EntreContos

Detox Literário.

Delirium Tropicalis (Ricardo Falco)

Delirium Tropicalis

Avistara a mesa recém-liberada do outro lado do salão.

O restaurante estava lotado. O centro da cidade estava lotado. O metrô, pela manhã, lotado. As calçadas, já na hora do almoço, lotadas. A galeria, o elevador… Provavelmente, lembrou-se das pilhas de relatórios que lotavam sua sala, em algum prédio próximo àquela rua, também lotada.

Aquele seria possivelmente o único momento somente dele no dia e, driblando as bolsas dependuradas nas costas das cadeiras, percorreu com desenvoltura o labirinto formado entre as mesas lotadas de clientes famintos. Gente como ele. Executivos, consultores, empresários… E, sem parcimônia, se jogou à frente das duas estupefatas moças que já se preparavam para a posse daquele almejado pedaço de madeira.

Praticamente delas.

Duas jovens secretárias — uma delas visivelmente grávida — que há bastante tempo esperavam o longo final da degustação que o casal anteriormente ali sentado teimara em empreender, descompassivo ao extremo. Cercaram a área ao redor do disputado altar que exaltavam em silêncio com os olhos e, então… Aquilo.

Uma verdadeira invasão bárbara.

O rapaz traçara uma rota inimaginável por entre as apertadas mesas do estabelecimento, atingindo, com maestria, o solo no qual fincara sua bandeja contendo o prato de salada, talheres e a garrafinha de mate natural. Da casa. Nada nem ninguém ali conseguiria ser mais cruel, insensível e maquiavélico do que ele.

As coitadas das moças, indefesas, de bandejas nas mãos e incredulidade nos rostos, não puderam contar sequer com os olhares possivelmente recriminadores das pessoas em volta. Mesmo cercadas por tanta gente, as duas tornaram-se vítimas passivas de um crime sem testemunhas, ou registro. Praticamente, ninguém viu ou percebeu o desenrolar daquela cena; daquela manobra asquerosa, covarde.

Uma perfeita jogada de mestre.

Mesmo que trapaceiro, cruel, insensível… Mas sim, um mestre. O rapaz parecia realmente nem se incomodar com o ato que cometera. Como se “se dar bem” fosse o lema de sua vida e um glorioso destino pertencesse indubitavelmente aos mais espertos, como de certo ele se julgava. Demostrava, de fato, estar orgulhoso de si e de suas atitudes.

Desdém.

Mas, mesmo do alto de sua aparente prepotência, não percebera a senhora que o observava de longe. Na verdade, quase ninguém notou a mulher sentada do outro lado do salão, na ponta oposta ao local do ocorrido.

Uma senhora muito estranha.

Aparentando sabe-se lá qual idade, levantou-se calmamente. Pegou sua bandeja com o prato já vazio e, arrastando sua longa saia, caminhou, da mesma maneira que se erguera, até as duas moças — ainda paradas, de pé, no centro do salão, à procura de algum lugar onde pudessem, finalmente, agora apenas deglutir o conteúdo já gelado de seus pratos.

Mostrou-lhes a mesa estranhamente ainda vazia de onde saíra e, na sequência, terminou seu trajeto bem ao lado do jovem executivo, entretido com sua comida saudável. Ficou ali parada por um tempo. Então, no exato momento em que as duas mulheres, enfim, arrumavam-se na outra mesa, no extremo oposto do salão, ela sentou-se calmamente diante dele.

Uma senhora de feições oblíquas.

O rapaz não conseguiu entender sequer uma das várias palavras que a velha proferiu, pois com o restaurante lotado, em plena hora do almoço no centro da cidade, o barulho estava uma loucura. Parecia outra língua. Talvez Latim; ou algum dialeto há muito esquecido. O fato é que o tom ameno com que lhe foram ditas estas palavras contrastava, e muito, com o brilho que recebia daquele par de olhos sinistros, fixados nos seus como lanças afiadas.

Perdeu a fome. A noção do tempo e espaço. As batidas do coração, audição, tato. Até a cor. À noite, sonhou com aquela figura estranha e com o som tenebroso daquelas palavras repletas de significados desconhecidos.

Ficou algumas semanas sem aparecer novamente naquele estabelecimento.

Quando deu as caras finalmente por lá, estava bem diferente. Mais magro, abatido, com olheiras gigantescas e um olhar desesperador. Tenso, ao extremo. Mas, ao avistar o conhecido salão completamente lotado, pareceu formar-se um micro sorriso no canto de sua boca. Correu no instante em que percebeu uma mesa a vagar.

Sentou-se, com muita pressa.

Comia tão rápido que as pessoas em volta chegavam a comentar. Entre uma garfada e outra, olhava em todas as direções, como se um perigo iminente pudesse surgir de qualquer parte, num ângulo de 360 graus naquele salão.

Talvez por causa de seu agir nervoso, o grupo da mesa ao lado terminou rapidamente a rodada de sobremesa e não tardou em levantar. Mal as pessoas retiraram as bandejas de cima da mesa, o bem vestido rapaz praticamente saltou de onde estava, ainda mastigando alguma coisa, para cima dela.

E a manobra repetiu-se por diversas vezes, aumentando gradativamente o mal-estar que acabou tomando conta de todo o salão. Várias pessoas deixaram o restaurante às pressas e muitos clientes abandonaram seus pratos ainda não terminados.

Assustados com aquilo.

O homem não conseguia mais ficar parado em uma mesa só. A única exceção era se todas as demais estivessem lotadas. Se alguma vagasse, mesmo que do outro lado do salão, ele levantava e saía correndo, desesperado, com a bandeja na mão, até alcançar esta nova mesa liberada e nela arranjar-se. Podia estar no meio de uma garfada, ou acabado de sentar-se, o que fosse…

Ele era impelido sempre a pular para a próxima mesa que vagasse.

Isto lhe causara um estado de nervos tão desconcertante que em suas feições podia-se ver uma angústia profunda. O oposto do que fora visto naquela vez, semanas atrás, quando ele parecia feliz com o seu “feito”; como se estivesse mesmo contente pela pernada que conseguira dar naquelas duas coitadas, roubando-lhes a mesa e rapidamente acomodando-se, em meio a um restaurante lotado.

Satisfação.

Diferentemente de agora, pois a amarga expressão no rosto deste aflito rapaz denotava extremo cansaço. Era como se fosse obrigado a fazer aquilo. Como se agisse daquela forma insana, involuntariamente. Um cacoete desesperador.

Uma sina.

Ou praga. Pois sua até então confortável vida virara do avesso no exato instante em que cruzara com aquela intrigante senhora… Esta sim, aterrorizante. E nunca mais a vira novamente. Somente em sonhos. Pesadelos. Passara a tomar diversos remédios, a maioria com tarjas pretas. Mas, sentia-se diferente.

Ele havia mudado.

Outro dia, no metrô, na volta para casa, teve os pensamentos interrompidos pela movimentação dentro do coletivo lotado que, ao parar em uma das estações, acolheu mais alguns viajantes. Dentre eles, uma moça — grávida — de aparência cansada.

Para quem, de imediato, fez questão de ceder seu lugar…

 

* * *

Publicidade

35 comentários em “Delirium Tropicalis (Ricardo Falco)

  1. Pedro Luna
    21 de agosto de 2014

    Haha, eu já tinha lido esse conto, não sei porque não comentei antes. Diferente, engraçado… ganhou pontos por isso. Tem pouco de Bruxa, mas muito de maldição, o que no fundo dá na mesma. Gostei.

  2. Carmem Soares
    21 de agosto de 2014

    Quase cômica! Achei o motivou meio corriqueiro e fiquei com a sensação que a bruxa pesou muito a mão no feitiço. rsrs Sou boazinha, fiquei com pena dele!

    No fim ele aprendeu a lição, mas será que o feitiço chegou ao fim?

    A história não é impactante mas está bem escrita!

  3. Isabella Andrade
    21 de agosto de 2014

    Um bom conto, mas algumas redundâncias e repetições me deixaram zonzo. A narrativa em alguns momentos foge do eixo do texto.

    Enfim, gostei, mas senti quedas despropositais.

  4. Fil Felix
    21 de agosto de 2014

    Acho que o conto ficaria melhor sem as duas partes finais, deixando as coisas no ar. Acabou explicando muito. A ideia de vingança e talvez rancor é muito boa, mas ficou um pouco estranho já que só “roubou” duas cadeiras.

  5. Weslley Reis
    20 de agosto de 2014

    Excelente. Tanto pela abordagem original, como pelo desenrolar. Atrelar a existência de bruxas a costumes cotidianos dá ao texto uma verossimilhança ímpar. Meus parabéns.

  6. Martha Angelo
    9 de agosto de 2014

    Um brinde à magia contra a grosseria! Adorei a ideia dessa bruxa urbana e cidadã, mas a estrutura do texto pode ficar melhor, há um excesso de frases estanques que pretendem expressar ênfase, mas na verdade completam parágrafos anteriores.Da mesma forma, as repetições de palavras, com esse mesmo objetivo de ênfase, poderiam ser diminuídas.

  7. Gustavo Araujo
    8 de agosto de 2014

    Olha, gostei dessa abordagem. É bem diferente da maioria dos contos por aqui. Foge-se do clichê feitiço-poção-pentagrama. Atém-se, ao contrário, ao cotidiano. Quem já não passou pelo aperto, pela urgência de conseguir uma mesa em um restaurante lotado? A identificação é imediata. Gostei bastante dessa caracterização, dessa maldição não dita e principalmente da forma como foi colocada no texto, uma narrativa ágil, ainda que compassada. Em certos momentos, a mim mais pareceu uma crônica, mas independente disso, a habilidade da autora em envolver o leitor fica evidente. Palavras certas nos lugares certos. E uma bruxa que não aparece, mas cujos atos mostram-se evidentes. Quem dera todos os mal educados em restaurantes, ônibus e metrôs encontrassem essa velhinha. O único senão fica por conta do título. Não consegui relacioná-lo com a narrativa em si. De todo modo, parabéns pelo resultado.

    • Ricardo Gnecco Falco
      22 de agosto de 2014

      Valeu, anfitrião! Obrigado pela leitura e pelo comentário tão pertinente. O título, confesso (e espero não ter problemas com a franquia por isso…), foi apenas para “disfarçar” o nome real do restaurante onde se passam as cenas principais e onde, (nova confissão), tive o insight para a história, após longa espera, em pé e de bandeja em mãos, por uma mesa (corpo parado, mas a mente…). Trata-se do famoso “Delírio Tropical”, muito bom por sinal, que aproveito para recomendar a todos os amigos e amigas que estivem pelo Rio de Janeiro.
      Abrax,
      Paz e Bem!
      🙂

      • Gustavo Araujo
        22 de agosto de 2014

        Sugestão anotada, Rick!

  8. Juliano Gadêlha
    8 de agosto de 2014

    Muito bom! Me identifiquei muito com a trama. Bem que eu queria ter poderes bruxos para acabar com essa gente mal educada. Ótima escrita, leitura agradabilíssima. Até o momento, o texto mais aprazível que li neste desafio. Parabéns ao autor!

  9. rsollberg
    5 de agosto de 2014

    Uma trama simples, mas muito bem contada. Não há como não se lembrar do livro “Maldição do Cigano” do Stephen King. O desfecho tem uma certa lição, que de certo modo deveria servir para todo mundo. (quem faz uso de transporte público sabe muito bem disso). Penso que falou algo, alguma reviravolta, um diálogo afiado, não sei…
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  10. Walter Lopes
    4 de agosto de 2014

    Curti bastante.

  11. fernandoabreude88
    4 de agosto de 2014

    Ideia sensacional, mas achei que ficou devendo na execução. Seguinte, queria ver uma melhor caracterização da bruxa e do personagem principal, assim esse encontro entre eles teria mais impacto. A escolha do lugar onde tudo acontece foi ótima, as descrições dele estão boas. O final também não me conquistou. Achei médio.

  12. Marcellus
    3 de agosto de 2014

    Além da natureza “educativa”, o conto é bom, imaginativo ao fazer da bruxa uma personagem secundária mas, mesmo assim, importante.

    Parabéns ao autor.

  13. Lucas Almeida Dos Santos
    3 de agosto de 2014

    É legal o texto mas não entendi a relação dele com o titulo.
    Mesmo assim, parabéns.

  14. Edivana
    31 de julho de 2014

    É uma perspectiva diferente, uma bruxa revoltada com as injustiças sociais/cotidianas. Interessante ela e o castigo. Muito proativa, precisamos de mais como essa! rs

  15. Eduardo Selga
    31 de julho de 2014

    Este é o décimo sétimo conto que analiso neste desafio.

    Pueril. Criar uma personagem que amaldiçoa outro em função de ele ter sido descortês com mulheres, é pouco em termos de criação. Principalmente porque ao fim o conto tudo soa didático, a bruxa quis ensinar bons modos. E o didatismo é uma praga, pois o valor do texto deixa de ser literário para ser “instrutivo”.

    Há um aspecto interessante ao qual o conto se refere, mas que ficou um tanto apagado pela “lição”: o quanto o ritmo frenético e selvagem do mundo contemporâneo embrutece os indivíduos. Merecia ser melhor aproveitado. Para isso, seria preciso modificar o final redentor e cortar o tom algo caricato que o personagem assumiu ao mudar de mesa como quem pula de galho em galho.

    O recurso formal de construir parágrafo com apenas uma oração entre períodos extensos costuma ser interessante, pois causa uma sensação de drama ou suspense. Mas nem um nem outro existem no texto de modo a justificar o recurso. O resultado é que soou gratuito e forçado.

    Em 31/07/2014

  16. Thata Pereira
    31 de julho de 2014

    Gostei!! Será que o(a) autor(a) já participou dos desafios anteriores? Essa característica de escrever frases curtas entre os parágrafos não me é estranha.

    Duas frases me incomodaram:

    – “Aquele seria possivelmente o único momento somente (…)”, não foi nem por conta do eco, acho que esse ”somente” sobrou. Você já havia afirmado que o momento era único. Resolveria, ainda, o problema do eco.

    – ” (…) algum lugar onde pudessem, finalmente, agora apenas deglutir o conteúdo já gelado de seus pratos.”, também acho que o ”agora” sobrou aqui.

    Boa sorte!!

  17. Wender Lemes
    30 de julho de 2014

    Gostei do conto. Acho interessante a abordagem do desejo e da satisfação no ser humano, e você soube trabalhá-la com maestria do início ao fim. Perdoe-me por não ter muito a acrescentar ou criticar. Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Ricardo Gnecco Falco
      22 de agosto de 2014

      Obrigado, Wender. Acho que você captou bem o sentido psicológico do texto!
      Abrax,
      Paz e Bem!

  18. Eduardo Matias dos Santos
    30 de julho de 2014

    Muito legal, sua história. Rápida e revigorante, também muito reflexiva, rendeu cada segundo de leitura, parabéns.

    • Ricardo Gnecco Falco
      22 de agosto de 2014

      Obrigado, Eduardo. Seu comentário é do tipo que eu mais anseio encontrar em meus rabiscos… 🙂
      Abrax,
      Paz e Bem!

  19. David.Mayer
    30 de julho de 2014

    O que gostei:
    Texto bom. A narrativa flui muito bem. E gostei da critica implicita dentro do conto. Deixou uma moral. 🙂

    O que não gostei:
    Nada.

    Melhorar:
    Nada. O autor trabalhou muito bem a temática, deixando a aparição da bruxa sutil dentro do conto.

  20. JC Lemos
    29 de julho de 2014

    Não gosto de textos que tem aquele sentido de “moral da história”. Definitivamente não é isso que procuro lendo um conto de bruxas. RS

    Mas há quem goste. O texto em si não é ruim, só não faz muito o meu estilo.

    Espero que outros possam apreciar mais do que eu. De qualquer forma, parabéns.

    Boa sorte!

  21. Marquidones Filho
    29 de julho de 2014

    Acredito que uma história como essa deixe uma lição para todos nós. Boa história, boa iniciativa, boa lição.

  22. Rodrigues
    28 de julho de 2014

    Gostei muito da ideia central que move o texto, a maldição jogada no personagem principal. Travando uma batalha contra os clientes do restaurante, acabado, transforma as linhas numa crônica mórbida utilizando apenas algo comum, cotidiano. Algumas construções estão meio explicativas demais, como no caso de ” Era como se fosse obrigado a fazer aquilo.” Também senti falta de uma descrição do ambiente, que atrelada ao estado do homem, poderia se tornar o conto-crônica mais visceral. Por exemplo, o prato de frango gorduroso, ele devorando, essas coisas. Mas dá pra relevar a ausência disso. O final também não me desagradou, mas esse conto tem tantas possibilidades de final que o autor deve ter ficado perdido, Bom conto.

  23. Fabio Baptista
    28 de julho de 2014

    ====== ANÁLISE TÉCNICA

    O texto é bem escrito, do ponto de vista gramatical.
    Não há (ou pelo menos não vi) nenhum erro de concordância, acentuação, etc.

    As palavras não se repetem com frequência, nenhuma cacofonia, e, com exceção a um pequeno excesso nos adjetivos, não há vício de escrita que seja notado.

    Mas o texto não brilha. Parece um relato burocrático, onde o narrador vai atribuindo juízos de valor e comentando as atitudes dos personagens, reforçando o que o leitor já tinha visto.

    ====== ANÁLISE DA TRAMA

    Mais uma trama simples. Dessa vez, foi bacana a simplicidade.

    Mas me incomodou bastante o tom de lição de moral da história.

    ====== SUGESTÕES

    Tentar contar a história, deixando o leitor tirar suas próprias conclusões sobre os atos dos personagens.

    Esse narrador me lembrou o Datena gritando – “Põe na tela a cara desse vagabundo que tomou o lugar da mulher grávida! Olha aí a cara do safado!!!”

    ====== AVALIAÇÃO

    Técnica: ***
    Trama: **
    Impacto: **

  24. Anorkinda Neide
    28 de julho de 2014

    Oooow, reconheci o texto lá ds tempos do Orkut 🙂
    mas acho que mudaste o final, nao foi?
    Minha memória não chega até este ponto.. hehehe

  25. José Geraldo Gouvêa
    28 de julho de 2014

    Este conto cresceu dentro de mim desde a primeira vez que o li. Original e muito equilibrado, sem descer a explicações desnecessárias.

  26. rubemcabral
    28 de julho de 2014

    Já conhecia o texto em questão e, portanto, sei quem é o autor.

    Acho o conto bom: por inserir o fantástico numa cena cotidiana, no conhecido restaurante Delírio Tropical. Como o conto tem menos do que o limite de caracteres impõe, penso que seria interessante ao menos aprofundar a psicologia do rapaz, o pq dele agir como age, ou algo do tipo. Um tanto mais de descrições (das personagens, do ambiente) também viriam a enriquecer o texto.

    Contudo, como já disse, gosto do conto e de sua bruxa justiceira.

  27. williansmarc
    27 de julho de 2014

    Bom conto. Narrativa simples, mas bem definida, e com um ritmo preciso. Não identifiquei falhas no conto.
    É um dos meus preferidos até o momento.
    Parabéns e boa sorte no desafio!

  28. Pétrya Bischoff
    27 de julho de 2014

    Nota-se, aqui, pleno domínio da escrita. O autor soube prender o leitor com passagens rápidas e alucinantes em uma cena cotidiana. Minha excitação cresceu com o ego do protagonista enquanto este refletia sobre seu feito. No entanto, não penso que viria uma praga assim, só pq a velha não gostou de sua atitude… Diria que o enredo não está consistente, a meu ver. Boa sorte.

  29. mariasantino1
    27 de julho de 2014

    Oi.
    .
    A parte que a velha fala algo (uma praga, certamente) lembra o filme Drag ne to Hell. Hum…Bruxa boazinha, hein? (em parte. rs) Eu não gostei muito não. Esperava mais. Há bastante descrição da primeira situação, mas pouco da vida do rapaz e por isso só consegui observá-lo sem sentir afeição por ele. Acredito que caiba um frenesi maior, pois a citação de pesadelos e remédios tarja preta é boa, instigante. Não gostei do final (uma limitação minha não curtir “finais felizes” – Em relação ao fato dele mudar e oferecer o lugar quando antes não faria isso).
    .
    Eis a minha opinião. Um abraço.

  30. Claudia Roberta Angst
    27 de julho de 2014

    Um bom tamanho de conto, sem ser curto demais ou alongar-se em vão. O leitor consegue correr fácil mesmo entre tantas cadeiras.
    Gostei do desenvolvimento da narrativa e me surpreendi com o final. Boa lição de educação! O protagonista forçado a se tornar um cavalheiro foi uma boa saída.
    Aprecio as frases curtas que por si só causam impacto. Talvez por causa delas, eu desconfie da autoria.
    Precisamos de mais bruxas como esta.
    Boa sorte!

  31. José Geraldo Gouvêa
    27 de julho de 2014

    Eis aqui um exemplo de como um conto de terror pode fazer emprego da ironia sem se tornar caricato. A economia nas explicações, obtida graças ao narrador não onisciente, dá a este texto um frescor admirável.

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Informação

Publicado às 27 de julho de 2014 por em Bruxas e marcado .
%d blogueiros gostam disto: