EntreContos

Detox Literário.

Bang Bang (Lucas Almeida)

Ainda hoje me pego lembrando que fui obrigada a fazer aquilo.

Conheci Samuel quando tinha cinco anos – ele tinha seis -, num dia muito quente no haras do meu pai. Neste dia o pai dele levou-o lá para comprar um cavalo, pois garoto era fascinado por estes animais. Passei a chamá-lo de Sam, e fizemos amizade muito rapidamente.

Como nossos pais eram amigos, todo dia depois da escola Sam ia para o haras para aprender a montar pôneis comigo. Quando não podíamos montar – devido ao mal tempo ou indisponibilidade dos animais – os substituíamos por cavalos de madeira e fingíamos estar no faroeste.

Bang Bang: Era o nosso código.

Eu ia para a escola primaria e ficava muito ansiosa para voltar logo pro haras e poder ver Sam. Cada vez que se aproximava mais do meio dia, eu ficava mais nervosa, talvez por medo de que ele não estar lá quando eu chegasse, e uma vez já desmaiei de tanto nervosismo. Neste dia o pai dele o levou até minha casa, que não fica longe do haras, e ele foi galopando no seu cavalo de madeira até meu quarto só para me animar.  Ele parecia um cavaleiro negro, por vezes o chamei assim em nossas brincadeiras, porque ele adorava usar roupas pretas. Ele ficava tão bem vestido de preto, em contraste com sua pele pálida, olhos verdes e cabelos também muito escuros. Eu ficava encantada, então, para fazer par com ele, eu me vestia sempre de branco. Meu pai achava um absurdo, pois as empregadas viviam reclamando da lama nas roupas brancas, cujas manchas eram difíceis de tirar.

Crescemos mais e Sam me ensinou como manejar um estilingue. Não gostei muito deste dia, pois acabei matando um passarinho, e passei o dia me sentindo culpada por aquilo. Sam apenas ria, e aquele sorriso banguela dele me cativava tanto que, no dia seguinte, eu nem me lembrava do que tinha acontecido. Deixamos os cavalos de madeira de lado e passados a brincar de faroeste usando os estilingues como armas. Sam sempre me derrubava. Eu não sabia se eu deixava que ele me derrubasse – por estar perdida de amores por ele -, ou se eu que era muito ruim com aquilo mesmo.

Continuamos crescendo juntos e Sam começou a participar de pequenas disputas de turfe, que eu demorei um pouco para pegar o nome. Hoje lembro que se chamam pencas. Ele era muito bom naquilo. Se não ganhasse uma corrida, com certeza ele estaria no segundo ou no terceiro lugares, não menos que isso.

Incentivei-o a entrar para competições como jóquei e acertei no incentivo. O pai dele estava muito orgulhoso do filho campeão que tinha, mas o meu pai andava muito desgostoso com Sam. Até hoje não sei o motivo, e nunca saberei. Aos dezesseis anos, Sam era o melhor jóquei da sua categoria.

Chegou a competição mais cobiçada pelos jóqueis, e Sam estava muito nervoso se devia participar ou não. Mais uma vez eu interferi e o fiz participar. Este dia guardo até hoje, mesmo casada e com família grande agora, muito bem guardado na memória. A disputa neste dia foi muito acirrada, e por questão de centímetros Sam e seu cavalo venceram a competição. Foi um tremendo alvoroço. Mesmo Sam sendo o melhor de sua categoria nas pencas, os apostadores não acreditavam que ele poderia ter chance contra os veteranos daquela competição. Mas o mais impressionante, para mim, não foi ele ter vencido, mas sim, o que ele fez ao vencer. Corri para compartilhar com ele a vitoria e então ele me beijou. Meu primeiro beijo, minhas primeiras borboletas no estomago que se agitaram como se estivessem sendo misturadas num tornado. Fiquei completamente desnorteada depois que ele me soltou, e nem me lembro como foi que sai do meio daquela multidão que se aglomerava cada vez mais para chegar ao campeão.

Bang Bang – Foi a primeira vez que ele me derrubou de maneira que demorei a levantar novamente.

Não consegui dormir pensando nele, ansiosa para que o dia seguinte chegasse logo e eu pudesse falar com ele a sós. Mas ele não apareceu nem no dia seguinte, nem nos dois depois deste. Fiquei arrasada, não comi direito enquanto ele esteve fora, nem se quer prestar atenção nas aulas na escola eu prestava.

Quando ele finalmente voltou – pra mim foi uma eternidade – outro beijo tão intenso quanto o primeiro aconteceu. Ele não disse nada em relação a nós dois depois disso, mas eu estava tão desnorteada que nem quis que ele me dissesse o motivo para tudo aquilo.

Animado com outra competição se aproximava, Sam pediu minha ajuda para prepará-lo. É claro que não me recusei a fazê-lo, e os dias que se seguiram não podiam ter sido melhores. Porém, eu devia ter percebido a tempo que meu pai estava à espreita. A competição chegou e Sam prometeu vencer por mim.

Eu estava toda ouriçada na arquibancada, a competição nem tinha começado e eu já gritava em direção à largada para que ele entrasse. De repente, percebi uma movimentação incomum na linha de largada, e, decidindo verificar o que acontecia, cada vez que me aproximava percebia que a estranha movimentação se tratava de uma séria confusão em que tentavam tirar alguém a força da competição. Desabei quando vi que Sam era quem estava sendo o alvo do tumulto, as pessoas o acusavam gritando “doping” – o que eu só descobri meses depois do que se tratava e não acreditei que meu Sam seria capaz de adulterar o próprio cavalo para vencer – e empurravam-no para fora dali. Desesperada, tentei alcançá-lo para saber o que estava acontecendo, mas ele, quando me viu, apenas me lançou uma expressão de puro desprezo e saiu, sem olhar para trás. Ele se foi e eu não sei o porquê. Depois deste dia ele nunca mais apareceu no haras, eu soube que até o maior premio que ele já havia ganhado foi investigado.

Meu mundo caiu. Fiquei completamente despedaçada por perdê-lo, sem mais nem menos, e por anos recolhi meus pedaços por ai. Decidi me desligar de vez do haras e qualquer coisa que remetesse a cavalos, e ir estudar direito fora do país. Na universidade conheci Frank, um bom amigo, que me apoiava em tudo que eu quisesse fazer e me ajudou a remendar meu coração e ter um novo relacionamento – se é que o que eu tive com Samuel foi um, penso hoje.

Logo que terminamos a faculdade, Frank e eu decidimos nos casar. Nossas famílias foram pegas de surpresa, pois nem sabiam que estávamos juntos devido à maneira muito discreta com que levávamos nossa relação, e juntos, perto deles, mais parecíamos apenas amigos do que mais que isso. Os dias que se seguiram até o casamento, que queríamos que fosse simples, foram muito intensos e atarefados, pois tias e primas faziam questão de fazer um evento memorável. Meu pai ficava alheio a tudo, e quando opinava sobre o casamento era apenas para repetir que minha mãe gostaria de estar presente neste momento tão bonito. Ela morreu quando eu nasci – meu pai revelou a mim ainda muito nova para entender o que é morrer -, quando decidiu que minha vida seria mais útil que a dela e seu tumor no útero só permitia que uma das duas sobrevivesse.

O dia do meu casamento chegou, e foi o momento mais obscuro de toda minha vida. Aprontando-me para ir ao altar, pedi que minhas tias me deixassem um pouco sozinha comigo mesma, e elas não pestanejaram. Precisava relaxar um pouco já que não houve descanso pra mim desde que anunciei o casamento. Foi neste momento que ele apareceu, demorei um pouco a reconhecê-lo, mas nunca me esqueceria daqueles olhos verdes. Estremeci, queria entender como ele me encontrou ali, sendo que não era a cidade em que eu morava quando o vi pela ultima vez. Samuel estava muito mais magro e branco como um fantasma. Pensando hoje ele, de fato, parecia não pertencer mais a este mundo.

Tomada por fortes lembranças, falei-lhe que ele era meu, e se foi sem mais nem menos. Ele riu, pensou um pouco, e depois perguntou se eu me lembrava de quando brincávamos. Fez questão de frisar que costumava me derrubar.

Quando quis saber por onde ele andou, depressa ele mudou de assunto, dizendo que só viera me desejar um feliz casamento e que precisava ir. Não houve cumprimentos, nem abraço, nada disso, ele simplesmente sorriu e saiu do meu quarto. Demorei-me uns minutos ainda na cama, pensativa, chocada também, até ser trazida bruscamente à realidade devido aquele som terrível que ribombou de repente. Meu pai, quando decidi ir morar com Frank pouco antes de terminar a faculdade, me fez ter em casa uma arma para me proteger de qualquer coisa. Eu detestava aquilo, não entendia como pode existir pessoas que gostam do som terrível de um revolver. Meu pai temia por minha vida, dizendo sempre que nunca se sabia se um inimigo dele me usaria para atingi-lo. Sempre achei que ele fosse paranóico demais, até ouvir aquele som, que se repetiu. Peguei a arma no esconderijo em meu quarto e sai dele, me dirigindo rápida, apesar do longo vestido, até o escritório que Frank e eu temos em casa e de onde vieram os tiros.

Deparei-me com uma cena horrível. Dois empregados de meu pai jaziam no chão com um tiro na cabeça cada um. Meu pai estava encostado na estante, muito pálido, pedindo clemência a Samuel, que segurava uma arma e apontava para ele. Samuel ficou surpreso com minha presença, mas não tirou os olhos de meu pai nem baixou a arma quando eu apontei a minha para ele. Samuel estava nervoso e me deu um ultimato: se eu não atirasse nele assim que ele terminasse com a vida do meu pai, a quarta pessoa que morreria ali seria eu. Tentei conversar, mas Samuel não queria saber, apenas repetia que tinha que acabar com meu pai, pois meu pai acabou com a vida dele e do pai dele. Fiquei transtornada, a arma tensa em minha mão, e Samuel repetiu o ultimato. Pedi que ele repensasse, mas foi tarde demais.

Bang Bang – Ele atirou, e meu pai tombou;

Bang Bang – Quando dei por mim, também atirei;

Bang Bang – Aquele som horrível, e Sam tombou;

Bang Bang – Desabei chorando, e foi ali que nossa historia terminou.

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Conto inspirado na música “Bang Bang”, versão de Nancy Sinatra

https://www.youtube.com/watch?v=T5Xl0Qry-hA

43 comentários em “Bang Bang (Lucas Almeida)

  1. Angélica
    4 de outubro de 2014

    Gosto muito da musica que serviu de inspiração para o conto, mas não gostei do desenrolar dos fatos, a personagem relembra os acontecimentos, mas depois a questão do tempo fica meio confusa. Gostei do desfecho pois explicou o acontecimento que separou o casal. Boa sorte!

  2. Eduardo Barão
    4 de outubro de 2014

    Antes de ler o conto, criei uma expectativa enorme acerca do mesmo ao notar qual música havia inspirado inspirado a autora. Deve ser por isso que acabei me decepcionando tanto.

    A história é promissora, mas a execução ficou muito aquém do esperado. A narrativa é bem fluída, mas repleta de erros e isenta de emoção. Os personagens também não cativam: não há nenhuma característica que nos torne íntimos de Sam ou da protagonista. Os motivos que o levaram a matar o pai da moça também não ficaram muito claros.

    Boa sorte.

  3. Alana Santiago
    4 de outubro de 2014

    Por que correr tanto com o conto, autor(a)? Foram tantas coisas no texto, desenvolvido de forma tão corrida que, sinto muito, não consegui gostar. Incomodou-me essa coisa de “algum tempo depois”… Desejo-lhe boa sorte!

  4. Carolina Soares
    4 de outubro de 2014

    Um conto bom, porém muito simples e corrido. Talvez se você tivesse usado alguns parágrafos a mais para desenvolver as personagens e o enredo, o conto teria ficado melhor. Boa sorte!

  5. tamarapadilha
    4 de outubro de 2014

    Sem muitos atrativos, e foi tão corrido que eu não consegui me envolver. Gostei só das duas criancinhas envolvidas pela paixão em comum pelos cavalos.
    Boa sorte

  6. Edivana
    3 de outubro de 2014

    Me vi lendo um romance meio corrido das Sabrinas da vida, creio que faltou mais profundidade às personagens, é tudo muito fácil, o pai desconfiado no começo do conto já entrega o final, que nem sendo trágico, me ajudou a melhorar essa impressão. Não digo que não gostei do romance jovem, foi bonitinho, mas foi só isso.

  7. Thiago Mendonça
    3 de outubro de 2014

    Muito bom o conto! Escreve bastante bem, além disso, adorei a história!
    Só achei alguns par´grafos um pouco corridos, quebrando o ritmo da narrativa.

  8. THiago Mendonça
    3 de outubro de 2014

    Muito bom o conto, você escreve muito bem!
    Achei apenas alguns parágrafos meio corridos, quebrando um pouco o ritmo da narrativa.
    Mas curti a forma como você abordou o ‘bang bang’

  9. felipeholloway2
    3 de outubro de 2014

    Um espaço temporal muito abrangente abordado nos limites estreitos de um conto pode resultar naquele “efeito desfecho de telenovela”: “Dez anos depois…” Faço coro ao pessoal que mencionou a platitude psicológica dos personagens como um grave defeito. De um parágrafo para o outro, somavam-se anos inteiros, sem que houvesse maiores reflexos no amadurecimento dos protagonistas. O que é uma pena, porque o mote trágico tinha bastante potencial.

  10. Fabio D'Oliveira
    3 de outubro de 2014

    Bem, estava gostando no início. Gosto de romances iniciados na infância por uma amizade. Mas o texto passou muito rápido. Não acompanhei os sentimentos da menina. Mudaram, de uma hora pra outra. Foi isso que me desencantou. Achei o texto bem escrito, porém.

  11. rsollberg
    2 de outubro de 2014

    O texto é ágil, de fácil compreensão e gostoso de se ler.
    Essa música é ótima e casou muito bem com o enredo.

    Como sempre digo, gosto de preencher algumas lacunas, mas neste conto senti necessidade de mais explicações. De qualquer modo, foi uma leitura agradável e uma ideia muito interessante.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  12. fmoline
    30 de setembro de 2014

    Achei tudo muito rápido, quando pulava de parágrafo ia comigo alguns anos dos personagens. Isso fez com que eu os achasse um pouco mal desenvolvidos, o que não teria problema se a história ou os pensamentos fossem melhores. Apesar dessa falha, achei o final muito bom, do jogo de palavras ao “(…)foi ali que nossa história terminou.”
    Em geral, não gostei muito, mas boa conclusão.

    Boa sorte

  13. Felipe Moreira
    30 de setembro de 2014

    Bem simples, mas não vejo outra alternativa para o que você propôs contar, envolvendo um amor de infância, somado a anos de distanciamento e um reencontro – bem elaborado – que culminou na tragédia. Gostei da ideia, mas as personagens não ganharam vida. Sam foi o único a chegar perto disso e a protagonista pulsou pra mim no trecho do beijo, apenas.
    O plano de vingança do Sam não foi abordado, ainda que o texto esteja sendo narrado em primeira pessoa, acho que caberia espaço para um diálogo maior e trabalhado no final. Ficamos sem saber qualquer razão para o pai dela ter supostamente destruído Sam. Quanto a protagonista, penso que ela poderia ser mais explorada nesses anos de faculdade e a relação morna(pra não dizer fria) com o Frank. Esse contraste daria mais tons vivos para a relevância que Sam tinha em sua vida, não só pelas brincadeiras como também pelo namoro não declarado entre eles, guinado justamente pelo beijo – repito, bem trabalhado e narrado. Penso que se isso fosse contado de forma mais densa, a tragédia final causaria um impacto maior. De todo modo, estou passando apenas o meu ponto de vista e minha interpretação do seu trabalho, que certamente tem vários pontos muito positivos.

    Parabéns pelo seu trabalho e boa sorte.

  14. Fil Felix
    29 de setembro de 2014

    #O que gostei: adoro a música, impossível não me lembrar de Kill Bill. Quando chegou na parte do casamento, imaginei que fosse acontecer algo semelhante ao filme. Você tem a história na cabeça, mas na hora de passar pro papel ficou meio corrido.

    #O que não gostei: faltou profundidade nos personagens. Por envolver muitos (a protagonista, o primeiro amor, o frank, o pai…), deveria ter descrito melhor eles, principalmente os últimos. Também não sou fan de incluir trechos da música no conto, de maneira direta (como o bang bang) e o início, que está igual à letra.

    #O que mudaria: focaria numa só parte de sua vida. Poderia ser só no casamento, ela relembrando a infância, de maneira resumida, indecisa se quer casar ou não após reencontrar o Sam, até chegar no clímax que é o assassinato. E deixar claro o que o pai dela fez.

  15. Camila H.Bragança
    29 de setembro de 2014

    Prezado/a colega

    Vossa escrita se apresenta verde e frágil. O quarto texto deste desafio – Fortuna -, não só baseou-se como transcreveu a música escolhida. Comparado com vosso conto essa transcrição também acontece –>> Eu tinha cinco anos e ele seis/ A gente cavalgava em cavalinhos de pau/ Ele vestido de preto e eu de branco… Não vejo problema algum quanto a transcrições desde que haja criatividade – prólogo bem estruturado da mesma forma que estruturados os personagens.- Creio que um conto inspirado-baseado-transcrito a partir de uma música, deve caminhar com as próprias pernas, e dessa forma tanto fará ouvir a música ou não.
    Faz-se necessário um melhor trabalho na concepção dos personagens e também na relação –>> Pai/Samuel/Dopping.

    Saudações!

  16. Pétrya Bischoff
    28 de setembro de 2014

    Ah, que música! A conheci por causa da série do History sobre Bonnie e Clyde, confesso que prefiro a versão atual, mas a original tem seus méritos.
    Penso que não havia necessidade de contar tantas coisas da infância deles, mas gostei da ideia do conto. Senti empatia pelo quase casal e gostaria que eles tivessem passado mais tempo como enamorados.
    O final foi espetacular, relacionando-se muito bem com a letra da música.
    Parabéns e boa sorte.

  17. Davi Mayer
    28 de setembro de 2014

    CARACA.

    Bicho, amei o conto.

    Na medida certa, justinho. Entendo algumas criticas construtivas do pessoal, mas o conto foi bom e, se parar um pouco para pensar, tudo se explica dentro do texto. Esse negócio de ter que falar tudo para o leitor, também não rola. Prefiro alguns elementos para deixar na imaginação! Não pontos muito importantes, um final em aberto, mas algo bem sutil, como este que proporcionou.

    Senti-me lendo um daqueles romances de bolso, mas este foi bem o meu estilo. Final surpreendente e que dá uma reviravolta nos personagens. Tirá-los do comum, de algo que não imaginássemos que faria. A passagem dela falando da arma, que o pai gostaria, foi bem bolada, a questão do casamento e o aparecimento de Samuel. O desenrolar da trama, do início em diante não foi cansativa, bem estruturado e etc. A cena trágica, o passado nebuloso de Sam, a vida um pouco insossa da personagem, etc… muito bom.

    Parabéns.

  18. Swylmar Ferreira
    28 de setembro de 2014

    A escolha da musica foi de felicidade ímpar Nany.
    O conto em forma narrativa está bem elaborado, história completa (início/meio/fim), linguagem objetiva com poucas descrições.
    Os personagens foram bem construídos e estão dentro do contexto da trama.
    Como leitor o texto me prendeu, gostei da trama e você aproveitou bem a musica na qual se baseou. Fica como sugestão uma boa revisão.
    Parabéns Nany e boa sorte.

  19. Leandro
    28 de setembro de 2014

    Caro autor, gostei do seu conto e realmente o final ficou igual o titulo, ban ban ban, muito legal e essa mudança de perspectiva do que vai acontecer ficou muito bom. Boa sorte!!!!

  20. Andréa Berger
    27 de setembro de 2014

    Gostei. Uma boa ideia, com uma música excelente. Acho que você só precisa de um tempo para amadurecer sua escrita, mas fora isso, acho que tens muito potencial. E dizer qual era a da implicância do pai dela com Samuel, por quê arruinar a vida de um menino? Talvez seja algum problema da minha interpretação, mas senti que ficou faltando essa informação.
    Um abraço e boa sorte.

  21. Fabio Baptista
    26 de setembro de 2014

    ======= ANÁLISE TÉCNICA

    Narrativa bastante fluída, porém com carência de maiores atrativos.
    Não senti em nenhum momento o clima de “diário”. Parecia mais uma autobiografia onde às vezes o personagem/autor relembra tão bem as passagens de sua vida que traz os verbos para o tempo presente, como se estivesse vivendo tudo novamente.

    – pois garoto era fascinado
    >>> pois o garoto era fascinado

    – todo dia depois da escola Sam ia para o haras para aprender a montar pôneis comigo
    >>> Poderia evitar essa repetição de “para”: todo dia depois da escola Sam ia para o haras, aprender a montar pôneis comigo

    – primaria / vitoria / estomago / sai / premio / ultima / revolver / historia
    >>> primária / vitória / estômago / saí / prêmio / última / revólver / história

    – de que ele não estar lá
    >>> de ele não estar lá
    >>> de que ele não estivesse lá

    – e uma vez já desmaiei
    >>> trocaria esse “já” por “até”

    – matando um passarinho, e passei
    >>> Essas vírgulas antes do “e” quebram um pouco o ritmo, desnecessariamente

    – e Sam estava muito nervoso se devia participar ou não
    >>> Trocaria “nervoso” por “indeciso”, ou complementaria a frase

    – por questão de centímetros
    >>> Poderia usar um jargão das corridas, já que a moça era familiarizada com essa linguagem

    – nem se quer prestar atenção
    >>> nem sequer prestar atenção

    – Animado com outra competição se aproximava
    >>> Animado com outra competição que se aproximava

    – tirar alguém a força
    >>> tirar alguém à força

    – de adulterar o próprio cavalo
    >>> Esse “adulterar” não caiu legal no contexto

    – Ele se foi e eu não sei o porquê
    >>> No momento que estava contando a história ela sabia…

    – recolhi meus pedaços por ai
    >>> recolhi meus pedaços por aí

    – mais parecíamos apenas amigos do que mais que isso
    >>> trocaria por: parecíamos apenas bons amigos

    – devido aquele som terrível
    >>> devido àquele som terrível

    ======= ANÁLISE DA TRAMA

    Então… mais um conto que peca na extensão do período narrado. O começo é bacana, mas depois do episódio do doping, tudo desanda.

    Não vi a menor necessidade do Frank entrar na história, por exemplo.

    O pai a moça não tem tempo para adquirir algum carisma de vilão. Ninguém tem muito tempo de fazer nada, na verdade.

    ======= SUGESTÕES

    – Trabalhar e uniformizar melhor a postura do narrador. Se é uma senhora narrando os dias de sua juventude, que seja assim do começo ao fim.

    – Para um conto, seria interessante focar em um ponto mais específico da vida da moça.

    ======= AVALIAÇÃO

    Técnica: **
    Trama: **
    Impacto: **

  22. José Geraldo Gouvêa
    26 de setembro de 2014

    Acho que meu comentário é basicamente o mesmo do Rubem. O autor escreve bem, a inspiração é boa e a história está bem organizada. É uma pena que a narrativa tenha sido tão corrida e os personagens tenham ficado rasos.

  23. Miguel Bernardi
    26 de setembro de 2014

    Ah, a música é ótima, um velha conhecida. Gostei do conto, mas queria ter gostado mais. Entendi toda a trama, foi previsívil o ‘farsa’ ocorrida, mesmo antes do final. Minhas suspeitas se concratizaram quando o Samuel apareceu no nada. Um pouco mais de profundidade no conto cairia muito bem.
    Uma revisão também.

    No mais, tente reforçar suas personagens… faça com que seja criada empatia com quem lê.

    Grande abraço.

  24. rubemcabral
    26 de setembro de 2014

    Adoro essa música, que só conheci por causa de Kill Bill. Contudo, não gostei do conto, que achei corrido, com personagens meio superficiais, o que foi uma pena.

    Quanto à escrita, ela é simples, sem muitas firulas e com alguns erros que passaram pela peneira da revisão.

  25. williansmarc
    26 de setembro de 2014

    Bom conto. Me pareceu que o autor(a) extraiu elementos da musica em questão e também do filme Kill BIll, até por que a musica faz parte da trilha sonora do filme, achei estranho ninguém ter reparado isso ainda.

    A não ser que o autor(a) já tenha esses conhecimentos, deve ter sido um grande trabalho buscar todos esses termos a respeito de cavalos, ponto positivo. A trama, na minha opinião, é boa, o grande problema foi não revelar o porquê do pai da protagonista querer acabar com a vida de Sam, isso não deveria ter sido ocultado pois é algo fundamental para a motivação na parte final do conto.

    Problemas de pontuação não atrapalharam o meu entendimento do conto.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  26. Thata Pereira
    25 de setembro de 2014

    Acho interessante quando o tempo passa, como aconteceu aqui: relata desde a infância, até o casamento da jovem. Um final inesperado, esperei por algo feliz dessa vez. Não conheço a canção, mas fiquei curiosa (confesso que não estou lendo as letras, por falta de tempo :/ ). Não estava associando o título com a história quando comecei a ler, ele deveria me dar uma noção do fim, mas sabe quando você acaba gostando tanto dos personagens que se nega acreditar?

    Boa sorte!!

    • Nany
      25 de setembro de 2014

      Se tiver a oportunidade de ler e ouvir a canção acho que vai gostar mais do conto, se tiver a mente aberta, é claro. Muito obrigada.

  27. piscies
    25 de setembro de 2014

    O conto me pegou de surpresa!! No meio eu achei que ia ser mais um continho de romance bobo, e cheguei a revirar os olhos. No final… nossa! Me amarro em contos com finais surpreendentes.

    A execução foi muito boa, especialmente o paralelo com a música. Os personagens são bem trabalhados também. Os únicos pontos que merecem atenção são:

    1) Com apenas 1700 palavras, seu conto tinha bastante espaço para talvez explicar por que o pai dela fez isso com Samuel. Um motivo mínimo bastaria. Eu acredito que isto não seja essencial para a trama mas como o evento foi impactante no final, seria interessante saber os motivos por trás dele.

    2) Onde estão os diálogos? Eles são importantes também! O diálogo mais interessante que haveria neste conto seria o diálogo entre ela e Samuel quando ele a encontra no casamento. Daria tudo para lê-lo!

    3) Sua técnica é boa, mas também pode melhorar um pouco. Não sei explicar em detalhes, a menos que releia o conto e lhe passe todos os detalhes que notei, mas a sensaçao é que a narrativa é afobada – essa sensação fica ainda pior com a ausência de diálogos.

    É isso. muito bom mesmo, gostei demais!

    • Nany
      25 de setembro de 2014

      Muito obrigada pelo comentário, foi bem construtivo, prometo melhorar numa outra oportunidade. Só uma observação, não pus diálogos porque achei que tirariam o objetivo que era deixar o conto como se fosse uma moça escrevendo em seu diário. Tentei pelo menos. Obrigada mais uma vez.

      • piscies
        26 de setembro de 2014

        Ah entendi. Bem, o conto tem mais um clima de narrativa do que de diário, por isso senti a falta dos diálogos.

        Um diário geralmente narra os acontecimentos no presente. “Hoje, eu e ele fomos…”. “Hoje, aconteceu isso e aquilo. Estou louca para chegar amanhã e…”. Provavelmente, para dar mais força ao estilo “diário”, seria interessante usar datas como separadores de eventos. Uma espécie de anúncio dizendo “aqui acaba esta entrada do diário. Vamos para a próxima”.

        É a minha forma de ver uma narrativa no formato de um diário, ao menos, rs.

  28. Andre Luiz
    24 de setembro de 2014

    Os personagens são rasos sim, mas a trama em si me agradou bastante. Sem se ater a meras formalidades, o autor buscou planificar a escrita de forma a torná-la acessível para um público maior e utilizou de palavras mais simples para melhorar a compreensão. Além disso, algo que me tocou foi a forma como as personagens foram apresentadas, uma maneira inédita(ao menos para mim) de desenrolar um romance conturbado. Aliás, conheço muito a música e aprecio a intérprete, chamando-me a atenção o apreço do autor em colocar explícita a referência à letra da canção. O conto em si atendeu à proposta e merece meu respeito.

  29. Gustavo Araujo
    24 de setembro de 2014

    Sinceramente, não gostei. Achei os personagens rasos. Há um pouco de substância na protagonista, mas o Sam é de uma palidez enervante. Nada há que nos faça gostar dele ou torcer por ele. Na verdade, apesar do início promissor, a narrativa, como um todo, é um tanto enfadonha. E o final, por favor, me desculpe, é muito ruim. Essa história de ter a arma guardada em casa – uma informação trazida como muleta – ficou terrível. E as onomatopéias, então, nem se fala. Entretanto, nem tudo está perdido. Apesar da ideia infeliz e do desenvolvimento telegráfico da história (todos estamos sujeitos a isso), deu para perceber que o autor é alguém que, com a devida experiência, pode evoluir muito, especialmente se tornar os personagens mais humanos.

  30. Claudia Roberta Angst
    24 de setembro de 2014

    Gosto muito da música escolhida e claro que casou bem com a narrativa. Conto simples, trama de sessão da tarde, tom didático. Há clara intenção de desenvolver um bom trabalho, mas ainda falta maturidade. Siga em frente. Boa sorte!

  31. José Leonardo
    23 de setembro de 2014

    Olá, autor(a).

    Vejo não se poupou esforços para que a escrita fosse acessível e os fatos, bem amarrados. Ainda que o final dê margem a interpretações (a mais forte delas: um exame forjado, o fim de uma carreira e, em decorrência disso, uma vingança). A história é até bem bolada, mas…

    Senti falta de um rebuscamento. Não muito, mas no nível necessário para se notar o talento narrativo do autor. Seu enredo também não foi do meu agrado, desculpe, principalmente pela pouca profundidade dos personagens (gosto de boas descrições). Poderia ter envolvido Frank neste desfecho (talvez como elemento-surpresa, quem sabe). Os erros gramaticais, espero, serão dirimidos posteriormente.
    Entretanto, o que mais me incomodou aqui foi o tema musical. As situações foram praticamente literais se comparadas à letra de Nancy Sinatra (primeira, terceira e quinta estrofes) e até desconfio que a narradora “desabou” para a morte (coadunando com o refrão da música). Sei que muitos aprovam, mas (opinião minha) essa recontação quase literal da canção desagrada enormemente e influencia na nota.

    Boa sorte.

  32. Anorkinda Neide
    23 de setembro de 2014

    O conto parece o diário da moça, não? Bem no clima da canção. Isso foi bom.
    Porém, a escrita ainda é frágil, nos primeiros passos, mas são bons primeiros passos, acredite.
    Quanto a historia, entendi e gostei da relaçao de todos os personagens, entendi que o pai da moça, forjou o dopping para prejudicar o rapaz e este veio vingar-se.
    O conto é bom sim, me entreteu e eu curti.
    Parabens.

    • Nany
      25 de setembro de 2014

      Alma iluminada, muito obrigada, você captou o que eu queria para o conto. Adoro pessoas com mente aberta.

  33. Gabriela Correa
    22 de setembro de 2014

    Então, gosto muito da música que você escolheu. Isso me levou a simpatizar de cara com seu texto. Gostei do tom bem “western”, achei criativo, original. Porém, sugiro a você um melhor trabalho com os personagens e suas motivações: assumo, muitas vezes isso não ficou claro pra mim (e, lendo o comentário de Maria Santino, vi que não fui a única.) Mas isso pode ser facilmente resolvido em próximos contos. Sua escrita revela muito talento, espero que continue! Parabéns e boa sorte! 🙂

  34. Brian Oliveira Lancaster
    22 de setembro de 2014

    Algumas construções verbais soaram um tanto estranhas, mas a história consegue prender. Talvez precisasse apenas pisar um pouco no freio e efetuar algumas revisões. Repito o que disse em outro comentário, estamos aqui para aprender e ninguém é dono da verdade. Estou apenas repassando minhas impressões. A história tem potencial enorme, ainda mais por um ponto de vista diferente do comum.

  35. JC Lemos
    21 de setembro de 2014

    Hazel, Nico, Sam e Frank? haha

    Os nomes e as situações – até mesmo a troca de descrições, no caso de Nico no lugar de Sam – me remeteram de imediato à Os Heróis do Olimpo. O conto é mediano, não esquenta, mas também não esfria. No geral, vai contra meus gostos, toda essa coisa, mas não é ruim. Só acho que deveria ter tido uma ação maior, pois assim ficou morno.

    Tente aperfeiçoar os sentimentos e a imersão do leitor será maior.

    De qualquer forma, parabéns e boa sorte!

  36. Lucimar Simon
    20 de setembro de 2014

    Uma boa narrativa. Não me prendeu muito não, mas já li tantos contos aqui que já estou até confundindo as narrativas Ainda vendo e ouvindo Bang-Bang… “Deparei-me com uma cena horrível. Dois empregados de meu pai jaziam no chão com um tiro na cabeça cada um. Meu pai estava encostado na estante, muito pálido, pedindo clemência a Samuel, que segurava uma arma e apontava para ele”. Muito louco essa parte. (Coisas de gostos pessoais). Parabéns e boa sorte.

  37. Andre Luiz
    20 de setembro de 2014

    O conto é brilhante! Apesar de diversos erros de português, gostei bastante do enredo. Óbvio que há diversas modificações a serem feitas, mas o futuro de um escritor é baseado em ganhos e perdas. Enfim, estou agradecido por ter lido este conto e quero, em alguma outra ocasião, ler outras publicações da autora, pois sei que ela tem capacidade e que ela resolverá estes pequenos probleminhas…

  38. Rogério Moraes Sikora
    20 de setembro de 2014

    A ideia é boa, mas a trama é fraca. Faltou revisão. Há erros de acentuação, pontuação,etc. Há inúmeros pra ou pro (ao invés de para ou para o). A história é muito frágil e alguns pontos não ficaram claros. Mas, é possível melhorar. Boa sorte!

  39. mariasantino1
    20 de setembro de 2014

    Oi!

    Então, o conto não agrada meus gostos, mas li todinho como todos os demais. Não ficou claro para mim o porquê do Sam matar o pai da moça. Achei tudo muito raso e muitas passagens narradas como receita de bolo. “o tempo passa…”
    Acredito que se você escolhesse um ponto na vida de ambos e descrevesse bem dando vazão aos sentimentos e usando algumas alegorias, seu conto ficaria mais rico.
    Há um texto aqui que se chama, “No caminho das Borboletas”(desafio Tema Livre), seria bom dar um pulinho lá, tem comentários preciosos nele.
    Siga firme e leia bastante (eu vou fazer o mesmo)
    Boa sorte!

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Informação

Publicado às 19 de setembro de 2014 por em Música e marcado .