passar tudo o que queria em poucas palavras, ainda que o último parágrafo pudesse ser melhor formulado.

    3 – Criatividade (3/3)

    A fobia escolhida é muito inusitada!

  4. Bia Machado
    13 de junho de 2015

    Ah, ah, boa! Curto, engraçado e criativo. Já tinha lido esse conto dias atrás, acho que foi meu primeiro 10 nesse desafio. Parabéns! Conseguiu me cativar. O restante já foi apontado pelos outros autores, certamente. Como sugestão, apenas que acrescente um pouco mais de texto à história, para nossa alegria, rs. Eu gosto de contos curtos, mas seria uma forma de ter acesso à história um tantinho mais. #Biapidona

  5. Pétrya Bischoff
    13 de junho de 2015

    Buenas, seu Fulano (siiiiim, eu sei quem é o/ )
    A escrita é hilária e majestosa, estive sentindo falta de algo tão mais leve aqui no desafio. A narrativa é veloz e pressupõe aquele desespero de alguém angustiado com uma situação. E as descrições, ah!, só poderiam ser de alguém que repara até na deformidade da fechadura de algum armarinho.
    A fobia e o poema (versinho?) estão presentes, como manda o figurino.
    E saudações aos autores de contos curtos!!! \o/
    Parabéns e boa sorte!

  6. mariasantino1
    13 de junho de 2015

    Fala, grande!

    ↓ Maldade, hein? Quando eu estava imergindo e pronta para o conto engrenar… Puff! The End.

    ↑Tudo muito bom. Mesmo curto se percebe que quem está por trás das palavras sabe usar bem elas. Curti a fobia, as lacunas, a narrativa com as pitadelas de sarcasmo. Toda apresentação do Betão é firme e o poeminha instiga.

    Divertido e sagaZZzzzzz.

    Abraço!

  7. Renato Silva
    13 de junho de 2015

    Muito bacana conseguir contar uma história com tão poucas palavras. Fiquei até o final para entender exatamente qual era a sua fobia. E o final: gostei da ironia.
    Achei bem engraçado esse trecho …

    “ Quando a campainha tocou sentiu o toque da besta no ombro. Era o sinal. Mas não vai abrir nem que seja sua mãe estrebuchando na porta. Pelo olho mágico filmou a gostosa do 102 com um cacho de bananas maduras entre os peitos.”

    Não abriria a porta para a mãe moribunda, mas não resistiu aos “encantos” da vizinha do 102. E nem com as malditas moscas sobrevoando o cacho de bananas que a moça trazia, incomodaram o Betão. Carioca malandrão.

    Parabéns pelo conto.

  8. vitor leite
    12 de junho de 2015

    História curta com algum non sense e muito humor, gostei. Parabéns

  9. Fabio D'Oliveira
    12 de junho de 2015

    ❂ Cavalo de Troia, de Mirna Má ❂

    ➟ Enredo: Excelente! Um conto divertido e simples, com um protagonista interessante, construído como uma fortaleza; porém, de perto, é fácil identificar suas rachaduras. Além disso, acertou no tamanho do conto. Parabéns!

    ➟ Poema: Não gostei muito. Fiquei com a sensação que foi inserido apenas para preencher os requisitos mínimos do desafio. Mas não ficou completamente fora do contexto, pelo menos.

    ➟ Técnica: Muito bom, tanto que não tenho nada a declarar! Parabéns!

    ➟ Tema: Encaixou-se, não tem como negar, mas senti que faltou alguma coisa. Não sei… Enfim, conseguiu fazer o que poucos conseguiram!

    ➟ Opinião Pessoal: Gostei bastante. Não consigo gostar de contos humorísticos longos, então o fato desse texto ser curto ajudou muito. Narrativa excelente, história divertida e técnica infalível. Parabéns, mais uma vez!

    ➟ Geral: História bem executada e divertida, mas simples demais. Técnica fantástica. Tema compatível com o desafio. Poema meia boca. Gostei!

    ➟ Observação: Nada a declarar!

  10. Fil Felix
    12 de junho de 2015

    Conto curto, muito divertido e interessante. Legal como tratou a fobia, pequenas sentenças que entregam bastante, isso é bom, deixa a leitura fluída e não trava. Apesar das cenas pouco verídicas, também não fica forçado. A sacada final, com o Cavalo de Troia, fechou com chave de ouro.

  11. Tiago Volpato
    12 de junho de 2015

    Você escreveu um bom texto. Algumas partes eu gostei muito tipo: “Melhor mijar numa garrafa e fazer jejum até a meia-noite besuntado de repelente e armado de inseticida. ”, achei a frase sensacional. Mas em outros momentos não curti tanto sua descrição, mas é um estilo bem interessante de texto.
    Achei o conto bacana, curtinho e acho que cumpriu o papel, mas não foi o meu favorito.
    Abraços.

  12. Felipe T.S
    12 de junho de 2015

    Logo quando entrei fiquei aguardando a sacada do título. hehehe
    Eu gostei muito, curto o estilo da narrativa, algumas descrições são sensacionais e esse é o tipo de texto que faz eu ficar grudado na tela do pc. Achei divertido, bem escrito e o fato dele ser curto, fez eu ler ele duas vezes tranquilamente.

    O autor soube muito bem o que fez, parabéns e boa sorte!

  13. Wilson Barros
    11 de junho de 2015

    Um conto de frases originais, o conto inteiro parece um poema, com muita musicalidade, como outro que vi aqui (só que esse é melhor). Parabéns, boa sorte no pódio.

  14. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    11 de junho de 2015

    Betão é foda mesmo! Encarou a escadilha de aviões drosófila que escoltava a bomba atômica gostosa do 102! Seu mini conto, recorte de um momentinho da vida, cumpre a função de divertir e cumpre bem. Mas depois de me divertir, devo dizer que não senti credibilidade no Betão depois que ele tirou uma carta de tarô virtual antes de sair de casa! Sei pode existir, mas você precisava me convercer com mais do que o Betão escondia. Se ele fez tudo isso, não deveria abrir a porta para a gostosa com o cacho de bananas nos peito. Afinal, eu não daria essa moral toda para uma gostosa com um cacho de bananas chei de mosquito nos peitos, a não ser que fosse tarado também por bananas, coisa que você deveria ter me dito antes sobre o Betão.

  15. Virginia
    10 de junho de 2015

    Nossa, que show! Gosto do estilo irônico, bem divertido. A história atende bem ao tema. O que mais gostei foi o poema, bem curto e direto. Só achei o conto muito curto, queria mais… Parabéns e boa sorte !

  16. Anorkinda Neide
    10 de junho de 2015

    Show demais!
    Debochado no limite.. ri muito, embora em pouco espaço! Parabens!
    Trabalhou a fobia, trabalhou o texto, trabalhou o humor, enfim, todos com ótimo resultado.
    Bem.. o porém é o poema…que e tão pobrezinho, tá hilário tb! kkkk

    Boa sorte no pódio!
    :p

  17. rsollberg
    9 de junho de 2015

    Mirna, Mirna…

    Divertidíssimo seu conto!
    Em poucas linhas você conseguiu demonstrar a fobia e a loucura do Betão.
    Não sei você sabe, mas o Derico, do sexteto do Jô Soares, não pode ver banana! Imagine as duas fobias juntas!

    Não tenho muito mais o que falar, gostei do jeito que está.
    O prólogo é certamente um dos melhores deste certame

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  18. Jowilton Amaral da Costa
    9 de junho de 2015

    Conto muito bom. Curto, bem escrito, bem humorado e com a fobia, inusitada, bem trabalhada, Boa sorte.

  19. Cácia Leal
    8 de junho de 2015

    Não sou muito adepta de minicontos, mas o seu ficou divertido. Está mais para uma crônica. Gostei muito. Bem escrito e sintético. Senti falta, no entanto, de um enredo mais bem elaborado.
    Gramática: Excelente, com pequeníssimos deslizes, perdoáveis, como “corpo-a-corpo”, que caiu o hífen.
    Criatividade: Muito criativo, excelente.
    Adequação ao tema: olha, achei pertinente, embora eu discuta a questão da fobia. Será que a tentação foi mais forte que a fobia?… rs… brincadeirinha. Estava dentro do tema sim.
    Riqueza textual: Muito bem escrito. Parabéns!
    Emoção: Estava legal, mas, devido ao tamanho, este quesito foi pouco trabalhado.
    Enredo: Achei que faltou mais elaboração de trama, talvez pelo tamanho do conto.

  20. Ana Paula Lemes de Souza
    8 de junho de 2015

    Confesso que fiquei bastante confusa com o conto e tive que reler. É um bom conto, inclusive o tamanho é um show à parte. Só que infelizmente a trama não me cativou… Nem um pouco. Reconheço a qualidade do conto e a maestria de seu contador, mas definitivamente não faz meu estilo. Sorry!
    Desejo-lhe sorte no desafio!

  21. Leonardo Jardim
    8 de junho de 2015

    Minha avaliação antes de ler os demais comentários:

    ♒ Trama: (3/5) o conto é muito curto e, quando você está gostando, acaba. Mas, mesmo assim, consegui enxergar uma trama por trás e gostei.

    ✍ Técnica: (4/5) muito boa, a fina ironia em cada frase. Achei apenas dois verbos que escapuliram para o presente.

    ➵ Tema: (2/2) não sei se entendi direto, mas parecia medo de germes nas frutas, é isso? De qualquer forma, o medo está lá bem visível (✔).

    ☀ Criatividade: (2/3) um medo diferente e um jeito irônico de contar. Ganhou pontos por isso.

    ✎ Poema: (1/2) muito simples, mas bem encaixado na trama.

    ☯ Emoção/Impacto: (4/5) achei muito divertido, mas talvez por ser muito curto, não me arrebatou totalmente.

    Escorregadas para o presente:
    ● Mas não *iria* abrir
    ● *Pôde* ver toda aquela formosura

  22. Gustavo Castro Araujo
    7 de junho de 2015

    Muito bom o miniconto! O autor domina claramente o estilo. Impossível não imaginar o Betão todo encagaçado. Finalmente vou poder pesar nas drosófilas de um jeito diferente daquele que as aulas que genética ensinavam, rss

    Só lamento ter sido tão rápido. Evidentemente, o autor poderia ter nos oferecido muito mais, mas preferiu manter-se na zona de conforto. Em todo caso, um ótimo trabalho.

    Parabéns.

  23. catarinacunha2015
    6 de junho de 2015

    Velocidade, objetividade e vocabulário rico e criativo. Texto enxuto e divertido.
    Em tempos de falta de tempo um conto rápido alimenta a alma e pode ser lido no ônibus, metrô ou banheiro.
    Descontando os lapsos gramaticais e o poema apenas bem encaixado na trama, o resultado é muito bom!

  24. Simoni Dário
    4 de junho de 2015

    Que facilidade pra escrever, hein? Um texto bom, criativo, divertido e curto. Eu nem acreditei quando acabou, queria um pouquinho mais, mas depois pensei – pra que – está tudo ali!
    Parabéns autor, excelente trabalho!
    Boa sorte!

  25. Evandro Furtado
    4 de junho de 2015

    Cara, WTF?

    Isso é muita loucra pra mim, he he. Tive que voltar e reler umas três vezes pra esclarecer o que tinha visto. E gostei pacas!

    Essa linguagem meio maluca, quase surrealista, cheia de alegorias é fantástica. A história – ou falta dela – também maravilhosa.

    A fobia está aí, de um jeito ou de outro. O personagem muito bem escrito e descrito e desenvolvido. E acho que o tamanho também ajudou muito, pra não ficar pesado.

    Parabéns.

  26. Rubem Cabral
    3 de junho de 2015

    Olá, autor(a).

    Conto muito divertido, com algumas comparações bem “sacadas”. Há alguns pequenos errinhos por acertar e achei que a história poderia ser um pouco mais esticada, porém o resumo da ópera foi positivo.

    Ah, o poema foi meio nhém, mas tá bem contextualizado.

    Bom conto!

    Uma dica de quem não tem fobia das mosquinhas de fruta, mas tbm não gosta muito delas: espalhe uns vidrinhos com vinagre e açúcar pela casa que as bobas acabam por se afogar dentro.

  27. Fabio Baptista
    3 de junho de 2015

    * TÉCNICA: 2/3
    Muito boa. Contou a história de um jeito muito divertido, com ótimas sacadas, tipo das pupilas dançarinas.

    Porém, as questões já apontadas pelos colegas me levaram a descontar um ponto.

    * TRAMA: 3/3
    Simples e eficaz!
    Faz o leitor querer mais a cada palavra e terminar com um sorriso no rosto.

    * POESIA: 1/2
    Essa apareceu aí só pra constar, né? Kkkkkk

    Mas vou considerar a relevância do verso para o desenvolvimento da história.

    * PESSOAL: 2/2
    Gostei pra caralho!

    * TEMA: x1
    Medo de mosquitos da banana, devidamente curado pelos encantos da vizinha gostosa!

  28. Brian Oliveira Lancaster
    2 de junho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Fazia tempo que não aparecia um texto nonsense por aqui. Curti a vibe maluca. Quando vi a imagem pensei que ia ser um texto épico e quilométrico. Ledo engano.
    G: Textos bem humorados me agradam quando são fáceis de entender e tem um enredo com certo pé na realidade. Aqui não tinha muita realidade, mesmo assim, cativou. Pena que foi tão curto. Mas às vezes estes causam mais impacto que os longos. Dito isso, senti falta de um final mais desenvolvido. A fobia inusitada faz todo o sentido dentro do contexto. O poema também.
    U: Nada me incomodou nas construções, divertidas.
    A: De uma maneira nada convencional, se encaixa no tema proposto, nas duas frentes. No entanto ficou aquele gosto de “o que aconteceu?” logo depois do “cuma?”.

  29. Wallace Martins
    31 de maio de 2015

    Olá, meu caro Autor(a), tudo bem?

    Que conto maravilhoso! De verdade, há tempos não lia algo tão bom.

    Técnica de escrita apuradíssima e com um toque irônico e bem encaixado que faz qualquer um se deliciar e se divertir, e muito, com a leitura. Um conto curto, mas recheado de informações e qualidades.

    Alguns erros gramaticais, regência verbal e no uso do latim, como fora citado por uma de nossas colegas ali acima, mas nada que tirasse todo o brilho da história e do Betão.

    O poema ficou muito bom, encaixado de repente na história, mas que cumpriu bem o seu papel dentro da trama.

    O final fora surpreendente e maravilhoso.

    Realmente desejo-lhe boa sorte, parabéns e agradeço-lhe, muito, por ter compartilhado este conto conosco.

  30. Rogério Germani
    30 de maio de 2015

    Olá, Mirna!

    “O bom humor é essencial, o que nos salva.”
    (Mark Twain)

    Vamos à análise do conto.

    Pontos fortes

    1-Linguagem irônica apurada.
    2- Técnica bem aplicada para expor a fobia ao longo do texto.
    3-Poema curto, porém peça fundamental no arsenal jocoso utilizado nesta batalha épica.

    Pontos negativos

    1-“As pernas bambam e o suor arde nas pálpebras”.
    O certo seria : As pernas bambeiam e o suor arde nas pálpebras.

    2-“Quando a campainha tocou sentiu o toque da besta no ombro. Era o sinal. Mas não vai abrir nem que seja sua mãe estrebuchando na porta.”

    Soaria melhor se o tempo de conjugação fosse modificado na frase final:

    Quando a campainha tocou sentiu o toque da besta no ombro. Era o sinal. Mas não iria abrir nem que fosse sua mãe estrebuchando na porta.

    3-“Va de retrum Nosferatu!”

    Duas falhas nesta frase: faltou colocar vírgula antes do vocativo Nosferatu e, já que se trata de uma expressão em latim, a grafia correta seria:

    Vade retro, Nosferatu!

    Parabéns pelo conto e boa sorte!

  31. Claudia Roberta Angst
    30 de maio de 2015

    Adorei, claro, este conto curtinho e divertido. Bem escrito, com a escolha precisa de palavras para deliciar o leitor com bananas e fobias…rs. A poesia está aí, encaixada de repente, mas nem dei muita bola para ela,não. Gostei mesmo é do inusitado final, a praga e a coragem do Betão. Muito bom! Boa sorte!

  32. Jefferson Lemos (@JeeffLemos)
    30 de maio de 2015

    Olá, Mirna. Tudo bem?

    Bom conto. Pequeno, mas com conteúdo. Diverte na leitura e mostra a habilidade do autor em criar muito com pouco. Gostei das descrições e do desenvolvimento. A Fobia, assim como as malditas moscas, ficou rondando a história inteira. Estava presente e pude senti-la.

    O poema foi simples, mas ilustrou muito bem.
    Gostei do que li.

    Parabéns e boa sorte!

  33. Sidney Muniz
    30 de maio de 2015

    Haha, divertidíssimo!

    Gostei bastante do conto, curtinho mas tecido com maestria, daí entendemos que não é tamanho, e sim qualidade.

    O texto é muito objetivo, cumpre muito bem o que o autor(a) tentou passar.

    Achei a poesia mediana, mas é boa, ainda assim e está aí.

    Acho que esse desafio de encaixar a poesia é o que tem dificultado a vida da maioria, pois realmente nos afastamos um pouco dessa área quando passamos a nos dedicar a contos.

    Bem, não vi nada quanto a língua pátria e achei o final excelente.

    Parabenizo o autor(a) e desejo sorte no desafio.

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Publicado às 30 de maio de 2015 por em Fobias e marcado .
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