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Detox Literário.

O Tarô de Marcela (Frank Bacurau)

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Detesto quando o aniversário de Marcela cai numa de minhas folgas. Não que nos demais dias do ano não pense nela. Certamente penso. Pela manhã, por exemplo, é impossível não fazê-lo todas vezes que, antes de ir para o trabalho, guardo comigo a carta que retirei de seu tarô. Há também os ataques de memórias que surgem sem aviso, mas em todas essas ocasiões é fácil encobrir a saudade com tarefas imbecilizantes que, aliás, são fartas em meu serviço. Nas folgas, contudo, tanto as pequenas lembranças quanto as datas marcantes me açoitam sem pausa.

Engraçado como a lembrança que mais me assola não é aquela do dia de seu enterro nem a da súbita e chocante revelação de que minha melhor amiga e paixão secreta havia se suicidado por enforcamento. Na verdade, sempre que começo a pensar em Marcela, é a imagem de minha mãe com uma caixa na mão que inicia todo o processo.

Era uma manhã ensolarada de Domingo cerca de um mês depois do suicídio quando ouvi uma batida na porta de meu quarto, contava com quinze anos e tinha muita dificuldade de levantar da cama. Eu estava piorando. Então minha mãe entrou, pôs uma caixa negra sobre meu colo e disse chorando:

_ “Ela” (sabe-se lá o motivo até muitos anos depois do ocorrido, minha mãe ficou sem pronunciar o nome de minha amiga) me entregou isso alguns dias antes de…e, com tudo o que aconteceu, acabei esquecendo, me desculpe. Isto dito, saiu correndo de meu quarto tentando esconder as lágrimas.

Tinha certeza de que a perda de Marcela fez minha mãe abandonar a pouca esperança quanto a eu sobreviver a um grave linfoma. Na verdade, no íntimo, eu também achava que estava acabado e que, se Deus não fosse tão severo em seu julgamento enviando a suicida direto ao inferno, não demoraria eu iria revê-la.

Não abri a caixa de imediato; não esperava por ela. Marcela e eu andávamos afastados nos meses que antecederam sua morte. Recebia ligações e torpedos seus todos os dias, mas ela aparecia cada vez menos. Escrevia que estava ocupada buscando uma solução para a minha doença. Bem, preciso dizer que ela sempre se considerou uma bruxa, sim isso mesmo. Não uma dessas bruxas malvadas com verruga na ponta do nariz, mas alguém que usava os poderes da Natureza para fazer magia. Era o que ela dizia. Sempre achei isso engraçado e indiretamente, em meus raros surtos de coragem dando a entender o que sentia por ela, até aproveitava para dizer que queria ser seu bruxo. Ela ria respondendo que eu queria dizer “mago” e que bruxas e magos tinham suas diferenças. “Nunca leu sobre o rei Artur?” brincava.

Foi a partir do momento que minha doença foi diagnosticada que Marcela tornou-se obsessiva com sua fantasia e isso foi piorando conforme minha condição se agravava. Daí o motivo de estarmos afastados antes de sua morte. Faltava-lhe tempo para estar comigo, mesmo porquê – ela dizia – estaríamos juntos por muitos anos depois que ela me curasse. Em meio a essa loucura toda, ela passou a andar com umas garotas estranhas e que todos diziam na escola estarem envolvidas com magia negra. Numa sexta-feira de lua cheia ela me ligou e estava empolgada como há muito eu não a sentia. Disse que tinha mentido aos pais quanto a ir a um acantonamento naquela final de semana, mas que, na verdade, iria a um encontro de bruxas em busca de “poder”. A última vez que ela me escreveu uma mensagem de texto esta dizia “consegui”.

Nos dias seguintes vieram as notícias sobre as desgraças que se abateram sobre seus pais e sobre ela própria. E depois de tudo isso, naquele domingo, lá estava eu com a caixa preta na mão. Sei lá quanto tempo se passou até que decidi abri-la. Encontrei uma folha de caderno caprichosamente dobrada. Mas o que primeiro prendeu minha atenção foram algumas cartas. Na verdade, elas me chamaram a atenção pelo mal estar e inexplicável sensação de angústia que geraram em mim.

Nos anos em que passei tentando impressionar Marcela, li muita coisa sobre misticismo e, pelos nomes nos rodapés das cartas, não tive dificuldade para entender que eram parte de uma espécie de tarô. Parte uma vez que na caixa só estavam os arcanos maiores e espécie porquê aquele não era nenhum tipo de tarô conhecido por mim.

Cada lâmina tinha sido feita a partir da fotografia de uma pessoa famosa! Havia celebridades do cinema, música, esporte, literatura e tantas outras áreas. A sétima carta, o carro foi feita a partir da foto do piloto Ayrton Sena. Os Mamonas assassinas, J.D. Salinger (demorei a reconhecê-lo pela antiga foto em preto e branco), Charles Chaplin, Angelina Jolie e Arnold Schwarzenegger respectivamente, encarnavam A Torre, O Eremita, O Louco, A Imperatriz e A Força. Dos vinte e dois arcanos maiores, três não estavam soltos dentro da caixa, mas numa pequena sacola de pano vermelho com feixe de cordão. Para nenhuma dessas três lâminas pude saber qual era a celebridade; no caso do Imperador e de O Mundo, no lugar das cabeças das celebridades originais foram coladas, respectivamente, a foto do rosto do pai e da mãe de Marcela. Para o enforcado não havia foto colada apenas a feição da antiga personagem arrancada. Um mal estar embrulhou-me o estômago quando lembrei-me a forma com que Marcela cometeu suicídio.

Então voltei minha atenção para a folha em branco. Era uma carta de Marcela para mim:

“Meu querido Mago,

desculpe pela decisão terrível que irei tomar (ou já terei tomado quando estiver lendo isso), mas não consigo conviver com o que fiz a você e `a minha família. Se um dia puder me perdoar saiba que fiz tudo na tentativa de salvá-lo e poder tê-lo comigo para sempre (é, eu sei sobre seus sentimentos! Sou uma bruxa, lembra? Saiba que em outras condições se eu tivesse que escolher entre você e qualquer outra paixão, teríamos ficado juntos!). Preciso que preste muita atenção ao que tenho a lhe dizer. Sempre li sobre feitiçaria e pratiquei rituais que supostamente evocavam as forças da Natureza. Mas a verdade é que jamais coisa alguma aconteceu e apenas por vergonha do fracasso eu simplesmente continuava dizendo ser uma bruxa. Mas as coisas mudaram quando conheci algumas garotas; por várias ocasiões as vi parando a chuva, influenciando pessoas a fazerem seus desejos, prevendo o futuro a partir de informações “assopradas” por fumaças de incensos e outras coisas piores que deveriam ter me alertado para afastar-me delas. Mas agora é tarde…

Quando disse a elas que queria ser capaz de mudar o destino das pessoas, me disseram que aquilo era magia poderosa, coisa que só se aprendia em ocasiões especiais, mas que podia ser feito! Para isso, me aconselharam dizendo que toda bruxa de verdade tem seu objeto de poder. Fiquei muito excitada, pois acreditei que poderia salvá-lo. Então, como sempre tive um dom especial com o tarô, resolvi montar meu próprio jogo, esse que você deve ter em mãos agora. Daí surgiu o convite para que eu fosse àquele encontro no qual menti para meus pais como sendo um acantonamento.

Lá fui obrigada a ficar nua com centenas de outras mulheres de todas as idades. Também tentei justificar que era menor e não podia beber e mesmo assim acabei embebedada. Daí em diante, não me lembro bem das coisas, mas sei que num dado momento estive diante de um grande livro no qual, após escrever seu nome, apareceu do nada o ritual para que meu tarô não fosse um simples instrumento de orientação, mas de determinação do destino alheio! Enquanto eu copia, uma silhueta acomodada num trono me vigiava sob as sombras. Ela me lembrava um homem, um ancião que conhecida todos os segredos daquele livro, mas que de relance achei ter visto como sendo outra coisa…você acredita no diabo?

Depois que voltei do encontro não vi mais minhas “amigas bruxas de verdade” e resolvi realizar o tal ritual. Foi difícil, pois nunca tinha feito nada com usasse sangue, especialmente de um ser querido. Mas pensei em você e consegui sacrificar minha gata Estela.

Apesar de ter feito o tarô em seu nome, não resisti e decidi testá-lo usando-o para melhorar os negócios de papai e vida depressiva de minha mãe. Colei a foto de dele no Imperador e a dela no Mundo. E sabe o que descobri alguns dias depois? As lâminas funcionavam! Mas não do jeito que eu esperava, meu querido. Como fui tão estúpida? Papai passou a ter prejuízos seguidos e voltou a beber muito mais que antes; estou certa que logo ele se acabará. Minha mãe, até o momento que escrevo essa carta, está internada e não reconhece a mais ninguém, nem a mim.

O pior contudo é que como escrevi seu nome no livro de rituais temo que se você não usar o tarô, a morte possa não ser o pior que lhe espera. Escolha uma das lâminas (apenas uma!) e destrua o restante! Não posso dizer-lhe por qual optar. Seu destino deve ser escolhido por sua própria energia pessoal. Amor, mais uma vez eu lhe peço desculpas.

Era tudo o que tinha a dizer. Tomara que aprenda com meu exemplo! Eu que gostava tanto do tarô deveria ter aprendido que a jornada descrita nele, em geral, é a da responsabilidade pessoal que temos em nossas vidas e sobre nossos destinos. Por não perceber isso, fui enganada pela criatura no trono: ela mudou para pior o significado desses arcanos tornando todas as ações pessoais um decreto de dor e sofrimento. Mas de uma coisa eu sempre soube. Nem o criador desrespeita as leis por ele impostas e, por mais trapaceira que seja, qualquer criatura é proibida de interferir com o fato de que nossa vida também é feita de sorte, oportunidades, do acaso, enfim.

E eu espero sinceramente que o acaso esteja com você quando escolher sua carta.

Sua bruxa XXX.”

Quando acabei de ler aquilo tive certeza que Marcela cometera suicídio por estar completamente louca. Contudo, à medida que as semanas se passavam meu linfoma ia ganhado a batalha sobre mim. E, conforme eu piorava, algo me dizia que eu precisa destruir aquele maldito tarô e escolher um arcano. Por fim, com ajuda de mamãe fui até o quintal onde escolhi uma carta e queimei as demais numa fogueira.

Não sei se foi o acaso que, ao me permitir que eu escolhesse a única carta não influenciada pela tal criatura, ajudou-me a viver meu próprio destino. Ou se tudo não passou de uma grande coincidência. De qualquer forma, lá se vão quinze anos!

Ah, maldita folga! Deixa eu tirar esse arcano do bolso porque hoje eu não quero nem saber, vou me entregar à gula e à bebida até esquecer…

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29 comentários em “O Tarô de Marcela (Frank Bacurau)

  1. Lucas Guimarães
    26 de fevereiro de 2014

    Olá, Dr. Destino. Seu conto ficou muito bom. É bem escrito, fluido, tem uma boa narrativa, não tenho nada a reclamar, apenas não achei excelente por ele não ter me atraído tanto quanto outros, mas ele não deixa de ser um bom conto! Parabéns, boa sorte!

  2. Rodrigues
    26 de fevereiro de 2014

    Achei que eu já tinha comentado esse conto, deve ter dado alguma zica. Mas lá vai. O melhor do texto é a oralidade, percebe-se realmente alguém relembrando suas memórias de forma bem verossímil. Na parte da carta da garota, ficaria legal um tom que lembrasse um diário de garota, mesmo, ficou muito parecido com a voz do narrador.

  3. Pedro Luna
    25 de fevereiro de 2014

    Não tenho muito a dizer. Achei bacana. O começo está meio enrolado, mas depois engrenou legal. Parabéns.

  4. Weslley Reis
    25 de fevereiro de 2014

    Creio ter conseguido compreender a história como um todo, mesmo com o final aberto. A narrativa está realmente boa e envolvente. Não me agradou por gostos pessoais, mas é um ótimo conto.

  5. Eduardo Selga
    23 de fevereiro de 2014

    Um dos grandes desafios dos que se propõem a escrever em prosa com finalidades estéticas é conseguir perceber se a extensão do texto está ou não adequada à estória que se pretendeu escrever. Por esse motivo alguns bons contistas não são bons romancistas, e vice-versa.

    Este conto está na medida exata. É bem narrado, e a escolha da primeira pessoa reforçou a dramaticidade do enredo.

    Há uma tendência contemporânea em achar que o texto precisa dizer tudo, que tudo precisa ficar às claras. Mas nem sempre a luz sobre todo o ambiente faz com que ele fique interessante. Sombras fazem bem. Aliás, em se tratando de conto, penumbras são bem vindas. Contribuem, quando bem postas, para a densidade narrativa.

    Com isso não estou a dizer que uma estória mal contada seja uma qualidade, tampouco defendo incoerências textuais. Mas, se não ficou claro o motivo do suicídio da personagem, não estaria aí uma dessas neblinas gostosas?

    Parabéns ao(à) autor(a).

  6. Gustavo Araujo
    20 de fevereiro de 2014

    Gostei bastante. É bem escrito, bem desenvolvido e principalmente instigante. Estou até agora tentando saber que raio de carta o cidadão escolheu, rs. Como pontos a melhorar, indico os pequenos erros de digitação e concordância. E o final, que poderia ser melhor, menos atropelado, quero dizer. Parabéns!

    • Dr Destino
      20 de fevereiro de 2014

      Obrigado pela leitura e dicas para melhoria, Gustavo. A pista sobre a lâmina escolhida está na carta que a Marcela deixou escrita…também (embora seja mais difícil achar por aí) é a única carta que não aparece em meio à história. Abc.

  7. Bia Machado
    20 de fevereiro de 2014

    Eu gostei de grande parte da narrativa, digamos que o começo e o final, ou seja, o desenvolvimento deixou um pouco a desejar, mas reforço que gostei, embora acredite que precise de mais desenvolvimento. Embora tenha gostado do final por ser aberto (pelo menos eu o entendi assim), acho que precisa trabalhar mais nele para não correr tanto, da forma como me pareceu. Bom conto, muito criativo!

  8. Pedro Viana
    19 de fevereiro de 2014

    Criativo, bem escrito e instigante. Resumo minhas impressões nessas poucas palavras. Gostei bastante do conto. O final foi um tanto quanto fraco, mas no todo a coisa funcionou pra mim. Seja quem for, sr. ou sra. autor(a), parabenizo pelo texto e acrescento elogios aos easter-eggs da narrativa (gosto quando há esse jogo de adivinhar uma brincadeira por trás das palavras). Boa sorte.

    • Dr Destino
      20 de fevereiro de 2014

      Obrigado pela leitura, Pedro. E também pelo ensinamento; embora eu saiba o significado de easter-egg eu não sabia que o termo também era usado no sentido mencionado por você. Aprendi mais uma!

      • Pedro Viana
        23 de fevereiro de 2014

        Se o termo é comumente usado nesse contexto, não sei, rsrs. Mas me agrada pensar dessa forma. São detalhes dentro de um todo que, quando descobertos, enchem os olhos, hahaha.

  9. Tom Lima
    19 de fevereiro de 2014

    Odeio sicklit. É realmente pessoal.

    A brincadeira com Marcelha e Marcela foi interessante.

    • Dr Destino
      19 de fevereiro de 2014

      Oi, Tom. Obrigado pela leitura e pela palavra nova! Não conhecia “sicklit”…rs. A ideia era deixar o leitor intricado sobre a carta que o personagem escolheu, mas depois de ver o que era sicklit…hahaha…acabei vendo talvez possam entender o texto por esse prisma. Abc.

  10. Thata Pereira
    15 de fevereiro de 2014

    Gostei bastante do conto! Sempre achei interessante esse mundo Wicca e adoro contos, filmes e séries que abordam o assunto. Apesar disso, algumas partes me desagradaram, como a narração da carta que não me convenceu 😦 O final também dava para ser melhor. Mas gostei.

    Boa sorte!

  11. Paula Melo
    13 de fevereiro de 2014

    O conto me cativou em alguns pontos e em outros me deixou a desejar,acho que no final esperava um pouco mais.
    Mas valeu a leitura.

    Boa Sorte!

  12. Anorkinda Neide
    13 de fevereiro de 2014

    Olá! eu gostei e nao gostei da historia.. a ideia é original e dentro da fantasia é aceita, embora abarque noções de Wicca e de Tarot que não correspondem com realidade destas práticas, mas como disse, sendo fantasia, vale.. hehe

    tem algo na história que saiu do tom, o suicídio e os dramas dos pais da menina deram um tom forte demais ao enredo, dae o leitor pensa assim.. tá demais!

    mas é uma boa ideia, parabens pelo conto!
    abraço

  13. Blanche
    13 de fevereiro de 2014

    Alguns errinhos bobos atrapalharam um pouco a leitura, mas nada muito alarmante. Parabéns pela originalidade, pelo enredo criativo e espero que participe de outros desafios para aprimorar a tua escrita.

  14. Ricardo Gnecco Falco
    13 de fevereiro de 2014

    Gostei muito da abordagem dada ao tema. No quesito ORIGINALIDADE, saiu na frente de muitos outros contos. Contudo, ao final, soou como um trabalho “experimental”; ainda não pronto.
    Porém, vale ressaltar, mesmo verde, foi bem saborosa a leitura.
    Parabéns e boa sorte!
    😉
    Paz e Bem!

  15. Frank
    12 de fevereiro de 2014

    Pode conter SPOILERS!!!!
    Em primeiro lugar achei divertida a alusão ao tarô de Marselha no título do conto…rs. Gostei ainda da forma como os arcanos foram aparecendo explicita ou disfarçadamente bem como o fato deles serem feitos de um modo particular (de uma adolescente com a personagem). Também achei interessante a alusão ao Sabá das bruxas. Por último, depois do comentário do Dr Destino, percebi que em momento algum o arcano do narrador foi revelado…
    Enfim, gosto do fantástico nas histórias. Boa sorte!

  16. Rodrigo Arcadia
    11 de fevereiro de 2014

    se a moça usasse magia de sigilo mudaria o destino de alguém com certeza. aqui não minha opinião, o tarô foi jogado na forma errada, ele é praticado de outra forma. como uma dúvida que precisa ser esclarecida ou uma indecisão a ser resolvida. mas, tudo bem.
    A história é normal pra mim, não sei o que senti,, narrativa boa, não sei o que faltou pra sentir mais por ela.

    Abraço!

  17. rubemcabral
    11 de fevereiro de 2014

    Gostei do conto. Achei criativo, interessante e comovente. Precisa de uma polida aqui e acolá qto à pontuação e outras besteirinhas, mas é bem escrito em linhas gerais, com bom vocabulário. O mote me lembrou de leve o clássico “A pata do macaco”.

    • Dr Destino
      11 de fevereiro de 2014

      Rubem, obrigado pela leitura e dica (fiquei curioso e vou ler “A pata…”). O interessante nesses desafios é que a gente aprende sempre. Neste caso estou aprendendo sobre “pontos de vista”. Escrevi este conto como sendo um “jogo” onde o principal não aparece e achei que isso” provocaria” a curiosidade de todos, mas vocês avaliaram aspectos que eu nem tinha imaginado! Mais uma vez, muito obrigado.

    • Claudia Roberta Angst
      11 de fevereiro de 2014

      The Monkey’s Paw” (A pata do macaco), de W. W. Jacobs
      Vi na TV e li em inglês anos depois. Tenebroso, mas muito instigante. Vale a pena.

  18. Pétrya Bischoff
    10 de fevereiro de 2014

    Achei interessante a maneira que apresentas os arcanos. No entanto, o conto em si não me agradou. A escrita é razoável, a narrativa também. Mas algo na estória me causou um mal-estar, não sei o quê ou porquê.
    Enfim, boa sorte.

  19. Claudia Roberta Angst
    10 de fevereiro de 2014

    Comecei a leitura bem interessada,apreciando a forma como os arcanos iam aparecendo camuflados em simbologia – a morte, o enforcado, a estrela (esperança pela cura), a mãe como Papisa. Contudo, o desenvolvimento da narrativa me decepcionou porque eu esperava outra coisa. Também não entendi porque a moça se suicidou. Por causa do seu erro em manusear o tarô?
    Parabéns por abordar o tema de uma forma diferente. Boa sorte.

  20. Marcellus
    10 de fevereiro de 2014

    O conto é morno e li na esperança de um final diferente, com alguma reviravolta espetacular… mas o final foi meio morno também.

    Boa sorte ao autor!

  21. Leonardo Stockler
    10 de fevereiro de 2014

    O conto é bem escrito. Tem um ótimo ritmo. As palavras certas na hora certa, sem muita pirotecnia. Achei que há um senso de humor bem disfarçado aí. Quer dizer: a hora que eu vi a foto da Angelina Jolie eu já dei risada, e achei interessante a maneira com que você detalhou o jogo que eles estavam fazendo. Acho que com um tema desses dava pra ter “viajado” bastante, mas você manteve o negócio nas rédeas e foi bem pontual e objetivo – talvez até demais. A única coisa que eu não entendi direito: por que exatamente a garota se matou? Tive que voltar a leitura pra ver se eu tinha perdido alguma coisa, mas não entendi mesmo…

    • Dr Destino
      10 de fevereiro de 2014

      Ela se matou porque ao ser enganada, acabou desgraçando a família e, potencialmente, o narrador.

  22. Jefferson Lemos
    10 de fevereiro de 2014

    Não consegui me conectar com a história. Achei o enredo fraco.
    Não temho muito o que dizer, espero que outros possam gostar.
    De qualquer forma, parabéns e boa sorte!

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Publicado às 10 de fevereiro de 2014 por em Tarô e marcado .