EntreContos

Detox Literário.

Apenas um Office-boy (Lucia Almeida)

Sem título

Não queria acreditar ainda. A dor da alma me chegava aos ossos, minhas mãos estavam amortecidas, trêmulas. Os lábios secos incomodavam, de uma maneira estranha. É engraçado o modo como nosso pensamento voa quando estamos com medo e perdidos.

Ela fora minha obsessão até então. Eu era apenas um auxiliar de escritório, um mero  office boy de luxo, quando ela surgiu em minha vida. Linda, esguia, loira. Olhos verdes que luziam a cada vez que ela sorria. Eu, um garoto de 19 anos, ingênuo e encantado pela vida. Sendo a nova gerente do escritório, passava pela minha mesa todas as manhãs e me dava um bom dia educado. Dirigia-se até sua sala e sentava-se em sua imponente cadeira, da não menos imponente mesa. A secretária sempre ao seu dispor, dando a pauta do dia. Eu deslumbrado olhava-a pela parede de vidro que nos separava. Quando ia até sua sala, no final do expediente, ela já não se encontrava mais lá. Eu recolhia o lixo, e aproveitava para ver seu conteúdo. Papéis amassados, planilhas rasgadas, um lenço sujo de batom (que eu guardava às vezes), copinhos de café…  Seu doce perfume ainda pairava no ar. Eu me sentava em sua cadeira e sonhava que estava com ela, beijando-a, acariciando seu corpo…

Até que houve uma noite… sonhei  acordado por tempo demais em sua sala e ela voltou. Tinha esquecido algo, e me viu ali, sentado, feito um panaca. Olhou para mim como quem olha para uma mercadoria com defeito e barata.

– O que faz aí, garoto? – perguntou-me, o olhar inquisidor, superior. As belas unhas esmaltadas de vermelho tamborilando na mesa.

Levantei-me rapidamente e pedi desculpas. Disse que estava cansado e resolvi me sentar por um minuto. Desculpa esfarrapadíssima. Ela fingiu que acreditou e me encarou:

– Você tem compromisso agora?

– Eu? – respondi estupidamente.

– Claro que é você, ou tem mais alguém nesta sala? – disse ela, rindo com desdém.

– Não senhora… respondi, já suando frio.

– Então me acompanhe…  como  é seu nome mesmo?

– Plínio, senhora – respondi,  coração aos pulos.

– Vamos – levou-me escritório afora, até a garagem. Pegamos seu carro e saímos. Não fazia ideia de seus planos, mas só de estar perto dela, sentir seu perfume, sua respiração, iria até o inferno. Não falou uma palavra durante o trajeto, ligou o rádio do carro, uma música para mim desconhecida, em francês, creio eu.

– Chegamos – disse ela, já saindo do carro.

Paramos em frente a uma casa bonita, de muro alto. Entramos. Eu não conseguia raciocinar direito. Ela me deixava mais tonto do que já era. Deixei-me levar, como se estivesse adentrando as portas do paraíso.

Ao abrir a porta ela me deu licença para que entrasse antes. Mal entrei e ela me abraçou. Tirou minha camiseta dos Ramones (comprada na Rua 25 de Março) e me beijou avidamente. Correspondi prontamente, como não? Eu era loucamente apaixonado pela chefona do escritório. Passamos 3 horas daquela inesquecível noite nos amando sofregamente. Tudo o que pedi me foi dado e dei em dobro, com todo meu ser. Adormeci feito uma pedra, embalado pelo doce sonho realizado. Acordei assustado, com ela me sacolejando.

– Levanta! Vá  embora! Saia já! – gritava a mulher que minutos atrás fora selvagemente amada por mim.

– Como assim? O que foi que eu fiz? – respondi, coração aos pulos, com medo de ter feito algo que a contrariasse.

– Apenas vá embora! Não banque o idiota e nem fale sobre o que aconteceu aqui esta noite pra ninguém, nem pra você mesmo diante do espelho, está me entendendo? – gritava ela, dedo em riste.

– Mas eu…

– Suma! Se você contar a alguém sobre esta noite eu nego e te ponho no olho da rua.

– Quer dizer então que esta noite não significou nada pra você?

– Ah, minha criança! Bonitinhos e bobinhos assim como você, eu já peguei  vários, mais de 15, se não me falha a memória… bibelôs como você fazem bem para o ego, é só isso, entende? – falou a moça, olhar de desdém e ao mesmo tempo de piedade.

Ela levantou-se da cama, pegou minhas roupas e jogou na sala, já me empurrando para fora do quarto.

Não consegui falar nada, um pobre cretino que sou. Vesti-me rapidamente, enquanto ela se preparava para um banho, calmamente, como se eu lá não estivesse mais.

Fiquei apalermado, tentei ainda balbuciar algo, nem eu sabia o que. Ela era importante demais pra mim, eu não poderia mais viver sem ela, não depois dessa noite, mas fui ignorado por completo.

– Bata a porta ao sair – disse-me de dentro do banheiro.

Vesti minhas roupas rapidamente, sentei no degrau da frente da casa, me sentindo mal. Tinha vontade de vomitar. Estava puto comigo mesmo, por ser tão idiota. Ela havia mexido com meus brios. Achei que era a hora de tomar uma atitude de homem de verdade. Voltei. Pude ouvir sua voz macia e sensual ao telefone.

– Mais um! hahaha…  sim, é um carinha lá do escritório. Que nada, foi fácil demais. Ele está caidinho por mim, minha amiga. Não, essa coisa de sexo virtual não é comigo. Pra mim tem de ser ao vivo. Garotinhos? Adoro! Amanhã?  Ah, sei lá. Dentro de algumas semanas despeço ele. Alego incompetência, coitadinho. Mas até que ele é bem gostoso, sabe.

Então eu era o carinha idiota, o boçal do escritório que estava caidinho por ela. Sim, realmente eu era, ela tinha toda a razão.

Não consegui mais pensar nem responder por mim. Como um réptil à espera de um pequeno inseto, esperei no vão da porta pacientemente até terminar a ligação exibicionista. Ela foi até o closet, provavelmente escolher uma de suas tantas roupas.

Avistei em cima de uma cadeira sua echarpe. A mesma que usamos em nossas pequenas brincadeiras da noite passada. Peguei a echarpe nas mãos, senti o doce e sensual perfume contido nela. Entrei no closet, ela estava de costas, um vestido estampado nas mãos. Eu, o panaca apaixonado do escritório, iria lhe proporcionar seus últimos momentos de emoções fortes e passageiras. Enrolei rapidamente o lenço em seu pescoço… lindo, macio e perfumado pescoço. Apertei o laço com toda a força do meu ser. Não disse nada, e nem ela conseguiu dizer palavra, mas se debateu um bocado.

Quando por fim ela parou de tentar lutar, mãos arranhando o carpete, pés chutando o chão, luta inglória. Sentei-me  calmamente ao seu lado. Acariciei seus lindos e recém  lavados cabelos por um bom tempo. Ajeitei seu corpo, pernas esticadas. Fechei seu robbie, pendurei o belo vestido no cabide. Apaguei a luz e saí.

Andei por volta de cinco ou seis quadras até encontrar um ponto de ônibus que me levasse até o terminal. Andei por mais uns trinta minutos até chegar em casa, na verdade um quarto que divido com um amigo. Tomei um banho, me troquei, fiz um café forte, assisti o noticiário na televisão.

Cheguei ao escritório com vinte  minutos de antecedência. Sentei-me no sofá da recepção, tentando colocar os pensamentos em ordem. Provavelmente seria preso, mas isso não me importava, afinal, eu era apenas o garoto que levava café, ia ao banco, aguentava as piadinhas dos outros funcionários.

Escutei um barulho na sala da “chefona pegadora”. Parecia o som de uma folha rasgada, ou algo assim. Senti um frio na barriga. Teria ela sobrevivido? Impossível. Fiquei um bom tempo ao seu lado, ela não respirava mais quando saí, tenho certeza. Pela parede de vidro não conseguia ver nada de anormal. Decidi entrar. Abri a porta e, por favor, não me creiam louco. Ela estava sentada em sua mesa, os cabelos ainda molhados, o vestido estampado, as unhas impecáveis. Um batom rosa em sua boca carnuda, um sorriso de garota de propaganda de pasta dental.

– Oi, garoto! – disse-me ela, um olhar parado, hipnotizador, me olhava de cima abaixo.

– Mas, você… você… – eu estava arrepiado até os ossos.

– Sim, eu. Estou morta, acabada. Parabéns! Você realmente sabe fazer uma mulher morrer em seus braços! – disse-me ela, jogando a cabeça para trás, gargalhando e batendo palmas.

– Não é possível, eu deixei você lá, eu apertei seu pescoço, eu vi, você morreu, eu vi! Como diabos você chegou até aqui? – eu não podia acreditar no que os meus olhos viam.

– Pare de falar besteiras e me serve um café. Rápido! O dia promete hoje, fechamento de mês, gente no meu pé, enfim, isso não é da sua conta. Ah, antes de pegar meu café, dá uma passadinha no banheiro e lave o rosto. Você está com uma aparência horrível, parece que viu um fantasma. – disse-me ela, rindo, enquanto digitava em seu notebook.

Saí correndo dali, desci os dez lances de escada feito um guepardo. Derrubei um velho senhor na minha corrida rumo ao nada. Só queria sumir dali, respirar. Não era possível o que estava acontecendo. Oras, eu posso ser um mero office-boy, mas não sou burro, nem louco. Eu a matei com minhas próprias mãos, com a ajuda de um lenço, é verdade, mas com minhas mãos. Sentei na sarjeta, senti minha cabeça girar, tudo ficou escuro.

Abri os olhos, coração saltando pela boca. O maldito despertador tocando. Olho no relógio, 5h45min. O dia já está amanhecendo. Vou tomar um banho e ir para o escritório. Não quero chegar atrasado.

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28 comentários em “Apenas um Office-boy (Lucia Almeida)

  1. Paula Melo
    13 de janeiro de 2014

    Achei um bom texto,uma ideia muito boa e muito bem escrito,
    Mas confesso que não me cativou,faltou algo que não sei bem ao certo o que seria.

    Boa Sorte!

  2. Marcelo Porto
    13 de janeiro de 2014

    Um sonho?! Sacanagem, tava indo tão bem.

    Poderia ter sido muito melhor se o autor não utilizasse o “deus ex machina”. Sugiro repensar esse sonho e criar um final a altura do seu conto.

  3. Cácia Leal
    13 de janeiro de 2014

    Achei o conto bem escrito, pelo menos no começo, mas não me cativou. As falas dos diálogos e o desenrolar me desanimaram. E o final, como se fosse um sonho, não gostei. Talvez se o rapaz tivesse retornado à casa e verificado o corpo, quem sabe. Mas acho que daria uma bela história policial!

  4. Pedro Luna Coelho Façanha
    12 de janeiro de 2014

    Pô…kkkk..sonho não, pô. Não gostei muito do texto.

  5. Raione
    11 de janeiro de 2014

    O conto está sim bem narrado, mas não me tocou. A forma como a história se desenrola, não sei, não me convenceu. Só num sonho mesmo, mas aí está o problema do final, que já foi ressaltado. Na minha opinião é preciso mais desenvolvimento.

  6. Leandro B.
    10 de janeiro de 2014

    Não gostei muito. O início pareceu uma paródia de histórias pornô sem pé nem cabeça. O final pode até ter salvado essa crítica: Era, apenas, a cabeça de um jovem que não precisa de muito sentido para saciar seus desejos no sono. Um sonho que virou pesadelo… Mas, ainda assim, acabei perdendo um pouco de interesse com o começo.

    Os diálogos também não me agradaram muito, pelo mesmo motivo. Também não gostei da reviravolta do final. Poucas coisas me chateiam mais do que uma história que na verdade era um sonho.

    Por outro lado, o autor parece demonstrar algum domínio da escrita. O texto, talvez, tenha sido produzido de maneira apressada.

  7. bellatrizfernandes
    7 de janeiro de 2014

    Acho que o fim foi – com o perdão da palavra – broxante. Muito clichê.
    Achei que ia ser algo como A Morte Lhe Cai Bem (A-do-ro!), mas no fim, me decepcionei.

  8. Bia
    3 de janeiro de 2014

    “Garoto de 19 anos”? Mas nem os de 15 hoje em dia você pode chamar assim… O conto precisa de uma reviravolta, digamos. Melhorar as falas, alguns conceitos como esse dos 19 anos, e aquela comparação com relação a ser office-boy, que ficou meio “nada a ver” também… E o final… Por favor, faça qualquer coisa, mas deus ex machina, nunca!!!

  9. Tom Lima
    2 de janeiro de 2014

    O final….o final. (Insira imagem do Clint Eastwood balançando a cabeça lentamente de um lado para o outro, com olhos semi abertos e um cigarro entre os dentes cerrados)

    Imagine o tormento de trabalhar para um fantasma! Imagine como seria acordar todas as manhãs para ir de encontro a alguém que você matou e levar cafezinhos para ela.

    Imagine…

  10. Ricardo Gnecco Falco
    31 de dezembro de 2013

    Eu acrescentaria uma foto ou gif ao final do conto…
    Sérgio Malandro fazendo “glu-glu-yeh-yeh”, “há, te peguei”.
    #ficaadica!

  11. Pedro Viana
    29 de dezembro de 2013

    O primeiro conto que escrevi tinha um final onde o cara acordava e descobria que tudo era apenas um sonho. Desde então nunca mais repeti a dose, sabendo da sensação horrível que deixei aos leitores. Apesar de simples, seu conto foi bem conduzido. Mas, sinceramente, com esse final não dá.

  12. Ryan Mso
    28 de dezembro de 2013

    O texto, como outros que já li aqui, vai criando toda a situação e de repente acaba. Os diálogos também me incomodaram um pouco, porém acho que tem potencial. Dessa maneira, parabenizo ao autor e desejo boa sorte!

  13. Inês Montenegro
    28 de dezembro de 2013

    O conto lê-se bem, mas falha em relação aos diálogos, que não parecem naturais, e ao final, que estraga uma estrutura que até ao momento tinha sido bastante boa.

  14. Gustavo Araujo
    28 de dezembro de 2013

    Sinceramente, não gostei. Achei raso, diálogos fracos e um final completamente broxante. Digo isso porque no desafio anterior, Evrim, você nos contemplou com um conto muito bom. Eu esperava algo pelo menos no mesmo nível, o que não ocorreu. De todo modo, a ideia está aí: basta trabalhá-la de forma mais convincente e profunda.

  15. Mariana Borges Bizinotto
    27 de dezembro de 2013

    A ideia é ótima, mas um detalhe no comecinho me tirou do clima: Office-boy tem mesa? (eu realmente não sei) Eu imaginava que ele vivia nas ruas pra lá e pra cá com documentos. Fiquei decepcionada com o fato de ser tudo um sonho.

  16. Gunther Schmidt de Miranda
    27 de dezembro de 2013

    O texto foi bem escrito… O final não foi tão empolgante… Boa sorte.

  17. Frank
    26 de dezembro de 2013

    Gostei da ideia. Entre outras coisas por ela ter me lembrado dos meus tempos de office-boy do Mappim…rs. Acho que o conto captou bem aquela coisa de um moleque ficar babando pelas mulheres mais velhas da empresa; até hoje lembro de uma gerente minha pela qual era apaixonado. Obviamente, não tive nem os momentos tórridos nem os violentos com ela. Infelizmente, esse final foi péssimo. Mas a história pode ser bem desenvolvida, pois é muito legal.

  18. Ana Google
    26 de dezembro de 2013

    Achei um pouco cafona em alguns momentos, especialmente nos diálogos, que não me convenceram nem um pouco… Precisa melhorar bastante essa questão! Trabalhar também com os personagens, fazendo o leitor se afeiçoar, é algo necessário.

    O final também matou o texto. Mas isso nem carece de comentário, já que os colegas já expressaram o sentimento geral.

    A ideia é boa, tem criatividade, mas ainda precisa melhorar.

    Boa sorte nesse desafio!

  19. Weslley Reis
    26 de dezembro de 2013

    Conto bem escrito, leitura fácil, porém, eu não compreendi o intuito com esse final.

    Talvez eu não tenha entendido a ideia do autor, mas não me agradou.

  20. Claudia Roberta Angst - C.R.Angst
    26 de dezembro de 2013

    Conto bem escrito, com diálogos, não muito longo, envolvente. Fácil acompanhar a trajetória do protagonista, mas depois se perde. O final não me desagradou completamente, mas ficou faltando algo. Às vezes, a ideia é tão boa que não se encontra um desfecho a sua altura. Talvez o autor tenha cedido à solução mais fácil, tomou um atalho e assumiu os riscos por isso. Boa sorte!

  21. Thata Pereira
    26 de dezembro de 2013

    O primeiro livrinho que escrevi, na sétima série tinha esse final. As pessoas ficaram um perigo comigo! Eu matei todo mundo da história — e olha que usei o nome de todos meus amigos de escola para os personagens — e no final, tudo não passava de um sonho. O livro era horrível, na verdade. O final também! rs’

    Comecei bem o conto, até a parte que Plínio escuta a mulher no telefone. Essa fala dela… humm, não me soou nada convincente e os diálogos começaram a me desagradar. Acredito que com um melhor desenvolvimento e final, a história ficará excelente!

    Boa Sorte!

  22. Felipe França
    26 de dezembro de 2013

    Um conto bem escrito, envolvente e com várias pitadas sarcásticas. Contudo, como foi dito pelos colegas, o final… hum… Mesmo assim parabenizo o autor pela qualidade do texto. Na próxima espero que feche a trama com chave de ouro. Boa sorte!

  23. Jefferson Lemos
    26 de dezembro de 2013

    Pô, esse final matou o texto! D:
    Um texto legal assim não merecia um final desses.
    Da próxima vez, agite antes de usar. 😛
    Parabéns e boa sorte!

  24. Caio
    26 de dezembro de 2013

    Olá. Esse final é tipo a piada do “Pavê ou pa cumê?”. É de conhecimento geral que essa piada não precisa ser feita, e quando ela acontece só a pessoa que fez sente qualquer satisfação. Se tem pavê pra sobremesa então a piada óbvia entra em questão, agora se tem um enredo louco demais que não sabe resolver então é esse final que vem. Todo mundo já viu/já quis fazer esse final, é a escolha óbvia pra situações assim. Tudo isso pra dizer que, pra mim, Evrim, você é o tiozão da piada desse desafio hahah

    Achei benfeito o texto, mesmo assim. Tem um arco bem arquitetado (ou teria, se tivesse acabado melhor) da apresentação das pessoas, de seus motivos, depois a concretização e o conflito. Os personagens tavam com um pé ainda no plástico, mas pouco, nas falas principalmente. Nem sempre soava como alguém de verdade falando. Você podia, no futuro, se for escrever sobre alguém que assassina outras pessoa no final, ir desde o começo dando uns sinais de que a pessoa não é muito apegada à moral, porque uma pessoa normal demais não vira assassino tão fácil (tô ignorando o seu final pro bem de todos e fingindo que tudo aconteceu mesmo). Como leitor é sempre legal voltar e ver como tudo no texto apontava praquele desfecho e você não percebeu porque estava do lado do protagonista.

    Em resumo, achei bem escrito, mas dava pra ser ainda melhor construído e por favor não seja mais o tiozão, o mundo precisa mesmo é de quem invente novas piadas. Espero que ajude um pouco, abraços

  25. Marcellus
    26 de dezembro de 2013

    >>> SPOILERS <<<

    A mesma sensação de quando terminei de assistir "Encaixotando Helena". MESMA. Um conto tão envolvente… tão bem escrito… com um final broxante desses. Revolta o leitor, dá vontade de esganar o autor bem lentamente… afogá-lo na banheira… enfim.

    De qualquer forma, parabéns!

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Informação

Publicado às 26 de dezembro de 2013 por em Fantasmas e marcado .