EntreContos

Detox Literário.

O morto e Burumé (Leandro Barreiros)

Não havia muitos rostos familiares no funeral. De fato, não havia muitos rostos, reconhecíveis ou não. Rafaela não tinha nenhum parente morando na região, sorte dividida também pelo falecido marido. Do pequeno grupo reconhecia dois homens do trabalho do esposo, Pedro e Gustavo, se a memória estava correta, e um dos poucos amigos que Alex mantivera desde a faculdade. Flávio era o único ali com quem ela e o marido mantiveram um vínculo mais forte através dos anos. Foi o único que a deixou um pouco mais confortável com o abraço, aliviando parte da dor e do medo de estar sozinha.

-Aquele cara quer comer sua mulher –instigou Burumé, sentado no ombro translúcido de Alex.

***

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Primeira Antologia EntreContos, cujo download gratuito pode ser feito AQUI.

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59 comentários em “O morto e Burumé (Leandro Barreiros)

  1. rubemcabral
    20 de janeiro de 2014

    Muito bom! Esta mistura de horror e luxúria lembrou-me um dos meus autores de horror preferidos: Clive Barker.

    • Leandro B.
      20 de janeiro de 2014

      Rubem, Clive Barker é, atualmente, uma das minhas maiores influências. Já vem sendo há algum tempo, desde, pelo menos, meu último conto de zumbi. A maestria com que ele dessacraliza o corpo humano (em contextos fantásticos!)e aplica a luxúria é impressionante. Conheço poucos autores que trabalham com essa perspectiva crua dentro da literatura fantástica (aliás, só conheço o próprio). Acredito que haja uma lacuna aí. Tanto na literatura fantástica como um todo quanto, principalmente, nela enquanto criação nacional. Estou tentando me moldar para ajudar a preenche-la. Um dia chego lá hehe

      Valeu pelas palavras

      Abraço

  2. Caio
    15 de janeiro de 2014

    Olá. Que escrita, amigo, que escrita. Nada de ficar pensando no escritor por trás do conto, nada de achar que devia mudar isso, pensar melhor naquilo, só li com a sensação de que tudo estava certo nesse texto. Quer dizer, quase tudo: a mudança no final pro lado macabro eu estranhei, me fez dar um passo pra trás. Fico pensando que talvez fosse melhor você investir mais em deixar essa parte com um crescente. Ela arranha as costas, ele dá um tapa, ela morde a boca dele e sangra, sabe o que eu quero dizer? Ir crescendo na violência, em vez de só falar que o fogo deles e do ambiente está crescendo. A primeira coisa que ela faz já é cortar ele todo na cara, foi uma guinada meio brusca.

    Mas longe de ter prejudicado o conto, talvez a ideia seja ser um golpe assim mesmo, forte e de repente, mas fica a sugestão do degradê da violência. As personagens tão lindonas, totalmente críveis e as falas também, tudo o que eu mais prezo em textos. Eu achei legal o sofá, aliás haha Abraços

    • Leandro B.
      16 de janeiro de 2014

      Mais alguém que gostou do sofá! hehe

      Caio, muito interessante a sua sugestão sobre o degradê da violência. Escrevi a parte final no prazo limite, então não tive muito tempo para analisá-la. É muito provável que eu acate sua sugestão. Essa guinada brusca na violência foi, na verdade, um acidente.

      Fico, também, muito agradecido pelos elogios.

      Obrigado, camarada.

  3. Edson Marcos
    15 de janeiro de 2014

    Muito bom o conto. Lembrou um pouco “Poltergeist”. Não tenho nada a acrescestar, apenas parabenizá-lo. Boa Sorte!

    • Leandro B.
      16 de janeiro de 2014

      Bom que o conto te lembrou da época em que se faziam bons filmes de terror rs

      Muito obrigado pela leitura e comentário, Edson!

  4. Paula Melo
    14 de janeiro de 2014

    Muito bem escrito e muito bem desenvolvido.
    Não tenho muitos comentários a fazer apenas dar os Parabéns.

    Boa Sorte!

    • Leandro B.
      16 de janeiro de 2014

      Muito obrigado, Paula. Fico feliz por ter gostado.

  5. Weslley Reis
    14 de janeiro de 2014

    Não sei se há o que criticar aqui. A construção da trama foi impecável, o ápice da luxuria com os moveis, o morto, o demonio e os vivos foi algo insano. Imergi totalmente no momento.

    Parabéns pelo texto.

    • Leandro B.
      16 de janeiro de 2014

      Weslley, só posso agradecer por um comentário tão gentil. Fico muitíssimo feliz pelo conto ter agradado.

  6. Marcelo Porto
    14 de janeiro de 2014

    Por que não fiz isso no meu?!!

    Um dos melhores do desafio. Não tenta subverter o gênero e bebe direto na fonte do terror tradicional. Nada de fantasminhas camaradas e nem redenção para os bonzinhos, uma boa construção de personagens que nos faz mergulhar numa trama instigante e extremamente incômoda.

    Gostei demais. Vai pro pódio!

    • Leandro B.
      16 de janeiro de 2014

      Valeu, Marcelo. Quando tive a ideia do conto pensei em tentar algo um pouco mais bem humorado, mas quando escrevi sobre Rafaela deixei essa ideia de lado.

      Muito obrigado, camarada.

  7. Pedro Luna Coelho Façanha
    12 de janeiro de 2014

    Gostei muito. Fiquei aflito com o pobre do Alex vendo a cena terrível entre a mulher e o amante. Me despertou emoções e por isso gostei.

    • Papai Noel
      12 de janeiro de 2014

      Que bom você ter gostado, Pedro. Acho ótimo que o texto tenha sido capaz de transmitir um pouco da aflição dos personagens.

      Muito obrigado pela leitura e pelas palavras.

  8. Raione
    11 de janeiro de 2014

    Não há como negar que é uma escrita esmerada, uma narração competente e, até certo ponto, uma história bem armada (penso aqui no câncer, a doença terminal de Rafaela, que embora talvez não seja um motivo tão original, é um dos elementos que corroboram o envolvimento com Alex, a entrega). Por outro lado, é uma trama meio batida, o demônio tentador sobre o ombro, a traição… nisso, e no final, o conto me desagradou. A casa que ganha vida, que passa a encarnar a própria orgia, é uma imagem que me pareceu muito interessante enquanto lia, mas quando ocorre a guinada macabra fico com a impressão (e é provável que se deva a meu gosto pessoal) de que o conto tomou um rumo ruim, excessivo, apostando num hiper-realismo sardônico. Bom, ainda não sei direito como avaliar o conto.

    • Papai Noel
      12 de janeiro de 2014

      Oi, Raione. Entendo sua crítica, meu amigo. Uma pena que essa guinada tenha te desagradado. Interessante você apontar para um sarcasmo exagerado. Concordando ou não, sem dúvidas é algo que me fará pensar bastante.

      De todo modo, muito obrigado pela leitura e pelo comentário.

  9. fernandoabreude88
    9 de janeiro de 2014

    Achei sensacional. Não tenho nenhuma crítica a fazer. Apenas posso elencar o que mais gostei: o ser fantástico extremamente bem construído, carisma e maldade, boa. O tripé sexual à Nelson Rodrigues, o morto, a fusão da casa com a energia. Admiro o autor.

    • Papai Noel
      12 de janeiro de 2014

      Oi, Fernando. Muito obrigado pelas palavras extremamente gentis. Temi que o “tripé sexual” não tivesse ficado muito bom e acho que ele é um pilar extremamente importante na história. Fico feliz por você ter gostado.

  10. Gustavo Araujo
    7 de janeiro de 2014

    A sensação que tive ao ler este conto foi similar àquela que experimentei ao assistir “O Talentoso Ripley”: uma mistura de ojeriza, repugnância e admiração. Tanto lá como aqui a culpa é de quem bolou o roteiro. Neste caso, há que se louvar a perícia do autor ao construir tão bem os personagens, fazendo-nos sentir pena e ódio deles. Torcemos para que eles se dêem mal, mas também para que se salvem, dependendo do trecho do texto. Isso, quer dizer, essa manipulação das emoções, é algo que poucos autores conseguem. Por esse fato, parabenizo quem escreveu.

    O conto se concentra na fantasia, no absurdo, no fantástico – lá está o diabinho e, no fim, a escada para o inferno. Tudo bem, esse é o mote aqui do desafio. Não obstante, estou certo de que o autor, se desejar, poderá transformar este conto em um excelente drama pessoal, sem a preocupação de se ater ao fantástico, mas reforçando as implicações emocionais e de consciência de cada personagem. Ou seja, este conto tem tudo para se transformar em uma ótima história adulta, com a profundidade necessária para tanto, sem a necessidade de se recorrer ao sobrenatural.

    Como ponto negativo, também destaco o “sofá masoquista”, uma tirada sem graça que quebrou o clima da cena. Certamente a supressão não fará falta.

    De todo modo, um conto muito bom. Like imediato.

    • Papai Noel
      12 de janeiro de 2014

      Oi, Gustavo. Agora terei que assistir o talentoso Ripley (rs).

      Muito obrigado pela leitura e comentário. Interessante o que você propôs de deixar o fantástico de lado, mas a princípio não tenho interesse nisso. Explico: a fantasia, sem dúvida, serve para que falemos do cotidiano e expressemos os problemas e conflitos do mundo de uma forma exagerada que se torna aceitável. É o cotidiano através do absurdo. Mas, além disso, e é aqui que a coisa pega, acredito que ela também sirva para suavizar esses mesmos problemas.

      Temos aqui um demônio, um fantasma, um inferno… Elementos que tornam mais aceitáveis as possibilidades de mortes e desgraças do mundo real, afinal, nesse universo há uma vida após a morte para que continuemos nossa existência. Retirando esses elementos não sobra nada. Acho que não teria coragem de mergulhar em uma personagem grávida que acabou de descobrir ter um câncer terminal e de ter perdido o marido, desesperadamente buscando a certeza de estar viva. Sabe? É algo que me parece assustadoramente mais perturbador do que todo o sobrenatural e me traz um sentimento que eu não gostaria de repassar aos leitores.

      Certamente isso é uma grande besteira minha, mas é um caminho que, pelo menos ainda, não quero seguir. Quem sabe num futuro?

      Sobre o sofá masoquista, acho que esse será meu fantasma (rs). Na verdade, ele não tinha apenas a função de uma tirada (de fato também é). Ele estava ali para naturalizar um pouco a cena seguinte para o leitor, tornando mais aceitável o amalgama da violência e do prazer e, por conseguinte, todo o desfecho da história. Também deveria ser o ápice da casa ganhando vida. Pena que a coisa toda falhou (rs). De todo modo, ainda acredito que seria, no mínimo, menos pior se não tivesse deixado passar aquela repetição de “Era”.

      Novamente, muito obrigado pelas palavras, Gustavo.

  11. Ana Google
    3 de janeiro de 2014
  12. Ana Google
    3 de janeiro de 2014

    Bom conto, mas carece de uma revisão mais atenta. Contudo, embora eu reconheça a sua qualidade, a história não me cativou como um todo. Imaginei um final totalmente diferente para o texto e gostei mais do meu final, rsrsrsrs! Não me conformei com a viúva cedendo à tentação, foi bastante inverossímil, do meu ponto de vista. Mas tem qualidade, é fato!

    Parabéns e boa sorte!!!

    • Papai Noel
      12 de janeiro de 2014

      Você está certíssima, Ana.

      Infelizmente só consegui finalizar o texto no dia do prazo final. O reli quatro ou cinco vezes, mas se eu não deixar um texto descansando por mais ou menos uma semana meu cérebro acaba me engando e passa muito mais coisa errada do que o normal.

      Depois de postado, parece que um milagre acontece e sou capaz de notar muitas falhas.

      Uma pena não ter te agradado :/

      Mas muito obrigado pela leitura e pelo comentário.

      • Ricardo Gnecco Falco
        17 de janeiro de 2014

        Rs… É o Burumé, parceiro… É a cara dele isso! 😀
        Mas, sério… Eu tb preciso deste distanciamento dos textos para perder esta “cegueira criativa”. No mínimo 3 dias. E 3 dias bem agitados! 😉
        Mais uma vez, parabéns pela obra! Pódio merecidíssimo!

      • Leandro B.
        18 de janeiro de 2014

        Muito obrigado, Ricardo!

        O legal é que quando comecei a escrever tinha uma ansiedade muito grande para apresentar os textos e receber críticas, quase na mesma hora que terminava. É claro que isso levava a histórias com erros muito bobos. Depois de muito tempo consegui me disciplinar a esperar… só que agora, vira e mexe, só consigo terminar os contos perto do prazo rs

        Mas com o tempo a gente melhora essa falha também rs

        De novo obrigado!

        Grande abraço!

  13. Cácia Leal
    3 de janeiro de 2014

    Gostei muito. Parabéns. No início, achei enfadonho e eu não estava simpatizando muito com o personagem e com o diabinho no ombro dele. No entanto, o interesse foi crescendo à medida que lia. Muito interessante mesmo. Do meio pro final, muito empolgante. Definitivamente, merece meu voto!

    • Papai Noel
      12 de janeiro de 2014

      Poxa, Cácia, que bom que a narrativa te pegou. Fico muito feliz por você ter gostado. Obrigado pela leitura e pela paciência de insistir no texto, mesmo ele não te agradando no início.

  14. Tom Lima
    31 de dezembro de 2013

    Achei o inicio um tanto devagar, mas parece que era essa a intenção.

    Parece que fui o único a gostar do sofá masoquista!

    Parabéns!

    • Papai Noel
      12 de janeiro de 2014

      Enfim alguém que gostou do sofá! (rs)

      Obrigado, Tom. Embora eu tenha tentado ditar um ritmo crescente, não diria que era minha intenção deixar o início devagar (rs).

      Obrigado pela leitura e comentário!

  15. Charles Dias
    31 de dezembro de 2013

    Gostei muito desse conto. Divertido, com uma veia sarcástica muito legal. E a expectativa criada,então?! Ritmo crescente. Muito legal. Definitivamente está na minha lista de melhores!

    • Papai Noel
      12 de janeiro de 2014

      Oi, Charles!
      Que bom que você gostou. Espero que te agrade nos próximos textos também.

      Abraços!

  16. Ricardo Gnecco Falco
    31 de dezembro de 2013

    Um conto bem interessante e bem escrito. Somente o primeiro parágrafo eu achei um pouquinho confuso, com tantos nomes. Ficou um pouco pesado, principalmente por ser o primeiro parágrafo. A introdução de um conto deve ser como sua conclusão – intenso, atrativo e direto. Ter de parar, voltar e reler o texto já no primeiro parágrafo é realmente uma das piores experiências de leitura que podemos ter. Contudo, logo depois, o conto ganha dinamismo e vai levando o leitor até o final, que está muito bom.
    O tom irônico do narrador se sobressai e é um prazer à parte. Pseudo-velado, confere ao texto um sabor em uníssono com as personagens. Destaque para:

    “-Quanto tempo você quiser –respondeu o cavalheiro.”

    E o “cavalheiro” aqui é como a cereja do bolo; rs! A mesma boa pegada se percebe em outros momentos no texto, misturando-se às personalidades dos demais protagonistas.
    Gostei bastante.
    Na verdade, o maior “defeito” do conto foi o fato do Gunther ter gostado (rs!); mas isso a gente pode relevar de boa! 😉

    Parabéns pela obra e boa sorte!
    Abrax!

    • Papai Noel
      12 de janeiro de 2014

      Oi, Ricardo.

      Rapaz, concordo plenamente com você. Relendo a história, não consigo acreditar no que fiz no primeiro parágrafo. Acabei deixando o gancho para o segundo e enfiei nomes completamente desnecessários ali, que nem mesmo são mencionados novamente.

      Certamente vou alterar isso. Muito obrigado por ter me alertado, acho que não teria percebido. Fiquei contente com a chamada do primeiro diálogo e pisei na bola logo no começo.

      De resto, fico contente por você ter gostado!

      Muito obrigado.
      Abraços!

      • Ricardo Gnecco Falco
        17 de janeiro de 2014

        Eu que lhe agradeço, parceiro, pela ótima história compartilhada! 🙂
        (dá uma olhadinha lá no comentário da Ana, onde escrevi sobre o “místico descanso” dos textos recém-escritos… 😉 )

  17. Bia Machado
    30 de dezembro de 2013

    “Burumé não era muito bonito”, não mesmo, ô bichinho feio rs… Achei o conto bem estruturado, a narrativa vai crescendo e não perde o ritmo. Só achei que a parte do sofá, pelo menos a denominação dele, ser chamado de masoquista, acredito que seja dispensável. Fico em dúvida, talvez o demônio tenha se sobressaído mais do que o fantasma, mas diante da situação apresentada no conto, certamente é compreensível. Bom conto.

    • Papai Noel
      12 de janeiro de 2014

      Engraçado você comentar sobre o demônio ter se sobressaído, Bia. O meu medo, quando terminei o texto, era justamente do Burumé ter ficado “apagado” por culpa de uma ênfase muito grande nos vivos. Fico feliz em ver que talvez eu estivesse viajando, ainda que possa existir outro desequilíbrio.

      Muito obrigado pela leitura e pelo comentário.

  18. Pedro Viana
    30 de dezembro de 2013

    Foi uma das abordagens de fantasma que mais gostei no desafio até agora. A situação que gerou o conflito do conto é simples, mas os personagens que a rodearam fizeram valer a pena. Adorei o demônio. Adorei a casa criando vida própria. Enfim, um ótimo conto, envolvente e perspicaz, parabéns!

    • Papai Noel
      12 de janeiro de 2014

      Poxa, Pedro, muito obrigado. Fico contente por você ter mencionado a casa criando vida, também foi um dos aspectos que mais gostei.

  19. Thata Pereira
    29 de dezembro de 2013

    ** PODE CONTER SPOILER **

    GENTE, ESSE CONTO É MUITO BOM!!

    Nossa, adorei tudo! Fiquei viajando, esperando o final. Imaginando se o cara iria ceder à tentação do demônio ou não aceitaria e iria “encontrar a luz” rsrs’
    Quando a mulher matou o desgraçado do Flávio e depois se suicidou, fiquei imaginando se apareceriam na cena, como fantasmas. Não veio, mas o conto é tão bom que nem me importei. Adorei!

    Boa Sorte!!

    • Ricardo Gnecco Falco
      31 de dezembro de 2013

      Ué, Thatá…? Pra mim eles (a mulher e o “desgraçado” do Flávio) aparec… Oops, peraí…

      ** PODE CONTER SPOILER **

      Continuando… 😉 Eles aparecem sim; na cena final. Até se entreolham, “constrangidos”.
      … Viu, não? Ou será que o Burumé tá mexendo no texto pra zoar com a gente…?
      . 😀 .

      • Jefferson Lemos
        31 de dezembro de 2013

        Se tivesse a opção “like” nos comentários, esse seu comentário teria meu like. Hahahha

      • Thata Pereira
        31 de dezembro de 2013

        nossa Ricardo, será que eu viajei na hora de ler essa parte? rsrs’
        Vou reler depois, valeu!!

      • Thata Pereira
        31 de dezembro de 2013

        GENTE, O QUE EU ARRUMEI AQUI? Peço perdão ao autor do texto, mas mesmo assim, foi um dos meus preferidos 😉

      • Papai Noel
        12 de janeiro de 2014

        Está perdoada, Thata ;).

        Brincadeiras à parte, quando li seu comentário imaginei que você tinha desgostado da pouca participação que Rafaela e Flávio tiveram enquanto fantasmas.

        De todo modo, seu comentário me deixou muito feliz, não apenas por você ter adorado tudo, mas por ter adjetivado Flávio como desgraçado (coitado!).

        Sabe, uma vez me reuni com alguns casais de amigos para assistirmos alguns filmes. Recomendei “o nevoeiro”, baseado na obra do King. As opiniões ficaram divididas, mas todos, digo, TODOS, sentiram raiva da personagem fanática religiosa, não a poupando de xingamentos. No fim, fiquei contente por ter indicado o filme. Essa antipatia que criamos com alguns personagens mostra como nos envolvemos com a história. Ou, pelo menos, é o que vou dizer para mim mesmo para ficar ainda mais feliz com o seu comentário (rs).

        Muito obrigado pela leitura e pelas palavras.

  20. Inês Montenegro
    29 de dezembro de 2013

    As personagens estão bem caracterizadas, a trama envolve, não apenas na “linha principal”, mas também com todos os detalhes que são fornecidos, notando-se a gradação natural que leva ao final. Quanto à escrita, é prazeirosa, além de manter um bom equilíbrio entre todos os elementos.

    • Papai Noel
      12 de janeiro de 2014

      Muitíssimo obrigado, Inês. Uma crítica assim sempre dá bastante ânimo. Fico muito feliz pelo texto ter lhe agradado.

  21. Jefferson Lemos
    29 de dezembro de 2013

    Esse é dos bons!
    Um ótimo conto, que prende do começo ao fim. Concordo com o Marcellus que o “sofá masoquista” quebrou um pouco o clima, mas ainda sim é um excelente conto!
    Parabéns e boa sorte!

    • Papai Noel
      12 de janeiro de 2014

      Muito obrigado pela leitura e comentário, Jefferson. Como expliquei ao Marcellus, acho que esse trecho ficou muito prejudicado pela repetição do “Era”. Como está, também não gostei. Quando consertei esse problema, a coisa pareceu mais agradável na minha cabeça, mas, claro, pode ser só na minha mesmo (rs)
      Obrigado pelo toque.

  22. Claudia Roberta Angst - C.R.Angst
    28 de dezembro de 2013

    UAU! O conto prende toda a atenção do leitor que nem percebe o final chegar. Muito bem escrito com narrativa dinâmica. Se eu tiver pesadelos esta noite nem sei a quem culpar depois. Parabéns.

    • Papai Noel
      12 de janeiro de 2014

      Poxa, Claudia, fiquei encabulado (rs). Muito obrigado pelas palavras mais do que gentis.

  23. Ryan Mso
    28 de dezembro de 2013

    Bom conto, boa narrativa, e boa escrita. Parabéns ao autor!

    • Papai Noel
      12 de janeiro de 2014

      Fico contente pelo texto ter lhe agradado, Ryan.

  24. Gunther Schmidt de Miranda
    28 de dezembro de 2013

    Sem comentários negativos. Parabéns.

    • Papai Noel
      12 de janeiro de 2014

      Valeu, Gunther!

  25. Marcellus
    28 de dezembro de 2013

    Ótimo conto! Começou meio que “Livros da Magia” e acelerou a partir daí. Tudo bem que “Era um sofá masoquista” foi meio excessivo… mas perdoável.

    Parabéns ao autor!

    • Papai Noel
      12 de janeiro de 2014

      Opa! Obrigado pelas palavras, Marcellus. Sobre a passagem que você destacou, tenho a impressão de que ela foi muito prejudicada por uma repetição do “era” que acabou a infantilizando e tirando qualquer aproveitamento que ela poderia dar ao texto. Uma pena que falhei aqui na revisão.

      Aparentemente foi um dos pontos mais criticados no conto, vou rever sua utilização.
      Novamente, muito obrigado.

  26. lu261292
    28 de dezembro de 2013

    Amei o conto, muito bem escrito, envolvente. Parabéns!

    • Papai Noel
      12 de janeiro de 2014

      Oi, Lu! Fico muito, muito contente por você ter gostado assim do conto. Espero te agradar novamente em outros textos.

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Informação

Publicado às 28 de dezembro de 2013 por em Fantasmas e marcado .