EntreContos

Detox Literário.

Ucronia (Felipe Holloway)

Ilustração

Desde que entrou no bar, ela não tinha saído da minha visão periférica. No mar de camisetas pretas exaltando bandas cujos logos incompreensíveis se assemelhavam às raízes elevadas dos mangues, a blusinha amarela simples com a silhueta de um submarino destacava-se como um cão doméstico circulando no meio de uma matilha de lobos. Eu estava numa pausa metafísica entre a sétima e a décima primeira cerveja quando o ponto amarelo cresceu, transformou-se num borrão e finalmente entrou em foco à minha esquerda, emoldurando um busto pelo menos quatro números maior do que o seu correspondente na minha memória.

Tive medo, ao cumprimentá-la, de que o cheiro do álcool já tivesse anulado o efeito do perfume. (“Cítrico, pra combinar com a cara que você fez da primeira vez que chupou minha boceta…”) Mas ou isso não aconteceu, ou a sinceridade olfativa era um dos muitos instintos que iam embora com o fim de um relacionamento.

— Você, hein? — ela disse, balançando de leve a cabeça, depois do meio-abraço de praxe.

— O quê?

— Acho que a última vez que te vi frequentando este tipo de bar foi quando a gente se conheceu.

Observação capciosa, logo vi. Tanto podia sugerir que eu cedera à nostalgia de um lugar parecido com o do nosso primeiro encontro, quanto que, terminado o namoro, não tinha perdido tempo em voltar a aproveitar uma rotina da qual supostamente abdicara  com o  início da relação. Como outro marco histórico importante daquela época era o começo da vida acadêmica, consegui desviar, com razoável naturalidade, o foco na elaboração de uma justificativa.

— Pois é, a faculdade me privou de muita coisa, além da dignidade…

— Sei. E esse teu comentário só me garante que aquele ditado era mesmo verdadeiro:  tu larga as exatas, mas as exatas não te largam.

— Como assim?

— Tu continua saindo pela tangente, né.

Nós dois rimos. Não era uma reprimenda, afinal, e a menção bem humorada a um traço meu que antes a incomodava me deixou mais à vontade, apesar de, estranhamente, um pouco triste.

— Na verdade, eu não larguei as exatas — esclareci. — Tô no segundo ano da pós em Física.

— Hmm, é uma desculpa bem melhor pra presença no bar.

— Vocês das ciências sociais sempre supõem que a gente odeia o que faz…

— E o contrário não acontece? Lembra que tu achava que tinha uma cláusula obrigando os calouros de comunicação a pintarem o cabelo de alguma cor exótica?

— Mas não tinha?! Falando nisso, quase não te reconheci sem o roxo.

— Ah, tu tá sendo cavalheiro. Certeza que o aumento do manequim te confundiu bem mais que o sumiço do Barney, que aliás era horrível.

— Que aumento do manequim?

— Ei, ei, sem cinismo. Espere pelo menos eu estar tão alta quanto você.

Fiz um gesto de quem desiste. Ao contrário do que ocorrera com os cabelos, o tom do humor como circunstância atenuante da autocrítica não tinha mudado. Assim como a mistura dos pronomes.

— E como vão as coisas?

— Na mesma — e ela desviou os olhos ao prosseguir: — É o que acontece quando se consegue um cargo público, né. A gente vira esteira quebrada, se acostuma com a estagnação e começa a dar a desculpa de que essas coisas brancas na nossa carreira não são teias de aranha, é a decoração do dia das bruxas que a gente esqueceu de tirar.

A melancolia carregada do comentário me pegou desprevenido. Mas o fato de ela ter se sentido suficientemente à vontade para fazê-lo, mesmo transcorridos três anos do nosso último encontro, e com o diálogo recém-iniciado, me encheu de otimismo.

— Mas não era o que você queria? A estabilidade do cargo, quero dizer.

— Do cargo, não da vida. Eu achava, pelo menos. Mas depois de um tempo vai batendo uma dúvida. Sabe aquelas histórias de cantores de coral de igreja que terminam virando vocalistas de bandas de death metal? Pois é, acho que fiz o processo inverso: fui porra-louca o curso de jornalismo inteiro pra terminar trabalhando numa emissora do governo. E sinto uma falta filha da puta de sacrificar bodes no altar de Satã, se é que tu me entende.

Houve uma diminuição quase instintiva do tom na parte do palavrão, como se o decoro parlamentar já tivesse começado a afetá-la fora do ambiente de trabalho.

— Bem, pelo menos ainda tem lugares assim em Porto Alegre, pra extravasar — eu disse, indicando o bar. — Em Primavera, até a natureza se opõe aos fãs de rock e góticos da faculdade em geral: você derrete se vestir uma blusa preta.

— Ah, a tua pós não é aqui?

Tentei parecer espontâneo repetindo a desculpa ensaiada mil vezes no quarto do hotel: a lata virada na boca, o indicador adiantando a resposta enquanto a cerveja descia como um tônico para a capacidade de atuar.

— Não, não, eu só vim resolver umas coisas do divórcio. O advogado da minha ex-esposa não consegue andar de ônibus sem enjoar, e como Primavera não tem aeroporto…

Analisei a expressão dela no reflexo do tampo do balcão. As sobrancelhas erguendo-se, um assentimento incompleto de quem agora compreendia tudo, uma mecha rearrumada sem necessidade atrás da orelha.

— Casamento é uma merda… — comentou, bamboleando, distraída, o fundo do copo de cerveja na superfície polida do balcão. — Se bem que acho difícil pensar que as coisas estariam piores pra mim agora, se eu estivesse casada.

Fiz o possível para demonstrar alguma indiferença humanista em relação à informação menos importante naquela frase, a de que ela permanecia legalmente solteira, e me ocorreu, um pouco depois, debilmente, que talvez ela tivesse feito o mesmo quando mencionei o divórcio.

— Deve ter destinos piores pra um jornalista do que trabalhar na TV do senado. Imagina se você tivesse ido parar, por exemplo, no jornalismo esportivo? Estudar coisas como Teoria do Discurso e Lazarsfeld pra ficar ouvindo variações de “a equipe tá de parabéns… graças a Deus… três ponto… o professor… graças a Deus”; ou então nesses programas policiais em que os bêbados se expressam melhor do que o pessoal da polícia.

— No governo não tem muita diferença não, sabia? A única figura que se usa é o eufemismo, e volta e meia eles inventam uma palavra, mas sem a graça de um Odorico Paraguaçú. “Aumento na conta de energia” é “realinhamento de tarifa pública”, “demissão em massa” é “racionalização de recursos humanos”, “banguela” é “centroavantemente desfalcado”… É sério, me dê qualquer fenômeno social ou natural que eu te devolvo o eufemismo correspondente na lata.

— Hmmm… Acho que natural é mais interessante. Terremoto.

— Facilitação geológica do acesso às reservas de petróleo.

— Furacão.

— Conificação eólica.

— Chuva.

— Regamento celeste.

— Toró.

— É a mesma coisa, porra.

— Não é não. Chuva é isso que tá caindo aí fora, toró é o que pegou a gente aquele dia, de noite, indo pro Bom Fim, lembra?

— E eu ia esquecer? Até hoje tenho esperança de encontrar aquele guarda-chuva. Tu acredita que eu só não continuei segurando no cabo dele quando a ventania aumentou porque a imagem da puta da Mary Poppins me apareceu num reflexo?

— O que, você ficou com medo de ir junto?!

— Não era uma preocupação sem fundamento naquela época, quando eu era um palito. Hoje, sim, eu poderia ficar tranquila.

— Exagerada. Lembro do seu chinelinho descendo pro bueiro com a correnteza…

— E você correndo atrás… “Para esse chinelo aí, senhor!”

— Claro, foi o primeiro modelo ilustrado que as Havaianas lançaram, custava uma nota!

Continuamos relembrando detalhes da noite tempestuosa, alguns já meio distorcidos, outros francamente inventados, até ela admitir que “aquela chuva precisaria mesmo de um eufemismo diferente…” Fiquei esperando ela pensar no eufemismo. Quando pareceu evidente que isso não ia acontecer, retomei o fio que tinha nos levado à reminiscência.

— O que eu sei é que a sua ocupação atual ainda me parece bem menos ruim do que cobrir um campeonato brasileiro da vida.

— É que a tua mente tá lá na física, pensando em termos de relatividade absoluta. A simples existência de uma profissão como inseminador de vacas faz a de lixeiro parecer um cargo de zelador de ilha paradisíaca.

— Exatamente! Qual a sua dificuldade em encarar a vida desse jeito?

— Aqui, ó. E tu, tá fazendo a pós com bolsa?

— Sim. Nem teria como ser de outro jeito, aliás, porque o negócio é bem puxado…

— A especialização é em que área, especificamente?

— Mecânica Quântica. Meu orientador e eu estamos verificando a aplicabilidade de um modelo sugerido pelo Leonard Suss… por um físico aí, na teoria do multiverso.

— Teoria do multiverso… O nome é familiar…

— É que às vezes eu falava dela, quando…

Ia dizer “quando a gente namorava”, mas parei, e eu mesmo, a princípio, não entendi o motivo. Afinal, a rememoração detalhista da experiência com a tempestade já trazia em si a noção de um passado compartilhado romanticamente. Mas uma parte quase inconsciente de mim percebeu que, mesmo quando falávamos do episódio, ninguém ousou nomear o tipo de relação que tínhamos na época, como se isso equivalesse a admitir uma fraqueza, uma incapacidade latente de superar o rumo das coisas. E talvez fosse melhor manter tudo assim, no plano da disputa subliminar para ver quem cedia primeiro.

— Bom, em resumo, é a teoria de que o nosso Universo coexiste com vários outros, cada qual com suas particularidades físicas e estruturais. Tem um bocado de especulação metafísica nisso, mas a ideia geral parte de observações bem fundamentadas, como a da uniformidade do cosmos. Essa regularidade seria um  indício inequívoco de algo que a gente chama de “inflação cósmica”, uma fase de intensa expansão por que o universo teria passado logo depois do big bang, mais ou menos como aquele fôlego inicial de uma criança soprando, por um canudo, um copo com água e detergente.

— E eu achando que a inflação só afetasse a economia…

— Pois é. Acontece que as condições em que essa inflação se deu são facilmente reproduzíveis, o que, simplificando, deu origem à teoria de que há  regiões vizinhas a nós que passaram pelo mesmo processo de expansão súbita. O crescimento teria sido tão intenso que esses trechos do espaço sumiram do alcance da vista dos outros, do raio de detecção de seus aparelhos. Quer dizer, são universos diferentes.

— Bem que tu disse, tem uma cara de especulação do caralho.

— Isso porque eu não te falei da vertente da teoria em que a gente trabalha, a da composição por anulação casual.

— O que, em linguagem de gente, dá…?

— Imagine que você está saindo de casa e precisa escolher entre dois sutiãs de cores diferentes. Vamos supor que, neste nosso universo aqui, depois de pensar um pouco, você acabe decidindo que é melhor ficar em casa e assistir um filme…

— Que é basicamente o que tem acontecido.

— …o caso é que, segundo essa tese, existiria um universo em que uma versão de você escolhe o sutiã azul e outro em que uma nova versão escolhe o vermelho. E também um terceiro, em que você sai sem sutiã nenhum.

— É provavelmente nesse que eu estou melhor na vida.

— Talvez. Mas a exclusão casual é isso: para cada escolha que você deixa de fazer, para cada evento geológico ou histórico que não aconteceu, para cada bifurcação fortuita naquilo que a gente conhece como fluxo espaço-temporal, há um cosmo inteiro para dar conta, num processo que cobre todas as possibilidades, fazendo com que tudo o que possa acontecer tenha acontecido ou esteja acontecendo. Isso dá um peso bem dramático pras pequenas indecisões do cotidiano, hein?

— É… Me lembra um pouco a ucronia…

— O quê?

— Aquele gênero lítero-jornalístico que lida com especulações históricas. A revista Superinteressante tinha uma seção dedicada a isso, chamava-se “E se…?” E se o Brasil tivesse sido colonizado pela Escócia, essas coisas.

— Meu Deus, imagina a nossa culinária…

Ela deu uma risadinha educada. Depois, pensativa:

— Será que em algum desses universos…

Esperei a conclusão. Se não estivéssemos num bar, eu teria ficado com medo de ela escutar a aceleração da minha frequência cardíaca.

— O quê? — perguntei, vendo que a pausa se prolongava.

— Nada.

— Fala.

— É bobeira, tu já disse que a coisa engloba todas as possibilidades.

Não insisti, por receio de irritá-la. Durante o resto da noite, pensaria na parte não dita da frase, confrontando com o que eu mesmo sentia, ora feliz pela exatidão da correspondência, ora frustrado por ela não ter tido coragem. O tom especulativo já tinha sumido quando ela reiniciou a conversa.

— Eu tô aqui brincando desde o início, mas tu sabe que eu fico muito feliz em saber que tu tá se dedicando a algo que sempre quis, não sabe? Em ver que pelo menos um de nós não se rendeu à mediocridade…

— Ora, você fala como se o trabalho te resumisse. O que é ainda mais injusto quando eu penso que, levando em consideração o que conheço do funcionalismo público, se a gente descontar o tempo diário de serviço, ainda te sobram o quê, umas 20 horas por dia?

— Vai te foder. Mas sim, ele não chega a me resumir. Eu ainda acho inspiração pra escrever uma ou outra coisinha que não seja hagiografia de senador ou ode à inauguração de pontes de madeira. Uns poemas, alguns contos… Tudo bem menos transgressor do que eu gostaria, mas muito mais do que a redação do trabalho permite, o que já é alguma coisa. Me sinto o próprio Winston Smith  escrevendo no diário, imaginando que um pequeno ato de rebeldia na vida privada é o suficiente pra corromper todo o sistema. Sério mesmo, aquele editor de textos é a minha catarse diária. Você sabe que eu morro se…

Mais uma vez a hesitação partiu dela. E eu entendi, talvez da mesma forma que ela quando eu hesitei, o que teria vindo a seguir. O respiradouro. Uma piada interna do relacionamento, sobre a incompatibilidade das nossas áreas, refletida, em alguma medida, nas duas personalidades. Eu exatas, ela sociais. Eu lógico, ela humana. “Você é a medida de distanciamento científico que eu preciso pra não pirar no meio daquele povo engajado.” Sendo “distanciamento científico” um eufemismo (ela sempre levara jeito com a figura) para “caretice”, “apatia política”, “previsibilidade”, “constância”. Hoje, no entanto, as coisas tinham se invertido: era a carreira dela que estava revestida de um conformismo que a vida pessoal mal conseguia atenuar. “Você sabe que eu morro se não tiver um respiradouro em qualquer que seja o meio no qual eu tô imersa”. Não, ela não voltaria para mim. Um namorado das exatas tinha sido, na época da faculdade, o contravalor exato de um idealismo humanista, pueril, que a cercava no ambiente acadêmico e fora dele. Reatar agora seria engrossar as fileiras da mediocridade, seria estender seu alcance à vida pessoal. Eu deixara de representar o respiradouro para fazer parte do meio de imersão. Ela não tinha norteado a vida profissional com base no vácuo de uma perda pessoal. Nada em sua atual rotina fazia supor que ansiava por nossa reconciliação. Ela não enveredara por uma linha de pesquisa que tratava da possibilidade de existência de múltiplos universos dando conta de todas as variações do real apenas pela beleza da suposição de que, num plano paralelo àquele no qual nos inserimos, ainda estamos juntos, talvez casados, talvez felizes.

Continuamos conversando sobre literatura até um grupo de amigos dela entrar no bar, fazendo, ao cumprimentá-la, um estardalhaço que me incomodou tanto quando o fato de eles não serem da minha época, da nossa época. Não prestei atenção em como ela me apresentou (um velho amigo? O meu antigo respiradouro?). Um dos rapazes queria que ela conhecesse seu novo namorado, que estava do outro lado do bar. Era a distração perfeita, sobretudo por representar tão bem a ruptura entre nossas realidades atuais. Prometi que a esperaria, paguei as minhas cervejas e as dela e saí na chuva, incapaz de encontrar algum conforto no pensamento de que devia haver, em algum recôndito além das paredes do meu universo, uma versão de mim mesmo que terminou a noite nos braços dela.

***

Não vi quando tu deixou o bar, e o encontro que eu supunha casual foi parecendo, ao longo do tempo e da ausência completa de contato, cada vez menos casual. As pontas soltas, reticências e subentendidos da nossa conversa se assentaram com a lentidão dos processos geológicos, culminando com uma certeza que perturbou meu sono por muito tempo: eu não consegui te fazer perceber que sentia tua falta. Uma falha que se torna mais grave quando se considera minha formação em comunicação. Não entendi que a insistência em explicar, simplificadamente, o cerne da tua pesquisa (tu, que nunca quis me “aborrecer com as miúdezas da física”, e que odiava os teóricos que barateavam os conceitos dela com analogias simplistas) se tratava, na verdade, de uma mensagem codificada como os enigmas da tua área. No entanto, posso te acusar aqui da mesma coisa, porque os anos de afastamento sugerem que tampouco você foi capaz de perceber o que ia nas entrelinhas do que contei naquela noite. Isto porque, assim como foi no exercício da tua paixão maior, a física, que você encontrou uma forma de incluir “a possibilidade de nós dois”, foi na minha grande salvadora, a escrita, que eu dei vazão ao mesmo anseio. Ainda que a tua mente esteja voltada para o metodismo dos números, tu há de convir que não existe grande diferença entre crer na existência de universos alternativos e escrever. Bem ao contrário, aliás: ambas as ações são até complementares, na medida em que através da segunda cria-se uma base com alguma solidez para o exercício da primeira. Este conto, assim como os muitos poemas e crônicas que escrevi (todos, em maior ou menor medida, incluindo arquétipos da doce antítese que era a nossa relação), eu dedico a você. E justifico a ausência de um final feliz com o argumento de que, baseado na minha ideia de universo paralelo e na tua de eliminação casual, era preciso esgotar, na ficção, a possibilidade de não termos voltado a namorar justamente para que a nossa realidade pudesse concorrer para a concretização dela.

E aí, quando você vem para Porto Alegre?

____________________

Conto inspirado na letra da música: http://letras.mus.br/jupiter-maca/240426/

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42 comentários em “Ucronia (Felipe Holloway)

  1. Thomaz Ribeiro
    11 de julho de 2015

    Bravo, Holloway! Geralmente não me animo tanto a ler um conto tão extenso na web (o que realmente é muito grosseiro de minha parte), mas como era um conto seu, sempre dou crédito. A sua narrativa flui naturalmente e a história de amor não concretizado (esse mar de possibilidades que banha as nossas) é tão singela e comovente, que chegou a me dar nostalgia de coisas que não vivi, Muito bom o seu texto.

  2. Eduardo Barão
    4 de outubro de 2014

    Gostei bastante. A narrativa beira ao primoroso e a teoria apresentada (englobando universos paralelos e toda essa viagem cósmica) é bem interessante. No entanto, o conto pode soar bem cansativo para quem não é muito chegado à física ou qualquer outra dessas abordagens que permeiam o texto.

    Parabéns.

  3. Angélica
    4 de outubro de 2014

    O conto é bem longo e se torna cansativo, mas gostei dos conhecimentos de física que foram empregados e ligados diretamente as personagens. Assim como o final que ficou bem diferente do que costumamos ver. Boa sorte!

  4. Carolina Soares
    4 de outubro de 2014

    Ótimo conto, diálogos bem reais, esse ex-casal deve existir em algum lugar rsrs. Eu senti nas personagens umas antiga – e quase morta – intimidade, e a inocente tentativa de restaurá-la, o que acho que foi a sua intenção.

    Olhando a letra da música em um segundo momento (Já que eu não a conhecia) vi que você criou um conto muito fiel, gostei da escolha da Física na narração para justificar alguns trechos. Parabéns e boa sorte!

  5. tamarapadilha
    4 de outubro de 2014

    O sentimento que o conto me despertou foi: nostalgia. Esse reencontro com um ex-amor, o entendimento sem palavras em algumas coisas, as lembranças. Ótimo conto, muito leve. No começo fiquei um pouquinho incomodada com esse uso de tu e de palavras mais informais mas logo acostumei e nem liguei para isso. Parabéns.

  6. Thiago Mendonça
    4 de outubro de 2014

    Adorei o conto, muito bem escrito e simples de se ler. De verdade, a leitura fluiu muito fácil durante o conto todo. (podeira ser um pouco menor, cortando algumas partes nas quais ele se arrasta um pouquinho, mas nada demais)

    até que chegou na parte final..

    sinceramente, odiei o fim… o conto que avia sido quase todo exclusivamente diálogos, um conto bem dinâmico e divertido, e você termina ele com o maior parágrafo que já vi na vida. A explicação do final foi até bem elaborada e a sacada foi legal, mas poderia ter sido feita de outra forma, pra não quebrar o ritmo do conto.

    Parabéns!

    • Thiago Mendonça
      4 de outubro de 2014

      P.S: Walter Underwood é uma homenagem a Walter White e Frank Underwood?

  7. Andre Luiz
    4 de outubro de 2014

    Gostei do conto, apesar de considerá-lo um pouco longo demais, o que por vezes dificultou a leitura, nada demais, porém que poderia ser um pouco reduzido. Concordo com algumas opiniões de que o conto tem um desfecho deveras estranho, mas busco entender a intenção do autor. No mais, as palavras riquíssimas e a trama completa deram uma impressão muito boa da obra. Parabéns!

  8. Alana Santiago
    3 de outubro de 2014

    Gostei bastante, gosto de contos nesse estilo. Ainda mais com esse “algo a mais” no final. Achei algumas partes cansativas no diálogo, mas senti empatia imediata pelas personagens. Muito bom! Parabéns!

  9. Edivana
    3 de outubro de 2014

    Um conto inteligente – principalmente para a garota de humanas aqui, que nem tentou entender a explicação mais pontual da teoria física (rs); conto engraçado, as personagens apresentam uma química e uma fala muito gostosa, e o final é uma cereja suculenta.

  10. Fabio D'Oliveira
    3 de outubro de 2014

    Achei o texto um pouco cansativo. É como uma conversa entre amigos num bar, interessa apenas quem está no meio; para o resto, bem, é besteira. O ponto interessante foi a relação entre os personagens, bem íntima, mesmo depois de três anos separados. É assim mesmo com algumas pessoas, podemos ficar longe anos, mas quando nos encontramos com elas, parece que nos vimos há apenas uma semana. Enfim, não gostei, pessoal, apesar de estar muito bem escrito.

  11. felipeholloway2
    3 de outubro de 2014

    A alteração no ponto de vista narrativo que força à reavaliação de tudo o que se leu até ali lembrou-me de “Sweet Tooth”, do Ian McEwan, e o uso da teoria metafísica dos múltiplos universos como justificativa para uma ação concreta remeteu a “O Jardim de Veredas que se Bifurcam”, do Borges. Também gostaria de ter constatado uma sutilização da reviravolta, que poderia vir imbricada no corpo do conto. Digamos, por exemplo, que a personagem revelasse ao ex um de seus maneirismos inconscientes na hora de escrever, e que o conto trouxesse evidenciado, ao final, esse mesmo maneirismo. Só que aí não daria pra explicar a necessidade do final triste, segundo a concepção de esgotamento das possibilidades…

    Enfim, de maneira geral, acredito que a execução ficou aquém da ambição.

  12. rsollberg
    2 de outubro de 2014

    Muito, muito, FODA! (foi mal, mas não encontrei um sinônimo)

    Um texto absolutamente sensacional! Os diálogos são impecáveis e recheados de humor. Adorei esse trecho:

    “É o que acontece quando se consegue um cargo público, né. A gente vira esteira quebrada, se acostuma com a estagnação e começa a dar a desculpa de que essas coisas brancas na nossa carreira não são teias de aranha, é a decoração do dia das bruxas que a gente esqueceu de tirar.”

    A parte do eufemismo também é deliciosa, ri muito com o terremoto. O autor consegue de maneira magistral juntar o humor/sarcasmo com a infelicidade e a desilusão. Em certos momentos, lembrou-me muito duas autoras virtuosíssimas que também possuem esse estilo, Pola Oloixarac e Marisha Pessl.

    Ao misturar assuntos complexos com coisas hodiernas você deixou o texto divertido de se ler. Algo do tipo que Woody Allen costuma fazer muito.

    Pensei que daria apenas uma nota 10 nesse desafio… Talvez em um outro universo, onde eu tivesse optado por não ler esse conto. Quem sabe?

    Agora, só para matar minha curiosidade, e se o autor não se importar é claro, Walter Underwood, tem alguma relação com Walter White e Frank Underwood?

    Se tiver, vou dar 10.5!

    Parabéns e boa sorte!!!

  13. Felipe Moreira
    1 de outubro de 2014

    Não esperava encontrar algum texto que abordasse cosmologia de forma tão divertida, eloquente. O conto em si é sublime e penso que o autor teria a mesma capacidade de narrativa caso o ponto de vista fosse o dela, de “sociais”. O diálogo é vivo, intenso. Esse trecho, rico de tão lírico, foi o ponto alto para a reta final brilhante do trabalho:

    “Prometi que a esperaria, paguei as minhas cervejas e as dela e saí na chuva, incapaz de encontrar algum conforto no pensamento de que devia haver, em algum recôndito além das paredes do meu universo, uma versão de mim mesmo que terminou a noite nos braços dela”.

    Também não posso deixar de mencionar a ucronia das edições da Super e como ela casou perfeitamente com o conto e o seu desfecho. Já li quase todos e esse é meu favorito. Nota máxima.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte.

  14. Willians marc
    30 de setembro de 2014

    Achei esse conto excelente. Mesmo tratando de assuntos complicadíssimos, como física, os diálogos são bem interessantes e o plano de fundo também é ótimo. Palavrões não me incomodam nem um pouco e o fim do conto, ao meu ver, está no mesmo nível do restante do conto, pois evitou clichês e ainda criou novas possibilidades para.a história que já foi contada.

    Um dos melhores contos do desafio que eu li até o momento.

    Parabéns e boa sorte.

  15. Camila H.Bragança
    30 de setembro de 2014

    Prezado/a colega

    Atesto que vosso namoro com teorias acerca de Buracos de Minhoca e estabelecimento de período hipotético resultou em um trabalho simples com certa originalidade. Vossa narrativa retirou a atmosfera de artigo científico sem extirpá-la por completo. O final abre margem para refletir acerca da alterações da malha fractal temporal criando vários futuros subjetivos. Em vosso texto não se sabe o que causou a ruptura da realidade apresentada ao receptor/leitor que apenas observa, por meio dos diálogos e voz onisciente – dela -, as alterações na estrutura climática social dos dois personagens. O deságue merencório cativou-me.

    Saudações!

  16. Swylmar Ferreira
    30 de setembro de 2014

    O texto apresentou excelente estrutura semântica . O tema é interessante e a.
    a linguagem apresentada é objetiva onde o autor(a) mescla narrativa e diálogo.
    O conto chama a atenção pelos excelentes diálogos que permitem ao leitor ter ideia real dos personagens.

    Parabéns Lee e boa sorte.

  17. Swylmar.Ferreira
    29 de setembro de 2014

    O texto apresenta estrutura semântica perfeita. O tema escolhido pelo autor(a) é interessante, a linguagem é objetiva onde o autor(a) mescla muito bem narrativa e diálogo e a escrita é excelente.
    Chama a atenção os diálogos perfeitos entre personagens tão diferentes
    Parabéns e boa sorte.

  18. Fil Felix
    29 de setembro de 2014

    #O que gostei: um conto bastante realista, acredito que muitos vão se identificar, principalmente em se tratando de relacionamentos e ideais diferentes. A sequência do bar também é outro ponto bem crível. Devido à essas características, imaginei que fossem experiências do próprio autor. Mas depois de ver a música, vi que o texto é bem fiel.

    #O que não gostei: apesar dos pontos positivos, não aconteceu nada de muito interessante ou algum clímax. Ficou o cotidiano pelo cotidiano, não sei se gostei muito. Sobre os universos paralelos, é uma teoria que não tenho a mínima simpatia e pode ter contribuído, também.

    #O que não gostei: o fato de calcar só no cotidiano, um fato que acontece com muitos, mas que não vai além disso. Particularmente, fiquei aguardando algum evento inesperado, mas não aconteceu.

  19. Thata Pereira
    29 de setembro de 2014

    rs’

    Eu me vi muito nessa menina: o curso de comunicação, a vida doidona no passado – apesar da minha ter durado muito pouco – acabando em monotonia. Na verdade, não diria monotonia, mas no desejo de viver sem estabilidade (e não ligar para isso). :p Antes que isso vire um desabafo terrível, era só para dizer que,apesar de engraçado, muitos trechos nesse conto me tocaram e fizeram com que eu derramasse algumas lágrimas. Acredita? Pois é… rsrs’ Gostei muito!

    Boa Sorte!

  20. David.Mayer
    29 de setembro de 2014

    Conto um pouco difícil de digerir, por que eu tenho certeza que ele não foi dirigido para um grupo de leitores, mas apenas para UM. KKKKKKKKK.

    Enfim, o texto me desagradou logo no começo por palavrões ao meu ver desnecessários. Não sou contra a palavrões em contos, desde que estejam embasados em alguma lógica de momento, e tensão. Dizer determinadas palavras apenas para causar algum impacto no leitor, pelo simples ato de impactar, e não demonstração do texto e do que evoca os personagens, me incomodam. Mas isso é questão pessoal mesmo.

    O texto é enfadonho em muitas passagens. Longo em uma conversa que remete ao passado do escritor, creio eu. Enfim.

    Não entendi o que o autor quis transmitir. Uma mensagem codificada, talvez? Se sim, espero que dê tudo certo, mas para isso é preciso ser flexível no relacionamento. Dar espaço, e cobrar o seu. Só uma dicazinha amorosa. Ehehehehe

    Enfim, não gostei muito do conto por se estender em uma conversa que não levou a um objetivo. Entendi o fato de uma reconquista estar nas entrelinhas, o email dela no final, pedindo para o mesmo voltar, o fato da indecisão e de se darem uma nova chance. Mas não me fisgou de todo.

    De qualquer forma, o autor tem um talento literário muito bom. Ele sabe brincar com as palavras e frases como ninguém. O problema maior foi a história da qual não curti tanto.

    • Walter Underwood
      29 de setembro de 2014

      Amigo, eu não sei se você percebeu, mas o tema do desafio é “contos baseados em músicas”. Há uma letra (cujo link está logo abaixo do texto) na qual o mote do conto se inspira. Logo, tentar depreender qualquer traço autobiográfico neste sentido é, além de bastante incoerente, revelador de um processo de leitura extremamente primário. Seguindo essa linha de raciocínio, estaríamos propensos a imaginar que José de Alencar se apaixonou por uma índia, que Sófocles tinha ganas de casar com a mãe etc.

    • Walter Underwood
      29 de setembro de 2014

      P.S.: desculpe, mas a parte do aconselhamento amoroso foi demais, huahuahua

      • David.Mayer
        3 de outubro de 2014

        Não resisti! kkkkkkkkkkkkk

        Sei lá, foi o que me pareceu. Nada haver com outros autores, mas tipo, pareceu que o escritor tinha entrado tanto na mente do personagem que pareceu ele próprio a viver aquilo, daí meu pensamento. E cada conto é um conto, cada autor é autor, ou nunca usou elemento pessoal ao conto que escreve. Se não, me perdoe, devo ser o único… ehehehehehe

  21. Lucas Almeida
    28 de setembro de 2014

    Parabéns pelo conto, me prendeu de um jeito que, quando acabou, tomei um susto porque esperava que haveria mais. Não que necessitasse de mais, foi só impressão minha. Me fez lembrar de Stephen King e sua Torre Negra quando mencionou a área da física que fala de universos paralelos. Boa sorte 🙂

  22. Andréa Berger
    27 de setembro de 2014

    Uma delícia esse conto, com um quê de 1984, que é maravilhoso. Gostei do seu jeito de narrar, da história, dos diálogos, do clima, do final… de tudo. Apesar de estar no fim da formação acadêmica das humanas, tenho um carinho grande pela física e adoro quando colocam essa “dose” científica na história. A descrição da teoria do multiverso se prolongou um pouquinho (principalmente pra mim, que já estou familiarizada com o tema) mas isso não é nada demais.
    Um abraço e boa sorte.

  23. Leandro
    27 de setembro de 2014

    Caro autor, achei um lindo conto, rico em detalhes descritivos ( um ponto forte na sua forma de escrever ), em algum momento confesso que fiquei um pouco cansado, mas nada que me fez abandonar a leitura. Muito bom, boa sorte!!

  24. fmoline
    26 de setembro de 2014

    Estou estupefato! Como assim? Como o autor(a) conseguiu fazer um texto tão realista? Todas as referências físicas como os exemplos, tudo ficou tão bem encaixado e em nenhum ponto forçado, dando um ar muito crível à história. Além de super divertida, ainda carrega aquele rancor de ex, sabendo explorá-lo com maestria. Sério, estou maravilhado com a escrita.

    Muitíssimos parabéns!!! Boa sorte.

  25. Fabio Baptista
    26 de setembro de 2014

    ======= ANÁLISE TÉCNICA

    Muito bom.

    Texto fluído, sem erros, divertido, diálogos convincentes.

    Teria quebrado alguns parágrafos que ficaram um pouco mais extensos e também encurtado ligeiramente as explicações teóricas sobre o multiverso, que deram uma leve quebrada no clima.

    – Desde que entrou no bar, ela não tinha saído da minha visão periférica
    >>> Trocaria por: Desde que entrou no bar, ela não saiu da minha visão.

    – incomodou tanto quando o fato
    >>> quanto

    ======= ANÁLISE DA TRAMA

    Também muito boa. A princípio, a exemplo do José Geraldo, não gostei muito do que veio depois das estrelinhas, mas depois fiquei com a mesma impressão do Gustavo.

    Esse tema dos universos paralelos é fascinante. Escrevi umas 40 páginas de algo que um dia espero que seja um romance, tendo esse tema como pano de fundo (talvez em algum universo paralelo ele já esteja nas livrarias… e em todos os outros universos eu esteja no facebook).

    ======= SUGESTÕES

    – Quebrar os parágrafos
    – Reduzir a parte teórica.
    – Como citou a Maria, tem uma parte mais explícita que eu também tiraria. Não que eu seja moralista nem nada… é que é uma coisa meio destoante, além que pega o leitor de surpresa… estamos lendo tranquilos e de repente pula uma b***ta na nossa frente!

    ======= AVALIAÇÃO

    Técnica: *****
    Trama: ****
    Impacto: ****

  26. piscies
    25 de setembro de 2014

    Muitíssimo interessante. Que texto legal de ler. Este é um daqueles que eu nem gosto de falar muito, por que quanto mais eu falo, mais parece que estou estragando o conto com minhas descrições imperfeitas. Então me perdoe, por que não vou comentar muito sobre o texto aqui. Só queria falar que ele foi um dos melhores textos que li recentemente. Bem legal mesmo.

    Bato palmas em pé.

  27. Lucimar Simon
    25 de setembro de 2014

    Um ótimo texto. Uma verdade chegando, uma alusão ao nada, um desfecha adequado. Tempo marcado, delimitado por posições implicativas e geradoras de percepções diversas. Foi assim comigo. Os erros gramaticais já apontados ferem mas não matam a vontade de continuar lendo a boa estrutura da narrativa. acredito está uma disputa acirrada e como já dito o fim vem mas não acaba… apenas dar continuidade ao processo. Parabéns, boa sorte.

  28. Claudia Roberta Angst
    23 de setembro de 2014

    Desculpem, senhores, mas não gostei do título (eita palavra feia) e da música. Não curti Júpiter Maçã, mas isso é questão de gosto mesmo.
    Quanto ao conto, tudo se inverte. Muito boa a narrativa, bem construída ee recheada de diálogos. Leitura agradável e ágil.
    Adoro essa teoria dos mundos paralelos. Fico me imaginando vivendo experiências diferentes simultaneamente.
    Enfim, gostei muito, apesar do conto ser bem longo. Valeu! Boa sorte!

  29. Gustavo Araujo
    23 de setembro de 2014

    O que me atraiu neste conto foi a verossimilhança dos diálogos. Em alguns momentos, me senti como uma mosca pairando sobre o casal, testemunhando silenciosamente o embate — tanto a parte visível, como aquela submersa (que como um iceberg, revela-se nove vezes maior).

    A trivialidade do encontro começa num clima meio YA – o que não é demérito – mas evolui para algo mais profundo quando o casal começa a discutir o “e se…” O que poderia descambar para o sentimentalismo acabou se traduzindo numa digressão interessante. Conversa de bêbado? Papo de alguém que quer pegar a ex? Pode até ser, mas não deixa de ser instigante imaginar a miríade de possibilidades que esse tal ucronismo oferece.

    Além disso, creio que todos nós, em um momento ou outro da vida, nos vimos presos em uma armadilha parecida, ao reencontrar um antigo caso amoroso, especialmente se esse caso deixou feridas abertas. Desnecessário dizer que essa identificação favorece e muito a leitura.

    Claro, como leitor torci para que eles se entendessem. Mas já estava conformado com a saída à francesa do rapaz, solitário, na chuva. O conto já estaria ótimo se terminasse aí. O parágrafo final, porém, inverteu essa equação. Num exercício de metalinguagem, percebemos que tudo pode não ter passado de um momento de inspiração literária da garota. Ou não. Depende do universo em que nos encontramos.

    Ótimo conto. Parabéns.

  30. José Leonardo
    23 de setembro de 2014

    Olá, autor(a).

    De maneira geral, avaliando os quesitos (principalmente no tocante ao discurso direto, onde seu texto é diferente dos outros e sensacional), a meu ver este conto é o melhor dos que pude ler até o momento. Ironia, alegorias e o tom intelectual mesclaram-se positivamente nos diálogos (engraçado como o personagem-narrador entabula conversa sobre variados assuntos e é prolixo neles, mas hesita em abordar aquilo que é o principal para ele). A música foi utilizada no ponto certo, uma base verdadeira e não um molde. Seu texto agradou-me sobretudo nos diálogos.

    Acredito que o trecho em parêntesis (“cítrica…”) poderia ser suprimido — ponto divergente do texto, a meu ver, e a primeira frase, reformulada (desde que entrou/ela não tinha saído…).

    Boa sorte.

    P.S.: não tem como eu pensar em ucronia sem lembrar de Robert Howard e seu cimério (que foi ladrão e se tornou rei da Aquilônia — a França naquele “tempo ucrônico”).

  31. Gabriela Correa
    22 de setembro de 2014

    Excelente conto! A relação entre os personagens é bem construída, bem como suas personalidades. O diálogo é natural, espontâneo, mostrando-se simultaneamente melancólico e bem-humorado – na medida certa. Sua referência ao 1984 também me divertiu, como citou Maria Santino. E a abordagem dos eufemismos me encantou especialmente (acho importante ressaltar que sou estudante de Letras! – risos). Esta parte, achei especialmente bonita: “Ainda que a tua mente esteja voltada para o metodismo dos números, tu há de convir que não existe grande diferença entre crer na existência de universos alternativos e escrever.”
    Porém, a explicação física (como afirmou JC Lemos) soou enfadonha, ao menos para mim que não gosto da área. É minha única ressalva, baseada puramente num gosto pessoal – e que, por isso, não tira em nada o brilho do seu ótimo texto. Parabéns e boa sorte!

  32. rubemcabral
    22 de setembro de 2014

    Ótimo conto, narrativa segura, bons diálogos, personagens idem, humor na medida. Bacana o último bloco, a brincadeira com os multiversos, o esgotamento de todas as possibilidades.

  33. Brian Oliveira Lancaster
    22 de setembro de 2014

    Um ótimo conto urbano, do cotidiano e instrutivo, meio didático. Aprendi algumas coisas. Um ou outro parágrafo pedia uma quebra, mas não afetou a leitura. Conto intimista muito distinto dos outros. Gostei do tom introspectivo e metafórico. Senti um leve deslocamento temporal no início e fim, que não compreendi plenamente. No entanto, foi uma bela viagem.

  34. mariasantino1
    22 de setembro de 2014

    Bom Dia!

    Parabéns pela competência narrativa.
    Gostei bastante do início com o lance das camisetas, gostei da descrição da análise que ele faz à moça no tampo do balcão (algo tão comum, que causa um bom efeito). Apreciei a ótima referencia a 1984 (Winston Smith, da obra de George Orwell) e muito mesmo o paralelismo, divagações e o nome do conto (o nome foi uma ótima sacada).
    Gostei dos diálogos despojados, (o uso de palavras chulas entre eles aproxima do cotidiano, pois xingar é do dia a dia). Somente uma coisinha me incomodou por gostar das coisas mais implícitas, então, uma palavrinha ali foi desconfortável (ela induz a pornografia e eu não curto pornografias. Sensualidade sim, DEMAIS, mas pornografia não – Só uma palavrinha, dentro de um mundo que me agradou em seu texto, portanto, o saldo foi positivo).
    Mandou MUITO!

    Sucesso!

  35. JC Lemos
    21 de setembro de 2014

    Mais um dos bons!

    Gostei, sobretudo da narração, que é muito boa mesmo!
    Apesar de ter um fascínio por física, acho que aquelas explicações esfriaram um pouco o conto, tendo em vista o ponto em que ele estava no momento.
    Porém, isso não tirou o brilho do texto. Ficou muito bom, poético e fluído.

    Parabéns pelo belo trabalho e boa sorte!

    Será que em algum dos multiversos eu detestei esse conto? haha

  36. Anorkinda Neide
    21 de setembro de 2014

    uau! tive q pular minha sequencia de comentarios e vir aqui!
    então o Júpiter reaparece.. ótimo!
    como poetisa, eu as vezes implico com algumas palavras e Ucronia é uma delas… nossa, pavorosa 😛 gostaria q o titulo fosse: Eu e minha ex.. rssrs
    mas desconsidere…

    O conto é lindo, perfeitamente real em qualquer universo. O final revelando a metaficção é delicioso de perceber, sorri com o aceno de esperança ao final.

    (ao citar as trocas de pronomes, o autor se entregou, hein.. q feio, agora já sei quem é!…)
    Abração

  37. Pétrya Bischoff
    20 de setembro de 2014

    Deixa eu falar: Quando li a primeira frase ri sozinha, a mina de camisa do Yellow Submarine sou eu :3 hahah
    Mas hein, outro Júpiter?! E essa música me faz embalar viagens mentais. Ao mesmo tempo que pode ser Eu e Minha Ex, pelo bar pensei em Um Lugar do Caralho…
    Senti empatia pelo ex-casal, mas os diálogos (casuais) foram muito longos, quase cansativos.
    E que maravilhosa surpresa um quase Doutor em Física nos explicando esses tantos Universos paralelos, quando eu costumo ser a adoçada que vive nesses mundos surreais hahahha’
    No todo, gostei bastante. Parabéns e boa sorte.

  38. José Geraldo Gouvêa
    20 de setembro de 2014

    Não é muito comum um texto já ter um erro gramatical gritante na primeira frase:

    “Desde que entrou no bar, ela não tinha saído da minha visão periférica. ”

    deveria ser

    “Desde que entrara no bar, não tinha saído (não saíra) da minha visão periférica”

    Ainda bem que isso não me demoveu de ler. O conto tem um longo trecho muito bom, que começa após este ponto final e segue até o momento em que o autor, em vez de dar um desfecho adequado, prefere fazer um salto temporal e partir para uma narrativa fora da narrativa. Algo que poderia ter sido feito entremeado com a narração principal e preservando a unidade de tempo-espaço.

    Mas mesmo com essa falha no final o conto ainda se sustenta bem. Um conto do c*****o mesmo.

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Publicado às 20 de setembro de 2014 por em Música e marcado .