EntreContos

Detox Literário.

Blonde Noir (Alexandre Santangelo)

Não sei como aquilo aconteceu.  Subitamente estava caído aos pés da mesa do bar. Não sentia dor, um formigamento tomava conta do meu corpo. Quando vi minha mão empapada de vermelho, percebi que meu corpo estava desistindo deste mundo.

Dizem que, quando se está perto da morte, pode-se ver toda a vida num relance.  Comigo não. Só conseguia me lembrar dela. Meu anjo louro, meu amor, minha perdição e ruína.  Afinal, tudo começou com ela.

***

Era quase hora do almoço, mas o relógio da repartição teimava em marcar meio-dia.  O tédio singrava através do oceano de papéis do escritório.  A rotina monótona tentava nos fazer esquecer os grilhões invisíveis que nos acorrentavam ao fastio. O suicídio, para muitos de nós, parecia uma opção viável.

Foi quando ela chegou.

O vestido preto transformava seu lindo cabelo numa coroa resplandecente.  Ele denunciava o corpo curvilíneo e realçava seus movimentos suaves.  Sua boca volumosa e vermelha parecia capaz de começar uma guerra e acabar com ela com a mesma leviandade.

Dei bandeira. Minha boca aberta me denunciou e um meio sorriso surgiu daquele rosto inesquecível. Sorriso confiante de quem sabe o que pode ter e o que pode fazer. E ela me tinha naquele momento.

Minha expectativa cresceu quando ela se dirigiu a mesa da secretária.  Meu Deus, ela vai falar algo!  O que ela poderia querer aqui? Conjecturava.

— Bom dia! Você poderia dizer ao Glauro que eu cheguei?

Glauro? O que ela poderia querer com alguém como ele?  Glauro era o chefe do departamento ao lado. O homem era um gigante cruel, incapaz de qualquer gentileza. O constrangimento que ele impunha aos seus subordinados fazia parecer que trabalhávamos no paraíso. Mesmo assim, quando a viu, parecia um imberbe. Encarava-a como se nada mais existisse, como se o mundo inteiro se resumisse aquele vulto a sua frente.  Num lapso senti empatia por ele.

— Oi! Pronto pra almoçar? — Ela perguntou.  A voz suave parecia roçar a nossa pele.

Ele não disse nada, apenas saiu correndo como um cachorrinho atrás dela. Exatamente o que eu e meus colegas faríamos, pois percebi que todos estávamos extasiados, assistindo àquela comédia de erros.

— Ei, Chefia! Carlos! Como foi que o Glauro conseguiu um mulherão daqueles? — Perguntou o meu colega do lado.

— Sei lá. Acho difícil ser por dinheiro. Vai que o cara é bem dotado.

— Ai! Como vocês são nojentos.  Eu não saberia dizer o que ela veria em qualquer um de vocês.

Foi aí que notei Lucia, a secretária, passando por entre as nossas mesas com seu ar enfadonho, destilando ciúme. Não era uma mulher graciosa, e sua vaidade tinha morrido há tempos.

— Sai daqui, mal-amada — sussurrou meu colega.

Não deu pra segurar um risinho.

***

Finalmente o expediente chegara ao fim.  Vesti o paletó, dei boa noite pro pessoal, mandei um beijo pra Lucia – que grunhiu algo que não gostaria de lembrar – e saí. Acendi um cigarro e traguei profundamente. A noite estava exuberante, os postes já acesos evidenciaram ainda mais a lua cheia magnifica…

Foi sob um desses postes que eu a vi.

Aquele anjo platinado, à quem a Lua devia algum tributo. Me senti um vagalume atraído pelo brilho inebriante dos seus cabelos. Ela mantinha os olhos para baixo e tremia.  Devia ser o frio.  Oportunista, vislumbrei uma chance de oferecer o paletó para me aproximar.  A beleza dela valia o risco de levar uma surra do Glauro.

Quando me acheguei é que percebi, a loura estava soluçando.

— A senhorita está bem?

— Hã?  Sim, sim. Nada com que o senhor deva se preocupar. Só um pouco nerv…

Não conseguiu terminar a frase. Debulhou-se em lágrimas. E não parecia que ia parar. Sentindo a sorte sorrir para mim, ofereci meu paletó e convidei:

— Estou preocupado com você. Vamos naquele bar do outro lado da rua pra você tomar uma água com açúcar.  Você precisa se acalmar.

Acenou concordando e fomos até o bar.  Pedi um copo d’água com açúcar que ela bebeu com rapidez. Demorou um pouco até serenar. Nesse tempo, observei cada detalhe do seu corpo. Eu poderia ser uma pessoa abjeta naquele momento, mas absolutamente humano.  Ela era linda demais para não ser admirada. Quando se acalmou, resolvi fazer um jogo arriscado.

— Quer que eu chame o Glauro para te acompanhar até sua casa?

— Não! Por favor, não o chame. Não quero vê-lo e não quero que ele me veja assim.

E recomeçou a chorar.

Tive que esperar uns quinze minutos, e matei o tempo imaginando uma forma de conquistá-la.  Era muita areia pro meu caminhão e mais ainda pra caminhonete do Glauro. Arrisquei novamente:

— Posso acompanhá-la até em casa?

— Não…

Por uma eternidade aquele “não” me dilacerou por dentro. Mas ela prosseguiu e me surpreendeu:

— Não quero ir pra casa. Quero sumir.

— Mas por que, querida?

Me arrependi do “querida” antes de terminar a frase, mas ela não pareceu reparar:

— Tenho medo.  Muito medo…

Atraído por aquela beleza, eu já não tinha freio:

— No que posso lhe ajudar, Baby? – Disse, entendendo que minha capacidade de passar por tolo não tinha fim. Tudo menos “Baby”. Dane-se. Eu já não era dono de mim mesmo, e queria transferir pra ela o título de propriedade.

Ela deveria estar muito abalada, pois não riu nem me esbofeteou:

— Tenho medo dele. Do Glauro.  Ele é perigoso.

Logo vi que o Glauro não conseguiria uma mulher daquelas sem pagar ou coagir. Me senti grato à ele: “Obrigado, Glauro, meu chapa, agora eu sei por onde vou”. Inflei o peito e mascarei uma indignação que jamais senti em toda a minha vida:

— Como assim? Ele está lhe ameaçando? Te bateu? Temos que ir a policia. Assim não pode ser! Nós estamos em pleno século vinte. Essas coisas já não são toleráveis. Temos que tomar uma…

— Calma, calma. Me deixa explicar — interrompeu.

Ainda bem. Minha canastrice já não tinha recursos.  Fingindo preocupação, ofereci-lhe toda a atenção que podia, apesar do decote.

— Ele não me bateu, mas não aguento mais a manipulação e as grosserias.  É demais pra mim.  Eu vou ter uma crise nervosa…

E teve. Ou quase. Só uma mulher dessas pra criar em mim tanta paciência. Mas aquela poderia ser a oportunidade de uma vida – e o meu oportunismo reconhecia isso. Segurei-lhe a mão e ataquei:

— No que posso lhe ajudar, anjo? – Nada mais controlava minha língua.

***

Ficamos umas duas horas no bar. Ela me contou tudo. Tinha perdido a mãe na infância e acabara de perder o pai, um funcionário público de alto escalão e muita gaita. O inventário do velho caíra em nosso escritório, indo parar nas mãos enormes e gulosas do Glauro. Ele havia garantido que resolveria o processo rapidamente para que ela pudesse ter sua vida de volta. Fragilizada pela morte do pai, pobrezinha, confiou nele e o deixou se aproximar, até que viraram amantes.

A fragilidade dela chegara ao fim, e resolvera terminar. Em resposta, Glauro dissera que atrasaria o processo e que ela ficaria anos sem ver a cor do dinheiro.

Deixamos o bar e andamos pela orla até tarde, em silêncio. Fiquei deliciado com a graça dos seus movimentos. A mulher era… uma valsa.  Para ela, valsar era tão essencial quanto respirar.

Encontramos um hotel para hospedá-la.  No hall ela se abriu um pouco mais:

— Fui até o seu escritório numa ultima tentativa de me entender com o Glauro. Deu tudo errado. Seria um dia horrível se não fosse você. Obrigada!

Ela segurou meu braço, me deu um beijo no rosto e seguiu para a recepção. Beijo de irmão? Fiquei indignado. Tinha perdido o jeito. Ah, meu bem, assim não:

— Espera!

Ela se voltou curiosa.

— O que foi?

— Eu quero… Eu… Eu preciso… Eu tenho que lhe ajudar de alguma forma.  Sinto-me péssimo por deixa-la assim…

Beirava ou ultrapassava o patético quando me cortou:

— Mas você nem me conhece direito — disse com um sorriso condescendente.

— Sei que você é uma boa pessoa e merece ser feliz! Eu não posso assistir isso tudo sem…

Ela me interrompeu novamente. Dessa vez, com o beijo mais suave que já recebi – e cheio de ardor. Para a sorte de ambos, fiquei sem palavras.

— Você é um doce — ela disse. — Mas não quero me envolver novamente.  Ultimamente só tenho atraído as pessoas erradas.

— Mas eu sei que posso lhe ajudar e definitivamente quero entrar nessa com você.

Definitivamente eu queria entrar em algo. Em sua inocência, ela deve ter achado graça da minha idiotice, embora não tenha me deixado perceber. Ela me puxou pela mão para dentro do elevador. Mais um beijo.

Maravilhoso.

***

Acordei sozinho na cama do hotel. Estava feliz como nunca. A noite foi esplêndida, todas minhas expectativas se realizaram. Foi como um ritual antigo. Ela era uma deusa e seu fogo me consumiu. Minha alma lhe pertenceria para sempre.

Triste ser abandonado assim, pensei, mas vi um bilhete na cômoda:

“Estou na piscina do hotel.”

Em cinco minutos estava descendo. Lá estava ela se bronzeando, reluzente. O anjo louro que rendera a lua agora conseguia empalidecer o sol.

— Bom dia, dorminhoco! Pode passar óleo nas minhas costas?

— Claro! — disse. E ri.

Ri porque aquilo era comigo. Acabara de perder o último resquício de dignidade e estava feliz com isso. Quando comecei a passar óleo, ela assumiu um ar grave:

— Olha… Ontem, a noite foi maravilhosa. Mas acho que não deveríamos repetir…

Interrompi:

— Não, não. Espera. Eu quero lhe ajudar. Deve haver algum jeito.

— Carlos, eu não quero que ele lhe machuque. Não conseguiria conviver com isso — disse, sombria e carregada de preocupação.

Minha estupidez voltou para demonstrar que o fundo do poço ainda estava muito longe:

— Eu trabalho lá. Deve haver alguma forma do seu processo passar pro meu departamento.

Ela hesitou.

— Ontem ele me disse que para liberar o processo eu teria que arcar com 10 mil. Ele sabia que sem o dinheiro de papai eu não teria como pagá-lo. Riu na minha cara, inclusive. “Você é minha até cansar”.

— Mas por que não foi a policia? — Perguntei. Eram as sobras do meu bom senso agindo.

— Eu consultei um advogado. Ele me disse que não tenho provas. E que esses processos tendem a demorar. O erro seria justamente privilegiar-me, passando à frente dos outros. Se ele atrasasse ainda mais, não haveria o que provar.

— Puxa… Dez mil… É muito dinheiro, mas… Acho que sei como levantar.

Pronto, pensei. Acabo de me perder completamente.

— Carlos, por favor, não quero que se complique. Não quero isso na minha consciência. Tudo bem que, com o dinheiro de papai, poderia pagar tudo rapidamente. Mas…

Ela se levantou e se espreguiçou na beira da piscina, exibindo todo o seu viço.

— Não quero que se arrisque! – E pulou na água.

O que havia de virtude em mim afundou com ela. Mas eu já sabia o que fazer.

***

Teria sido o primeiro a chegar ao escritório, mas Lucia, a secretária mal-amada já estava lá. Ela praguejou na minha direção, eu a ignorei.  Fui direto à tesouraria. Como era um dos chefes de departamento, tinha acesso.

A porta estava entreaberta. A ideia era retirar os 10 mil, dar a ela para pagar o Glauro, transferir o processo para o meu departamento, enrolar a administração alegando que o dinheiro estava em alguma cautela, uma custódia, algo assim, e repô-lo quando o anjo louro recebesse a herança. Havia riscos, mas dava para administrá-los. Assim, retirei o dinheiro e pedi para ela me encontrar no mesmo bar.

Ela chegou com o cenho carregado:

— Meu Deus! Você não cometeu nenhuma loucura, não?  Por favor, não vale a pena!

Toquei-lhe os lábios:

— Meu anjo, calma, está tudo sob controle — e expus meu plano.

Ela balançava a cabeça aquiescendo a cada loucura que saía de minha boca, como num transe.

— Acho que pode dar certo… – disse, como que saindo de um sonho. – Eu vou me encontrar com o Glauro pra almoçar e digo que tenho o dinheiro. Você poderia me encontrar uma hora depois aqui. Para comemorarmos. Ou outra coisa.

— Ótimo. Te encontro aqui, Baby.

***

Em toda a minha vida jamais estivera tão tenso. Transpirava por todos os poros, e o relógio da repartição – meu inimigo pessoal – insistia em não me libertar.  Observava os meus colegas e achava que eles estavam sabendo de tudo, que riam às minhas costas. Mas a hora chegou e deixei tudo para trás novamente. Eu era jovem outra vez.

Cheguei ao bar na hora marcada. Notei uma mulher de lenço na cabeça e óculos escuros em uma das mesas, mas não era o meu anjo. Foi quando o vi na mesa de trás. Aquele corpanzil não podia passar despercebido: Glauro.

Tomado de uma coragem incomum, fui até ele.

— Posso me juntar a você?

— Claro. Temos muito que conversar — e me deu um sorriso maligno.

— Olha, acho que você já sabe…  Você tem que…

Ele se levantou. Parecia uma montanha, mas montanhas não rosnam:

— Cale a boca, desgraçado! Quem vai falar sou eu, entende?  As suas canalhices param aqui!  Eu já lhe arranjei os 10 mil. O que mais você quer? — esbravejou ensandecido.

— Como? — perguntei sem entender nada.

— Não se faça de desenten…

Antes que Glauro completasse a frase, uma bolha de sangue espocou em sua boca. Paralisado pelo terror, só senti uma agulhada no peito e desabei no chão.  O mundo cessou para mim. Tudo estava congelado em uma glaciação sem nenhum sentido. Olhei minha mão encharcada com o meu sangue. Era o fim. Mas, por algum milagre, os sentidos retornaram.

Foi quando eu vi a mulher da mesa de trás puxar o lenço e os óculos.

Era Lucia. A secretária me apontava um revólver.

— As maldades que vocês cometeram contra o meu amor acabam aqui. – vociferou.

Mas antes que ela puxasse o gatilho, tomou dois tiros e foi ao chão.  Um policial acabara de chegar. Ele se inclinou até mim, fez pressão no meu ferimento e disse: “Se segura amigo.”

Desmaiei.

***

Não me lembro direito do tempo que estive no hospital. Só que não falava durante o dia e chorava à noite.  Soube que o pessoal do escritório veio me visitar, mas era como se estivesse anestesiado. Nada importava.

Depois, passei uns dias descansando em casa. Um colega foi ver como eu estava.  Eu não entendia como ainda não fora demitido. Ele não parava de falar, mas quando a palavra “herói” surgiu, conquistou minha atenção.

Um faxineiro tinha visto Lucia sair da tesouraria com dinheiro na mão.  Logo, todos concluíram que ela estava roubando dinheiro da repartição. Ao todo 30 mil. E que no final, seu esquema deveria ter sido descoberto por mim e por Glauro. Na tentativa de se safar, Lucia matou Glauro – e quase me matou.

Com a morte de Lucia, baleada pelo policial, nada veio à tona. Ninguém jamais saberia que, antes de sermos vítimas, éramos todos culpados.

Nós três tínhamos nos deixado trair por uma ilusão. Fomos ávidos em direção ao sol e ele queimou nossas asas, zombeteiramente.

Tive que voltar à repartição, consciente de que estava no fundo do poço. Me sentia um verme. Mas o pessoal me recebeu com festa, fui promovido a supervisor de todos os departamentos e ganhei uma sala só pra mim.

Mas o relógio estaria sempre lá. Marcando o vazio da minha vida. Essa era a punição pelo meu crime. Uma vida sem sentido. Aquela bala deveria ter completado o serviço, pois não sei se posso viver sem o meu anjo.

Aliás, por onde andará o meu amor? – e eu que achava ter atingido o fundo do poço.

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19 comentários em “Blonde Noir (Alexandre Santangelo)

  1. Alana das Fadas
    4 de dezembro de 2013

    Adorei ler, foi muito divertido! Diálogos moderados, descrições contidas, bem bacana. A história é meio novela mexicana, mas valeu a leitura!

  2. Frank
    4 de dezembro de 2013

    Muito bem escrito e a trama me surpreendeu; eu tinha previsto 1/3 do desfecho…rs…mas o resto foi surpresa. Ótimo conto! Parabéns!

  3. Leandro B.
    3 de dezembro de 2013

    Bem, gostei muito.
    A escrita me fisgou do início ao fim. Fui completamente conduzido pelo texto. A única coisa que não gostei muito foi do título.

    Nenhuma crítica que eu possa fazer aqui. Achei um excelente trabalho, parabéns ao autor(a)!

  4. Andrey Coutinho
    3 de dezembro de 2013

    Nesse desafio, resolvi adotar um novo estilo de feedback para os autores. Estou usando uma estrutura padronizada para todos os comentários (“PONTO FORTE” / “SUGESTÕES” / “TRECHO FAVORITO”). Escolhi usar esse estilo para deixar cada comentário o mais útil possível para o próprio autor, que é quem tem maior interesse no feedback em relação à sua obra. Levo em mente que o propósito do desafio é propriamente o aprendizado e o crescimento dos autores, e é isso que busco potencializar com os comentários.

    Além disso, coloquei como regra pessoal não ler nenhum comentário antes de tecer os meus, pra tentar dar uma opinião sincera e imediata da minha leitura em si, sem me deixar influenciar pelas demais perspectivas.

    Dito isso, vamos aos comentários.

    PONTO FORTE

    Atmosfera Noir de primeira, personagens carismáticos, linguagem direta e bem construída.

    SUGESTÕES

    Sugiro mudar o encontro final para um lugar mais reservado. Esse tiroteio todo em um bar ficou um pouco surreal. Além disso, talvez fosse melhor repensar o Deus Ex Machina do policial que aparece no momento certo. Talvez dar alguma pista antes de que alguém ali era policial (sem entregar isso, por óbvio), ou talvez usar outro recurso para salvar o protagonista.

    TRECHO FAVORITO

    “Me arrependi do “querida” antes de terminar a frase, mas ela não pareceu reparar”

  5. Felipe Falconeri
    28 de novembro de 2013

    O texto tem uma linguagem simples, direto e muitos diálogos. Isso faz com que a leitura flua muito facilmente.

    Durante o diálogo com a mulher, achei que o narrador se repetiu demais falando da própria tolice e ressaltando os atributos da dela. Entendo que a ideia era reforçar esse sentimento, mas ele fala disso tantas vezes que fica cansativo.

    Essa frase “Definitivamente eu queria entrar em algo” doeu na alma, rs. Um duplo sentido muito rasteiro, parece piadinha de adolescente bobão.

    Acho que ficaria mais verossímil se a mulher desse a ideia do plano para o cara. Da maneira que está, parece que ele, o Glauro e a Lucia tiveram exatamente a mesma ideia, sem influências da vilã. Algo assim ocorrer seria bem improvável.

    O final me surpreendeu. Até imaginei que o cara estava sendo enganado, mas não que isso envolvesse também o Glauro e até a Lucia. A cena do tiroteio no bar acabou ficando mais cômica do que dramática, não sei tenho certeza se era essa mesmo a intenção.

    É um conto agradável de se ler, ainda que a história seja meio boba. Fica ali na média.

  6. fernandoabreude88
    26 de novembro de 2013

    Gostei do conto. O texto tem certo no humor, na medida, uma história bacana e os elementos “noir” estão aí. Gostei desse final meio maluco e da relação do protagonista com o tal “anjo”. O nome Glauro também me fez rir. Enfim, um texto bacana.

  7. rubemcabral
    23 de novembro de 2013

    Bom conto! História divertida, poucos erros. Só o final, talvez, pudesse ter tido um gancho melhor.

  8. charlesdias
    19 de novembro de 2013

    Bom conto, bem escrito, interessantes. Gostei. Só não tenho certeza de quem era o amor da Lúcia … kkkk

  9. Marcellus
    19 de novembro de 2013

    Gostei do conto. Apesar de simples, o envolvimento da secretária mal-amada foi inesperado e adicionou certo tempero ao final. Parabéns!

  10. Thata Pereira
    15 de novembro de 2013

    Bom e simples. Não tive dificuldades e entender a história e isso foi o que mais gostei levando e consideração todos os contos que ainda temos para ler. Gostei 😉

  11. Jefferson Lemos
    14 de novembro de 2013

    Gostei do texto. Apesar de esperar algo mais do final, no geral foi muito bom.
    Rápida leitura e uso palavras simples.
    Parabéns!

  12. Masaki
    13 de novembro de 2013

    Excelente trama, diálogos dinâmicos e personagens carismáticos. Este conto prova que com o uso de linguagem simples pode prender o leitor da mesma maneira de um texto rebuscado. Joguei-me de cabeça e gostei muito do mergulho! Afinal… Onde estará o amor de Carlos? Merece continuação! Parabéns.

  13. Evelyn Postali
    13 de novembro de 2013

    Leitura super agradável! Eu gosto de descrições e diálogos na medida certa. Esse texto realmente ficou muito bom.

  14. Agenor Batista Jr.
    12 de novembro de 2013

    Bons diálogos e uma trama interessante. Não cheguei à empolgação mas todos temos nossos limites. Parabéns ao autor pelo desenvolvimento a que se propôs.

  15. Claudia Roberta Angst - C.R.Angst
    12 de novembro de 2013

    Já gostei do título e quando me deparei com a quantidade de diálogo suspirei aliviada. Adoro diálogos. Linguagem simples, direta, narrativa ágil e sem embromações. Conto fácil de ler e curtir. Parabéns.

  16. Ricardo Gnecco Falco
    12 de novembro de 2013

    Este conto é como… Uma valsa.
    🙂
    Parabéns ao autor por nos proporcionar esta bela dama… Quero dizer, dança! 😉

  17. Gustavo Araujo
    11 de novembro de 2013

    Linguagem simples, direta e de fácil compreensão num texto interessante. Não enxerguei erros dignos de nota. Bom conto.

  18. Ricardo Gondim
    11 de novembro de 2013

    Um título atraente me conduziu a uma história bem escrita e bem construída. De sabor nostálgico. Sou grato ao autor.

  19. selma
    11 de novembro de 2013

    a forma como foi escrito é maravilhosa, muito gostosa de ler, adorei! não sei dizer se está dentro do tema, que nem gosto, mas desta historia eu gostei. parabens!

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Informação

Publicado às 11 de novembro de 2013 por em Noir e marcado .