EntreContos

Detox Literário.

O Mago (Antonio Lemire da Costa)

O surgimento do Mago do Tarot

Muitos anos atrás, houve uma vez um mago que tinha um tesouro muito valioso, este que fazia qualquer sonho se tornar realidade. Era uma taça mágica, que havia passado de geração em geração, até que finalmente se encontraria nas mãos do último descendente, O Mago, esse que iria passá-la adiante para todo e qualquer ser que necessitasse de ajuda no caminho espiritual que fosse traçar e tomar de volta ao fim da jornada de seus escolhidos.

Uma figura bonita, jovem, cheia de esplendor. O Mago estava prestes a completar dezoito anos e se encontrava a plenos vapores na sua linha da juventude, e por isso recebeu a lâmpada mágica como um símbolo da jornada que viria a possuir, a de auxiliar do destino. As instruções eram muito simples, como lhe fora explicitado como tarefa por um sábio ancião das terras arcanas: “Mago, a lâmpada mágica vai fazer qualquer desejo se tornar realidade, mas ela só vai conceder desejos que são realmente bons para o seu detentor. E tudo que você precisa fazer é guiá-la e guiar os que a lâmpada mágica entregar.”

Durante algum tempo o jovem mágico não possuía consciência do que se trataria a sua própria jornada. Entendera a tarefa, mas como achar um escolhido? Por certo tempo andou pelas terras arcanas em busca do conhecimento necessário para a realização de sua tarefa.

Sua longa jornada o levou por diversas terras, das mais áridas às mais frutíferas, do calor escaldante do deserto ao frio intenso das zonas polares. Em cada ponto ele encontrava uma indicação nova para encontrar o seu escolhido, e por fim deparou-se com uma encruzilhada cuja apontava para o Norte, o Sul, o Leste e o Oeste indicando que lá se encontraria aqui que ele procurava.  Então ele marchou por uma das direções. Escolheu a Norte.

No Norte se deparou com todo o tipo de criaturas mágicas. Enfrentou serpentes, ogros e dragões, e foi onde obteve do dragão um punhal indestrutível que lhe fez mais tarde grande ajuda. Nada encontrando além de bestas, e chegando em um ponto sem saída, retornou à encruzilhada e marchou para o Sul.

No Sul encontrou com uma raça de seres mágicos que possuíam enormes cabeças e pequenos corpos. Teve de responder uma série de enigmas cujos, mesmo com facilidade, respondeu e por fim obteve um pergaminho que lhe mostrava tudo o que quisesse saber. Empolgado, logo quis saber onde achar o seu escolhido, e o pergaminho apenas respondia que ele já havia achado.

A dúvida que reinava sobre a mente do jovem Mago o fazia retornar ao ponto de encontro das quatro direções e seguir finalmente para o Leste. Visto que havia chegado à encruzilhada do Oeste, onde conseguira a taça, esta era a sua última chance. No lugar onde o Sol nascia, se depararia com uma imensidão de moedas de ouro, e após uma árdua batalha com centenas de duendes asquerosos e mesquinhos, o Mago obteve uma moeda com um pentagrama cravado. Um duende remanescente dizia: “Mago, a moeda será guarda no lugar em que achar o seu escolhido”.

Absorto em pensamentos, o Mago peregrinou mais uma vez para o ponto de encontro dos seguimentos. Por um tempo ali ficou, a pensar. Colocava ao chão os quatro objetos obtidos, e os observava com bastante atenção a fim de descobrir o que eles estavam lhe dizendo, mas nada acontecia. A noite chegava, e a Lua aparecia banhando os objetos os fazendo brilhar. Logo pensava “Aha! Só pode ser isso!”, mas não era nada disso.

Adormecido o Mago fora acometido por uma série de estranhos sonhos onde ele se encontrava radiante com o escolhido, mas não conseguia ver no escolhido nada que ele percebesse conhecer de fato, a não ser a si mesmo. Foi então de sobressalto que acordou. Pegou a moeda, colocou no bolso. Esfregou a taça e procurou desejar que o escolhido estivesse com a moeda. E assim foi feito, ele era o seu próprio escolhido, e sua jornada apenas lhe servia para fazer-se perceber disso.

O Mago, então jovem, percorreu pelas eras fazendo o que lhe fora incumbido, passar adiante a taça. Com o passar do tempo, sua sabedoria foi aumentando, mas sua imagem permanecia jovial. Após seus embates como protetor da taça e dos que carregavam a taça, obteve uma coroa em formato de símbolo do infinito cuja usava sem distinção. O Mago fora imortalizado no Tarot como o número I, isso pois foi o primeiro Arcano Maior a perceber do que se tratava a sua verdadeira essência. A carta simboliza esse auto conhecimento, essa jornada para si mesmo.

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47 comentários em “O Mago (Antonio Lemire da Costa)

  1. Felipe Rodriguez
    25 de fevereiro de 2014

    Gostei do tom meio enciclopédico e simples ao mesmo tempo. A escrita flui legal para a leitura e, apesar de alguns erros, nota-se o domínio narrativo do autor. Só acho que para explorar mais a imagem do Mago, o escritor não deveria poupar o texto de descrições mais vivas, além de se aprofundar melhor na caracterização do personagem. Se eu tivesse conseguido visualizar as passagens com mais cores e detalhes, teria me envolvido mais com a criatura. Achei mediano.

  2. Tom Lima
    23 de fevereiro de 2014

    Mais uma boa ideia que falhou no desenvolvimento.

    Tem potencial, mas precisa de mais espaço.

    Continue escrevendo.

  3. Pedro Luna
    20 de fevereiro de 2014

    Outro conto nesse formato. Ficou bem bacana, mas não me agradou total por motivos de gosto mesmo.

  4. Wesley Nunes
    15 de fevereiro de 2014

    Ao ler o seu conto logo vi que ele tem um jeito de fabula e isso não tem nada ruim , muito pelo contrario. Como fabula gostei bastante e a ideia de contar a origem de uma das cartas do tarô foi uma sacada genial. O único ponto que não gostei, foi que em cada trecho da saga ele enfrentava diversas criaturas místicas
    Na minha humilde opinião ficaria mais interessante enfrentar somente uma criatura , só que , descrever em detalhes a batalha.
    Parabéns. Você tem um dom para fabulas e fantasia

  5. Blanche
    14 de fevereiro de 2014

    Esse formato de fábula no qual o texto tá inserido me agrada muito, mas é preciso tomar cuidado para expor tuas ideias de forma clara e objetiva sem afobação. Infelizmente, o conto ficou corrido e no final acabou tornando-se bem esquecível (ao menos para mim). Não me envolveu.

    Boa sorte! 😉

  6. Frank
    11 de fevereiro de 2014

    Gostei da proposta de contar a origem de um arcano! Bacana! Como todo mundo já disse, o texto só precisa ser desenvolvido. Para mim que valorizo muitíssimo imaginação e criatividade (em detrimento de outras coisas – daí, muitas vezes eu tomar uns bons puxos de orelha por aqui) acho que o principal você já tem para ir se aperfeiçoando na arte de cortar histórias. Parabéns!

  7. Leandro B.
    10 de fevereiro de 2014

    Então,

    existem alguns erros de revisão que precisam ser revistos (he). Acho muito difícil opinar sobre o texto. Ele me parece um roteiro de um conto, não um conto em si. O(a) autor(a) elaborou diversos elementos que mereciam ser desdobrados, mas optou por apenas citá-los.

    A luta com os seres mágicos, o encontro com os anões, os inúmeros enigmas… Como foi a luta? Como foi o encontro? Como eram os enigmas? São citações que apontam para coisas muito interessantes e fiquei um pouco frustrado por não saber como tudo ocorreu.

    Enfim, acho que o texto distanciou muito personagem e leitor. Eu sei de tudo que aconteceu com o mago, mas não sei de nada. Funciona como roteiro para uma história maior, mas não como um conto fechado. Ao menos foi a impressão que tive.

    Boa sorte!

  8. Lucas Guimarães
    8 de fevereiro de 2014

    Oi Harry. Bom, como muitos já falaram, o texto é bom, a estrutura demonstra grandes possibilidades de melhora vinda de você, mas a história está rasa. Falta um desenvolvimento seja da história da personagem ou seja a do universo dela, para isso servem tanto uma descrição mais lírica quanto a criação de novos casos entre a história principal. Acho que falei basicamente o mesmo que todos os outros, hsuahsuahsu, mas espero ter ajudado.

  9. Sandra
    6 de fevereiro de 2014

    Olá, Harry
    Essa longa viagem para o personagem se deparar consigo mesmo lembrou-me de um livro que li ainda na adolescência, O Alquimista. Gostei da narrativa, de seu estilo de escrita: a partir dela vejo um autor jovem, cravejado de ideias, com talento a ser lapidado com muito trabalho e leitura. Apreciei a aventura, embora sinto que você possa mergulhar nessa fabula e dar-lhe uma aura, uma vida a esse Mago, um conflito – característica neste tipo de texto – e uns porquês, mesmo que nas entrelinhas. A proposta é boa.
    🙂

  10. Pétrya Bischoff
    6 de fevereiro de 2014

    Interessante a ideia de contar-nos como nasceu um arcano, como uma lenda mesmo. No entanto, penso que foi uma estória contada sem muita emoção; como leitora, não me prendeu. Pode ser melhor trabalhada.
    Boa sorte 😉

  11. Ricardo Gnecco Falco
    6 de fevereiro de 2014

    Faltou o brilho nos olhos, o calo nas mãos, a sedução das palavras…
    Enfim, faltou vida para esta cria e, exatamente por isso, ela não cresceu em nossas mentes. Para isto, sempre, é preciso que a história seja praticamente arrancada de dentro do coração de seu criador. Pois, enraizada na origem, não conhecerá barreiras, ou mentes, onde não conseguira grudar e crescer, desenvolver-se… Voar.
    Fica a dica para o autor. Ame primeiro; depois será amado. Ou odiado.
    Mas sinta você primeiro. Sempre…
    😉
    Boa sorte!

    Paz e Bem!

  12. Viúva Negra
    4 de fevereiro de 2014

    Saudações, Harry. Nota-se em suas palavras a juventude. E os primeiros passos como você mesmo comentou que são. Dessa maneira, credito o valor de seu esforço e desejo-lhe boa sorte nessa caminha de escritor.

  13. Leonardo Stockler
    1 de fevereiro de 2014

    Devo dizer que particularmente esse formato de fábula, um relato de alguma lenda, não me agrada. É difícil penetrar, ou até mesmo se comover, se identificar (ou estranhar, o que também é bom) qualquer coisa que seja. É porque sabemos que você está falando de uma carta, e descrevendo, e inventando uma história pro Arcano em questão, transformando-o num personagem. Mas isso simplesmente não empolga, sabe? Não há clímax (nem enquanto enquanto um momento com o qual você possa jogar com o leitor, induzindo sensações, expectativas, correspondendo com elas ou frustrando-as). Então, quando é assim, por que não deixar o conto respirar um pouco? Abraços.

    • Harry
      1 de fevereiro de 2014

      Entendi Leonardo, e vou melhorar! Abraços!

  14. Bia Machado
    1 de fevereiro de 2014

    Bem, parabéns pela ideia. Pena que, a meu ver, faltou desenvolvimento. As dicas que o pessoal deu, concordo com elas, e espero que você trabalhe mais nesse conto, valerá a pena, tenho certeza.

    • Harry
      1 de fevereiro de 2014

      Trabalharei sim Bia e obrigado pelo comentário!

  15. Gustavo Araujo
    31 de janeiro de 2014

    Achei bacana tbm, mas, como disse o pessoal, falta desenvolvimento. Do jeito que está mais parece uma fotografia simples, um relato frio. Com o devido acréscimo de substância, há de se tornar um conto muito bom. Mãos à obra!

    • Harry
      1 de fevereiro de 2014

      Sim, mãos a obra! Obrigado pelo comentário Gustavo!

  16. vitorts
    31 de janeiro de 2014

    Desculpe, mas não me envolveu. Tudo muito corrido, tudo mal explicado. Amigo, não tenha pressa, não temos aqui uma corrida. 😉

    Poderia ter criado um vínculo maior entre o Mago e o leitor se o humanizasse. Faltou um relato de sua jornada que culminasse na criação de uma simpatia entre que lê e o personagem. Os obstáculos dos quatro pontos cardeais, por exemplo, poderiam render muito mais!

    Deu para notar que está iniciando no artifício. Não desanime e não deixe a pena cair. Continue escrevendo, continue tentando. E lendo, sim, pois não se pode criar sem também absorver, ou a fonte seca. Não leve as críticas que aparecerem por aqui como maldosas; já recebi muitas destas, e foram as que mais me ajudaram.

    Boa sorte neste desafio e nos próximos! 🙂

    • Harry
      1 de fevereiro de 2014

      É uma pena que não tenha envolvido, uma pena minha! Eu sou o culpado. Mas vai ficar melhor, prometo! Seguirei suas dicas e a dos outros também! Obrigado pelo comentário e pelo desejo de sorte Vitor!

  17. Pedro Viana
    31 de janeiro de 2014

    Gostei do conto e seu jeito de fábula, narrando a origem de uma das cartas que estamos lidando neste desafio (confesso que de bom grado eu leria uma história assim de cada um dos arcanos, é curioso ao mesmo tempo que é interessante) mas tenho como preferência pessoal contos que se conectem ao leitor de alguma forma. Nesse conto, o leitor é apenas alguém que ouve o que aconteceu. Não interprete isso como “seu conto é ruim” da minha parte, mas apenas uma manifestação de gostos pessoais. Boa sorte no desafio.

    • Harry
      1 de fevereiro de 2014

      Entendi Pedro, e obrigado pelo comentário. Talvez falte isso nos meus textos, experimentarei escrever com referência a esse seu comentário. Obrigado!

  18. Paula Melo
    31 de janeiro de 2014

    A ideia do conto me prendeu no inicio mas ao longo fui achando um pouco corrido.
    creio que se o conto for um pouco mais desenvolvido ira ficar otimo.

    Boa Sorte!

    • Harry
      1 de fevereiro de 2014

      Desenvolverei Paula, estou ganhando dicas valiosas aqui! Obrigado!

  19. Jefferson Lemos
    31 de janeiro de 2014

    Só tenho a dizer que achei elementos bem legais, e que me agradam muito nesse texto, porém foi tudo muito rápido e acabei não me prendendo ao texto.
    Siga os conselhos que lhe foram dados, e que a sabedoria te guie por eras e eras, até o nosso próximo desafio!
    Parabéns e boa sorte!

    • Harry
      1 de fevereiro de 2014

      Seguirei com certeza Jefferson, obrigado pela boa sorte e pelo comentário!

  20. Edson Marcos Nazário
    31 de janeiro de 2014

    Cara, o final desse conto lembra muito “O Alquimista”, adaptado ao infanto-juvenil…
    Bom, os erros já foram apontados pelos colegas, e como sou um grande fã de fantasia, te aconselho somente a seguir os conselhos aqui apresentados e insistir nessa linha, que logo, logo você chega lá.
    O conto tem todos os elementos que os apreciadores do gênero buscam, então, acho que você está no caminho certo. Leia muito e escreva muito. Parabéns pelo conto e boa sorte!

    • Harry
      1 de fevereiro de 2014

      Nunca li “O Alquimista” vou procurar ler. Obrigao pelo comentário Edson!

  21. Thata Pereira
    31 de janeiro de 2014

    É difícil comentar esse conto sem saber a intenção do autor. O conto realmente tem o ar gostoso da Fábula, só não pode ser classificado como, pois a principal característica dela são os animais falantes. Até penso que seria muito interessante se o conto seguisse nessa linha, com as devidas correções.

    Li um comentário seu dizendo que é um dos seus primeiros contos e recordei o primeiro que escrevi (aqui para o desafio mesmo). Lembro que considerei 3.000 palavras muita coisa! rs’ Então, é assim mesmo. Começamos com os contos curtinhos e depois achamos 3.000 palavras pouca coisa. Esse é o caminho.

    Boa Sorte!

    • Harry
      1 de fevereiro de 2014

      Eu achei 3.000 muita coisa mesmo! spkskospksop
      Mas estou agora de olho em todos os erros, e acho que posso melhorar! Obrigado Thata

  22. Weslley Reis
    31 de janeiro de 2014

    O texto parece uma sinopse de algo muito interessante. Na minha opiniao seria interessante desenvolver a jornada para criar empatia com o mago.

    Acho que há potencial no autor. Carece só de mais paciência

    • Harry
      1 de fevereiro de 2014

      Valeu Weslley eu vou realmente trabalhar mais no texto.

  23. rodrigo arcadia
    31 de janeiro de 2014

    é uma fábula, sem dúvida. infelizmente não empolga, não chama a atenção. Faltou explorar mais o Mago, as cenas, porque surgiram muitas cenas resumidas ou como se fosse uma passagem na peregrinação do personagem em busca do seu sucessor. que achei estranho sendo jovem procurando substituto para ele.
    Finalizando, faltou vida, para que os leitores sintam no personagem.

    Abraço, Harry

    • Harry
      1 de fevereiro de 2014

      Eu acho que não consegui colocar no “papel” tudo que eu queria. Acho não, tenho certeza. Mas estou de olho nos erros agora.

      Abraço Rodrigo!

  24. Claudia Roberta Angst
    31 de janeiro de 2014

    Parabéns pelo entusiasmo ao escrever e expor suas ideias.
    O conto ficou parecendo uma fábula explicativa sobre a lenda do Mago. Nada contra,pois a narrativa mostra-se curta e pouco cansativa.
    Quanto ao “cujo”, fique alerta. Ame-o ou deixe-o. Você não está usando o pronome de modo correto. Ele deve ser utilizado no sentido de posse, fazendo referência ao termo antecedente e ao substantivo subsequente. Por exemplo:
    Laura, cuja mãe estudara comigo, fugiu com o circo. – ou seja, a mãe de Laura estudara comigo.
    (…) deparou-se com uma encruzilhada CUJA apontava para o Norte = (…) com uma encruzilhada QUE apontava para o Norte
    (…)responder uma série de enigmas CUJOS, mesmo com facilidade, respondeu = responder uma série de enigmas, OS QUAIS, mesmo com facilidade, respondeu
    (aqui também surge o problema da repetição RESPONDER/RESPONDEU)
    (…) uma coroa em formato de símbolo do infinito CUJA usava sem distinção = (…) símbolo do infinito A QUAL/QUE usava sem distinção.
    Na dúvida, não use o pronome cujo. Geralmente, o QUE encaixa-se melhor nesses casos.
    Há outros detalhes que fugiram da revisão. Nada que não se possa melhorar. Não desanime.
    Cuidado também com as frases muito longas. Corre-se grande risco de se perder e dispersar a ideia que se quer transmitir.
    Parando já com o blablablá de professora de Português e indo ao que interessa: continue a escrever levando em conta os comentários que recebe aqui. Boa sorte!

    • Harry
      1 de fevereiro de 2014

      Poxa valeu Claudia, obrigado pelas dicas. Agradeço como agradeço a todos!

  25. rubemcabral
    31 de janeiro de 2014

    O conto tem um jeitão de fábula, o que em si pode ser interessante. No entanto, a escrita deixou a desejar, feito nos usos incorretos de “cujo/cuja”.

    A história fantástica deveria ter sido ampliada, apresentando-nos os mundos mágicos, com descrições inspiradas, diálogos, mas não. O texto peca, portanto, por concentrar tanta informação em poucos caracteres e por não inspirar quem lê.

    Terminamos a leitura e não temos uma imagem mental do mago ou do seu mundo. Não sentimos nada: raiva, alegria, empatia, não nos importamos com o ocorrido e a lembrança do texto rapidamente se esvai.

    • Harry
      31 de janeiro de 2014

      Eu queria deixar esse jeitão mesmo Rubem mas não consegui alcançar minha real espectatitiva. Agora estou atento a mais coisas e no próximo texto que eu concorrer nao cometei os mesmos erros. obrigado pela leitura.

  26. Ryan Mso
    31 de janeiro de 2014

    Primeiramente parabenizo ao autor por ser o terceiro conto. E gostaria de frisar alguns pontos que os demais colegas deixaram claros anteriormente.

    O conto é muito rápido, me parece um resumo de um romance. Desta maneira, você até poderia mexer nele por mais tempo, daria um bom romance. O arquétipo do mago já é bastante utilizado, mas sempre é bem recebido.

    A Neide colocou uma questão interessante. Tente evitar a repetição da palavra “cuja”, “cujo”. Eu mesmo já tive esse problema, e consegui contorná-lo. Na verdade, tente evitar uma grande repetição de palavras. Só o faça se for realmente necessário, digo, se for uma questão estética de sua parte.

    O Eduardo frisou outros pontos muito importantes, existem frases “desnecessárias”, talvez uma revisãozinha aí cairia bem…

    Mas bom, esses são apenas os pontos a se reavaliar. Você me parece ter potencial, continue escrevendo. Esse desafio é excelente para podermos aprender muito, é minha segunda tentativa, daqui uns dias trago meu texto!

    Desta forma, parabenizo ao autor e desejo boa sorte.

    • Harry
      31 de janeiro de 2014

      Como eu disse aos outros agradeço bastante a sua opinião Ryan. É um dos meus primeiros contos e ainda tenho muito a melhorar estou anotando tudo o que estão dizendo e também estou muito agradecido por estarem lendo e comentando. Depois quero ler o seu também, se bem que eu acho que não saberei qual é o seu por conta do pseudonimo. Mas obrigado mais uma vez e boa sorte também!

  27. Felipe França
    31 de janeiro de 2014

    E aí, Harry? Beleza? Parabéns por se aprofundar nas minúcias deste tema que é tão complexo. Seu conto usa uma linguagem simples, porém que prende o leitor. Como disseram os nobres escribas nos comentários; ela, a trama, poderia ser um pouco mais trabalhada. Creio que ficou uma coisa muito superficial e rápida. Já o final ficou muito bom. Gostei do seu “arremate”. Continue no caminho! Boa sorte. Ao infinito… e além.

    • Harry
      31 de janeiro de 2014

      Beleza Felipe e você? Muito obrigado ppela leitura do texto e pelo seu comentário. Que bom que gostou estou anotando tudo para melhorar cada vez mais. obrigado mesmo!

  28. Eduardo Selga
    31 de janeiro de 2014

    O conto segue uma estrutura narrativa tradicional, qual seja, as peripécias de um herói durante sua jornada, muito própria de alguns gêneros textuais, como a ficção infanto-juvenil. O encadeamento razoavelmente coeso impediu que a narrativa se perdesse em si mesma e, ao se perder, se tornasse uma espécie de “embrião de romance”. Mas o aspecto psicológico do personagem ficou um tanto abandonado, fazendo com que ele se comportasse apenas como o elemento da narrativa sobre quem recai o foco do enredo, mas não exatamente um personagem com “p” maiúsculo.

    No entanto, há problemas graves na construção do texto (não da narrativa), de ordem sintático-semântica. Se fossem propositais e suas funções estéticas ficassem evidentes ao leitor, ok. Mas não é o caso, por exemplo, da primeira oração, onde está escrito “Muitos anos atrás, houve uma vez um mago […]”.Há uma evidente e desnecessária redundância entre “muitos anos atrás” e “houve uma vez”.

    Na continuação, temos “[…] tinha um tesouro muito valioso, este que fazia qualquer sonho se tornar realidade”. O pronome ESTE, pela gramática, está se referindo a VALIOSO. No entanto, pelo contexto, a intenção parece ter sido referir-se a TESOURO, pois é ele que “faz qualquer sonho se tornar realidade”. A construção sintática deveria ser outra.

    No segundo parágrafo há uma construção estranha: “O Mago estava prestes a completar dezoito anos e se encontrava a plenos vapores na sua linha da juventude […]”. Se você quis significar algo como “a todo vapor” (a toda velocidade, com muita energia), a expressão usada deveria estar no singular. Além disso, o que seria essa “linha da juventude”?

    No quinto parágrafo: “[…]e foi onde obteve do dragão um punhal indestrutível que lhe fez mais tarde grande ajuda.” O punhal fez? Como assim? O verbo deveria ser outro.

    • Harry
      31 de janeiro de 2014

      Eduardo concordo com o que você disse e agradeço pela ajuda. Estou anotando tudo que estão dizendo para melhorar. Essse é um dos meus primeiros contos e tenho muito a aprender. Valeu demais mesmo.

  29. Anorkinda Neide
    31 de janeiro de 2014

    Olha Harry…
    A ideia do conto, a história é muito boa e daria um extenso romance, mas como você precisava nos mostrar um conto, você resumiu, não foi?
    Então você contou muita coisa em poucas linhas, o que fez com que o leitor (Eu) não vivesse junto com o personagem nenhuma de suas peripécias, perigos e conquistas.
    Quando ele juntou os quatro objetos conquistados, eu sequer lembrava quais eram! Pois muita coisa aconteceu em pouco tempo, compreende?
    Então, é um conto que merece ser desenvolvido 😉

    obs: me incomodou muito a repetição da palavra ‘cuja’, ‘cujo’, procure evitá-la até, eu a considero tão antiquada.. hehe meu gosto pessoal de leitora…

    Abração!

    ahh não posso deixar passar a observação de que NÃO, os duendes não podem ser asquerosos em mesquinhos de forma alguma! Sou amiga deles e preciso defendê-los sempre desses escritores de contos fantásticos, afff viu! rrsrsrsrs

    • Harry
      31 de janeiro de 2014

      Oi Anorkinda Neide, é verdade eu resumi tentei deixar enxuto o máximo que consegui, mas não deu para ficar bom o suficiente pelo visto. Estou começando a escrever agora e este conto, cujo apresentei a vocês é uma tentativa de colocar a ideia no papel. Percebi que escrevi outro cujo, mas não vou apagar. akoskospksopks obrigado pelas dicas e pala leitura.

      • Anorkinda Neide
        31 de janeiro de 2014

        huiahuia eu acho que esse ‘cujo’ é uma coruja q pousou em vc e fica assoviando.. cujocujocujo no seu ouvido!

E Então? O que achou?

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Informação

Publicado às 30 de janeiro de 2014 por em Tarô e marcado .