EntreContos

Detox Literário.

Noite Podre (Rafael Sanzio)

Era uma cela com espaço pra dez cabeças, mas ocupada por quase quarenta. Todos falavam gritando e o ar cheirava a merda e mijo vinte e quatro por vinte quatro. Fazia três meses e nove dias que eu tava preso e o meu processo andava a menos que um por hora. O ódio que eu tinha era tão grande que as minhas mãos chegavam a inchar e o coração parecia que ia explodir no peito. Chegava a me dar tontura, mas segurava a minha onda. Fumava o dia todo. De vez em quando, cheirava, fumava pedra. Te imagina trancado o dia todo num cubículo com mais de vinte cabeças, com uma televisão ligada na Globo. É o que o sistema te dá. A maioria era tarada por futebol; improvisavam uma bola feita com camisas e trapos enrolados, e jogavam pelos corredores. Às vezes, a bola caía nas fossas abertas dos banheiros. Eles tiravam de lá, chutavam de volta pro corredor e cabeceavam aquela bola toda cagada.

Aliás, no meu primeiro dia na cadeia, me acertaram uma “bolada” no braço. Eu baleado, com ferimento aberto, todo cagado pela bola, pensei: “meu Deus, vou morrer aqui nessa merda”.

Mas não morri.

Foi em uma tarde, no meio da semana, que chegou um maluco novo na cela. De cara, fiquei de olho nele. Chegou se esquivando, com os olhos arregalados. “O DEMÔNIO TÁ ATRÁS DE MIM, O DEMÔNIO TÁ ATRÁS DE MIM”, dizia, se escondendo entre os colchões e as roupas penduradas, bem perturbado. Era um tipo esguio, caminhava com as costas curvadas pra dentro, o que dava a impressão de estar sempre com o peito estufado. Tinha a pele cor de sujeira e o cabelo por cortar. Ficou acertado que ia dormir no chão, como todo mundo que chega e não conhece ninguém. Subi no beliche, era perto das 18h00 e tinha o toque de recolher pras celas, em seguida a contagem. Todo mundo trancado até as 07h00 do dia seguinte, imagina. A maioria das paredes das celas era rachada ou quebrada; de vez em quando, a polícia entrava lá com marretas e quebrava procurando armas ou drogas. Quando não achavam nada, quebravam as paredes igual, só pela maldade. Davam as costas, deixavam tudo destruído e a coisa ficava por isso mesmo. Espantei os percevejos e dormi.

Acho que era meia-noite, acordei com uma gritaria. Estavam espancando o cara novo.

-O que foi? O que aconteceu? – perguntei pro neguinho que dormia em baixo, e que olhava a surra à distância.

-Bah, o cara disse que estuprou e matou a própria mãe e a irmã, acredita?

-O QUÊ?

-O CARA ESTUPROU E MATOU A MÃE E A IRMÃ!

Saltei do beliche. Ia descarregar o ódio. Ia matar aquele infeliz. Seguravam ele contra a parede. Tinham acendido uma lâmpada de maloca, que ficava no meio da cela, o resto era escuridão. Tinha uns quinze cabeças. Sessão tortura. Abri caminho e soqueei o puto na cara com toda a força, uma maravilha. Ele implorava, “FOI O DEMÔNIO QUE BAIXOU EM MIM, O DEMÔNIO ME PERSEGUE, FOI O DEMÔNIO QUE BAIXOU EM MIM”, mas a porrada comia de todos os lados, tinha cara tomando impulso no ombro de outro pra pisotear a cabeça dele. Caiu de quatro e seguiu sendo massacrado, e quando rastejou e tentou se apoiar no beliche, eu chutei ele na cabeça, por trás, e o puto abocanhou a madeira dura da cama. Perdeu todos os dentes.

-VAMO MATÁ, PORRA, VAMO MATÁ, ASSINA ESSA PORRA, ASSINA ESSA PORRA!!!

Eu era o mais louco de todos, no ódio e no veneno que eu tava de matar o cara. Que merda, nem um animal faz o que ele fez. Tinha um coroa lá que tava puxando cadeia por homicídio, e eu queria que ele assinasse por mim, mas ele arregou.

-Não, porra, sabe como é, já tô na merda, vamo deixar o cara, já tá bom.

-ENTÃO VAI TE FODER, SEU PORRA! SEU CAGÃO!

O infeliz ficou no chão, com os dois braços quebrados com fraturas expostas, as costelas quebradas, o nariz quebrado e os dentes, também, todos quebrados, com a gengiva aparecendo, ensanguentada. Mas ainda vivo e falando:

– O demônio encarnou em mim… O demônio…

Acendemos as luzes, levantamos aquele traste do chão e jogamos ele embaixo do chuveiro. Tinha um monte de cortes na cabeça e sangrava por todos os lados.

Sons nos corredores. Todas as luzes do pavilhão foram acesas. Barulheira crescente. A tropa de choque da Brigada chegando.

-O QUE ACONTECEU AQUI, SEUS FILHOS DA PUTA? TODO MUNDO CONTRA A PAREDE, TODO MUNDO CONTRA A PAREDE, CARALHO, FILHOS DA PUTA!

Mais de dez porcos portando espingardas calibre 12, com escudo, capacete, colete, todos com a mesma cara de ódio e medo, os olhos que eram umas bolitas. Todo mundo no paredão. O pessoal acordando, nas outras celas, pra olhar. Nisso, o cara que a gente tinha espancado saiu cambaleando do chuveiro e caiu no chão, molhado e ensanguentado. Até o porco sargento se assustou:

-PUTA QUE O PARIU, O QUE VOCÊS FIZERAM COM O CARA? TÃO TODOS FODIDOS, VÃO ASSINAR TENTATIVA DE HOMICÍDIO! VOCÊS VÃO TODOS ASSINAR! SEUS FILHOS DA PUTA!

-Ô, seu Steve, foi ele quem começou, seu Steve… – tentei argumentar.

-CALABOCAVAGABUNDO! SÓEUFALOAQUI! CALESSABOCACARALHO!

Foi então que o cara que tinha comido e matado a mãe e a irmã levantou do chão, como um morto vivo, e se jogou em cima do sargento, agarrando o cano da 12 e apontando pra si mesmo.

-ME MATA ME MATA PELO AMOR DE DEUS ME MATA O DEMÔNIO O DEMÔNIO ATRÁS DE MIM

Não prestou. Os porcos caíram de pau em cima dele, batendo de cassetete e chutando bonito de todos os lados. A surra durou uns cinco minutos, aí, largaram do infeliz, que a gente já tinha quebrado dos pés à cabeça e que agora gritava e chorava no chão, como uma bicha louca. O porco sargento virou pra nós e falou, com a cara e a voz de ódio e medo de sempre:

-A SORTE DE VOCÊS É QUE ESSE MERDA PULOU EM CIMA DE MIM. VOLTEM TODOS PRA CELA, E NÃO QUERO MAIS OUVIR UM PIO! CARALHO!

Voltamos todos pra jaula. Foi sorte, já pensou, assinar tentativa de homicídio na cadeia?

Levantaram o que tinha sobrado do infeliz do chão e levaram direto pra enfermaria. No dia seguinte, o cara do rádio comentava:

-Um crime hediondo, ocorrido na Vila Buarque, na Zona Sul da capital. Um elemento de altíssima periculosidade estuprou as próprias mãe e irmã, e, na sequência, as cortou a machadadas. Vejam só, queridos ouvintes, que barbaridade! Que desvario! Mas, segundo fontes confiáveis, o elemento teve uma bela recepção por parte dos detentos do Presídio Central. Mais detalhes, logo mais, aqui, no programa A Voz do Povo, minha gente humilde, minha gente amada!

Um mês depois, o maluco foi transferido pra Viamão. Chegou lá, levou outro pau. À noite, parece que “se enforcou” na cela.

Gravataí, 18 de novembro de 2012

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40 comentários em “Noite Podre (Rafael Sanzio)

  1. Alana das Fadas
    2 de dezembro de 2013

    Adorei o conto! Envolvente, quando se começa a ler não dá mais pra parar. Não tem nada de noir, mas em suma é um ótimo conto!

  2. Rodrigo Sena Magalhaes
    29 de novembro de 2013

    Gostei mto do conto. Leitura do jeito que gosto, sem frescuras. Com certeza o autor é gaúcho. Senti falta de mais informações para o espancamento do feião. Show de bola, mto bom mesmo!

  3. emptyspaces11 (@emptyspaces11)
    29 de novembro de 2013

    Eu li direto! Sem parada alguma. Que maravilha esse conto! Muito muito bom! Parabéns!

  4. Acaso
    27 de novembro de 2013

    Autor,
    Eu acho que pra um estilo bem mais cru e contemporâneo você tem os elementos na palma da mão: Linguagem, ritmo, imagens.
    Quanto a este conto (aliado a esse desafio), porém, acho que primeiramente falta um pouco de… norte? ao texto. Uma história que começa sobre o narrador acaba quase sendo sobre o rapaz ‘possuído’. Acho que o fim perdeu um pouco do ritmo bem imposto no começo. Já sobre o gênero, fora a narração em primeira pessoa – que é também bastante presente na literatura contemporânea – eu não achei outros elementos eficientes. Acho que faltou um pouco do volume que tem o Noir. A atmosfera é sempre densa, detalhada e até meio sinestésica, acredito. A sua atmosfera estava bastante seca. Concordo que isso casa bastante com o ritmo e com a voz do texto, mas não com o gênero do desafio.
    Abraços!

  5. Andrey Coutinho
    23 de novembro de 2013

    Nesse desafio, resolvi adotar um novo estilo de feedback para os autores. Estou usando uma estrutura padronizada para todos os comentários (“PONTO FORTE” / “SUGESTÕES” / “TRECHO FAVORITO”). Escolhi usar esse estilo para deixar cada comentário o mais útil possível para o próprio autor, que é quem tem maior interesse no feedback em relação à sua obra. Levo em mente que o propósito do desafio é propriamente o aprendizado e o crescimento dos autores, e é isso que busco potencializar com os comentários.

    Além disso, coloquei como regra pessoal não ler nenhum comentário antes de tecer os meus, pra tentar dar uma opinião sincera e imediata da minha leitura em si, sem me deixar influenciar pelas demais perspectivas.

    Dito isso, vamos aos comentários.

    PONTO FORTE

    Linguagem simples que funciona muito bem pro personagem. O retrato da realidade suja é lúcido o suficiente, deu pra imaginar a atmosfera imunda, caótica e violenta durante a cena.

    SUGESTÕES

    Uma boa seria explorar melhor o psicológico do personagem-narrador quanto ao ato praticado. Tentar levar os leitores a concordarem com a atitude violenta praticada por ele, reiterar quão terrível é a ideia de estuprar e matar a própria mãe e irmã etc. Existe um descompasso entre o tom calmo e aparentemente imparcial com que ele narra a história e os seus feitos. Quando uma pessoa confessa uma atitude desse nível, ela pode ser sucinta e ir direto ao ponto, sem entrar em detalhes, ou usar eufemismos, ou descrever mais, mas também se justificar bastante, ou até mesmo se vangloriar. Dificilmente ela iria narrar o ato descrevendo a violência de maneira a claramente gerar impacto no interlocutor, mas sem se posicionar. Em suma: deixar o personagem se expressar mais sobre o que sente de tudo aquilo. Se for para ser imparcial, melhor usar um narrador em terceira pessoa.

    TRECHO FAVORITO

    “Eu baleado, com ferimento aberto, todo cagado pela bola, pensei: ‘meu Deus, vou morrer aqui nessa merda’.

    Mas não morri.”

  6. Felipe Falconeri
    21 de novembro de 2013

    Acho que o demônio tava mesmo no cara. Afinal, só assim ele conseguiria agarrar a arma do policial estando com os dois braços quebrados com fraturas expostas.

    O conto não tem uma trama, a escrita é pobre, o autor definitivamente não sabe usar as vírgulas e ainda tem coisas que simplesmente não fazem sentido, como uma tropa de choque chegando pra resolver uma briga numa cela.

    Além disso, o texto não tem absolutamente nada de noir.

    Enfim, não vou fazer rodeios: está péssimo.

  7. Gunther Schmidt de Miranda
    19 de novembro de 2013

    Horrível…

  8. Sérgio Ferrari
    18 de novembro de 2013

    .. então…..tu não tinha ideia pro concurso deste mês ? Pq, né, tá de sacanagem maluco. “CALESSABOCACARALHO!”

  9. Agenor Batista Jr.
    18 de novembro de 2013

    Não me impressionou nem um pouquinho. Afinal, só um conto com o realismo imaginário de quem nunca esteve numa cadeia. Mas valeu a criatividade embora de “noir” não tenha nada como muitos não têm.

  10. Abílio Junior
    16 de novembro de 2013

    De fato o autor soube passar muito bem o sentimento do conto. Porém…

    A narrativa ficou vaga, sem sentido, prejudicando o que poderia ser um conto quase perfeito.

    Se o autor conseguir mesclar sua forma espetacular de escrever, com uma boa trama para o leitor se deliciar, poderão sair contos fantásticos.

  11. vitorts
    10 de novembro de 2013

    A crueza do conto estava sensacional, mas o desfecho foi meio que um anti-clímax para mim. Quando pensei que a coisa ia esquentar, que até então tudo fora um crescente, o conto acaba. Está muito bem escrito, mas repensaria o final.

    No mais, parabéns pelo texto! Ficou muito bom mesmo.

  12. fernandoabreude88
    10 de novembro de 2013

    O conto choca, principalmente na parte do espancamento do estuprador, da pra sentir o cara todo fodido no chão. Precisa rever algumas palavras, erros de digitação. É uma história boa, o exagero na desgraceira dá um tom meio punk pro texto, aliado a alguns diálogos que divertem morbidamente. A escrita é rústica, combina com o clima do conto e com os personagens. Porém, além da relação entre os presos e a polícia, não vi muitos elementos de um noir. Pelo contrário, o texto é quente.

  13. Masaki
    8 de novembro de 2013

    Uma leitura que flui fácil e é espontânea. Gostei de como você, O Cobrador, usou os jargões, como posso dizer “populares” (?), no decorrer da narração. Fica nítida a impressão de tormenta mental do personagem. Texto curto e de impacto!
    Parabéns!

  14. dibenedetto
    7 de novembro de 2013

    Cara, gosto muito dessa pegada mais visceral. Mas como alguns já comentaram, não tem exatamente uma trama ( é só o maluco sendo espancado e então sendo espancado de novo) e principalmente, pensando aqui pro concurso, faltaram os elementos de uma história Noir.

  15. Jowilton Amaral da Costa
    7 de novembro de 2013

    Outra coisa, que gostaria de saber. O pseudônimo é uma homenagem ao “Fonsecão” (Rubem Fonseca)?

    • Rafael Sanzio
      12 de novembro de 2013

      Olá Jowilton. Obrigado pela leitura e pela observação. Sim, “O cobrador” é do Rubem Fonseca, foi o primeiro nome que me veio à cabeça. 😉

    • O cobrador
      17 de novembro de 2013

      Olá Jowilton. Obrigado pela leitura e pela observação. Sim, “O cobrador” é do Rubem Fonseca, foi o primeiro nome que me veio à cabeça.

  16. Jowilton Amaral da Costa
    7 de novembro de 2013

    Ótimo conto, um belo estilo de escrita e uma técnica excelente. Prende a atenção, é brutal, visceral, real. Parabéns. Abraços.

  17. piscies
    7 de novembro de 2013

    Sua técnica de escrita é muito boa. Seu conto é tão bem narrado em primeira pessoa que até eu, que sou contra o uso de palavrões, achei que o linguajar xulo veio de forma natural. Seria até estranho se ele não existisse, para dizer a verdade. As descrições informais estão muito boas!

    A trama, por outro lado, não diz nada. Não existe um conflito. Na verdade, existe apenas uma cena que, se o leitor parar para pensar, é muito breve. Um conto não precisa narrar mais de uma cena, é claro, mas na cena narrada neste conto não vemos muita coisa.

    A violência e o ódio, que são características Noir, estão presentes… mas eles por si só também não caracterizam o conto como Noir. Não sou especialista no assunto, é claro, mas não senti a atmosfera que deveria sentir em um conto Noir.

    Enfim, acho que a história poderia – e tem o potencial de – ser mais trabalhada.

  18. Ricardo Gnecco Falco
    7 de novembro de 2013

    Um conto visceral. Tem como ponto positivo esse ar de “papo reto” que faz com o leitor, quase conseguindo intimidá-lo; embora este afastamento (talvez intencional) do leitor, forçado a manter distância da própria personagem, resulte em um sentimento de desapego do público pela própria história contada. Não é um conto encorpado, fechado. Este conto é uma ferida aberta; repugnante.
    Deve ter gente que irá gostar, assim como existem pessoas que gostam de brincar com o pus das feridas. Eu, pessoalmente, taco logo água oxigenada em cima. E é exatamente a falta deste elemento vital que mais me incomodou ao ralar minhas retinas neste conto.
    Senti falta do oxigênio… É com ele que gosto de brincar.
    Mas, tem gente que vai curtir este conto, certamente.
    😉

  19. selma
    6 de novembro de 2013

    não gostei. não costumo ler coisas do genero.

  20. André Lima dos Santos
    5 de novembro de 2013

    Não gostei do conto. Achei-o fraco, mas não por inabilidade do autor, mas pela ausência de um clímax e de um enredo. O conto não possui início, meio e fim, e isso foi frustrante.

    O autor notoriamente possui habilidades de escrita, mas não foi feliz nessa narrativa.

    O ponto positivo é que o texto realmente te prende até o fim.

  21. Gustavo Araujo
    5 de novembro de 2013

    O conto é um soco no estômago – no melhor sentido da expressão. É violento sem parecer gratuito, e tenso se soar forçado. De certa forma me senti cúmplice do narrador, mas não pude evitar uma sensação de pena pelo velho que apanhava. Certamente, eu teria vida curta em um ambiente desses.

    No entanto, o texto não é uma história – algo que leva o leitor de A para B – e isso me deixou um pouco frustrado. O autor sabe escrever, conhece da matéria, mas ao que parece, evitou se arriscar, preferindo a segurança de uma narrativa curta. Eu espero, sinceramente, ver outros trabalhos seus, mais elaborados, com mais nuances, com mais possibilidades.

    Enfim, como o retrato de um momento, o conto está excelente, mas no fim não pude evitar a sensação de que outras possibilidades poderiam ter sido exploradas.

    • Rafael Sanzio
      12 de novembro de 2013

      Gustavo, me parece que tu foi quem chegou mais próximo de quaisquer intenções que eu poderia ter tido ao desenvolver esse conto. É o instantâneo de um momento, a ponta de um iceberg. O restante está abaixo da água. Não sei para onde a história poderia caminhar, após o final. Abraços!

      • Rafael Sanzio
        12 de novembro de 2013

        “embaixo d’água”, melhor dizendo. 😀

  22. Leandro B.
    5 de novembro de 2013

    Um bom conto.
    Estou dividido sobre ter gostado ou não da narrativa meio informal.

    Senti falta de uma identificação com o personagem principal. Sobre os elementos de Noir, os identifiquei mais no início do texto, principalmente em algumas tiradas irônicas. Essa tendência, infelizmente, não pareceu acompanhar o resto do conto com a mesma sagacidade.

    Ainda assim, me senti envolvido e a leitura foi prazerosa.

    Parabens

    • Leandro B.
      5 de novembro de 2013

      Ah, sim, eu identifiquei os elementos de noir no início, mas não sou um especialista no assunto. É capaz de não ter reconhecido no restante do texto apesar de estarem lá.

  23. Pedro Luna Coelho Façanha
    5 de novembro de 2013

    Então..achei bonzão. Ri muito quando o maluco pulou no guarda e tomou outro pau. Muito massa o conto. Mas desde o começo eu vi que de Noir não tinha nada e achei que o final ia guardar alguma surpresa que acabou não vindo. Mas tá show. Vlww…

  24. charlesdias
    5 de novembro de 2013

    Muito verossímil … mas de noir não tem nada!

  25. CRAngst
    5 de novembro de 2013

    Olha, li sem parar seguindo o ritmo brutal da narrativa. Não é o meu estilo preferido, mas não se pode negar a força do texto. Ainda tenho muitas dúvidas quanto ao teor de um conto noir, mas não identifiquei elementos característicos aqui. Prendeu minha atenção. Boa sorte.i

  26. Bia Machado
    5 de novembro de 2013

    Gostei da narração, me lembrou aqueles filmes no estilo Carandiru, Cidade de Deus, por conta do vocabulário, mas achei que estavam de acordo. Faltou mesmo um “algo a mais na narrativa”, de repente um elemento surpresa… Para mim, não se encaixa em um “noir”, faltam os elementos “alicerces”. Mas parabéns, gostei do texto.

  27. chelreisdotcom
    5 de novembro de 2013

    Eita! Vc escreve muito bem, parabéns!

  28. Marcelo Porto
    5 de novembro de 2013

    Não sei se isso é noir. Mas que é massa, é!

    Violento, cruel e muito bem escrito.

    Bom demais!

  29. marcellus
    5 de novembro de 2013

    É um conto forte, visceral, mas que foge muito do meu gosto. Obviamente isso não tira o mérito do autor.

    No entanto, não identifiquei elementos “noir”..

  30. Jefferson Lemos
    5 de novembro de 2013

    Conto muito bem escrito. Passa toda emoção, o sentimento de raiva para o leitor. Porém, não me agradou muito, apesar de bem escrito, senti que faltou algo para dar um sentido maior. Ficou um tanto vazio, e não me pareceu muito dentro do estilo noir.

  31. rubemcabral
    5 de novembro de 2013

    Tive impressão semelhante ao Frank e a Thata. Se, por um lado, há veracidade e força na narração, a trama é simples e também não se encaixa muito bem no molde do “noir” (para mim este conto é mais “pulp” do que “noir”).

    No mais, um bom conto: bem escrito e climático.

  32. Thata Pereira
    5 de novembro de 2013

    Gostei, mas achei a história muito simples. Gostaria de ter tido um maior envolvimento e isso não está relacionado com o fato de ela ser curtinha. Li com gosto, mas sabe quando falta aquele “NOOOOSA!!” Acredito que teve a chance de alcançar isso. 😉

  33. Frank
    5 de novembro de 2013

    O que não se pode negar é que o ódio do narrador “contamina” (no bom sentido) toda a atmosfera do conto; o que se mantém até o fim. Nosso sujeito é um predador muito bem adaptado (e aceito) em seu ambiente e não se furta a aplicar a justiça do seu meio. Por minha natureza e gosto, fiquei com vontade de que o outro infeliz realmente tivesse tido algo com quem afirmava ter, mas do jeito que terminou…pode ter sido mais interessante pensarmos sobre a veracidade ou não da justificativa para a abominação que cometeu.

    Quanto a diversos elementos do Noir (aqueles que tenho visto como características do gênero), acho que muitos não estiveram presentes (se eu não soubesse do concurso, não seria capaz de identificar esse conto como tal). Por último, senti falta de mais densidade na trama: ela fica meio sem profundidade…há um ambiente, um novo elemento que o desestabiliza é só.

    Li rápido e com gosto; boa história.

  34. Jullie Anny
    5 de novembro de 2013

    Pensei que o demônio ia aparecer de verdade UAHSAUSHAUSHASUHS Você escreve muito bem, me prendeu bastante 😉

  35. Anna Carol Santos
    5 de novembro de 2013

    PQP! Que Conto Incrível !!!!Muito Bom Mesmo

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Informação

Publicado às 4 de novembro de 2013 por em Noir e marcado .