EntreContos

Detox Literário.

Mar dos olhos de Marcela (Eduardo Barão)

klaus

Sem ela.

A cada passo dado, o vento se aproveitava da força concedida por Deus para converter cada rajada em navalha que lhe fatiava os sonhos. Vento transformado em navalha que reduzia sonhos a míseras porções que afundavam na grama com seus pés. Grama que por sua vez não era mais grama. Pedra escabrosa. E os sapatos não existiam: estava descalço num caminho composto de pedras que esfolavam as solas de seus pés como lixa ao invés de relva. Era assim que se sentia e era assim que o destino coadunava; formalizando a despedida através de todos os fatos arremessados pelo vento contra sua face.

***

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Segunda Antologia EntreContos, cujo download gratuito pode ser feito AQUI.

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45 comentários em “Mar dos olhos de Marcela (Eduardo Barão)

  1. Nara Susane Klein
    6 de outubro de 2014

    Não é à toa que venceu o Desafio sobre Música! Esse conto é muito emocionante, me fez chorar enquanto lia 😥
    Lindo, lindo demais! Minha alma romântica agradece! ❤
    Parabéns! 🙂

  2. Fil Felix
    4 de outubro de 2014

    #O QUE GOSTEI: seu conto é daqueles simples, mas de grande sensibilidade. A história é tocante e traz uma ótima mensagem a respeito da morte sem ser piegas. Está brilhantemente escrito, parece algo profissional (não sei se o autor de fato é), com ótimas descrições e diálogos críveis.

    #O QUE NÃO GOSTEI: é um pouco longo, possui uma estrutura quase que de romance, se distanciando de um “conto” mais tradicional.

    #O QUE MUDARIA: talvez daria uma recortada nele, porém está perfeito assim. Cabe ao gosto de cada um , aos mais românticos com certeza será um 10.

  3. Lucas Almeida
    4 de outubro de 2014

    Cheio de emoção, bem escrito, aquele gostinho de “quero mais”. Não sei o que mais dizer do seu texto. Brilhante! Confesso que estou cheio de inveja branca( se é que isso existe) de você! Brincadeirinha. Parabéns 😀

  4. Carolina Soares
    4 de outubro de 2014

    Um conto muito belo e de uma escrita dotade de tamanha sensibilidade que nos trás uma imersão indescritível, parabéns! Um dos melhores até agora

  5. Alana Santiago
    4 de outubro de 2014

    Muito bonito! Impossível ler sem se emocionar, sem deixar alguma lagriminha escorrer. Nem sei o que dizer, a não ser que durante algum tempo fugi deste conto por causa do tamanho, mas que agora, depois de terminada a leitura, tudo o que queria era ter centenas de páginas desta história para ler, com todos os detalhes que ficaram nas entrelinhas do conto… Parabéns!

  6. Gustavo Garcia De Andrade
    4 de outubro de 2014

    !!!!!!!!!

    Me fez chorar, poxa. Não se faz isso com os outros!
    Esta narrativa é tão bem construída, íntima, concreta ao mesmo tempo que subjetiva… que eu não sei o que dizer a não ser: parabéns. A honestidade do personagem, internamente, perante o tio; a honestidade dx escritorx perante o romance dos personagens e a história a ser contada! É um conto honesto, e isso merece aplausos.
    Não tenho o que criticar nesta primeira leitura apressada a ler todos os contos em 3 dias k
    Muito bom!

  7. Thiago Mendonça
    3 de outubro de 2014

    conto fantástico! me emocionei!
    a narrativa foi perfeita! o autor é altamente talentoso 🙂

    [Afinal de contas, seria possível vencer o destino numa partida de cabo de guerra?]
    amei essa frase, onde você se baseou?

  8. felipeholloway2
    3 de outubro de 2014

    O quase leixa-pren no início do conto tinha me deixado ressabiado. Essa apreensão se confirmou em todo o primeiro ato, no qual o autor me pareceu perder a mão no equilíbrio entre o tom lírico e a franca pieguice. O vento aproveitando a força dada por Deus, a menção ao destino, a cena do choro no túmulo, a dor “castigando o peito moribundo” (!), o duplo questionamento acerca dos sonhos, certo rebuscamento gongórico… os elementos iam compondo um cenário excessivamente sentimental que me fez torcer bastante o nariz.

    No entanto, as coisas melhoraram muito depois da introdução, embora vez ou outra ainda irrompesse uma frase de fazer corar um José de Alencar. Um dos grandes méritos do autor é entender que, para uma morte causar impacto na ficção (e, algumas vezes, na vida real), é necessário fazer com que o leitor se importe com o personagem. Caso contrário não será uma tragédia, será estatística (vide o excelente experimento do Roberto Bolaño na “Parte dos Assassinatos”, em 2666). Temos cristalizada, na cena da lavação dos cabelos, toda a docilidade da personagem-título, todo o seu potencial de cativar, o que é muito importante, já que é da ausência dela que o conto se propõe a extrair sua força comovedora, ainda no ato de abertura. Não por acaso, é fácil associar essa passagem a outras já clássicas da literatura, em que certa personagem cai nas graças do herói e, consequentemente, do leitor: Blimunda desenhando uma cruz com sangue no peito de Baltasar, em Memorial do Convento; Júlia confessando a Winston que curte o sexo pelo sexo, e não como protesto político ou qualquer baboseira assim, em 1984; Dorian Gray vendo Sibyl Vane representar dramas shakespearianos, no palco; e, claro, a referência machadiana mais imediata, Capitu e Bentinho brincando de eucaristia.

    No todo, considerei o conto bem acima da média na maioria dos aspectos, ainda carente de desbaste em outros (os colegas foram certeiros ao mencionar certa artificialidade no diálogo com o tio), e que só não me ganha de todo devido à carga excessiva de sentimentalismo. Acredito que havia como dosar esse elemento sem perder a força pungente que permeia o texto.

    Parabéns ao autor.

    • Klaus
      3 de outubro de 2014

      Olá. Antes de esclarecer alguns pontos, gostaria de agradecê-lo pela crítica embasada. Garanto que foi de extrema valia.

      Uma questão que me deixou deveras curioso diz respeito à forma como as pessoas encararam a proposta norteadora do texto: muitos acham que cada fragmento da narrativa gira em torno da personagem Marcela. E, na verdade, minha intenção inicial ao escrevê-lo foi mostrar a trajetória paulatina do protagonista perante a condição que a ausência dela lhe impôs; isto é, início e final retratam uma cena idêntica sob pontos de vistas diferentes (um sob a perspectiva fresca da morte recente e outro sob a ótica conformada de alguém que já passou por um processo longo de aceitação e amadurecimento). Isso justifica a presença inicial de uma explosão de sentimentos exagerados e confusos, que por sua vez acha um contraponto no fim com toda aquela brisa de serenidade anos após o episódio-magno. Sendo assim, infere-se do narrador apenas o que é sentido por Vitinho: desde a descrição inicial da própria Marcela até a sensação que sua partida precoce deixou; todas as nuances partem de seu panorama particular.

      Até mais.

      • Klaus
        3 de outubro de 2014

        Ops, corrigindo: sob pontos de vista diferentes.

  9. Fabio D'Oliveira
    3 de outubro de 2014

    Gostei bastante! Simples e sensível, como adoro! Para um texto longo, a leitura foi bem agradável, isso significa que está muito bem escrito e que a narrativa é envolvente. Parabéns pelo texto!

  10. Edivana
    3 de outubro de 2014

    Eis um conto muito bem escrito, uma história de amor-trágico muito “fofa” e um final muito bom. A construção e a linguagem, achei excelente. Mas estou meio que me sentindo culpada por não sentir muita empatia pela dor dele.
    Sensacional essa frase: “Expectativas são como velinhas: sopro vem terminar”.

  11. tamarapadilha
    1 de outubro de 2014

    Gostei bastante. Confesso que achei um pouco extenso, mas o final bonito me cativou. É… eu adoro dramas e tragédias. O início quando ele fala de vento, grama e pedras já me prendeu, aí o meio quando percebi que se tratava de conto gaúcho me deixou mais interessada ainda e aí em todo aquele papo de lavar o cabelo, por mais bonito que foi me cansou, mas logo voltou a me segurar quando aconteceu a morte. Não vi erros a serem destacados. Isso seria bacana se fosse até desenvolvido em algo maior.
    Boa sorte

    • tamarapadilha
      1 de outubro de 2014

      Ah, esqueci de destacar que encontrei a alusão a Machado de assis, Dom Casmurro, ali no meio.

  12. pisciez
    1 de outubro de 2014

    É um texto muito bonito e muito bom de ler.

    A ideia do conto é simples, sem muitas novidades. O que brilha aqui são as emoções, as descrições, a vida que é dada para cada cena, cada personagem. Tudo é descrito de forma tão bela e gostosa de ler que você nem vê o tempo passar. Quando percebemos, acabou, e ficamos aqui com olhos marejados.

    Muito bom conto. Parabéns. Tiro meu chapéu!

  13. Pétrya Bischoff
    1 de outubro de 2014

    Ah! Sabes a sensação de quando um personagem morre no final de um livro? Aquele tiro no peito que arranca e leva consigo um pedaço? Sentimos isso com um livro pq ele nos permite criar laços com a estória, devido seu tamanho. Aqui senti o mesmo que no livro, passaste as mesmas emoções, desenvolveste tudo que deveria… em um conto.
    Começamos sabendo da morte, no entanto, quando ela chega, depois de convivermos com ambos, perdemos o chão com Vitinho.
    Chorei, também.
    A escrita é direta e suave. Há delicadeza nas descrições e uma certeza reconfortante enquanto no Vitor Hugo.
    Meus mais sinceros parabéns e boa sorte.

  14. Gustavo Araujo
    29 de setembro de 2014

    Pelo menos a meu ver, este conto se situa em um patamar acima dos demais que já li no desafio. A escrita é densa, experiente e rica, jamais resvalando em excessos descritivos. Aliás, é muito bacana isso, quando o autor conhece o exato limite entre a necessidade de descrever uma cena de modo detalhado, e a vontade de parecer erudito. Aqui tem-se o equilíbrio que serve como exemplo para todos nós.

    Porém, o que mais me cativou não foi a perícia na escrita, mas a trama em si. É verdade que é simples, mas foi com simplicidade que algumas das narrativas mais marcantes da literatura foram escritas. Taí o “Pequeno Príncipe” como prova.

    Contudo, a simplicidade não resume a obra. A verdadeira pérola deste conto é a relação entre os personagens – não só entre os protagonistas. Tudo soa natural, as conversas, o amor, a insegurança, a decepção, o medo, a redenção. Há um pouco de tudo aí, bem ao estilo de Khaled Hosseini, para mim, um dos escritores que melhor definem relações humanas.

    O amor entre Marcela e Vitinho mostra-se verdadeiro por essas nuances, pelo pedido para que ela lave seu cabelo, pela suposta ideia de que ela, ao ser atropelada, ia à livraria. Essa conexão entre ambos é algo singelo e ao mesmo tempo sublime. E o que a torna realmente distinta é a dor. Sabemos desde o início qual será o fim de Marcela e como Vitinho irá sofrer com a partida precoce dela. Mas mesmo assim lemos com avidez na esperança de que talvez, numa dessas, a história mude, que surja um feitiço ou uma máquina do tempo e altere o destino. Lógico, nada disso ocorre e a morte da menina funciona como um selo de competência narrativa.

    Minha única observação negativa vai para o uso da palavra bullying, lá pelo meio do texto. Esse é um conceito muito moderno – de poucos anos para cá. Creio que ficou deslocado ali, quando se fala de uma época que mesmo o ICQ era novidade. Minha sugestão é que o autor retire a expressão, até porque ela guarda consigo uma conotação politicamente correta chatíssima e que afasta o leitor do clima da história. Retirá-lo não fará a mínima falta.

    Por fim, peço ao autor, encarecidamente, que não deixe de comentar os demais textos deste desafio. Seria uma lástima ver deletado este fantástico “Mar dos Olhos…”

    Parabéns. É o conto que eu gostaria de ter escrito.

  15. Wesley Buleriano
    29 de setembro de 2014

    Uma bela história de amor, ainda que não seja o meu tipo preferido de história. O autor teve muita habilidade em construir uma trama bem amarrada, de maneira simples e fluida, mesmo com o lirismo de algumas descrições. É difícil não relacionar com outras histórias parecidas, porque é uma temática bastante comum de modo geral, e funciona muito bem como entretenimento pois o potencial de tocar, sensibilizar o leitor é muito grande e, especificamente nesse conto, foi trabalhado de maneira muito hábil. Boa sorte.

  16. Camila H.Bragança
    27 de setembro de 2014

    Estimado colega.

    Vossa ideia poderia ser clichê, pálida e anêmica, contudo, como um ourives – característica de um escritor maduro -, atesto que a condução pitoresca transformou vosso texto em uma obra deleitável. A canção escolhida poderia servir de trilha sonora caso o trabalho fosse transformado em um curta. Não acho que os diálogos são ruins ou pouco naturais, mas estou caindo aqui de paraquedas e, por conseguinte, seus confrades devem saber o que dizem. Pontuo que retire os nomes dos capítulos substituindo-os por números romanos se, por ventura, seu propósito for manter um suspense maior quanto ao conteúdo.

    Saudações!

    • Camila H.Bragança
      27 de setembro de 2014

      Erro: porventura.

  17. Andre Luiz
    25 de setembro de 2014

    O que dizer deste conto? Primeiramente: Emocionou-me de forma nunca antes vista. Sim, eu chorei. Não porque não queria chorar, mas porque tudo me fez voltar a minha mente e refletir sobre a vida, o sentido em ser feliz e a paz em estar ao lado de quem se ama. Marcela temos nós em nossas vidas. Somos e estamos Vitor Hugo. Marcelas vêm e vão, porém nossa essência perdura, perene, pela eternidade. A narrativa suave e simples conduz o leitor e o faz adentrar como nunca na história das personagens. Parabéns pela excelente produção.

  18. Swylmar Ferreira
    24 de setembro de 2014

    Conto muito bom, muito bem narrado e bem escrito, fazendo com que o leitor (ao menos eu) sinta a angustia do personagem principal. A forma está excelente assim como o enredo.
    Parabéns Klaus, um belo conto de amor

  19. Felipe Moreira
    24 de setembro de 2014

    Uma história tão simples, comum, narrada de forma grandiosa, madura. O texto tem uma carga forte, essencial e o protagonista ganha formas vivas. Assim como Vitinho, eu também fiquei encantado por Marcela e o seu jeito peculiar, naturalmente apaixonante. De fato, a travessia não tem fim. A música também encaixa o enredo com precisão.

    Parabéns e boa sorte.

  20. Willians Marc
    23 de setembro de 2014

    Uma estória comum, mas escrita de forma impecável. Não gosto desse tipo de tragédia romântica, mas é inegável a habilidade do autor com as palavras. Não tenho sugestões de como melhorar o conto, está bem acima do meu nível atual de escrita.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  21. rsollberg
    22 de setembro de 2014

    Lindo!

    Narrativa impecável, a cena do cabelo sendo levado é bela de se visualizar, é sensível, e ainda dá a profundidade da relação de Vitinho com Marcelina, e Vitor consigo.

    Mesmo sendo um conto curto, foi possível criar conexão com os personagens, especialmente empatia.

    Uma excelente história de amor… Amor a vida, ao que ainda está por vir, amor a esperança.

    Senti dó de Vitor Hugo, mas também senti muita admiração por sua fibra. Numa vida que invariavelmente irá te decepcionar, seguir em frente é bastante difícil, mas é o único caminho.

    Parabéns e boa sorte.

  22. Thata Pereira
    22 de setembro de 2014

    Que conto bonito! Fiquei com receio de lê-lo agora e não dar tempo de terminar, pois é um pouco longo, mas deu, pois flui com muita facilidade. É linda a parte que a menina pede que ele lave novamente os cabelos dela e triste a parte da culpa, quando ele pensa que, se estivesse com ela, poderia tê-la puxado e impedido o acidente. Gostei muito!

    Boa Sorte!!

  23. Angélica Vianna
    20 de setembro de 2014

    Adorei o conto, o tom lirico utilizado e apesar de ser um conto de romance não foi tão previsível e os personagens foram retratados de maneira diferente da esperada e com características interessantes , gostei da estrutura e da forma simples da escrita. Boa sorte!

  24. José Leonardo
    19 de setembro de 2014

    Olá, autor(a).

    Há de se elogiar a verve de quem compôs essa história. Realmente mostra alguém capaz de escrever um romance sem dificuldades. Erros gramaticais e ortográficos vi pouquíssimos, praticamente imperceptíveis. Eu fundiria a primeira parte ao final para não antecipar o desfecho da narrativa (talvez até terminado o conto com aquela parte), mas está de bom tamanho. A “participação” da música (o teor percebido) também está num nível que me agrada.

    Entretanto, os diálogos, apesar de espontâneos, deixaram a desejar (sobretudo na parte entre Bonifácio e Vitinho — creio que poderia ser um colóquio mais denso, estendido, e que deixasse os sentimentos do protagonista “em carne viva”, algo a nível do choque proporcionado por uma morte). A parte “Com ela.” a meu ver é mais “fraca” se comparada às demais; há expressões ali (quatro primeiros parágrafos) que não gostei, principalmente do trecho: “Se pedissem a Vitor uma definição, ele decerto diria que a mesma surgira de uma pintura: as incontáveis sardas no rosto simétrico se assemelhavam a respingos de tinta”.
    Como comentei em outro conto, talvez me falte sensibilidade o suficiente para apreciar seu texto no máximo potencial que ele deva oferecer. Histórias de amor (ainda que um tanto trágicas) são quase o oposto do que gosto de ler. Por isso, embora respeite o sentimento que se desprendeu daqui, seu conto não conseguiu me conquistar.
    Tenho certeza que conquistará a outros e que já está.

    Boa sorte.

  25. Rogério Moraes Sikora
    18 de setembro de 2014

    Muito bom. Gostei mesmo. Um texto carregado de lirismo. Narrativa fluente, enredo verossímil. Personagens cativantes. Ótimo conto. Parabéns e boa sorte!

  26. Davi Mayer
    17 de setembro de 2014

    O que gostei:
    A narrativa, o estilo literário e o talento do autor.

    O que não gostei:
    Trama um pouco batida de amor estilo Está escrito nas estrelas.

    O que precisa ser melhorado:
    Inovar, deixar a trama com um pouco de reviravoltas.

  27. fmoline
    15 de setembro de 2014

    Olá,

    Uma breve história de amor entre dois jovens… Nossa, como eu odeio romances (não o estilo literário), são sempre escritos iguais, entende? Esse é extamente o ponto, o autor conseguiu escrever de uma maneira diferente! Isso, sim, é o máximo, é a qualidade do texto! Cara, você escreve muito bem, mesmo. Muita maturidade, muito conteudo, muito bacana! Nossa, conseguiu aproveitar o melhor de um amor juvenil. Me surpreendi gostando tanto dessa história.

    Parabéns! Um dos melhores. Meus maiores cumprimetos.

  28. José Geraldo Gouvêa
    15 de setembro de 2014

    Que conto bacana! Merecedor de muito elogio. Tem uma dicção parecida com a do Érico Veríssimo jovem (Olhai os Lírios do Campo, um de meus livros de cabeceira).

    Não há muito que dizer sobre um texto desse calibre, que revela toda a maturidade do autor.

  29. Andréa Berger
    14 de setembro de 2014

    Adorei o conto. As referências à Machado desfizeram qualquer implicância que eu geralmente tenho com histórias de romance (Marcela, minha personagem preferida de Machado, os olhos, a passagem de lavar os cabelos… senti vontade de reler todos os livros dele). Sua história caminha lindamente com a música escolhida, e adorei o lirismo de sua prosa. Só fica a dica (já dita em vários comentários) de melhorar um pouco seus diálogos e expandir um pouco seu personagem principal (aí entra mais uma questão de conexão, não senti nada por ele, entretanto, estava encantada com Marcela).
    Um abraço e boa sorte.

  30. Leandro Cefali
    14 de setembro de 2014

    Boa narrativa e momentos emotivos, mas romance sempre ficou a desejar pra mim….

  31. Klaus
    12 de setembro de 2014

    Olá. Agradeço de coração cada crítica/dica/feedback. 😉

    Tenho uma dificuldade imensa em produzir diálogos e tentarei acertar isso num próximo desafio.

    Aproveito o espaço para fazer a correção de uma passagem presente no segundo capítulo: “revisar lição de ESCOLA todas as tardes”.
    Escola e colégio são tratados como sinônimos aqui onde moro, mas sei que para algumas pessoas o primeiro engloba apenas ensino fundamental e o segundo compreende o que chamamos de ensino médio (ou colegial). Salientei para evitar qualquer confusão quanto à trajetória etária do protagonista no capítulo em questão.

  32. Brian Oliveira Lancaster
    12 de setembro de 2014

    Uma história que se passa no Sul! O tom intimista e meigo me fez criar empatia imediata com o garoto, através de sua jornada. E o loop do meio para o fim foi triste, melancólico e certeiro! No entanto, talvez tenha faltado um pouco mais da letra, mas a essência se faz muito presente. Um ou dois palavrões não fecharam muito com o personagem. Mas curti e muito. (Observação impertinente: pessoas com nome Vitor ou Victor detestam ser chamados de “Vitinho”).

  33. Lucimar Simon
    11 de setembro de 2014

    Um ótimo conto. Gostei muito da narrativa. Bem escrito, sem erros grosseiros. Os hipertextos ficaram bem colocados. Pensar isso em uma produção textual é uma mostra de domínio de produção. As personagens estão muito bem construídas. Particularmente não me agrada um conto que tem muitos diálogos. prefiro os que não tem. Se eu fosse especialista como muitos que tem passado por aqui diria que ficou muito longo, mas isso não deixou prejuízos a narrativa, apenas cansa o leitor um pouco. Parabéns. Boa sorte.

  34. Rubem Cabral
    11 de setembro de 2014

    Ótimo conto: personagens palpáveis e muito vivos, que geram empatia imediata (impossível não gostar da menina sardenta e trapalhona). Narração rica – sem excessos -, com poesia e metáforas na medida certa.

    Como crítica construtiva, sugeriria dar uma olhada rápida em alguns dos diálogos, que não ficaram sempre naturais.

    Minha outra crítica – pequena, pequena – seria quanto à trama: bonita, porém bem simples.

    Contudo, como disse, gostei bastante, parabéns.

  35. JC Lemos
    10 de setembro de 2014

    Impecável!

    Não sou pessoa de romances, mas o seu conto, meu caro autor… arrastou-me para a pele de Vitor Hugo, e me fez sentir seus anseios. Fez-me pensar em como seria o futuro sem a pessoa que amo, que tenho ao meu lado, dividindo meus sonhos…

    Não tenho muito mais o que dizer. Seu conto me tocou, e fiquei feliz por ter lido algo tão bem tecido. E mais feliz ainda por ser um texto que não se encaixa em meus gostos.

    Sem sombra de dúvidas, das 9 edições que participei, essa está sendo a melhor.

    Meus sinceros parabéns!
    Boa sorte!

  36. Fabio Baptista
    10 de setembro de 2014

    ====== ANÁLISE TÉCNICA

    Muito pouco a se falar aqui. O nível da escrita é excelente.

    – Ele tinha
    >>> Não chega a ser uma cacofonia… mas costumo evitar.

    – ela tinha
    >>> aqui sim… cacofonia

    – “– Já tá fazendo. – ela riu”
    >>> Esse “ela” deveria começar com maiúscula.

    ====== ANÁLISE DA TRAMA

    Existe um enredo, claro… um bom enredo aliás.
    Os personagens são cativantes, os sentimentos são palpáveis.

    Cheguei ter um flashback de emoções reais com a cena do chuveiro… enfim, tudo aqui é bastante verossímil.

    Porém, essa história implorava por um desenvolvimento que iria muito além das 4.000 palavras.

    Não ficaram pontas soltas, mas por exemplo:
    “Prometeu enfrentar o tio e sair daquela casa que tanto o assustava”

    Nesse momento eu não estava com o sentimento que a casa assustava tanto assim o Vitinho. Talvez até tenha sido falado no começo, mas esse é o tipo de coisa que exige mais tempo para o leitor assimilar.

    ====== SUGESTÕES

    Pegar essa belíssima narrativa e escrever um romance!

    ====== AVALIAÇÃO

    Técnica: *****
    Trama: ***
    Impacto: ****

  37. Gabriela Correa
    10 de setembro de 2014

    O lirismo de sua escrita me evocou o lirismo da própria canção. Doce e melancólico. Senti, além da já citada referência ao universo machadiano, um quê do meu ídolo Guimarães Rosa no tocante à travessia – sobretudo pela frase final, que me evocou a que encerra Grande Sertão: Veredas. Belo enredo, com um desfecho igualmente bonito e delicadamente descrito. Gostei de sua construção de personagem também. Seu conto é uma delícia de se ler! Parabéns e boa sorte!

  38. mariasantino1
    10 de setembro de 2014

    Oi, autor! Beleza?

    Gostei de muitas passagens do conto, da referência ao Dom Casmurro e da canção escolhida. Você repassou uma timidez e beleza similar ao Memória de um Sargento de Milicias quando o Vitinho vai conhecer a Marcela (é parecido, para mim, com o contato do personagem do livro ao conhecer a Luisinha). Tem beleza e tragédia. Parabéns pela boa escrita (acho até que as cacofonias e repetições de “ela”, foram propositais)
    Não sei se você conhece, mas há um conto (novelinha, na verdade) excelente de um autor chamado Theodor Storm (aliás, esse autor tem um conto de terror sobre gatos que PUTZ! Bom, viu?), o conto a que me refiro chama-se: IMMENSEE. Nele há doses certeiras de descrições (sente-se até o cheiro e temperatura), aflição e o melhor, melancolia pulsante. Se você não leu e se gosta de romances assim, melancólicos, leia, vai gostar.

    Boa sorte, desculpe o divagar e um abração.

  39. Claudia Roberta Angst
    10 de setembro de 2014

    Que beleza! Um conto que me deu vontade de chamar de meu.
    Linda história, linguagem adorável (ahah… nós e a prosa poética), personagens bem caracterizadas.
    Já estava imaginando um romance entre o tio e D. Carminha. Não seria fofo?
    Percebi nuances de Dom Casmurro: Vitinho (Bentinho) e “(…) não de cigana oblíqua e dissimulada como no livro que exibia em sua cabeceira.” Claro que Marcela seria o oposto de Capitu.
    Enfim, achei a leitura deliciosa. Apenas o último diálogo de Vitinho com o tio achei um tanto forçado e rebuscado para o momento retratado.
    Só me resta lhe dar os parabéns e desejar boa sorte (mais?). 🙂

  40. Anorkinda Neide
    10 de setembro de 2014

    Que espetáculo! Parabéns!
    Eu já queria vir comentar antes mesmo de terminar a leitura, quando em meio aos primeiros parágrafos, identifiquei a música… que suave, que delícia ir pincelando assim, de leve, a letra tão pulsante deste clássico. E esta canção em específico é tão importante pra mim e pra boa parte dos brasileiros.. rsrsrs
    Decepcionei-me um pouco com os diálogos,não estão bons.
    Mas a historia é linda e terminei chorando, de verdade.. chorando bem chorado! que gostoso! hehehe
    Obrigada!

  41. Lucas Rezende
    9 de setembro de 2014

    Eu que não gosto de histórias de amor fiquei triste moça.
    Gostei como você separou a história, ficou muito bem construída. Também desenvolveu legal os personagens, não tem como não se afeiçoar a eles.
    Ótimo trabalho.
    Boa sorte 😉

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Informação

Publicado às 9 de setembro de 2014 por em Música e marcado .