EntreContos

Detox Literário.

Escolhas (Alana Santiago)

Escolhas-Trinidad-imagem

Naquela noite não dormiu. Ficou sentindo o abraço apertado da mulher. A marca avermelhada da mordida no tórax dele ainda podia ser notada. Ele não conseguiu deixar de sorrir. Um leve sorriso. Podia dizer que ainda gostava daquilo, por mais previsível que fosse. Este era o defeito de Andressa: ser previsível demais.

Então dormiriam os dois, ele bem depois dela, a ponto de ouvir as coisas que a esposa falaria dormindo. Diria que o amaria para sempre. E, como era de costume, acordaria com o beijo de hortelã da mulher, sorrindo e avisando que já eram seis horas. Tentara mudar o sabor da pasta, mas ela insistira naquele gosto. Tentara também acordar antes dela, para mudar a rotina, mas não conseguira. Chegava sempre tão cansado, depois de horas extras já tão comuns, que sucumbira ao hábito dela o acordar. Sempre da mesma forma.

No começo, perguntava o que faria durante o dia, como ocuparia o seu tempo. E Andressa lhe respondia apenas falando do cardápio novo que testaria, da cor da cortina que não estava muito boa, que era melhor trocar, e como Fred, o labrador, precisava ser levado urgentemente ao veterinário porque parecia estressado demais ultimamente.

Pobre cachorro.

Ele, claro, como se estressaria? Tinha uma esposa cuidadosa, que parecia gostar daquela vida, de cuidar da casa, de manter tudo em ordem, que não reclamava da ausência dele além das horas do trabalho, que estava sempre linda, impecável, que dispensava empregada fixa, que adorava cozinhar… E que parecia apaixonada por ele, de verdade.

De uma forma que ele jamais seria.

Sentia-se culpado por isso. Não é que ele não gostasse de Andressa. Gostava. Mas sentia uma grande pressão pelo descompasso entre seu amor por ela e o dela por ele. A esposa estava sempre em desvantagem, e não tinha a menor ideia do que estava acontecendo.

Naquela noite foi difícil pegar no sono. Era assim toda vez em que havia a possibilidade de, no dia seguinte, se encontrar com Olívia.

Quando aquilo tudo tinha começado? Quando começara a desejar Olívia mais do que ele poderia supor que desejasse alguém? Deus, tinha tudo o que um homem poderia querer com Andressa. Mas Olívia lhe proporcionava os melhores sonhos, a adrenalina, o jogo de sedução. E, claro, a fuga do cotidiano.

O destino fora tão excitante que até mesmo fisicamente as duas não se pareciam em nada. Andressa era magérrima, loira, olhos azuis. Em Olívia era evidente sua ascendência indígena, o cabelo muito negro, lábios cheios, os traços exóticos. Quase impossível não notá-la.

Antes de adormecer, acabou tomando uma resolução: conversaria com Olívia e, dependendo do que ela lhe dissesse, pediria a separação para Andressa. Não tinham filhos, muitos casais se separavam e era melhor do que viver naquele ciclo sem fim de acordar-dormir-acordar sem a expectativa de que algo pudesse mudar, de que ele conseguisse novamente se empolgar com a mulher com quem se casara, da mesma forma que estivera três anos atrás.

Convenceu-se de que não faria aquilo apenas por causa de Olívia, mas por ele. Mesmo se não existisse a outra, seu casamento tinha sido um erro. E proporia à outra mulher que nunca se casassem, que vivessem da forma como estavam, para que aquilo tudo jamais se perdesse.

Quando finalmente dormiu, fez isso jurando que não erraria novamente, claro que não. Já tinha escutado Olívia dizer que não queria se casar tão cedo.

Seis horas, tudo conforme o dia anterior, e o anterior ao anterior. Desta vez, um pouco mais culpado, observando a esposa nas atitudes de sempre, mas novamente ele tinha a vantagem de saber: aquela tinha que ser a última manhã daquele cotidiano.

Percorreu o caminho até o escritório tão absorto que achou o trajeto muito mais curto do que o habitual. Entrou em sua sala, trancou a porta e ligou para ela do outro aparelho celular que deixava guardado na última gaveta, uma precaução importante apesar de parecer tola, apenas para falar com Olívia sem qualquer temor. Ela o atendeu ainda na academia, pois seu expediente começava um pouco mais tarde, apesar de também ser advogada. Os dois não tinham nenhum processo importante, nada de urgente para antes do almoço. Partiu dela a pergunta se podiam se ver ainda de manhã. Ele achou ótimo. No mesmo local de sempre.

Chegou bem antes de Olívia ao local, um quarto simples, mas confortável, em um pequeno hotel próximo à praia. Ela chegou séria, mas o sorriso não lhe era fácil demais, parecia que a mulher sorria apenas para o que julgava realmente importante, como se para algumas vezes o gesto não valesse a pena.

Normalmente não conversavam muito, já partindo para os beijos e as carícias com urgência. Daquela vez, porém, ela realmente estava mais séria do que o normal. E não fez rodeios. Disse a ele que precisava lhe contar algo, algo que já passara da hora de contar, e que não esconderia mais: tinha um relacionamento com outra pessoa. Com uma mulher. Coisa recente, cerca de quatro meses, mas não se sentia bem em estar com os dois ao mesmo tempo, não queria magoar a outra. Com ele? Com ele era apenas desejo, desejo sexual, coisa de pele, algo selvagem que ela não conseguia explicar, mas era bom, bom mesmo, como poucas vezes tinha sido com alguém. Só que, claro, Olívia explicou que com aquela mulher havia algo mais. E agora tudo aquilo lhe incomodava.

Por isso, seria a última vez, estava decidida. Ele entendia, não entendia? Era o que ela queria saber. Parecia esperar apenas a afirmação dele para ir embora.

Ele concordou com um movimento de cabeça, digerindo aquela avalanche de informações. O que significava tudo aquilo? Era o que tentava responder a si mesmo quando ela se despediu, tão séria como havia chegado. E ele ficou ali, em um turbilhão de sensações.

Como não tinha percebido nada? Como não se dera conta do que acontecia? Ele e Olívia tinham se visto cinco dias atrás, uma sexta-feira, após uma audiência. E tudo tinha sido como sempre, desde a primeira vez.

De repente, não… Ele não tinha notado nada, mas… Os sinais poderiam ter sido frequentes, de qualquer forma ele estivera cego para tais detalhes, tão sutis. Tudo estava indo tão bem, assim ele pensava.

Depois de sair do hotel resolveu caminhar na praia, mesmo de terno. No bolso, o aparelho celular exclusivo para falar com Olívia. Tirou o chip e o jogou no chão, esmagando-o com o solado anti-derrapante. O aparelho, deixou em um banco, debaixo de um panfleto que estava por ali jogado. Andou por alguns minutos, menos de trinta minutos, quando olhou no relógio e viu que horas eram. Voltou para o carro e deu a partida, mas não em direção ao escritório. Avisou pelo celular usual à secretária que só voltaria após o almoço, ou talvez só no dia seguinte, já que o que precisava fazer naquele dia poderia ser feito pelo computador, em casa mesmo.

Quando chegou ao portão do sobrado, avistou a mulher no jardim, empenhada em plantar algumas mudas de rosas. Quando ela o viu, não deixou de se surpreender com o ato fora do habitual. Ele nunca vinha almoçar em casa. O que acontecera? O marido explicou que apenas tivera vontade de fazer algo diferente, de comer na companhia da esposa.

E Andressa teve que concordar com ele. Surpresas eram realmente boas e a vinda dele naquele horário tinha sido providencial: o marido a ajudaria na escolha de um novo tapete para a sala. Um que combinasse mais com a nova cortina, de um tom bem mais claro que o anterior. Porque era importante sempre estar mudando, escolher algo novo. Não era bom fazer algo diferente, de vez em quando?

Música inspiradora: http://www.youtube.com/watch?v=M3UXgcwzCe0

85 comentários em “Escolhas (Alana Santiago)

  1. Carolina Soares
    4 de outubro de 2014

    Gostei muito da escrita, um dos contos mais fáceis de ler, me entreteu do começo ao fim. As personagens são bem reais, encaixadas no nosso dia-a-dia.

    • Alana Santiago
      5 de outubro de 2014

      Obrigada pela leitura e comentário, Carolina! 😉

  2. Lucas Almeida
    4 de outubro de 2014

    Muito interessante seu texto, tem potencial ,apesar de que eu não ter tido a surpresa que eu esperava. Tirando está falta de mais emoção (não me leve a mal, opinião pessoal) você se saiu muito bem! Boa sorte 🙂

    • Alana Santiago
      5 de outubro de 2014

      Olá, Lucas, obrigada pela leitura. Sim, a falta de emoção foi uma opção minha, porque quis deixar transparecer os sentimentos do cara. Pra mim, falta emoção a ele, o personagem é muito frio. Mas claro, faltou-me técnica pra deixar isso mais evidente para o leitor, ou não achei que fosse tão necessário, mas enfim, eu podia ter previsto isso. 😉

  3. Eduardo Barão
    4 de outubro de 2014

    Primeiramente, gostaria de parabenizar o(a) autor(a) pela escrita. Tenho certa invejinha branca de quem consegue ser tão suave e marcante ao mesmo tempo.

    Sobre a história: acho que pecou pelo desenvolvimento. Por mais incrível que possa parecer, a ausência de diálogos não constituiu o principal problema. O que de fato não me apeteceu foi o final corrido. Fiquei esperando por algum sobressalto na narrativa, algo que fizesse o protagonista se queixar por ter passado tanto tempo desprezando o amor de sua esposa.

    Em linhas gerais, um bom conto. Parabéns.

  4. Eduardo Barão
    4 de outubro de 2014

    Primeiramente, gostaria de parabenizar o(a) autor(a) pela escrita. Tenho certa invejinha branca de quem consegue ser tão suave e marcante ao mesmo tempo.

    Sobre a história: acho que pecou pelo desenvolvimento. Por mais incrível que possa parecer, a ausência de diálogos não constituiu o principal problema. O que de fato não me apeteceu foi o final corrido. Fiquei esperando por algum sobressalto na narrativa, algo que fizesse o protagonista se queixar por ter passado tanto tempo desprezando o amor de sua esposa.

    Em linhas gerais, um bom conto. Parabéns.

    • Alana Santiago
      5 de outubro de 2014

      Obrigada pelas considerações. Acho que o final foi mesmo o que mais pegou para os outros. Na verdade, o protagonista não se queixa, ele apenas faz de novo o que já não teve coragem de fazer outras vezes: deixar a esposa de uma vez por todas. Alguma dúvida de que ele terá outros casos? Mas é claro, a culpa foi minha por não deixar bem claro os sentimentos do personagem.

  5. tamarapadilha
    3 de outubro de 2014

    Que identificativa e bonita a parte inicial que fala sobre o acordar… Acho que me fez me sentir até mais romântica.
    E bemf feito para o moço, quis trocar a esposa pela outra e… a outra o trocou (me senti malvada).
    Conto simples, muito bem escrito e que me prendeu, fiquei querendo ler mais! Boa sorte

    • Alana Santiago
      5 de outubro de 2014

      haha, obrigada pelo comentário, Tamara. A ideia de “vingança” foi o que me fez optar por este final.

  6. felipeholloway2
    3 de outubro de 2014

    Esse começa num ritmo muito bom. A descrição dos detalhes da vida de casal, sob o ponto de vista do homem, consegue ao mesmo tempo perfazer um panorama de felicidade e sugerir um cansaço iminente (tanto que nem achei necessária a menção ao problema representado pela previsibilidade demasiada de Andressa). Achei que as coisas foram muito apressadas na parte em que a amante começa a explicar seus motivos, e há, no primeiro ato, um uso excessivo do mais-que-perfeito. No entanto, apesar de concordar que um plot twist como o sugerido pelo JG seria interessante (a amante da Olívia sendo a própria Andressa. E para isso bastaria, parece-me, que o texto se encerrasse com uma fala da esposa, do tipo “preciso contar uma coisa pra você”), não chego a desaprovar o desfecho aplicado. Lembrou-me a cena de Revolutionary Road em que, após trair a esposa, Frank volta para casa e é recebido com uma festa de aniversário surpresa, organizada por ela e pelas crianças.

    Um bom conto.

    • Trinidad
      3 de outubro de 2014

      Obrigada por suas considerações. Concordo quanto à pressa na hora da “revelação” e vou trabalhar nisso. O medo foi explicar demais, fugir do tom, fazer a coisa se alongar mais do que devia. Obrigada, mais uma vez, pela dica. 😉

  7. Edivana
    3 de outubro de 2014

    História circular, uma espécie de punição para a traição dele – continuar na rotina, interessante a construção do enredo, e principalmente, quanta realidade no que tange a esse amor desproporcional. Isso é fantástico.

    • Trinidad
      3 de outubro de 2014

      Obrigada por seu comentário. Foi bem essa a ideia que tentei passar, a de punição, rs. Até me deu dó, de certa forma.

  8. Fabio D'Oliveira
    3 de outubro de 2014

    Está bem escrito e tem um desenvolvimento legal. A ausência de diálogos deixou a experiência bem intimista. Porém, não gostei. Simplesmente não faz o tipo de texto que me atrai. Li e permaneci frio o tempo inteiro, mesmo snpendo uma história sensível. Acho que para mim tem que ter um pouco de magia, haha. Coisa minha! Parabéns pelo texto!

    • Trinidad
      3 de outubro de 2014

      Normal, Fabio. Também gosto de magia, mas gosto também dos que não tem. Gosto é gosto, e eu acho que não serviria para jurada, deixaria muito a técnica de lado e colocaria o meu gosto acima. Obrigada!

  9. Thiago Mendonça
    3 de outubro de 2014

    adorei o conto. no geral está bem escrito. a declaração de Olivia realmente me pegou de surpresa. o conto passou tão rápido que nem percebi 🙂

    -> O aparelho, deixou em um banco, debaixo de um panfleto que estava por ali jogado. Andou por alguns minutos, menos de trinta minutos, …
    Eu escrevia como:
    -> Deixou o aparelho em um banco, debaixo de um panfleto que estava por ali jogado. Andou por alguns minutos, menos de trinta, …

    • Trinidad
      3 de outubro de 2014

      Obrigada por suas considerações. E pela dica também, certamente útil. 😉

  10. williansmarc
    2 de outubro de 2014

    Achei um bom conto, consegui me colocar no lugar do protagonista facilmente e o texto é bem ágil, mesmo sem ter diálogos. Porém, como já apontado nos outros comentários, acho que ficou um conto dentro do esperado, não há nada que faça o leitor se surpreender.

    Abraço e boa sorte no desafio.

    • Trinidad
      3 de outubro de 2014

      Obrigada por sua opinião.

  11. Fil Felix
    30 de setembro de 2014

    #O QUE GOSTEI: tive uma simpatia imediata ao seu conto logo no início. Essa história de fazer a mesma coisa sempre, de precisar de uma válvula de escape. Me lembrou As Horas (que AMO), aquela sensação do protagonista de que vai sair de casa decidido a tomar alguma atitude, de sair do padrão.

    #O QUE NÃO GOSTEI: porém, apesar do desenrolar diferente do que esperei (e portanto inesperado) não possui muito clímax. Fica o cotidiano pelo cotidiano, como comentei em alguns contos. Se não fosse o casal de lésbicas, não teria nada demais no seu conto. Acho que faltou um pouco de ousadia.

    #O QUE MUDARIA: daria um twist na história do marido. Quem sabe abandonar a mulher mesmo assim? E depois narrar o ponto de vista da esposa, como lidaria com o abandono depois de anos acostumada a fazer a mesma coisa.

    • Trinidad
      1 de outubro de 2014

      Agradeço pelos apontamento. Quanto ao que mudaria, acho válido. Mas não para um conto. O que pontuou, nesse caso, ficaria bem para no mínimo uma novela, nessa condição concordo com elas. Obrigada!

      • Trinidad
        1 de outubro de 2014

        *apontamentos

  12. rubemcabral
    30 de setembro de 2014

    Gostei do conto! A história é realmente simples, porém bem contada e tem certa candura. Afeiçoei-me de imediato pela Andressa, dedicada e amorosa.

    • Trinidad
      1 de outubro de 2014

      Obrigada pelo comentário.

  13. pisciez
    29 de setembro de 2014

    Sua escrita é bem leve e boa de ler. Flui bem. Gostei de ler o seu texto pela fluência.

    O enredo é outra história. Achei pouco ambicioso. Contos podem ser tantas coisas, passar tantas mensagens diferentes… o seu conto passou uma mensagem bonita, mas não surpreendeu muito, nem me deixou muito pensativo. Seu conto nasce e morre no texto. Um conto deveria persistir na cabeça do leitor e deixá-lo pensando nele. Ou então persistir em seu coração na forma de uma sensação diferente; uma emoção despertada pelo texto. Não encontrei isto no seu conto mas acredito que basta mais treinamento para alcançar este marco.

    Boa sorte.

    • Trinidad
      29 de setembro de 2014

      Obrigada por compartilhar o que espera de um conto. É uma pena que o meu não tenha conseguido isso, mas é questão de gosto, compreendo desta forma. Um conto vai persistir na cabeça do leitor que se identificar com ele, acredito nisso. O que seria dos contos de Alice Munro se todos gostassem apenas dos contos do Stephen King, por exemplo? Mas é claro que se pode gostar de ambos, sem problema algum… Enfim, agradeço por seu comentário. 😉

  14. Camila H.Bragança
    28 de setembro de 2014

    Prezada colega

    Não sou vegetariana, gosto de picanha, molho e qualquer outro holocausto animal -Hehehe! – Ainda que vosso texto não tenha a consistência de uma carne robusta gotejante de gordura, foi aprazível para mim. O marido busca revestir-se de segredo como natural da condição humana – Quem se sente feliz despido de mistérios? -. Se houvesse união entre as duas mulheres, vosso conto não teria diferencial algum. No afã em contribuir com esta obra, pontuo que a inserção de diálogos quebraria o distanciamento do receptor/leitor.

    Saudações!

    • Trinidad
      28 de setembro de 2014

      hahaha, daqui a pouco quem vai querer picanha sou eu, hehe… Obrigada pelos apontamentos! 😉

  15. Felipe Moreira
    27 de setembro de 2014

    Gostei do conto. E ele se encaixa perfeitamente dentro dos limites do que deve realmente ser considerado um conto. A narrativa é tranquila, sem pressa de revelar seus eventos, agradável o bastante pare que eu pudesse gostar de sentir, passo-a-passo, a confusão psicológica do protagonista e seus questionamentos. É um tema pertinente em todo casamento.
    Não posso negar que achei Olívia encantadora, não só pela sua descrição física. Confesso que não conheço tão bem Chico, mas segui o link e gostei da música nessa versão do Seu Jorge.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

    • Trinidad
      27 de setembro de 2014

      Ah, obrigada, Felipe, pelas observações.

  16. Gustavo Araujo
    27 de setembro de 2014

    Gosto desses contos que abordam relações interpessoais. Acredito que o pessoal que já passou dos trinta vai se identificar melhor com o protagonista e com seus dilemas. Achei a trama bem construída, mas creio que os personagens poderiam ter sido melhor desenvolvidos, especialmente Andressa. Claro, a simplicidade foi uma opção do autor, mas não deixa de ser frustrante para quem está lendo e espera algo a mais. Se conto não fosse bom, essa frustração sequer existiria, não é mesmo? Em suma, um conto legal mas que merecia outras ramificações.

    • Trinidad
      27 de setembro de 2014

      Talvez não tenha sido apenas simplicidade, mas um misto disso e de pouco tempo para desenvolver, confesso. De qualquer forma, quando voltar a trabalhar nesse conto, seguirei essa dica de desenvolver mais as personagens. Obrigada! 😉

  17. rsollberg
    26 de setembro de 2014

    A pergunta que não quer calar: Andressa virou vampira, sim ou não?
    Brincadeira, desculpe, não resisti.

    Gostei do conto. Essa música do Chico Buarque é sensacional, acho que vc podia ter explorado um pouco mais ela. Mas se serviu de inspiração, já está bom!

    Um texto muito bem escrito e com algumas boas imagens.

    Achei sinceramente que Olivia e Andressa terminariam juntas.
    Porém, Andressa é Amélia, e todo dia faz sempre igual.

    A o enredo não me “sacudiu as seis horas da manhã”, mas foi uma leitura gostosa depois do chá da tarde!.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Trinidad
      27 de setembro de 2014

      Hahahha, de onde tirou esse lance de Vampira? Ficou engraçado, rsss…

      Sim, o enredo é bem “tranquilo”, assim como a música, eu é que sempre enxerguei algo por trás do que o eu lírico da música queria passar, rs. Que bom que foi uma leitura gostosa. =)

      • rsollberg
        28 de setembro de 2014

        É que existe outro conto em que a personagem também é Andressa!
        Sim, foi uma leitura gostosa mesmo, penso que nem todo conto precise de reviravoltas e surpresas. Não estou dizendo isso só pq sou vegetariano, heim!
        😉

    • Trinidad
      28 de setembro de 2014

      hahaha, essa história de vegetarianos/carnívoros rendeu, rs. Foi só um jeito de devolver o comentário na mesma forma culinária em que foi feito, rs. Bem, obrigada! 😉

  18. Andre Luiz
    25 de setembro de 2014

    O conto em si é simples, monocromático e sem grandes revelações. Contudo, algo que não tira o brilho da situação e do cotidiano dos personagens. Olívia com certeza ganhou o prêmio de melhor personagem, mesmo sem ser a principal. Chamou-me a atenção o cuidado em ressaltar a rotina, um ponto bastante positivo cuja proposta era exatamente simular um cotidiano rotineiro e desgastante. Quanto à trama, pode-se considerar que é sólida o suficiente, de forma que captura o leitor a continuar lendo até o final. Parabéns!

    • Trinidad
      27 de setembro de 2014

      Muito obrigada pelos apontamentos.

  19. Swylmar Ferreira
    25 de setembro de 2014

    Oi autor(a) A obra é bem elaborada, a história é completa, o texto tem linguagem objetiva e você optou por narrar sua história sem uso de diálogos diretos.
    É um texto bem clássico mostrando o dia a dia do personagem principal, sua insatisfação e posterior consternação.
    Bem, vamos lá. Por um instante pensei que você colocaria que Andressa e Olívia fossem amantes. Do modo que colocou o final teve certa surpresa.

    Boa sorte.

    • Trinidad
      27 de setembro de 2014

      Agradeço por seus apontamentos. Todos torcendo por Andressa e Olívia, isso é interessante! 😉

  20. Trinidad
    23 de setembro de 2014

    Gentileza ter comentado, mas poderia me explicar por que, Douglas? Gostou do tema a ponto de ter gostado do conto, ou…? Desculpe os questionamentos, mas o seu comentário abriu brechas para muitas dúvidas minhas…

  21. Thata Pereira
    23 de setembro de 2014

    Poxa, que história bonitinha — mas é bonitinha na melhor das intenções, juro! rs’ — Gostei. Eu estava muito empolgada com o começo, uma traição ali no meio foi um choque, mas não atrapalhou o sentimento. Acho que foi a escrita, gostei bastante da forma como você narrou o conto.

    Boa sorte!!

    • Trinidad
      23 de setembro de 2014

      Ah, muito obrigada! Gostei do “bonitinha”! 😉

  22. José Leonardo
    22 de setembro de 2014

    Olá, autor(a).

    Seu estilo é acessível, a palavra é facilmente digerida. Quanto à base musical, está num bom tom a meu ver, ou seja, num ponto equilibrado entre os extremos da transcrição literal (quem baseia seu conto totalmente na música comprometendo a criatividade/originalidade) e da ausência completa (quem não se baseia em coisa alguma, seja música específica ou como assunto em geral).

    Entretanto, a escrita é ponderada demais, parada, o que prejudicou o enredo. No seu belo prato, arroz e feijão estão dividindo milimetricamente o espaço; faltou colheres de pimenta, um pouco de caldo e o principal: a picanha. Gostaria que houvesse mais ousadia aqui, que o quadrado de conforto se tornasse um círculo de confronto, de conflito narrativo (nisto, entendo a sugestão de que a namorada da amante pudesse ser a “Amélia”). O dilema do marido de Andressa nem me soou verossímil (aliás, o autor nem lhe deu um nome — e é nele que se concentra o enredo, na necessidade de romper o tédio cotidiano e na possível separação).
    Resumindo, caro autor: não consegui gostar do seu conto, não me vi fisgado por ele. Pareceu-me uma ponte suspensa entre oceanos, sem porção de terra onde se sustentar.
    Reitero que meu comentário está baseado, em grande parte, em opiniões pessoais e dentro do meu limitado conhecimento literário.

    Boa sorte.

    • Trinidad
      22 de setembro de 2014

      Bem, você queria que houvesse mais ousadia, mas espero que não fique triste comigo se eu te disser que escrevo para um leitor vegetariano, que não curte picanha, quem sabe? É o meu estilo, é uma pena que não tenha curtido, mas é claro que entendo que cada leitor tem seu gosto. Assim como cada escritor. Há muitos personagens na literatura sem nome. Eu gosto disso. Obrigada pelo comentário.

  23. Davi Mayer
    22 de setembro de 2014

    O que gostei:
    A escrita é muito bacana. Flui tranquilo com a narrativa e a história tratada.

    O que não gostei:
    Senti falta de algum dialogo do cara com a Olivia. O conto foi subindo e de repente despencou. Esperava por mais, uma reviravolta. Jurava que Olivia estivesse com a mulher do cara! Enfim, mas de todo o conto é bom.

    • Trinidad
      22 de setembro de 2014

      Bem, esse é o meu estilo. Enquanto autora, tenho que optar por um rumo, e geralmente não escrevo textos com reviravoltas, desculpe. E obrigada por comentar.

  24. fmoline
    21 de setembro de 2014

    Olá,

    Autor(a), você conseguiu escrever um texto bem agradável, aquele tipo simples de ler e com um pensamento bacana (fugir da rotina). Gostei dessa suavidade toda, combina com a música (ótima por sinal). Uma coisinha, magérrima é o superlativo de Magra, então a moça era anoréxica? Isso é algo bom? É só bobeira minha, mas escolha lexical pode prejudicar, as vezes. Mas acho que foi só nesse caso, então, deixa para lá.

    É isso, em geral o texto ficou bom. Boa sorte!

    • Trinidad
      21 de setembro de 2014

      É, não foi mesmo o caso. No parágrafo, a palavra magérrima é utilizada apenas para fazer uma comparação entre as duas. Uma é magérrima, e se a outra é diferente, não deve ser. Ser muito magra não é sinal de anorexia. O sinal de anorexia é a relação com a comida, o que nem foi colocado no texto. Não acho anorexia algo bom e não coloquei ideia alguma quanto a isso no conto. Às vezes é apenas o biotipo da pessoa. Meu pai é magérrimo, e ele passa longe de ser anoréxico. Obrigada pelo comentário.

  25. Angélica Vianna
    20 de setembro de 2014

    Gostei do conto e da relação com a música , também apreciei as descrições das sensações do personagem em relação a vida cotidiana. Mas acho que a narração poderia ser melhorada para criar mais expectativa no leitor. Boa sorte!

    • Trinidad
      20 de setembro de 2014

      Olá! Isto de “criar mais expectativas” é meu grande desafio, porque não é o meu estilo. Sei que há leitores que criam expectativas e outros que não se importam com isso, vão ao sabor da narrativa, seja da forma como ela é feita, há escritores para todos os tipos de leitor, mas com relação a mim, eu sinto essa dificuldade e gostaria de não sentir. Talvez porque quando penso em algo que “crie expectativas”, penso em algo mirabolante e fico receosa de exagerar no tom também… Obrigada por comentar!

  26. Pétrya Bischoff
    20 de setembro de 2014

    Bueno, penso que está bem escrito e narrado. Nos conformes, como diriam. Não quis escutar a música quando vi que era Seu Jorge :/ Ok, sou muito chata com isso, no entanto, li a letra 😉 e me surpreendi por não haver uma amante ali.
    No decorrer do texto, quando a “outra” relatou estar apaixonada por uma mulher pensei em Blues do Velcro de Velhas Virgens e Homossexual de Cascavelletes… Decepção hahha’
    No geral, nada a reclamar do conto, até curti esse fdp voltar pra sua “terrível rotina”. Boa sorte.

    • Trinidad
      20 de setembro de 2014

      Ah, obrigada por ter curtido um pouquinho apesar do Seu Jorge, hahah. Eu gosto de algumas músicas dele. Acho que gosto mais do tom de voz dele, e de sua história de vida, apesar de ultimamente ele me parecer estar mudando, uma pena. Ou, talvez, ele já fosse assim, e não estava tão evidente, enfim. O motivo maior de ter colocado a música com a voz dele foi porque eu admito que subverti a música do Chico, não a segui ao pé da letra, inseri coisas por minha conta, a visão que tive da letra ao escutar a canção para compor o conto. Já a ouvi tantas vezes, mas para escrever o conto, me pareceu que na música o narrador está escondendo algo, sua opinião real do cotidiano… O Chico suaviza isso um pouco com suas metáforas… Talvez porque na época não dava pra escancarar muito isso, ou seja talvez apenas a minha impressão e nada mais… Acho que em um desafio com contos inspirados em músicas, se a gente for levar muito em conta o gosto musical, talvez deixe de lado o foco principal, que é a qualidade do texto. Mas obrigada por seu comentário.

  27. Lucimar Simon
    20 de setembro de 2014

    Um ótimo conto. Bem escrito, narrativa coesa. me prendeu do início ao fim. Ficou sugestivo que a outra poderia se Andressa, ah, que bom se fosse. O melhor é que fique na minha imaginação né? Andressa, uma Amélia dos tempos pós-modernos. Ainda existe? rsrssr A Olívia é uma personagem bem comum nos dias atuais. Mulher independente, inteligente, bem estruturada, não se prenderia a um homem se não fosse de bons atrativos. Adorei o tema, gostei muito do desfecho, “Amélia que é mulher de verdade”. rssrrs. Uma estruturação perfeita, começo, meio e fim. A temática dos relacionamentos atuais, frívolos, furtivos, cruéis, e outros vários adjetivos. Um excelente mote. Uma simplicidade encantadora e a música, claro deu o tom mágico que esperava. Outro dos melhores que já li aqui. Parabéns e boa sorte.

    • Trinidad
      20 de setembro de 2014

      Obrigada. Ah, acho que pra haver alguma coisa entre Andressa e Olívia seria o caso de desenvolver mais, mais situações onde elas pudessem aparecer mais, criar mais situações em que elas tivessem contato… Mas sim, ainda existem Amélias por aí, sim. conheço mais de uma… Mais uma vez, agradeço.

  28. Anorkinda Neide
    19 de setembro de 2014

    Um conto bem interessante aqui, com a sutileza de marcar a personalidade da esposa nessa vida simples, nessa mesmice da qual ela mesma não percebe assim, afinal todas as ‘novidades’ que ela implementa em seu cotidiano a satisfazem. E na verdade, não passam de ‘mais do mesmo’.
    Um ponto que me choca é o retrato mesmo da sociedade com essa rede de traições, ele tem outra, que por sua vez, tb tem outra… isso é tão cotidiano e me deprime.. rsrsrs

    Entendo como a alma da canção de Chico, estes versos aqui
    ‘depois penso na vida pra levar
    e me calo com a boca de feijão’
    pois apesar de ele não ser tão apaixonado pela esposa e desejar sair daquela rotina, ele nada faz, pois a vida está disposta daquela forma e mudar requer esforço e sacrifícios.. aqui um outro retrato da sociedade, casamentos que se arrastam por comodidades e falta de diálogo… o que este casal precisa é de uma longa DR!!! hihuahua

    Parabens pelo texto! Abraço!
    Ah.. tem realmente algumas frases pedindo para serem simplificadas, um pouquinho fora do tom…

    • Trinidad
      20 de setembro de 2014

      Anorkinda, muito obrigada por suas considerações. O que eu mais queria destacar no conto era essa insatisfação da personagem com sua vida e a inércia pra mudar, apesar da tentativa (meio tortinha, claro…). Quanto às frases, valeu pelo toque. Acho que tem algumas que ficaram mais longas do que poderiam, e outras que precisam ser revistas pra achar o “tom” que você falou. 😉

      • Trinidad
        20 de setembro de 2014

        poderiam* = deveriam.

  29. Rogério Moraes Sikora
    18 de setembro de 2014

    A escolha por Chico Buarque sempre dá certo. Cotidiano é uma música linda. O conto ficou muito legal, a fuga do cotidiano e das coisas repetitivas do dia-a-dia é sempre motivante. A história é simples e cativante. Gostei muito. Parabéns!

  30. Trinidad
    17 de setembro de 2014

    Corrigirei, corrigirei, pode estar certa. 😉

  31. Andréa Berger
    17 de setembro de 2014

    Um bom conto. As relações humanas são sempre temas atuais e um prato cheio para narrativas. Gostei da sua escrita, achei que ficou no tom que o texto pediu, sem ser muito intimista ou “seca” demais. A escolha da música foi muito boa e você fez um bom trabalho em cima dela.
    Um abraço e boa sorte.

  32. JC Lemos
    16 de setembro de 2014

    Gostei!

    Apesar do conto tratar de algo simples e cotidiano, a forma como o autor descreveu contribuiu para dar vida aos personagens, que mesmo sendo pessoas comuns, interpretaram seus papéis de forma correta. Esse mês estou descobrindo que os melhores contos são os que são bem escritos, e ponto. Independente do tema. Isso ficou mais claro nesse desafio de enredos envolventes e ritmos variados.

    Enfim, eu gostei do conto e achei a história legal, usando coisas que acontecem no dia-a-dia.

    Parabéns e boa sorte!

    • Trinidad
      17 de setembro de 2014

      Bem, obrigada! Também gosto de descobrir contos de estilo diferente… O meu é esse, mais pro cotidiano, coisa leve (ou quase leve, hehe…), mas gosto daqueles que não têm nada a ver com isso também. 😉

  33. Fabio Baptista
    16 de setembro de 2014

    ======== ANÁLISE TÉCNICA

    A escrita está boa. Nada que encha os olhos, mas boa!
    Alguns trechos ficaram um pouco confusos, quando o narrador parece se “misturar” aos personagens, meio que incorporando seus sentimentos.

    – da mordida no tórax dele ainda podia ser notada
    >>> Esse “dele” não soou legal. Sei que tirando ficaria ambíguo (de quem é o tórax, dele ou dela?), mas pensaria em outra construção.

    – O destino fora tão excitante
    >>> Esse excitante não combinou com o contexto

    – da mesma forma que estivera três anos atrás
    >>> trocaria esse “estivera” por “empolgara-se”

    – aquela tinha
    >>> cacofonia

    ======== ANÁLISE DA TRAMA

    Então, achei legal a abordagem da música. Afinal, o tema sugere que nos inspiremos numa música, não que façamos uma transcrição (pelo menos esse foi o meu entendimento).

    Achei o caso lésbico da amante um pouco forçado e fiquei com o mesmo medo da Claudia… que amante e mulher fossem… amantes! (putz… que ninho de rato… ou seria… ah, deixa pra lá! :D)

    Gostei da resolução final.

    ======== SUGESTÕES

    Eu trocaria esse narrador, colocaria em primeira pessoa (marido).

    Ou então deixaria ele só como “narrador”, sem fazer essas perguntinhas como na frase final. Mas acho que a 1º pessoa caberia melhor.

    ======== AVALIAÇÃO

    Técnica: ***
    Trama: ***
    Impacto: ***

    • Trinidad
      17 de setembro de 2014

      Inserir no meu check list de revisão: buscar por cacofonia no texto, haha! Tenho conseguido encontrar, mas como eu disse, eu escrevo o texto, reviso basicamente e deixo de lado por um tempinho… Só depois volto. Preciso me adequar nesse caso para os próximos desafios… =\ Ah, eu não quis fazer o narrador em 1a pessoa por gostar muito desse narrador que parece estar contando sobre a vida de outros, quase como se contasse um segredo pra nós, haha… Valeu pelas estrelinhas! 😉

  34. José Geraldo Gouvêa
    15 de setembro de 2014

    A escolha musical é boa, o texto foi bem escrito, mas o argumento em si é muito rectilíneo e isso é meio incômodo. Na verdade eu acho que você teve o tempo todo a deixa para dar o “duplo twist carpado” no texto mas não enxergou isso. Tudo seria tão mais transgressor se a amante da Olívia fosse a Andressa! A|cho que muito mais gente aqui se identificaria com o conto.

    Mas o texto não é dos piores deste desafio, embora não seja top 5 também.

    • Trinidad
      15 de setembro de 2014

      Bem, agradeço pelo seu comentário e muito me sinto motivada por saber que “o texto foi bem escrito”, mas não vejo problema em não querer transgredir. E eu não quero, ao menos não quis com esse texto. Imaginei a história assim e assim consegui desenvolvê-la. Não pensei em quem se identificaria, ou não. E longe de mim tentar estar em um TOP 5 de alguém, estou chegando agora e há um longo caminho de aprendizado com relação aos meus escritos, reconheço isso.

  35. Claudia Roberta Angst
    15 de setembro de 2014

    “Todo dia, ela faz tudo sempre igual…” Ah, a rotina dos casais.
    Chico Buarque é sempre uma boa escolha. Gosto da música Cotidiano. A narrativa mostra a quebra do cotidiano do protagonista com a chegada da paixão. Até aí meio clichê, o homem encontrando uma amante totalmente diferente da mulher oficial. E quando Olívia revela seu segredo, fiquei torcendo não, não, não faça isso… E ainda bem, você não fez o que eu temia: tornar Olívia e Andressa amantes.
    Leitura agradável, sem sobressaltos ou grandes surpresas.
    Boa sorte!

    • Trinidad
      15 de setembro de 2014

      Muito obrigada, Claudia! O engraçado é que não sou casada, fiquei pensando comigo mesma, onde foi que pensei nesse cotidiano? Só a letra da música explica, haha! Boa sorte pra você também!

  36. Gabriela Correa
    15 de setembro de 2014

    Gostei de sua escolha musical, e de como você subverteu a questão da rotina. A relação entre os personagens reflete bem algo que, infelizmente, é cada vez mais comum em muitos casais. Um bom tema, que me agradou muito. O fato de ocorrer uma mudança no final também foi uma boa ideia, traz um otimismo gostoso. Ah, esses temas cotidianos, simples, me encantam: extrair poesia do dia-a-dia é um dom! Porém, sugiro que aposte em uma escrita menos descritiva e mais intimista – creio que seu conto teria sido beneficiado com isso. É uma única ressalva. No mais, parabéns pelo trabalho e boa sorte!

    • Trinidad
      15 de setembro de 2014

      Obrigada, Gabriela. Confesso que a mim o texto ainda não está bom. Mas geralmente tendo a escrever, deixar o texto de lado e um, dois meses depois somente é que volto a ele, para ver o que posso mudar, tirar o que não está bom… Boa sorte pra você também!

  37. Brian Oliveira Lancaster
    15 de setembro de 2014

    O pessoal gosta mesmo de “Andressa”. Não olhei a música, mas a história cativou do início ao fim, incluindo o inusitado plot twist no meio. Estes temas são bem complicados, mas você conseguiu deixá-lo de uma forma bastante suave. O que acho interessante aqui é justamente isso, alguns se agradam, outros não. Dessa vez fiquei no time positivo. Textos sentimentais sempre me prendem. Ouvirei a música e a levarei em conta na hora final.

    • Trinidad
      15 de setembro de 2014

      Por pouco ela não se chamou Carolina, haha! Ainda não li os contos, vamos ver quando toparei com outra Andressa, hehe. É a primeira vez que uso esse nome. Também é a primeira vez que mostro um texto desse meu na internet. 🙂

  38. mariasantino1
    15 de setembro de 2014

    Oi!

    Sinto, mas não gostei muito do seu texto. A situação do Marido é até bacana, mas senti falta de algo, de mais características e descrições, sobretudo de sentimentos e estado mental. Em algumas passagens você tenta descrever uma sensação usando a palavra TUDO, e para mim, tal escolha não ajuda em fazer sentir a trama, o que o personagem estava experimentando, portanto, acabo lendo sem criar vínculo.
    Algumas pessoas usam muito bem as alegorias, metáforas… Isso ajuda a condensar atos e ideias (além de ser uma ferramenta de “encantamento”, pois escrever também é isso, encantar e não só contar algo).
    Essa construção ficou ruim (em minha avaliação): ” só que, claro, Olivia explicou que com aquela mulher havia algo mais…” Talvez se reformular essa frase retirando os “que”, fique melhor.
    Eis o meu parecer 100% pessoal e nada técnico.

    Siga firme.

    • Trinidad
      15 de setembro de 2014

      Obrigada por seu comentário. Confesso que não revisei muito. Sou péssima nisso, às vezes peço para outra pessoa ler e revisar o que não enxerguei, mas dessa vez não pedi… Anotei aqui as dicas, mas quanto a descrever, complicado agradar a todos, por exemplo, você disse que sentiu falta de descrições, outro leitor pediu para eu ser menos descritiva, então… Sigo escrevendo, agradando a uns e não tanto a outros… E seu parecer não foi nada técnico? Jura? 😀 Agradeço mais uma vez. 😉

    • Trinidad
      17 de setembro de 2014

      Sem problemas! Fico tudo bem compreendido.

  39. Trinidad
    14 de setembro de 2014

    Olá, tudo bem? Agradeço pela leitura. Quanto à adequação com o tema do concurso, creio que cumpri, sim, até coloquei o link da música que me inspirou. Só achei melhor subverter um pouco o que diz na letra, para o conto não ficar uma cópia do que foi cantado… e pelo que vi na página do Entre Contos no Facebook, subversões são bem vindas. Quanto aos erros, existem para serem resolvidos, prometo fazer uma leitura mais atenta para correções. 😉

    • Trinidad
      14 de setembro de 2014

      Esta resposta foi para a mhs1971, acabei colocando no lugar errado…

  40. mhs1971
    14 de setembro de 2014

    Apesar de alguns pequenos erros perdoáveis resolvíveis, a história transcorre em uma normalidade que não o desabona e nem traz muitos sobressaltos. Esperava que houvesse uma referenciação maior com música. Fica a dúvida se adequou ao tema do desafio.

    • Trinidad
      14 de setembro de 2014

      Olá, comentei aí em cima, ainda não estou acostumada a responder comentários… Mais uma vez, grata pelo comentário.

    • Brian Oliveira Lancaster
      15 de setembro de 2014

      Há vários que deixam essa dúvida. O que contará mesmo será a nota aplicada por cada um depois.

      • Trinidad
        15 de setembro de 2014

        Sim, fiquei confusa no começo, mas depois alguém comentou que no regulamento não especifica 100% que o texto seja a partir de uma música, ou que seja SOBRE música, então… Optei por fazer dessa maneira…

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Informação

Publicado às 14 de setembro de 2014 por em Música e marcado .